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ANotícia
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Design atualizado
Linha Mégane sofreu pequena "plástica"
que lhe garantiu estilo mais moderno
Fotos: Divulgação |
Mégane RT 1.6
tem preço competitivo
Sedã da
Renault oferece lista com menos opcionais, mas ganha desempenho
próximo ao da versão top RXE 2.0
Uma
das estratégias das montadoras e importadoras para ganhar
mercado é criar versões básicas de modelos
de categorias superiores. Com isso, tentam alcançar os
consumidores que sonham com as versões tops, mas que só
podem comprar algo que não pese tanto no bolso. Assim,
muitos modelos ganham versões com motorizações
menores e itens de série mais modestos. A Renault segue
essa cartilha com a versão RT 1.6 16V do sedã Mégane
- que tem no RXE 2.0 seu modelo top.
E a estratégia vem dando resultado. Principalmente após
a reestilização imposta à linha e da adoção
de um novo motor 1.6 multiválvulas na versão de
entrada da linha. No segundo semestre do ano passado, a Renault
vendeu no País 1.607 sedãs Mégane: 617 da
versão RT e 990 da RXE. Até junho deste ano, já
foram 1.036 unidades: 456 da RT e 580 da RXE. A ligeira vantagem
do top explica-se pelo fato de o comprador deste tipo de veículo
buscar um produto superior e mais completo.
Em termos de motor, o 1.6 deixa pouca saudade em relação
ao 2.0. Menor, o motor do RT incorpora avanços como cabeçote
multiválvulas, tuchos hidráulicos, eixos dos comandos
de válvulas ocos e coletor de admissão de plástico,
que garantem mais eficiência. O propulsor 1.6 16V rende
110 cv de potência a 5.750 giros e torque máximo
de 15,1 kgfm a 3.750 giros. Meros 5 cv a menos que os 115 cv
a 5.400 giros e 17,5 kgfm de torque a 4.250 mil giros do motor
2.0.
Além dessas pequenas diferenças, o Mégane
sedã RT também é, naturalmente, um pouco
mais "despojado" que a versão top. Traz, de
série, apenas airbag duplo, direção hidráulica,
aviso sonoro de luzes acesas, barras de proteção
nas portas, travas elétricos, desembaçador traseiro,
luzes de leitura dianteiras e traseiras, relógio digital
e brake light. A lista de opcionais também é reduzida:
ar-condicionado, regulagem de altura do banco do motorista e
do volante e rádio/CD player. A versão RXE tem
estes itens e mais computador de bordo, freios ABS, rodas de
liga-leve, faróis de neblina, espelhos e vidros elétricos
e comando de som no volante.
O conforto um pouco menor se reflete nos preços do carro.
O sedã com motor 1.6 sai por R$ 31,3 mil, exatos R$ 6,1
mil menos que o 2.0. Com todos os opcionais, vai a R$ 34,9 mil.
Ou seja, revela-se uma opção interessante para
quem não tem um generoso saldo bancário, mas busca
um sedã com bom desempenho, confortável, espaçoso
e sem "mimos" abundantes.
Porta-malas
Mégane sedã comporta 510 litros de
bagagens, 162 litros a mais que a versão hatch |
Novo motor com
bom rendimento
É natural imaginar que o Mégane sedã
RT 1.6 16 válvulas tem um desempenho inferior ao do RXE
2.0. Afinal, são 400 cilindradas de diferença.
O modelo "básico", porém, surpreende
e reverte qualquer expectativa negativa ao exibir uma performance
vigorosa e muito homogênea.
No trânsito urbano, o carro arranca firme e rápido
e praticamente não apresenta "buracos" na aceleração
- característica que costuma ser comum nos multiválvulas.
O ganho de velocidade é rápido, e o carro exige
as trocas de marcha com naturalidade. Os 110 cv do propulsor
mostram-se mais que suficientes para empurrar os 1.170 kg do
Mégane sem cerimônias - a relação
peso, potência é de 10,6 kg/cv, praticamente a mesma
do sedã RXE 2.0, que é de 10,4 kg/cv.
Mais ecônomico
O Mégane RT vai da inércia aos 100 km/h em razoáveis
11,5 segundos - é 0,5 segundo mais lento que o sedã
top.
A diferença na velocidade máxima foi igualmente
pequena: 185 km/h para o sedã básico, contra 190
km/h da versão top. No consumo, porém, o RT 1.6
16 levou a melhor. Econômico, fez 10,2 km/l, contra 8,8
km/l do RXE.
Por dentro, o Mégane sedã apresenta praticamente
o mesmo conforto da versão mais completa exceto, claro,
pelo reduzido volume de "confortos" elétricos.
Mas a agradável posição de dirigir, o preciso
câmbio mecânico de cinco marchas e a sensação
de segurança transmitida pelo carro são as mesmas
da versão RXE 2.0.
Puro-sangue
Alfa 156 Selespeed chega aos 216 km/h e faz de
zero a 100 km/h em apenas 8,6 s |
Alfa 156 usa
tecnologia da F-1
Marchas podem ser
trocadas de 3 diferentes maneiras
A Fórmula 1 sempre serviu de berço para inovações
tecnológicas que marcam a evolução dos carros
de rua, como freios a disco e a utilização de alumínio
no motor. O Alfa Romeo 156 Selespeed traz um dos avanços
nascidos nas pistas que mais aproximam o motorista comum de um
cockpit de competição: o câmbio com comando
no volante.
O sedã médio-grande italiano de linhas arrojadas
- que mais parece um cupê devido às maçanetas
traseiras camufladas - traz para o cotidiano uma versão
de rua da transmissão acionada por duas aletas atrás
do volante, usada nos bólidos da F1. No 156, os botões
do câmbio foram colocados em duas abas no próprio
volante. Ao contrário de outros câmbio com comando
no volante, como os do Audi A4 e Porsche 911, o Selespeed não
é uma transmissão automática. O câmbio
do 156 tem as engrenagens de um sistema mecânico tradicional.
Apenas o acionamento é eletrônico. A grande estrela
do Selespeed são os comandos no volante. Porém,
esta versão do 156 possui, na verdade, três maneiras
diferentes de se acionar o câmbio. O modelo traz também
uma alavanca no assoalho, que permite a troca de marchas apenas
se empurrando a manopla para frente e para trás, como
um câmbio seqüencial.
Câmbio automático
Esta alavanca se faz necessária também para
se engatar a ré e colocar o ponto morto. A terceira maneira
de se trabalhar com a transmissão é através
de um botão no console entre os bancos, que aciona o modo
city. Com ele, o câmbio se comporta como um sistema automático
tradicional, que executa a troca de marchas sozinho.
Com o Selespeed, o "motorista-piloto" pode administrar
com as pontas dos dedos o poderoso motor 2.0 litros Twin Spark.
As 16 válvulas possuem comando variável de admissão
e cada cilindro exibe duas velas, o que otimiza a queima ar/combustível.
Por isso, o nome Twin Spark - centelha dupla, em inglês.
Toda esta modernidade gera 155 cv a 6.400 rpm e um torque de
19,1 kgf.m a 3.500 giros. O resultado é um "vôo
baixo" de até 216 km/h e uma aceleração
de zero a 100 km/h em apenas 8,6 s.
Para desfrutar deste fôlego, os ocupantes do 156 Selespeed
convivem com um interior salpicado com ícones que ressaltam
a vocação esportiva desta máquina italiana.
As referências estão nos instrumentos redondos de
estilo retrô, que se estendem até o console central.
Este, por sua vez, ganha um revestimento que imita a fibra de
carbono usada em carros de competição.
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