Joinville         -          Quarta-feira, 16 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Design atualizado
Linha Mégane sofreu pequena "plástica" que lhe garantiu estilo mais moderno
Fotos: Divulgação

Mégane RT 1.6
tem preço competitivo

Sedã da Renault oferece lista com menos opcionais, mas ganha desempenho próximo ao da versão top RXE 2.0

Uma das estratégias das montadoras e importadoras para ganhar mercado é criar versões básicas de modelos de categorias superiores. Com isso, tentam alcançar os consumidores que sonham com as versões tops, mas que só podem comprar algo que não pese tanto no bolso. Assim, muitos modelos ganham versões com motorizações menores e itens de série mais modestos. A Renault segue essa cartilha com a versão RT 1.6 16V do sedã Mégane - que tem no RXE 2.0 seu modelo top.
E a estratégia vem dando resultado. Principalmente após a reestilização imposta à linha e da adoção de um novo motor 1.6 multiválvulas na versão de entrada da linha. No segundo semestre do ano passado, a Renault vendeu no País 1.607 sedãs Mégane: 617 da versão RT e 990 da RXE. Até junho deste ano, já foram 1.036 unidades: 456 da RT e 580 da RXE. A ligeira vantagem do top explica-se pelo fato de o comprador deste tipo de veículo buscar um produto superior e mais completo.
Em termos de motor, o 1.6 deixa pouca saudade em relação ao 2.0. Menor, o motor do RT incorpora avanços como cabeçote multiválvulas, tuchos hidráulicos, eixos dos comandos de válvulas ocos e coletor de admissão de plástico, que garantem mais eficiência. O propulsor 1.6 16V rende 110 cv de potência a 5.750 giros e torque máximo de 15,1 kgfm a 3.750 giros. Meros 5 cv a menos que os 115 cv a 5.400 giros e 17,5 kgfm de torque a 4.250 mil giros do motor 2.0.
Além dessas pequenas diferenças, o Mégane sedã RT também é, naturalmente, um pouco mais "despojado" que a versão top. Traz, de série, apenas airbag duplo, direção hidráulica, aviso sonoro de luzes acesas, barras de proteção nas portas, travas elétricos, desembaçador traseiro, luzes de leitura dianteiras e traseiras, relógio digital e brake light. A lista de opcionais também é reduzida: ar-condicionado, regulagem de altura do banco do motorista e do volante e rádio/CD player. A versão RXE tem estes itens e mais computador de bordo, freios ABS, rodas de liga-leve, faróis de neblina, espelhos e vidros elétricos e comando de som no volante.
O conforto um pouco menor se reflete nos preços do carro. O sedã com motor 1.6 sai por R$ 31,3 mil, exatos R$ 6,1 mil menos que o 2.0. Com todos os opcionais, vai a R$ 34,9 mil. Ou seja, revela-se uma opção interessante para quem não tem um generoso saldo bancário, mas busca um sedã com bom desempenho, confortável, espaçoso e sem "mimos" abundantes.

Porta-malas
Mégane sedã comporta 510 litros de bagagens, 162 litros a mais que a versão hatch

Novo motor com
bom rendimento

É natural imaginar que o Mégane sedã RT 1.6 16 válvulas tem um desempenho inferior ao do RXE 2.0. Afinal, são 400 cilindradas de diferença. O modelo "básico", porém, surpreende e reverte qualquer expectativa negativa ao exibir uma performance vigorosa e muito homogênea.
No trânsito urbano, o carro arranca firme e rápido e praticamente não apresenta "buracos" na aceleração - característica que costuma ser comum nos multiválvulas. O ganho de velocidade é rápido, e o carro exige as trocas de marcha com naturalidade. Os 110 cv do propulsor mostram-se mais que suficientes para empurrar os 1.170 kg do Mégane sem cerimônias - a relação peso, potência é de 10,6 kg/cv, praticamente a mesma do sedã RXE 2.0, que é de 10,4 kg/cv.

Mais ecônomico

O Mégane RT vai da inércia aos 100 km/h em razoáveis 11,5 segundos - é 0,5 segundo mais lento que o sedã top.
A diferença na velocidade máxima foi igualmente pequena: 185 km/h para o sedã básico, contra 190 km/h da versão top. No consumo, porém, o RT 1.6 16 levou a melhor. Econômico, fez 10,2 km/l, contra 8,8 km/l do RXE.
Por dentro, o Mégane sedã apresenta praticamente o mesmo conforto da versão mais completa exceto, claro, pelo reduzido volume de "confortos" elétricos. Mas a agradável posição de dirigir, o preciso câmbio mecânico de cinco marchas e a sensação de segurança transmitida pelo carro são as mesmas da versão RXE 2.0.


Puro-sangue
Alfa 156 Selespeed chega aos 216 km/h e faz de zero a 100 km/h em apenas 8,6 s

Alfa 156 usa
tecnologia da F-1

Marchas podem ser trocadas de 3 diferentes maneiras

A Fórmula 1 sempre serviu de berço para inovações tecnológicas que marcam a evolução dos carros de rua, como freios a disco e a utilização de alumínio no motor. O Alfa Romeo 156 Selespeed traz um dos avanços nascidos nas pistas que mais aproximam o motorista comum de um cockpit de competição: o câmbio com comando no volante.
O sedã médio-grande italiano de linhas arrojadas - que mais parece um cupê devido às maçanetas traseiras camufladas - traz para o cotidiano uma versão de rua da transmissão acionada por duas aletas atrás do volante, usada nos bólidos da F1. No 156, os botões do câmbio foram colocados em duas abas no próprio volante. Ao contrário de outros câmbio com comando no volante, como os do Audi A4 e Porsche 911, o Selespeed não é uma transmissão automática. O câmbio do 156 tem as engrenagens de um sistema mecânico tradicional. Apenas o acionamento é eletrônico. A grande estrela do Selespeed são os comandos no volante. Porém, esta versão do 156 possui, na verdade, três maneiras diferentes de se acionar o câmbio. O modelo traz também uma alavanca no assoalho, que permite a troca de marchas apenas se empurrando a manopla para frente e para trás, como um câmbio seqüencial.

Câmbio automático

Esta alavanca se faz necessária também para se engatar a ré e colocar o ponto morto. A terceira maneira de se trabalhar com a transmissão é através de um botão no console entre os bancos, que aciona o modo city. Com ele, o câmbio se comporta como um sistema automático tradicional, que executa a troca de marchas sozinho.
Com o Selespeed, o "motorista-piloto" pode administrar com as pontas dos dedos o poderoso motor 2.0 litros Twin Spark. As 16 válvulas possuem comando variável de admissão e cada cilindro exibe duas velas, o que otimiza a queima ar/combustível. Por isso, o nome Twin Spark - centelha dupla, em inglês. Toda esta modernidade gera 155 cv a 6.400 rpm e um torque de 19,1 kgf.m a 3.500 giros. O resultado é um "vôo baixo" de até 216 km/h e uma aceleração de zero a 100 km/h em apenas 8,6 s.
Para desfrutar deste fôlego, os ocupantes do 156 Selespeed convivem com um interior salpicado com ícones que ressaltam a vocação esportiva desta máquina italiana. As referências estão nos instrumentos redondos de estilo retrô, que se estendem até o console central. Este, por sua vez, ganha um revestimento que imita a fibra de carbono usada em carros de competição.

Manchetes AN

Das últimas edições de AN Veículos
06/08 - Novo motor deixa Marea mais esperto
30/07 - Perua Volvo une luxo e esportividade
23/07 - Peugeot 206 desbanca carros nacionais 1.6
16/07 - Focus chega em outubro ao mercado brasileiro
09/07 - Peugeot 406 sedã tem preço competitivo
02/07 - Fiesta Sport tem visual agressivo
25/06 - Salão de Turim é vitrine do design automotivo

 
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE
 

Torque Comunicação e Internet