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ANotícia
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Apesar de não ter
o reconhecimento que tinha na Globo, Vanessa está satisfeita
na emissora paulista e elogia o empenho e a harmonia da equipe
Foto: Carta Z Notícias
Vanessa Lóes vira estrela
na Record
Coadjuvante na
Globo, atriz é protagonista de "Marcas da Paixão"
Leandro Calixto
TV Press
A
carioca Vanessa Lóes se tornou uma verdadeira estrela
na Record. A atriz de 28 anos mora num dos principais hotéis
da cidade de São Paulo, tem um dos melhores salários
do núcleo de dramaturgia da emissora e de quebra interpreta
a primeira protagonista da carreira: a intransigente Cíntia,
em "Marcas da Paixão". A posição
de destaque conquistada na emissora controlada pelos bispos da
Igreja Universal, no entanto, assustou a atriz no início.
Quando foi assinar contrato com a Record para fazer a novela
de Solange Castro Neves, Vanessa confessa que ficou apreensiva.
Justamente pelo fato de ser a protagonista. "Fiquei assustada
por toda cobrança que poderia vir. Também tem a
própria questão do ritmo de trabalho que aumentou
muito. Mas agora já estou adaptada", explica a atriz.
Antes de ver seu trabalho valorizado pela Record, Vanessa fez
sua carreira na Globo, nas novelas "Vira Lata", na
pele da voluptuosa Pietra, "Zazá", vivendo a
ninfomaníaca Lavínia, e "Suave Veneno",
interpretando a hipocondríaca Maria Antônia. "Minha
passagem pela Globo foi muito importante. Foi lá que ganhei
minhas primeiras oportunidades", reconhece. Apesar de se
sentir valorizada e prestigiada na nova emissora, Vanessa é
a primeira a admitir que a repercussão não é
a mesma dos tempos que atuava na Globo. Principalmente quando
está no Rio de Janeiro, onde a novela mantém uma
média que oscila de um a dois pontos no Ibope, contra
oito em São Paulo. "Quando passo um final de semana
no Rio é comum alguém me perguntar quando vou voltar
a fazer uma novela. Infelizmente, 'Marcas da Paixão' repercute
principalmente em São Paulo", lamenta a atriz.
Por outro lado, segundo Vanessa, o fato de trabalhar numa emissora
que não tem a mesma tradição e estrutura
que a Globo dispõe faz toda equipe da Record atuar de
forma coesa. Ou seja: em total harmonia. "A sensação
que nos dá é que se a novela está dando
certo, é que todo mundo faz parte deste sucesso. O trabalho
é verdadeiramente reconhecido", compara a atriz.
Este aspecto também serve para toda equipe, desde técnica,
autores, diretores e atores, a trabalharem com mais entusiasmo.
Para ela, se "Marcas da Paixão" mantiver a mesma
média no Ibope até o final da trama, a emissora
definitivamente vai manter o núcleo de dramaturgia aberto.
"Se continuar assim, todo mundo que trabalha na televisão
vai estar ganhando. É um novo mercado de trabalho para
os profissionais", completa a atriz.
Outra razão que também vem motivando Vanessa Lóes
é o fato da Cíntia ser uma personagem totalmente
diferente de tudo que ela já interpretou na televisão.
Na trama, Cíntia tem uma personalidade arrogante e é
a "mandona" na fazenda herdada pelo pai, além
de disputar o amor de Diogo com a irmã Guida, vividos
por Carlos Casagrande e Carla Regina. "É uma personagem
muito forte e decidida. Qualquer atriz gostaria de interpretar",
resume. Nesta novela ainda, Vanessa está voltando a contracenar
com Irene Ravache, que já interpretou sua mãe em
"Suave Veneno". Ao contrário da história
de Aguinaldo Silva, na novela da Record, Vanessa e Irene, que
vive a Bernadete, são rivais. "É outro tipo
de relação que estamos exercitando neste novo trabalho.
Isto que é legal para o trabalho de ator: o de não
cair na mesmice", teoriza.
Embora esteja entusiasmada e valorizada na Record, Vanessa não
descarta a possibilidade de retornar à Globo. O contrato
dela com a emissora termina ao final da novela, prevista para
acabar em outubro. "Quero em primeiro lugar, acabar esta
novela. Depois, vou pensar em outros projetos", tergiversa.
Vanessa deixa escapar que alguns diretores e autores já
a sondaram para atuar em outras produções, mas
não revela em qual emissora. O certo é que, além
de Record, atualmente apenas a Globo - que grava todas as novelas
no Projac, no Rio - está produzindo novelas no Brasil.
E Vanessa não esconde o desejo de voltar a viver em terras
cariocas. "Estou adorando São Paulo. Mas sinto a
necessidade de viver bem perto da natureza", confessa.
João Gordo, do "Gordo
a Go Go": "Quanto mais ridículo, mais eu gosto"
Foto: Carta Z Notícias
A hora da ruindade
A estética
do bizarro ganha seguidores e até dá Ibope
Rodrigo Teixeira
TV Press
Quanto pior, melhor. Este poderia ser o lema de várias
produções televisivas. Cenários horrendos,
iluminação precária, figurinos de gosto
duvidoso, convidados estranhos e piadas infames estão
ganhando espaço nos mais diferentes tipos de programas.
Desde humorísticos e novelas, até talk shows e
programas religiosos apelam para o "jeito grotesco de ser".
"Adoro a estética do lixo e meu programa segue esta
linha. Quanto mais ridículo, mais gosto", confirma
o apresentador da MTV, João Gordo.
"Gordo a Go Go" é talvez o programa que mais
represente o estilo trash de fazer televisão na atualidade.
Ele se encaixa na categoria dos talk shows bizarros, assim como
o religioso "Fala Que Te Escuto", da Record. A diferença
entre eles é que enquanto João Gordo não
esconde seu jeito "escrachado", a produção
da Record tenta maquiar o estilo. "Gordo a Go Go",
por exemplo, tem um cenário escuro, decorado com bonecas
gigantes vestidas com acessórios sadomasoquistas. Já
"Fala Que Te Escuto" ataca com enorme telão
plano e um enfadonho texto fixo embaixo da tela com o assunto
do dia. Os temas são xaropadas do gênero "Alma
Gêmea: Sinônimo de um Relacionamento Perfeito?".
Enquanto João Gordo abre espaço para vídeos
amadores da pior espécie, como "Shana, a Drogada",
o bispo Clodomir Santos faz uma miscelânea com filmes americanos,
novelas da Record, vídeos mal produzidos, clipes religiosos
e bate-papo ao vivo.
Apesar de "Fala Que Te Escuto" manter a razoável
média de dois pontos de Ibope nas madrugadas, são
as novelas mexicanas que mais contabilizam em audiência
o estilo bizarro. "A Usurpadora", que está sendo
exibida pela terceira vez pelo SBT, já chegou a bater
20 pontos de média. Mas como o capítulo custa aproximadamente
R$ 15 mil, o resultado final dos "dramalhões"
fica longe de ter algum requinte. Por isso, é comum ver
em "Sigo Te Amando" e "A Mentira", exibidas
também pelo SBT, e "Olhar de Mulher",
na Record, cenas mais do que bizarras. As dublagens são
sofríveis, os cenários paupérrimos e os
atores parecem bonecos de mola que vomitam textos que chegam
a ser risíveis de tão ruins. "Como dá
audiência, os mexicanos não vão parar de
produzir estas novelas. Mesmo porque eles não sabem fazer
de outra forma", explica o autor Manoel Carlos, que já
criou dramalhões como "Manoela", "O Magnata"
e "A Intrusa" para a Televisa, do México.
Nas linhas infantil e erótica, se sobressaem os programas
"Chaves", do SBT, e "Puro Êxtase",
da CNT, respectivamente. O seriado mexicano do SBT já
chegou até a bater o Ibope de "Mais Você",
da Globo, atingindo média de 14 pontos. Protagonizado
pelo ridículo Roberto Bolaños, "Chaves"
conquista os espectadores com cenário de isopor, enredo-pastelão
e roupas esfarrapadas. Voltado para o público adulto,
"Puro Êxtase" vai além do "Disk Erótico",
basicamente um vídeo em que mulheres tiram a roupa, também
na CNT. O "Puro Êxtase" tem debates com atores
pornôs, clipes eróticos lastimáveis e responde
pesadas dúvidas sexuais do espectadores. "Queremos
naturalidade. Por isso, uma super-produção é
dispensável", acredita a apresentadora do "Puro
Êxtase", Carolina Garcia, a Carol.
Já no lado humorístico, a dupla Hermes e Renato
vem se destacando na MTV como legítimos seguidores do
estilo bizarro. Tanto que a partir do dia 14 de agosto, os humoristas
deixam de ter apenas um quadro na MTV, para comandar um programa
próprio. Geralmente filmado em câmaras VHS, com
texto cheio de palavrões e usando a própria casa
como cenário, Hermes e Renato usam perucas desgrenhadas
e roupas da década de 70. "A nossa idéia é
misturar o estilo do Chaves com as pornochanchadas brasileiras.
A gente gosta de ser horrível mesmo", garante Fausto,
que vive o Hermes da dupla.
Vários programas de auditórios se encaixam no estilo
bizarro. Entre eles "Programa do Ratinho" e "Domingo
Legal", ambos do SBT, e "Quarta Total", da Record.
Mas nenhum vai tão longe quanto o "Festa do Mallandro",
exibido pela TV Gazeta. Apresentado por Sérgio Mallandro,
a produção, além de ter um cenário
horroroso e mulheres em trajes mínimos, investe em atrações
lastimáveis. O apresentador não tem limite e forja
de tudo em pegadinhas. "O meu estilo é o vale-tudo
e não só o bizarro", desdenha Mallandro.
Dúvida
"Não consigo entender o que as mulheres
vêem em mim", diz o ator
Carta Z Notícias
Entrevista/José
Mayer
Todas querem José Mayer
Mesmo fazendo o
tipo rude, o galã continua habitando o imaginário
do público feminino
André Bernardo
TV Press
No início do ano, José Mayer viveu uma experiência
inédita. Apesar de acostumado com o assédio dos
fãs, o ator de 51 anos se viu disputado por três
diferentes autores: Benedito Ruy Barbosa, Ana Maria Moretzsohn
e Manoel Carlos. Depois de ter sido convidado para integrar o
elenco de "Terra Nostra" e de "Esplendor",
José Mayer optou por aceitar o convite de Manoel Carlos
para "Laços de Família". Os
dois já haviam trabalhado juntos em "História
de Amor", de 1995, quando José Mayer interpretou
o sofisticado Dr. Carlos. "O Pedro é diametralmente
oposto ao Carlos. É rude, machista. Diria que ele é
a força masculina em estado bruto", define, jocoso.
Na novela das oito, o personagem de José Mayer vive situação
parecida com a do ator. Afinal, ele é o pivô de
uma acirrada disputa amorosa entre a insegura Sílvia,
a rebelde Íris e a explosiva Cynthia. Em mais de 30 anos
de carreira, José Mayer já perdeu as contas dos
tipos rudes e sedutores que fez na tevê. Independentemente
do tipo que esteja interpretando, o ator quase sempre cai nas
graças das telespectadoras. "Não me considero
nenhum modelo de beleza. Qualquer um pode ser interessante se
tiver um mínimo de estilo, autoconfiança e personalidade
marcante", receita.
... ... ...
Mas por que optou por trabalhar com o Manoel Carlos?
José Mayer - Nós já trabalhamos juntos em
"História de Amor", de 1995, e a experiência
foi muito bacana. O que mais me intriga no Manoel Carlos é
a facilidade que ele tem para convencer o telespectador. Ele
dispõe de um poder de conquista muito discreto e eficiente.
Para isso, não precisa lançar mão de situações
espetaculares ou conflitos excepcionais. Muito pelo contrário.
O universo do Manoel Carlos está muito próximo
do universo do homem comum. Além disso, ele possibilita
boas interpretações e, principalmente, interpretações
cheias de humanidade.
O que o Pedro tem de novo a acrescentar na sua carreira?
Mayer - Os papéis que tenho feito ultimamente são
muito interessantes. Só não sei até quando
vou poder prorrogar essa função de tipo rústico
e sedutor. Um dos grandes baratos da profissão de ator,
aliás, é que você não precisa se aposentar.
Daqui a pouco, vou deixar de fazer homens sedutores e partir
para outros tipos. Adoraria fazer um vilão, por exemplo.
Mas esse é um problema que os diretores de elenco têm
de resolver.
Você acha que o tipo rústico, como o Pedro
de "Laços de Família", é um dos
preferidos do público feminino?
Mayer - Acho que sim. As mulheres não gostam do machão
clássico. O Osnar, de "Tieta", era uma exceção.
Ele era bem-dotado, mas tinha enorme senso de humor. Se há
uma coisa de que as mulheres gostam é de senso de humor.
Porque quem tem bom humor consegue renovar o tédio do
dia-a-dia. Esta é uma qualidade que admiro muito. Talvez
por isso eu venho ocupando um lugar importante no imaginário
feminino. No extremo oposto ao Osnar, fiz o Mattos em "Agosto".
Ele era um homem desiludido, com tendências suicidas, existencialista
e broxa. Mesmo assim, fui muito assediado na época.
Você se acha sedutor?
Mayer - Não consigo entender o que as mulheres vêem
em mim. Sou um tipo comum, de estatura e físico medianos.
Não sou nenhum Apolo ou muito menos um Arnold Schwarzenegger.
Nunca fui malhador, nem gostei de freqüentar academias.
Gosto apenas de nadar, de fazer alongamento e de ter uma alimentação
saudável. Além disso, gosto também de esculpir
árvores e de andar a cavalo. Mas não me considero
bonito. Pelo contrário. Tenho mais charme do que beleza.
Talvez isso me humanize e me deixe ao alcance da fantasia de
adolescente e de mulheres mais velhas.
Você e o Pedro têm algo mais em comum, além
de gostarem de andar a cavalo?
Mayer - Modéstia à parte, cavalgo muito bem. Aliás,
sou filho de mineiros. Tanto os meus avós paternos quanto
os maternos eram fazendeiros. Quando entrava de férias,
corria para a fazenda deles. Lá, cavalo era diversão
obrigatória. Deliciosamente obrigatória, diga-se
de passagem. Há muito tempo, convivo com esse universo
rural. Sou muito ligado à natureza. O Pedro também
cultiva esse contato com a natureza. O único problema
é que ele tem mais facilidade no trato com bichos do que
no convívio com pessoas. Essa é uma característica
marcante do Pedro.
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| Leia também |
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A semana
"Bem Brasil"
A banda gaúcha Engenheiros do Hawai divulga hoje, na Cultura,
seu novo CD ao vivo, "10.000 Destinos", que conta com
quatro faixas inéditas gravadas em estúdio. O CD
percorre os 15 anos de sucesso da banda, com músicas de
várias etapas da carreira do grupo e algumas modificações
em arranjos. O "Bem Brasil" começa às
11 horas.
"Band Kids"
O programa "Band Kids" estréia amanhã,
às 15 horas, na Band, prometendo ótimos desenhos
e muita animação. Entre eles, "Dragon Ball
Z" e os inéditos "Cadilacs e Dinossauros"
e "Bucky". O programa, voltado para o público
de 8 aos 12 anos, tem a apresentação de Kira, personagem
interpretada pela modelo Renata Sayuri, que irá contracenar
com um robozinho de nome Yuki.
Seleção brasileira
A Seleção Brasileira enfrenta o Chile nesta terça,
às 21h45, pela sétima rodada das Eliminatórias
da Copa do Mundo. Band e Globo acompanham o confronto que vale
uma vaga para a competição de 2002, que acontecerá
no Japão e na Coréia do Sul. A partida acontece
em Santiago do Chile. O Brasil necessita de uma vitória
frente a seleção chilena para se aproximar dos
primeiros colocados do grupo.
Fórmula 1
O domingo começa com o "Grande Prêmio da Hungria
de Fórmula 1", no circuito de Hungaroring, que será
exibido pela Rede Globo a partir das 9 horas. Após a vitória
de Rubinho Barrichello, no GP da Alemanha, a grande expectativa
de uma segunda vitória agita os bastidores da Ferrari
e incomoda os adversários, como o parceiro Michael Schumacher,
o finlandês Mika Hakkinen e o escocês David Coulthard.
Novidades na TV
Blá-blá-blá
A Band não será a única a promover debates
entre "prefeitáveis". A Globo já planeja
um foro entre os principais candidatos de todas as capitais do
País para o dia 28 de setembro. Em caso de segundo turno,
um outro debate será realizado no dia 29 de outubro nas
praças onde houver necessidade.
Onipresentes
O cantor Daniel e o padre pop Marcelo Rossi confirmaram presença
no projeto beneficente "Teleton", encabeçado
aqui no Brasil pelo SBT. Outros nomes confirmados para o especial
que acontece nos dias 1º e 2 de setembro são os do
cantor e compositor Ivan Lins, o grupo Adryana e a Rapaziada
e Beto Jamaica, ex-É o Tchan.
Com atenção
A escolha do padrão para implantação da
tevê digital no Brasil está virando uma novela.
O anúncio ia ser feito este mês pela Anatel, mas
já foi adiado para novembro. Tudo porque a entidade está
analisando minuciosamente todos os padrões. O receio é
de se cometer o mesmo erro quando foi escolhido o sistema de
cores atual para o País. O Brasil é o único
que adota o Pal-M, considerado um dos piores padrões do
mundo.
A hora da bondade
Joana Fomm pode se livrar do estigma de só fazer vilãs
na tevê. A atriz está cotada para interpretar a
Rita em "Segredos do Mar", próxima novela das
oito da Globo, prevista para estrear em janeiro de 2001. Na trama
de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, a personagem é
uma mulher boa, que sofre com as vilanias da irmã.
Conflitos fraternais
Cecília Dassi vai estrelar um dos programetes de "Bambaluá",
o novo horário matinal infantil da Globo, previsto para
estrear dia 21. Em
"Irmãos em Ação", a atriz-mirim
vai ser Gutti, uma menina implicante que vive brigando com o
irmão Pisco, vivido por Kaito.
De volta ao batente
Sílvia Poppovic
reassume seu programa na Band amanhã
Leandro Calixto
TV Press
Sílvia Poppovic está a mil por hora. É
que, após quase seis meses longe do vídeo, ela
volta a comandar o programa vespertino que leva seu nome na Band.
Depois de cumprir licença-maternidade por causa do nascimento
da filha Ana, de quatro meses, a apresentadora de 45 anos reassume
amanhã a vaga ocupada por Astrid Fontenelle. Mas nem durante
a licença Sílvia se desligou totalmente do programa.
Ela conta que estudou novas idéias para reformular a produção,
que está no ar há oito anos na Band. Uma das alterações
em relação ao formato antigo é reduzir o
número de temas diários, de cinco para dois. "É
uma forma de deixar a produção mais dinâmica
e os debates mais conclusivos", acredita a jornalista.
Com mais de 20 anos de carreira, Sílvia está encarando
este regresso na televisão como reestréia. Por
esta razão, revela estar um pouco insegura. "Fico
me perguntando se o público vai me aceitar novamente como
antes. Por isto, estou avisando de todas as formas que estou
voltando", explica Sílvia, sem esconder o bom humor.
Ela espera que o programa continue mantendo a mesma média
de audiência no Ibope, de quatro pontos, que também
foi mantida por Astrid. A titular do "Programa Sílvia
Poppovic", inclusive, comemora a atuação da
sua substituta. "Com seu estilo bem humorado e inteligente,
a Astrid teve uma conduta excepcional. Ela acrescentou muito
com sua linguagem irreverente e mesmo assim não descaracterizou
o programa", elogia.
Para o programa de reestréia, um dos temas escolhidos
por Sílvia condiz muito com seu atual momento: "Aprendendo
com a Vida". Com uma forma de também justificar sua
ausência durante os seis meses, Sílvia conta que
irá comentar a experiência de ser mãe para
o público. "Quero mostrar que uma mulher realizada
profissionalmente e independente, também pode construir
uma família depois dos 40 anos", justifica a apresentadora.
Outra mudança no programa é quanto aos convidados,
que não vão ficar mais na platéia e sim
no palco. Além disso, eles serão apresentados para
o telespectador no início de cada depoimento através
de imagens em vídeo tape com declarações
de pessoas que convivem com eles. O cenário também
vai ser reformulado e o programa terá nova iluminação.
Sílvia conta que todas mudanças são importantes,
mas que a principal proposta vai permanecer mantida: o debate.
"Vamos continuar promovendo discussões inteligentes.
Nosso programa é um momento de reflexão para problemas
do cotidiano", enfatiza a apresentadora.
Ao mesmo tempo em que está voltando ao vídeo, Sílvia
Poppovic está lançando o livro "Sílvia
Poppovic e Você", pela Editora Mandarim. Com 192 páginas,
o livro retrata os 30 temas mais polêmicos ao longo dos
oito anos de programa. A jornalista também tem um outro
projeto na emissora: o de apresentar uma produção
no horário nobre.
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