Joinville         -          Sexta-feira, 18 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Apesar de não ter o reconhecimento que tinha na Globo, Vanessa está satisfeita na emissora paulista e elogia o empenho e a harmonia da equipe
Foto: Carta Z Notícias

Vanessa Lóes vira estrela na Record

Coadjuvante na Globo, atriz é protagonista de "Marcas da Paixão"

Leandro Calixto
TV Press

A carioca Vanessa Lóes se tornou uma verdadeira estrela na Record. A atriz de 28 anos mora num dos principais hotéis da cidade de São Paulo, tem um dos melhores salários do núcleo de dramaturgia da emissora e de quebra interpreta a primeira protagonista da carreira: a intransigente Cíntia, em "Marcas da Paixão". A posição de destaque conquistada na emissora controlada pelos bispos da Igreja Universal, no entanto, assustou a atriz no início. Quando foi assinar contrato com a Record para fazer a novela de Solange Castro Neves, Vanessa confessa que ficou apreensiva. Justamente pelo fato de ser a protagonista. "Fiquei assustada por toda cobrança que poderia vir. Também tem a própria questão do ritmo de trabalho que aumentou muito. Mas agora já estou adaptada", explica a atriz.
Antes de ver seu trabalho valorizado pela Record, Vanessa fez sua carreira na Globo, nas novelas "Vira Lata", na pele da voluptuosa Pietra, "Zazá", vivendo a ninfomaníaca Lavínia, e "Suave Veneno", interpretando a hipocondríaca Maria Antônia. "Minha passagem pela Globo foi muito importante. Foi lá que ganhei minhas primeiras oportunidades", reconhece. Apesar de se sentir valorizada e prestigiada na nova emissora, Vanessa é a primeira a admitir que a repercussão não é a mesma dos tempos que atuava na Globo. Principalmente quando está no Rio de Janeiro, onde a novela mantém uma média que oscila de um a dois pontos no Ibope, contra oito em São Paulo. "Quando passo um final de semana no Rio é comum alguém me perguntar quando vou voltar a fazer uma novela. Infelizmente, 'Marcas da Paixão' repercute principalmente em São Paulo", lamenta a atriz.
Por outro lado, segundo Vanessa, o fato de trabalhar numa emissora que não tem a mesma tradição e estrutura que a Globo dispõe faz toda equipe da Record atuar de forma coesa. Ou seja: em total harmonia. "A sensação que nos dá é que se a novela está dando certo, é que todo mundo faz parte deste sucesso. O trabalho é verdadeiramente reconhecido", compara a atriz. Este aspecto também serve para toda equipe, desde técnica, autores, diretores e atores, a trabalharem com mais entusiasmo. Para ela, se "Marcas da Paixão" mantiver a mesma média no Ibope até o final da trama, a emissora definitivamente vai manter o núcleo de dramaturgia aberto. "Se continuar assim, todo mundo que trabalha na televisão vai estar ganhando. É um novo mercado de trabalho para os profissionais", completa a atriz.
Outra razão que também vem motivando Vanessa Lóes é o fato da Cíntia ser uma personagem totalmente diferente de tudo que ela já interpretou na televisão. Na trama, Cíntia tem uma personalidade arrogante e é a "mandona" na fazenda herdada pelo pai, além de disputar o amor de Diogo com a irmã Guida, vividos por Carlos Casagrande e Carla Regina. "É uma personagem muito forte e decidida. Qualquer atriz gostaria de interpretar", resume. Nesta novela ainda, Vanessa está voltando a contracenar com Irene Ravache, que já interpretou sua mãe em "Suave Veneno". Ao contrário da história de Aguinaldo Silva, na novela da Record, Vanessa e Irene, que vive a Bernadete, são rivais. "É outro tipo de relação que estamos exercitando neste novo trabalho. Isto que é legal para o trabalho de ator: o de não cair na mesmice", teoriza.
Embora esteja entusiasmada e valorizada na Record, Vanessa não descarta a possibilidade de retornar à Globo. O contrato dela com a emissora termina ao final da novela, prevista para acabar em outubro. "Quero em primeiro lugar, acabar esta novela. Depois, vou pensar em outros projetos", tergiversa. Vanessa deixa escapar que alguns diretores e autores já a sondaram para atuar em outras produções, mas não revela em qual emissora. O certo é que, além de Record, atualmente apenas a Globo - que grava todas as novelas no Projac, no Rio - está produzindo novelas no Brasil. E Vanessa não esconde o desejo de voltar a viver em terras cariocas. "Estou adorando São Paulo. Mas sinto a necessidade de viver bem perto da natureza", confessa.

 

João Gordo, do "Gordo a Go Go": "Quanto mais ridículo, mais eu gosto"
Foto: Carta Z Notícias

A hora da ruindade

A estética do bizarro ganha seguidores e até dá Ibope

Rodrigo Teixeira
TV Press

Quanto pior, melhor. Este poderia ser o lema de várias produções televisivas. Cenários horrendos, iluminação precária, figurinos de gosto duvidoso, convidados estranhos e piadas infames estão ganhando espaço nos mais diferentes tipos de programas. Desde humorísticos e novelas, até talk shows e programas religiosos apelam para o "jeito grotesco de ser". "Adoro a estética do lixo e meu programa segue esta linha. Quanto mais ridículo, mais gosto", confirma o apresentador da MTV, João Gordo.
"Gordo a Go Go" é talvez o programa que mais represente o estilo trash de fazer televisão na atualidade. Ele se encaixa na categoria dos talk shows bizarros, assim como o religioso "Fala Que Te Escuto", da Record. A diferença entre eles é que enquanto João Gordo não esconde seu jeito "escrachado", a produção da Record tenta maquiar o estilo. "Gordo a Go Go", por exemplo, tem um cenário escuro, decorado com bonecas gigantes vestidas com acessórios sadomasoquistas. Já "Fala Que Te Escuto" ataca com enorme telão plano e um enfadonho texto fixo embaixo da tela com o assunto do dia. Os temas são xaropadas do gênero "Alma Gêmea: Sinônimo de um Relacionamento Perfeito?". Enquanto João Gordo abre espaço para vídeos amadores da pior espécie, como "Shana, a Drogada", o bispo Clodomir Santos faz uma miscelânea com filmes americanos, novelas da Record, vídeos mal produzidos, clipes religiosos e bate-papo ao vivo.
Apesar de "Fala Que Te Escuto" manter a razoável média de dois pontos de Ibope nas madrugadas, são as novelas mexicanas que mais contabilizam em audiência o estilo bizarro. "A Usurpadora", que está sendo exibida pela terceira vez pelo SBT, já chegou a bater 20 pontos de média. Mas como o capítulo custa aproximadamente R$ 15 mil, o resultado final dos "dramalhões" fica longe de ter algum requinte. Por isso, é comum ver em "Sigo Te Amando" e "A Mentira", exibidas também pelo SBT, e "Olhar de Mulher", na Record, cenas mais do que bizarras. As dublagens são sofríveis, os cenários paupérrimos e os atores parecem bonecos de mola que vomitam textos que chegam a ser risíveis de tão ruins. "Como dá audiência, os mexicanos não vão parar de produzir estas novelas. Mesmo porque eles não sabem fazer de outra forma", explica o autor Manoel Carlos, que já criou dramalhões como "Manoela", "O Magnata" e "A Intrusa" para a Televisa, do México.
Nas linhas infantil e erótica, se sobressaem os programas "Chaves", do SBT, e "Puro Êxtase", da CNT, respectivamente. O seriado mexicano do SBT já chegou até a bater o Ibope de "Mais Você", da Globo, atingindo média de 14 pontos. Protagonizado pelo ridículo Roberto Bolaños, "Chaves" conquista os espectadores com cenário de isopor, enredo-pastelão e roupas esfarrapadas. Voltado para o público adulto, "Puro Êxtase" vai além do "Disk Erótico", basicamente um vídeo em que mulheres tiram a roupa, também na CNT. O "Puro Êxtase" tem debates com atores pornôs, clipes eróticos lastimáveis e responde pesadas dúvidas sexuais do espectadores. "Queremos naturalidade. Por isso, uma super-produção é dispensável", acredita a apresentadora do "Puro Êxtase", Carolina Garcia, a Carol.
Já no lado humorístico, a dupla Hermes e Renato vem se destacando na MTV como legítimos seguidores do estilo bizarro. Tanto que a partir do dia 14 de agosto, os humoristas deixam de ter apenas um quadro na MTV, para comandar um programa próprio. Geralmente filmado em câmaras VHS, com texto cheio de palavrões e usando a própria casa como cenário, Hermes e Renato usam perucas desgrenhadas e roupas da década de 70. "A nossa idéia é misturar o estilo do Chaves com as pornochanchadas brasileiras. A gente gosta de ser horrível mesmo", garante Fausto, que vive o Hermes da dupla.
Vários programas de auditórios se encaixam no estilo bizarro. Entre eles "Programa do Ratinho" e "Domingo Legal", ambos do SBT, e "Quarta Total", da Record. Mas nenhum vai tão longe quanto o "Festa do Mallandro", exibido pela TV Gazeta. Apresentado por Sérgio Mallandro, a produção, além de ter um cenário horroroso e mulheres em trajes mínimos, investe em atrações lastimáveis. O apresentador não tem limite e forja de tudo em pegadinhas. "O meu estilo é o vale-tudo e não só o bizarro", desdenha Mallandro.


Dúvida
"Não consigo entender o que as mulheres vêem em mim", diz o ator
Carta Z Notícias

Entrevista/José Mayer

Todas querem José Mayer

Mesmo fazendo o tipo rude, o galã continua habitando o imaginário do público feminino

André Bernardo
TV Press

No início do ano, José Mayer viveu uma experiência inédita. Apesar de acostumado com o assédio dos fãs, o ator de 51 anos se viu disputado por três diferentes autores: Benedito Ruy Barbosa, Ana Maria Moretzsohn e Manoel Carlos. Depois de ter sido convidado para integrar o elenco de "Terra Nostra" e de "Esplendor", José Mayer optou por aceitar o convite de Manoel Carlos para "Laços de Família". Os dois já haviam trabalhado juntos em "História de Amor", de 1995, quando José Mayer interpretou o sofisticado Dr. Carlos. "O Pedro é diametralmente oposto ao Carlos. É rude, machista. Diria que ele é a força masculina em estado bruto", define, jocoso. Na novela das oito, o personagem de José Mayer vive situação parecida com a do ator. Afinal, ele é o pivô de uma acirrada disputa amorosa entre a insegura Sílvia, a rebelde Íris e a explosiva Cynthia. Em mais de 30 anos de carreira, José Mayer já perdeu as contas dos tipos rudes e sedutores que fez na tevê. Independentemente do tipo que esteja interpretando, o ator quase sempre cai nas graças das telespectadoras. "Não me considero nenhum modelo de beleza. Qualquer um pode ser interessante se tiver um mínimo de estilo, autoconfiança e personalidade marcante", receita.

... ... ...

Mas por que optou por trabalhar com o Manoel Carlos?
José Mayer - Nós já trabalhamos juntos em "História de Amor", de 1995, e a experiência foi muito bacana. O que mais me intriga no Manoel Carlos é a facilidade que ele tem para convencer o telespectador. Ele dispõe de um poder de conquista muito discreto e eficiente. Para isso, não precisa lançar mão de situações espetaculares ou conflitos excepcionais. Muito pelo contrário. O universo do Manoel Carlos está muito próximo do universo do homem comum. Além disso, ele possibilita boas interpretações e, principalmente, interpretações cheias de humanidade.

O que o Pedro tem de novo a acrescentar na sua carreira?
Mayer - Os papéis que tenho feito ultimamente são muito interessantes. Só não sei até quando vou poder prorrogar essa função de tipo rústico e sedutor. Um dos grandes baratos da profissão de ator, aliás, é que você não precisa se aposentar. Daqui a pouco, vou deixar de fazer homens sedutores e partir para outros tipos. Adoraria fazer um vilão, por exemplo. Mas esse é um problema que os diretores de elenco têm de resolver.

Você acha que o tipo rústico, como o Pedro de "Laços de Família", é um dos preferidos do público feminino?
Mayer - Acho que sim. As mulheres não gostam do machão clássico. O Osnar, de "Tieta", era uma exceção. Ele era bem-dotado, mas tinha enorme senso de humor. Se há uma coisa de que as mulheres gostam é de senso de humor. Porque quem tem bom humor consegue renovar o tédio do dia-a-dia. Esta é uma qualidade que admiro muito. Talvez por isso eu venho ocupando um lugar importante no imaginário feminino. No extremo oposto ao Osnar, fiz o Mattos em "Agosto". Ele era um homem desiludido, com tendências suicidas, existencialista e broxa. Mesmo assim, fui muito assediado na época.

Você se acha sedutor?
Mayer - Não consigo entender o que as mulheres vêem em mim. Sou um tipo comum, de estatura e físico medianos. Não sou nenhum Apolo ou muito menos um Arnold Schwarzenegger. Nunca fui malhador, nem gostei de freqüentar academias. Gosto apenas de nadar, de fazer alongamento e de ter uma alimentação saudável. Além disso, gosto também de esculpir árvores e de andar a cavalo. Mas não me considero bonito. Pelo contrário. Tenho mais charme do que beleza. Talvez isso me humanize e me deixe ao alcance da fantasia de adolescente e de mulheres mais velhas.

Você e o Pedro têm algo mais em comum, além de gostarem de andar a cavalo?
Mayer - Modéstia à parte, cavalgo muito bem. Aliás, sou filho de mineiros. Tanto os meus avós paternos quanto os maternos eram fazendeiros. Quando entrava de férias, corria para a fazenda deles. Lá, cavalo era diversão obrigatória. Deliciosamente obrigatória, diga-se de passagem. Há muito tempo, convivo com esse universo rural. Sou muito ligado à natureza. O Pedro também cultiva esse contato com a natureza. O único problema é que ele tem mais facilidade no trato com bichos do que no convívio com pessoas. Essa é uma característica marcante do Pedro.

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A semana

"Bem Brasil"
A banda gaúcha Engenheiros do Hawai divulga hoje, na Cultura, seu novo CD ao vivo, "10.000 Destinos", que conta com quatro faixas inéditas gravadas em estúdio. O CD percorre os 15 anos de sucesso da banda, com músicas de várias etapas da carreira do grupo e algumas modificações em arranjos. O "Bem Brasil" começa às 11 horas.

"Band Kids"
O programa "Band Kids" estréia amanhã, às 15 horas, na Band, prometendo ótimos desenhos e muita animação. Entre eles, "Dragon Ball Z" e os inéditos "Cadilacs e Dinossauros" e "Bucky". O programa, voltado para o público de 8 aos 12 anos, tem a apresentação de Kira, personagem interpretada pela modelo Renata Sayuri, que irá contracenar com um robozinho de nome Yuki.

Seleção brasileira
A Seleção Brasileira enfrenta o Chile nesta terça, às 21h45, pela sétima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. Band e Globo acompanham o confronto que vale uma vaga para a competição de 2002, que acontecerá no Japão e na Coréia do Sul. A partida acontece em Santiago do Chile. O Brasil necessita de uma vitória frente a seleção chilena para se aproximar dos primeiros colocados do grupo.

Fórmula 1
O domingo começa com o "Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1", no circuito de Hungaroring, que será exibido pela Rede Globo a partir das 9 horas. Após a vitória de Rubinho Barrichello, no GP da Alemanha, a grande expectativa de uma segunda vitória agita os bastidores da Ferrari e incomoda os adversários, como o parceiro Michael Schumacher, o finlandês Mika Hakkinen e o escocês David Coulthard.

Novidades na TV

Blá-blá-blá
A Band não será a única a promover debates entre "prefeitáveis". A Globo já planeja um foro entre os principais candidatos de todas as capitais do País para o dia 28 de setembro. Em caso de segundo turno, um outro debate será realizado no dia 29 de outubro nas praças onde houver necessidade.

Onipresentes
O cantor Daniel e o padre pop Marcelo Rossi confirmaram presença no projeto beneficente "Teleton", encabeçado aqui no Brasil pelo SBT. Outros nomes confirmados para o especial que acontece nos dias 1º e 2 de setembro são os do cantor e compositor Ivan Lins, o grupo Adryana e a Rapaziada e Beto Jamaica, ex-É o Tchan.

Com atenção
A escolha do padrão para implantação da tevê digital no Brasil está virando uma novela. O anúncio ia ser feito este mês pela Anatel, mas já foi adiado para novembro. Tudo porque a entidade está analisando minuciosamente todos os padrões. O receio é de se cometer o mesmo erro quando foi escolhido o sistema de cores atual para o País. O Brasil é o único que adota o Pal-M, considerado um dos piores padrões do mundo.

A hora da bondade
Joana Fomm pode se livrar do estigma de só fazer vilãs na tevê. A atriz está cotada para interpretar a Rita em "Segredos do Mar", próxima novela das oito da Globo, prevista para estrear em janeiro de 2001. Na trama de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, a personagem é uma mulher boa, que sofre com as vilanias da irmã.

Conflitos fraternais
Cecília Dassi vai estrelar um dos programetes de "Bambaluá", o novo horário matinal infantil da Globo, previsto para estrear dia 21. Em
"Irmãos em Ação", a atriz-mirim vai ser Gutti, uma menina implicante que vive brigando com o irmão Pisco, vivido por Kaito.


De volta ao batente

Sílvia Poppovic reassume seu programa na Band amanhã

Leandro Calixto
TV Press

Sílvia Poppovic está a mil por hora. É que, após quase seis meses longe do vídeo, ela volta a comandar o programa vespertino que leva seu nome na Band. Depois de cumprir licença-maternidade por causa do nascimento da filha Ana, de quatro meses, a apresentadora de 45 anos reassume amanhã a vaga ocupada por Astrid Fontenelle. Mas nem durante a licença Sílvia se desligou totalmente do programa. Ela conta que estudou novas idéias para reformular a produção, que está no ar há oito anos na Band. Uma das alterações em relação ao formato antigo é reduzir o número de temas diários, de cinco para dois. "É uma forma de deixar a produção mais dinâmica e os debates mais conclusivos", acredita a jornalista.
Com mais de 20 anos de carreira, Sílvia está encarando este regresso na televisão como reestréia. Por esta razão, revela estar um pouco insegura. "Fico me perguntando se o público vai me aceitar novamente como antes. Por isto, estou avisando de todas as formas que estou voltando", explica Sílvia, sem esconder o bom humor. Ela espera que o programa continue mantendo a mesma média de audiência no Ibope, de quatro pontos, que também foi mantida por Astrid. A titular do "Programa Sílvia Poppovic", inclusive, comemora a atuação da sua substituta. "Com seu estilo bem humorado e inteligente, a Astrid teve uma conduta excepcional. Ela acrescentou muito com sua linguagem irreverente e mesmo assim não descaracterizou o programa", elogia.
Para o programa de reestréia, um dos temas escolhidos por Sílvia condiz muito com seu atual momento: "Aprendendo com a Vida". Com uma forma de também justificar sua ausência durante os seis meses, Sílvia conta que irá comentar a experiência de ser mãe para o público. "Quero mostrar que uma mulher realizada profissionalmente e independente, também pode construir uma família depois dos 40 anos", justifica a apresentadora.
Outra mudança no programa é quanto aos convidados, que não vão ficar mais na platéia e sim no palco. Além disso, eles serão apresentados para o telespectador no início de cada depoimento através de imagens em vídeo tape com declarações de pessoas que convivem com eles. O cenário também vai ser reformulado e o programa terá nova iluminação. Sílvia conta que todas mudanças são importantes, mas que a principal proposta vai permanecer mantida: o debate. "Vamos continuar promovendo discussões inteligentes. Nosso programa é um momento de reflexão para problemas do cotidiano", enfatiza a apresentadora.
Ao mesmo tempo em que está voltando ao vídeo, Sílvia Poppovic está lançando o livro "Sílvia Poppovic e Você", pela Editora Mandarim. Com 192 páginas, o livro retrata os 30 temas mais polêmicos ao longo dos oito anos de programa. A jornalista também tem um outro projeto na emissora: o de apresentar uma produção no horário nobre.

 
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