Joinville         -          Quarta-feira, 23 de Agosto de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















PACOTE OFF-ROAD
Quebra-mato, faróis de milha no pára-choque e santantônio estão entre os opcionais do Bandeirante Sport
Fotos: Carta Z Notícias

Jeep Toyota ganha
versão rejuvenescida

Modelo Sport foi criado para enfrentar lama na hora do lazer

Na última década, o mercado automotivo nacional assistiu a modernização dos veículos produzidos no País. Mas, em meio aos modelos com projetos recentes, o "dinossauro" Toyota Bandeirante continua resistindo aos anos graças, principalmente, à robustez para servir de veículo de trabalho para uso em situações off-road. Produzida no Brasil desde 1962 com um projeto da década de 50, a sisuda linha da Toyota, porém, não "vive" só de labuta. O jipe Bandeirante Sport é a versão feita para quem quer chafurdar na lama por lazer, e não por obrigação.
A aceitação do Bandeirante Sport surpreendeu até mesmo a Toyota. O jipe foi criado como uma série limitada, no final de 1999, para comemorar a marca de 100 mil unidades do Bandeirante produzidas no Brasil. Como a montadora continua recebendo pedidos, resolveu manter a versão Sport, sem planos de interromper sua fabricação. A produção é feita sob encomenda, em uma média de 10 unidades mensais - a média de toda a linha é de 300 unidades/mês -, obedecendo a estratégia da Toyota para toda a linha Bandeirante de adequar a produção para não haver estoques. E o modelo Sport é uma das raras opções de jipe nacional com aspecto esportivo e real disposição para enfrentar o fora-de-estrada.
O Toyota Bandeirante Sport, que custa iniciais R$ 42 mil, tem como concorrentes o importado Jeep Wrangler e os nacionais JPX Montez e Troller T4. O modelo da JPX, que tem preço de R$ 32 mil, é o único adversário que, como o jipe da Toyota, possui motor diesel. O JPX tem motor 1.9 de 90 cv, mas está com a produção praticamente parada por problemas financeiros da empresa. Já o Troller T4 custa R$ 29.980,00 mas só é feito com motor a gasolina VW 2.0 de 114 cv e tem rede de distribuição extremamente limitada. Como o Land Rover Defender 90 deixou de ser importado para o País, só mesmo o Jeep Wrangler, que tem um potente motor a gasolina 4.0 de 177 cv e rede nacional de revendas, é concorrente sério do Bandeirante Sport. O utilitário estrangeiro ainda tem como trunfo a fama internacional, mas é R$ 25.500,00 - cerca de 60% - mais caro que o Toyota.
Com preço competitivo e uma rede nacional de distribuição e manutenção, o Bandeirante Sport ainda exibe como arma a reconhecida robustez. Isso porque o Sport é o velho brutamontes jipe Bandeirante com capota de lona que sai das linhas da montagem da Toyota em São Bernardo do Campo desde 1962, com uma pitada fashion que tenta disfarçar as marcas do tempo do projeto antigo.

VALENTE
Toyota Sport vence trilhas sem maiores dificuldades

Modelo já sai de fábrica com mais equipamentos

Para deixar a versão Sport com aspecto bem mais jovial do que o do jipe Bandeirante capota de lona "normal", que custa R$ 39 mil, as principais mudanças ficam por conta do visual externo e equipamentos de série. Diferentemente do modelo mais sisudo, o jipe Sport sai de fábrica com portas de aço, em substituição às de lona. Além disso, o veículo ainda conta com santantônio, quebra-mato e faróis de neblina embutidos no pára-choque. Já as rodas aro 16 são cromadas e têm desenho esportivo. E para confirmar a proposta de carro para uso descontraído, o Bandeirante Sport só é disponível na cor amarela com grafismos laterais na cor azul e as inscrições off-road e 4X4.
No interior, o jipe vem com mais equipamentos do que os outros veículos da linha, mas sem exagerar na medida. O Bandeirante Sport sai de fábrica com direção hidráulica, relógio analógico, tacômetro e rádio/toca-fitas. O maior destaque na parte de segurança fica por conta de apoios de cabeça para todos os assentos. Itens modernos como airbag e ABS, porém, não são nem opcionais. A lista de opcionais também é minguada e dá ênfase a itens úteis para o off-road. O veículo pode ser equipado com tomada de ar elevada e guincho elétrico, além de ar-condicionado. Completo, o jipe custa R$ 44.376,00.
O motor do Bandeirante Sport é igual ao do restante da linha: um propulsor diesel de 3.7 litros com 96 cv a 3.400 rpm e 24,4 kgfm de torque a 2.200 rpm. O jipe tem tração traseira, como um digno lameiro, mas conta com opções de 4X4 e reduzida.


PREÇO
Com generosa lista de opcionais e status de importado, Neon LE custa R$ 49,9 mil

Neon LE tem
estilo diferenciado

Sedã da Chrysler oferece ampla linha de opcionais

O sedã médio-compacto Neon LE é o menor e mais acessível modelo da linha Chrysler à venda no mercado brasileiro. Importado dos Estados Unidos, o carro tem por aqui uma vida dura: disputa mercado com o líder de segmento Chevrolet Astra. Para seduzir o consumidor, aposta em uma estratégia inversa à do rival. O Astra tenta agradar a um amplo leque de compradores e por isso é vendido em versões hatch e sedã e conta com duas opções de motor e acabamento. Itens de série são relativamente reduzidos e, na contramão, a lista de opcionais é grande, dependendo da versão. Já o Neon só existe na versão sedã, com uma única opção de motor e acabamento - denominada LE - e já chega às concessionárias completinho.
O sedã americano tem personalidade ímpar. A frente exibe capô em cunha com discretos vincos, inusitados faróis ovalados e uma elegante grande frontal com o logotipo da Chrysler ao centro. Já os piscas fogem ao arredondamento de toda a fronte e são retangulares, instalados entre a grade e os faróis.
De perfil e traseira, o modelo mantém o estilo original. O teto tem quase o formato de uma parábola, exibindo um pára-brisa com forte inclinação. Atrás, porém, o vidro tem caimento mais abrupto, sobre a alta tampa do porta-malas. O pára-choque traseiro parece compor uma estrutura única com os pára-lamas.
O carro já sai completo de fábrica e, além dos tradicionais ar-condicionado, direção hidráulica e trio-elétrico, vem com airbag duplo, barras de proteção nas portas, alarme e abertura das portas com controle remoto, desembaçador traseiro, freios a disco nas quatro rodas com ABS, controle de tração, cintos e volante com regulagem de altura, rádio toca/fitas, volante e alavanca de câmbio em couro e luz de neblina na traseira. Trata-se de uma lista que aproxima-o de modelos superiores e supera os rivais nacionais.
O motor do Neon tem configuração relativamente simples. É um quatro cilindros em linha, 2.0 litros e 16 válvulas com comando de válvulas simples no cabeçote, 133 cv de potência a 5.850 giros e torque máximo de 17,7 kgfm a 4.850 giros.
Mesmo sem grandes novidades tecnológicas é mais que adequado para empurrar os "magros" 1.170 kg do Neon. Pena que a partir deste ano a Chrysler decidiu importar para o Brasil apenas a versão com câmbio automático de três marchas, que garante mais conforto mas limita em demasia a performance do carro.

Manchetes AN

Das últimas edições de AN Veículos
13/08 - Mégane RT 1.6 tem preço competitivo
06/08 - Novo motor deixa Marea mais esperto
30/07 - Perua Volvo une luxo e esportividade
23/07 - Peugeot 206 desbanca carros nacionais 1.6
16/07 - Focus chega em outubro ao mercado brasileiro
09/07 - Peugeot 406 sedã tem preço competitivo
02/07 - Fiesta Sport tem visual agressivo

 
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE
 

Torque Comunicação e Internet