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ANotícia
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PACOTE OFF-ROAD
Quebra-mato, faróis de milha no pára-choque
e santantônio estão entre os opcionais do Bandeirante
Sport
Fotos: Carta Z Notícias |
Jeep Toyota ganha
versão rejuvenescida
Modelo Sport foi
criado para enfrentar lama na hora do lazer
Na
última década, o mercado automotivo nacional assistiu
a modernização dos veículos produzidos no
País. Mas, em meio aos modelos com projetos recentes,
o "dinossauro" Toyota Bandeirante continua resistindo
aos anos graças, principalmente, à robustez para
servir de veículo de trabalho para uso em situações
off-road. Produzida no Brasil desde 1962 com um projeto da década
de 50, a sisuda linha da Toyota, porém, não "vive"
só de labuta. O jipe Bandeirante Sport é a versão
feita para quem quer chafurdar na lama por lazer, e não
por obrigação.
A aceitação do Bandeirante Sport surpreendeu até
mesmo a Toyota. O jipe foi criado como uma série limitada,
no final de 1999, para comemorar a marca de 100 mil unidades
do Bandeirante produzidas no Brasil. Como a montadora continua
recebendo pedidos, resolveu manter a versão Sport, sem
planos de interromper sua fabricação. A produção
é feita sob encomenda, em uma média de 10 unidades
mensais - a média de toda a linha é de 300 unidades/mês
-, obedecendo a estratégia da Toyota para toda a linha
Bandeirante de adequar a produção para não
haver estoques. E o modelo Sport é uma das raras opções
de jipe nacional com aspecto esportivo e real disposição
para enfrentar o fora-de-estrada.
O Toyota Bandeirante Sport, que custa iniciais R$ 42 mil, tem
como concorrentes o importado Jeep Wrangler e os nacionais JPX
Montez e Troller T4. O modelo da JPX, que tem preço de
R$ 32 mil, é o único adversário que, como
o jipe da Toyota, possui motor diesel. O JPX tem motor 1.9 de
90 cv, mas está com a produção praticamente
parada por problemas financeiros da empresa. Já o Troller
T4 custa R$ 29.980,00 mas só é feito com motor
a gasolina VW 2.0 de 114 cv e tem rede de distribuição
extremamente limitada. Como o Land Rover Defender 90 deixou de
ser importado para o País, só mesmo o Jeep Wrangler,
que tem um potente motor a gasolina 4.0 de 177 cv e rede nacional
de revendas, é concorrente sério do Bandeirante
Sport. O utilitário estrangeiro ainda tem como trunfo
a fama internacional, mas é R$ 25.500,00 - cerca de 60%
- mais caro que o Toyota.
Com preço competitivo e uma rede nacional de distribuição
e manutenção, o Bandeirante Sport ainda exibe como
arma a reconhecida robustez. Isso porque o Sport é o velho
brutamontes jipe Bandeirante com capota de lona que sai das linhas
da montagem da Toyota em São Bernardo do Campo desde 1962,
com uma pitada fashion que tenta disfarçar as marcas do
tempo do projeto antigo.
VALENTE
Toyota Sport vence trilhas sem maiores dificuldades
Modelo já sai de fábrica
com mais equipamentos
Para deixar a versão Sport com aspecto bem mais jovial
do que o do jipe Bandeirante capota de lona "normal",
que custa R$ 39 mil, as principais mudanças ficam por
conta do visual externo e equipamentos de série. Diferentemente
do modelo mais sisudo, o jipe Sport sai de fábrica com
portas de aço, em substituição às
de lona. Além disso, o veículo ainda conta com
santantônio, quebra-mato e faróis de neblina embutidos
no pára-choque. Já as rodas aro 16 são cromadas
e têm desenho esportivo. E para confirmar a proposta de
carro para uso descontraído, o Bandeirante Sport só
é disponível na cor amarela com grafismos laterais
na cor azul e as inscrições off-road e 4X4.
No interior, o jipe vem com mais equipamentos do que os outros
veículos da linha, mas sem exagerar na medida. O Bandeirante
Sport sai de fábrica com direção hidráulica,
relógio analógico, tacômetro e rádio/toca-fitas.
O maior destaque na parte de segurança fica por conta
de apoios de cabeça para todos os assentos. Itens modernos
como airbag e ABS, porém, não são nem opcionais.
A lista de opcionais também é minguada e dá
ênfase a itens úteis para o off-road. O veículo
pode ser equipado com tomada de ar elevada e guincho elétrico,
além de ar-condicionado. Completo, o jipe custa R$ 44.376,00.
O motor do Bandeirante Sport é igual ao do restante da
linha: um propulsor diesel de 3.7 litros com 96 cv a 3.400 rpm
e 24,4 kgfm de torque a 2.200 rpm. O jipe tem tração
traseira, como um digno lameiro, mas conta com opções
de 4X4 e reduzida.
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PREÇO
Com generosa lista de opcionais e status de importado,
Neon LE custa R$ 49,9 mil
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Neon LE tem
estilo diferenciado
Sedã da
Chrysler oferece ampla linha de opcionais
O sedã médio-compacto Neon LE é o menor
e mais acessível modelo da linha Chrysler à venda
no mercado brasileiro. Importado dos Estados Unidos, o carro
tem por aqui uma vida dura: disputa mercado com o líder
de segmento Chevrolet Astra. Para seduzir o consumidor, aposta
em uma estratégia inversa à do rival. O Astra tenta
agradar a um amplo leque de compradores e por isso é vendido
em versões hatch e sedã e conta com duas opções
de motor e acabamento. Itens de série são relativamente
reduzidos e, na contramão, a lista de opcionais é
grande, dependendo da versão. Já o Neon só
existe na versão sedã, com uma única opção
de motor e acabamento - denominada LE - e já chega às
concessionárias completinho.
O sedã americano tem personalidade ímpar. A frente
exibe capô em cunha com discretos vincos, inusitados faróis
ovalados e uma elegante grande frontal com o logotipo da Chrysler
ao centro. Já os piscas fogem ao arredondamento de toda
a fronte e são retangulares, instalados entre a grade
e os faróis.
De perfil e traseira, o modelo mantém o estilo original.
O teto tem quase o formato de uma parábola, exibindo um
pára-brisa com forte inclinação. Atrás,
porém, o vidro tem caimento mais abrupto, sobre a alta
tampa do porta-malas. O pára-choque traseiro parece compor
uma estrutura única com os pára-lamas.
O carro já sai completo de fábrica e, além
dos tradicionais ar-condicionado, direção hidráulica
e trio-elétrico, vem com airbag duplo, barras de proteção
nas portas, alarme e abertura das portas com controle remoto,
desembaçador traseiro, freios a disco nas quatro rodas
com ABS, controle de tração, cintos e volante com
regulagem de altura, rádio toca/fitas, volante e alavanca
de câmbio em couro e luz de neblina na traseira. Trata-se
de uma lista que aproxima-o de modelos superiores e supera os
rivais nacionais.
O motor do Neon tem configuração relativamente
simples. É um quatro cilindros em linha, 2.0 litros e
16 válvulas com comando de válvulas simples no
cabeçote, 133 cv de potência a 5.850 giros e torque
máximo de 17,7 kgfm a 4.850 giros.
Mesmo sem grandes novidades tecnológicas é mais
que adequado para empurrar os "magros" 1.170 kg do
Neon. Pena que a partir deste ano a Chrysler decidiu importar
para o Brasil apenas a versão com câmbio automático
de três marchas, que garante mais conforto mas limita em
demasia a performance do carro.
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