Joinville         -          Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Recomendável
Espetáculo "A Oração do Defunto" justifica uma ida ao teatro da Igrejinha
Fotos: Divulgação

REVELADOR

"A Fome em Três Atos" tem um acabamento seguro e dignidade na produção

Teatro experimental
atesta criatividade

Três espetáculos criados por alunos da Udesc revelam seriedade e cuidado construtivo

Eliane Lisbôa
Especial para Anexo

Neste fim de semana pode-se assistir a três espetáculos teatrais produzidos por estudantes do curso de artes cênicas do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc): "A Fome em Três Atos", "A Oração do Defunto" e "Demiurgos para o Teatro". Outras realizações de alunos do mesmo curso também estiveram recentemente em cartaz como "A Maldição do Vale Negro" e "P.S." e "InPressão", trabalho do Serviço Social do Comércio (Sesc) integrado por alunos do Ceart.
Os trabalhos criados por estudantes e mesmo professores durante o semestre costumavam limitar-se a poucas apresentações, e só raramente lançavam-se ao desafio de uma temporada mais longa. Os novos espetáculos revelam estudantes em fase de transição, vivendo a experimentação e o enfrentamento do público, expondo-se como atores e como diretores a partir de projetos próprios. Embora frágeis em certos aspectos, as propostas merecem ser apreciadas, pois em cada uma deles há qualidades específicas.
"A Fome em Três Atos" baseia-se em textos de Christiano Scheiner, que vem investindo na dramaturgia, autor de um livro de contos, numa curiosa escrita voltada para uma linha de violência. Foi a partir de outros três contos do autor que Glaucia Grigolo dirigiu o espetáculo atualmente em cartaz.
A peça apresenta uma interessante fusão dos textos, todos lidando com as idéias de violência e morte. As imagens criadas e o seu acabamento permitem visualizar um possível caminho de direção, na seriedade e dignidade de sua produção, com um corpo de atores também revelador. Ainda há muito a avançar nessa produção, essencialmente no que diz respeito à interpretação, que embora de forte presença, ainda não garante às atrizes Tharyn Stazak e Gabriela Haviaras e ao ator Luiz Henrique Cudo a exploração de todas as nuances oferecidas pelo texto.
Sem perder o fascínio, é visível o cuidado e apuro de sua contrução. Interessante sobretudo o modo como Glaucia Grigolo interliga as três histórias, permitindo seu entrecruzamento, fazendo uso de elementos comuns para os três momentos, ou mesmo permitindo uma nova significação para figuras que compunham os momentos anteriores.

Fragilidade

Numa linha completamente diferente, e também com suas qualidades e carências, o espetáculo "Demiurgos para o Teatro", do Grupo Falsas Até a Medula, é uma criação coletiva que revela muitos dos problemas que um empreendimento dessa natureza também pode oferecer. O trabalho é frágil na costura das várias peças que pretende interligar, e sobretudo na dificuldade que encontra para garantir a unidade do espetáculo. Há também uma evidente fragilidade na interpretação, com os atores Jean, Samantha e Luciana ainda tímidos diante do público.
O que atrai é justamente a irreverência com que Jean Machado transforma, adapta, parodia clássicos da dramaturgia, revestindo-lhes de todo um outro caráter, coerente com o discurso mesmo do espetáculo, na defesa do renascimento do teatro, no seu reconhecimento como uma arte que precisa falar para o novo tempo em que nos encontramos. A "falta de respeito" aos clássicos transforma-se assim num jogo cômico e inteligente, assumindo as possibilidades da releitura, do brincar com os nossos cânones e de rever a própria leitura que fazemos do que consideramos clássico.
Destaca-se ainda a cenografia, de modo geral surpreendente pela mobilidade e transformação dos elementos. Resultado de criação coletiva, com uma direção a cinco mãos, "Demiurgos" certamente ganhará no desafio de lançar-se em temporada, o apuro na interpretação e a busca de um diretor capaz de dar unidade às cenas permitindo uma reconstrução do conjunto. O espetáculo é bastante curioso e o público determinará em muito as possibilidades de seu crescimento.
"A Oração do Defunto", baseado em textos de Fernando Arrabal e de René de Obaldia, está sob a direção de Heloise Baurich que assumiu neste momento a disciplina de interpretação teatral no Ceart e atua no espetáculo com as alunas Giselly e Mariene. A peça justifica uma ida até o teatro da Igrejinha e deverá receber em breve uma análise mais apuradano Anexo.
"A Maldição do Vale Negro", recentemente em cartaz, baseado no texto dos gaúchos Luiz Arthur Nunes e Caio Fernando Abreu, sob direção de Leon de Paula, entre outros aspectos se destacou pela experimentação do espaço do Museu Cruz e Sousa como lugar de apresentações. Constituído essencialmente por estudantes do curso e ex-integrantes do grupo de teatro da Escola Técnica Federal que o mesmo Leon de Paula dirigia, e em cuja montagem de "O Contestado" revelou capacidade de elaboração cênica, naquele caso num jogo de simplicidade e essencialidade.

Melodrama

Sobre "A Maldição", trabalho de maior fôlego, embora com um elenco mais reduzido e maduro, há algumas observações. A consciência e construção do melodrama, na medida exata do que a contemporaneidade exige de um gênero que chegou a fazer furor na segunda metade do século 19, mostra-se bastante delicada. Montar hoje um melodrama, e aliás foi com esta intenção também que foi escrito, significa relê-lo e encontrar o tom exato nessa releitura.
Assim, trabalhar melodramaticamente significaria neste momento fazer uma leitura crítica, num jogo sutil de interpretação onde os personagens teriam que rir de si mesmos fazendo de conta que se levam a sério. Tarefa de alta exigência que o grupo, que hoje domina as cenas e sua movimentação, pode permitir-se buscar, para que a peça alcance o nível exigido.
Outro espetáculo que merece referência, de toda uma outra natureza, é "P.S.", espetáculo de bonecos e objetos, construído e interpretado por Gisele Cunha e Roberto Gorgatti. Baseado em texto de Samuel Beckett, "Ato sem Palavras",é uma delicada construção quase minimalista, num exercício sutil e poético que exige do próprio público uma postura de entrega e concentração especiais para poder usufruir plenamente do que é apresentado.
Alunos do curso de artes cênicas do Ceart também estiveram presentes no espetáculo "InPressão", sob direção de Dirceu Domingues, no Sésc/Prainha. O trabalho, de caráter essencialmente experimental, numa leitura de tom surrrealista, exigiu e permitiu aos jovens estudantes uma elaboração interpretativa de curioso e surpreendente caráter.
O momento é, portanto, de criatividade e experimentação, trazendo para Florianópolis novos talentos que merecem ser incentivados, pois abrem os caminhos da arte teatral na cidade. Uma movimentação que felizmente, não está se limitando exclusivamente ao campo das artes cênicas. Prova disso são os projetos musicais que vêm sendo promovidos há mais de um ano pelo Projeto Da Lira em diversos pontos urbanos, a instalação sonora de Januibe Tejera no Centro Integrado de Cultura (CIC) e o grande número de estudantes de artes plásticas que têm participado de exposições como a coletiva catarinense atualmente no CIC.

  • Eliane Lisbôa, crítica de teatro
  • O QUÊ: A FOME EM TRÊS ATOS. QUANDO: Hoje e amanhã às 21h. ONDE: Sala de Multimídia do Centro Integrado de Cultura (CIC). Av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, tel.: (0xx48) 333-2166. QUANTO: R$ 10,00/R$ 5,00 (estudantes).

    O QUÊ: A ORAÇÃO D'O DEFUNTO. QUANDO: Hoje e amanhã às 21h e domingo às 20h. ONDE: Teatro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Praça Santos Dumont, Campus Universitário, Trindade, tel.: (0xx48) 331-9348. QUANTO: R$ 5,00/R$ 2,50 (estudantes).

    O QUÊ: DEMIURGOS PARA O TEATRO. QUANDO: Hoje e amanhã às 20h. ONDE: Teatro do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Av. Madre Benvenuta, 2.007, Santa Mônica, tel.: (0xx48) 334-2016. QUANTO: R$ 5,00.


    Mundo político inspira
    "O Avesso do Ontem"

    Publicação de Jorge Jacó e Ana Delmar propõe reflexão sobre as transformações no cenário socioeconômico

    Edélcio Lopes

    Videira - Você mudaria seus conceitos se pudesse, através de um sonho, conhecer realidades diferentes daquelas que sempre lhe foram apresentadas? E se nesse sonho você visitasse diversos países, em épocas diferentes, com o único objetivo de entender melhor a história da política do mundo? É o que acontece com um bem-sucedido empresário brasileiro que ao acordar é convidado a reavaliar posicionamentos e viver de uma forma contrária à vivida até então. Mais do que trazer conhecimento, "O Avesso do Ontem" (Editora Chain), livro dos professores Jorge Jacó e Ana Delmar, que será lançado hoje, quer provocar uma ampla discussão, que inicia com as práticas dos filósofos gregos e termina com a exposição do neoliberalismo, de Norberto Bobbio, passando pelo período escolástico e marxista, entre outros políticos e econômicos.
    O condutor desta viagem será o simpático coelho Johny Malaquias. O sonho do empresário é o canal de comunicação usado pelos autores para descrever fatos relevantes da história política no mundo que, apesar de sofrer alterações durante os vários períodos, ainda continua sendo praticada como nos primórdios. O que impulsiona a viagem é a preocupação humana diante do processo de globalização e da miséria.
    "Neste sonho ele vai entender porque a política chegou ao que é hoje e vai acordar de uma forma diferente", explicam os autores. A história é narrada em dez capítulos. Cada um deles se passa em um lugar diferente e o fim da viagem imaginária do coelho Malaquias será em Videira. Com linguagem acessível, o livro busca sensibilizar jovens, políticos, empresários e todos os interessados em aprofundar conhecimentos. "Todos serão chamados para uma reflexão." Redigida em três meses, a publicação exigiu um período de pesquisas. No total, foram consultadas 60 bibliografias.

    LANÇAMENTO NACIONAL

    O livro será lançado em todas as capitais brasileiras e em nível nacional na Fundação Instituto Tancredo Neves, de Brasília (DF), em data ainda a ser definida. A tiragem da primeira edição é de 2 mil exemplares e a expectativa dos autores é de que ela se esgote rapidamente. A obra traz ilustrações de vários lugares do mundo, importantes historicamente por terem sido palco das principais manifestações políticas da humanidade. Uma montagem leva o coelho Johny Malaquias a cada um desses lugares, como no sonho.
    O prefácio é de autoria do governador Esperidião Amin (PPB), que aceitou prontamente o desafio em sua última visita à Videira. Amin é taxativo: "No comportamento e nas reflexões do personagem Johny Malaquias está retratada a própria situação social do mundo em que vivemos".

    OS AUTORES

    O professor Jorge Jacó, 55, nasceu em Videira e, apesar de ter vivido vários anos no Rio de Janeiro, retorna à cidade natal, onde escreve "O Avesso de Ontem", o seu primeiro livro, explorando a filosofia, área que domina. Ana Delmar, 36, é professora e tem uma aguçada veia artística, com participação no teatro e manifestação poética através de seu primeiro livro "Risos e Lágrimas". Tirou de uma experiência pessoal o coelho Johny Malaquias, depois de ter se caracterizado para um evento pascal e percebido que as diferenças ainda incomodam boa parcela da população.

    O QUÊ: Lançamento de "O Avesso de Ontem", de Jorge Jacó e Ana Delmar. QUANDO: Hoje, às 20h30. ONDE: Grêmio Floresta, rua Bulcão Viana, 736, Videira, tel.: (0xx49) 566-0836. QUANTO: R$ 20,00.


    Artistas de Baco mostra
    novo espetáculo em Videira

    Videira - O personagem principal da peça "Meno Male", que estréia hoje no teatro do Colégio Imaculada Conceição, em Videira, é o italiano Nicola, um chofer de táxi que leva uma vida normal, junto à filha Angelina, uma adolescente orfã de mãe. O que ele não imagina, é que descobrirá uma teia de intrigas por causa de um relacionamento que Angelina terá com Alberto, um funcionário do governo que não mede esforços para subir na vida. A peça, ensaiada há seis meses pelo grupo teatral "Artistas de Baco", é de autoria de Juca de Oliveira e estimula discussões sobre os valores morais e conflitos da adolescência. O diretor do grupo, Pe. Milton Zonta, conta que o texto foi escolhido porque o protagonista Nicola, assim como a grande maioria das famílias videirenses, também é descendente de italianos e alimenta uma preocupação com a moral e os bons costumes.
    "O personagem principal leva uma vida dentro dos padrões do nosso povo, lutando diariamente pela sobrevivência e pela manutenção da sua filha adolescente", conta Zonta. A peça enfoca as dificuldades diárias enfrentadas pelo povo brasileiro, ao mesmo tempo em que revela as facetas do poder. "Vamos estabelecer esse paralelo como forma de manifestar indignação com a politicagem e a corrupção."
    A vida simples de Nicola começa a tomar outro rumo quando ele descobre o envolvimento amoroso entre sua filha e Alberto, um funcionário público que não mede conseqüências para subir na vida, assessorado por Galdino e Ivani, que ajudam na construção das maracutaias. "Ele é casado com Luiza mas tem casos extra-conjugais, até se envolver com Angelina, a filha inocente de Nicola", conta Zonta, que interpreta o personagem de Alberto.
    "Temos certeza que todo mundo vai se identificar", garante Zonta. O texto é de 1987 e sofreu adaptações. Trata-se de uma comédia que desnuda a corrupção e o cinismo que impera no meio político.

    Nova Configuração

    Afastados dos palcos desde 1998, quando apresentaram a peça "Un Bel Manzzolino di Fiori", os Artistas de Baco chegam com nova configuração, com três novas atrizes, que vivem os papéis de Angelina, Luisa e Ivanir. "Trabalhamos muito nos ensaios e esperamos que o público goste. Amadores, conseguimos fazer teatro porque temos a ajuda de uma série de pessoas e empresas". Em cinco anos, essa é a quarta peça do grupo. Em 1999 e neste ano, trabalhou na encenação da "Paixão e Morte de Cristo". Os atores trabalham em outras atividades, estudam e doam o tempo vago para os ensaios. "Meno Male" tem o elenco formado por Altair Rech (Nicola), Airto Zonta (Garçom), Piscila Mittanck (Angelina), Carlos Gonçalves (Galdino), Milton Zonta (Alberto), Kelli Cenci (Luiza), Tatiane Gonçalves (Ivanir).

    Blumenau

    Os formandos do curso de artes cênicas da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb) encenam "O Avarento", de Moliére. Nesta comédia de época, a diretora do espetáculo Pita Belli buscou uma interpretação dentro dos moldes clássicos da comédia francesa do século 17. Na segunda-feira, os atores sobem ao palco do Teatro Carlos Gomes para apresentar "Contos de Amor e Morte", de Nélson Rodrigues, a partir das 21 horas. A entrada é franca, mas serão aceitas contribuições espontâneas de R$ 1,00.

    O QUÊ: Peça Meno Male. QUANDO: Hoje, às 20h. ONDE: Teatro do Colégio Imaculada Conceição, rua Padre Anchieta, 482, Videira, tel.: (0xx49) 566-0270. QUANTO: R$ 3,00.

    O QUÊ: Peça O Avarento. QUANDO: Hoje e amanhã, às 22h30. ONDE: Oficina Porão da Furb, no campus 1, embaixo da biblioteca central. QUANTO: R$ 5,00 sem o bônus e R$ 3,00 com a bonificação, disponível na cantina central.


    Indaial lança projeto para
    marcar o Natal 2000

    Blumenau - As festas de final de ano começam mais cedo no médio vale, com o lançamento do 7º Natal em Indaial, promoção que até o final de dezembro terá Papai Noel, apresentações culturais, lançamento de CD e encontro de ternos de reis. A abertura será hoje, às 19 horas, na Fundação Indaialense de Cultura (FIC), com o acendimento da iluminação natalina e o lançamento da Feira de Natal. Hoje também serão apresentados ao público, a Casa do Papai Noel e a exposição de arte sacra da artista blumenauense Nicole Ulian.
    Há sete anos a Fundação Indaialense de Cultura investe para integrar Indaial no roteiro de turismo de Natal de Santa Catarina. O Natal 2000 fecha o século mais iluminado, com 350 mil lâmpadas acesas nos jardins e sede da entidade, numa parceria com a Taschibra, empresa de iluminação sediada no município. O acendimento das lâmpadas está previsto para as 20 horas.
    Antes será inaugurada a Exposição Natalina, resgatando a cultura da região para as festas de final de ano e os símbolos religiosos da data. Neste ano a convidada é a artista Nicole Ulian, conhecida por pintar anjos, santos e madonas em óleo sobre tela. Outro destaque é a Casa do Papai Noel, dividida em ambientes como sala, quarto, cozinha, fábrica de brinquedos e escritório com lareira. A decoração mexe com a fantasia de crianças e adultos. Na Feira de Natal, a FIC sugere a integração de artistas de Indaial com a comunidade, vendendo produtos artísticos, artesanais, presentes e produtos rurais.
    O calendário do Natal em Indaial terá ainda um Especial de Natal neste domingo, às 20h30, reunindo o Coral da FIC e um solo de piano do maestro Werner Arnold. No dia 9 de dezembro acontece o Encontro de Terno de Reis, entre grupos de todo o Estado. E no dia 13 de dezembro, a Orquestra Municipal Werner Pabst faz o lançamento de seu primeiro CD, de músicas clássicas, MPB e composições imortalizadas pelas big bands.

    O quê: 7º Natal em Indaial - Exposição Natalina, Feira de Natal e a Casa do Papai Noel. Onde: Fundação Indaialense de Cultura, rua Doutor Blumenau, 5, Indaial, tel.: (0xx47) 333-1964. Quando: Abertura hoje, às 19h. Visitação: Até 25 de dezembro, das 19 às 23h. QUANTO: R$ 1,00 para a Casa do Noel, valor repassado a entidades assistenciais locais.

    Manchetes AN

    Das últimas edições de Anexo
    30/11 - Os vários ritmos de João Bosco
    29/11 - Em defesa da boa música
    28/11 - Os primeiros movimentos de um sonho
    27/11 - Todas as homenagens para Cartola
    26/11 - Avidez de consumo causa sofrimentos
    25/11 - Feliz encontro de talentos em Blumenau
    24/11 - O brilho finalmente alcança a rua

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    Cruela (Glenn Close) sai da prisão por bom comportamento, mas não demora para voltar a aprontar maldades com os filhotes dalmátas
    Fotos: Divulgação

    Veja a programação de CINEMA para Santa Catarina.

    Com pinta de vilã infantil

    Glenn Close volta a fazer maldades em "102 Dálmatas", que estréia hoje no Estado

    Joinville - Glenn Close, uma das grandes estrelas do cinema hollywoodiano, tem seu nome ligado geralmente a vilãs, algumas delas inesquecíveis, como as de "Ligações Perigosas" e "Atração Fatal". Para o público infantil, porém, ela será sempre Malvina Cruela, a inescrupulosa colecionadora de peles que apronta todas em "101 Dálmatas", adaptação contemporânea para o clássico desenho animado da própria Disney, lançado em 1962. O sucesso do filme levou a inevitável seqüência, "102 Dálmatas", que estréia hoje em todo o território nacional, inclusive em Santa Catarina. Mais um prodígio de técnica, além das vilanias protagonizadas por Malvina.
    A história começa com Cruela saindo da prisão por bom comportamento e aparentemente regenerada, a ponto de se tornar uma protetora dos animais. Todos acreditam nela, exceto a supervisora responsável por sua condicional, Cloé Simon (Alice Evans). Tudo vai bem até que Malvina compra um abrigo de cães em vias de despejo, gerenciado pelo simpático Kevin (Ioan Gruffudd). O rapaz, porém, é preso sob a acusação de ter raptado vários filhotes dálmatas.
    Cloé começa a desconfiar da inocência de Cruela quando os três filhotes de sua cadela - netos de Pongo e Perdita, o casal de dálmatas do primeiro filme - desaparecem. Para complicar, ela descobre uma comprometedora amizade da "ex-vilã" com Jean Pierre Le Pelt (Gérard Depardieu), um estilista de moda e peleiro francês. Sua missão agora é recuperar seus cães e salvar a reputação de Kevin, por quem está apaixonada.
    O filme "102 Dálmatas" marca a estréia do diretor de animação Kevin Lima à frente de uma produção com atores de carne e osso, logo após ter dirigido o sucesso "Tarzan" - que, aliás, tinha Glenn Close dublando a gorila Kala. Além dela e Gérard Depardieu, o longa tem nos dálmatas seu grande atrativo. Por isso, mas de 250 cães foram utilizados nas filmagens, o que exigiu um intenso trabalho de adestramento para eles acertassem suas marcações, além da manutenção de seu bem-estar. Como as associações de proteção dos animais estavam de olho em "102 Dálmatas", os produtores optaram por manter o elenco canino longe das cenas perigosas - nesse caso, efeitos especiais e robôs entraram em ação.

    Notoriedade

    Com dois anos de atraso, "Celebridades", o antepenúltimo filme de Woody Allen, chegou em outubro ao Brasil e, um mês depois, aterrisa nas telas catarinenses. Nele, o diretor discute o culto das celebridades na sociedade atual, buscando provar que a fama é, hoje, o mais precioso dos bens, a ponto de as pessoas fazerem qualquer coisa para sair do anonimato. Kenneth Branagh é um jornalista que tem o projeto de escrever um livro como caminho para atingir a notoriedade. Todas as pessoas ao seu redor a conseguem, até a mulher (Judy Davis) que ele abandonou seduzido por uma jovem. Em sua trajetória para escrever uma reportagem crítica sobre a sociedade atual, ele faz sexo com a atriz que entrevista (Melanie Griffith), persegue uma garota de comportamento libertário (Winona Ryder), cai de amores por uma modelo (Carlize Theron) e firma amizade com um astro de Hollywood (Leonardo DiCaprio).
    O elogiado e polêmico "Nem Todas as Mulheres São Iguais", uma co-produção americana, inglesa e francesa, é a outra estréia da semana. Dirigido por Brian Skeet, o filme conta o drama de Margaret (Parkey Posey), que começa questionar seu casamento de sete anos com o professor Edward (Jeremy Northam) e sua própria filosofia de vida quando inicia a adaptação de um diário francês escrito no século 18. O livro narra o processo de sedução usado pelo autor para conquistar uma jovem inglesa.
    A leitura torna a imaginação de Margaret ainda mais fértil e a leva a uma série de encontros, incluindo o seu elegante e confuso dentista, Dr. Lipi (Alexis Denisof), o charmoso engenheiro de som Martin (Patrick Bruel) e sua amiga bissexual Lily (Brooke Shields). Quando ela começa a desconfiar que o marido está tendo um caso com uma de suas alunas, decide ir morar com seu melhor amigo, o cínico editor gay Richard (Craig Cherster).

    • Veja a programação de CINEMA para Santa Catarina.

    "102 Dálmatas". Direção de Kevin Lima, com Glenn Close, Alice Evans, Ioan Gruffudd, Gérard Depardieu. Joinville: Cine Cidade 1, às 14h30, 16h45, 19h e 21h15; GNC Mueller 1, às 14h, 16h, 18h, 20h e 22h. Balneário Camboriú: Cine Atlântico 1, às 13h45, 15h45, 17h45 e 19h45. Jaraguá do Sul: Jaraguá Center Cine 1, às 15h, 17h, 19h e 21h. Florianópolis: Cine Beiramar 1, às 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30. São José: Cine Itaguaçu 1, às 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30. Itajaí: Cine Center 2, às 14h30, 16h30, 19h e 21h. Blumenau: GNC Neumarkt 1, às 14h, 16h, 18h, 20h e 22h; GNC Neumarkt 3, às 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30. Criciúma: Cine Della Giustina 1, às 14h15, 16h, 17h50, 19h30 e 21h20.

    "Nem Todas as Mulheres São Iguais". Direção de Brian Skeet, com Parkey Posey, Jeremy Northam, Alexis Denisof, Brooke Shields. Florianópolis: Cine Beiramar 2, às 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30.

    "Celebridades". Direção de Woody Allen, com Kenneth Branagh, Judy Davis, Melanie Griffith, Winona Ryder, Leonardo DiCaprio. Blumenau: GNC Neumarkt 5, às 14h, 16h, 18h, 20h e 22h.


    Rede TV! entra no
    ar hoje no Estado

    Catarinenses são os primeiros do Sul do País a receber imagens da emissora

    Jeferson Ribeiro
    Especial para o Anexo

    Joinville - Mais uma emissora de tevê aberta inaugura, a partir de hoje, sua programação em Santa Catarina. A Rede TV! terá sua grade retransmitida pela Rede TV Sul, antiga SCC TV, do grupo de mesmo nome, que repetia o sinal do SBT no Estado. A mudança não provoca alterações nas transmissões do SBT, que continua com sua programação regional em Chapecó, Joinville, Criciúma, Blumenau e Florianópolis. Em Joinville, a Rede TV! poderá ser sintonizado pelo canal 13, em Blumenau no 11, em Criciúma no 6, em Lages no 10 e na Capital, no canal 18.
    Segundo a diretora da Rede TV Sul em Joinville, Melissa Amaral, o Grupo SCC estava perdendo muito espaço com a política de retransmissão do SBT e preferiu fazer um novo contrato com a a televisão paulista. "Assim como apostamos e participamos do crescimento do SBT em Santa Catarina, estamos agora fechando essa parceria com Rede TV!, que está em franca expansão. Temos o direito de transmissão para todo o Sul do País. Os catarinenses serão os primeiros a receber as imagens da rede. Até o final de janeiro, a programação deve começar a ser repassada a Curitiba e região. Até abril, Porto Alegre também estará integrando a rede", revela a empresária.
    O destaque regional deve ficar, inicialmente, por conta de um programa de jornalismo, que deve ter duas edições. "Estamos apenas esperando o novo estúdio, que está sendo construído em Florianópolis, ficar pronto", salienta Melissa.
    Os programas de auditório são as principais atrações da Rede TV!. Âncoras como Otávio Mesquita, Juca Kfouri e Fabiana Saba comandam programas de fofoca, esporte e comportamento, respectivamente. De segunda a sexta-feira, das 19 às 20 horas, Otávio Mesquita, Monique Evans e Paulo Bonfá apresentam o "TV Fama", que revela curiosidades da vida dos artistas e mostra os bastidores de shows, apresentações de teatro e festas.
    Outro destaque é o "Interligado", no ar de segunda a sexta, às 12h30, e comandado por Fabiana Saba, que substituiu Adriane Galisteu no programa. A cada semana, dois garotos e duas garotas vão aos estúdios da RedeTV! para descolar um namoro. São os alvos da audiência, que podem ligar ou mandar e-mails para eles. A apresentadora é o cupido desta história toda.
    O esporte também é privilegiado pela Rede TV!, que apresenta o "Bola na Rede", comandado por Juca Kfouri nas noites de domingo, a partir das 20 horas. O programa tem duas horas de duração e comenta o que aconteceu no esporte durante o final de semana, com espaço maior para o futebol.


     
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