Joinville         -          Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Grátis
Carmem Graziotin, atendente da farmácia da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, mostra estoque de remédios disponível
Foto: Pena Filho

Hoje é dia de
combater a Aids

Brasil enfatiza este ano a preocupação com as mulheres, cada vez mais infectadas pelos maridos

"Coitado, lá vai o aidético". Esse é o maior drama de Marcos (nome fictício), 31 anos, portador do vírus HIV há mais de dez anos. Hoje, no Dia Mundial de Combate à Aids, ele alerta: quem não se cuida precisa saber que pode ter o vírus.
Este ano, na data mundial de luta contra a doença, a campanha de todas as unidades sanitárias do País vai refletir a preocupação com a contaminação de mulheres. Usando o slogan "Não Leve Aids para Casa. Use Camisinha", o governo objetiva prevenir homens com relações estáveis. Isso porque dados do Ministério da Saúde mostram que a mulher já é a maior vítima da doença.
Em Joinville, a situação não é diferente. Segundo Leila Mautone, coordenadora do programa DST-Aids local, o número de mulheres contaminadas pelos maridos cresce a cada dia. Conforme ela, há alguns anos, para cada mulher contaminada havia cerca de 30 homens. "Hoje, é quase um para um", diz. Regina Hofmann, enfermeira do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), explica que não há mais grupos de risco, existindo, sim, comportamentos de risco. "O único remédio é a prevenção", enfatiza. E é pensando nisso que hoje, das 12 às 18 horas, equipes da Secretaria de Saúde estarão distribuindo preservativos e folhetos educativos nos terminais de ônibus do Centro, Sul, Tupy, Norte e Iririú.
O primeiro caso de Aids diagnosticado em Joinville foi em 1986. Hoje, conforme boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, a cidade tem cerca de 700 casos de Aids. Segundo Regina, para cada caso são calculadas dez pessoas contaminas. "Isso daria uma estimativa de 7 mil pessoas com Aids em Joinville", conta. Em relação ao Estado, a cidade é a terceira em número de casos, perdendo para Florianópolis e Itajaí.
Se há dez anos as pessoas tivessem acesso à informação como têm hoje, talvez a situação de Marcos fosse diferente. Foram as drogas que o levaram a fazer parte das estatísticas de Joinville. "Eu usava de tudo. Fumava maconha, crack, injetava", explica. Mesmo cuidando para usar sempre a própria seringa, a desinformação foi maior. Quando precisava compartilhar seringas, Marcos fervia a agulha. "Sei que me contaminei assim porque já soube de várias pessoas que andavam comigo na época e morreram de Aids", conta.
Mas a doença não o impediu de seguir em frente. Marcos foi trabalhar em São Paulo, deixou o vício, casou, teve duas filhas saudáveis. "Mas, Deus dá e Deus tira. Ele dá asas para quem não sabe voar", diz Marcos para explicar a volta que sua vida deu novamente. Com emprego e dinheiro na mão, Marcos voltou a fumar crack. A mulher o deixou. Ele perdeu o emprego. Hoje, está de volta a Joinville, desempregado e de partida para uma clínica de reabilitação em Curitiba, no Paraná. "O vício é um horror. Você fica incontrolável. Perdi tudo o que tinha por causa dele", conta.
Mesmo com tantos altos e baixos, Marcos só ficou doente uma única vez. Há dois meses, ele faz tratamento com a equipe do Programa DST/Aids de Joinville. Todos os meses recebe medicamento, e a cada três meses faz os exames necessários.


Exames feitos gratuitamente

A infectologista Ilma Marquesini, médica do Programa DST/Aids, explica que os pacientes têm direito a todos os exames oferecidos pelo SUS e recebem o medicamento gratuitamente. Segundo ela, quem está cadastrado recebe impecavelmente a medicação. "No momento, nosso estoque está ótimo", diz. Ilma lembra que o acompanhamento é essencial. Como exemplo, cita que somente o exame mostra o momento exato para começar a tomar o coquetel. "Essa medicação é importante para conter a multiplicação do vírus", explica.
De acordo com Ilma, há pontos que precisam ser esclarecidos para quem convive com a realidade da Aids. Um exemplo, conforme a médica, é o uso de camisinha. "Quem tem Aids tem de usar sempre o preservativo", ressalta. Mesmo na relação entre um casal portador do vírus o uso da camisinha é indispensável. Ilma diz que há diferença entre um e outro vírus. "O vírus de um dos parceiros pode ser resistente ao medicamento", exemplifica.
A cura da Aids ainda não foi encontrada mas, segundo a enfermeira Regina Hofmann, hoje a expectativa de vida para portadores do vírus é boa. "É só se cuidar", ressalta. Ilma acrescenta: "No resto, o melhor é ter vida normal".
E é justamente por uma normal que Marcos está lutando. Assim como quando descobriu a Aids, o medo ronda sua vida. Hoje, ele não luta para aceitar a doença, nem contra o medo da morte. Agora, sua luta é pela reconquista da dignidade, do emprego, da família. "Estou pagando um preço alto pelos meus erros, mas vou recuperar tudo o que perdi", afirma.
Em Joinville, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) funciona das 7 às 19 horas, na rua Carlos Lange, 41. Leila Mautone, coordenadora do Programa DST/Aids, explica que são feitos testes para detectação do HIV gratuitamente e em sigilo. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 433-9197.


Discriminados têm ajuda no
Centro de Direitos Humanos

Quando, em 1986, surgiu o primeiro caso de Aids em Joinville, a doença era relacionada a homossexuais e viciados em drogas injetáveis. Hoje, a realidade é diferente. Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos contaminados é heterossexual. No entanto, mesmo com essas estatísticas, os homossexuais não podem doar sangue.
Segundo informou o Hemocentro de Joinville, entre as pessoas que não podem doar sangue estão os que tiveram relações sexuais com vários parceiros, homossexuais ou pessoas suspeitas de serem portadoras do vírus HIV. O Centro de Direitos Humanos de Joinville ainda não tem posição formada sobre esse assunto porque, até o momento, ninguém procurou por ajuda. Mesmo assim, a coordenadora, Irma Knieff, ressalta que ninguém pode ser discriminado.
De acordo com Marilene Costa Royer, gerente-técnica do Hemocentro de Joinville, a entidade obedece a uma portaria do Ministério da Saúde. Conforme ela, o objetivo é eliminar a maior possibilidade de riscos. A infectologista Ilma Linhares Marquesini concorda com a necessidade desse cuidado. No entanto, alerta que o perigo não está nas relações homossexuais e, sim, no sexo anal, independente de ser com o mesmo sexo ou com o sexo oposto. Segundo Ilma, a mucosa do ânus, ao contrário da vagina, não é preparada para grandes dilatações. Dessa maneira, explica Ilma, podem acontecer lesões com maior facilidade e facilitar a contaminação.
Outro fator importante, conforme Ilma Marquesini, é a janela imunológica, período de dois a seis meses em que o vírus pode não aparecer nos exames. "Uma pessoa pode estar contaminada e não aparecer no exame. Por isso é importante afastar qualquer possibilidade", explica. Mas, se assim mesmo alguém se sentir prejudicado, pode buscar ajuda no Centro de Direitos Humanos de Joinville pelo telefone 455-2886.


Saiba mais Informações relativas à doença

Principais sintomas da Aids:

  • Diarréia
  • Febre alta
  • Emagrecimento repentino
  • Tuberculose
  • Cadidíase oral
  • Manchas na pele
  • Cansaço
  • Suor intenso
  • Câncer de pele

Número de casos de Aids nas cidades mais atingidas em Santa Catarina:

  • Florianópolis - 1.548
  • Itajaí - 1.142
  • Joinville - 705
  • Criciúma - 483
  • Blumenau - 474

Taxa de incidência no Brasil
(por 100 mil habitantes)

  • 1º Itajaí
  • 2º Balneário Camboriú
  • 8º Florianópolis
  • 25º Criciúma
  • 29º São José
  • 55º Joinville

É importante saber que:

- Ter vários parceiros sexuais aumenta o risco de contaminação;
- O uso de camisinha é indispensável;
- Nas transfusões de sangue, o teste de controle do sangue deve ser exigido;
- Cortes ou feridas não devem ficar expostos ao contato com o sangue de outra pessoa;
- Agulhas e seringas devem ser descartáveis;
- Contato com saliva, lágrimas, suor, tosse, espirro não transmite Aids;
- O uso comum de transporte público, saunas, piscinas, sanitários, pratos, talheres, etc. não transmite Aids;
- Doar sangue não transmite Aids;
- Picadas de mosquito não transmitem Aids.


Dona de casa recebe
rim de jovem acidentado

A dona de casa Elita Aparecida Andrade, 42 anos, recebeu ontem à tarde, através de um transplante realizado no Hospital São José, o rim do jovem R.H.A.F.M, de 19 anos, que morreu acidentado em Blumenau. O transplante de doadores mortos é um procedimento considerado raro.
Segundo o médico que realizou a cirurgia, Rafael Maciel, os doadores "cadavéricos" são incomuns por falta de conscientização da população. "Apesar da população catarinense ser muito receptiva e doe com freqüência, é mais difícil encontrar famílias que doem os órgãos de pessoas mortas", explicou.
O doador do rim que vai permitir à dona de casa se livrar da máquina de hemodiálise - ela fazia até três sessões semanais - sofreu um acidente e sua família ainda permitiu a doação de córneas, fígado, coração, ossos e tecidos.
De acordo com a secretária do Centro de Transplantes de Joinville, Cássia Nunes, a família do jovem morto no acidente autorizou a retirada dos órgãos que possibilitou a realização de pelo menos dois transplantes: um de coração, realizado em Blumenau, e o da dona de casa em Joinville.
No final da tarde de ontem, a paciente já estava na sala de repouso. "A cirurgia transcorreu muito bem. Foram três horas e meia. A paciente era renal crônica e com o transplante terá uma vida muito melhor", disse o médico.
As estimativas indicam que existem hoje cerca de 40 pessoas aguardando a oportunidade de serem transplantadas. O Hospital São José, que não realizava transplantes de rim há cerca de dez anos, foi recentemente credenciado pelo Ministério da Saúde a fazer as cirurgias.

Chamados

A Secretaria Municipal da Saúde está solicitando o comparecimento das seguintes pessoas na sua Unidade Sanitária: Oscar Soares, Rosa Fagundes, Gilberto Mafra, Denilson Moreira, Valdir Luís Pereira, Maurício Cardoso dos Santos Rosangela Bastos, Roberto Montes Filho,Valquíria Silva Fernandes, Gustavo da Silva, Willian Harger Luz, Iracema Rodrigues de Lima, Felipe Natan Ferreira, Iueslen Machado da Silva, Bianca Aparecida Q. de Lima, David de Melo, Elio Manoel Dias, Maicon Luís Dick, Sara de Oliveira, Eudpes Mateus Becker e Débora Caroline Machado.
A Unidade Sanitária fica na rua 15 de Novembro, 70, próximo ao Ginásio Abel Schultz.


Universidade faz coleta
seletiva de lixo reciclável

A Universidade da Região de Joinville (Univille) adotou o sistema de seleção de lixo reciclável. Ontem pela manhã, foi lançado o projeto Institucional Reciclar em parceria com a Tecnofibras, uma empresa que produz plástico.
De acordo com a coordenadora do projeto, Nilza Marcheze, a Univille vai selecionar e a Tecnofibra será a responsável pelo transporte, além de qualificar os resíduos orgânicos (cascas de frutas, folhas secas, cascas de ovos, restos de alimentos e papéis molhados e engordurados), que serão transformados em adubo, e os orgânicos, como papéis, metais, plásticos e vidros. A empresa também vai coordenar a venda dos materiais. O dinheiro arrecadado, segundo ela, será doado a uma entidade filantrópica.
O trabalho de seleção, conforme Nilza, será feito através de monitoramento envolvendo alunos, funcionários e até professores. São vários coletores de lixo que estão distribuídos pelos corredores da universidade, cada um deles para um tipo de resíduo, como plástico, lata, alumínio, entre outros que podem ser reciclados.

Educação ambiental

Para a coordenadora, o sistema de seleção é de extrema importância, porque a instituição de ensino tem que se preocupar com a educação e também com o meio ambiente, através de iniciativas semelhantes. Nilza afirma que a idéia partiu do Departamento de Química Industrial e contou com o apoio dos departamentos de Artes Visuais e Engenharia Ambiental e do Centro Acadêmico de Geografia e Colégio da Univille. A estudante Grazielli Nardes, 18 anos, avaliou o projeto muito interessante. Segundo ela, está na hora de todos se conscientizarem da importância de reciclar materiais. "Espero que todos contribuam para o andamento do projeto", disse, satisfeita.


Doente não tem
verba para pagar hospital

Vítima de atrofia muscular está internado há quase um mês

Marlise Groth

Internado há quase um mês no Hospital São Luiz, em Campo Alegre, o joinvilense Francisco Amaral, 65 anos, precisa mais uma vez da ajuda da comunidade. Vítima de atrofia muscular, o idoso conseguiu, recentemente, realizar uma operação naquele município para o estiramento da musculatura dos membros inferiores. As despesas da cirurgia foram pagas com o apoio de joinvilenses que se sensibilizaram com o problema e contribuíram por meio de rifas, bingos e doações.
Em virtude da idade e de uma certa deficiência nutricional, Francisco acabou vítima de algumas complicações no pós-operatório e precisou retornar ao hospital no município vizinho, onde permanece até hoje. Segundo a diretora do hospital, irmã Lídia Pagliari, o paciente Francisco está internado na ala cirúrgica onde também recebe apoio geriátrico.
Em virtude das oito incisões realizadas para o alongamento das pernas e da atrofia anterior, Francisco exige cuidados constantes. Três enfermeiras atuam simultaneamente realizando troca de curativos, fraldas, administrando medicação e alimentos. Um trabalho caro, que exige paciência e dedicação. "Além de ter voltado por causa de uma hemorragia, o paciente sofreu complicações respiratórias por causa do fumo", emenda a diretora da casa de saúde.

Dívida

Descanso com charme e sofisticação
Pousadas aliam localização privilegiada e bons serviços.  AN_Turismo 
Para saldar a dívida já existente e continuar o tratamento no próximo mês, a dona de casa Laura Caviquioli, 44 anos, atual responsável pelo idoso precisa levantar cerca de R$ 2.500,00. "É o mínimo se levarmos em conta o trabalho da ala geriátrica que inclui alimentação e roupa lavada, e o necessário para a compra de fraldas e medicação", acredita irmã Lídia. Segundo ela, os gastos não devem encerrar por aí, uma vez que, após a liberação, Francisco deverá se submeter a sessões de fisioterapia.
"Não tenho de onde tirar esse dinheiro", desabafa dona Laura, que há um ano e meio se responsabilizou pelo idoso doente que vivia perto de sua casa. "O problema do seu Francisco acabou desestruturando toda a minha situação financeira. Já gastei o que podia com médicos e remédios e hoje não sei mais o que fazer", conclui a dona de casa, que por solidariedade resolveu abrigar o idoso e tem se desdobrado para ajudá-lo, com o apoio de joinvilenses solidários.
Contatos para doações podem ser feitos com Laura Caviquioli pelo telefone 454-1022, ou diretamente no hospital de Campo Alegre, com irmã Lídia, pelo telefone (47) 632-2111.

Manchetes AN

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24/11 - Operação Norte Seguro levada às escolas
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Minipresépios
criativos em exposição

Shopping exibe mostra internacional até dia 24

Argila, madeira, grãos de alimentos, papel, vidro e sucata. Todos esses ingredientes, aliados à criatividade de artesãos, estão proporcionando uma exposição de Natal diferente na praça de eventos do Shopping Americanas Joinville. A mostra internacional de minipresépios faz parte, há cerca de nove anos, das comemorações de Natal de Curitiba. A iniciativa, mantida pela Secretaria do Estado da Criança e Assuntos da Família, em parceria com a Universidade Livre do Artesanato e Cultura Popular, ambas do Paraná, está sendo exposta pela primeira vez em Santa Catarina. Cerca de 150 peças, que fazem parte do acervo da instituição, podem ser conhecidas de perto pela comunidade.
Latinhas de refrigerante que se transformam em presépio. Personagens do nascimento de Jesus esculpidos em um pequeno pedaço de vela. O trabalho, já exposto em outros países como o México e a França, impressiona pela riqueza e perfeição de detalhes. "As pessoas ouvem falar da exposição e não imaginam o que podem encontrar. Quando chegam aqui e vêem o trabalho, ficam encantadas e percebem que existem outras irreverentes maneiras de expressão natalina", explica a gerente de marketing do shopping, Edra Moraes.
Ao contrário do que se possa imaginar, nenhuma obra foi confeccionada por profissionais. "Essa é a maneira que temos de dizer às pessoas que não é preciso ser um grande artista ou investir muito dinheiro para também colaborar com o espírito natalino", ressalva. Escolas e entidades estão sendo convidadas a conhecer o trabalho, que fica no shopping até o dia 24 de dezembro.


Vencedores da 1ª Gincana
Colegial recebem prêmios

O Instituto Joinville 150 Anos entregou terça-feira os prêmios aos vencedores da 1ª Gincana Colegial. A cerimônia foi na Escola Municipal Pauline Parucker, a grande campeã do evento. Pais, alunos, professores e coordenadores do projeto estiveram presentes e falaram sobre a oportunidade de conhecimento que a iniciativa proporcionou. Segundo a comissão organizadora, eventos similares devem ser realizados no próximo ano.
A gincana, realizada entre os dias 23 de outubro e 9 de novembro, teve como proposta promover o conhecimento cultural entre os estudantes da rede pública. As duas instituições melhor colocadas foram premiadas. "Nosso objetivo não era o de ganhar algum prêmio mas, sim, o de vencer todas as provas e levar esse título para a escola", contou o estudante Rodrigo Arriola Rochadel, 12 anos. Três computadores, que serão usados nas atividades escolares, e cinco bicicletas, sorteadas entre os estudantes, foram entregues à instituição. "Não teríamos como comprar esses equipamentos", comentou a diretora Maristela Rodrigues.
Apostilas especiais e aulas preparatórias fizeram parte, durante o concurso, da rotina dos 45 estudantes da escola inscritos na competição. Todo o estudo esteve baseado no material enviado pelo instituto; entretanto, a troca de informações entre as escolas participantes colaborou no processo de aprendizado. "O nosso mérito não está apenas em conquistar a vitória. O despertar da capacidade e da conseqüente vontade de aprender se tornou parte da vida desses estudantes", destacou a professora Cely Gomes.
O apoio da comunidade, que compareceu ao Ginásio Ivan Rodrigues para torcer, foi lembrado. "A iniciativa não nos trouxe apenas a oportunidade de aprender como também a de integrar nossos esforços", disse o estudante Alexandre Dirksen, 14 anos. Os alunos também receberam medalhas.


Parceria festeja
resultados no futsal

Colégio Machado de Assis e Expresso Sul Goiás levam equipe à final do citadino da LJFS, categoria fraldinha

Em dois anos de atividades, o futsal do Colégio Adventista Machado de Assis apresentou importantes avanços não apenas na parte técnica. O grupo formado pelo professor Juliano Mateus Rodrigues cresceu quase três vezes e junto acompanha um trabalho de integração comunitária.
O resultado dentro de quadra foi o 2º lugar no citadino fraldinha, uma colocação festejada igual a um título de campeão. "O importante é a sociabilidade dos atletas, que passam a conhecer e fazer amizades com outras crianças", reconhece o técnico e professor Juliano.
A preparação da equipe começou na quadra do colégio do bairro Saguaçu, reunindo 58 garotos da escolinha, distribuídos em duas turmas. A partir daí, Juliano reuniu 12 para atuar no campeonato da Liga Joinvilense de Futebol de Salão, fazendo treinos específicos no ginásio da Associação Atlética Banco do Brasil nos sábados pela manhã.
Em toda esta seqüência, Juliano reconhece a presença e importante colaboração dos pais. Valmor João da Silva é um destes exemplos. Pai de João Paulo (artilheiro do campeonato fraldinha com 28 gols), Valmor acha importante haver esta integração e que somente estará trazendo benefícios na educação dos filhos.
Em sete jogos no citadino fraldinha, o Colégio Machado de Assis, que atuou com o patrocínio do Expresso Sul Goiás, garantiu quatro vitórias e teve três derrotas, marcou 43 gols e sofreu 26. Na decisão, o Machado de Assis perdeu para a Tupy por 7 a 2. "O resultado não nos desanima porque a Tupy esteve melhor", diz Juliano.
O treinador garante que a equipe tem potencial para seguir em frente. E com isso, Juliano acredita que possa ser preparado um time para as competições do citadino e até planejar a subida para as disputas estaduais pela federação. "Assim como conseguimos nos cotizar para o citadino, é possível planejar a participação também em eventos da Federação Catarinense", explica Valmor. Os atletas do Machado de Assis/Sul Goiás são Dudu, Felipe, Guilherme Vinícius, Guilherme, João Paulo, Tiago, João Luiz, Cristofer, Gustavo e Mateus.


Atuação comunitária
também faz parte dos objetivos

As lições do esporte incluem muito mais do que chutes, impulsões e corridas. As jogadas com os alunos-atletas do Colégio Machado de Assis também incluem a atuação comunitária. Um exemplo está marcado para o próximo dia 10, a partir das 14 horas, no ginásio da AABB, com a realização do 2º Futsal da Solidariedade - Natal Campeão.
Juliano Mateus Rodrigues e Valmor João da Silva, que integram a comissão organizadora, esperam a presença em torno de 100 garotos que estarão distribuídos em diversos times. A participação será através da disponibilidade de R$ 2,00 e mais um brinquedo, usado em bom estado ou novo, tudo revertido para o Natal de crianças carentes.
A primeira edição do projeto foi um sucesso. E neste ano os organizadores esperam ter uma participação ainda maior. O objetivo é mobilizar a população no sentido de auxiliar famílias com menor poder aquisitivo na comemoração do dia de Natal, além de incentivar a prática do futsal.
Segundo Valmor João da Silva, é preciso atentar a população para os problemas sociais e das potencialidades do esporte.


Base da LJF tem decisões

As categorias de base ficam encarregadas de completar o calendário da Liga Joinvilense de Futebol nesta temporada. O citadino mirim, por exemplo, define o campeão nos jogos previstos para domingo pela manhã, enquanto a 3ª fase do dente-de-leite será sábado pela manhã.
No dente-de-leite, as partidas da segunda fase acontecem no centro de treinamento da Sociedade Irineu, no Cubatão. O confronto São Luiz x JEC/Irineu define uma vaga na final. Os outros dois jogos apontam os semifinalistas: MB Usinagem x Nilkasa e Aventureiro B x Nardela/Cruzeiro. A rodada deste sábado no CT do Irineu começa às 8 horas.
A Taça Coronel Floriano Peixoto, disputada no citadino mirim, define no domingo seu campeão nos jogos semifinais e finais que acontecem no campo do Aviação. A partir das 8 horas, as semifinais têm os confrontos JEC/Irineu x Aventureiro e São Luiz x Cedae/Vasco B. Em seguida, os perdedores das semifinais fazem a disputa de 3º lugar, enquanto os vencedores decidem o campeonato.
Pela segunda fase, na semana passada, um dos quatro jogos teve a definição do vencedor na cobrança de pênaltis. O JEC/Irineu garantiu a vaga contra o Nilkasa nos pênaltis (4 a 2) após o empate por 0 a 0 no tempo normal. Os resultados dos outros jogos: Aventureiro 3 x 0 Tamandaré/Metrô, São Luiz 3 x 0 Aviação B e Cedae/Vasco 4 x 0 Cedae/Vasco A.


Copa Sul de vôlei
começa hoje à tarde

Um torneio de vôlei juvenil feminino, com início nesta sexta-feira, é a atração reservada ao público joinvilense. Com a participação de cinco equipes, a Copa Sul será disputada no Complexo Esportivo do Colégio Bom Jesus, no bairro Saguaçu, estendendo-se até domingo. Participam duas equipes de Joinville - FME Joinville e Bom Jesus/BCN -, além do Bento Gonçalves/AABB e Grêmio Náutico União, ambos do Rio Grande do Sul, e o Gralha Azul, do Paraná.
A competição começa às 16 horas de hoje, com o confronto FME Joinville x Bento Gonçalves. Às 17h30 jogam União x Gralha Azul. Amanhã, a programação será dupla. Pela manhã, a partir das 9 horas, Bom Jesus/BCN x Gralha Azul e União x FME Joinville. Às 17h30 jogam Bom Jesus/BCN x Bento Gonçalves e, em seguida, Gralha Azul x FME. Domingo a rodada começa às 9: União x Bom Jesus/BCN e Gralha Azul x Bento Gonçalves.

XADREZ

As equipes masculina e feminina de xadrez de Joinville disputaram em Florianópolis a 23ª Taça Santa Catarina de Xadrez. A classificação dos atletas joinvilenses, segundo a Fundação Municipal de Esportes: 6º Haroldo Cunha, 13º Leandro Osório Laidens, 18º Tânia Besen, 19º Marta Gitana Sperb, 22º Alan Carneiro, 27º Leônidas Fernandes, 28º Rodrigo Medeiros, 37º João Eduardo Demathé.

 
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