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ANotícia
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Grátis
Carmem Graziotin, atendente da farmácia da 13ª Coordenadoria
Regional de Saúde, mostra estoque de remédios disponível
Foto: Pena Filho
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Hoje é dia de
combater a Aids
Brasil enfatiza
este ano a preocupação com as mulheres, cada vez
mais infectadas pelos maridos
"Coitado,
lá vai o aidético". Esse é o maior
drama de Marcos (nome fictício), 31 anos, portador do
vírus HIV há mais de dez anos. Hoje, no Dia Mundial
de Combate à Aids, ele alerta: quem não se cuida
precisa saber que pode ter o vírus.
Este ano, na data mundial de luta contra a doença, a campanha
de todas as unidades sanitárias do País vai refletir
a preocupação com a contaminação
de mulheres. Usando o slogan "Não Leve Aids para
Casa. Use Camisinha", o governo objetiva prevenir homens
com relações estáveis. Isso porque dados
do Ministério da Saúde mostram que a mulher já
é a maior vítima da doença.
Em Joinville, a situação não é diferente.
Segundo Leila Mautone, coordenadora do programa DST-Aids local,
o número de mulheres contaminadas pelos maridos cresce
a cada dia. Conforme ela, há alguns anos, para cada mulher
contaminada havia cerca de 30 homens. "Hoje, é quase
um para um", diz. Regina Hofmann, enfermeira do Centro de
Testagem e Aconselhamento (CTA), explica que não há
mais grupos de risco, existindo, sim, comportamentos de risco.
"O único remédio é a prevenção",
enfatiza. E é pensando nisso que hoje, das 12 às
18 horas, equipes da Secretaria de Saúde estarão
distribuindo preservativos e folhetos educativos nos terminais
de ônibus do Centro, Sul, Tupy, Norte e Iririú.
O primeiro caso de Aids diagnosticado em Joinville foi em 1986.
Hoje, conforme boletim epidemiológico do Ministério
da Saúde, a cidade tem cerca de 700 casos de Aids. Segundo
Regina, para cada caso são calculadas dez pessoas contaminas.
"Isso daria uma estimativa de 7 mil pessoas com Aids em
Joinville", conta. Em relação ao Estado, a
cidade é a terceira em número de casos, perdendo
para Florianópolis e Itajaí.
Se há dez anos as pessoas tivessem acesso à informação
como têm hoje, talvez a situação de Marcos
fosse diferente. Foram as drogas que o levaram a fazer parte
das estatísticas de Joinville. "Eu usava de tudo.
Fumava maconha, crack, injetava", explica. Mesmo cuidando
para usar sempre a própria seringa, a desinformação
foi maior. Quando precisava compartilhar seringas, Marcos fervia
a agulha. "Sei que me contaminei assim porque já
soube de várias pessoas que andavam comigo na época
e morreram de Aids", conta.
Mas a doença não o impediu de seguir em frente.
Marcos foi trabalhar em São Paulo, deixou o vício,
casou, teve duas filhas saudáveis. "Mas, Deus dá
e Deus tira. Ele dá asas para quem não sabe voar",
diz Marcos para explicar a volta que sua vida deu novamente.
Com emprego e dinheiro na mão, Marcos voltou a fumar crack.
A mulher o deixou. Ele perdeu o emprego. Hoje, está de
volta a Joinville, desempregado e de partida para uma clínica
de reabilitação em Curitiba, no Paraná.
"O vício é um horror. Você fica incontrolável.
Perdi tudo o que tinha por causa dele", conta.
Mesmo com tantos altos e baixos, Marcos só ficou doente
uma única vez. Há dois meses, ele faz tratamento
com a equipe do Programa DST/Aids de Joinville. Todos os meses
recebe medicamento, e a cada três meses faz os exames necessários.
Exames feitos gratuitamente
A infectologista Ilma Marquesini, médica do Programa
DST/Aids, explica que os pacientes têm direito a todos
os exames oferecidos pelo SUS e recebem o medicamento gratuitamente.
Segundo ela, quem está cadastrado recebe impecavelmente
a medicação. "No momento, nosso estoque está
ótimo", diz. Ilma lembra que o acompanhamento é
essencial. Como exemplo, cita que somente o exame mostra o momento
exato para começar a tomar o coquetel. "Essa medicação
é importante para conter a multiplicação
do vírus", explica.
De acordo com Ilma, há pontos que precisam ser esclarecidos
para quem convive com a realidade da Aids. Um exemplo, conforme
a médica, é o uso de camisinha. "Quem tem
Aids tem de usar sempre o preservativo", ressalta. Mesmo
na relação entre um casal portador do vírus
o uso da camisinha é indispensável. Ilma diz que
há diferença entre um e outro vírus. "O
vírus de um dos parceiros pode ser resistente ao medicamento",
exemplifica.
A cura da Aids ainda não foi encontrada mas, segundo a
enfermeira Regina Hofmann, hoje a expectativa de vida para portadores
do vírus é boa. "É só se cuidar",
ressalta. Ilma acrescenta: "No resto, o melhor é
ter vida normal".
E é justamente por uma normal que Marcos está lutando.
Assim como quando descobriu a Aids, o medo ronda sua vida. Hoje,
ele não luta para aceitar a doença, nem contra
o medo da morte. Agora, sua luta é pela reconquista da
dignidade, do emprego, da família. "Estou pagando
um preço alto pelos meus erros, mas vou recuperar tudo
o que perdi", afirma.
Em Joinville, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) funciona
das 7 às 19 horas, na rua Carlos Lange, 41. Leila Mautone,
coordenadora do Programa DST/Aids, explica que são feitos
testes para detectação do HIV gratuitamente e em
sigilo. Maiores informações podem ser obtidas pelo
telefone 433-9197.
Discriminados têm ajuda no
Centro de Direitos Humanos
Quando, em 1986, surgiu o primeiro caso de Aids em Joinville,
a doença era relacionada a homossexuais e viciados em
drogas injetáveis. Hoje, a realidade é diferente.
Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos
contaminados é heterossexual. No entanto, mesmo com essas
estatísticas, os homossexuais não podem doar sangue.
Segundo informou o Hemocentro de Joinville, entre as pessoas
que não podem doar sangue estão os que tiveram
relações sexuais com vários parceiros, homossexuais
ou pessoas suspeitas de serem portadoras do vírus HIV.
O Centro de Direitos Humanos de Joinville ainda não tem
posição formada sobre esse assunto porque, até
o momento, ninguém procurou por ajuda. Mesmo assim, a
coordenadora, Irma Knieff, ressalta que ninguém pode ser
discriminado.
De acordo com Marilene Costa Royer, gerente-técnica do
Hemocentro de Joinville, a entidade obedece a uma portaria do
Ministério da Saúde. Conforme ela, o objetivo é
eliminar a maior possibilidade de riscos. A infectologista Ilma
Linhares Marquesini concorda com a necessidade desse cuidado.
No entanto, alerta que o perigo não está nas relações
homossexuais e, sim, no sexo anal, independente de ser com o
mesmo sexo ou com o sexo oposto. Segundo Ilma, a mucosa do ânus,
ao contrário da vagina, não é preparada
para grandes dilatações. Dessa maneira, explica
Ilma, podem acontecer lesões com maior facilidade e facilitar
a contaminação.
Outro fator importante, conforme Ilma Marquesini, é a
janela imunológica, período de dois a seis meses
em que o vírus pode não aparecer nos exames. "Uma
pessoa pode estar contaminada e não aparecer no exame.
Por isso é importante afastar qualquer possibilidade",
explica. Mas, se assim mesmo alguém se sentir prejudicado,
pode buscar ajuda no Centro de Direitos Humanos de Joinville
pelo telefone 455-2886.
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Saiba mais Informações
relativas à doença |
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Principais sintomas da
Aids:
- Diarréia
- Febre alta
- Emagrecimento repentino
- Tuberculose
- Cadidíase oral
- Manchas na pele
- Cansaço
- Suor intenso
- Câncer de pele
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Número de casos
de Aids nas cidades mais atingidas em Santa Catarina:
- Florianópolis - 1.548
- Itajaí - 1.142
- Joinville - 705
- Criciúma - 483
- Blumenau - 474
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Taxa de incidência
no Brasil
(por 100 mil habitantes)
- 1º Itajaí
- 2º Balneário Camboriú
- 8º Florianópolis
- 25º Criciúma
- 29º São José
- 55º Joinville
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É importante saber
que:
- - Ter vários parceiros sexuais aumenta o risco de
contaminação;
- - O uso de camisinha é indispensável;
- - Nas transfusões de sangue, o teste de controle do
sangue deve ser exigido;
- - Cortes ou feridas não devem ficar expostos ao contato
com o sangue de outra pessoa;
- - Agulhas e seringas devem ser descartáveis;
- - Contato com saliva, lágrimas, suor, tosse, espirro
não transmite Aids;
- - O uso comum de transporte público, saunas, piscinas,
sanitários, pratos, talheres, etc. não transmite
Aids;
- - Doar sangue não transmite Aids;
- - Picadas de mosquito não transmitem Aids.
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Dona de casa recebe
rim de jovem acidentado
A dona de casa Elita Aparecida Andrade, 42 anos, recebeu ontem
à tarde, através de um transplante realizado no
Hospital São José, o rim do jovem R.H.A.F.M, de
19 anos, que morreu acidentado em Blumenau. O transplante de
doadores mortos é um procedimento considerado raro.
Segundo o médico que realizou a cirurgia, Rafael Maciel,
os doadores "cadavéricos" são incomuns
por falta de conscientização da população.
"Apesar da população catarinense ser muito
receptiva e doe com freqüência, é mais difícil
encontrar famílias que doem os órgãos de
pessoas mortas", explicou.
O doador do rim que vai permitir à dona de casa se livrar
da máquina de hemodiálise - ela fazia até
três sessões semanais - sofreu um acidente e sua
família ainda permitiu a doação de córneas,
fígado, coração, ossos e tecidos.
De acordo com a secretária do Centro de Transplantes de
Joinville, Cássia Nunes, a família do jovem morto
no acidente autorizou a retirada dos órgãos que
possibilitou a realização de pelo menos dois transplantes:
um de coração, realizado em Blumenau, e o da dona
de casa em Joinville.
No final da tarde de ontem, a paciente já estava na sala
de repouso. "A cirurgia transcorreu muito bem. Foram três
horas e meia. A paciente era renal crônica e com o transplante
terá uma vida muito melhor", disse o médico.
As estimativas indicam que existem hoje cerca de 40 pessoas aguardando
a oportunidade de serem transplantadas. O Hospital São
José, que não realizava transplantes de rim há
cerca de dez anos, foi recentemente credenciado pelo Ministério
da Saúde a fazer as cirurgias.
Chamados
A Secretaria Municipal da Saúde está solicitando
o comparecimento das seguintes pessoas na sua Unidade Sanitária:
Oscar Soares, Rosa Fagundes, Gilberto Mafra, Denilson Moreira,
Valdir Luís Pereira, Maurício Cardoso dos Santos
Rosangela Bastos, Roberto Montes Filho,Valquíria Silva
Fernandes, Gustavo da Silva, Willian Harger Luz, Iracema Rodrigues
de Lima, Felipe Natan Ferreira, Iueslen Machado da Silva, Bianca
Aparecida Q. de Lima, David de Melo, Elio Manoel Dias, Maicon
Luís Dick, Sara de Oliveira, Eudpes Mateus Becker e Débora
Caroline Machado.
A Unidade Sanitária fica na rua 15 de Novembro, 70, próximo
ao Ginásio Abel Schultz.
Universidade faz coleta
seletiva de lixo reciclável
A Universidade da Região de Joinville (Univille) adotou
o sistema de seleção de lixo reciclável.
Ontem pela manhã, foi lançado o projeto Institucional
Reciclar em parceria com a Tecnofibras, uma empresa que produz
plástico.
De acordo com a coordenadora do projeto, Nilza Marcheze, a Univille
vai selecionar e a Tecnofibra será a responsável
pelo transporte, além de qualificar os resíduos
orgânicos (cascas de frutas, folhas secas, cascas de ovos,
restos de alimentos e papéis molhados e engordurados),
que serão transformados em adubo, e os orgânicos,
como papéis, metais, plásticos e vidros. A empresa
também vai coordenar a venda dos materiais. O dinheiro
arrecadado, segundo ela, será doado a uma entidade filantrópica.
O trabalho de seleção, conforme Nilza, será
feito através de monitoramento envolvendo alunos, funcionários
e até professores. São vários coletores
de lixo que estão distribuídos pelos corredores
da universidade, cada um deles para um tipo de resíduo,
como plástico, lata, alumínio, entre outros que
podem ser reciclados.
Educação ambiental
Para a coordenadora, o sistema de seleção é
de extrema importância, porque a instituição
de ensino tem que se preocupar com a educação e
também com o meio ambiente, através de iniciativas
semelhantes. Nilza afirma que a idéia partiu do Departamento
de Química Industrial e contou com o apoio dos departamentos
de Artes Visuais e Engenharia Ambiental e do Centro Acadêmico
de Geografia e Colégio da Univille. A estudante Grazielli
Nardes, 18 anos, avaliou o projeto muito interessante. Segundo
ela, está na hora de todos se conscientizarem da importância
de reciclar materiais. "Espero que todos contribuam para
o andamento do projeto", disse, satisfeita.
Doente não tem
verba para pagar hospital
Vítima de
atrofia muscular está internado há quase um mês
Marlise Groth
Internado há quase um mês no Hospital São
Luiz, em Campo Alegre, o joinvilense Francisco Amaral, 65 anos,
precisa mais uma vez da ajuda da comunidade. Vítima de
atrofia muscular, o idoso conseguiu, recentemente, realizar uma
operação naquele município para o estiramento
da musculatura dos membros inferiores. As despesas da cirurgia
foram pagas com o apoio de joinvilenses que se sensibilizaram
com o problema e contribuíram por meio de rifas, bingos
e doações.
Em virtude da idade e de uma certa deficiência nutricional,
Francisco acabou vítima de algumas complicações
no pós-operatório e precisou retornar ao hospital
no município vizinho, onde permanece até hoje.
Segundo a diretora do hospital, irmã Lídia Pagliari,
o paciente Francisco está internado na ala cirúrgica
onde também recebe apoio geriátrico.
Em virtude das oito incisões realizadas para o alongamento
das pernas e da atrofia anterior, Francisco exige cuidados constantes.
Três enfermeiras atuam simultaneamente realizando troca
de curativos, fraldas, administrando medicação
e alimentos. Um trabalho caro, que exige paciência e dedicação.
"Além de ter voltado por causa de uma hemorragia,
o paciente sofreu complicações respiratórias
por causa do fumo", emenda a diretora da casa de saúde.
Dívida
Descanso com charme e sofisticação
Pousadas aliam localização privilegiada e bons
serviços.
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Para saldar a dívida já existente
e continuar o tratamento no próximo mês, a dona
de casa Laura Caviquioli, 44 anos, atual responsável pelo
idoso precisa levantar cerca de R$ 2.500,00. "É o
mínimo se levarmos em conta o trabalho da ala geriátrica
que inclui alimentação e roupa lavada, e o necessário
para a compra de fraldas e medicação", acredita
irmã Lídia. Segundo ela, os gastos não devem
encerrar por aí, uma vez que, após a liberação,
Francisco deverá se submeter a sessões de fisioterapia.
"Não tenho de onde tirar esse dinheiro", desabafa
dona Laura, que há um ano e meio se responsabilizou pelo
idoso doente que vivia perto de sua casa. "O problema do
seu Francisco acabou desestruturando toda a minha situação
financeira. Já gastei o que podia com médicos e
remédios e hoje não sei mais o que fazer",
conclui a dona de casa, que por solidariedade resolveu abrigar
o idoso e tem se desdobrado para ajudá-lo, com o apoio
de joinvilenses solidários.
Contatos para doações podem ser feitos com Laura
Caviquioli pelo telefone 454-1022, ou diretamente no hospital
de Campo Alegre, com irmã Lídia, pelo telefone
(47) 632-2111.
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| Leia também |
Minipresépios
criativos em exposição
Shopping exibe
mostra internacional até dia 24
Argila, madeira, grãos de alimentos, papel, vidro e
sucata. Todos esses ingredientes, aliados à criatividade
de artesãos, estão proporcionando uma exposição
de Natal diferente na praça de eventos do Shopping Americanas
Joinville. A mostra internacional de minipresépios faz
parte, há cerca de nove anos, das comemorações
de Natal de Curitiba. A iniciativa, mantida pela Secretaria do
Estado da Criança e Assuntos da Família, em parceria
com a Universidade Livre do Artesanato e Cultura Popular, ambas
do Paraná, está sendo exposta pela primeira vez
em Santa Catarina. Cerca de 150 peças, que fazem parte
do acervo da instituição, podem ser conhecidas
de perto pela comunidade.
Latinhas de refrigerante que se transformam em presépio.
Personagens do nascimento de Jesus esculpidos em um pequeno pedaço
de vela. O trabalho, já exposto em outros países
como o México e a França, impressiona pela riqueza
e perfeição de detalhes. "As pessoas ouvem
falar da exposição e não imaginam o que
podem encontrar. Quando chegam aqui e vêem o trabalho,
ficam encantadas e percebem que existem outras irreverentes maneiras
de expressão natalina", explica a gerente de marketing
do shopping, Edra Moraes.
Ao contrário do que se possa imaginar, nenhuma obra foi
confeccionada por profissionais. "Essa é a maneira
que temos de dizer às pessoas que não é
preciso ser um grande artista ou investir muito dinheiro para
também colaborar com o espírito natalino",
ressalva. Escolas e entidades estão sendo convidadas a
conhecer o trabalho, que fica no shopping até o dia 24
de dezembro.
Vencedores da 1ª Gincana
Colegial recebem prêmios
O Instituto Joinville 150 Anos entregou terça-feira
os prêmios aos vencedores da 1ª Gincana Colegial.
A cerimônia foi na Escola Municipal Pauline Parucker, a
grande campeã do evento. Pais, alunos, professores e coordenadores
do projeto estiveram presentes e falaram sobre a oportunidade
de conhecimento que a iniciativa proporcionou. Segundo a comissão
organizadora, eventos similares devem ser realizados no próximo
ano.
A gincana, realizada entre os dias 23 de outubro e 9 de novembro,
teve como proposta promover o conhecimento cultural entre os
estudantes da rede pública. As duas instituições
melhor colocadas foram premiadas. "Nosso objetivo não
era o de ganhar algum prêmio mas, sim, o de vencer todas
as provas e levar esse título para a escola", contou
o estudante Rodrigo Arriola Rochadel, 12 anos. Três computadores,
que serão usados nas atividades escolares, e cinco bicicletas,
sorteadas entre os estudantes, foram entregues à instituição.
"Não teríamos como comprar esses equipamentos",
comentou a diretora Maristela Rodrigues.
Apostilas especiais e aulas preparatórias fizeram parte,
durante o concurso, da rotina dos 45 estudantes da escola inscritos
na competição. Todo o estudo esteve baseado no
material enviado pelo instituto; entretanto, a troca de informações
entre as escolas participantes colaborou no processo de aprendizado.
"O nosso mérito não está apenas em
conquistar a vitória. O despertar da capacidade e da conseqüente
vontade de aprender se tornou parte da vida desses estudantes",
destacou a professora Cely Gomes.
O apoio da comunidade, que compareceu ao Ginásio Ivan
Rodrigues para torcer, foi lembrado. "A iniciativa não
nos trouxe apenas a oportunidade de aprender como também
a de integrar nossos esforços", disse o estudante
Alexandre Dirksen, 14 anos. Os alunos também receberam
medalhas.
Parceria festeja
resultados no futsal
Colégio
Machado de Assis e Expresso Sul Goiás levam equipe à
final do citadino da LJFS, categoria fraldinha
Em dois anos de atividades, o futsal do Colégio Adventista
Machado de Assis apresentou importantes avanços não
apenas na parte técnica. O grupo formado pelo professor
Juliano Mateus Rodrigues cresceu quase três vezes e junto
acompanha um trabalho de integração comunitária.
O resultado dentro de quadra foi o 2º lugar no citadino
fraldinha, uma colocação festejada igual a um título
de campeão. "O importante é a sociabilidade
dos atletas, que passam a conhecer e fazer amizades com outras
crianças", reconhece o técnico e professor
Juliano.
A preparação da equipe começou na quadra
do colégio do bairro Saguaçu, reunindo 58 garotos
da escolinha, distribuídos em duas turmas. A partir daí,
Juliano reuniu 12 para atuar no campeonato da Liga Joinvilense
de Futebol de Salão, fazendo treinos específicos
no ginásio da Associação Atlética
Banco do Brasil nos sábados pela manhã.
Em toda esta seqüência, Juliano reconhece a presença
e importante colaboração dos pais. Valmor João
da Silva é um destes exemplos. Pai de João Paulo
(artilheiro do campeonato fraldinha com 28 gols), Valmor acha
importante haver esta integração e que somente
estará trazendo benefícios na educação
dos filhos.
Em sete jogos no citadino fraldinha, o Colégio Machado
de Assis, que atuou com o patrocínio do Expresso Sul Goiás,
garantiu quatro vitórias e teve três derrotas, marcou
43 gols e sofreu 26. Na decisão, o Machado de Assis perdeu
para a Tupy por 7 a 2. "O resultado não nos desanima
porque a Tupy esteve melhor", diz Juliano.
O treinador garante que a equipe tem potencial para seguir em
frente. E com isso, Juliano acredita que possa ser preparado
um time para as competições do citadino e até
planejar a subida para as disputas estaduais pela federação.
"Assim como conseguimos nos cotizar para o citadino, é
possível planejar a participação também
em eventos da Federação Catarinense", explica
Valmor. Os atletas do Machado de Assis/Sul Goiás são
Dudu, Felipe, Guilherme Vinícius, Guilherme, João
Paulo, Tiago, João Luiz, Cristofer, Gustavo e Mateus.
Atuação comunitária
também faz parte dos objetivos
As lições do esporte incluem muito mais do que
chutes, impulsões e corridas. As jogadas com os alunos-atletas
do Colégio Machado de Assis também incluem a atuação
comunitária. Um exemplo está marcado para o próximo
dia 10, a partir das 14 horas, no ginásio da AABB, com
a realização do 2º Futsal da Solidariedade
- Natal Campeão.
Juliano Mateus Rodrigues e Valmor João da Silva, que integram
a comissão organizadora, esperam a presença em
torno de 100 garotos que estarão distribuídos em
diversos times. A participação será através
da disponibilidade de R$ 2,00 e mais um brinquedo, usado em bom
estado ou novo, tudo revertido para o Natal de crianças
carentes.
A primeira edição do projeto foi um sucesso. E
neste ano os organizadores esperam ter uma participação
ainda maior. O objetivo é mobilizar a população
no sentido de auxiliar famílias com menor poder aquisitivo
na comemoração do dia de Natal, além de
incentivar a prática do futsal.
Segundo Valmor João da Silva, é preciso atentar
a população para os problemas sociais e das potencialidades
do esporte.
Base da LJF tem decisões
As categorias de base ficam encarregadas de completar o calendário
da Liga Joinvilense de Futebol nesta temporada. O citadino mirim,
por exemplo, define o campeão nos jogos previstos para
domingo pela manhã, enquanto a 3ª fase do dente-de-leite
será sábado pela manhã.
No dente-de-leite, as partidas da segunda fase acontecem no centro
de treinamento da Sociedade Irineu, no Cubatão. O confronto
São Luiz x JEC/Irineu define uma vaga na final. Os outros
dois jogos apontam os semifinalistas: MB Usinagem x Nilkasa e
Aventureiro B x Nardela/Cruzeiro. A rodada deste sábado
no CT do Irineu começa às 8 horas.
A Taça Coronel Floriano Peixoto, disputada no citadino
mirim, define no domingo seu campeão nos jogos semifinais
e finais que acontecem no campo do Aviação. A partir
das 8 horas, as semifinais têm os confrontos JEC/Irineu
x Aventureiro e São Luiz x Cedae/Vasco B. Em seguida,
os perdedores das semifinais fazem a disputa de 3º lugar,
enquanto os vencedores decidem o campeonato.
Pela segunda fase, na semana passada, um dos quatro jogos teve
a definição do vencedor na cobrança de pênaltis.
O JEC/Irineu garantiu a vaga contra o Nilkasa nos pênaltis
(4 a 2) após o empate por 0 a 0 no tempo normal. Os resultados
dos outros jogos: Aventureiro 3 x 0 Tamandaré/Metrô,
São Luiz 3 x 0 Aviação B e Cedae/Vasco 4
x 0 Cedae/Vasco A.
Copa Sul de vôlei
começa hoje à tarde
Um torneio de vôlei juvenil feminino, com início
nesta sexta-feira, é a atração reservada
ao público joinvilense. Com a participação
de cinco equipes, a Copa Sul será disputada no Complexo
Esportivo do Colégio Bom Jesus, no bairro Saguaçu,
estendendo-se até domingo. Participam duas equipes de
Joinville - FME Joinville e Bom Jesus/BCN -, além do Bento
Gonçalves/AABB e Grêmio Náutico União,
ambos do Rio Grande do Sul, e o Gralha Azul, do Paraná.
A competição começa às 16 horas de
hoje, com o confronto FME Joinville x Bento Gonçalves.
Às 17h30 jogam União x Gralha Azul. Amanhã,
a programação será dupla. Pela manhã,
a partir das 9 horas, Bom Jesus/BCN x Gralha Azul e União
x FME Joinville. Às 17h30 jogam Bom Jesus/BCN x Bento
Gonçalves e, em seguida, Gralha Azul x FME. Domingo a
rodada começa às 9: União x Bom Jesus/BCN
e Gralha Azul x Bento Gonçalves.
XADREZ
As equipes masculina e feminina de xadrez de Joinville disputaram
em Florianópolis a 23ª Taça Santa Catarina
de Xadrez. A classificação dos atletas joinvilenses,
segundo a Fundação Municipal de Esportes: 6º
Haroldo Cunha, 13º Leandro Osório Laidens, 18º
Tânia Besen, 19º Marta Gitana Sperb, 22º Alan
Carneiro, 27º Leônidas Fernandes, 28º Rodrigo
Medeiros, 37º João Eduardo Demathé.
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