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ANotícia
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ILHABELA
Litoral de São Paulo, um dos destinos para quem
procura belezas naturais com requinte
Foto: AE Sebastião Moreira
Descanso com charme e sofisticação
Pousadas aliam
localização privilegiada e bons serviços
Mary Persia de Oliveira
Agência Estado
Ilha
do Breu (RJ), São Francisco Xavier (SP), Praia do Forte
(BA), São Sebastião (SP), Ouro Preto (MG). Lugares
como esses têm riquezas históricas ou belezas naturais
imperdíveis e pousadas charmosas que aliam a perfeição
do serviço à localização privilegiada,
com uma vista que deixa os concorrentes com inveja e um atendimento
digno de realeza.
No litoral norte de São Paulo, destacam-se duas pousadas,
separadas por apenas 15 minutos de balsa: Pousada Beira da Prainha,
na Praia Preta do Centro, em São Sebastião, e Hotel
Maison Joly, em Ilhabela. A localização da primeira
não seria lá grandes coisas, pois a Praia Preta
é uma daquelas que margeiam o centro urbano das cidadezinhas
litorâneas, imprópria para banho e com aspecto que
deixa a desejar. Mas fica no alto de um morro, oferecendo aos
seus 23 apartamentos uma bela vista do canal de São Sebastião
e de Ilhabela.
Mais requintado, a 15 minutos mar adentro, em Ilhabela, fica
o Hotel Maison Joly. Toalhas felpudas e travesseiros recheados
com penas de ganso são uma pequena parte do conforto oferecidos.
Localiza-se no alto do Morro do Cantagalo, que fica atrás
da Igreja Nossa Senhora d'Ajuda, construída em 1803, e
da Praça Professor Alfredo Oliani. O hotel, que não
aceita crianças com menos de 12 anos, é um lugar
para poucos. Possui apenas 10 apartamentos, que já receberam
hóspedes ilustres, como a corte da Suécia, músicos
da banda Rolling Stones, artistas e esportistas de sucesso, políticos
e empresários daqui e de fora.
INTERIOR DE SP
Distrito de São José dos Campos, no interior
de São Paulo, a vila de São Francisco Xavier dista
55 km do centro da cidade. Localizada na Serra da Mantiqueira,
a 1.300 metros de altitude, é coberta por mata atlântica
e considerada área de proteção ambiental,
onde vivem diversas espécies de plantas e animais, como
o macaco muriqui (ou monocarvoeiro), símbolo da região.
A cerca de 9 km das ruas de asfalto da vila, fica a Pousada Sal
da Terra, que tem cinco chalés com lareira e varanda,
onde pode-se pendurar uma rede para curtir a paisagem. Os cuidados
que oferece ao hóspede são de primeira linha, dos
sabonetes naturais e toalhas felpudas à música
ambiente do chalé-sede à hora das refeições,
geralmente jazz entremeado por música clássica.
Em Joanópolis, também no interior paulista, a dica
é uma espécie de spa zen. O Hotel Ponto de Luz
fica a 19 km do centro da cidade, entre as curvas das montanhas
da região. Na área do hotel, há um rio e
algumas quedas d'água para o hóspede relaxar a
mente e o corpo. Se ele não conseguir, tudo bem: o forte
do local são os serviços zen, como meditações
ativa e passiva, palestras e atividades corporais com o auxílio
de terapeutas as trilhas pelo meio do mato também ajudam.
Ouro Preto e Praia do Forte
Patrimônio cultural da humanidade, Ouro Preto (MG),
distante 90 km de Belo Horizonte, tem muita história para
contar e natureza para contemplar. Num casarão do final
do século 19, decorado com diversas obras de arte, fica
o Solar Nossa Senhora do Rosário. Com 37 apartamentos,
fica no centro da cidade, em frente à igreja homônima.
Da piscina, na cobertura, tem-se uma vista panorâmica da
região, repleta de construções históricas.
Com inspirações mineira, francesa e mediterrânea,
o restaurante do hotel serve de frutos do mar a javali e feijão
tropeiro.
Abençoado pelo verão eterno do Nordeste, o Praia
do Forte Resort tem de tudo para o hóspede esquecer o
estresse. Situado 80 km ao norte do Estado da Bahia, no município
de Mata de São João, é cercado por mais
de 12 km de praias e mata atlântica. O EcoResort, "setor
ecológico" do hotel, tem quatro piscinas. Para quem
gosta de areia, o negócio é curtir a Praia do Forte,
com piscinas naturais nas redondezas e boa infra-estrutura. Quando
a fome bater, é possível comer na praia um bolinho
de peixe ou uma moqueca de lula. (MPO)
OURO PRETO
Conforto para curtir patrimônio cultural da humanidade
Foto: AE Agliberto Lima
Montanhas e litoral do Rio
Nas montanhas do Rio de Janeiro, o Solar Fazenda do Cedro,
em Itaipava, possui uma área de 80 alqueires cercada pelo
verde da mata atlântica. A 30 km da imperial Petrópolis,
tem cinco apartamentos e quatro chalés. Conta com um centro
hípico, ciclovia, trilhas para caminhada, quadra de vôlei
e basquete para os mais ativos, e salão de jogos, jardim
de inverno, bistrô com lareira, piscina e sauna, para os
mais ociosos. Para matar a fome, a fazenda oferece um menu de
inspiração francesa, mas com um toque de comida
do interior.
Se a opção é pelo litoral, a Ilha do Breu
é uma boa pedida. Fica a 1,5 km (mar adentro) da Praia
de Tarituba, distante 37 km ao norte do centro de Parati (RJ).
São 12 suítes que acomodam até cinco pessoas
e três cabanas para até dez pessoas, todas construídas
com pedras, madeira e terra da própria ilha. O clima rústico
quase esbarra no conforto: as fontes de energia - gás,
vento e luz solar - propõem um banho menos demorado e
forçam a escassez de eletroeletrônicos (esqueça
a tv). Passeios de barco, mergulhos, esqui, trilhas e uma paisagem
deslumbrante entretêm o hóspede. (MPO)
Mais informações
Fones e sites para ficar por dentro das pousadas
- Pousada Beira da Prainha (São Sebastião), www.pousadabeiradaprainha.com.br,
fone (12) 462-6236
- Hotel Maison Joly (Ilhabela), www.maisonjoly.com.br, fone (12) 472-3500
- Hotel Ponto de Luz (Joanópolis), www.joanopolis.com.br/pontodeluz, fone (11)
4539-9382
- Solar Fazenda do Cedro (Itaipava), www.fazendadocedro.com.br, fone (24) 223-3618
- Pousada Ilha do Breu (Angra dos Reis), www.ilhadobreu.com.br, fone (11) 3773-9279
- Solar N. S. do Rosário (Ouro Preto), www.hotelsolardorosario.com.br, fone (31)
3551-5200
- Praia do Forte Resort (Praia do Forte), www.praiadoforte.com, fone 0800-71-8888
- Pousada Sal da Terra (São José dos Campos),
fone (12) 972-7798
RÉPLICA
Museu lembra propriedades dos imigrantes
Fotos: Thomaz Antônio
Orleans, um encontro do passado
com o presente
Preservação
da história se une à modernização
da economia
Adriana Oliveira
Especial para A Notícia
Orleans - Localizada a 175 quilômetros de Florianópolis,
Orleans é uma típica cidade do interior. Colonizado
por imigrantes italianos e encravado num vale verdejante, o município
encanta pela arquitetura, pelas paisagens exuberantes e pela
hospitalidade de sua gente, manifestada num dos cartões
postais, o pórtico de boas-vindas construído em
comemoração ao centenário da colonização
(1884-1984).
A história de Orleans começa por volta de 1864,
quando o Conde D'Eu ganhou como dote, por ter casado com a Princesa
Isabel, cerca de 523 milhões de metros quadrados de terra
entre o rio Tubarão e o rio Braço do Norte. Na
época a região era habitada por índios botocudos.
Vinte anos depois, em 1884 o Conde D'Eu veio conhecer o dote
recebido de dom Pedro 2º e resolveu chamar a região
de Nova Orleans do Sul. Zeloso, determinou que a colônia
fosse construída nas colinas, para evitar o perigo das
enchentes. O local foi desmatado e lotes de terra começaram
a ser vendidos aos imigrantes italianos que chegavam à
Vila de Orleans, que pertencia ao município de Tubarão.
Após os italianos, chegaram alemães, portugueses
e poloneses, entre outros. Atraídos pela promessa de terra
fértil e abundância do carvão mineral, os
imigrantes trouxeram seus costumes, contribuindo para a construção
de uma nova nação. Em 1913, Orleans foi emancipada
de Tubarão, tornando-se uma das cidades mais importantes
do Sul do Estado.
A MESMA PRAÇA
O modo de vida dos colonizadores não foi esquecido
com o passar do tempo. A praça localizada bem no centro
da cidade ainda é a mesma onde os imigrantes se encontravam.
Lugar tranqüilo e inspirador, a pracinha é o ponto
de encontro preferido dos jovens. A sombra das centenárias
árvores e a brisa mansa que sopra são convites
para um descanso nos bancos da pracinha. O chafariz, onde nadam
carpas e bagres, lembra aquelas cidades aonde o tempo parece
não passar.
No centro também fica outra marca registrada do município,
a igreja matriz de Santa Otília. Como a maior parte dos
moradores de Orleans é de católicos, a igreja virou
palco de diversas atividades religiosas desenvolvidas ao longo
do ano pelos fiéis. Com cerca de 30 mil habitantes, o
município alia a cultura dos antepassados à tecnologia
do presente, através de grandes indústrias, principalmente,
do setor de plásticos, que exportam para diversas partes
do mundo.
RELIGIÃO
NA ROCHA
Nove painéis com motivos bíblicos foram
esculpidos pelo artista Zé Diabo no paredão de
pedra à margem do rio |
Uma aula de
história ao ar livre
Quem passa por Orleans não pode deixar de visitar o
Museu ao Ar Livre, uma das principais atrações
para quem busca história e cultura. A idéia de
construir uma réplica fiel das propriedades rurais dos
colonos da região foi do padre João Dall'Alba.
Em 1975, após a enchente que devastou o Sul, o padre resolveu
arrecadar utensílios domésticos, móveis
e objetos pertencentes à história da colonização.
O resultado foi o museu, construído numa área de
20 mil metros quadrados.
Os visitantes entram em contato com o passado, através
de objetos reais que fizeram parte da história dos colonizadores.
Diferente dos livros, onde as gravuras se distanciam da realidade,
no museu a história está mais viva do que nunca.
O monjolo (peça usada no beneficiamento de cereais) ainda
é o mesmo que estava em funcionamento na localidade de
Morro da Palha, no começo do século.
A estudante canadense Kathleen Dempsey, 18 anos, está
no Brasil participando de um intercâmbio e ficou fascinada
com o que viu no museu. "É muito importante que as
pessoas não esqueçam de onde vieram", salienta
a estudante.
No museu, a capela, o engenho de açúcar ou de farinha,
a estrebaria, a olaria e até a cantina de vinho são
cópias fiéis das antigas propriedades. Na casa
do colono é possível conhecer todos os utensílios
e móveis da época. A cozinha é construída
na parte externa, exatamente como os colonos costumavam fazer
para evitar incêndios. As panelas de ferro são as
mesmas utilizadas para preparar os alimentos.
Montada em um porão construído com pedras de granito,
a cantina conserva os equipamentos para a produção
de vinho, queijo, torresmo e salame. Num outro galpão
estão expostos os meios de transporte da época:
carroças e cargueiros são os mesmos que no passado
eram puxados pelos animais para transportar produtos da serra
para a cidade. (AO)
CARTÃO
POSTAL
Pórtico dá boas-vindas aos visitantes |
Arte onde menos se espera
Em Orleans, a arte pode estar nos lugares menos esperados.
Como no paredão de pedra à margem do rio, onde
está esculpido um painel com motivos bíblicos que
atrai visitantes de todos os lugares. A escultura ao ar livre
sobre é obra do artista José Fernandes, o Zé
Diabo, como é conhecido na região.
A vontade de realizar a obra surgiu na infância. Quando
menino, trabalhou em uma pedreira com o pai e foi entre o corte
de uma pedra e outra que surgiu a idéia de deixar o registro
de sua arte nas rochas da região. "Passei toda minha
infância aqui na beira do rio. Olhava para este paredão
e pensava que um dia ainda haveria de deixar minha marca aqui",
lembra. Artista habilidoso, o menino cresceu e o tempo não
foi capaz de apagar a paixão pelas pedras. De desenhista
no colégio a pintor das capelas da região, Zé
Diabo foi exercitando sua arte.
Em 1980, Zé Diabo começou a realizar seu desejo.
Um projeto ousado permitiu o início das obras do paredão.
Durante oito anos, as mãos calejadas do artista entalharam
na pedra painéis com motivos bíblicos. "Todos
os desenhos foram criados por mim. Eu lia um trecho da Bíblia,
imaginava a cena e desenhava no papel", observa Zé
Diabo. Em 160 metros quadrados de área esculpida, os painéis
mostram desde a criação do homem até os
últimos profetas do Antigo Testamento.
Do projeto inicial, que previa 20 painéis, apenas nove
foram concluídos. A falta de incentivo e de patrocínio
silenciaram as ferramentas do artista. Abandonado por muito tempo,
o paredão começa a ser novamente cuidado. O mato
que desfigurou os personagens esculpidos com tanto zelo está
sendo retirado e o estacionamento foi arrumado.
A arte de Zé Diabo também está registrada
nas igrejas. Na capela de São Bom Jesus de Iguape, na
localidade de Rio Belo, está a mais recente obra: o painel
central com a crucificação, morte e ressurreição
de Cristo e o altar da igreja. Detalhista, o artista mostra com
orgulho as expressões do rosto de cada um de seus personagens.
Aos 70 anos, o escultor conserva a mesma paixão pela arte.
Porém, os anos dedicados à vida artística
trouxeram dores, além de alegrias. O ombro do artista
já não suporta mais o desgaste que o trabalho de
escultor provoca, e por isso pincéis, martelos e formões
estão parados. "Agora, quero ensinar minha arte às
novas gerações", planeja. (AO)
Por dentro
Fones úteis para quem pretende se alimentar ou pernoitar
na cidade
Onde comer
Restaurante Bela Vista: fone (48) 466-0800.
Churrascaria Azulão: fone (48) 466-0006.
Churrascaria Aipim: fone (48) 466-0224.
La Choupana: fone (48) 466-2365.
Onde ficar
Pousada Dona Ignes: fone (48) 466-0272.
Hotel São Francisco: fone (48) 466-0282.
Museu ao Ar Livre
Aberto todos os dias até 19 horas. Ingresso para particulares
custa R$ 2,00. Em excursões, o preço é de
R$ 1,40 por pessoa. Fone (48) 466-0011.
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Bahia oferece um porto seguro para
suas férias
Sol durante o dia,
folia à noite, belezas naturais e história são
atrações na Costa do Descobrimento
Carol Nascimento
Agência Estado
Porto Seguro - O pedaço de terra em que começa
a história do Brasil conserva a beleza natural, com as
praias, rios, mangues e recifes que encantaram os portugueses
que ali chegaram. Porto Seguro atrai milhares de turistas todos
os anos, especialmente no verão, quando o sol brilha mais
forte, as areias ficam repletas de gente e as barracas de praia,
lotadas de turistas.
Infra-estrutura não falta à cidade, terceiro parque
hoteleiro do País, depois de São Paulo e Rio de
Janeiro: 27 mil leitos e 900 restaurantes, pizzarias, bares,
sorveterias e lanchonetes. Assim é Porto Seguro, cidade
localizada no Sul da Bahia, a 707 quilômetros de Salvador,
na chamada Costa do Descobrimento.
Durante o dia, os 90 quilômetros de areias e águas
salgadas, os rios que vão de encontro com o mar, as piscinas
naturais do Recife de Fora e as barracas de praia garantem a
diversão do turista. À noite, festas regadas a
capeta (bebida típica da cidade) e embaladas a axé
tomam conta da Passarela do Álcool, avenida repleta de
lojinhas e restaurantes típicos.
No centro histórico e na região ao norte, em Santa
Cruz Cabrália, a história do País é
contada em cada monumento. Sob sol ou à luz da lua, o
que não falta são opções para transformar
as férias de quem aporta neste porto seguro em pura alegria.
E para descansar, nada melhor que um cochilo numa rede, sob a
luz fraca de fim de tarde e com a brisa do mar refrescando o
calor de 30 graus.
AXÉ E BARRACAS
Não é à toa que os grandes sucessos da
música baiana começam a tocar em Porto Seguro e
só depois estouram nas rádios, bares e danceterias
da Bahia e do Brasil. A cidade é festa o dia todo, todos
os dias. Não há trégua para a preguiça.
Nas barracas de praia - que estão longe de serem simples
barracas de praia devido ao enorme espaço físico
e infra-estrutura -, o que se vê é gente dançando,
seja de dia ou de noite, ao som dos novos sucessos do axé.
No palco, ao lado das bandas ou ao som de música mecânica,
bailarinos ensinam as novas danças do verão. No
chão, turistas se balançam tentando entrar em sincronia
com os bailarinos, os nativos e com o ritmo do axé. É
preciso ter sangue baiano, ou muita inspiração,
para não se perder entre braços que rodam, pernas
que tremem, quadris que circulam sobre o nem sempre firme apoio
dos pés.
PASSARELA DO ÁLCOOL
Apesar de ser o forte da cidade, não é só
axé o que se ouve em Porto Seguro. A partir das 17 horas
começa a agitação na Avenida Portugal, há
mais de 20 anos conhecida como Passarela do Álcool por
concentrar bares, restaurante e barracas de bebidas decoradas
com frutas tropicais, que vendem o tão conhecido capeta,
bebida mais pedida na região e que ajuda a levantar o
ânimo dos turistas.
Nos bares e restaurantes da Passarela do Álcool, o que
se escuta é muita MPB. Em alguns locais é possível
comer uma boa moqueca ao som de voz e violão. O cardápio
vai desde comidas típicas à cozinha internacional.
Em meio aos restaurantes e barracas de bebidas, camelôs,
boutiques e lojas de artesanato vendem roupas, bolsas, redes
e lembranças da cidade. O que chama a atenção
não é apenas o comércio e a comida, mas
a charmosa arquitetura: casinhas coloniais e coloridas enfeitam
toda a avenida numa profusão de cores e sabores.
Um museu a céu aberto
A cidade de Porto Seguro e seus arredores compõem um
museu muito diferente, natural, ao ar livre, a céu aberto.
A coleção de obras-primas é composta por
acidentes geográficos, núcleos urbanos, fauna,
flora, dispostos em galerias naturais: praias, vales e trilhas
ao longo de 78 quilômetros de costa, que vai desde Prado
até Santa Cruz Cabrália, composta por cinco áreas
principais: Foz do Rio Caí, Parque Nacional do Monte Pascoal,
Quadrilátero do Parque, Porto Seguro e Coroa Vermelha.
Antiga Vila de Nossa Senhora da Pena, a cidade alta foi fundada
em 1535 como sede da Capitania Hereditária de Porto Seguro.
Hoje, as ruínas e os principais monumentos falam de diferentes
tempos da história. Foi ali que se estabeleceu um dos
primeiros povoados do país.
Entrando na cidade pela Praça da Misericórdia,
está a Igreja da Misericórdia, construída
em 1526, considerada a mais antiga do País. A decoração
interior é simples e rústica. Seguindo em direção
à Praça Pero Campos de Tourinho, ao longe avista-se
as construções coloniais e o Marco do Descobrimento
(ou de Posse), com o litoral azul de Porto Seguro como pano de
fundo, porque a cidade encontra-se no alto de um morro. Na praça
estão a Matriz Nossa Senhora da Pena e a Antiga Casa de
Câmara e a Cadeia.
A igreja guarda em seu interior imagens sacras dos séculos
16 e 17, destacando-se a de São Francisco de Assis, de
1503, a mais antiga do país. A Casa de Câmara e
Cadeia, com suas grades de ferro e pau-brasil, hoje abriga o
Museu da Cidade. Construída pelos jesuítas em 1772,
era temida em toda Bahia, pois conta-se que quem entrava ali
não saía vivo. (CN)
... ... ...
Entre falésias, recifes
e piscinas naturais
Estradas pouco
cuidadas até as melhores paisagens
Porto Seguro - Passar minutos, ou até horas, numa estrada
mal-cuidada de terra, sacudindo dentro de um carro não
parece ser a melhor forma de passar as férias, mas os
fins justificam os meios. Na reta final, a beleza das falésias,
as piscinas naturais formadas pelos recifes de corais, a areia
clara, o mar azul e o céu turquesa preenchem e dominam
os pensamentos.
Enfrentar estradas de terra é a única alternativa
para conhecer as verdadeiras belezas da Costa do Descobrimento
e, arriscando ir um pouco mais além, da Costa das Baleias.
As praias da cidade são animadas, mas já não
conservam o encanto e beleza paradisíaca de praias como
as de Trancoso, Cumuruxatiba ou Caraíva, ao sul de Porto
Seguro, conhecidas por serem reduto de naturalistas e artistas
famosos.
Ao norte está a cidade histórica de Santa Cruz
Cabrália e a praia de Coroa Vermelha, onde foi realizada
a primeira missa do Brasil, que também guardam muito do
seu encanto. Seguindo em direção à cidade
de Prado, ao sul de Porto Seguro, começa o verdadeiro
show de beleza. O que se vê em quase todo litoral são
coqueiros na areia e recifes de corais no mar, que na maré
baixa formam piscinas naturais.
Nesta direção, as primeiras praias são as
de Arraial D'Ajuda, onde está o maior parque aquático
ecológico da América do Sul, o Paradise Water Park.
Em seguida, após um percurso pela estrada de terra, chega-se
a Trancoso. Na Praia do Rio da Barra, antes ainda das praias
badaladas de Trancoso - Praia de Nativos e de Coqueiros -, o
turista pode descansar à vontade. A região é
um dos locais de desova de tartarugas. É na praia da Pedra
Grande, cerca de 3 km ao sul do platô onde se encontra
o distrito, que está a área onde alguns adeptos
do nudismo se encontram para realmente ficar à vontade.
MERGULHO
Navegar pelas águas de Porto Seguro é um passeio
imperdível. Além de descansar a bordo de uma escuna
ou lancha é uma oportunidade única de entrar em
contato direto com a fauna marinha da região - o mergulho
é a maior atração. Navegando pelo rio Tiba,
ao longo da ilha de corais que separa o rio do mar, a 16 km da
costa, chega-se a Coroa Alta, uma mistura de banco de areia com
belos corais.
Com a maré baixa, piscinas naturais formadas entre os
corais servem de campo de estudo para mergulhadores iniciantes
e profissionais. Se a preferência é pela terra firme,
pode-se caminhar pelo banco de areia, formado no decorrer de
milhões de anos a partir de detritos marinhos. O mais
procurado e também o mais bonito é o passeio ao
Parque Marinho de Recife de Fora, o terceiro maior do País.
(CN)
Noite para
todos os gostos
Isolada na Ilha Pacuio, no rio Buranhém, a Capitania
dos Peixes é a mais nova atração noturna
da cidade, com danceteria, bares e restaurantes, como o sushi
bar, a creperia e a choperia. Para chegar à Capitania
dos Peixes é preciso pegar uma escuna, que sai da Cia.
do Mar. Chegando à ilha, um caminho de pedras, rodeado
por coqueiros, leva os visitantes aos aquários de água
salgada - o maior deles tem 220 mil litros de água - que
abrigam espécies marinhas, como tubarões.
Passando a balsa e caindo em Arraial D'Ajuda ou Trancoso, a noite
também é promissora. Em Arraial, a diversão
noturna fica por conta dos bares e luaus no Wind Point Parracho
e Platô. No calçadão da Bróduei, local
mais movimentado do vilarejo e onde circulam pessoas de todas
as tribos, ficam concentrados bares, restaurantes e lojas de
suvenires. Ainda em Arraial, o pop e o rock do Café da
Mata, uma boate ao ar livre, que já recebeu nomes como
Lobão e Luís Melodia, e o house e o dancing do
Gringo Loco agitam a noite local.
Em Trancoso, próximo à praça do Quadrado
Histórico, fica o Pára-Raio, uma das casas noturnas
mais conhecidas do município. Ainda nesta região,
um pouco antes de cair noite, é possível assistir
todas as segundas, quartas e sextas-feiras a roda de capoeira
na Casa da Cultura, uma escola local de circo, teatro e capoeira.
No Loucos Opões, tem xote nas quartas-feiras, reggae nas
quintas e forró nas sextas. Para comer, serve grelhados,
sushis, sashimis e lanches. A maior parte das casas de show só
funciona no verão. (CN)
Praias parecem até o paraíso
Quem pretende se aventurar além dos limites de Trancoso
deve alugar um carro e escolher o destino. Depois, o melhor se
preparar para pernoitar em alguma pousada no caminho: após
enfrentar um estrada de terra e passar o dia debaixo do sol quente,
dirigir de volta será a última opção
a ser cogitada.
Entre tantas praias paradisíacas, algumas destacam-se
no roteiro: Caraíva, Barra do Caí, Cumuruxatiba,
Tororão e Guaratiba. Em Caraíva não há
energia elétrica e o vilarejo é habitado por descendentes
da tribo dos índios pataxó e turistas, que resolveram
armar moradia no lugar.
Em meio à simplicidade do local, pode-se imaginar a beleza
e conservação das praias da região. Foi
na Barra do Caí, onde o Rio Caí se encontra com
o mar, que chegaram os portugueses. Não encontrando um
lugar propício para atracar, seguiram mais para o norte.
TAPETE VERDE
Cumuruxatiba é uma praia com maior infra-estrutura,
mas que conserva as suas praias e ainda fica no meio do caminho
entre Caraíva e Tororão. A 33 km de Prado, fica
no maior e mais procurado povoado do município. O Tororão
destaca-se pela quantidade de recifes na beira da praia, muitos
recobertos por um tapete verde
formando piscinas naturais.
A praia de Guatatiba destaca-se pela infra-estrutura. Localizada
dentro do condomínio Praia de Guaratiba, possui barracas
de praia bem organizadas, dispostas ao longo do litoral. Para
entrar, basta identificar-se. O ideal é hospedar-se cerca
de 3 a 4 dias em Prado, Cumuruxatiba ou Alcobaça e conhecer
aos poucos a região. Depois disso, seguir viagem pela
estrada de terra torna-se a tarefa mais fácil. Difícil
é querer ir embora. (CN)
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