Joinville         -          Sábado, 16 de Dezembro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Fechada a
usina de Chernobyl

Vazamento em 1986 provocou o pior acidente nuclear

Chernobyl, Ucrânia - Engenheiros da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, apertaram ontem o botão que desliga os aparelhos pela última vez, fechando oficialmente as instalações que se converteram, em 1986, no símbolo dos perigos da energia atômica.
O presidente ucraniano, Leonid Kuchma, transmitiu a ordem à sala de controle do reator nuclear nº 3 de Chernobyl, onde um funcionário pressionou o botão com a sigla em russo BAZ ("defesa rápida de emergência"). Isso fez as varetas de controle do último reator ainda em funcionamento descerem gradualmente, para iniciar o longo processo de desativação da usina onde, em 10 de abril de 1986, foi registrado o pior acidente nuclear do mundo.
Governos e grupos ocidentais de defesa do ambiente respiraram aliviados e a Ucrânia recuou diante de um desastroso legado. O presidente americano, Bill Clinton, enviou mensagem de congratulações em videoteipe, exibida nos principais canais de TV do país.
"O que é Chernobyl para a Ucrânia?", perguntou Kuchma numa suntuosa cerimônia na capital ucraniana, Kiev, 134 quilômetros ao Sul da usina. Ele mesmo respondeu: "São quase 3,5 milhões de vítimas da catástrofe e suas conseqüências. Quase 10% de nosso território está contaminado pela radiação. São 160 mil pessoas que tiveram de abandonar os locais onde nasceram."
O reator RBMK, de tecnologia soviética, estava operando com 1% de sua capacidade antes do fechamento. Ele foi religado na quinta-feira, depois que um problema nos aparelhos causou uma interrupção. Mas era considerado inseguro para ser colocado em pleno funcionamento.
Catorze anos após o acidente, os restos sepultados em concreto incinerados e altamente radioativos do reator nº 4, que explodiu após uma controversa experiência, agigantam-se sobre um pequeno monumento aos 30 bombeiros que morreram no combate às chamas. Acredita-se que milhares de pessoas morreram como resultado da nuvem radioativa expelida pelo reator incendiado.
Um em cada 16 ucranianos e milhões de pessoas nas vizinhas Rússia e Belarus sofrem complicações de saúde como câncer da tireóide e problemas respiratórios atribuíveis ao desastre, segundo as autoridades ucranianas. Um milhão de crianças nasceram com defeitos físicos no país.
Chernobyl está circundada por uma área tóxica com 30 km de diâmetro, à qual o acesso é proibido. A desativação total da usina ainda levará anos e, segundo os funcionários, não ocorrerá antes de 2008, quando serão extraídas as últimas varetas de combustível.


Bush deve ter democrata
em sua equipe de governo

Washington - O presidente do Banco da Reserva Federal de Nova York, William McDounough, emergiu ontem como um forte candidato para suceder ao secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers, na administração do presidente eleito George W. Bush.
Democrata, ex-vice-presidente do Federal Reserve, o banco central americano, e aliado de seu atual presidente, Alan Greenspan, McDounough no Tesouro seria uma jogada do futuro presidente, pois facilitaria sua tarefa inicial de consolidar-se no poder, lançando pontes na direção de seus rivais democratas no Congresso, e tranqüilizaria Wall Street e o país sobre o rumo da política econômica de seu governo, bem como sobre a continuação da prosperidade que o país conheceu na última década.
McDounough não é, no entanto, o único nome da lista de candidatos potenciais - esta inclui também os ex-presidentes do Chase, Walter Shipley, e do Credit Suisse First Boston, John Hennessy, bem como o atual presidente da PaineWebber, Donald Marron - nem o Departamento do Tesouro será o primeiro cargo ministerial a ser preenchido por Bush.
É amplamente esperado que ele nomeie hoje o general da reserva Colin Powell para secretário de Estado. Powell, o primeiro negro a chefiar as Forças Armadas americanas, é um republicano moderado, uma figura popular e poderá ter um papel diplomático importante também em casa, para tentar apaziguar a ira dos líderes negros que acusam os republicanos de ter tolhido o direito de voto dos norte-americanos de origem africana nas conturbadas eleições na Flórida.
Bush também deverá confirmar a professora Condoleezza Rice, uma especialista em Rússia e na antiga União Soviética, da Universidade de Stanford, que também é negra, na posição de conselheira de segurança da Casa Branca.
Para reforçar o mosaico étnico de sua administração, o novo presidente escolheu Al Gonzalez, um juiz da Suprema Corte do Texas, como assessor jurídico da presidência. Para o Pentágono, o candidato mais cotado é Paul Wolfwitz, professor da Universiade de Johns Hopkins.
Segundo fontes, Robert Zoellick deverá ser o próximo Representante de Comércio da Casa Branca. Ele tem dito que o projeto de liberalização comercial nas Américas será a viga mestra da política da próxima administração para o hemisfério.
Para o Departamento do Comércio, o nome mais provável é Don Evans, magnata texano do petróleo que comandou a campanha presidencial de Bush.


Israel

Nova chance
de acordo de paz

Jerusalém - Depois de um inesperado encontro na quinta-feira à noite entre o líder palestino, Yasser Arafat, e o chanceler israelense, Shlomo Ben-Ami, altos funcionários palestinos disseram ontem que as conversações de paz poderão ser retomadas imediatamente nos Estados Unidos se as partes acharem que existe uma probabilidade de acordo.
Arafat e Ben-Ami debateram durante quatro horas, na Faixa de Gaza, fórmulas para pôr fim à escalada da violência que entrou pela 11ª semana e já deixou mais de 320 mortos e pelo menos 5 mil feridos. "Nos próximos dias, nossos negociadores vão se reunir com os israelenses para ver se existem condições sérias para retomar o processo", insistiu um porta-voz da AP.
Pouco depois da reunião, novos choques ocorreram em Gaza e na Cisjordânia. Soldados palestinos mataram seis palestinos na região de Gaza e na Cisjordânia, elevando a 325 o total de mortos.

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