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ANotícia
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VALE DO VINHO

Além de enfeitar a paisagem, os parreirais garantem
a uva e o vinho para o paladar dos visitantes que passam pela
região: turismo apoiado nas potencialidades naturais
Foto: Arquivo AN
No meio do caminho
tinha um parreiral
E também
parques, lagos, grutas, cachoeiras e outras atrações
que o Vale do Rio do Peixe valoriza na rota dos turistas do Mercosul
ADILSON RODYCZ
Os
municípios do Vale do Rio do Peixe estão buscando
alternativas para explorar o turismo, como forma de incrementar
a economia. A região está na rota de turistas que
se deslocam de países vizinhos para as praias catarinenses,
vindos principalmente da Argentina e Paraguai. O potencial é
caracterizado a partir do aproveitamento dos recursos naturais
e construídos. Já estão sendo desenvolvidos
circuitos integrados de ecoturismo, ferroviário e manifestações
culturais, além das tradicionais águas termais
e eventos.
Os atrativos são variados, como parques florestais, cachoeiras,
lagos e grutas no interior dos municípios e museus, grupos
folclóricos, artesanato, escultura, águas termais,
feiras e festas tradicionais. Em termos de equipamentos e serviços
turísticos, a região dispõe de boa infra-estrutura.
O acesso à região é feito através
de três aeroportos (Caçador, Joaçaba e Videira),
duas rodovias federais e seis estaduais. A área também
é cortada por uma ferrovia, que deverá ser reformada
para passeios turísticos.
Potencial
Brasil.com atrai interesse de investidores: Crescimento do mercado
da Internet no País faz com que grandes grupos invistam
capital no setor
AN_Informática |
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Entre as alternativas que vêm sendo
exploradas está o turismo rural e ecológico, aproveitando
as potencialidades naturais e o diferencial da cultura e gastronomia
típicas de países como Itália, Áustria
e Alemanha. No município de Tangará, por exemplo,
que tem sua base econômica ligada ao setor rural e à
indústria vinícola, a idéia vem despertando
interesse, e cantinas já oferecem um serviço que
tem atraído dezenas de excursões, algumas com interesse
comercial e outras para conhecer o segredo da fabricação
dos bons vinhos.
Degustação na cantina
É o caso da Vinícola Panceri, localizada na
Linha Leãozinho, inserida no projeto Vale do Vinho, que
vem se destacando pelo número de visitantes que recebe,
em função da qualidade dos seus produtos. Os turistas
são recepcionados com uma explanação do
negócio e em seguida visitam as instalações
da cantina, conhecem o processo de fabricação dos
vinhos e depois podem degustar os produtos. A iniciativa valeu
o prêmio "Talento Empreendedor", além
de ser a mais distingüida nos concursos estaduais de vinhos.
"O sucesso empresarial não consiste apenas em habilidades
específicas como contabilidade e marketing. É essencialmente
importante que se tenha espírito empreendedor", resumiu
um dos diretores, Celso Panceri. Esse diferencial é que
tem atraído as pessoas para a conhecerem o local, somado
à beleza dos vinhedos, entre vales e montanhas de vegetação
exuberantes.
Neste pequeno paraíso, onde a uva e o vinho estabelecem
uma perfeita harmonia com a natureza, uma diversificada e saborosa
gastronomia típica pode ser degustada junto ao fogão
a lenha, nas casas e até mesmo na cantina. São
aspectos da mais pura cultura italiana que a família Panceri
oferece aos visitantes. O segredo da qualidade dos produtos é
o amor e o carinho que eles colocam no processo de fabricação,
aliado à tecnologia e os costumes das cantinas italianas.
"O vinho tem que ser feito com amor, esmero e profissionalismo",
explica Celso. O sucesso dos vinhos também em outras cantinas
está se tornando uma das principais atrações
de Tangará, que descobriu na exploração
do setor turístico uma das mais autênticas e eficazes
ações para o desenvolvimento sócio-econômico
da região. A Vinícola Panceri se espelhou no exemplo
do Vale dos Vinhedos, do município gaúcho de Bento
Gonçalves, onde o visitante é recebido com exposição
de vídeos, elaboração dos vinhos. Sempre
acompanhado de saborosa gastronomia e visita aos parreirais.
A história da família Panceri e sua caminhada no
cultivo da vinha tem suas origens em Lombardia, norte da Itália.
Em 1884, com a imigração de Giuseppe Panceri para
o Rio Grande do Sul, a tradição familiar da vitivinicultura
renascia, só que em terras brasileiras. A tradição,
transmitida de geração a geração,
chegou ao interior de Tangará, onde os Panceri se estabeleceram
e plantaram seus vinhedos, tirando proveito da terra fértil
e do clima ideal para a prática dessa cultura.
EM TANGARÁ
Municípios já desenvolvem circuitos integrados
de turismo, sem descuidar das crianças
Foto: Divulgação |
Fique por dentro
Onde dormir
O município de Tangará não dispõe
de empreendimentos hoteleiros, por isso a opção
de pernoite é Treze Tílias ou Joaçaba.
Em Treze Tílias
- Alpenrose Hotel: Rua Ministro João Cleophas
fone (0XX49)537-0273
- Hotel Tirol: Rua São Vicente de Paulo
fone (0XX49)537-0125
- Hotel Dreizehnlinden: Rua Leoberto Leal
fone (0XX49)537-0297
Diárias entre R$ 36,00 e R$ 80,00 para um casal
Em Joaçaba
- Hotel Jaraguá: Rua 7 de Setembro, 113
fone (0XX49)522-3244
- Hotel do Comércio: Rua 7 de Setembro, 183
fone (0XX49)522-2211
- Link Hotel: Avenida 15 de Novembro, 373
fone (0XX49)522-1161
Diárias entre R$ 30,00 e R$ 70,00 para um casal
Como viajar para fora do
País sem complicações
Duas entidades
oferecem dicas para turistas mais jovens
São Paulo - Como ainda é tempo de férias,
o Student Travel Bureau (STB) e a Federatioof International Youth
Travel Organizatio(FIYTO), uma organização dinamarquesa
que promove turismo juvenil, selecionaram algumas dicas e orientações
importantes para quem pensa em viajar para o exterior.
Está certo que a temporada de férias já
se avizinha do final para a maior parte dos estudantes, mas sempre
restará a expectativa do período de descanso na
metade do ano ou o planejamento para a próxima temporada
de verão.
A principal das dicas é bem simples: pesquisar como são
as pessoas do lugar a ser visitado, quais seus costumes e descobrir
as palavras que não significam a mesma coisa em outros
países. Certa vez, um empresário brasileiro, que
mora em Barcelona, pediu a sua secretária portuguesa para
comprar um rolo de durex. A secretária ficou muito envergonhada
e disse a seu chefe que não sabia onde comprar durex em
rolo, que nunca tinha visto isso e se ele não ficasse
chateado, ela preferiria não ter de ir comprar este tipo
de durex na Sexy Shop. Foi assim, que o empresário descobriu
que durex, tanto em Portugal como na Espanha, significa preservativo
e não fita gomada.
Crise no campo
Falta de dinheiro reduz comércio e
ameaça tornar inviável a administração
de municípios de menor porte
AN_Economia |
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Antes de embarcar, é importante ler
tudo sobre os destinos que vai visitar, especialmente sobre costumes,
saúde, leis e riscos. Deixe em casa todos os detalhes
possíveis sobre o seu roteiro, para o caso de você
precisar ser encontrado com urgência. Outro cuidado importante
é com relação à saúde: leve
sempre um seguro-médico com validade internacional e tenha
a certeza de que você está com todos os documentos
em ordem antes de partir. Consulte seu médico sobre quesitos
de saúde e providencie com antecedência todas as
vacinas necessárias.
Orientações
úteis
Leve artigos de primeiros-socorros e os remédios que
está acostumado a usar.
Não ande com muito dinheiro ou objetos de valor; utilize
sempre um moneyport, que é colocado entre a calça
e o estômago. Sempre que possível, utilize os cofres
dos hotéis.
Sua bagagem deve estar sempre ao seu alcance. Não a
deixe por um segundo sequer fora de seu controle e não
peça para outras pessoas tomarem conta dela, pois além
de ser arriscado, ninguém gosta de fazer isto.
Tenha sempre a certeza de onde você vai se hospedar
no dia da chegada, principalmente se for chegar à noite.
Nos aeroportos, estações de trem, navio ou metrô,
evite estranhos que se aproximam lhe oferecendo facilidades em
serviços duvidosos.
Leve consigo cartões de telefone que possibilitem fazer
ligações internacionais. Eles serão importantíssimos
em situações de emergência.
Não peça carona, principalmente se estiver sozinho.
Antes de se aventurar no que pode ser uma enrascada, peça
conselhos apenas nos escritórios de turismo local.
Não ande sozinho à noite em locais desconhecidos.
Descubra quais são os locais apropriados para você
passear.
Não utilize e não permita que o façam
portar drogas.
Cuidado para não ser contaminado pelo vírus
da Aids, ou qualquer outra doença sexualmente transmissível.
Usar preservativos é a melhor proteção.
De preferência, não consuma bebidas alcoólicas.
Esteja ciente que o abuso da bebida alcoólica pode afetar
o seu julgamento e mesmo causar algum mal.
Procure estar o mais próximo possível do motorista
ou do cobrador quando estiver em transporte público.
Se estiver viajando de carro, quando estacioná-lo não
deixe malas ou objetos de valor visíveis.
Seja pontual nos compromissos assumidos, tais como jantares
cinema, teatros, pois um atraso é recebido como desrespeito
à pessoa que ficou esperando.
Procure trocar seus traveller's check (cheques de viagem)
ou dinheiro em uma das agências do Banco do Brasil existentes
na maioria das grandes cidades do mundo - a taxa normalmente
é a melhor.
Certamente todas as pessoas querem preservar as belezas naturais
e culturais do mundo; sendo assim, não deixe lixo atrás
de você e também não leve qualquer coisa
que é considerada uma parte integrante do meio ambiente.
Aprenda tanto quanto puder o idioma local, pois uma melhor
comunicação é de grande importância
para um relacionamento mais caloroso. Esforce-se para compreender
o comportamento das pessoas locais, como seu jeito de vestir
ou sua religião (por exemplo: não se esqueça
de tirar seus sapatos quando entrar em um templo e não
se vista de maneira que possa ofender os costumes locais). Saiba
que para algumas culturas, tirar uma simples fotografia é
um tabu.
Saiba mais
Unidades do STB na região Sul do Brasil
- Blumenau
Alameda Duque de Caxias, 20, 2º andar, fone (0XX47)326-3500
- Florianópolis
Avenida Rio Branco, 740, sala 2, fone (0XX48)223-0339
- Curitiba
Rua Angelo Sampaio, 1762, fone (0XX41)233-0981
- Porto Alegre
Rua Quintino Bocaiúva, 267, fone (0XX51)346-2774
Mais informações
BOA DE NAMORO
Barcos, gôndolas e restaurantes a céu aberto
fazem de Veneza um dos destinos mais sonhados para lua-de-mel
Foto: AFP |
Itália, para os
olhos e o paladar
Encantos vão
das belezas históricas até o aroma e o sabor de
uma das cozinhas mais famosas do planeta
São Paulo - A Itália é um país
de muitos atrativos para qualquer tipo de turista. Desde os aficcionados
por moda até o mais crítico apreciador de boa comida
e bom vinho. Isso sem contar a simpatia do povo italiano, que
acaba proporcionando uma viagem agradável, divertida e
cheia de boas recordações.
No mapa, a Itália se parece com uma bota, o que a torna
extremamente visível. Para os amantes, não há
lugar melhor para curtir uma longa lua-de-mel do que em Veneza,
com o charme das gôndolas e dos restaurantes a céu
aberto. E é no Veneto que a aventura tem início.
É ali que fica a mais agitada estação de
neve, que recebe pessoas do mundo inteiro durante o inverno italiano.
Outras regiões para a prática do esporte podem
ser a Toscana, Abruzzi, Piemonte, Lombardia e Trentino Alto Adige.
Nesses locais, bons hotéis recebem turistas com atendimento
cinco estrelas. As agências de viagens recomendam excelentes
pacotes, incluindo outras cidades.
Na verdade, vale a pena preparar um roteiro que inclua todas
as regiões italianas para conhecer a pujança do
Norte e a simpatia do Sul. Acompanhar sem pressa seus costumes,
seus hábitos e sua cultura. E desfrutrar de sua gastronomia,
uma das mais famosas do planeta.
BOA DE MESA
A culinária, aliás, é um atrativo à
parte, à base de massas com molhos tão saborosos
quanto simples, como o da receita no quadro abaixo.
E se comer bem é a pedida, não dá para deixar
Roma fora do roteiro. Come-se muito bem na capital italiana,
que ainda tem a virtude de reunir alternativas da cozinha de
todo o país. Mas vale um alerta para quem chega: desconfie
de restaurantes vazios. Os italianos são apreciadores
de boa mesa e sempre lotam os melhores estabelecimentos.
E a variedade de espaços gastronômicos é
tamanha que outras cozinhas já fazem parte do cardápio
italiano, como a chinesa, a japonesa, a indiana e a árabe.
Outra curiosidade: não espere encontrar nas pizzarias
italianas as mesmas opções disponíveis nas
cidades brasileiras. Apesar de os italianos serem os "pais"
da pizza, a variedade encontrada no Brasil é criação
dos próprios brasileiros.
BOA DE ARTE
À parte o roteiro gastronômico, convém
reservar bastante tempo para apreciar as intermináveis
belezas históricas da Itália. Não pode faltar
neste trajeto a cidade de Florença, considerada o berço
do Renascimento. A cidade teve seu apogeu nos séculos
15 e 16 e abrigou figuras culminantes das artes e da literatura,
como Dante Alighieri, Michelangelo, Leonardo Da Vinci e Sandro
Botticelli. Uma das recomendações é visitar
a praça Michelangelo, onde, além de contemplar
réplicas do escultor, pode-se ver um panorama espetacular
de toda a cidade, com destaque para a cúpula da Igreja
Santa Maria del Fiore.
O Museu Arqueológico também é programa obrigatório
para os apreciadores de artes. Ele é rico em esculturas
gregas e etruscas. Já na Galeria da Academia encontra-se
uma das mais expressivas esculturas de Michelangelo, o famoso
"David".
BOA
DE HISTÓRIA
Berço do Renascimento, Florença
ainda preserva belezas dos séculos 15 e 16, quando viveu
seu apogeu com Dante
Foto: Reprodução |
Vinho e alegria
na barroca Lecce
A cidade mais barroca da Itália é Lecce, localizada
na Puglia, marcada pelo mapa como o salto da "bota".
Lecce é uma das principais cidades desta região
pouco conhecida no Brasil. É a mais sofisticada e célebre
não apenas pela arquitetura barroca, mas também
pelos habitantes de espírito vivo e alegre.
No que diz respeito à cultura, a cidade também
não deixa a desejar. A universidade de Lecce, por exemplo,
é muito conceituada por suas faculdades de direto, história
e economia. Muitas colunas e balcões, onde estão
habilmente esculpidas personagens imaginárias, marcam
a arquitetura de Lecce.
Pelo centro histórico, vale uma visita à animada
Piazza Santo Oronzo. Muitas igrejas também devem ser observadas
com atenção. A riqueza de detalhes barrocos encantam
os visitantes. Comer em Lecce também é uma boa
opção. O turista deve-se preparar para uma verdadeira
festa. Além dos pratos típicos italianos, os restaurantes
preparam especialidades regionais, à base de carneiro
de Puglia, assado sobre galhos de ervas, cozido com cebola, pesil,
tomate e muito queijo de ovelha ralado.
A região também é conhecida por seus frutos
do mar, especialmente as ostras, principalmente nas cidades de
Gallipoli e Taranto. Os vinhos brancos produzidos em Lecce também
são um atrativo à parte. O moscato de Trani é
recomendado para os que apreciam vinho doce.
BOA DE JARDINS
Muitas são as belezas da terra dos grandes desfiles
de moda e do povo alegre e festeiro. Em toda a Itália
há dúzias de belos jardins para serem apreciados,
em especial no verão. Antes mesmo de serem belos, todos
têm história, o que dá uma certa nobreza
aos locais. Em geral, eles foram criados entre os séculos
16 e 17, resultado da vontade de nobres em possuir autênticas
obras de arte ao redor de seus palácios e de arquitetos
que eram ao mesmo tempo designers de paisagens.
No bolso
Para enfrentar marcas mais conhecidas, a Kia aposta na relação
custo/benefício: o utilitário Kia Sportage, completo,
custa R$ 41.145,00.
AN_Veículos |
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Os jardins tornaram-se extensões do
estilo e do conforto das mansões senhoriais. Por isso,
a grande maioria dos jardins tem como peça central uma
vila encravada em um ponto privilegiado da propriedade.
E a Itália ainda tem muito mais. Tem a Sicília,
Palermo, Verona, Calábria... Infinitas cidades, tanto
ao Norte quanto ao Sul, que tornam a boa e velha "bota"
um dos lugares mais belos de toda a Europa.
Sabor italiano
Spaghetti com abobrinhas
Tempo de preparo: 40 minutos
Ingredientes (para quatro pessoas)
- 300 g de spaghetti
- quatro abobrinhas
- cinco colheres de azeite extravirgem de oliva
- salsa
- sal
Modo de preparar
- Coloque água abundante numa panela, deixe-a ferver
e ponha sal.
- Enquanto a água ferve, lave as abobrinhas, descasque-as
e corte-as em rodelas.
- Em recipiente apropriado, coloque o azeite de oliva, esquente-o
bem, doure as abobrinhas, mexa-as com uma colher de pau e ponha
sal a gosto.
- Lave, escorra a água e pique bem fininho a salsa.
- Quando a água da panela tiver fervido, coloque os
spaghetti e cozinhe-os al dente. Em seguida escorra-os e coloque-os
numa travessa.
- Tempere com as abobrinhas e o óleo de fritura, espalhe
a salsa cortada, misture bem e sirva quente na mesa.
- Para que o sabor legítimo do prato seja apreciado,
evite usar queijo ralado.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
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Viagem inesquecível
Pelos caminhos do Chile, um país
de extremos
Sara Caprario
Visita a vinhedos, esqui na Cordilheira dos Andes, passeios
no centro histórico e no porto de Valparaíso. Cada
viagem ao Chile pode ter um roteiro diferente, só depende
de você. O país rico em minerais, principalmente
o cobre, acolhe os turistas e oferece alternativas de férias
que vão desde as tranqüilas caminhadas nos parques,
zoológicos ou nas praias até as aventuras nas montanhas
ou no deserto do Atacama.
Na nossa viagem no inverno de 1999, descobrimos que o Chile tem
mesmo várias faces. Por ter o mar e a Cordilheira sempre
por perto, o país tem muitas latitudes e portanto temperaturas
e paisagens díspares. Entre tantas opções,
resolvemos seguir os conselhos do nosso agente de viagens. Como
era nossa primeira ida ao Chile e tínhamos pouco tempo
disponível apesar de ser a nossa lua-de-mel
o melhor era irmos de avião até a capital, Santiago,
e dali seguir por passeios diários às regiões
próximas. O resultado foi muito bom.
Sem horários fixos e programações prévias,
apenas com algumas dicas de lugares para conhecer, aproveitamos
cada momento para aprender sobre esse curioso país. Mas,
como em qualquer lugar que desenvolve atividades turísticas,
é sempre bom estar alerta em relação aos
serviços especializados. Um exemplo são as empresas
que oferecem os city-tours. Indicado pelos recepcionistas do
Hotel Plaza San Francisco bem no centro de Santiago, ao
lado da Igreja de San Francisco, a edificação mais
antiga ainda de pé , onde estávamos hospedados,
o guia de turismo terminou o tour parando a van em uma loja de
artesanatos. Nós e os outros turistas compramos pouco.
Ainda bem, já que no dia seguinte descobrimos que as feiras
nas ruas vendiam os mesmos produtos por preços muito mais
baratos, como artefatos de couro, lã e peças com
a pedra típica da região, a lápis lazuli.
Comentado o assunto, um funcionário do hotel sugeriu um
motorista com carro pequeno para fazermos os passeios de acordo
com as nossas preferências. O preço, um pouco mais
caro, compensava se fizéssemos um pacote de três
dias: um para conhecer a famosa vinícola Concha y Toro,
outro para ir a Viña del Mar e Valparaíso e mais
um dia para subir ao Valle Nevado, no alto da Cordilheira dos
Andes. Valeu a pena. Renán, o motorista, era divertido
e hospitaleiro. Fez de tudo para nos agradar e incluiu Isla Negra
no caminho de volta de Valparaíso, onde pudemos conhecer
por dentro a casa que foi de Pablo Neruda e hoje é um
museu, mantendo intacta a maioria dos aposentos.
O escritor chileno, Prêmio Nobel de Literatura, é
lembrado com orgulho pelos conterrâneos. Assim como o tenista
Marcelo Ríos, citado como grande propagador do esporte
no país. Elogie os dois que você ganha qualquer
chileno, mas não comente nada sobre política, porque
as feridas do golpe militar de 73 ainda não cicatrizadas
e a polêmica sobre a extradição ou não
de Augusto Pinochet os deixam constrangidos.
Na subida ao Valle Nevado, o diferencial de termos alugado um
carro pequeno foi não conseguir continuar viagem sobre
a estrada coberta de neve. Renán esqueceu as correntes
para colocar nos pneus, mas conseguiu que uma van nos levasse
até o pico para curtirmos a bela paisagem e a estação
de esqui.
À noite íamos caminhar pela Alameda, apelido da
grande avenida Libertador O'Higgins, a coluna vertebral de Santiago,
ou nos divertir nos pubs da rua Suécia, no bairro da Providencia.
Aliás, percorrendo a Alameda - que termina no moderno
distrito de Las Condes - é possível conhecer praticamente
a cidade inteira. Utilizar o metrô também é
uma boa pedida. Rápido e barato, o meio de transporte
é o melhor para quem já se acostumou com a cidade.
Apesar da cotação do dólar estar desfavorável,
adoramos a viagem, já que pudemos extrair muitos conhecimentos
em cada visita. Além, é claro, de termos tido o
privilégio de ver o Oceano Pacífico em belos dias
de sol!
- Sara Caprario é jornalista em Florianópolis
Você também pode participar deste espaço
do leitor, relatando em 30 linhas sua viagem inesquecível.
Envie texto e fotografia para a Editoria de Turismo, rua Caçador,
112, Joinville, ou pelo e-mail anoticia@an.com.br
Pesquisa define perfil do turista
estrangeiro
Brasília - Pesquisa encomendada pela Embratur revela
que 77,61% dos estrangeiros que visitam o Brasil estão
em viagem de turismo, 18,05% chegam a negócios, 3,17%
para congressos e convenções e 1,17% por outros
motivos. Florianópolis desbancou São Paulo no ranking
das cidades mais visitadas e aparece em segundo lugar na preferência,
com 17,69%. O Rio de Janeiro continua na liderança, com
32,54%. São Paulo tem 13,74% e Salvador, 12,67%.
Ainda conforme o levantamento da Embratur, os turistas estrangeiros
gastam, em média, US$ 79,08 por dia, numa permanência
média de duas semanas. Dos turistas entrevistados, 91,88%
revelaram que pretendem voltar, 5,98% estavam indecisos e apenas
2,14% dizem que não voltarão.
Os americanos, seguidos dos franceses, são os turistas
que mais gastam por dia de permanência: US$ 115,57 e US$
101,16, respectivamente. Mas os italianos e alemães são
os que ficam mais tempo no País: uma média de 24
e 21 dias, respectivamente. A má sinalização
turística continua sendo apontada como a maior queixa
dos visitantes (19,24%), seguida da limpeza pública (14,56%),
comunicações (14,2) e informações
turísticas (12,26%).
São Paulo (28,74%), Rio de Janeiro (22,97%) e Rio Grande
do Sul (16,03%) são os três Estados de residência
permanente dos brasileiros que viajam ao exterior. Em seguida
aparecem Pernambuco (5,56%), Bahia (4,75%) Paraná (3,90%),
Ceará (2,88%), Minas Gerais (2,67%), Santa Catarina (2,56%)
e Distrito Federal (2,19%).
Desses turistas, 71,03% já haviam viajado pelo Brasil.
E iam ao exterior em 60,13% dos casos por turismo. A viagem tinha
como principal motivação o atrativo turístico,
seguido de visita a amigos e parentes. Só 35,95% dos brasileiros
recorreram a agências para organizar a viagem. O principal
destino continua sendo os Estados Unidos (52,56%), seguido de
França (10,52%), Itália, Espanha, Argentina e Portugal.
A pesquisa obedece a normas técnicas: considera turista
a pessoa que viaja a um país diferente do local de residência
habitual e efetua uma permanência de pelo menos uma noite
e menos de um ano no país visitado. O motivo principal
pode ser classificado em lazer, negócios, estudos, saúde,
peregrinações. E receita turística inclui
gastos de consumo em bens e serviços no País e
exclui os gastos com transportes internacionais. As informações
fazem parte do Estudo da Demanda Turística Internacional/1999,
publicada pela Embratur.
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