|
ANotícia
E
C
O
N
O
M
I
A
|
Empresas devem
R$ 140 milhões ao FGTS
Governo reduz juros
e multa para recuperar parte do dinheiro que não foi arrecadado
As
dívidas das 4.200 empresas catarinenses devedoras para
com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) atingem
R$ 140 milhões, ou 2% dos débitos nacionais. Segundo
a Caixa Econômica Federal (CEF), no Brasil, 160 mil firmas
devem aproximadamente R$ 7 bilhões. Para recuperar parte
do dinheiro não arrecadado, o governo reeditou a medida
provisória 1.923, que reduz pela metade os encargos financeiros
multa e juros para quem optar por regularizar a situação.
A medida está beneficiando mais de 2.000 empresas no País,
possibilitando a arrecadação de R$ 360 milhões.
A regularização pode ser realizada até 30
de junho junto à Caixa. Os recursos do fundo são
utilizados na habitação, em obras de saneamento
básico e de infra-estrutura urbana.
Para o recolhimento em atraso efetuado no mês do vencimento,
a multa passou de 10% para 5% e os juros de mora de 1% para
0,5% ao mês. Quem teve recolhimento em atraso no mês
subsequente ao vencimento, a multa diminuiu de 20% para 10% e
os juros de mora caíram de 1% para 0,5% ao mês.
Para os pagamentos à vista, referentes às dívidas
até 31 de dezembro, o desconto é de 50% sobre os
encargos reduzidos. Os inscritos em dívida ativa tem um
desconto de 5%. Antes da reedição da MP era 10%.
Os formulários para quitação ou parcelamento
podem ser obtidos nas agências da Caixa ou por meio do
site: www.caixa.gov.br.
Débitos
federais
A regularidade com o FGTS é um pré-requisito
para a empresa ser no Programa de Recuperação Fiscal
(Refis), que prevê condições facilitadas
para a empresa refinanciar outros débitos federais. "Sem
estar no Cadastro Informativo dos Créditos não
Quitados de Órgãos e Entidades Federais (Cadin)",
a empresa pode ter acesso a qualquer outro tipo de linhas de
crédito, afirmou o superintendente em exercício
da Caixa no Estado, Isair Dallazen.
Refis vai ter
versão local
Santa Catarina deve ter uma versão estadual do Programa
de Recuperação Fiscal (Refis). A Federação
das Associações das Micro e Pequenas Empresas de
Santa Catarina (Fampesc) deve entregar ainda este mês a
versão estadual. O documento está sendo analisado
preparado pela mesma equipe que elaborou o Simples/SC, integrada
por representantes da federação, Serviço
de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), Agência
de Fomento de Santa Catarina (Badesc), Caixa Econômica
Federal (CEF), secretaria da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico
e Integração ao Mercosul.
O programa cria um fundo de aval que será gerenciado pelo
Badesc e garantirá 30% das operações de
crédito, afirmou o presidente da Fampesc, Luiz Carlos
Floriani. O Refis criado pelo governo federal possibilita mais
50% dos empréstimos.
A medida viabilizará que 70% das aproximadamente 60 mil
micro e pequenas empresas catarinenses com dívidas possam
ter acesso a créditos bancários para ter capital
de giro. "É um meio para que esses empresários
que sempre tiveram impedimentos cadastrais possam buscar recursos
para reaquecer a produtividade de suas empresas e, consequentemente,
do setor", disse Floriani.
O projeto do Simples Estadual também será reencaminhado
à Assembléia Legislativa, assim que esta retomar
seus trabalhos, na quarta-feira. A proposta anterior foi vetada
em 18 de janeiro.
Oeste critica
distribuição do Prodetur
Chapecó - A distribuição dos recursos
do Programa de Desenvolvimento da Infra-estrutura de Turismo
na Região Sul (Prodetur-Sul) não agradou ao Oeste
catarinense. Os prefeitos da região não aceitam
ficar com apenas 3% dos US$ 140 milhões destinados ao
Estado e acusam o governo de estar discriminando a região.
"Trata-se de uma tremenda discriminação que
só aumenta a insatisfação do Oeste contra
a habitual preterição em favor de outras regiões",
atacou o prefeito de Quilombo, Julsemar Toazza (PPB).
"Os prefeitos de toda a região estão frustrados,
revoltados e indignados com a forma injusta e com o desprezo
com que foi tratada a região na partilha dos recursos
do Prodetur", resumiu o presidente da Associação
dos Municípios do Oeste (Amosc) e prefeito de Jardinópolis,
Lênio Foresti (PFL).
Segundo os prefeitos, no ano passado a Secretaria de Desenvolvimento
divulgou que o Oeste receberia 1,1% dos recursos. Naquela ocasião
já estava definido que ao litoral e o Vale do Itajaí
receberiam 75,85% das verbas. Depois de protestos e de encontros
de prefeitos, intermediados pelos deputados Hugo Biehl (PPB)
e Milton Sander (PPB) com o governador Esperidião Amin
e o secretário Paulo Gouvêa, estabeleceu-se que
o Oeste receberia 12% dos recursos, podendo cair para um patamar
mínimo de 8,9%. Com a posição definitiva
do Prodetur-Sul, as lideranças do Oeste perceberam que
aumentou para 80,27% as verbas para o litoral, enquanto que as
da região Serrana caíram para 16,73%.
TIM adota medidas
para reduzir problemas
Florianópolis - A TIM Telesc Celular implantou um sistema
de triagem nas cinco lojas em Santa Catarina desde segunda-feira
e, em uma semana, aprimorará seu serviço de informações
aos clientes (call center) pelo telefone 1404. Com essas medidas,
a empresa espera minimizar o tempo de espera para atendimento
tanto nas lojas como no call center, que recebeu 20 mil chamadas
em janeiro.
A origem do refaturamento de contas já quitadas, maior
queixa dos clientes, já foi identificado e corrigido.
O saldo da fatura anterior surgiu por falta de tempo suficiente
para os bancos processarem os pagamentos das contas e transferirem
as informações à telefônica, informou
a operadora. Ou seja, a empresa recebia os comprovantes de pagamento
das contas do mês anterior após a emissão
das faturas do mês em curso. A situação
foi superada com o ajustamento do tempo de transferência
dos dados.
No 1404 estarão sendo colocadas pessoas com treinamento
específico. As duas lojas de Florianópolis e as
de Joinville, Blumenau e São José receberam reforço
de funcionários mais experientes efoi criado um sistema
de triagem das reclamações para dar mais rapidez
aos trabalhos.
Segunda-feira, em Florianópolis, cerca de 600 pessoas
foram à loja na sede da empresa e, ontem, uma grande fila
se formou na frente do estabelecimento. A principal reclamação
era o refaturamento da conta anterior. Esse problema apareceu
na fatura recebida pelo microempresário Flávio
Luciano, 42 anos. Na loja, foi orientado a registrar manualmente
o desconto do mês anterior e se dirigir ao banco. O mesmo
aconteceu com o representante comercial Guaraci Severo, 43 anos,
que se irritou com a operadora. "O serviço está
péssimo", desabafou.
Gilberto Soares, 45 anos, corretor de imóveis, também
foi à loja central na tarde de ontem. O motivo, porém,
era outro. Na sua fatura apareceram ligações feitas
de Novo Hamburgo (RS) para Porto Alegre, por números desconhecidos
por ele. A Tim se comprometeu a investigar o ocorrido e dar uma
resposta hoje.
Preço baixo do feijão
preocupa produtor
Florianópolis - A Federação dos Trabalhadores
na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc) afirma que os plantadores
de feijão correm o risco de falir caso o preço
mínimo da saca, R$ 28,00, não seja respeitado.
"Apesar do governo ter fixado o preço mínimo
do produto, o praticado nas regiões produtores é
de R$ 21,00."
Na tentativa de solucionar o problema, a Fetaesc está
solicitando a liberação imediata da Aquisição
do Governo Federal (AGF) para compra pelo preço mínimo.
Ao secretário estadual da Agricultura, Odacir Zonta, pediu
que negocie com a Conab a compra do produto catarinense em maior
volume e que ela também aceite a estocagem nos armazéns
da Coopernorte e Coopercanoinhas.
As cooperativas, de acordo com a Fetaesc, têm capacidade
para estocar 300 mil sacas e, dessa forma, seriam evitados os
atravessadores que se aproveitam da falta de recursos e infra-estrutura
de armazenagem dos agricultores. Como as duas entidades estão
sem credenciamento para estocagem na Conab por inadimplência,
a federação sugere que sejam feitos contratos específicos
para contornar a situação.
TR continua indexador da
casa própria, afirma BC
Substituição
do índice é uma das propostas para solucionar os
problemas do sistema de habitação
Brasília - O Banco Central descartou ontem a troca
da Taxa Referencial de Juros (TR) pelo Índice Geral de
Preços do Mercado (IGPM) como indexador das cadernetas
de poupança e dos financiamentos habitacionais. A substituição
do indexador chegou a ser apontada, na segunda-feira no Rio de
Janeiro, pelo diretor de normas da instituição,
Sérgio Darcy, como uma das propostas em análise
pelo governo para resolver o problema estrutural do Sistema Financeiro
da Habitação.
Segundo o Banco Central, a troca do indexador tem um inconveniente:
pode ser uma boa idéia para os novos contratos, já
que a previsão é de queda, mas pode contribuir
para a redução das aplicações em
caderneta de poupança. Além disso, ao voltar a
corrigir a poupança, que é uma aplicação
mensal, por um índice de preço, o governo poderia
estar dando um sinal claro de reindexação para
o mercado e isso é tudo o que o BC quer evitar.
O grupo de trabalho encarregado pelo presidente Fernando Henrique
Cardoso de propor alternativas sustentáveis para o financiamento
habitacional a longo prazo ainda não chegou a uma conclusão
sobre a melhor forma de "casar" uma aplicação
de curto prazo com um financiamento de longo prazo.
Antes da Lei 8.177, de 1991, a poupança sempre esteve
atrelada a um índice de preço ou a um título
do Tesouro Nacional. Ela variou conforme o Bônus do Tesouro
Nacional (BTN), Índice de Preços ao Consumidor
(IPC), Letras Financeiras do Tesouro (LFT), Obrigações
do Tesouro Nacional (OTN) e Unidade Padrão de Capital
(UPC). A substituição pela TR, que é uma
taxa de juros, inicialmente agradou os poupadores que chegaram
a ganhar correção elevada. Por outro lado a TR
foi constantemente questionada na Justiça pelos mutuários,
que tiveram que arcar com o crescimento da dívida.
Governo altera
IPI de veículos
Brasília - Um decreto do presidente Fernando Henrique
Cardoso alterará, a partir do dia 1º de março,
a forma de cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) sobre veículos de transporte de passageiros. Em
vez de classificá-los conforme o número de passageiros,
eles passarão a ser tributados de acordo com o volume
da cabine. A antiga tabela de cobrança do IPI tributava
em 12% os automóveis de até 20 passageiros e em
zero aqueles que comportavam mais de 20 pessoas. Agora, as alíquotas
serão de zero, 10% e 25%, conforme o volume. Aqueles com
até seis metros cúbicos recolherão 25%,
os médios, com volume entre 6 metros cúbicos e
9 metros cúbicos pagam 10% e aqueles maiores do que 9
metros cúbicos recolherão zero.
AmBev faz propaganda
na TV contra a Coca-Cola
Brasília - A AmBev, empresa que será constituída
através da fusão entre a Brahma e a Antarctica,
partiu para o ataque contra a Coca-Cola, controladora da Kaiser,
ontem à noite. Em horário nobre na televisão,
uma propaganda da empresa afirmava que a Coca estaria interessada
em boicotar a fusão entre as cervejarias, que ainda deverá
ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
O objetivo da Coca-Cola, segundo o comercial da AmBev, era evitar
a venda no mercado mundial do guaraná Antarctica, que
é um dos objetivos da AmBev.
O presidente da Brahma, Marcel Telles, disse ontem, durante debate
com os deputados da comissão de economia, indústria
e comércio da Câmara, que a AmBev deve fechar cinco
pequenas fábricas instaladas no País. "Isso
é um processo inexorável. Todos nós, Brahma,
Antarctica, Skol e Coca-Cola vamos fechar unidades", afirmou.
Ele classificou de "burro" e "covarde" o
parecer da Secretarias de Direito Econômico, do Ministério
da Justiça, que recomenda a venda de uma das cervejarias
que comporão a Ambev.
Ele negou que as empresas da AmBev devam fechar 8 mil postos
de trabalho. Disse que acertou com sindicalistas e o Ministério
do Trabalho que qualquer demissão será precedida
de discussão com os sindicatos. Segundo Telles, o processo
de fechamento de fábricas deverá ocorrer pela necessidade
de modernização.
O presidente da Brahma classificou de "covarde" a atitude
da Secretaria de Direito Econômico do Ministério
da Justiça (SDE), que na semana passada divulgou parecer
determinando que a AmBev vendesse uma de suas marcas de cerveja
(Brahma, Antarctica ou Skol) para que a fusão fosse aprovada.
"O parecer da SDE é uma desaprovação
medrosa", afirmou Telles.
Ele voltou a insistir que a criação da AmBev fará
com que o País tenha a terceira maior cervejaria do mundo
e a quinta maior empresa de bebidas do planeta. Ele também
afirmou que essa sinergia viabilizará aquisições
no exterior e queda de preço no Brasil. Além disso,
argumentou, no mercado de refrigerantes a criação
da AmBev vai permitir que o guaraná Antarctica possa competir
com a Coca-Cola em 175 países.
Presidente da Vasp vai
responder a inquérito
Brasília - O procurador geral da república,
Geraldo Brindeiro, acatou ontem o pedido de abertura de inquérito
contra o presidente da Vasp, César Antônio Canhedo
Azevedo, e o gerente financeiro da empresa, Hamilton do Carmo
Pereira, pela emissão de cheques sem fundo em favor da
Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero).
Brindeiro também determinou a abertura de inquérito
para investigar a fraude nas Certidões Negativas de Débitos
(CNDs), apresentadas pela Vasp à Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (ECT) e ao comando da 2ª região
militar do Exército, em São Paulo.
Em ofício encaminhado ao presidente da Infraero e ao presidente
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Brindeiro informa
que, tendo em vista a gravidade dos fatos, determinou o encaminhamento
do processo à procuradora-chefe da Procuradoria da República
no Estado de São Paulo.
Os dois órgãos do governo tinham entrado com pedido
de abertura de inquérito contra a Vasp no Ministério
Público Federal. A solicitação da Infraero
foi feita no dia 4 de fevereiro e a do INSS no último
dia 8. Os cheques sem fundo foram emitidos pela Vasp depois da
uma renegociação para pagamento das taxas aeroportuárias
em atraso. Com relação ao INSS a fraude detectada
diz respeito à apresentação de CNDs falsas,
que teriam sido emitidas pelo Instituto, para comprovar a regularidade
da situação fiscal da empresa. Por causa das CNDs
falsas a Vasp já teve cancelada a prestação
de serviços aos Correios.
O Exército também considerou nula a renovação
do cadastro da empresa para efeito de futura contratação.
Depois que a Infraero conseguiu derrubar na Justiça a
liminar que permitia a Vasp voar sem pagar as taxas exigidas
nos aeroportos controlados pela empresa, a grande dúvida
agora é se a empresa de aviação vai cumprir
o acerto feito por Canhedo com o Alto Comando da Aeronáutica.
Canhedo se comprometeu a pagar hoje as taxas relativas à
ultima semana e, a partir daí, acertar a conta toda sexta-feira.
Reuniões foram marcadas entre a Infraero e a Vasp para
tentar chegar a um acordo sobre os débitos em atraso.
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
|
Consumo menor prejudica indústria
Perdas foram maiores
nos setores metalúrgico, mecânico, material elétrico
e comunicação, e alimentícia
Florianópolis - Os setores dependentes da demanda interna,
observaram desaquecimento em função do consumo
estar retraído. Os maiores prejudicados em Santa Catarina
foram as indústrias metalúrgicas, mecânicas,
de material elétrico e de comunicação e
alimentares. A indústria voltada para a exportação
foi beneficiada pela desvalorização do real, que
superou os 50%. Os principais destaques foram as indústrias
madereira e moveleira.
Em dezembro o parque fabril catarinense operou em ritmo mais
lento devido ao período de férias iniciado em grande
parte das indústrias. Houve menos dias de produção
e conseqüentemente diminuição de vendas, horas
trabalhadas, folha salarial e utilização da capacidade
instalada, em relação ao mês anterior.
Na comparação com 1998 as atividades industriais
também registraram declínio, conforme os dados
levantados pela Unidade de Política Econômica e
Industrial da Fiesc. Apesar do desaquecimento em relação
ao ano passado, as condições gerais das empresas
catarinenses melhoraram no último semestre, fato que está
deixando os empresários confiantes para os próximos
seis meses, segundo a Sondagem Industrial realizada pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), no último trimestre
de 1999.
Em dezembro do ano passado, as vendas industriais sofreram redução
de 14,48% em relação a novembro, tendo como principal
influência a diminuição das atividades no
setor têxtil, alimentar, metalúrgico e do vestuário
e calçados.
A massa salarial líquida diminuiu 6,88% no mês como
reflexo de menor número de dias trabalhados/pagos devido
às férias coletivas. As maiores reduções
ocorreram na indústria têxtil (-16,33%). Aumentos
foram verificados em cristais (4,26%), devido à contratação
de pessoal; bebidas (6,58%), uma vez que no mês anterior
incidiram mais descontos sobre a folha do que em dezembro; e
em editorial e gráfica (6,26%), pois houve fechamento
do banco de horas.
Buddemeyer investe US$ 1,6 mi em
tecnologia
São Bento do Sul - A Buddemeyer, fabricante de toalhas,
roupões e roupas de cama, inaugura no próximo dia
26 uma nova unidade industrial. A empresa investiu US$ 1,6 milhão
na ampliação e modernização das áreas
de tecelagem, costura e tinturaria. Equipamentos foram importados
da Alemanha e Suíça.
Os recursos fazem parte de um programa de investimentos que iniciou
em 1997. Desde então foram utilizados US$ 3,4 milhões
na aquisição de tecnologia e na estrutura de produção
das duas unidades fabris da empresa.
O objetivo é tornar a Buddemeyer mais competitiva. Os
recursos utilizados vêm do Badesc/BNDES e Prodec. A meta
para este ano é faturar R$ 45 milhões, o que representa
um crescimento de 18,5%. A previsão é que as exportações
cresçam para US$ 11 milhões, contra US$ 9,5 milhões
em 1999. Os maiores compradores são os países do
Mercosul, da América do Norte e da União Européia.
Besc passa por reestruturação
interna
Vitor Hugo Louzado
Florianópolis - O Banco do Estado de Santa Catarina
(Besc) começou a redefinir sua estrutura interna, deixando-a
mais voltada para negócios e clientes. Segundo o diretor
financeiro, Marco Antônio Mozer, o objetivo é dar
ao banco um estilo mais moderno e próximo do adotado pelos
estabelecimentos privados. De acordo com Mozer, os cerca de 50
departamentos do Besc foram resumidos a 16 superintendências
a partir de ontem. "A mudança está sendo feita
sem que haja redução do quadro de pessoal ou aumento
de despesa", afirmou.
Nos próximos 60 dias, conforme Mozer, o Besc passará
por uma revisão nos processos administrativos. Para a
direção, a medida deverá reduzir os procedimentos
internos, aprimorar o nível de controle e acelerar as
ações.
Mozer disse que nenhuma grande mudança na estrutura interna
da instituição financeira deverá ser feita
antes do início do Plano de Demissões Incentivadas
(PDI), que deverá ser posto em prática a partir
de junho desse ano. Com o PDI, o Besc calcula reduzir de 5 mil
para 4 mil o número de funcionários.
Na prática, acrescentou Mozer, o plano só será
movimentando quando for liberado o dinheiro da federalização,
cerca de R$ 2 bilhões. Para isso, o banco ainda deverá
publicar os balanços de 1998 e de 1999 e dar posse à
nova diretoria.
O governador Esperidião Amin previu a publicação
destes balanços até meados de junho. Segundo ele,
ainda não estão definidos os nomes dos novos diretores
do Besc e tampouco a data da posse e realização
das assembléias de acionistas.
Comércio 1 - O comércio
de Balneário Camboriú registrou aumento nas vendas
em janeiro, conforme estatísticas do SP). O volume de
consultas teve um acréscimo de 6,4% em relação
ao mesmo período do ano passado. As vendas à vista
feitas com cheques ou com dinheiro, em janeiro, tiveram um aumento
de 15% se comparadas à 1999. Para o presidente da CDL,
Silvano Silva estes números refletem, o grande número
de turistas estrangeiros.
Comércio 2 - Os proprietários
de estabelecimentos comerciais que aderiram à campanha
"Lages Liquidando", que encerra no próximo sábado
fazem um balanço positivo dos primeiros quatro dias da
promoção. "No sábado, início
da campanha, tivemos um acréscimo de 31,62% nas consultas
de crédito com relação ao primeiro sábado
de fevereiro do ano passado", explicou Valdir Della Giustina,
diretor da CDL.
|
|
|