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ANotícia
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Autonomia
Com novo motor 1.6 16 V a Scénic alcançou
a média de consumo de 8,5 km/l, contra 7,9 km/l da versão
com propulsor 2.0
Foto: Divulgação |
Preço mais baixo puxa
as vendas da Scénic RT 1.6
Tecnologia do motor
16 V é destaque do monovolume
A
monovolume Scénic começou a ser vendida nas versões
RXE e RT com motor 2.0 em março de 1999, mas ganhou uma
versão 1.6 16 válvulas em julho último.
Esta versão, denominada RT 1.6, mexeu com as vendas da
linha Scénic. Com preço de R$ 29,4 mil - a RT 2.0
sai por R$ 30,5 mil e a top de linha RXE 2.0, por R$ 35,6 mil
- a RT 1.6 vem registrando vendas crescentes desde seu lançamento:
vendeu 363 unidades em julho, 440 em agosto, 458 em setembro,
459 em outubro e 572 em novembro.
Já a RT 2.0 caiu de 384 em julho para 117 em novembro,
enquanto a RXE oscilou entre 334 em julho, 1.792 em agosto e
607 em novembro. No total, a linha Scénic somou 13,9 mil
unidades vendidas este ano, sendo 7.772 da RXE, 3.837 da RT 2.0
e 2.292 da RT 1.6 - que está há menos tempo no
mercado.
Na prática, a RT 1.6 está roubando mercado mesmo
da RT 2.0. Além do preço, a principal razão
para isso é a eficiência do motor 1.6 16 válvulas.
Mais moderno que o 2.0, inclui tecnologias como, por exemplo,
balancins roletados, eixo de comando de válvulas tubular,
válvulas acionadas por tuchos hidráulicos e coletor
de admissão de plástico. Com essas tecnologias,
o motor 1.6 é 17 kg mais leve que o 2.0 e tem 50% menos
atrito entre as partes móveis. Resultado: rende 110 cv
de potência a 5.750 giros e torque de 15,1 kgfm a 3.750
giros - apenas 5 cv e 2,4 kgfm menos que os gerados pelo 2.0.
Além do motor e da interessante relação
custo/benefício por ele proporcionada, a Scénic
ainda tem outros aspectos atraentes. Um deles é a própria
configuração monovolume da carroceria. Mas, ao
contrário, por exemplo, do Mercedes-Benz Classe A, que
causou estranheza ao consumidor brasileiro pelo visual e preço,
a Scénic ganhou a simpatia popular com sua cara de carro
familiar.
Isso não aconteceu de graça. A Scénic transporta
com bastante conforto cinco passageiros e mais 410 litros de
bagagens, oferece amplo espaço interno e dá a impressão
de ser maior do que é na verdade - mede apenas 4,13 m,
o mesmo comprimento de um Chevrolet Astra hatch - , em função
do teto alto.
Itens de série
O conforto é reforçado por um número
razoável de itens de série: desembaçador
traseiro, cinco encostos de cabeça, limpador/lavador traseiro,
brake light, cinco cintos de três pontos, direção
hidráulica, lanterna retro-neblina, trava central elétrica,
vidros dianteiros elétricos e luzes de leitura individuais.
A Renault, porém, fez a lição de casa e,
bem de acordo com o perfil do mercado brasileiro, oferece ar-condicionado,
duplo airbag e rádio/toca-fitas com comando satélite
atrás do volante como opcionais.
Os bancos da monovolume brasileira são um capítulo
à parte. Com grande distância entre o assento e
o assoalho, resultam em confortável posição
de dirigir e boa visibilidade dos instrumentos. Por outro lado,
dificultam o acesso a alguns comandos, especialmente o freio
de mão e os botões do painel.
Agricultura
Aumento nos preços e a renegociação das dívidas não garantiram melhoria da situação no campo.
AN_Economia |
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Os bancos traseiros são removíveis,
reclináveis, rebatíveis e reposicionáveis.
Ou seja, é possível até retirar um ou mais
deles, modulando o interior e aumentando a capacidade de carga
de acordo com as necessidades.
O banco central traseiro ainda se transforma em uma mesinha com
porta-copos. Com isso, o porta-malas da Scénic pode ter
de 218 a 1.800 litros de capacidade.
Disposição para enfrentar
o pesado trânsito urbano
Desempenho - A eficiência do motor 1.6 16 válvulas
com 110 cv de potência confere à Scénic uma
versatilidade rara em modelos semelhantes. O carro apresenta
uma performance adequada no trânsito urbano, quase sem
registrar "buracos" na aceleração, como
é comum nos multiválvulas. Ao mesmo tempo, permite
manter velocidade de cruzeiro de 120 km/h e ultrapassagens seguras
em estradas, sem perder força nas subidas de serra. O
carro atinge a velocidade máxima de 175 km/h - apenas
10 km/h menos que a Scénic 2.0 - e acelera de zero a 100
km/h em razoáveis 12,5 segundos - é 0,7 s mais
lenta que a versão top.
Dirigibilidade - Uma das grandes vantagens da Scénic
é sua altura de 1,61 m, que dá ao motorista visão
mais elevada que a fornecida, por exemplo, por um sedã.
o que melhora a visibilidade periférica. A grande distância
entre o assento e o assoalho não deixa o motorista de
pernas esticadas, evita o cansaço em percursos mais longos.
A direção é leve e facilita as manobras.
Estacionar o carro, porém, não é tão
fácil, já que a frente curta e a limitada visibilidade
traseira atrapalham as manobras.
Nível de conforto - A agradável posição
elevada do banco não traz só benefícios
- o motorista tem de se curvar na hora de acionar os comandos
do painel e, principalmente, o freio de mão, que fica
muito baixo. Atrás, pelo mesmo motivo, passageiros com
1,80 m ou mais raspam a cabeça no teto, mas isso não
apaga o brilho do habitáculo confortável, espaçoso
e sobretudo funcional da Scénic.
Preço - Custando R$ 29,4 mil, a Scénic
RT 1.6 tem relação custo/benefício melhor
que da RT 2.0 e mesmo da top RXE 2.0. Com todos os opcionais,
porém, o preço pula para R$ 33,9 mil, o que reduz
um pouco a atratividade.
Consumo - A Scénic não é exatamente
um exemplo de carro econômico. Fez a média de 8,5
km/l, gastando pouco menos que a RXE 2.0, que fez 7,9 km/l.
Segurança - Na versão RT 1.6, a van de
médio-porte fica devendo neste item. Vem equipada com
cinco cintos de três pontos e cinco apoios de cabeça,
mas o duplo airbag é opcional - no "popular"
Clio, por exemplo, é de série - e os freios ABS
não existem nem como opcionais, embora constem como tal
para a top RXE.
Estilo - Embora compartilhe a área frontal com
toda a linha Mégane, a Scénic mostra personalidade
pelo desenho ovalado, incomum, principalmente, em paragens tupiniquins,
e pela altura. Consegue ser simpática e divertida ao mesmo
tempo, sem causar estranheza como outro monovolume brasileiro,
o Mercedes-Benz Classe A.
Destaque - O grande atrativo da Scénic é
o moderno motor 1.6, mas vale ressaltar, também, a funcionalidade
do interior modular.
Dupla personalidade
Linhas contidas escondem a vocação esportiva
do Evoluzione. Motor biturbo tem potência de 335 cv
Foto: Divulgação |
Maserati alia
sobriedade e desempenho
Com motor biturbinado,
o Quattroporte Evoluzione chega aos 270 km/h e faz de zero a
100 km/h em 5,8 s
Cada uma das grandes marcas italianas explora um nicho específico.
A Fiat fica com os modelos mais populares e a Lancia explora
o segmento de pequenos carros requintados. A Alfa Romeo produz
máquinas de luxo com sangue quente, enquanto as supermáquinas
dos sonhos são obras primas da Ferrari. Já a Maserati,
inaugurada em 1914, também tem sua missão: produzir
carros que combinem todo o requinte de um sedã luxuoso
com o fôlego de um superesportivo. Tudo isso sem chamar
muita atenção. Nenhum modelo representa melhor
que o já lendário Quattroporte, na sua versão
atual, o Evoluzione, a proposta da marca do tridente, que pertence
ao grupo Fiat desde 93 e atualmente é administrada pela
Ferrari.
O Quattroporte Evoluzione está disponível no Brasil
somente na versão V8 por US$ 150 mil, cerca de R$ 276
mil - com o dólar a R$ 1,84 -, a versão mecânica,
e US$ 160 mil, ou R$ 294 mil, a automática. A carroceria
de linhas quadradonas e sóbrias deixa clara a preocupação
da marca em manter o carro discreto. Pelo menos quando está
parado. Já que sob o grande capô vincado repousa
o poderoso motor V8 de 3.2 litros com 32 válvulas e biturbinado.
Este é o mesmo propulsor que impulsiona o novo Maserati
3200 GT e, quando exigido, gera estrondosos 335 cv e o abastado
torque de 45,8 kgfm. São números suficientes para
levar o modelo a violentos 270 km/h e acelerar de zero a 100
km/h em apenas 5,8 s.
Apesar da performance estrondosa, do lado de dentro o que se
encontra é um interior onde a prioridade é o requinte
e a comodidade. Nada que possa sequer lembrar todo o desempenho
que aguarda os ocupantes na ponta do acelerador. O couro na cor
bege dá o tom do revestimento nos bancos, laterais, console
central e painel. A madeira também está presente
por todos os lados, inclusive no volante e na manopla de câmbio.
Nas portas e no teto o refinamento ainda ganha o reforço
dos apliques de camurça.
Além do acabamento de primeira classe, o Quattroporte
vem recheado de equipamentos. Começa pelo trivial "feijão-com-arroz"
de equipamentos como ar, direção, trio-elétrico
e toca-fitas com CD player de mala, passa pelos retrovisores
que rebatem eletricamente e chega, por exemplo, aos bancos elétricos
e suspensão com quatro níveis de ajustes também
elétricos.
Apesar de não ser muito
famosa, marca do tridente é sinônimo de velocidade
Assumir os comandos do Maserati Quattroporte é como
conduzir um pouco da história da indústria automobilística
italiana. Apesar de pouco conhecida, é inegável
a importância da marca do tridente. Em 1927, por exemplo,
um Maserati bateu o recorde mundial de velocidade, com a marca
de 246 km/h.
O Quattroporte teve a quem puxar. Afinal o modelo chega aos 270
km/h. Os dois turbos mostram ao que vieram a partir dos 3.500
rpm, quando fazem o carro jogar os ocupantes contra os encostos
dos bancos. Apesar de tanta disposição, o modelo
é silencioso, o que juntamente com a boa ergonomia interna,
garante o conforto do motorista. Já quem vai atrás,
onde é melhor só irem duas pessoas, sente com o
caimento acentuado do teto, que provoca raspões com a
cabeça.
Praia Grande
Cidade encravada entre os parques de Aparados e da Serra Geral
carrega no nome a história de uma visão deslumbrante.
AN_Turismo |
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Os quatro ajustes da suspensão também
colaboram com a comodidade - calibragem macia - ou permitem uma
condução mais arrojada - calibragem dura. Este
recurso, porém, não elimina a necessidade de um
controle de tração, ausência paradoxal em
um carro de luxo com violentos 45,8 kgfm. Mas alguns dos maiores
destaques do Quattroporte não estão ligados apenas
ao desempenho e ao requinte, que, no final das contas, é
o mínimo que se espera de um modelo de US$ 150 mil. O
Maserati mostra que tem refinamento singular em detalhes, como
os botões da trava central e a moldura dos comandos dos
vidros elétricos em madeira e a costura aparente na forração
de couro dos bancos e no apoio de braço. Pequenos requintes
só encontrados em um sedã superluxo feito para
poucos.
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