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ANotícia
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Atentados
Rebeldes catarinenses provocam incêndio em
1914, iniciando a revolta contra o governo do País
Fotos: Reproduções AN
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O messianismo que
ensangüentou o Contestado
Mesmo massacrados,
os guerrilheiros de João Maria honraram o século
catarinense com apelo místico, radicalismo e ousadia revolucionária
Paulo Ramos Derengoski
Especial para o Anexo
A
duplicidade entre o fato e o argumento, entre o sono e o sonho,
entre o real e o imaginário, entre o consciente e o inconsciente
sempre foi uma característica dos apocalípticos,
dos catastróficos, dos profetas do caos, dos adventistas
do "Millenium". É só isso que os mantém
suspensos entre o céu e a terra - entre o inferno e o
paraíso.
Em todo o mundo, das várzeas lamacentas do Tibete aos
abismos do delírio místico de Machu Pichu, atravessando
os desertos ressequidos da Palestina ou as montanhas escarpadas
do Tibete, as promessas messiânicas - seus paraísos
e seus infernos - nunca se destinaram a indivíduos isolados,
mas, sim, às grandes coletividades. Os messias são
pretensiosos, abrangentes e totalizantes (e totalitários).
O reino milenarista sempre foi - sempre será - um reino
futuro: pelo qual se espera, em expectativa mística, em
respeito, em genuflexão, em sofrimento, em dor e em purgação.
Mas o messianismo dos carrascais de Santa Catarina, que explodiu
em revolta no início do século na região
contestada ao Paraná, também olhava para o passado.
Tinha saudades doentias dos tempos de ouro da monarquia, das
barbas de dom Pedro 2º e tentava inutilmente reproduzir
uma ilusória Idade Média, com suas legiões
de molambentos a se arrastar nos pátios que rodeavam os
burgos e os artesanatos.
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Repressores
Tropas governamentais posam para foto: militares
rechaçaram com vigor a revolta no Contestado; batalha
fez mais de dez mil vítimas
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Ao contrário de quase todos os movimentos messiânicos
do mundo - e neste sentido se identifica com a poderosa saga
de Antonio Conselheiro lá nos sertões do Cocorobó,
nas margens esturricadas do Vaza Barris, no grande sertão
de Canudos - a insurreição catarinense afirmou-se
também como uma força prática, imediata,
objetiva, radical, transformadora. E não apenas uma força
passiva, de inércia, conformismo ou resignação.
Essa a sua grande característica inovadora -e eu ousaria
dizer: revolucionária. Daí também seu apelo
místico tremendo e seu caráter extremamente violento
para um povo bom e cordial como o nosso: mais de dez mil mortos,
feridos ou estropiados.
Para os jagunços fanatizados do Contestado Paraná-Santa
Catarina, a vinda próxima do reino milenarista não
apenas coincidiria com o fim dos tempos, mas também significaria
o restabelecimento do paraíso perdido sobre a face cruel
de uma terra sempre varrida pelo inverno eterno da pobreza, do
atraso, da ignorância e do desprezo. A insurreição
religiosa do Contestado parecia-lhes a chuva da primavera depois
das queimadas de agosto, fazendo rebrotar os campos limpos.
No entanto, quer queiram ou não, todo reino messiânico
acaba por aspirar à eternidade. E mais: busca a forma
absoluta, a salvação total, a pureza. E acabam
por adquirir todos o mesmo aspecto totalitário. Primeiro
surgem os profetas, depois vem a reencarnação do
Verbo e, finalmente, os discípulos se agrupam em seita
para o assalto aos céus trilhando os caminhos luminosos.
E tem início a tragédia.
Por isso, todos aqueles que acreditam que o paraíso um
dia possa ser estabelecido na face cruel da terra devastada,
acabam por se ajuntar para atingir - por meio da ação
- os benefícios que almejam. E como não conseguem
transformar a realidade, enlouquecem à beira dos precipícios
e das grotas do delírio místico. Ouvindo o vento
que vem do passado...
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Em guerra
Os jagunços avançam pelos campos
do Contestado: insurreição religiosa contra a pobreza,
o atraso, a ignorância e o desprezo do governo brasileiro
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Flagelo de Deus
Os jagunços do Contestado, místicos e delirantes,
nada mais fizeram do que dormir e sonhar sob a noite pesada do
tempo. Sonharam e dormiram um viscoso sono de morte, durante
o qual transformaram um caboclo andrajoso como eles mesmos num
deus: "São" João Maria, o profeta dos
carrascais. Seus pesadelos, dos quais nunca acordaram, estavam
repletos de imagens fantasmagóricas, ao mesmo tempo ingênuas
e cruéis, obsessivas e difusas, a voar sob uma atmosfera
quase irrespirável. E quando acordaram - se é que
acordaram - confundiram a realidade do mundo com suas horrorosas
fantasias psíquicas.
Assim, durante a saga do Contestado, depois da irresistível
ascensão de Adeodato, o surto messiânico descambou
para o banditismo. Em delírios de grandezas, o rei dos
carrascais, o imperador sertanejo das trovas, emboladas e entreveros,
na verdade apressou o desmoronamento do universo milenarista
e apocalíptico: ele próprio (paranóico total)
chegou a se auto-intitular "o flagelo de Deus".
E concluo sobre o Contestado: em torno dos profetas sertanejos
(João Maria e José Maria) constitui-se a congregação
religiosa. Em torno dos organizadores (Elias de Moraes, Aleixo
Gonçalves e Castelhano) constituíram-se os redutos
da resistência. Mas ao redor do déspota (Adeodato)
surgiu a desagregação.
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Contra-ataque
Oligarquias do Estado da época recorreram
a matadores para dar cabo dos rebeldes
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O desmoronamento do mundo milenarista dos jagunços do
planalto catarinense diante das bem armadas tropas de Setembrino
de Carvalho e Estillac Leal arrastou na derrota os sonhos dos
primeiros visionários (os "santos"), a esperança
dos ingênuos (o "populacho") e a frustração
dos desesperados (os "chefetes").
Os cablocos do Contestado catarinense viveram e morreram com
ilusões. Esperando o dia do juízo final - do "Millenium"
- da hora da morte. Daquele momento em que tudo é nada.
Transcorridos setenta anos de sua revolta, eles continuam a empreitar
a única terra que é dada aos errantes: o roçado
da morte - o único que a eles compensou cultivar.
Pois ali eles próprios são adubo, semente e colheita.
Começa a primeira
edição do Artes da Catarina
Projeto vai levar
atrações culturais aos balneários
Itapema - Começa esta noite, com a apresentação
do grupo Engenho na Meia Praia, a primeira edição
do projeto itinerante Artes da Catarina, parceria da Fundação
Catarinense de Cultura (FCC) e do Serviço Social da Indústria
(Sesi) que se propõe a levar atrações artísticas
para espetáculos ao ar livre em balneários catarinenses
durante o verão.
Cada uma das sete cidades incluídas no projeto terá
apresentações às sextas, sábados
e domingos, sempre às 20 horas. A atração
de amanhã em Itapema será a peça teatral
"A Farsa do Advogado Pathelin", do grupo Teatro Sim,
Por Que Não?, e no domingo é a vez da banda Brasil
Papaya. No próximo final de semana, o projeto estará
em Balneário Camboriú, seguindo depois para São
Francisco do Sul, Florianópolis, Piçarras, Penha
e Navegantes, numa programação que se estende até
o final de fevereiro.
O grupo Nosso Choro também faz parte do projeto, revezando-se
com as demais atrações musicais. Cada grupo recebe
R$ 1 mil por apresentação. Não serão
cobrados ingressos e a expectativa é reunir a média
de 8 mil pessoas por espetáculo.
Beleza selvagem
A atriz Alessandra Negrini se despojou da sensualidade que a
marcou em "Engraadinha" para interpretar uma
mulher forte na macrossrie "A Muralha".
AN_Tev |
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O palco será uma carreta-baú
do Sesi, com carroceria de 13,6 metros de comprimento, 4,2 metros
de altura e 2,6 metros de largura, resultando em 30 metros quadrados
de área livre. A estrutura está equipada com cenário,
camarim e possui 10 mil watts de som e 35 mil watts de luz. Do
custo de R$ 120 mil previsto para todo o projeto, R$ 41 mil serão
desembolsados pela FCC. Ao Sesi cabe, além da cessão
da carreta e do pessoal de operação, o pagamento
dos direitos autorais e produção de parte do material
promocional. As prefeituras das cidades envolvidas no projeto
cuidam da hospedagem e alimentação dos grupos e
disponibilizam pontos de luz e água nos locais da apresentações.
O diretor-geral da Fundação, Iaponan Soares, diz
que o projeto atenderá a uma necessidade revelada por
muitos turistas que visitam o Estado e que gostariam de ter mais
opções culturais, especialmente no período
noturno. "A parceria com o Sesi é nossa primeira
experiência para preencher essa lacuna e, também,
mostrar um pouco da cultura de Santa Catarina a quem escolhe
o Estado para passar a temporada de verão", afirma
Iaponan.
Livro apresenta fatos
pitorescos de Criciúma
Criciúma - Pequenos trechos da rica história
de Criciúma, seus casos, personagens e fatos pitorescos,
fazem parte do livro "Criciúma, Orgulho de Cidade!
Fragmentos da História de seus 120 Anos", do jornalista
Archimedes Naspolini Filho. O lançamento foi ontem, no
calçadão do balneário Rincão, em
Içara. A escolha pelo município vizinho é
explicada: "O balneário foi fundado por criciumenses
e o lançamento foi uma forma de homenagem", disse
o autor.
Nas 226 páginas do livro, Naspolini relata as histórias
que vem contando no programa sobre os 120 anos de fundação
de Criciúma. O programa vem sendo apresentado na rádio
Eldorado, em dois ou três minutos diários, desde
o dia 1º de julho de 1999. A última história
foi ao ar ontem, quando foram comemorados os 120 anos de fundação
do município. "Tudo o que foi contado nos programas
consta no livro", afirma Naspolini.
Mas, nem tudo o que consta na história foi possível
publicar. "Quando estava concluindo o livro, já tinha
material para iniciar outra publicação, e é
isso que estou fazendo", informa ele. O segundo volume já
está sendo produzido e deverá ser lançado
até o dia 4 de novembro deste ano.
Para conseguir elaborar os textos, o jornalista conversou com
descendentes das etnias que ajudaram a colonizar Criciúma,
historiadores e pessoas da comunidade, e pesquisou em livros.
"As histórias não foram dispostas em uma ordem
cronológica, mas apresentam fatos interessantes",
ressalta.
Um deles, registra o primeiro acidente rodoviário da cidade,
em 1937, quando um carro-de-bois que transportava carvão
atropelou seu condutor, Gabriel Benedet. "Ele sofreu várias
fraturas e acabou morrendo. Esse pode ser considerado o primeiro
acidente rodoviário da cidade", ressalta Naspolini.
O livro R$ 15,00.
Publicação reúne
orações
de pessoas de 31 países
Cleide Cavalcante
Agência Estado
Uma coletânea de orações de pessoas das
mais diferentes crenças e culturas. Uma mensagem de esperança
às vésperas do terceiro milênio. É
a proposta de "Orações para Mil Anos - Sugeridas
por Líderes e Pessoas de Visão de Todo o Mundo"
(Ed. Cultrix), de Elizabeth Roberts e Elias Amidon.
Para eles, este novo tempo sugere algumas indagações:
"O que o próximo milênio reserva aos humanos
e a toda a vida na Terra? Será que a vida humana num dia
ignorada realizará nosso potencial espiritual e criativo,
ou será que esse mundo se tornará um lugar mecanizado
e desumano, regido pelo medo e pela opressão? O que esperamos
que seja verdadeiro? O que estamos dispostos a fazer para chegar
à verdade?."
Os autores selecionaram orações de pessoas de 31
países, de cristãos, judeus, muçulmanos,
hindus, budistas, jainistas, taoístas, confucionistas,
maias, maoris, africanos, sioux, eyaks, aborígenes australianos
e outros grupos étnicos e religiosos. Foram textos escritos
especialmente para a obra. "Evidentemente, as orações
se prestam perfeitamente para concentrar as intenções
durante os muitos períodos de comemoração
do milênio que ocorrerão durante o momento do milênio
- os anos de 1999, 2000 e 2001. Essas contudo, são orações
para mil anos, não apenas para três anos",
argumentam.
Muitas das orações são testemunhos de sofrimento
e de esperança. "Estou cheio de esperança
com relação ao futuro", revela o arcebispo
Desmond Tutu, que completa: "Apesar de haver muita coisa
contrária a isso, o mundo está se tornando um lugar
mais dócil e seguro. Trata-se do mundo de Deus - Ele está
no comando.".
"Malhação"
não convence
com tom politicamente correto
Discussão
de questões sociais viram brinquedo de adolescente na
novelinha da Globo
Fernando Miragaya
TV Press
Quando todos os recursos para aumentar a audiência de
"Malhação" pareciam esgotados, os roteiristas
da novelinha vespertina da Globo conseguiram mais um pseudo-gancho.
Agora, o remodelado folheteen assumiu um discurso politicamente
correto. Após cinco anos, os rostinhos bonitos e corpos
esculturais da antiga academia resolveram estudar e só
agora parecem ter tomado consciência dos problemas do País.
Os alienados personagens, eternamente desocupados, se espantaram
com os mendigos e, para se sentirem úteis, resolveram
ajudá-los.
"Malhação", então, incorporou
um espírito assistencialista. Tatiana e Rodrigo, papéis
de Priscila Fantin e Mário Frias, lideram a turma de jovens
na ajuda aos menos favorecidos. Tudo porque se depararam com
a figura simpática do mendigo Calota, interpretado por
Othon Bastos. Com ar ingênuo, jeito engraçado e
uma calota de Fusca na cabeça, o sujeito conquistou os
mauricinhos e patricinhas da trama. Para mostrar como são
preocupados com as vítimas sociais, deram roupas, fizeram
campanhas para arrecadar alimentos e até arranjaram um
emprego para Calota no restaurante mexicano do Mocotó,
vivido por André Marques.
O problema é que questões sociais tão sérias,
como a mendicância e as populações de rua,
são encaradas de forma displicente e sob uma visão
bizonhamente simplista. Arrecadar alimentos e dar oportunidades
de emprego são válidas como mensagens para o telespectador.
Porém, em vez de debater o problema de uma forma menos
superficial, os personagens de "Malhação"
tentam apontar a causa principal para tais mazelas sociais. Uns
acham que lhes faltam oportunidades. Outros dizem que são
vagabundos que não querem saber de trabalho. A questão
serviu de diversão e ocupação para a garotada.
Virou um brinquedinho de classe média.
No entanto, o caráter assistencialista não vai
parar por aí. "Malhação", que
voltou a adotar a fórmula de uma história a cada
semana, vai destacar outras questões sociais. A próxima
é Karen, personagem de Karine Teles, uma adolescente viciada
em drogas que chega ao colégio para provocar o assunto.
Depois do Calota, a turma do colégio vai ter mais uma
pessoa e uma preocupação para ocupar as mentes,
que não sejam as partidas de pólo aquático
ou os namoricos.
Mas tão ruim quanto assistir a problemas sociais serem
tratados de forma caricata e superficial é ver o desperdício
de alguns atores em "Malhação". É
triste ver o talento de artistas como Maria Padilha, que faz
a Alberta, Lilia Cabral, que interpreta a Cláudia, e o
próprio Othon Bastos servir a uma novela sem rumo e sem
atrativos. Até atores mais jovens como Giovanna Antonelli,
que vive a professora Isa, Licurgo Spínola, que faz o
Vitor, e Samara Felippo, como Érika, mereciam um destino
melhor.
Na verdade, "Malhação" parece ter virado
o purgatório dos atores globais. Coincidência ou
não, Maria Padilha e Nuno Leal Maia, que interpreta o
professor Pasqualete, foram parar na novela vespertina depois
de rejeitarem personagens em outras produções da
emissora. Cruel castigo. Pior ainda o que ocorreu com Samara
Felippo. A bela morena vinha num crescendo. Estreou em uma novela
das seis, "Anjo Mau", fez uma trama das sete, "Meu
Bem Querer", e emendou em "Suave Veneno", novela
das oito. Quando tudo levava a crer que a colocariam em um papel
de destaque em outra trama, foi parar em "Malhação".
Uma autêntica ducha de água fria.
Agricultura
Aumento nos preos e a renegociao das dvidas no garantiram melhoria da situao no campo.
AN_Economia |
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Na verdade, quem precisa de assistência
é "Malhação". Apesar dos esforços,
a novela mal consegue ultrapassar os 20 pontos no Ibope. Além
disso, parece tomate de feira e vive passando de mão em
mão entre os diretores da Globo. Boninho, Roberto Talma
e Ignácio Coqueiro já assinaram a direção
do moribundo folheteen. Na última transformação
de "Malhação", em outubro, assumiu Ricardo
Waddington, prometendo uma história mais dinâmica.
Nada mudou e agora o abacaxi vai parar nas mãos de Marcos
Paulo, que promete uma mudança na trama a cada dois meses.
Só para lembrar, "Suave Veneno" prometeu uma
guinada a cada 30 capítulos. E deu no que deu.
Crônica
A memória nossa de cada
um
Olsen Jr.
"Félix; Carlos Alberto, Vilson Piazza, Brito e
Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivelino; Jairzinho, Tostão
e Pelé".
Ouvi a escalação da equipe brasileira que havia
ganho o tricampeonato de futebol mundial no México em
1970. Entrei no lugar com o intuito de tomar um refrigerante.
Explico: estava com muita sede e, se a cerveja conseguisse aplacá-la,
eu não bebia tanto. Claro que a intenção
era uma e a realidade, outra. Aproximei-me do balcão e
o sujeito com a camisa do Botafogo do Rio de Janeiro pediu uma
"loira gelada" e não resisti. Manda uma pra
mim também, peço. A pessoa que nos atendeu, sorridente,
simpática, se ufanava de possuir uma excelente memória.
Segundo a mulher que trabalhava com ele, tudo não passava
de mera decoração de nomes tirados dos jornais.
"Sou Flamengo, disse, finalmente, mas aqui no bar não
posso manifestar os meus gostos porque, enfim, tenho de atender
todos igualmente". Era bom, pensei, contar com uma certa
racionalidade até naquelas pequenas "coisas",
num aprendizado que se faz aos poucos. Mas ele não se
conteve. Quer ver só: "Raul; Leandro, Marinho, Moser
e Júnior; Andrade, Zico e Adílio; Tita, Nunes e
Lico". O que é isso? brincou o botafoguense ao meu
lado. A escalação do Flamengo, campeão do
mundo em 1981. Estava pensando no esquema tático 4-3-3,
consagrado e repetido, quando o botafoguense provocou, "e
o meu time?" Pediu e levou: "Cao; Moreira, Leônidas,
Zé Carlos e Valtencir; Paulo Roberto e Gerson; Rogério,
Roberto, Paulo César Caju e Jairzinho". A formação
de 1968 foi a melhor que o Botafogo já possuiu. Teve o
tempo do Garrincha, mas esta foi a melhor. Quando se referiu
a 68, fiquei imaginando as passeatas dos estudantes e operários
em Paris, no que ficou conhecido como "as barricadas do
desejo", lideradas por um certo senhor Jean-Paul Sartre.
Que memória, hein! brinquei com o proprietário.
Memória não senhor, respondeu, só tenho
o primeiro ano do primeiro grau. É, concordou a mulher,
ele decora tudo isso e fica aí "incomodando"
os clientes. O homem se limitou a sorrir, certo de que aquela
qualidade, chamassem pelo que chamassem, era dele, e usava-a
como lhe aprouvesse. Quero saber do Bangu, sugeriu o botafoguense,
e não esperou muito: "Ubirajara; Fidélix,
Mário, Tido, Ari Clemente, Zózimo e Ocimar; Paulo
Borges, Parada, Bianquine e Aladim". E antes que alguém
perguntasse, adiantou, "foi o último título
que o Bangu ganhou, em 1966". Foi o ano em que o Brasil
perdeu a Copa do Mundo, pensei, na Inglaterra. Havia perdido
para Portugal e Hungria. O artilheiro foi o jovem Eusébio,
e Pelé fora caçado, implacavelmente, em campo.
Como se adivinhasse os meus pensamentos, quando estava lembrando
daquela Copa de 66, que tinha ouvido pelo velho rádio
Telephunken lá de casa, em Chapecó, com uma narrativa
empolgante e da qual ainda me traz alguma dor, porque, sem ver,
restava imaginar, então acreditávamos nas palavras
do locutor e também na "batalha" que deveria
ter acontecido e até na "armação"
para a Inglaterra levar o "caneco" em cima da Alemanha
em uma prorrogação dramática e memorável.
Mas estava pensando em Pelé, no atleta brilhante, quando
ele me interrompeu, "a melhor equipe montada no Brasil,
em termos de clubes, foi o Santos de 1962, campeão do
mundo em cima do Milan, que era: Gilmar; Carlos Alberto, Ramos
Delgado, Joel e Rildo; Zito e Mengálvio; Doval, Coutinho,
Pelé e Pepe". Do lado de cá do balcão
já estava começando a juntar gente. Todos maravilhados
com a memória do atendente-proprietário. Talvez
fosse uma forma de prender o cliente. O marketing estava dando
resultado. Eu ainda dispunha de algum tempo, e fora acompanhar
o despachante para fazer a vistoria do carro ali no Detran. Havia
prometido que só pegaria o veículo quando estivesse
com a papelada em dia. Ele, o despachante, é quem estava
dirigindo, portanto, não havia "remorso" em
tomar aquela cerveja naquela hora, naquele lugar, e me divertindo
até com o que estava ouvindo. Mas, disse o proprietário
do bar, "a minha habilidade, mesmo, é com números".
E sem demora fez algumas demonstrações com divisões
complexas, depois explicou qual era o "seu sistema".
Ficamos levemente impressionados. Os números não
eram tão divertidos. Ele pareceu, novamente, adivinhar
o que me ia no cérebro e propôs: "Tudo bem,
gosto de geografia, pode perguntar o nome de qualquer capital
da Europa. Antes que alguém o fizesse, começou
a despejar nomes... "até da Rússia, perguntem,
qualquer uma"... Depois, esperou a mulher ir para a cozinha,
me chamou num canto e disse: "Vou confessar uma coisa pro
senhor: eu tinha um bar, antes de vir para cá, que ficava
em frente de uma destas igrejas da Assembléia de Deus,
aí um dos pregadores soube que eu gostava de ler, e me
deu um livro de geografia de presente. Aí, enquanto esperava
os clientes, ficava lendo e relendo aquele livro. Foi assim que
aprendi. Depois, começaram a me trazer a revista "Placar"...
ele ia continuar a explicação, mas a mulher já
estava de volta. A cerveja estava terminando, e evidentemente
estava na hora de falar do meu time, antes de pagar a conta.
E o Internacional? - perguntei. "Grande equipe na década
de 70, lembro daquela final em 1975 no Beira-rio contra o Cruzeiro.
O Inter estava com: Manga; Cláudio, Marinho Perez, Figueroa
e Vacaria; Caçapava, Batista e Falcão; Valdomiro,
Dario e Lula". Antes que eu o parabenizasse, arrematou:
"... e o Cruzeiro estava com: "Raul; Nelinho, Morais,
Darci Menezes e Vanderlei; Dirceu Lopes, Piazza e Zé Carlos;
Eduardo, Joãozinho e Palhinha". Quem mandou perguntar,
pensei. Já tenho assunto para a minha crônica, me
despedi, e afirmei que levaria o recorte do jornal.
Depois que saí, lembrei de um conto que havia lido quando
criança que contava a história de um grupo de pessoas
que ficara preso (devido ao mau tempo) em uma estalagem. Todos
ficaram assombrados com a cultura de um dos passageiros, até
que este confessou ser um ex-sentenciado e que na prisão
havia um dicionário, um único volume, mas que só
tinha a letra "P", e, portanto, ele era um especialista,
ou acabara tornando-se um, mas somente na letra "P".
Talvez o conto seja do Maupassant, assunto para outro dia.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
Criaturas japonesas
invadem os cinemas
Chega hoje às
telas catarinenses "Pokémon - O Filme", desenho
baseado em jogo de videogame que virou mania no mundo todo
Luiz Carlos Merten
Agência Estado
É um negócio que já movimentou, somente
nos Estados Unidos, mais de US$ 2 bilhões. Calcula-se
que, até o fim do ano, serão US$ 6 bilhões
em todo o mundo. "Pokémon - O Filme", que chega
hoje aos cinemas brasileiros, é mais do que um desenho
para crianças. É um fenômeno que, a partir
do Japão, vem fazendo a festa dos baixinhos em todo o
mundo. Por isso mesmo, o produtor Norman J. Grossfeld está
rindo à toa. Ele enumera dados que apontam "Pokémon
- O Filme" como um marco na história da animação.
Nada a ver com criatividade. A qualidade técnica do desenho
não deve preocupar os executivos da Disney, mas os números
com certeza já repercutiram no império criado pelo
pai de Mickey. Lançado em 3 mil cinemas americanos, Pokémon
quase dobrou a arrecadação, no primeiro dia, de
"O Rei Leão". Em cinco dias atingiu quase US$
51 milhões, o melhor desempenho para um desenho animado
de toda a história de Hollywood.
Grossfeld não cessa de elogiar seus parceiros japoneses,
leia-se a Nintendo, que iniciou a febre em 1996, ao introduzir
o software Pocket Monster, pequeno monstro, que deu origem ao
nome Pokémon, na sua série de videogames portáteis,
os chamados Game Boys. Criado por Satoshi Tajiri e Tsunekazu
Ishihira, o game rapidamente passou a liderar o mercado de jogos
eletrônicos do Japão, um dos mais competitivos do
mundo. Daí saltou para a televisão (no Brasil,
é apresentado pela Record no programa de Eliana) e, agora,
para o cinema.
No caso, Grossfeld nem precisou se preocupar em criar o desenho.
Ele comprou, por US$ 5 milhões, o desenho japonês
de Kunihiro Yuyama e o adaptou para o gosto americano, numa versão
remontada (por ele e Michael Haigney) para o Ocidente. Essa nova
versão é a que será lançada no Brasil.
A distribuidora Warner parte de um circuito mínimo de
200 salas, que espera ampliar para 300, mesmo que seja preciso
retirar pontos de exibição de outras duas atrações
voltadas para o público infantil - "Xuxa Requebra"
e "O Trapalhão e a Luz Azul".
Para o produtor, o segredo do sucesso é simples. "Criança
é colecionadora por natureza; adora colecionar coisas",
diz Grossfeld. Há muito o que colecionar. Afinal, os pequenos
monstros são em número de 150, com nomes estranhos
como Pikachu, Dodrio, Gengar, Spearow, Chansey e muitos outros.
Como se não bastassem todos esses bonecos, a febre já
atingiu outras formas. Não apenas está espalhada
por jogos eletrônicos, bonés, relógios, chaveiros,
mochilas e toda uma parafernália de objetos, incluindo
o CD, que está chegando às lojas, como também
foi metamorfoseada em figurinhas que fazem a delícia da
garotada. "Além disso, agradam tanto a meninos quanto
a meninas", acrescenta Grossfeld, que vê nessa aceitação
ampla a chave para o sucesso.
Prisioneiros da esfera
Pokémons são criaturas de vários tamanhos
e poderes especiais que coexistem com os humanos. A aventura
começa na cidade de Pallet, quando os meninos e meninas
atingem a idade de 10 anos e ficam liberadas para tornar-se aprendizes
de pokémon. Recebem para isso uma Pocket Ball, esfera
que aprisiona o pokémon para que o aprendiz possa treiná-lo
até ser reconhecido como mestre pelos pequenos monstros.
O protagonista é um menino chamado Ash, cuja meta é
capturar todas as criaturas e tornar-se o maior treinador de
pokémons da história.
Não adianta insistir porque Grossfeld foge a toda polêmica.
Acha um absurdo quando se diz que o desenho é violento
ou antiecológico. Afinal, a garotada aprisiona os bichinhos
na tal esfera, o que é um cerceamento da sua liberdade.
"Tolice, é só um brincadeira que traz como
resultado o amadurecimento da criança e a sua transformação
de aprendiz em mestre", responde. Em muitas situações,
o que ressalta é o cuidado dos personagens com seus bichinhos.
Grossfeld prefere falar sobre o que lhe parecem ser as características
mais marcantes (e positivas) do fenômeno. "A estrutura
do desenho é bem maniqueísta e acessível
às crianças; e, depois, os monstrinhos têm
um encanto todo especial, são muito carismáticos".
Refutando a acusação de violência, argumenta
que ela faz parte do universo infantil e chega a provocar, afirmando
que Tom & Jerry são muito mais violentos e os pais
adoram.
Ele não se furta a comentar um dos aspectos mais controversos
da febre. Em 1997, após o lançamento do desenho
animado no Japão, cerca de 700 crianças foram hospitalizadas
depois de assistir a um dos episódios na TV. Elas sofreram
ataques provocados pela explosão de flashes luminosos,
em golpes desferidos contra Pikachu, o mais amado dos pokémons,
e sua turma. Foi a primeira vez que se ouviu falar em Pokémon
nos Estados Unidos e não de uma forma lisonjeira.
"Houve uma campanha negativa de marketing, mas a mania não
apenas conseguiu sobreviver como até aumentou a curiosidade
pelo fenômeno". Grossfeld acha que uma coisa dessas
não poderia ocorrer no Ocidente. "O desenho foi adaptado
para o gosto de nossas crianças", afirma. Entenda-se
por isso adaptado para incentivar ainda mais o consumo. Grossfeld
confirma que o segundo filme da série, "Revelation",
já está em cartaz no Japão e também
foi comprado, agora pagando mais caro, para distribuição
no Ocidente. O terceiro, "Lord of the Unknown Tower",
está em produção, com estréia prevista
para junho. E também terá versão ocidental
distribuída pela Warner.
Laços familiares são
tema de "Nas Profundezas do Mar sem Fim"
É um daqueles filmes talhados para o mercado de vídeo
e DVD - um drama familiar com formato de telefilme que o público
das locadoras já descobriu e entrou para a lista dos mais
retirados. "Nas Profundezas do Mar sem Fim" (lançamento
da Columbia) está em quarto lugar entre os vídeos
mais retirados e nono entre os DVDs. Inscreve-se na tendência
que antigamente se chamava de "woman's picture", os
filmes de mulheres. Nada de aventura e pancadaria, como nos filmes
que o público masculino adora, mas o retrato delicado
do sofrimento de uma mãe brutalmente separada do filho.
Veja e, de preferência, conserve o lenço à
mão para secar alguma lágrima furtiva.
Michelle Pfeiffer é a intérprete do papel. Ela
também está em "A História de Nós
Dois", cartaz de alguns cinemas de Santa Catarina. Já
é mais do que tempo de fazer justiça à bela
Michelle. A ex-caixa de supermercado há muito tempo deixou
de ser apenas um rosto bonito. Dela não se pode dizer
que sofra da síndrome de Marilyn Monroe, que lutou a vida
inteira contra o preconceito que a rotulava como loira burra,
tentando mostrar que era também uma atriz. Michelle não
é Bette Davis nem Katharine Hepburn, mas faz tempo que
ganhou credibilidade como atriz.
E nem precisou enfeiar-se (no caso dela, seria impossível)
para convencer como a mãe de "Nas Profundezas do
Mar sem Fim". O filme dirigido por Ulu Grosbard é
uma adaptação do romance da jornalista americana
Jacquelyne Mitchard. Michelle é Beth Cappadora. Quando
o filme começa, ela está se despedindo do marido
e, em companhia dos três filhos (dois meninos e uma menina),
parte para outra cidade, onde se realizará a festa de
reencontro da sua antiga turma na escola. Acontece uma tragédia:
Beth deixa o filho menor aos cuidados do irmão por um
minuto, apenas para resolver um problema na portaria do hotel.
É o quanto basta. O menino desaparece.
Durante dez longos anos ela amarga a experiência de não
saber onde ele está. E um dia, ao abrir a porta da própria
casa, descobre nesse garoto desconhecido à sua frente
que, sim, é ele. O que parece o final feliz é apenas
o recomeço do drama. A família que conseguiu sobreviver
a duras penas ao desaparecimento quase não consegue suportar
o reaparecimento. Acirram-se os conflitos, os ressentimentos.
É o que confere certa originalidade a uma trama que poderia
ser banal e sentimentalóide.
Direção segura
Não é um desempenho para o Oscar (e Michelle
nem chegou a ser cogitada para o prêmio). Mas ela passa
para o espectador toda a vulnerabilidade de Beth. Mérito
dela, claro, mas também do diretor Grosbard. Nascido na
Béligica, ele emigrou para os Estados Unidos para trabalhar
em teatro e cinema. Fez mais filmes ruins do que seria tolerável,
mas a partir de determinado momento - "Confissões
Verdadeiras", no começo dos anos 80 - começou
a revelar qualidades até então insuspeitadas.
Elas prosseguiram com "Amor à Primeira Vista",
aquele drama romântico com Meryl Streep e Robert De Niro.
Chegam agora a "Nas Profundezas do Mar sem Fim". Grosbard
confirma-se como um diretor que sabe orientar seus atores, especialmente
as atrizes, para interpretações delicadas e sinceras.
Não é só Michelle que está bem. Whoopi
Goldberg também marca presença como a policial
lésbica que dá apoio a Beth. Mulher, negra e homossexual,
ela sabe tudo sobre o que é ser (ou sentir-se) marginalizada.
Não é um filme sobre seqüestro, e sim sobre
laços familiares, sobre o que aproxima e afasta as pessoas,
sobre o amor (e a culpa) entre irmãos. Por isso mesmo,
a solução para o drama vem por meio dos irmãos,
quando eles transformam o jogo num exercício de vida.
(LCM/AE)
Liberada a exibição
do
filme "Dogma" no Brasil
Brasília - A secretária Nacional de Justiça,
Elizabeth Syssekind, liberou o filme norte-americado "Dogma"
para exibição no Brasil. "Dogma" tem
sido criticado por entidades religiosas ligadas à Igreja
Católica. A organização Tradição,
Família e Propriedade (TFP), por exemplo, o acusa de profanação,
principalmente por fazer a pop star Alanis Morissette interpretar
o papel de Deus. O filme enfrenta tabus como a natureza de Deus
e a virgindade de Maria. Há críticas, ainda, ao
excesso das cenas de violência e uso de drogas.
A decisão do Ministério da Justiça seria
publicada no "Diário Oficial" da União
de ontem. A estréia do filme pode ocorrer ainda este mês.
A única restrição imposta pelo Ministério
da Justiça é que o filme seja exibido somente para
maiores de 18 anos. "Nem se eu quisesse, não haveria
meios do Ministério da Justiça impedir a exibição",
disse a secretária. Desde que a proposta de liberação
do filme começou a ser analisada, o governo recebeu dezenas
de pedidos para sua proibição. A expectativa de
técnicos do governo é de que a decisão possa
gerar uma polêmica quase idêntica à levantada
depois da liberação do filme francês "Je
Vous Salue Marie", de Jean Luc Goddard, lançado em
1986, que provocou protestos. Entretanto, segundo a secretária,
quem achar que a liberação não é
justa poderá recorrer à Justiça.
O filme atualiza a eterna luta do bem e do mal usando Ben Affleck
e Matt Damon como anjos caídos e Linda Fiorentino como
uma descendente da linhagem de Cristo. O diretor disse que está
querendo aproximar o Evangelho dos jovens. Para ele, as críticas
em relação ao papel de Deus ser interpretado por
uma mulher são um preconceito típico de uma sociedade
machista, que não hesita em definir como falocêntrica.
Vídeo 1
- "Guerra nas Estrelas: Episódio 1 - A Ameaça
Fantasma", que foi a segunda maior bilheteria desta lendária
saga, invadirá agora o planeta em vídeo, de forma
simultânea, no começo de abril. É a primeira
vez que cinéfilos de todo o mundo poderão desfrutar
ao mesmo tempo do lançamento de um filme em vídeo,
diz um comunicado da Twentieth Century Fox Home Entertainment
e Lucasfilm.
Vídeo 2
- Nos EUA, a fita estará nas lojas em 4 de abril. O novo
episódio da mítica saga de George Lucas foi o maior
sucesso comercial do cinema dos EUA em 1999. Com 430 milhões
de dólares arrecadados nas bilheterias dos EUA e do Canadá
e 492 milhões no resto do mundo, "A Ameaça
Fantasma" se tornou também a segunda maior bilheteria
da história do cinema, só perdendo para "Titanic".
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