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ANotícia
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Trupe insistente

O Galpão, com Cacá Carvalho (abaixo), diretor
do espetáculo "Partido" (acima): prêmios
e tragédias no caminho de um dos mais reconhecidos grupos
de teatro do País
Fotos: Divulgação
Palco de
altos e baixos
Livro conta a trajetória
do grupo mineiro Galpão, descrevendo seus 15 anos de luta
para fazer teatro no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo
Beth Népoli
Agência Estado
O
grupo mineiro Galpão completa 15 anos de existência
com muito o que comemorar. Além de ter criado um novo
espetáculo no ano passado, "Partido", dirigido
por Cacá Carvalho, o Galpão manteve outros três
em repertório - "Romeu e Julieta", "A Rua
da Amargura" e "Um Molire Imaginário" -,
viajou pelas principais capitais brasileiras e ainda ganhou o
primeiro prêmio internacional: melhor espetáculo
e figurino no San Antonio Internacional Theater Festival, EUA,
por "Romeu e Julieta", de Shakespeare, dirigido por
Gabriel Villela.
Boa parte da história desse grupo nascido nas ruas de
Belo Horizonte está agora registrada no livro "Grupo
Galpão - 15 Anos de Risco e Rito", escrito pelo dramaturgo
Cacá Brandão. Lançado em dezembro na cidade
de Belo Horizonte em uma edição de luxo ilustrada
com 80 fotos selecionadas por Gustavo Campos, fotógrafo
da trupe desde 1986, o volume oferece muito mais do que um mero
registro cronológico dos espetáculos da companhia
fundada em 1982 pelos atores Eduardo Moreira, Wanda Fernandes,
Teuda Bara e Antônio Edson.
Numa época de predomínio do imediatismo sobre a
permanência, do marketing cultural sobre a criação
consistente, nada melhor do que o relato das atribulações
e conquistas, falhas e méritos de um grupo de atores determinados
a fundar e manter uma companhia teatral permanente distante do
eixo Rio-São Paulo. Uma bela história de percalços
e vitórias. Numa narrativa clara, fluente e corajosa,
Brandão descreve a trajetória da companhia dividindo-a
em três etapas.
A primeira delas acompanha a formação da trupe
a partir do encontro dos atores/fundadores numa oficina teatral
para, em seguida, descrever o processo de criação
dos primeiros espetáculos de rua. A segunda fase, que
Brandão chama de "a adolescência" do grupo,
tem como marco o primeiro espetáculo criado para o palco,
"Arlequim, Servidor de Tantos Amores". Nessa etapa,
a companhia adquire sua sede na Rua Pitangui, em 1989, com o
dinheiro ganho numa excursão de dois meses e meio pela
Europa.
A chamada "maturidade", a terceira fase, é marcada
pelo mergulho do grupo numa dramaturgia mais densa. Inicia-se
com os ensaios de "Álbum de Família",
de Nélson Rodrigues, dirigido por Eid Ribeiro, que estreou
em 1990. Em seguida veio "Romeu e Julieta", sob direção
de Gabriel Villela, espetáculo responsável pela
projeção nacional e internacional do Galpão.
Um dos méritos da narrativa reside no fato de não
esconder as falhas da companhia. Livros como esse costumam enfocar
o lado positivo dos êxitos e críticas elogiosas
ou os percalços decorrentes da falta de apoio oficial
ou da iniciativa privada, pelo lado negativo. Não é,
definitivamente, o caso de "Grupo Galpão - 15 anos
de Risco e Rito", cujo autor, com o consentimento de toda
a companhia, claro, não hesita em transcrever críticas
negativas e desentendimentos entre os integrantes da trupe.
Processo de criação
Brandão optou por ressaltar o processo de criação
da trupe e apontar as dificuldades surgidas por causa de erros
cometidos pelos integrantes do grupo, como no caso do fracasso
da peça "Arlequim, o Servidor de Tantos Amores".
Ainda assim, salta aos olhos do leitor, antes de tudo, a ferrenha
determinação necessária para a formação
e manutenção de uma companhia teatral permanente
no Brasil.
Brandão narra todo o tumultuado processo de adaptação
da peça "Arlequim, Servidor de Dois Senhores",
de Carlo Goldoni, até a desastrada estréia e, o
melhor, sem perder o humor. "A mãe do Chico (Pelúcio),
por exemplo, comentou ao final do espetáculo ter ficado
muito feliz porque seu filho não tinha o menor talento
para o teatro", conta Brandão sobre a noite de estréia.
"E, na verdade, foi por pouco que Chico não abandona
tudo e retorna para ser fazendeiro em Baependi".
O relato dos percalços da trupe torna o volume valioso,
entre outras coisas, por poder servir de estímulo a integrantes
de outras companhias teatrais brasileiras que, certamente, lutam
com dificuldades semelhantes. Mas o interesse desse volume não
se restringe a profissionais de teatro, uma vez que o autor fala
sobre questões de interesse mais amplo. Brandão
aborda, sem rodeios, o delicado tema da tragédia que se
abateu sobre o grupo com a morte da atriz Wanda Fernandes, num
acidente de carro ocorrido no dia 21 de abril de 1994. O grupo
acabara de iniciar a carreira premiada de "Romeu e Julieta",
cujos papéis centrais eram vividos respectivamente por
Wanda e seu marido Eduardo Moreira, ambos fundadores do grupo.
"Decidido a nunca mais apresentar 'Romeu e Julieta', Eduardo
segue para a Espanha com seu filho João e fica lá
por um mês", conta Brandão para em seguida
destacar o papel fundamental exercido pelo diretor Gabriel Villela
na reestruturação da companhia. O diretor mineiro
foi o elemento aglutinador do grupo naquele momento de desagregação.
O livro descreve em detalhes o sofrimento vivido pelo grupo e
enfatiza a extrema sabedoria e generosidade demonstradas pelo
diretor nessa fase que ele chamou de "encantamento"
de Wanda. Villela dirigiu o espetáculo seguinte, "A
Rua da Amargura", tão premiado no ano seguinte como
"Romeu e Julieta" tinha sido no ano anterior. Ao contar
essa tragédia e suas conseqüências sobre os
integrantes do Galpão, Brandão nada mais fez do
que ser fiel à sua opção de narrativa.
"Eu tinha de contar uma história de 15 anos e, portanto,
precisava escolher um ângulo para abordar a trajetória
do grupo", diz. "Optei por falar sobre os momentos
de crise e as saídas encontradas; escolhi como fio da
meada detectar os pontos de virada na trajetória do grupo,
as encruzilhadas, os momentos de decisão e transformação,
as crises e as respectivas saídas".
Embora tenha passado a ser o dramaturgo oficial do Galpão
a partir de 1992, ao realizar a dramaturgia de "Romeu e
Julieta", o mineiro Brandão acompanha os trabalhos
do grupo desde a sua formação. Apesar da intimidade
com os atores, não foi fácil chegar à forma
final do livro. "Colhi muitos depoimentos e fiz várias
versões; comecei com uma descrição histórica,
tipo memória, mas estava ficando frio e chato", lembra.
"Só fiquei satisfeito quando perdi qualquer pretensão
memorialista e o excessivo respeito aos relatos dos atores e
parti para uma versão autoral".
Maestro austríaco ensaia
músicos de Treze Tílias
Adi Rinner fica
15 dias à frente da Banda dos Tiroleses
Treze Tílias - Durante os primeiros dias de janeiro,
o maestro e compositor do Estado do Tirol (Áustria), Adi
Rinner, permanece na cidade de Treze Tílias, realizando
um treinamento intensivo com os músicos da Banda dos Tiroleses.
Esta é a segunda vez que o maestro austríaco trabalha
o aprimoramento das músicas e também difunde novas
partituras com os instrumentistas do município catarinense.
Segundo o maestro da Banda dos Tiroleses, Bernardo Moser, "o
intercâmbio cultural é de fundamental importância
para os estudos de aprofundamento na interpretação
das músicas tocadas pela banda, que são na sua
grande maioria tradicionais e típicas da Áustria".
O principal motivo que trouxe o maestro austríaco para
o Brasil é que boa parcela das músicas tocadas
pela Banda dos Tiroleses é de composições
de Adi Rinner.
Nos 15 dias em que o maestro permanece em Treze Tílias,
os ensaios acontecem diariamente, de forma individual e também
coletiva. Moser destacou que o trabalho de aprofundamento das
partituras individual de cada instrumento está melhorando
a qualidade das apresentações do grupo todo. Atualmente,
a banda é composta por 37 músicos e a inovação
dos últimos anos é a presença de mulheres
e também de jovens, garantindo assim a continuidade da
Banda dos Tiroleses para as futuras gerações.
A banda existe desde 1933 e foi fundada ainda no navio que trouxe
para a região o primeiro grupo de imigrantes para a formação
de Treze Tílias. Ela sobreviveu por várias décadas,
realizando inúmeras apresentações no Tirol
Brasileiro e também em outras cidades. A Banda dos Tiroleses
é um marco cultural das Treze Tílias, não
só pela preservação de músicas típicas
e tradicionais austríacas, mas também pelos trajes
típicos e instrumentos trazidos há muito tempo
da Áustria.
Sobre a Bienal do Mercosul
Katherine Funke
Acompanho o Anexo há muito tempo e foi uma surpresa
saber que um evento acontecido em Porto Alegre envolvendo tantos
países da América Latina teria cobertura de A Notícia.
Refiro-me à matéria sobre a 2ª Bienal de Artes
Visuais do Mercosul. Parabéns. Penso ser muito importante
trazer novas idéias no campo das artes para nossa cidade.
No entanto, também estive na Bienal e tenho alguns comentários
- humildes, já que não sou grande conhecedora de
artes, e somente tangentes do que quero
dizer, visto que com as palavras ainda estou aprendendo a lutar
e isso não ensinam na faculdade...
Refleti: o que sente um visitante de uma grande mostra como a
2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, encerrada no dia
9 de janeiro? Quais as dúvidas, os choques, os anseios
que o leva a percorrer todas as obras ou deixá-las? Realizada
em Porto Alegre, a 2ª Bienal mexeu com a cidade e, com certeza,
com os que lá estiveram. Com menos recursos financeiros
e estruturais que o esperado pelos organizadores, algumas obras
tiveram que ser canceladas - como é o caso do "Super-X",
da gaúcha Regina Silveira, arte em dois tempos: diurna
em vinil e noturna em laser, já exibida em São
Paulo e em Buenos Aires. No entanto, o volume de obras que sobreviveram
não foi pouco, não. Eram
três espaços físicos - o Museu de Arte do
Rio Grande do Sul, a Usina do Gasômetro e o Deprc - que
apresentavam obras de mais de 100 artistas.
Isto significa, entre outras coisas, que 100 pessoas entraram
em processo mental de criação pelo menos algumas
horas de suas vidas e concretizaram suas idéias em tela,
tecido, gesso, paredes, cerâmica, madeira, vídeo,
sons, ciberarte e outras ferramentas. Talvez não tivessem
a intenção de causar impacto. Mas causaram. E melhor:
fizeram refletir não só a vida moderna - com toda
sua engrenagem pós-terceira revolução industrial
- mas também valores humanos que, se não são
universais, ao menos estão permanentemente em discussão.
Estive na Bienal de 1999 em novembro, em dias da semana. Foi
difícil acreditar em tantos visitantes. Não concordo
com o comentário do repórter Gleber Pieniz quanto
a pouca capacidade de interpretação de uma arte
virtual ou cibernética. O ciberespaço é
um instrumento de trabalho e deve ser utilizado. Ainda está
sendo, é verdade, utilizado de forma experimental. Mas
isto não coloca em dúvida a capacidade de ampliar
a interpretação da obra.
Como exemplo, façamos um exercício com a "limitada"
"Plants Growing", citada na matéria do Anexo
(domigo, 9 de janeiro). O que o artista queria dizer quando permitia
aos visitantes que tocassem em plantas para projetá-las
crescendo na tela (e não na terra)? Por que um cactus
foi escolhido para a tarefa de recomeçar a projeção
com tela limpa? Talvez pelos seus espinhos (a difícil
arte de reconhecer que a obra não ficou boa, é
melhor iniciar outra), talvez pela persistência (o usar
pouca água para sobreviver, retendo em sua matéria
corporal o que há de bom de cada tela para iniciar finalmente
a obra perfeita), ou ainda sua beleza, pouco reconhecida quando
se dá mais valor a samambaias ou musgos. Essas são
apenas algumas das interpretações sobre um ou dois
pontos, entre inúmeras que poderiam ser criadas. Enfim:
há mais coisas entre a ciberarte e a mente humana do que
se pode imaginar.
É claro. As crianças - presentes aos bandos em
todos os espaços que estive, plenas quarta e quinta-feira
de um atarefado mês de novembro - devem ter gostado de
"Plants Growing" sem refletir sobre essas simples suposições
que faço. O fato é que uma obra de (ciber)arte
só tem sentido limitado se seu leitor
assim o quiser, ou seja, se o visitante não souber guardar
o que fica da efêmera experiência de participar de
tempo e espaço imaginários.
Uma sala onde vários televisores apresentavam vídeos
iguais (apenas em graus de aproximação diferentes
da imagem, uma bola alaranjada semelhante a uma daquelas que
fazem parte do terço católico girando e caindo,
caindo, caindo sem nunca parar), com paredes de azulejo e um
enlouquecedor cheiro de hospital, além de sons de reza
incompreensíveis: o que é isto? Arte? Provocação?
Arte-provocação? E o que era aquilo, uma rica e
dourada mesa de jantar servida, com comida apodrecida (e com
um aroma desagradabilíssimo) em lindas travessas, instalada
numa balsa e colocada a boiar perto da margem do rio Guaíba
no Deprc - talvez um símbolo da riqueza que se auto-isola
do resto como uma ilha, cheira mal e é podre? E o fotógrafo,
se não me engano venezuelano, tirando fotos de casais
porto-alegrenses e distribuindo as que tirou em Buenos Aires?
Tantas outras obras e tantas outras perguntas...
O que ficou da 2ª Bienal não foram apenas dúvidas,
suposições, indagações. Como turista
com não muitos conhecimentos sobre arte (em meu currículo
de artes visuais, apenas algumas oficinas de pintura a óleo,
cerâmica e fotografia de lata), senti-me deslocada, num
primeiro momento. Depois, curiosa, provocada a aprender, a descobrir
o "recado", aprendi a dar mais atenção
aos detalhes e valores que regem a vida cotidiana - um muro pintado
nas ruas da cidade onde moro, uma escultura num jardim qualquer,
a divisão social de classes, a hibridação
cultural, o recomeçar sem medo. Aprendi também
a não ter como certa a concepção de arte
como algo que serve apenas para ver, como também para
participar. E, principalmente, ousar criar polêmicas, sejam
elas sutis ou não.
- Katherine Funke é estudante de jornalismo em
Joinville
Marcelo D'Ávila
se apresenta em
Bal. Camboriú
Balneário Camboriú - Nos dias 14 e 29 deste
mês, o guitarrista Marcelo D'Ávila se apresenta
no palco central (praça Almirante Tamandaré) em
Balneário Camboriú, a partir das 18 horas, dando
continuidade ao projeto Tentações de Verão.
Com o show "Do Blues ao Rock", D'Ávila vai mostrar
milagres musicais a bordo de sua guitarra Fender Stratocaster.
Concordando com suas inspirações e aparência
física, o músico prioriza o blues nas notas de
Eric Clapton.
Sua experiência mostra também o velho e o inesquecível
rock'n'roll com sucessos dos anos 70 até os dias atuais.
Músicas de grupos e ídolos internacionais consagrados
como Dire Straits, Credence, Beatles, B.B. King, Rolling Stones,
Pink Floyd, Santana, Eagles, Stevie Ray Vaughan e os nacionais
Celso Blues Boy, Barão Vermelho, Tim Maia, além
de trabalhos próprios, são transportados ao som
da guitarra de D'Ávila, o primeiro catarinense a estrelar
as páginas da revista "Guitar Player" (agosto
de 1999).
D'Ávila é de Florianópolis. Começou
sua carreira aos 14 anos, integrando bandas como Sol Nascente,
Frisson, Zawaju's e Realce. Atualmente, apresenta-se em bares
e casas noturnas do Estado. Foi elogiado pela crítica
durante o show "Just One Night", realizado em junho
de 1999, o que rendeu matéria na "Guitar Player".
É compositor e professor de guitarra, e pretende lançar,
em breve, o CD "Rock Forever". Maiores informações
podem ser obtidas pelos fones (0xx48) 240-3414 e 222-4107.
Blumenau tem
curso de interpretação
Blumenau - Os atores catarinenses terão a oportunidade
de aperfeiçoar suas técnicas de interpretação
e postura em vídeo através do curso que o Núcleo
de Teatro e Escola do Teatro Carlos Gomes (NuTE) oferece este
mês. O curso prático de interpretação
para vídeo e cinema será realizado de 18 a 29 de
janeiro, em duas turmas à tarde e à noite. As inscrições
custam R$ 70,00 e estão abertas na secretaria do NuTE,
das 14 às 18 horas, ou pelo fone (0xx47) 326-7166.
O curso é dirigido a pessoas com ou sem experiência
nas artes cênicas e desenvolve-se na prática de
filmagem, exercitando o jogo cênico e as técnicas
de interpretação para câmera. No programa
estão aspectos de expressão corporal e vocal, meios
de comunicação, atuação enquadrada
e caracterização. Alexandre Venera, Carlos Crescêncio
e Nassau de Souza são os ministrantes do curso, que terá
duração de duas semanas, com três horas diárias.
Encontro de
músicas abre
inscrições
São Paulo - Estão abertas as inscrições
para o 3º Encontro de Músicas e Danças Étnicas,
promoção da Universidade Anhembi Morumbi que acontece
entre 25 e 30 de janeiro dirigida a músicos, professores
de dança e educação física, terapeutas
e ao público em geral. Os inscritos participam de aulas
e atividades em São Paulo do dia 28 ao dia 30, com programação
que segue a fórmula dos world camps: durante o dia, atividades
de resgate das culturas apresentadas; à noite, as festas
proporcionam vivências interativas.
Participam o músico Omar Faruk (do Oriente Médio),
os ciganos romenos Taraf Haidouks e os professores Nicolaas Hilferink
(Romênia), Ahmet Luleci (Turquia) e Michael Ginsburg (dos
Bálcãs). Do Brasil, Mestre Ambrósio e a
bailarina de dança do ventre Fádua Chuffi.
Informações na AJM Marketing Cultural e Eventos
(rua D. Avelina, 76, São Paulo/SP), fone (0xx11) 574-0002
ou e-mail ajm.cult@zaz.com.br.
Pagode - O Melão
Jungle Club reabre hoje com uma grande maratona de pagode. A
partir das 23 horas, as bandas locais Koisaboa e Alma Gêmea
sobem ao palco para animar o verão dos joinvilenses. Mulheres
não pagam até a meia-noite e homens pagam R$ 5,00
(com consumação). A intenção da direção
da casa é realizar festas semelhantes às quartas
e quintas-feiras, começando na próxima semana.
Ano cheio para o futebol
Emissoras disputam direitos
por competições regionais, nacionais e internacionais
Leandro Calixto
TV Press
Para os amantes do futebol, 2000 vai ser um ano repleto de
atrações na televisão. O que não
vão faltar são torneios nacionais e internacionais.
Desde os tradicionais campeonatos estaduais à Libertadores
da América, passando pelo pré-olímpico e
os Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, em
setembro. O calendário do futebol promete muitos motivos
para o telespectador torcer, ao mesmo tempo em que as próprias
emissoras vão travar uma disputa paralela pela preferência
da audiência. "Dependendo do time que estiver jogando,
como um Corinthians ou Flamengo, nossa audiência pode crescer
até mais de 500%", quantifica Márcio Girello,
diretor de programação da Traffic, empresa de marketing
esportivo que controla o departamento de esportes da Band.
Nesse cenário tão atraente, a própria Band
e Globo travam um duelo todo peculiar. A primeira transmitiu
com exclusividade o Primeiro Campeonato Mundial Interclubes e
também irá exibir a Copa Mercosul, enquanto a Globo
ganhou a concorrência para cobrir o Torneio Rio/São
Paulo, Copa do Brasil e Libertadores da América. O duelo
entre as duas emissora já foi refletido durante o Mundial
Interclubes. No jogo Corinthians e Real Madrid, a Band deu picos
de 34 pontos no Ibope, contra 22 da Globo. A média foi
alcançada justamente no momento em que a Globo exibia
o "Jornal Nacional", um dos programas de maior audiência
da tevê brasileira. "O mais gostoso nesta vitória
foi o fato da Globo ter ignorado a competição em
seu noticiário. Mostramos que é possível
alcançar uma audiência expressiva sem a divulgação
deles", ironizou Girello.
Assim como a Globo ignorou o Mundial Interclubes, no departamento
de esportes da emissora de Roberto Marinho ninguém se
atreve a comentar o calendário do futebol no ano 2000.
O que se sabe é que a emissora também vai cobrir
os campeonatos Brasileiro, Paulista, Carioca e o Pré-Olímpico
de Futebol, além dos amistosos da seleção.
Todas estas competições também serão
transmitidas pela Band.
A guerra de audiência se repete na tevê por assinatura.
O canal de esportes da Net, Sportv, tem os direitos de transmissão
dos campeonatos Brasileiro, Paulista, Carioca, Pré-Olímpico
de Futebol e amistosos da seleção. "Desde
o ano passado fechamos a cota de publicitária para todos
estes campeonatos que dão um retorno comercial e de audiência
excepcionais", avisa a diretora de programação
da Sportv, Flávia Carvalho. Enquanto isso, concorrente
ESPN/Brasil, canal de esportes da TVA, vai transmitir os campeonatos
Paulista e Carioca, a Copa do Brasil e a Copa da África.
Fora Globo, Band, Sportv e ESPN, as demais emissoras irão
ter uma programação tímida no ano 2000.
A Rede TV!, por enquanto, tem apenas o direito de transmissão
da Copa Uefa, competição de futebol européia.
"Só não cobrimos as demais competições
futebolísticas porque já foram todas vendidas para
a Band e Globo", alega o diretor de jornalismo da Rede TV!,
Alberico Souza Cruz. A mesma justificativa é encontrada
pela Record, que teve seu departamento de esportes extinto depois
da Copa do Mundo da França, em 98. Com alegações
semelhantes - variações sobre o tema "contenção
de despesas" -, o SBT também deve ficar de fora da
extensa agenda futebolística no ano 2000.
No ano 2000, o futebol, o esporte mais popular do país,
vai ter um rival à altura: os Jogos Olímpicos de
Sidney, na Austrália. A quase oito meses do início
da competição, as emissoras estão já
se organizando para a cobertura. Até agora, apenas Globo,
Band, Sportv e ESPN confirmaram presença. E todas as cotas
publicitárias já foram vendidas. A Band, por exemplo,
vai levar mais de 100 profissionais para cobrir o evento. "Durante
o mês de setembro, o mundo vai respirar os Jogos Olímpicos.
Não podíamos ficar de fora dessa", teoriza
o diretor de programação da Band, Márcio
Girello.
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Sai disco póstumo
de Michael 6Hutchence
Primeiro e único
álbum solo do cantor do INXS, morto em 97, é pop
com experiências eletrônicas
Rubens Herbst
Joinville - Quando Michael Hutchence se suicidou, em novembro
de 1997, a mídia se limitou a comentar os planos que sua
banda, INXS, estava fazendo para comemorar os 20 anos de carreira.
Nada (ou quase) foi falado sobre o álbum solo que Hutchence
estava gravando, meio na surdina, desde 1995. Melhor assim, que
o espanto é maior. Finalmente lançado pela Roadrunner,
o disco - que leva apenas o nome do cantor - surpreende pela
busca por novos caminhos dentro do pop e mostra o quão
longe Michael poderia ter ido se não tivesse posto fim
a própria vida.
"Michael Hutchence" traz a colaboração
decisiva de Andy Gill, guitarrista da finada e cultuada Gang
of Four, e Danny Saber (Black Grape), produtores e co-autores
de parte das 13 faixas do álbum. Segundo Gill, as fitas
com o material já gravado permaneceram intocadas por mais
de um ano após a morte do cantor. Quando o trabalho foi
retomado, muito do que ele havia gravado na época foi
mantido, valorizando sua voz e idéias originais.
Seja como for, percebe-se claramente a mão dos produtores
no produto final, o que permitiu ao CD não ser uma mera
extensão do trabalho de Michael com o INXS. Os australianos,
para quem lembra, faziam um pop classudo, com influências
de rock, funk e rhythm'n'blues, mas preso a um formato quadradão
que, apesar de ainda fazer sucesso, já dava sinais de
desgaste. Hutchence decidiu, então, dar um passo à
frente, incorporando novas estruturas ao som que vinha fazendo
nos últimos tempos sem se desviar totalmente dele. "Ele
via que bandas como o U2 estava constantemente se esforçando
para se reinventar, e eu percebi que ele queria tomar este caminho",
diz Gill.
A primeira mudança a saltar aos ouvidos é o uso
mais intenso da eletrônica, mas sem tornar o disco uma
experiência tecno. Há, sim, batidas, ruídos
e efeitos de voz que aproximam as músicas de uma sonoridade
mais contemporânea, como é o caso de "Get on
the Inside", "She Flirts for England" e "Slide
Away" (com a participação de Bono Vox, do
U2). Há tentativas mais ousadas, como "Breathe"
- camadas de guitarras distorcidas sobre beats sinuosos - e "All
I'm Saying", viagem fantasmagórica ao centro de um
coração angustiado. Já "Don't Save
Me From Myself" enterra a voz de Hutchence sob a pista de
dança, enquanto "Flesh and Blood" faz o inverso:
realça os vocais de Michael - que, nunca é demais
dizer, foi um dos melhores cantores do pop mundial nos anos 80
e 90 - e os derrama sobre teclados etéreos e cordas sutis.
Outras faixas são mais "comportadas" e próximas
do que Hutchence fazia em sua banda, como a pesada "Let
Me Show You", as funkeadas "Fear" e "A Straight
Line" e a tocante "Possibilities". "Baby
It's Alright" nem esconde o jogo: é puro INXS com
verniz modernoso. Em suma, nada que se compare aos radicalismos
vistos e ouvidos neste final de século, mas a intenção
do cantor certamente não era de revolucionar nada ou mudar
a vida de ninguém. No entanto, a coragem de arriscar e
a esperteza de chamar as pessoas certas para assessorá-lo
lhe permitiram realizar um disco pop de qualidade indiscutível.
Pena que não esteja aqui para colher os frutos da empreitada.
Beck volta a balançar o
mercado
com novo CD, "Midnite Vultyres"
REGIS MALLMANN
Florianópolis - Uma das características do californiano
Beck Hansen é conseguir fazer discos que parecem movidos
por uma banda completa sem que para isso entre no estúdio
com uma banda completa. Explica-se: é ele próprio
quem toca todos os instrumentos, cria sons e sampleia o material
que resulta nos trabalhos que têm feito do músico
um dos mais cultuados no circuito underground norte-americano.
O resultado dessa versatilidade pode ser conferido no novo CD
do rapaz, "Midnite Vultyres" (algo pouco traduzível),
no qual Beck volta à carga com suas músicas que
misturam elementos do folk com o moderno hip hop que bem se enquadram
a qualquer comercial de guaraná dito moderninho.
Numa alquimia que rende alguns bons e embalados momentos, o novo
trabalho de Beck sustenta-se em uma miscelânea sonora que
navega por várias vertentes. Não chega a ser algo
que se se assemelhe a "Odelay", seu disco mais primoroso,
lançado há três anos, mas o espaço
reservado para um tipo de improviso programado é bem definido.
"Midnite Vultyres" apossa-se do que o dito "som
moderno" tem de mais comercial, deixando de lado possíveis
virtuosismos de baticuns eletro-acústicos para lançar-se
em canções com letras irônicas, mas nunca
burras.
O sucesso de Beck começou em 1993 quando lançou
seu primeiro disco. Com 500 cópias, era um produto caseiro
que desenvolveu com um amigo, o produtor de hip hop Karl Stepheson.
Beck, que vinha de uma longa e solitária viagem por diversas
cidades dos Estados Unidos - uma oportunidade para assimilar
novas sonoridades e abrir a cabeça para o mundo -, inventou
uma letra "legal" e a batizou de "Loser".
Com refrão de fácil assimilação e
frases em espanhol, o single virou um verdadeiro hit depois que
chegou ao público apreciador da programação
das diversas rádios alternativas dos EUA, para onde os
dois mandaram cópias do material.
Daí em diante Beck não parou mais. Apostando no
talento e na imagem desleixada e sem apelo comercial que cercava
o músico, a gravadora Geffen resolveu investir e topou
bancar um disco de verdade. "Mellow Gold" foi lançado
em 1994. Foi a porta de entrada para o artista ganhar mais mercado.
Com "Mellow Gold" ele levou sua música em shows
pela Austrália e Europa. Tocou também no badalado
Lollapaloza e depois gravou mais dois discos, "Stereopathetic
Soulamanure" e "One Foot In The Grave".
Em 1996, Beck cometeu sua obra-prima, "Odelay", um
mix de influências, como punk , new wave , disco, soul
e jazz. Uma atração desse trabalho são samplers
da canção bossa-novista "Desafinado",
de Tom Jobim. O discos rendeu ainda os Grammys de melhor disco
do ano e melhor artista. As revistas "Rolling Stone"
e "Spin" também o premiaram com o melhor disco
e melhor banda/cantor e "The New Pollution", como a
melhor música daquele ano.
Para completar, em 1997 , a MTV deu-lhe o prêmio de melhor
cantor masculino e festejou os videoclipes "The New Pollution"
e "Where's It". Pela trajetória, dá para
ver que Beck ainda vai muito longe. É bem provável
que "Midnite Vultyres" também arremate algumas
premiações, o que nunca é pouco para quem
ainda é considerado underground.
Lançamentos
"Music for Our Mother Ocean 3" (vários)
- O terceiro volume da série destinada a angariar fundos
para a Surfrider Foundation (entidade de preservação
dos oceanos) é, talvez, o melhor de todos. Apesar da causa
séria, o que impera na maioria das 21 faixas do CD é
a diversão, proporcionada por estilos e nomes tão
díspares quanto Red Hot Chili Peppers, Beck, Chris Isaak,
Beastie Boys, Pearl Jam e Smash Mouth, entre outros tubarões.
Há os tradicionais peixes fora d'água (Snoop Dogg
com Rage Against the Machine, Paul McCartney & The Wings,
James Taylor), mas o disco não morre na praia. E a dobradinha
Brian Setzer/Brian Wilson (mentor dos Beach Boys), que abre a
coletânea, é de fazer golfinho pedir bis. (Roadrunner).
(RH)
"Affirmation" (Savage Garden) - Vindos da
Austrália, Darren Hayes (teclados) e Daniel Jones (voz)
venderam 11 milhões de cópias de seu disco de estréia
fazendo o básico: baladas melosas e dance music quadradona.
Ao menos no território do pop açucarado, que o
público consome feito sorvete, a dupla mostra competência
e convicção, mesmo sem demonstrar um pingo de personalidade.
Este segundo trabalho segue a mesma fórmula, mas com uma
queda (literalmente) para a baba romântica. Ainda assim
são bem melhores do que Backstreet Boys, que Hayes e Jones
só não batem porque estão em desvantagem
numérica. (Sony/Columbia). (RH)
"Let's Roll" (Youngstown) - A concorrência
pelos suspiros das adolescentes anda cada vez mais acirrada.
O Youngstown é mais um grupelho a disputar mercado com
Backstreet Boys, N'Sync, Five e afins, e para isso usa as mesmas
armas que seus adversários: coreografias bem ensaiadas,
carinhas bonitas e faixas dançantes (supostamente de inspiração
rhythm'n'blues) com enxertos de hip hop contrabalançando
com baladas bregas. O resultado, claro, não poderia ser
outro que não o xerox deslavado. E não é
nem o caso de separar o joio do trigo, porque todos são
ruins de doer e só estão interessados em faturar
rápido antes de sumirem. Afinal, a máquina de fazer
ídolos não pára. (Roadrunner). (RH)
"A Música do Olodum - 20 Anos" (Olodum)
- Duas décadas depois de ser criado, o Olodum extrapolou
o conceito de bloco carnavalesco para se tornar uma das mais
respeitadas entidades assistencias do País. A música,
no entanto, não foi esquecida. A prova é este disco
comemorativo. São 16 faixas e algumas surpresas, entre
elas novos arranjos para sucessos como "Requebra",
"Nossa Gente (Avisa Lá)" e "Alegria Geral".
A atenção, no entanto, recai sobre os convidados
especiais (Tony Garrido, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Jimmy
Cliff) e as seis canções inéditas, com destaque
para a panfletária "Candelária". Crítica
social, romantismo e folia continuam convivendo harmoniosamente
no som do Olodum, mas o peso dos tambores já não
é mais o mesmo - ao menos em disco. (Sony/Columbia). (RH)
Crônica
1999: Letras de luto
Salim Miguel
A indesejada das gentes foi implacável, em 1999. Oito
importantes escritores nos deixaram. A maioria, amigos. Ei-los,
em ordem alfabética: Antonio Houaiss, Ary Quintella, Dias
Gomes, Herberto Salles, João Cabral de Melo Neto, José
J. Veiga, Marcos Rey, Plínio Marcos. Todos marcaram uma
posição em nossa literatura e mereceriam bem mais
do que um simples registro.
Antonio Houaiss. Diplomata, filólogo, enciclopedista,
ensaísta, tradutor, gourmet e gourmand, bastaria citar
aqui as "Enciclopédias Delta - Larousse e Mirador"
e a tradução do "Ulisses", de Joyce,
para dar a exata dimensão de sua importância. Foi
um defensor permanente da língua portuguesa e um dos artífices
de um acordo ortográfico entre todos os países
de expressão portuguesa. Demitido do Itamaraty durante
a ditadura, não se deixou abater. Presidiu o primeiro
sindicato de escritores do Rio de Janeiro e foi idealizador da
Associação dos Tradutores. Ministros da Cultura
no governo Itamar Franco, criou o programa Resgate do Cinema
Brasileiro.
Ary Quintella, contista e romancista, com uma obra significativa,
como "Um Certo Senhor tranqüilo", "Combati
o Bom Combate", "Sandra, Sandrinha", "Alguma
Coisa é a Mesma Coisa" e juvenis como "Mamma
Mia", além de um livro sobre Anita Garibaldi. Contribuiu
para a execução de vários projetos culturais,
entre eles "O Livro até Você".
Dias Gomes, teatrólogo, bastaria citar a peça "O
Pagador de Promessas" para se ter uma idéia do valor
de sua dramaturgia. Transformada em filme, dirigido por Anselmo
Duarte, deu ao Brasil a Palma de Ouro, do Festival de Cannes.
Tornou-se mais conhecido como renovador da teledramaturgia brasileira,
criador de tipos inesquecíveis como Odorico Paraguassu
e Zeca Diabo. Pouco antes de perecer num infausto acidente de
carro, tinha publicado um depoimento sobre sua luta política
durante a ditadura.
Herberto Salles. Autor de vasta e diversificada obra, que vai
do romance ao conto, do diário infanto-juvenil, bastaria,
para lhe garantir um lugar em nossas letras, seu primeiro romance
"Cascalho". Herberto dirigiu, por um bom período,
o Instituto Nacional do Livro, ampliando a política tanto
de reedição de títulos esgotados como de
revelação de novos valores.
João Cabral de Melo Neto, um dos mais importantes poetas
brasileiros de todos os tempos, autor de obras como "Pedra
do Sono", "O Engenheiro", Psicologia da Composição",
"O Cão sem Plumas", "Morte e Vida Severina.
Mestre do rigor da palavra, dizia não entender de música.
Diplomata, apaixonou-se pela Espanha, lá criou uma editora
artesanal e servia de alento para os intelectuais espanhóis
sob a ditadura franquista.
José J. Veiga estreou tarde, para os padrões brasileiros.
Mas, já com seu primeiro livro, "Os Cavalinhos do
Platiplanto", contos, disse ao que veio. Bastaria citar
mais um de seus livros, "A Hora dos Ruminantes", forte
alegoria sobre o poder discricionário, publicado numa
época de violenta mordaça. Com Murilo Rubião,
compõe a dupla de precursores da ficção
fantástica na América Latina.
Marcos Rey começou como cultor de uma literatura urbana,
centrada em São Paulo, de que são bom exemplo a
novela picaresca "O Enterro da Cafetina" e "Café
na Cama", dentro do mesmo enfoque. Ganhou maior popularidade
ao se dedicar à literatura para o público juvenil.
Trabalhou em televisão e várias obras suas foram
adaptadas para o cinema e a televisão.
Plínio Marcos, teatrólogo de extrema força,
dedicou-se ao drama dos marginalizados. Peças como "Navalha
na Carne" e "Dois Perdidos numa Noite Suja" bastariam
para lhe garantir um lugar no rol de nossos mais importantes
teatrólogos. Plínio pertence a uma corrente literária
que tem como expoentes um Lima Barreto e um João Antônio,
onde vida e obra por vezes se fundem e complementam. Ele deixou
uma vintena de peças, entre elas "Barrela",
"Jornada de um Imbecil até o Entendimento",
"Quando as Máquinas Param".
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