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ANotícia
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Editorial
Decisão em Brasília
O
presidente da Câmara Federal, Michel Temer, está
mobilizando os líderes dos partidos para dar continuidade
às votações dos projetos constantes da pauta
da convocação extraordinária. Depois da
aprovação, em primeiro turno, da desvinculação
de receitas da união, a prioridade é votar a reforma
do Judiciário.
Não será fácil, reconhece o próprio
Temer, na medida em que há profundas discordâncias
dos partidos em relação ao relatório final
da deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP). No entanto, há
consenso em Brasília sobre a urgência da votação
desta reforma. Do primeiro ciclo de reformas, esta é imprescindível
para a Nação, na medida em que deve desobstruir
o emperramento atual da Justiça, que tantos protestos
acumula da grande maioria da população.
Dos muitos fatores que congestionam o ritmo de desenvolvimento
do Brasil, inclui-se a questão dramática e complexa
da morosidade da Justiça. Também é fator
que inviabiliza, em muitos casos, melhor e maior distribuição
da riqueza nacional, com o inquestionável impedimento
da plena cidadania e da efetiva garantia dos direitos previstos
na Constituição.
Os líderes partidários estão convencidos
de que será preciso inicialmente votar o relatório
da deputada paulista, deixando os quesitos de maior resistência
e polêmica para posterior apreciação da Câmara.
Os chamados destaques poderão ficar para uma nova oportunidade,
quando necessariamente as votações demandam maior
tempo de negociação.
Aprovando-se o relatório geral, contudo, já se
estará dando um passo rumo às mudanças que
se devem operar no âmbito da Justiça. O Brasil precisa
dar continuidade neste ano a alguns projetos que complementam
as reformas estruturais - e a da Justiça se inclui neste
rol das últimas questões básicas que reclamam
apreciação do Congresso.
Oxalá os deputados analisem até quinta-feira o
projeto do Judiciário. Seria notável avanço,
se considerar-se o tempo já empreendido no processo até
aqui. Se o governo conseguiu a aprovação da DRU,
reclama-se o mesmo empenho para o projeto da reforma do Judiciário.
Está mais do que provado: quando o governo mostra empenho,
consegue mobilizar o quórum de deputados. É o que
se espera nas próximas 72 horas em Brasília.
A reforma do Judiciário
é decisiva para o País, e os deputados podem aprová-la
nesta semana se realmente houver empenho
Artigos
Tolstói, Stendhal e o poder
ARIANO SUASSUNA
Tolstói e Stendhal viveram num tempo em que não
existiam multinacionais. Ainda assim, o que escreveram sobre
intelectuais integrantes do patriciado urbano e que se deixam
subornar por salários vale não só para a
realidade que os cercava, mas para a de hoje; sendo que, atualmente,
o pior tipo de suborno ainda é o praticado pelas "trasnacionais",
como preferem dizer seus adeptos e admiradores.
No romance "Ana Karenina", o grande escritor russo
opõe o personagem Levine, homem do campo, a Oblonski,
homem da cidade e membro de um tribunal. Os dois, amigos de juventude,
encontram-se no local de trabalho de Oblonski, e Levine olha
com desgosto as mãos macias e as unhas brunidas de um
colega do outro. Levine sabia apenas "cuidar das terras,
criar gado, construir granjas e estábulos, acasalar vacas
e éguas; isto é, tinha tomado o caminho de todos
aqueles que, aos olhos do mundo, não servem para mais
nada".
É considerado um camponês rude, ressentido e frustrado
por não ter feito, na cidade, carreira política,
burocrática ou universitária. E, vendo aqueles
citadinos macios e perfumados, diz a Oblonski: "Não
me sinto à vontade aqui. Não podes calcular quanto
custa a um homem habituado à vida livre do campo encontrar-se
num recinto como este. Aqui tudo me parece estranho, como as
unhas daquele senhor que estava em teu gabinete. Como queres
que não me impressionem aquelas mãos de seda, de
unhas crescidas e lustrosas, quando nós, os camponeses,
temos as mãos grosseiras e as unhas curtas para podermos
trabalhar? Aqui na cidade cuidam das mãos com anéis
e perfume simplesmente por ociosidade, ostentação
e luxo".
Por sua vez, Oblonski - que acha a coisa mais natural do mundo
ir à capital do país unicamente para bajular (ou,
como diz ele, "para fazer-se lembrar nas recordações
do ministro") - considera Levine rude e ingênuo e
contrapõe a suas maneiras e convicções o
"refinamento" do patronato e daquele patriciado urbano
de unhas brunidas que tanto irrita Levine.
Este retruca asperamente e diz que os integrantes daquelas duas
classes formam uma "aristocracia" falsa e falsamente
superior; tanto assim que se deixam subornar e corromper pelos
salários que lhes pagam. E conclui: "Tu recebes ordenados,
coisa que nunca farei. Nós, camponeses, é que somos
os verdadeiros aristocratas; não aqueles que vivem à
custa dos poderosos do mundo e que se vendem por dez tostões".
Já Stendhal, em "O Vermelho e o Negro", opõe
Julien Sorel, que pretende ir para Paris, a seu amigo, Fouqué,
madeireiro, que o adverte: "Isto vai resultar para ti num
emprego que te obrigará a praticar atos vergonhosos. Lembra-te,
então, de que vale mais ganhar 100 luíses numa
boa venda de madeira do que receber 4 mil francos de qualquer
poderoso, mesmo que este seja o rei Salomão".
- Ariano Suassuna, escritor/PE
O velho assassino
Victor Alberto Danich
Desprevenidos leitores que experimentaram de longe as lutas
ideológicas dos anos 70 e que conhecem apenas de maneira
nebulosa os dramáticos acontecimentos políticos
emoldurados na famosa doutrina da segurança nacional,
produto perverso da guerra fria e tristemente célebre
no continente latino-americano, seguramente sentirão pena
pelo "pobre velhinho" que está sendo impedido
de retornar à sua pátria por causa de um processo
de extradição.
Esse senhor de cabelos brancos, pelo qual o Vaticano também
solicitou a repatriação por razões humanitárias,
se chama Augusto Pinochet, senador vitalício do governo
chileno e conhecido internacionalmente por ter articulado complexos
mecanismos de repressão e castigo que levaram milhares
de pessoas à morte de forma brutal e impiedosa - inclusive
fora dos limites territoriais - durante os anos da ditadura que
se instalou no país com a derrocada do presidente constitucional
Salvador Allende.
Essa é parte do retrato moral do personagem. Conspirador
muito antes do golpe, sempre se mostrou solícito, gentil
e subserviente como comandante-em-chefe do Exército chileno,
ou como diria Carlos Altamirano, presidente do Partido Socialista
Chileno, "dotado de uma personalidade sinuosa e de uma capacidade
intelectual extraordinariamente limitada, a mesma era compensada
por uma grande habilidade para mimetizar, ocultando suas emoções
e paixões". Pinochet alcançou o poder por
cima dos cadáveres de três homens a quem conseguiu
enganar: o presidente Allende; José Tohá, ex-vice-presidente
da República e ministro da Defesa; e seu amigo de longos
anos, o general Carlos Prats, comandante-chefe do Exército
chileno, assassinado na Argentina por grupos para-militares.
Por isso e por outros tantos motivos, não devemos sentir
pena do velho assassino, cuja senilidade apenas o torna num esvaziado
moral, que, incapacitado de experimentar a dor alheia, termina
por não sentir nem a própria, usando em seu proveito
a atrofia dos elementos nobres do organismo para refugiar-se
no aperfeiçoamento da defesa e na analgesia do sofrimento.
Proféticas são as palavras do médico José
Ingenieros quando fala da velhice niveladora: "A maturidade
abranda o perverso, torna-o inútil para o mal. O diabo
não sabe mais por ser velho, que por ser diabo. Quando
se arrepende, não é por santidade, mas por impotência".
Estradas, um desafio de todos
Luiz Cesar Keufner
O desenvolvimento do sistema rodoviário catarinense
foi seriamente prejudicado pelo governo anterior, que deixou
aos catarinenses uma verdadeira bomba de efeito retardado na
forma das concessões rodoviárias das regiões
de Brusque, Blumenau e Joinville.
O Tribunal de Contas já se manifestou pela irregularidade
das licitações destas concessões, cabendo
agora deliberação da Assembléia Legislativa
sobre o assunto.
O grave prejuízo imputado à sociedade catarinense
decorre do fato de que nenhuma decisão administrativa
ou operacional, nenhum planejamento pode ser feito enquanto perdurar
a indefinição sobre os processos de concessão,
o que já consumiu quase dois anos.
Em Blumenau (BR-470) e Joinville (BR-280), rodovias federais
foram transferidas ao Estado para viabilizar economicamente as
concessões, através da cobrança de pedágios.
Estas rodovias ficaram sem dotação orçamentária
federal ou estadual, já que sua manutenção
passaria às empresas responsáveis pelas concessões.
Como isto não ocorreu, o DER-SC ficou com a incumbência,
porém sem os meios necessários para sua execução,
situação que perdura até o momento, com
a ressalva de que o governo estadual decidiu realizar obras emergenciais
na BR-470, pela sua necessidade premente.
As concessões rodoviárias ocasionaram questionamentos
também na sua formatação, até o momento
carentes de respostas satisfatórias. Para nos atermos
ao sistema Norte - que atinge os municípios que vão
desde São Francisco do Sul, Joinville, Jaraguá
do Sul e São Bento do Sul, até a BR-116 - não
foi previsto nenhum tipo de socorro médico aos eventuais
acidentados nas rodovias, embora haja previsão de socorro
mecânico; existe uma concentração de praças
de cobrança de pedágios, com algumas delas distantes
entre si apenas 27 quilômetros; a cobrança será
feita nos dois sentidos da rodovia, quando poderia ser apenas
em uma direção, poupando tempo aos usuários;
o cronograma de obras previsto é por demais alongado,
estendendo-se ao longo de até 18 anos após o início
da concessão; e muitas obras vitais para o desenvolvimento
econômico regional simplesmente não constam no programa
de concessão, como a duplicação da BR-280
entre a BR-101 e o porto de São Francisco do Sul.
Os problemas do transporte rodoviário, vital para nossa
economia, não terminam com as concessões. Precisamos
encarar o fato de que não existe fonte de financiamento
para a manutenção e construção de
estradas, dependentes de verbas orçamentárias federais
e estaduais de difícil materialização. Pagamos
para dispor de água, luz, telefone e até Internet,
entre tantos serviços remunerados. Para dispormos de boas
estradas, será necessário pagar as contas geradas
pela sua construção e manutenção.
O pedágio é a primeira mas não a única
maneira de dar viabilidade financeira ao sistema rodoviário.
A remuneração pela utilização comercial
das faixas de domínio, que margeiam as estradas, é
uma opção que pode complementar a receita necessária,
barateando o pedágio cobrado dos usuários.
A solução da equação rodoviária
em Santa Catarina, pela sua importância e complexidade,
necessita do engajamento e participação de toda
a sociedade e dos poderes que democraticamente a representam.
Não precisamos ficar restritos a modelos prontos e acabados,
podemos perfeitamente dimensionar e administrar um modelo de
desenvolvimento sustentado e auto-suficiente para nossas estradas,
aproveitando os 53 anos de experiência do Departamento
de Estradas de Rodagem, uma instituição catarinense
plenamente capacitada a administrar nosso patrimônio rodoviário.
Com trabalho, lucidez e perseverança, marcas registradas
da atual equipe de governo, haverá de ser vencido mais
um desafio, resgatando um patrimônio catarinense
nossas estradas.
- Luiz Cesar Keufner, engenheiro/Joinville
Cartas
Turismo
Natural de São Francisco do Sul, resido com minha família
no Estado do Rio de Janeiro. Costumamos passar as festas de final
de ano em nossa terra natal, e podemos dizer com certeza que
o custo nos balneários catarinenses, em especial os francisquenses,
são especialíssimos. Não parece que os empresários
tentem tirar vantagem da época para extorquir o turista.
Este é um dado excepcional que Santa Catarina deveria
divulgar aos quatro cantos do Brasil. Exemplo: um rodízio
de frutos do mar em torno de R$ 10,00, só mesmo em Santa
Catarina. É de desafiar quem pratique este preço
fora do Estado. Além do excelente litoral, belezas naturais,
hospitalidade e gentileza peculiares, contamos com preços
excepcionais em alimentação. Poderemos com certeza
incrementar e em muito o turismo em nosso Estado.
... ... ...
Telefone
Todas as contas telefônicas de Concórdia apresentaram
problemas. A operadora Telecentro Sul diz que houve problemas.
Mas por que nós, população, devemos pagar
por isto? Quem é que fiscaliza este tipo de operadora
que se diz empresa?
... ... ...
Tragédias
Parabéns a este jornal pela brilhante cobertura não
só das tragédias da semana passada na BR-470, mas
também de outros acidentes já ocorridos no Estado.
Muito se fala e pouco se faz. E não precisa muito dinheiro
para melhorar o que já existe. Tempos atrás, a
Rede Globo fez diversas reportagens sobre pontos críticos
nas estradas brasileiras. Na ocasião, enviei um e-mail
à emissora defendendo a colocação de tachões
nestes pontos. A exemplo do que verifiquei na cidade de Ascurra,
de onde sou natural, em duas curvas - uma próximo à
Churrascaria Beber e outra no limite com Rodeio, onde o número
de acidentes com morte deve ter diminuído em mais de 90%.
Com pouco dinheiro é possível salvar muitas vidas.
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Menos analfabetos
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza,
afirmou que o índice de analfabetismo no Brasil caiu de
20% no início dos anos 90 para 15% no ano passado. Segundo
ele, entre a população jovem de 15 a 19 anos, cerca
de 6% ainda não sabem ler e escrever. Nas regiões
Sul e Sudeste, os índices são de 2 a 3%, respectivamente.
O analfabetismo é maior entre idosos. No Nordeste, ele
atinge cerca de 50% da população acima de 50 anos.
De acordo com Paulo Renato, o número de estudantes que
chegam ao ensino médio subiu 57% entre 1994 e 1999, em
função, conforme disse, das mudanças estruturais
na política educacional brasileira. "Percebemos que
a educação fundamental era o grande nó do
problema da educação", afirmou, durante assinatura
da parceria entre o MEC e o Sesc/Senac para prestar apoio pedagógico
e institucional ao programa já desenvolvido pelas duas
unidades, denominado "Alfabetizando Jovens e Adultos".
O programa possui 3 mil alunos matriculados em 33 regiões
do Estado de São Paulo. Com o termo assinado, os alunos
que concluírem o curso, que tem duração
de dois anos, obterão o certificado de equivalência
da quarta série do ensino fundamental, na modalidade Ensino
Supletivo, e poderão prosseguir os estudos.
Em campanha
O prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), lança
a mulher, Ana Paula, como candidata a vereadora e diz que fará
dela a mais votada da história política da cidade.
Ana Paula dirige a Promenor, instituição municipal
criada na década de 70 pelo ex-prefeito Félix Theis
(então no antigo MDB). A organização hoje
presta assistência a mais de mil crianças e adolescentes
com escola, alimentação, trabalho e qualificação
profissional.
Sem rodeios
Para ler e reler declarações do prefeito de
Caçador Onélio Menta (PPB) em A Notícia,
ontem. Por exemplo, quando diz que é preciso separar a
politicagem dos atos administrativos; quando fala que há
bucrocracia demais e muita mesquinhez; e que as prefeituras não
podem bancar o desemprego (inchando o quadro de servidores) e,
sim, tentar gerar postos de trabalho; ao condenar obras de fachada
com fins políticos. Coisa rara hoje em dia.
Mais tempo
O Banco Central prorrogou até dia 28 o prazo para pagamento
da parcela das dívidas agrícolas do Programa Especial
de Saneamento (Pesa). Pela lei 9.866, de novembro de 1999, o
governo autorizou a securitização (prolongamento)
das dívidas do setor rural vencidas ou vincendas, com
a condição do pagamento de 10,36% do total destinado
à compra de títulos do Tesouro Nacional. Em 2020,
o título quitará a dívida total.
Arrumadores 1
Cerca de 305 ex-trabalhadores que eram vinculados ao Sindicato
dos Arrumadores de São Francisco do Sul lutam desde 1986
pelo pagamento de dez anos de repouso semanal remunerado (domingo)
até hoje ignorado pelo administração do
porto (que é estadual). Em 1997, o valor das indenizações
foi estimado em mais de R$ 6 milhões e, hoje, corrigidos,
somam algo em torno de R$ 11 milhões.
Arrumadores 2
O Tribunal Superior do Trabalho deu ganho de causa e mandou
pagar até 31 de dezembro de 1999. Uma manifestação
pública há poucos dias não fez muito eco,
mas já está prometido outro ato público
e, desta vez, o governo Esperidião Amin (PPB) será
o alvo principal. O administrador do porto, Marcelo Salles (filho
do ex-governador Colombo Machado Salles), diz que a questão
tramita na Procuradoria-geral do Estado.
Bons ventos
Mar Catarina, publicação dominical de A Notícia
com circulação estadual (são quatro fascículos
durante o mês de janeiro), repercute no litoral Norte.
No final de semana aumentou consideravelmente o número
de embarcações em Armação do Itapocoroy,
balneário de Penha, atraídas por um dos mais seguros
ancoradouros naturais da região, inserido no mapa de navegação
que orienta os que fazem da costa catarinense um rico ponto de
lazer não só no verão.
Frases
"A frente não
existe porque o PT só quer o PDT como coadjuvante."
Miro Teixeira, deputado (PDT-RJ), sobre a frente nacional
das esquerdas, formada ainda pelo PC do B e PSB
"Não serei
candidato, nem que seja único."
Onélio Menta, prefeito de Caçador (PPB),
descartando qualquer possibilidade de candidatar-se à
reeleição
"Como cidadão,
vou votar e, como político, terei companheiros."
Idem, sobre as eleições municipais de
outubro
"O que mais vai preocupar
são os abusos."
Alcides Aguiar, desembargador e presidente do TRE,
preocupado com eventuais excessos da campanha eleitoral deste
ano
"Infelizmente, sequer
cogitou-se o afastamento dos prefeitos."
Idem, referindo-se aos prefeitos que vão disputar
a reeleição
"São todo ruins."
Danilo Freitas, superintendente da PRF no Estado,
avaliando motoristas argentinos
Curtas
Realidade - Há um ano, quando a União
repassou a BR-470 ao Estado, a assessoria de imprensa do DNER
apressou-se em desmentir nota da coluna sobre as péssimas
condições da rodovia. Por motivos óbvios,
o desmentido não mereceu espaço, por ser mentiroso.
Vitrine - Pinhalzinho (Oeste) sedia de 27 a 29 deste
mês o 2º Itaipu Rural Show, uma grande exposição
sobre cultivares de soja, feijão, milho hidropônico,
tecnologia, suinocultura, novos produtos e conservas, marcas
internacionais de sementes de milho, pastagens etc.
Revoada - Pelo menos dez secretários municipais
de Blumenau já anunciaram intenção de disputar
uma vaga na Câmara de Vereadores. Por conta disso e de
turbulências internas anteriores que exigiram mudanças,
o prefeito Décio Lima (PT) deverá ser recordista
em mudanças no primeiro escalão.
Pomerana - Até dia 23, Pomerode, no Médio
Vale do Itajaí, vive a 17ª Festa Pomerana. A receita
do sucesso está no ambiente familiar, na música,
nas tradições e na culinária. Fora tudo
isso, só visitar a cidade já é de encher
os olhos.
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