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Assembléia estuda
criação da CPI do narcotráfico
Acusações
contra agentes da PF no Estado colocam SC no esquema
Mirela Maria Vieira
As
declarações do traficante Aryzolin Trindade Sobrinho
à Comissão Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico
(CPI), de que três agentes da Polícia Federal de
Santa Catarina estariam envolvidos com o esquema do tráfico
internacional de drogas, podem determinar a constituição
de uma CPI na Assembléia Legislativa para investigar os
desdobramentos do esquema de tráfico em Santa Catarina.
"A prisão do irmão de um traficante no Estado
já nos dava alguma base para avaliar os desdobramentos
em Santa Catarina. Agora, essa informação é
grave e, se confirmado o envolvimento de agentes da PF, certamente
abre caminho para a constituição da CPI do Narcotráfico
na AL", afirmou ontem o presidente do Legislativo, Gilmar
Knaesel.
Há dois meses, o irmão de Hildebrando Pascoal (ex-deputado
do PFL), Sete Bandeira Pascoal, também envolvido no esquema
das drogas, foi preso no Oeste catarinense. Esta semana, Aryzolin
Sobrinho declarou à imprensa que agentes catarinenses
integrariam o esquema, sem no entanto dizer nomes. Mesmo sem
os nomes, o próprio relator da CPI federal, Moroni Torgan
(PFL-CE), considera que a AL do Estado já tem elementos
suficientes e deve constituir sua comissão.
Knaesel disse ontem que vai requerer informações
detalhadas à PF catarinense sobre o fato, para, então,
convocar uma reunião com os parlamentares. No que depender
do empenho da Superintendência da Polícia Federal
catarinense, em breve os nomes, se existirem efetivamente, serão
conhecidos. "Queremos esclarecer isso o mais rápido
possível, até porque isso cria um clima de desconfiança
interna. Ora, dizer que tem agentes nossos ligados ao Fernandinho
Beiramar me parece um absurdo. Nunca soubemos de nada semelhante
aqui", assinalou ontem o superintendente em exercício
da PF-SC, Roberto Schweitzer.
Grátis
Bancos e empresas estão oferecendo conexão à
Internet sem cobrança de taxa. Os provedores protestam.
AN_Informática |
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Schweitzer está aguardando manifestação
da CPI do Narcotráfico, cujo relator já recebeu
a solicitação para esclarecimento das declarações
de Aryzolin. "Ele vai ter que identificar quem são,
se isso for verdade", diz taxativo Schweitzer.
O líder do PMDB na AL, Herneus de Nadal, considerou o
fato de "extrema gravidade" e concorda com a necessidade
da presidência da AL convocar reunião assim que
o recesso parlamentar terminar, em 15 de fevereiro.
PMDB tenta atrair
deputados pedetistas
Cláudio Prisco
Especial para A Notícia
Florianópolis - Como esse ano será decisivo
para a reforma política, com as grandes siglas empenhadas
em enxugar o quadro partidário brasileiro, a começar
pelas legendas de pequeno porte, o PMDB de Santa Catarina já
começa a se movimentar no sentido de ampliar sua base
política, com vistas às eleições
majoritárias de 2002. Fraco das pernas, o PDT é
o principal alvo peemedebista no Estado, com destaque para os
deputados Fernando Agustini (Coruja) e Serafim Venzon na Câmara
e Jaime Mantelli na Assembléia Legislativa.
O trio vem sendo contatado informalmente pelos líderes
do PMDB, em conversas reservadas. Como os brizolistas andam sofrendo
restrições públicas de setores radicais
do PT, os peemedebistas aproveitam para buscar uma negociação
com os rejeitados de plantão. Se não for possível
uma reaglutinação PDT-PMDB (os pedetistas, em sua
maioria, pertenceram ao velho MDB), as articulações
acabam servindo para selar uma composição eleitoral
entre as duas agremiações.
Coruja
O maior interesse do PMDB no PDT converge para o deputado
Coruja, nome que poderia reoxigenar o partido na região
Serrana, onde os peemedebistas estão desestruturados desde
o desembarque do ex-prefeito Juarez Furtado, do ex-senador Dirceu
Carneiro e o ex-deputado Francisco Küster. Os últimos
dois hoje filiados ao PSDB, mas apenas Küster alinhado à
coligação com a dupla PPB-PFL. O último
prefeito eleito pelo PMDB, em Lages, foi Carneiro, em meados
da década de 70.
De lá para cá, o comando administrativo da maior
cidade Serrana oscilou entre o PFL de Paulo Duarte e Raimundo
Colombo e o PDT de Fernando Agustini e Décio Ribeiro.
Dos seis municípios de Santa Catarina, o PMDB também
precisa combater o vácuo que se estabeleceu em Chapecó,
onde o último prefeito peemedebista foi Ledônio
Migliorini, que hoje nem mais pertence ao partido.
Mas a avidez com que o PMDB tem assediado Coruja não se
limita ao contra-ponto regional, com a perspectiva de novamente
eleger prefeitos e deputados na Serra. A verdade é que
Fernando Agustini passaria a ser uma opção para
compor a chapa majoritária de 2002, tanto permanecendo
no PDT, como vindo para o PMDB. Além de um perfil com
claro apelo popular, o parlamentar soma eleitoralmente, também
pelo charme ideológico.
PPS
Recantos
O interior do município de Jaraguá do Sul, terceiro
centro econômico do Estado, é rico de recantos a
serem desvendados.
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Na eleição de 98, Coruja era
o preferido do PT para compor chapa com Milton Mendes de Oliveira.
Mas ele preferiu correr a deputado, no pleito poroporcional.
Com quase 50 mil votos, tendo Raimundo Colombo (PFL) como forte
corrente na região, Fernando Agustini não está
sendo procurado apenas pelo PMDB. Enquanto a direção
estadual não lhe dá muita importância, pelas
críticas que vem fazendo publicamente ao engenheiro Leonel
Brizola, o PPS catarinense e também o nacional não
cessam de lhe oferecer oportunidades.
Além do presidenciável Ciro Gomes (PPS), o governador
carioca Anthony Garotinho (PDT), que já abriu uma dissidência
em relação a Brizola, também tem conversado
com Coruja, que não tem a menor pressa de definir seu
projeto político. Só depois do cenário nacional
e estadual, resultante do embate eleitoral de outubro, é
que Fernando Agustini vai apreciar a conjuntura partidária
e tomar uma decisão em torno do seu futuro.
Funcionalismo recebe 2 atrasados
Florianópolis O governo do Estado divulgou ontem
o cronograma de pagamento dos trabalhadores do serviço
público estadual referente ao mês de janeiro e o
pagamento dos salários atrasados dos servidores com renda
bruta de até R$ 1.050,00, relativo aos meses de outubro
e novembro de 1998. Todos os servidores vão receber a
folha de pagamento nos dias 25, 26, 27 e 28 de janeiro.
Ao quitar esta parcela dos atrasados, o governo terá honrado
mais de 50% dos 314.106 contracheques deixados pela administração
anterior. De acordo com a Secretaria estadual da Fazenda, o cumprimento
desta etapa do pagamento dos salários atrasados de outubro
e novembro de 1998 vai alcançar a soma de R$ 83.770.733,67,
relativos a 160.159 contracheques. Somente em janeiro, segundo
a Secretaria da Fazenda, serão pagos R$ 11.725.815,73
a 5.705 funcionários.
Cronograma
25/01
Secretaria de Segurança Pública Ativos
Secretaria da Saúde Ativos
Pensões Especiais
Polícia Militar Ativos e Inativos
26/01
Secretaria da Educação
Secretaria da Casa Civil
Secretaria de Governo
Gabinete do Vice-governador
Polícia Militar Pessoal Civil
Secretaria dos Transportes e Obras
Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Agricultura
Secretaria da Administração
Departamento Estadual de Estradas de Rodagens (DER)
Departamento de Edificações e Obras Hidráulicas
(DHO)
Fundação do Meio Ambiente (Fatma)
Fundação Catarinense de Educação
Especial (FCEE)
Fundação Catarinense de Cultura (FCC)
Fundação Catarinense de Desportos
Fundação de Ciência e Tecnologia (Funcitec)
Secretaria da Fazenda
Procuradoria-geral do Estado
Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente
Secretaria de Desenvolvimento e Integração ao Mercosul
Procuradoria Geral da Fazenda junto ao TCE
Secretaria de Justiça e Cidadania
Secretaria de Desenvolvimento Social e da Família
27/01
Inativos das secretarias, fundações e autarquias
Pensionistas do Ipesc
28/01
Epagri, Cidasc, Santur, Icepa
28/1/2000
Junta Comercial Ativos e Inativos
Ipesc Ativos e Inativos
Deter Ativos e Inativos
Porto de São Francisco Ativos e Inativos
Imprensa Oficial Ativos e Inativos
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| Leia também |
Oposição apela ao
voto
duplo para afastar prefeito
Campos Novos - A oposição ao prefeito Oscar
Schaly (PSDB) apelou para o voto duplo na tentativa de afastar
o tucano do cargo. Na tarde de ontem, a votação
no plenário da Câmara de Vereadores apontou um placar
de seis votos a cinco contra o afastamento de Schaly do cargo.
O presidente da Câmara, Iderlei Titon (PMDB), resolveu
votar e empatou o placar. E, como presidente, voltou a votar.
"Com o placar de 7 a 6, o prefeito está afastado
por 90 dias. Votei duas vezes porque o regimento interno prevê",
alega o peemedebista. "Nunca vi tamanha palhaçada:
um vereador votar duas vezes. Vamos anular essa sessão
na Justiça", promete o secretário de Administração
e Planejamento, Luiz Fernando Rambo. A Notícia ouviu três
especialistas em câmaras municipais e todos consideraram
ilegal o procedimento do presidente.
De acordo com o presidente da Câmara, o prefeito Schaly
foi alvo de 11 denúncias. "Foram utilizadas notas
frias para explicar gastos que não foram feitos em escolas,
como reformas, por exemplo", garante Titon. "Com o
afastamento, não há risco de interferência
nas novas investigações, embora as denúncias
estejam comprovadas", diz Cirilo Rupp (PFL), adversário
de Schaly.
A guerra política gerou confusão. Enquanto a presidência
alega que Schaly tem de passar o cargo para seu vice, Cesar Bleyer
Bresola (PPB), a Prefeitura não aceita a decisão.
Bresola ainda não retornou de uma viagem ao Canadá.
Assim, o cargo deveria ser assumido interinamente por Titon,
o presidente da Câmara que votou duas vezes. "Isso
não existe. São tantas as irregularidades que eles
(oposição) nem quiseram entregar a ata da sessão",
diz o secretário Rambo, garantindo que as acusações
contra o prefeito são infundadas. (Jefferson Saavedra)
Amurc
O prefeito de Canoinhas, Orlando Krautler (PFL), foi eleito ontem
novo presidente da Associação dos Municípios
da Região do Contestado (Amurc). Também foram escolhidos
como primeiro e segundo vice-presidente da associação
os prefeitos de Três Barras, Milton Uba de Andrade, e de
Irineópolis, Oscar Grossl. A Amurc responde por oito municípios
da região.
Ameaça
- O PSB de Joinville ameaça não participar da aliança
municipal em torno do nome do deputado federal Carlito Merss
(PT) na disputa à Prefeitura neste ano. O partido rejeita
a possibilidade de coligação com o PPS do deputado
estadual Jaime Duarte, ex-integrante do colegiado do governo
Esperidião Amin (PPB), e do ex-deputado Norberto Coelho
Neto.
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