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ANotícia  

















Atriz de 47 anos se deu ao luxo de explorar a sensualidade em recente ensaio para a "Playboy"
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Olhar de malvada

Ângela Vieira interpreta sua primeira vilã e busca inspiração em Bette Davis

André Bernardo
TV Press

Mal aceitou o convite de Jayme Monjardim para interpretar a Janete, de "Terra Nostra", Ângela Vieira entrou numa locadora de vídeo. Em vez dos previsíveis clássicos italianos - como "La Dolce Vita", de Federico Fellini, ou "1900", de Bernardo Bertolucci -, Ângela alugou algumas fitas daquela que ficou conhecida como uma das maiores vilãs de Hollywood: a atriz Bette Davis. A idéia era assimilar o jeito sutil e aparentemente dissimulado da protagonista de obras-primas como "A Malvada", "Jezebel" ou "Que Aconteceu com Baby Jane?". "Às vezes, repetia a cena quantas vezes fossem necessárias só para prestar atenção nos sorrisos, olhares e gestos da Bette Davis", reconhece.
O esmero na composição da personagem é justificado. Afinal, esta é a primeira vez que Ângela Vieira interpreta uma vilã em 13 anos de carreira. Até então, a atriz se acostumou a interpretar o papel da mulher dócil e recatada em novelas como "O Fim do Mundo", "Anjo de Mim" e "Por Amor", todas na Globo. Uma rara exceção na galeria de tipos submissos foi a Irene, de "A Idade da Loba", exibida pela Band em 1995.
Aos 47 anos, Ângela Vieira acredita que está atravessando uma fase excepcional. Uma grata surpresa para quem, aos 26 anos, resolveu trocar uma promissora carreira de balé clássico pela profissão de atriz. A então bailarina do Teatro Municipal do Rio estreou na Globo em 1978, quando exibia as formas generosas em sumários biquínis no humorístico "Planeta dos Homens". Mais de 20 anos depois, Ângela se deu ao luxo de explorar a sensualidade em recente ensaio da revista masculina "Playboy". Pelo simples fato de ter demorado a fazer sucesso, a atriz garante que a suposta fama não subiu à cabeça.
Até os 25 anos, Ângela não pensava em outra coisa a não ser em seguir a carreira de bailarina. Ela começou a estudar balé clássico aos cinco anos e, aos 15, ingressou no corpo de baile do Teatro Municipal do Rio. Nessa época, concluiu também o curso de programação visual e desenho industrial pela PUC do Rio. Nenhuma das carreiras, porém, entusiasmava a atriz. Um belo dia, decidiu acompanhar uma amiga num teste para "Planeta dos Homens" e acabou contratada por causa de sua longa experiência como bailarina. "A Globo nunca me chamou para fazer novelas. Eles tinham um preconceito muito grande com quem trabalhava na linha de humor da emissora", queixa-se.
O primeiro convite para um papel sério partiu de José Wilker, então diretor de teledramaturgia da Manchete. Na emissora de Adolpho Bloch, Ângela estreou em "Corpo Santo", de José Louzeiro. Por conta disso, ganhou o prêmio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em pouco tempo, a premiação levou a atriz a ser convidada para trabalhar em "Araponga", de Dias Gomes. Mesmo assim, os convites que recebia não eram dos mais interessantes. "Essa falta de opção fez com que eu me mantivesse longe do vídeo por quase cinco anos", admite.
O auto-exílio de Ângela Vieira durou até 1995, quando foi convidada por Jayme Monjardim para protagonizar "A Idade da Loba". A novela chamou a atenção da concorrência para o talento de Ângela e ela voltou a ser convidada para atuar na Globo. Desta vez, para trabalhar em "O Fim do Mundo", do mesmo Dias Gomes. "O sucesso não me importa mais. No estágio em que me encontro, ele já não faz tanta diferença", afirma.
Longe dos estúdios, Ângela já atravessou as mais diferentes fases. Nenhuma delas, porém, se compara ao fato de ser mãe de uma adolescente de 15 anos. Ela própria se considera uma "mãe à moda antiga". Afinal, controla o horário da filha, toma conta dos namoros e exige organização. Ângela e Nina, porém, são tão unidas que fizeram um trato no que diz respeito à privacidade da jovem. "Tomo cuidado para que o meu sucesso não a incomode", observa.
Dinheiro no exterior
Independência financeira e maior experiência são os objetivos de quem está indo para a Europa e os EUA.  AN_Economia 
A cumplicidade entre mãe e filha chegou a um ponto que, antes de aceitar o convite da revista "Playboy", Ângela pediu a autorização de Nina. Segundo ela, a filha era a única pessoa capaz de vetar o projeto. Com o devido consentimento, Ângela embarcou para a Itália, onde foi clicada pelo badalado fotógrafo Bob Wolfenson. "Mesmo sabendo que não faço o perfil da mulher que vende um milhão de exemplares, nunca me senti tão bem em toda a minha vida", garante.
Mesmo atarefada, Ângela não abre mão das aulas de hidroginástica e caminhadas na esteira ergométrica. A malhação diária zela pelos 68 quilos elegantemente distribuídos em 1,73 m de altura. Os cuidados da atriz, porém, não estão restritos ao corpo. "Há 13 anos, faço análise para tratar dos meus demônios", ri. Dos hobbies da atriz, seus favoritos são ir ao teatro, cinema e balé. A filha Nina é companheira inseparável.


Leandra busca uma formação sólida para ser boa atriz
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Currículo de gente grande

Leandra Leal experimenta série de sucessos em curta carreira

André Bernardo
TV Press

Há cerca de três meses, Leandra Leal não tinha a menor idéia da carreira acadêmica que pretendia seguir. Aluna do segundo ano da Escola Parque, na zona Sul do Rio, ela titubeava entre história, direito e cinema. No entanto, bastou ser convidada para trabalhar na macrossérie "A Muralha", que retrata o período das entradas e bandeiras, para a atriz se decidir pela faculdade de história. E não é por acaso. Para interpretar a romântica Beatriz, Leandra viajou até Portugal e percorreu inúmeros monumentos históricos como a Torre de Belém, onde era guardado o ouro proveniente das colônias, e o Padrão do Descobrimento, de onde o navegador Pedro Álvares Cabral zarpou em direção ao Brasil. "Fiquei ainda mais fascinada por história. Acho que é uma disciplina que todo mundo deveria estudar constantemente", acredita.
Se o interesse por história do Brasil já era grande, ficou ainda maior quando Leandra começou a participar dos workshops promovidos pela Globo. De todas as palestras de que participou, a atriz destaca a dada por Eduardo Bueno, o badalado autor de "A Viagem do Descobrimento" e "Capitães do Brasil", como sua favorita. Na trama escrita por Maria Adelaide do Amaral a partir do romance de Dinah Silveira de Queiroz, Leandra interpreta Beatriz, uma romântica portuguesa que atravessa o Atlântico para se casar com Tiago, personagem de Leonardo Brício, noivo que ela sequer conhecia. "Essa minissérie recorre a uma história de amor para tratar de um período histórico ainda pouco retratado pela tevê", observa.
O trabalho de composição da atriz, no entanto, não ficou restrito à sala de aula. A exemplo do que aconteceu em "Explode Coração", quando precisou recorrer ao megahair para dar volume aos cabelos da geniosa Ianca, Leandra teve de colocar um aplique de 60 cm nos cabelos cacheados. Além disso, ela voltou a lutar contra a balança. Em "Pecado Capital", Leandra teve de emagrecer 5 kg na base da hidroginástica para incorporar os shorts e saias da fogosa Clarelis. Desta vez, a atriz de 1,68 m de altura se viu obrigada a se internar num spa, onde perdeu outros cinco, para chegar aos 50 considerados ideais. "Sei que ainda faltam outros tantos, mas trabalhando fica difícil. Não dá tempo de malhar e tenho preguiça de fazer dieta. Mas até que estou bem para a época", desconversa, bem-humorada.
De fato, Leandra Leal tem motivos de sobra para esbanjar felicidade. Afinal, a filha da também atriz Ângela Leal é bastante precoce para os 16 anos. Na idade em que a maioria das candidatas ao estrelato enfrenta filas quilométricas para mostrar o talento em "Malhação" ou "Xuxa Park", Leandra tem currículo de gente grande. A estréia em novelas aconteceu em 1995, quando interpretou a cigana Ianca de "Explode Coração". Na novela de Glória Perez, ela disputava o amor de Igor, papel de Ricardo Macchi, com a irmã Dara, personagem de Tereza Seiblitz. Ao ser chamada para trabalhar em "Pecado Capital", remake de Glória Perez para original de Janete Clair, Leandra teve medo de se repetir. Afinal, a geniosa Clarelis também era apaixonada pelo cunhado. "Com o tempo, vi que eram diferentes. Cada uma delas veio na hora certa", sintetiza.
Apesar de já ter alcançado sucesso em apenas cinco anos de carreira, Leandra Leal não se deixa deslumbrar. Consciente que precisa de uma formação sólida para se tornar uma boa atriz, ela não se descuida dos estudos. Mesmo de férias, aproveita os intervalos das gravações de "A Muralha" para dar uma olhadinha nas apostilas do curso de inglês ou francês. "Ao menos trabalho no que gosto e não considero sacrifício deixar de sair com os amigos para decorar texto ou passar horas no estúdio", ressalva. Desde os 12, a atriz aprendeu a conciliar o trabalho com os estudos. Mesmo assim, ainda encontra tempo para participar de um grupo de estudo, que discute o atual panorama teatral brasileiro. "Por ser filha de atriz, sei melhor que ninguém que o nosso trabalho não pára. Você faz sucesso num dia e, no outro, ninguém mais se lembra de você", enfatiza.

No cinema

A estréia de Leandra Leal no cinema não poderia ter sido das melhores. Além de ter sido o único concorrente nacional do 54º Festival de Cinema de Veneza, "A Ostra e o Vento", de Walter Lima Jr., rendeu à atriz, então com 13 anos, um total de oito prêmios. Inclusive o de melhor atriz no Festival de Cinema de Biarritz, um dos mais festejados da França. O sucesso de "A Ostra e o Vento" levou Leandra Leal a ser convidada para trabalhar em "O Viajante", de Paulo César Saraceni, dois anos depois. O filme previa uma cena de nudez que a atriz se recusou categoricamente a fazer. "Tinha apenas 15 anos. Filmamos de modo que a nudez fosse apenas sugerida e a cena ficou linda", frisa.
Espaço interno
Porta lateral corrediça permite acesso mais fácil ao interior do Citroën Berlingo, que é importado da Espanha.  AN_Veículos 
A exigência não abalou o prestígio da moça. Um ano depois, ela foi convidada para trabalhar em "Chatô". Na polêmica cinebiografia do empresário Assis Chateaubriand dirigida por Guilherme Fontes, ela interpreta Lola, uma das muitas amantes do protagonista. Segundo a atriz, Lola é uma menina de 16 anos que é vendida pela mãe, interpretada por Eliane Giardini, para Chatô, vivido por Marco Ricca. Depois de anos de um casamento de aparências, ela se apaixona por José Olímpio, um galã da época do rádio, e foge com ele.


Entrevista/Daniel Azulay

Brincadeira de criança

Daniel Azulay tira projeto da gaveta e apresenta "Oficina" em rede nacional

Leandro Calixto
TV Press

Daniel Azulay está de volta. Depois de 13 anos no ostracismo televisivo, o criador da Turma do Lambe-lambe e do professor Pirajara ganhou um programa todo sábado, a partir das 9 horas, em rede nacional na Band: a "Oficina do Daniel Azulay". Aliás, ele volta justamente para a mesma emissora onde atuou por dez anos: de 1976 a 1986. "Este regresso aconteceu no momento certo. Quero comprovar que é possível fazer um programa infantil sem nenhuma banalização", planeja Daniel, que já vinha apresentando o programa apenas na Band Rio e mantinha uma média de quatro pontos no Ibope.
Aos 52 anos, Daniel Azulay acredita que sempre esteve na contramão em relação aos demais programas infantis. Ele lembra que sua produção saiu da grade de programação da Band justamente na época em que surgiram Xuxa e Angélica na tevê brasileira. "As emissoras passaram a privilegiar as louras de shortinhos.
O resto estava todo descartado", alfineta o apresentador, com um indisfarçável ressentimento. No período em que ficou fora da tevê, Daniel passou a investir em oficinas de artes. Atualmente, ele dirige 15 escolas, sendo 11 no Rio de Janeiro e as demais no interior de São Paulo e Curitiba.
Neste longo período ausente do vídeo, Daniel conta que procurou se reciclar. Ele reconhece que os conceitos das crianças mudaram muito nos últimos dez anos. "A comunicação evoluiu de uma forma assustadora. As crianças têm Internet e CD-ROM, entre outros equipamentos tecnológicos", pondera.

Como surgiu a oportunidade de você voltar a fazer um programa em rede nacional?
Daniel Azulay - Há muitos anos vinha batendo nas portas das emissoras em busca de um espaço. Mas ninguém me dava atenção. Percebi que as emissoras só queriam apostar em apresentadoras louras e que abusassem da sensualidade. Só fui ter um retorno depois que desenvolvi um CD-ROM. Enviei uma edição para o diretor da Band, John Saad. Os filhos dele ficaram encantados com o CD. Foi aí que a Band resolveu abrir um espaço para mim. A intenção era que o programa fosse entrar em rede nacional já em 1997. Mas só agora estou tendo a chance de fazer meu programa para todo o Brasil.

Em tempos nos quais o Ibope dita as regras na tevê brasileira, é possível fazer um programa educacional sem cair no popular e assim mesmo conseguir bons índices de audiência?
Azulay - Este é meu objetivo. Tenho consciência que o conceito na tevê mudou muito. Não adianta fazer um programa de alta qualidade sem dar algum retorno publicitário para a emissora. Vou continuar seguindo a mesma linha: fazer um programa educativo, sem ser tão didático. Se não, reconheço que vira um "Telecurso". Por isso que o meu programa continua tendo entretenimento ligado a conteúdo cultural, informação e diversão. As coisas não precisam ser banais, supérfluas e descartáveis. A cada programa, crianças que se destacarem em diversas áreas vão ser convidadas.

Como você analisa os demais programas infantis?
Azulay - Não vejo nenhuma preocupação com o conteúdo. Existe, sim, um marketing de conteúdo. Acontece uma inversão de valores. Se o programa não está dando certo, eles baixam o nível. Estou na contramão da história desde a década de 70. Não digo isto apenas na programação infantil. Falo de toda grade de programação. Hoje, para conseguir índices de audiência, tem gente que leva mulheres seminuas na banheira sem nenhuma preocupação com quem está assistindo.

Viagens
Páginas na web oferecem opções para usuário programar roteiros e efetuar reservas.  AN_Informática 
Talvez por estas razões você tenha ficado tantos anos fora da tevê....
Azulay - É possível que sim. Faço um programa voltado para a educação. Poucas emissoras se interessam por isso. Mas tenho que ressaltar que a Band foi a única emissora que não banalizou na programação infantil. Quando saí do ar, eles alegaram na época que iriam investir no esporte. Não foi contratada nenhuma loura.

Existe a possibilidade da "Oficina do Daniel Azulay" virar diário?
Azulay - Já venho conversando com a direção da Band para isso. Agora, que o programa está em rede nacional, pode facilitar para esta nova mudança. Dependo muito da aceitação do público e também de ajustes na grade de programação. Confesso que gostaria muito que fosse diário. Teria mais tempo para contribuir na criação dos mais jovens.

Manchetes AN

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02/01 - Beleza indomada
26/12 - Revelação audaz
19/12 - Uma gatinha de muito fôlego
12/12 - Novos ares para a apresentadora
05/12 - Parceria estratégica
28/11 - Globo dá chance a Mário Gomes

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A semana

Vida noveleira

O "Por Acaso" de hoje (Rede Brasil, 19 horas) apresenta uma entrevista com o novelista Sílvio de Abreu. Autor de novelas de sucesso como "Torre de Babel", "Sassaricando" e "A Próxima Vítima", o escritor conversa com José Maurício Machline sobre a experiência que teve no início da carreira como ator. Sílvio fala ainda da transição para trás das câmeras e destaca as vantagens e dificuldades em escrever roteiros. Por fim, o novelista relembra sua participação nas chanchadas da extinta companhia Atlântida de Cinema.

Nova roupagem

O "H" vira "O+". A partir desta segunda (Band, 20h10), o programa comandado por Otaviano Costa estréia novo nome e formato. Diretamente de uma arena montada na praia da Barra da Tijuca, no Rio, a produção diária promete trazer novos quadros, além das tradicionais atrações musicais. Entre as atrações, o "Jogo da Família", um game entre pais e filhos, e "No Gogó", uma espécie de show de calouros. O "O+" também vem com novos personagens. Além da Feiticeira, o público vai poder se deliciar com a Guerreira, uma amazona misteriosa sensual que tem como missão resgatar as tradições dos povos indígenas na passagem dos 500 anos do Brasil.

Rainha do rebolado

Maria do Carmo Miranda da Cunha, que nasceu no dia 9 de fevereiro em Marco de Canavezes, em Portugal, fez Hollywood dançar e cantar ao som do samba, gênero musical brasileiro reverenciado em todo o mundo. Mais conhecida como Carmen Miranda, a menina veio para o Brasil com a família e adorava cantar. Com seu jeito matreiro, ela conquistou os americanos e divulgou o Brasil nos EUA. Nesta segunda, o Telecine 5 (Net) inicia uma série de filmes protagonizados por Carmen Miranda. No de estréia (22 horas), a emissora de canal fechado apresenta "Serenata Tropical", de Irving Cummings.

Produção realista

Robert De Niro e Meryl Streep atuam brilhantemente no filme mais realista sobre o antes, o durante e o depois da Guerra do Vietnã. Escrito e dirigido por Michael Cimino, "O Franco-atirador" recebeu cinco estatuetas do Oscar, inclusive a de melhor filme. Rodado em 1978, o filme ainda ganhou o de melhor diretor, ator coadjuvante e montagem na principal premiação do cinema mundial. A produção conta a história de três amigos de uma cidade da Pensilvânia que têm as vidas completamente mudadas quando são enviados para guerra.(TNT/Net, terça, 22 horas).

Novidades na TV

Fim de férias

A apresentadora Virgínia Nowicki volta ao batente no próximo dia 22. Depois de uma temporada em que o programa "Zapping" passou apresentando reprises, Virgínia volta com idéias novas e novos quadros que a produção vem mantendo em segredo. Um dos convidados para o primeiro programa é o cantor Chris Duran, que vai até uma academia de dança para aprender os ritmos brasileiros e até arriscar os passos de um arretado forró, acompanhado de uma fã.

Escalada

A apresentadora Babi já está avisada que assim que o SBT retomar o núcleo de dramaturgia, vai ser convocada para um papel. Babi, que está à frente do "Programa Livre", fez o último papel na tevê como a secretária Aninha na novela "Por Amor", na Globo. Essa foi a segunda novela que a apresentadora fez, a primeira foi "Perdidos de Amor", na Band. Além dos papéis na tevê, Babi fez Adelaide, no filme "Zoando na Tevê".

Novo riso

O comediante Roberto Roney volta a fazer humor depois de quatro anos afastado da tevê. Roberto foi escalado pela "Escolinha do Barulho" para interpretar o personagem Bragança. "Ele é um neurótico que está sempre de mal com a vida", define Roberto. O ator estreou na extinta TV Tupi em 1963 e participou de vários programas humorísticos com personagens marcantes como o Simplício, que fazia na extinta emissora.

Pontapé inicial

A Record ainda estuda um horário para colocar no ar a atração infantil "Miguelito". O programa, cópia brasileira do seriado mexicano "Chaves", tem estréia prevista para o dia 31 e vai ser encabeçado por Eduardo Estrela, que interpreta o personagem-título. Além dele, mais sete personagens deverão se revezar durante os episódios. Com direção de Milton Neves e Homero Salles, "Miguelito" gravou o primeiro episódio nessa semana, no estúdio da produtora GPM Produções, no bairro paulistano da Lapa.


Lágrimas recicladas

Manoel Carlos assina nova trama das oito da noite

Fernando Miragaya
TV Press

Manoel Carlos vem com um enredo familiar em sua nova novela. E familiar nos dois sentidos. Prevista para estrear em 5 de junho e com o título provisório de "Laços de Família", a próxima trama das oito da Globo não vai fugir ao estilo do autor. Como o próprio nome indica, a novela que substitui "Terra Nostra" vai explorar os dramas familiares. Um enredo ambientado no Rio e bem parecido com outras obras do novelista, como "História de Amor" e "Por Amor". "É uma história que costumo fazer, falando das relações familiares e dos problemas cotidianos", reconhece o autor.
Novamente a personagem principal se chama Helena e desta vez vai ser interpretada por Vera Fischer. Na trama, ela se envolve em um romance com Ricardo, um rapaz mais novo, ainda sem ator definido. Só que seu amado acaba se casando com sua filha, que vai ser interpretada por Déborah Secco.
Mas, apesar de tanto déjà vu, "Laços de Família" reserva novidades. Depois da saga italiana de "Terra Nostra", a nova novela das oito promete começar em um ambiente oriental. A idéia é que as primeiras cenas sejam gravadas na China. O diretor Ricardo Waddington até se encontra no país asiático vendo locais e possibilidades para as gravações. "Tenho necessidade de que a novela comece no Oriente", ressalta o autor.
A justificativa para esta exigência é que o personagem que vai interpretar Ricardo é um médico que aprecia e utiliza os métodos orientais de terapia para o corpo. O shiatzu e a acupuntura, originárias da China, serão algumas das técnicas aprendidas pelo personagem, que acaba abrindo uma clínica especializada no Rio. "Poderia fazer em qualquer lugar, mas acho mais charmoso se gravarmos no berço dessas técnicas", admite o novelista, que, caso não consiga gravar na China, pensa ainda no Japão ou em algum dos chamados "tigres asiáticos".
A pré-produção da novela está prevista para março, mas Manoel Carlos já tem 70% do elenco definido. Tony Ramos, José Mayer, Walderez de Barros e Carolina Dieckmann são alguns nomes já confirmados. As novidades ficam por conta de Paulo José e Flávio Silvino. O primeiro, volta a trabalhar em uma novela do autor - ele fez o alcoólatra Orestes em "Por Amor". "Gosto das novelas do Maneco, pois ele define bem os papéis e investe nos sentimentos", desmancha-se o ator, que atualmente pode ser visto em "A Muralha", interpretando o padre Simão.
Já Flávio Silvino volta às novelas depois do grave acidente de automóvel que sofreu em 1993. Na trama, ele vai interpretar Paulo, um papel que se confunde um pouco com sua própria história - o personagem luta para superar as seqüelas de um acidente que sofreu quando criança. "Vai ser um exemplo para as pessoas com problemas parecidos serem persistentes e não desistirem", torce Manoel Carlos.

 
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