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ANotícia
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TURISMO
RURAL
Edificação tipicamente alemã construída
em 1915, Casa Rux é a única do município
tombada como patrimônio nacional
Fotos: Amarildo Forte |
A capital dos
esportes alternativos
Terceiro principal
pólo da economia catarinense, Jaraguá do Sul também
atrai pelas belezas naturais
Sônia Pillon de Figueiró
A
primeira impressão de quem chega a Jaraguá do Sul,
cidade-pólo do Vale do Itapocu, é de que se trata
apenas de mais uma cidade de colonização alemã
do Norte do Estado. Fundado em 1876, o município hoje
é o terceiro centro econômico do Estado - atrás
apenas de Joinville e Blumenau.
Mas a cidade não é apenas trabalho. Tanto que também
é apontada como a capital catarinense dos esportes alternativos,
com destaque para práticas do bicicross, canoagem e vôo
livre. Circundada por morros, área verde e quedas d'água,
a microrregião de Jaraguá costuma surpreender e
encantar os turistas por pontos como as 14 deslumbrantes cascatas
da Rota das Cachoeiras, na vizinha cidade de Corupá.
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo turista ao chegar
em Jaraguá é a falta de placas indicativas que
orientem para os melhores roteiros. Em janeiro e fevereiro, quando
as indústrias concedem férias coletivas e parte
da população ruma para as praias, a cidade fica
quase vazia. Exemplo desta sensação de abandono
está na praça dos Imigrantes, na avenida Waldemar
Grubba, junto à Casa do Colonizador, onde deveria estar
funcionando o posto de informações turísticas.
Mas o turista não deve desanimar. O interior de Jaraguá
do Sul é rico de recantos a serem desvendados, e o visitante
pode ser brindado com inesquecíveis paisagens. Dentre
os roteiros obrigatórios está o Parque Malwee.
Criado em 1978, por Wolfgang Weege (também fundador da
Malwee Malhas), tem 1,5 milhão de metros quadrados de
área verde preservada. Para os adeptos do turismo rural,
a dica é a Casa Rux, única do município
tombada pelo patrimônio histórico nacional. Construída
no início do século e localizada no Rio da Luz
Pequeno, apresenta como problema a falta de sinalização
para facilitar o acesso do turista.
Dentro da rota ecológica, está o recanto turístico
Paraíso, na Rodovia Wolfgang Weege, em direção
a Pomerode. Conta com parque aquático de água natural
tratada, piscinas para adultos e crianças, toboágua,
serviços de bar e restaurante. Em dezembro e janeiro,
fica aberto de quarta a domingo; nos demais meses, abre somente
aos finais de semana, feriados - ou com reserva prévia.
Outra trilha ecológica é a do Juvenato Marista,
no Morro do Carvão, própria para lazer e estudo.
Para quem aprecia pescar, de outubro a maio funciona o sistema
pesque-pague da Chácara do Ribeirão, na Estrada
do Ribeirão Grande do Norte, no bairro Nereu Ramos, a
16 quilômetros do centro da cidade: há 36 lagoas
e seis tipos de peixes. Percorrendo a área central da
cidade, os setores históricos contemplam a Praça
do Expedicionário; a Praça Ângelo Piazera,
anexa ao antigo prédio da Prefeitura, que está
sendo preparado para receber o Museu Municipal Emílio
da Silva e o Museu do Expedicionário; e a igreja matriz
de São Sebastião, com destaque para os vitrais.
Dinheiro no exterior
Independência financeira e maior experiência são
os objetivos de quem está indo para a Europa e os EUA.
AN_Economia |
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A grande novidade da cidade é o Shopping
Center Breithaupt, que desde 5 de novembro passou a atrair excursões
da região, na avenida Getúlio Vargas, junto ao
centro histórico, onde há 73 anos foi erguido o
primeiro comércio do grupo.
Casa tombada como patrimônio
histórico nacional exige restauração
O visitante que chegar à Casa Rux, em Rio da Luz Pequeno,
poderá conferir de perto a edificação tipicamente
alemã construída em 1915 pelo imigrante Augusto
Rux. A placa indicando a residência fica a 200 metros da
estrada, lateral à rua Pastor Schneider. A casa, tombada
como patrimônio histórico nacional, abriga o bisneto,
Edvino, a mulher Cristiana e três filhos, e normalmente
é visitada por grupos de estudantes.
A edificação, com cinco cômodos, está
com o madeirame do teto tomado pelos cupins. A restauração,
solicitada ao setor de patrimônio histórico da Prefeitura,
não tem data para ocorrer. A última reforma ocorreu
no período do tombamento, em 1989.
Cristiana atesta que poucos são os que conseguem ter acesso
à casa. A família não costuma registrar
em livro os visitantes. "Os que mais vêm aqui são
os estudantes da 3ª série, quando estudam a história
do município", revela. O horário sugerido
para receber os turistas é das 9 às 17 horas, mas
nem todos respeitam essa determinação. A propriedade
tem pequena criação de galinhas, quatro vacas e
dois porcos. A agricultura, que antes era o ganha-pão,
agora é apenas para subsistência. (SPF)
NATUREZA
Rota das Cachoeiras, em Corupá: 14 cascatas
Fique por dentro
Onde dormir
Jaraguá do Sul:
- Hotel Etalan: rua Max Wilhelm, 39, fones (0XX47)371-1922,
371-2209 ou 371-8147
- Hotel Nelo: rua Marechal Deodoro, 104, fone (0XX47)372-0337
- Hotel Itajara: rua Expedicionário Gumercindo da Silva,
237, fone (0XX47)371-3799
Massaranduba:
- Pousada Sete Lagoas: Comunidade de Ribeirão Gustavo,
a oito quilômetros do centro, fone (0XX47)9980-2344
Corupá:
- Tureck Garten Hotel: BR-280, km 82, fone (0XX47)375-1482
Onde comer
Jaraguá do Sul:
- Brega & Chique: rodízio de carnes nobres e bufê,
rua Barão do Rio Branco, 58, fones (0XX47)372-2923 ou
371-6727
- Schützengarden: bufê com nove tipos de carnes.
rua João Marcatto, 40, fone (0XX47)371-4933
- Caneri Grill: rodízio de carnes e bufê variado,
rua Procópio Gomes, fone (0XX47)372-3999
- Burg Garten Restaurante: cozinha internacional e comida típica,
avenida Getúlio Vargas, 847,
fone (0XX47)371-0757
- Oriental: comida chinesa, rua Coronel Emílio Carlos
Jourdan, 72, fone (0XX47)371-7182
O que visitar
Jaraguá do Sul:
- Parque Malwee
Aberto das 7 às 17h30 diariamente. Restaurante da Lagoa
e da Armalwee oferecem almoço e jantar com pratos típicos
alemães. Os três museus abrem de quarta a sexta-feira
das 10 às 11h45 e das 13 às 17 horas. Sábados
e domingos, das 9h30 às 12 horas e das 13h30 às
17 horas
- Museus e Casa de Cultura
Abertos de quarta a sexta-feira das 10 às 12 horas e das
13 às 17 horas
- Shopping Center Breithaupt
Abre diariamente das 10 às 22 horas. Praça de alimentação,
área de lazer e três cinemas
Parque Malwee, pulmão e
cartão-postal do município
Com lagoas, museus,
quiosques, restaurantes, churrasqueiras e outras atrações,
complexo é parada obrigatória de turistas
Jaraguá do Sul - Passagem obrigatória para visitantes
e moradores de Jaraguá do Sul, o Parque Malwee é
considerado um dos principais cartões-postais da cidade
nas quatro estações do ano. A área do parque
conta com 17 lagoas, utilizadas para prática de windsurf,
remo, caiaque, hobby-cat e jet ski; três museus, criados
em 1988, onde se encontram máquinas de costura e utensílios
dos primeiros imigrantes, como ferraria, engenho de cana, engenho
e prensa de farinha, com horários específicos para
visitação.
As atrações ficam abertas à visitação
pública de quarta a sexta-feira, das 10 às 11h45
e das 13 às 17 horas. Aos finais de semana, das 9h30 às
12 horas e das 13h30 às 17 horas.
Espalhadas estrategicamente, estátuas de divindades gregas
se misturam com a vegetação. O parque ainda abriga
dois restaurantes, quiosque com churrasqueiras e espaço
destinado ao bicicross.
Para a viúva Hildegard Havenstein, 59 anos, excursionista
residente na Vila Itoupava Rega, distrito de Blumenau, tudo no
parque é bonito. Ela é integrante de um grupo de
terceira idade que lotou dois ônibus para desfrutar do
parque. Frida Draeger, 70 anos, que visitou a cidade pela primeira
vez, também se mostrou "encantada" com o local.
"Em Blumenau não tem um lugar como esse. Quero voltar",
assegura.
O metalúrgico Adejair Reitz, 32 anos, prefere banhar tranqüilamente
os pés na lagoa maior. Conta que é canoísta
e habituê do local. "Aqui é só chegar
e desfrutar", sintetiza. Atesta que os turistas do centro
do País sempre elogiam a organização do
parque. Já o instrutor e atleta de bicicross Márcio
José Ludvichak, 18 anos, indica que alguns visitantes
chegam a pedir uma bike emprestada para desfrutar das trilhas.
"Outros ficam só olhando, achando que não
podem pedalar porque não têm bicicletas de competição,
o que é bobagem", comenta. (Sônia Pillon de
Figueiró)
Profissionalização
do setor
é o anseio de empresário
O sócio-proprietário da Rota Bela, Valmor Dallagnolo,
que há pouco mais de um mês fundou a empresa, tem
consciência de que incrementar o turismo na cidade é
tarefa árdua. "Jaraguá do Sul ainda vai ter
que se preparar mais para receber o turista. Temos que nos profissionalizar.
É um trabalho a médio e a longo prazo", admite.
Uma das primeiras providências, nesse processo foi procurar
os demais agentes de viagens e hoteleiros para distribuir folders
que contêm sugestões de rotas de passeios pela cidade
(com visita opcional ao Parque Malwee), pelas rotas da imigração
italiana (Santa Luzia e Nereu Ramos), cachoeiras de Corupá
(com visitação ao Parque Emílio Batistela),
dos imigrantes, pelo bairro Rio da Luz (com visitação
ao Salão Barg, construído no início de século,
Casa Rux e Recanto Paraíso). Também está
prevista extensão do roteiro a Pomerode, onde pode-se
visitar o zoológico.
PACOTES
O empresário anuncia que o próximo passo será
incluir o Shopping Center Breithaupt, como opção
para compras e entretenimento, no passeio pela cidade. Os preços
de cada pacote são variáveis e negociáveis.
"Queremos trazer pessoal de fora e também que a população
de Jaraguá conheça a própria cidade",
conclui. (SPF)
- Informações e reservas pelos telefones (0XX47)
372-0909 ou 372-3635, com plantões 24 horas dos motoristas
credenciados.
Prometidas soluções
para
sinalização e informações
O diretor de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico,
Loreno Hagedorn, não sabe explicar as causas do abandono
no posto de informações da Praça dos Imigrantes.
Informa que o local é de responsabilidade da Secretaria
de Cultura, Esporte e lazer (Secel) e que o turista tem como
alternativa o posto Rota Segura, na BR-280, junto ao Posto Marcolla,
na saída para Corupá. O posto atua com quatro estagiários
de turismo da Furb, das 8 às 20 horas, e foi viabilizado
através de convênio com o governo do Estado.
O titular da Secel, Sílvio Celeste Bard, revela que o
posto da praça dos Imigrantes está desativado desde
o início do ano, e que a previsão é que
volte a funcionar em 17 de janeiro, quando o órgão
retorna às atividades. Lamenta também a ação
de vândalos no final do ano, que danificaram algumas peças
da praça. "Aquela casa funciona principalmente como
museu, no período letivo, mais direcionado para estudantes,
e depois como posto de informações", justifica.
Ele reconhece a necessidade de colocar um funcionário
para prestar informações em tempo integral e anuncia
que tratará sobre do assunto com a divisão de turismo.
APOIO PRIVADO
Olhar de malvada
A atriz Ângela Vieira interpreta sua primeira vilã
e busca inspiração em Bette Davis.
AN_Tevê |
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Loreno Hagedorn admite que o município
carece de sinalização específica para o
turista, mas adianta que a Secretaria do Planejamento já
tem em mãos projeto pronto, que prevê a colocação
de placas de cores diferenciadas, que disputarão espaço
com as verdes, destinadas à sinalização
de trânsito e informações gerais. Esse projeto,
com previsão para entrar em vigor ainda este ano, deve
contar com apoio da iniciativa privada. Ele também enfatiza
o convênio firmado com a Rota Bela Transporte e Turismo,
em dezembro de 1999. "Eles (da agência) entraram com
os carros e a Prefeitura ajudou a montar os roteiros", conclui.
(SPF)
ESPETÁCULO
DE LUZ E COR
Baía dos Porcos, com piscinas naturais cheias de
peixes multicoloridos: proximidade entre uma praia e outra não
impede que os cenários sejam completamente diferentes
Foto: AE Paulo Vitale |
Noronha,
um paraíso para as férias
Praias deslumbrantes
e mergulhos nas águas da ilha nordestina compõem
o charme do roteiro turístico
Fernando de Noronha - Há muitos encantos em Fernando
de Noronha, mas sem dúvida alguma os principais estão
no mar. Mergulhar nas águas da ilha é uma emoção
indescritível, privilégio de poucos. Muitos turistas
viajam para lá especialmente com este propósito.
Mas há muita coisa legal para fazer fora do mar: as trilhas,
por exemplo, são excelentes opções. Claro,
tem ainda as praias, absolutamente deslumbrantes.
É um destino longe, caro e sem muito conforto. À
primeira vista este não seria um roteiro ideal para férias,
mas quem vai querer hotel cinco estrelas no paraíso? É
verdade, a ilha é o máximo. No entanto, vale fazer
algumas ressalvas. Para conhecer bem Noronha o negócio
é colocar os pés na estrada, ou melhor, na BR-363,
a menor do País, com apenas sete quilômetros.
Quem não gosta de muito caminhar sofre um pouco. A opção
é alugar um buggy (ou "bugre", como se fala
por lá), que funcionam como táxis. Mas para se
alcançar boa parte dos pontos turísticos será
necessário vencer trilhas. Para grupos de terceira idade,
o ideal é ir para a ilha com o suporte de uma agência
de turismo, que inclui guias especializados e transporte, além
de um roteiro mais leve.
A 360 quilômetros de Natal, a temperatura média
anual em Noronha fica em torno dos 26°C, com dias quentes
e noites com ventos frescos que sopram do Atlântico. São
apenas 17 quilômetros, nos quais se espalham 16 deliciosas
praias, divididas entre o Mar de Dentro e o Mar de Fora. A maioria
ainda preserva um certo estilo selvagem. Mesmo com o grande número
de turistas é muito fácil ficar absolutamente sozinho
em algumas delas. O visitante chega a se sentir numa praia particular.
Paisagens díspares
Apesar da proximidade entre uma praia e outra, os cenários
que se vislumbram numa caminhada ao longo da orla são
verdadeiramente díspares. Pode-se começar a exploração
das praias a partir do lado norte da ilha, pelo chamado Mar de
Dentro, onde ficam algumas das praias mais encantadoras da ilha.
A primeira que se vê é a do Cachorro. Desta, segue-se
pelas praias da Conceição, do Boldró, dos
Americanos, da Quixaba e da Cacimba do Padre.
Desta região, avista-se facilmente um dos postais da ilha,
o imponente Morro do Pico, com 323 metros de altitude. Bem perto
da Cacimba do Padre, está a Baía dos Porcos, com
incríveis piscinas naturais repletas de peixinhos multicoloridos.
Aliás, em Noronha é possível ver peixinhos
das mais diferentes cores em qualquer poça d'água,
por menor que seja. Também ícones da ilha, os rochedos
Dois Irmãos lembram seios de uma mulher e ficam um pouco
mais adiante.
FIM DE TARDE
Praia da Cacimba do Padre, com a ilha Dois Irmãos
ao fundo
Foto: AE Kathia Tamanaha
De olho nos golfinhos ou nas tartarugas
marinhas
A próxima parada é a baía do Sancho.
O lugar é de difícil acesso, seja pela praia ou
pela trilha. Na primeira opção, é necessário
atravessar um grande penhasco; na segunda, os turistas têm
de descer, por uma estreita passagem dentro da rocha, duas escadas
de ferro. Depois disso, mais algumas dezenas de íngremes
degraus até as areias claras e soltinhas da praia do Sancho.
E, acredite, o sacrifício é recompensador. Este
é um dos melhores locais para mergulho.
No sentido oposto à trilha que conduz a baía do
Sancho, está outra que vai até uma área
muito especial: o Mirante dos Golfinhos. Lá do alto, é
possível observar o lugar de descanso dos mais famosos
moradores de Noronha, os golfinhos rotadores. É aconselhável
levar um binóculo. É na baía dos Golfinhos
que os saltitantes mamíferos encontram refúgio
para acasalar-se, amamentar e descansar. Ali é proibido
nadar ou navegar.
No dia seguinte, é hora de conhecer o Mar de Fora, que
fica de frente para o oceano. São apenas quatro praias:
a do Leão, baía do Sueste, Atalaia e Caieira. A
Praia do Sueste, por seu mar calmo e com ondas pequenas, é
a mais procurada por visitantes com crianças e idosos.
Muitos mergulhadores partem desta praia para observar as tartarugas
marinhas em alto-mar. O local de desova das tartarugas é
a praia do Leão. Na época certa, os turistas são
convidados pelos biólogos do Ibama a assistir ao nascimento
das tartaruguinhas.
FORRÓ E NAMORO
O arquipélago de Fernando de Noronha, formado por 21
ilhas e ilhotas, tem um mar que impressiona. Varia do verde intenso
ao azul turquesa e oferece uma das melhores visibilidades do
País - cerca de 50 metros. Dependendo da estação
e da lua (se for lua cheia, por exemplo, o mar fica muito revolto,
o que atrapalha a visibilidade), os passeios de barco são
cancelados para segurança das pessoas. Além dos
golfinhos e tartarugas, a fauna marinha é formada por
uma infinidade de espécies, como arraias, tubarões
e uma diversidade de peixes.
Grátis
Bancos e empresas estão oferecendo conexão à
Internet sem cobrança de taxa. Os provedores protestam.
AN_Informática |
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Há apenas duas vilas na ilha - a do
Trinta e a dos Remédios. Esta última é a
mais movimentada, onde estão importantes pontos turísticos.
Destaque para a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, construída
em 1772 pelos portugueses, o Forte dos Remédios e o Palácio
São Miguel, atual sede administrativa da ilha. A igreja
e o forte foram recentemente restaurados e pintados com as cores
originais. É nesta vila que fica também o point
da "azaração", o Bar do Cachorro: o forró
rola a noite inteira, de segunda a segunda, embalando os namoricos
de férias.
Fique por dentro
Taxa diária
- Em Fernando de Noronha, é cobrada uma taxa diária
de permanência, o que encarece o passeio, já que
a hospedagem também tem um alto preço - são
poucas as pousadas com água quente.
- O valor correspondente aos dias de estada é progressivo.
Uma semana custa R$ 87,00; dez dias, R$ 110,00; e 15 dias, R$
561,00.
- O pagamento é feito logo na chegada no aeroporto.
Como ir
- A agência de turismo FreeWay tem saídas semanais
para a ilha.
- O pacote inclui transporte aéreo São Paulo/Fernando
de Noronha/São Paulo, traslados em Fernando de Noronha,
hospedagem na ilha em pousada com café da manhã,
passeios com guias locais e seguro-viagem.
- Não está incluído o preço da
taxa de permanência na ilha.
- Fone (0XX11)572-0999
- Site na Internet: freewayibm.net
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
Aventura e beleza no Pacífico
Destino pouco explorado
pelos brasileiros, a Nova Zelândia encanta pelos contrastes
da geografia
Cleide Cavalcante
Agência Estado
São Paulo - Localizada no Oceano Pacífico, a
Nova Zelândia é um destino turístico pouco
explorado pelos brasileiros. Uma pena. Enfrentar a distância
- são quase 20 horas de vôo e 15 horas de diferença
no fuso horário - é, sem dúvida, recompensador.
Com paisagens singulares - lagos, rios, montanhas, neve e vulcões
-, o país oferece atrações surpreendentes
para os estrangeiros.
A geografia da Nova Zelândia apresenta grandes contrastes.
De um lado, por exemplo, estão os lagos borbulhantes perto
do monte Tarawera; e do outro, na ilha Sul, o nevado monte Hutt.
É justamente esta disparidade de relevos que favorece
a prática de esportes radicais, como o bungee jumping,
paragliding, canoagem, mergulho, escaladas, snowboard e esqui
(de maio a outubro), entre outros.
ESQUI
Aliás, um dos melhores lugares para se praticar o esqui
é na ilha Sul, no complexo de esqui do monte Hutt, que
oferece aos visitantes menos treinados uma série de escolas
do esporte. É possível optar entre aulas particulares
ou em grupo, do iniciante ao avançado. Outro lugar bem
procurado pelos esquiadores é a pista do pico Coronet.
Tão contrastante quanto a geografia é o berço
cultural da Nova Zelândia. Os primeiros habitantes da ilha
foram os nativos polinésios maoris. Apesar de ter sido
descoberta por um holandês, Abel Janszoon Tasman, em 1642,
foi colonizada por ingleses, levados pelo famoso capitão
James Cook. Atualmente esta mistura é mais ou menos dividida
assim: enquanto o modelo arquitetônico do país é
dominado pelo estilo britânico, o nome das ruas é
em idioma maori.
OVELHAS TREINADAS
Atualmente, em seus 8.676 quilômetros quadrados vivem
mais de três milhões de habitantes e muitas, muitas
ovelhas. Um exemplo desta superpopulação de ovelhas
são os shows da cidade de Rotorua, na ilha do Norte. Lá
as ovelhas são até treinadas para os espetáculos.
Também em Queenstown, situada entre o lago Wakatipu e
montanhas com picos nevados, na ilha do Sul, as ovelhas são
maioria. Muitos fazendeiros preparam demonstrações
aos turistas para mostrar como os cães ajudam a conduzir
ovelhas. E o turista se sente como se estivesse nas cenas do
filme "Babe, o Porquinho".
Das cavernas aos gêiseres
Em Rotorua está concentrada a maior parte da população
maori da Nova Zelândia. É muito interessante conhecer
essa cultura nativa. Para preservar a memória e tradição
do povo maori, o governo montou uma escola de artesanato e cultura.
Para quem gosta de pesca, Rotorua tem um lago excelente - que
leva o mesmo nome da cidade.
Outra característica marcante da cidade são os
gêiseres, jatos de gases que emergem do solo e podem atingir
mais de 10 metros de altura. Por outro lado, Whakaremarewa é
conhecida pela qualidade terapêutica de suas águas
sulfurosas e também pela lama, indicada para tratamento
de artrite e reumatismo.
Curiosas são as cavernas de Waitomo, com formações
de até 3 mil anos e que vão até 60 metros
abaixo do solo. No interior de algumas cavernas é possível
fazer passeios de barcos pelos rios subterrâneos. A capital
do país é Wellington, na ilha Norte, porém
Auckland é a mais importante das cidades da Nova Zelândia:
é moderna e com grande centro comercial, especialmente
nas ruas Queen Street e Parnel. É o lugar ideal para comprar
lembranças para amigos e parentes.
Para quem tiver tempo e desejar conhecer mais o país,
a dica é ir até Christchurch, no Sul. A cidade
ostenta grande influência britânica, herdada dos
colonizadores, o que pode ser visto com facilidade em museus,
escolas e igrejas. Ruas e jardins das casas estão sempre
floridos e bem-cuidados. E há até concursos para
eleger a rua e a casa mais bonita.
Para ver geleiras, a direção a ser tomada é
o Mont Cook, com mais de 4 mil metros de altitude, também
no Sul. As geleiras de Tasman ficam do mesmo jeito o ano inteiro.
Para melhor observar esta linda paisagem, o melhor é
fazer um vôo panorâmico. (CC)
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