Joinville         -          Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















TURISMO RURAL
Edificação tipicamente alemã construída em 1915, Casa Rux é a única do município tombada como patrimônio nacional
Fotos: Amarildo Forte

A capital dos
esportes alternativos

Terceiro principal pólo da economia catarinense, Jaraguá do Sul também atrai pelas belezas naturais

Sônia Pillon de Figueiró

A primeira impressão de quem chega a Jaraguá do Sul, cidade-pólo do Vale do Itapocu, é de que se trata apenas de mais uma cidade de colonização alemã do Norte do Estado. Fundado em 1876, o município hoje é o terceiro centro econômico do Estado - atrás apenas de Joinville e Blumenau.
Mas a cidade não é apenas trabalho. Tanto que também é apontada como a capital catarinense dos esportes alternativos, com destaque para práticas do bicicross, canoagem e vôo livre. Circundada por morros, área verde e quedas d'água, a microrregião de Jaraguá costuma surpreender e encantar os turistas por pontos como as 14 deslumbrantes cascatas da Rota das Cachoeiras, na vizinha cidade de Corupá.
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo turista ao chegar em Jaraguá é a falta de placas indicativas que orientem para os melhores roteiros. Em janeiro e fevereiro, quando as indústrias concedem férias coletivas e parte da população ruma para as praias, a cidade fica quase vazia. Exemplo desta sensação de abandono está na praça dos Imigrantes, na avenida Waldemar Grubba, junto à Casa do Colonizador, onde deveria estar funcionando o posto de informações turísticas.
Mas o turista não deve desanimar. O interior de Jaraguá do Sul é rico de recantos a serem desvendados, e o visitante pode ser brindado com inesquecíveis paisagens. Dentre os roteiros obrigatórios está o Parque Malwee. Criado em 1978, por Wolfgang Weege (também fundador da Malwee Malhas), tem 1,5 milhão de metros quadrados de área verde preservada. Para os adeptos do turismo rural, a dica é a Casa Rux, única do município tombada pelo patrimônio histórico nacional. Construída no início do século e localizada no Rio da Luz Pequeno, apresenta como problema a falta de sinalização para facilitar o acesso do turista.
Dentro da rota ecológica, está o recanto turístico Paraíso, na Rodovia Wolfgang Weege, em direção a Pomerode. Conta com parque aquático de água natural tratada, piscinas para adultos e crianças, toboágua, serviços de bar e restaurante. Em dezembro e janeiro, fica aberto de quarta a domingo; nos demais meses, abre somente aos finais de semana, feriados - ou com reserva prévia. Outra trilha ecológica é a do Juvenato Marista, no Morro do Carvão, própria para lazer e estudo.
Para quem aprecia pescar, de outubro a maio funciona o sistema pesque-pague da Chácara do Ribeirão, na Estrada do Ribeirão Grande do Norte, no bairro Nereu Ramos, a 16 quilômetros do centro da cidade: há 36 lagoas e seis tipos de peixes. Percorrendo a área central da cidade, os setores históricos contemplam a Praça do Expedicionário; a Praça Ângelo Piazera, anexa ao antigo prédio da Prefeitura, que está sendo preparado para receber o Museu Municipal Emílio da Silva e o Museu do Expedicionário; e a igreja matriz de São Sebastião, com destaque para os vitrais.
Dinheiro no exterior
Independência financeira e maior experiência são os objetivos de quem está indo para a Europa e os EUA.  AN_Economia 
A grande novidade da cidade é o Shopping Center Breithaupt, que desde 5 de novembro passou a atrair excursões da região, na avenida Getúlio Vargas, junto ao centro histórico, onde há 73 anos foi erguido o primeiro comércio do grupo.

Casa tombada como patrimônio histórico nacional exige restauração

O visitante que chegar à Casa Rux, em Rio da Luz Pequeno, poderá conferir de perto a edificação tipicamente alemã construída em 1915 pelo imigrante Augusto Rux. A placa indicando a residência fica a 200 metros da estrada, lateral à rua Pastor Schneider. A casa, tombada como patrimônio histórico nacional, abriga o bisneto, Edvino, a mulher Cristiana e três filhos, e normalmente é visitada por grupos de estudantes.
A edificação, com cinco cômodos, está com o madeirame do teto tomado pelos cupins. A restauração, solicitada ao setor de patrimônio histórico da Prefeitura, não tem data para ocorrer. A última reforma ocorreu no período do tombamento, em 1989.
Cristiana atesta que poucos são os que conseguem ter acesso à casa. A família não costuma registrar em livro os visitantes. "Os que mais vêm aqui são os estudantes da 3ª série, quando estudam a história do município", revela. O horário sugerido para receber os turistas é das 9 às 17 horas, mas nem todos respeitam essa determinação. A propriedade tem pequena criação de galinhas, quatro vacas e dois porcos. A agricultura, que antes era o ganha-pão, agora é apenas para subsistência. (SPF)

NATUREZA
Rota das Cachoeiras, em Corupá: 14 cascatas

Fique por dentro

Onde dormir

Jaraguá do Sul:

  • Hotel Etalan: rua Max Wilhelm, 39, fones (0XX47)371-1922, 371-2209 ou 371-8147
  • Hotel Nelo: rua Marechal Deodoro, 104, fone (0XX47)372-0337
  • Hotel Itajara: rua Expedicionário Gumercindo da Silva, 237, fone (0XX47)371-3799

Massaranduba:

  • Pousada Sete Lagoas: Comunidade de Ribeirão Gustavo, a oito quilômetros do centro, fone (0XX47)9980-2344

Corupá:

  • Tureck Garten Hotel: BR-280, km 82, fone (0XX47)375-1482

Onde comer

Jaraguá do Sul:

  • Brega & Chique: rodízio de carnes nobres e bufê, rua Barão do Rio Branco, 58, fones (0XX47)372-2923 ou 371-6727
  • Schützengarden: bufê com nove tipos de carnes. rua João Marcatto, 40, fone (0XX47)371-4933
  • Caneri Grill: rodízio de carnes e bufê variado, rua Procópio Gomes, fone (0XX47)372-3999
  • Burg Garten Restaurante: cozinha internacional e comida típica, avenida Getúlio Vargas, 847,
    fone (0XX47)371-0757
  • Oriental: comida chinesa, rua Coronel Emílio Carlos Jourdan, 72, fone (0XX47)371-7182

O que visitar

Jaraguá do Sul:

  • Parque Malwee
    Aberto das 7 às 17h30 diariamente. Restaurante da Lagoa e da Armalwee oferecem almoço e jantar com pratos típicos alemães. Os três museus abrem de quarta a sexta-feira das 10 às 11h45 e das 13 às 17 horas. Sábados e domingos, das 9h30 às 12 horas e das 13h30 às 17 horas
  • Museus e Casa de Cultura
    Abertos de quarta a sexta-feira das 10 às 12 horas e das 13 às 17 horas
  • Shopping Center Breithaupt
    Abre diariamente das 10 às 22 horas. Praça de alimentação, área de lazer e três cinemas


Parque Malwee, pulmão e
cartão-postal do município

Com lagoas, museus, quiosques, restaurantes, churrasqueiras e outras atrações, complexo é parada obrigatória de turistas

Jaraguá do Sul - Passagem obrigatória para visitantes e moradores de Jaraguá do Sul, o Parque Malwee é considerado um dos principais cartões-postais da cidade nas quatro estações do ano. A área do parque conta com 17 lagoas, utilizadas para prática de windsurf, remo, caiaque, hobby-cat e jet ski; três museus, criados em 1988, onde se encontram máquinas de costura e utensílios dos primeiros imigrantes, como ferraria, engenho de cana, engenho e prensa de farinha, com horários específicos para visitação.
As atrações ficam abertas à visitação pública de quarta a sexta-feira, das 10 às 11h45 e das 13 às 17 horas. Aos finais de semana, das 9h30 às 12 horas e das 13h30 às 17 horas.
Espalhadas estrategicamente, estátuas de divindades gregas se misturam com a vegetação. O parque ainda abriga dois restaurantes, quiosque com churrasqueiras e espaço destinado ao bicicross.
Para a viúva Hildegard Havenstein, 59 anos, excursionista residente na Vila Itoupava Rega, distrito de Blumenau, tudo no parque é bonito. Ela é integrante de um grupo de terceira idade que lotou dois ônibus para desfrutar do parque. Frida Draeger, 70 anos, que visitou a cidade pela primeira vez, também se mostrou "encantada" com o local. "Em Blumenau não tem um lugar como esse. Quero voltar", assegura.
O metalúrgico Adejair Reitz, 32 anos, prefere banhar tranqüilamente os pés na lagoa maior. Conta que é canoísta e habituê do local. "Aqui é só chegar e desfrutar", sintetiza. Atesta que os turistas do centro do País sempre elogiam a organização do parque. Já o instrutor e atleta de bicicross Márcio José Ludvichak, 18 anos, indica que alguns visitantes chegam a pedir uma bike emprestada para desfrutar das trilhas. "Outros ficam só olhando, achando que não podem pedalar porque não têm bicicletas de competição, o que é bobagem", comenta. (Sônia Pillon de Figueiró)

Profissionalização do setor
é o anseio de empresário

O sócio-proprietário da Rota Bela, Valmor Dallagnolo, que há pouco mais de um mês fundou a empresa, tem consciência de que incrementar o turismo na cidade é tarefa árdua. "Jaraguá do Sul ainda vai ter que se preparar mais para receber o turista. Temos que nos profissionalizar. É um trabalho a médio e a longo prazo", admite.
Uma das primeiras providências, nesse processo foi procurar os demais agentes de viagens e hoteleiros para distribuir folders que contêm sugestões de rotas de passeios pela cidade (com visita opcional ao Parque Malwee), pelas rotas da imigração italiana (Santa Luzia e Nereu Ramos), cachoeiras de Corupá (com visitação ao Parque Emílio Batistela), dos imigrantes, pelo bairro Rio da Luz (com visitação ao Salão Barg, construído no início de século, Casa Rux e Recanto Paraíso). Também está prevista extensão do roteiro a Pomerode, onde pode-se visitar o zoológico.

PACOTES

O empresário anuncia que o próximo passo será incluir o Shopping Center Breithaupt, como opção para compras e entretenimento, no passeio pela cidade. Os preços de cada pacote são variáveis e negociáveis. "Queremos trazer pessoal de fora e também que a população de Jaraguá conheça a própria cidade", conclui. (SPF)

  • Informações e reservas pelos telefones (0XX47) 372-0909 ou 372-3635, com plantões 24 horas dos motoristas credenciados.

Prometidas soluções para
sinalização e informações

O diretor de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Loreno Hagedorn, não sabe explicar as causas do abandono no posto de informações da Praça dos Imigrantes. Informa que o local é de responsabilidade da Secretaria de Cultura, Esporte e lazer (Secel) e que o turista tem como alternativa o posto Rota Segura, na BR-280, junto ao Posto Marcolla, na saída para Corupá. O posto atua com quatro estagiários de turismo da Furb, das 8 às 20 horas, e foi viabilizado através de convênio com o governo do Estado.
O titular da Secel, Sílvio Celeste Bard, revela que o posto da praça dos Imigrantes está desativado desde o início do ano, e que a previsão é que volte a funcionar em 17 de janeiro, quando o órgão retorna às atividades. Lamenta também a ação de vândalos no final do ano, que danificaram algumas peças da praça. "Aquela casa funciona principalmente como museu, no período letivo, mais direcionado para estudantes, e depois como posto de informações", justifica. Ele reconhece a necessidade de colocar um funcionário para prestar informações em tempo integral e anuncia que tratará sobre do assunto com a divisão de turismo.

APOIO PRIVADO

Olhar de malvada
A atriz Ângela Vieira interpreta sua primeira vilã e busca inspiração em Bette Davis.  AN_Tevê 
Loreno Hagedorn admite que o município carece de sinalização específica para o turista, mas adianta que a Secretaria do Planejamento já tem em mãos projeto pronto, que prevê a colocação de placas de cores diferenciadas, que disputarão espaço com as verdes, destinadas à sinalização de trânsito e informações gerais. Esse projeto, com previsão para entrar em vigor ainda este ano, deve contar com apoio da iniciativa privada. Ele também enfatiza o convênio firmado com a Rota Bela Transporte e Turismo, em dezembro de 1999. "Eles (da agência) entraram com os carros e a Prefeitura ajudou a montar os roteiros", conclui. (SPF)


ESPETÁCULO DE LUZ E COR
Baía dos Porcos, com piscinas naturais cheias de peixes multicoloridos: proximidade entre uma praia e outra não impede que os cenários sejam completamente diferentes
Foto: AE Paulo Vitale

Noronha,
um paraíso para as férias

Praias deslumbrantes e mergulhos nas águas da ilha nordestina compõem o charme do roteiro turístico

Fernando de Noronha - Há muitos encantos em Fernando de Noronha, mas sem dúvida alguma os principais estão no mar. Mergulhar nas águas da ilha é uma emoção indescritível, privilégio de poucos. Muitos turistas viajam para lá especialmente com este propósito. Mas há muita coisa legal para fazer fora do mar: as trilhas, por exemplo, são excelentes opções. Claro, tem ainda as praias, absolutamente deslumbrantes.
É um destino longe, caro e sem muito conforto. À primeira vista este não seria um roteiro ideal para férias, mas quem vai querer hotel cinco estrelas no paraíso? É verdade, a ilha é o máximo. No entanto, vale fazer algumas ressalvas. Para conhecer bem Noronha o negócio é colocar os pés na estrada, ou melhor, na BR-363, a menor do País, com apenas sete quilômetros.
Quem não gosta de muito caminhar sofre um pouco. A opção é alugar um buggy (ou "bugre", como se fala por lá), que funcionam como táxis. Mas para se alcançar boa parte dos pontos turísticos será necessário vencer trilhas. Para grupos de terceira idade, o ideal é ir para a ilha com o suporte de uma agência de turismo, que inclui guias especializados e transporte, além de um roteiro mais leve.
A 360 quilômetros de Natal, a temperatura média anual em Noronha fica em torno dos 26°C, com dias quentes e noites com ventos frescos que sopram do Atlântico. São apenas 17 quilômetros, nos quais se espalham 16 deliciosas praias, divididas entre o Mar de Dentro e o Mar de Fora. A maioria ainda preserva um certo estilo selvagem. Mesmo com o grande número de turistas é muito fácil ficar absolutamente sozinho em algumas delas. O visitante chega a se sentir numa praia particular.

Paisagens díspares

Apesar da proximidade entre uma praia e outra, os cenários que se vislumbram numa caminhada ao longo da orla são verdadeiramente díspares. Pode-se começar a exploração das praias a partir do lado norte da ilha, pelo chamado Mar de Dentro, onde ficam algumas das praias mais encantadoras da ilha. A primeira que se vê é a do Cachorro. Desta, segue-se pelas praias da Conceição, do Boldró, dos Americanos, da Quixaba e da Cacimba do Padre.
Desta região, avista-se facilmente um dos postais da ilha, o imponente Morro do Pico, com 323 metros de altitude. Bem perto da Cacimba do Padre, está a Baía dos Porcos, com incríveis piscinas naturais repletas de peixinhos multicoloridos. Aliás, em Noronha é possível ver peixinhos das mais diferentes cores em qualquer poça d'água, por menor que seja. Também ícones da ilha, os rochedos Dois Irmãos lembram seios de uma mulher e ficam um pouco mais adiante.

FIM DE TARDE
Praia da Cacimba do Padre, com a ilha Dois Irmãos ao fundo
Foto: AE Kathia Tamanaha

De olho nos golfinhos ou nas tartarugas marinhas

A próxima parada é a baía do Sancho. O lugar é de difícil acesso, seja pela praia ou pela trilha. Na primeira opção, é necessário atravessar um grande penhasco; na segunda, os turistas têm de descer, por uma estreita passagem dentro da rocha, duas escadas de ferro. Depois disso, mais algumas dezenas de íngremes degraus até as areias claras e soltinhas da praia do Sancho. E, acredite, o sacrifício é recompensador. Este é um dos melhores locais para mergulho.
No sentido oposto à trilha que conduz a baía do Sancho, está outra que vai até uma área muito especial: o Mirante dos Golfinhos. Lá do alto, é possível observar o lugar de descanso dos mais famosos moradores de Noronha, os golfinhos rotadores. É aconselhável levar um binóculo. É na baía dos Golfinhos que os saltitantes mamíferos encontram refúgio para acasalar-se, amamentar e descansar. Ali é proibido nadar ou navegar.
No dia seguinte, é hora de conhecer o Mar de Fora, que fica de frente para o oceano. São apenas quatro praias: a do Leão, baía do Sueste, Atalaia e Caieira. A Praia do Sueste, por seu mar calmo e com ondas pequenas, é a mais procurada por visitantes com crianças e idosos. Muitos mergulhadores partem desta praia para observar as tartarugas marinhas em alto-mar. O local de desova das tartarugas é a praia do Leão. Na época certa, os turistas são convidados pelos biólogos do Ibama a assistir ao nascimento das tartaruguinhas.

FORRÓ E NAMORO

O arquipélago de Fernando de Noronha, formado por 21 ilhas e ilhotas, tem um mar que impressiona. Varia do verde intenso ao azul turquesa e oferece uma das melhores visibilidades do País - cerca de 50 metros. Dependendo da estação e da lua (se for lua cheia, por exemplo, o mar fica muito revolto, o que atrapalha a visibilidade), os passeios de barco são cancelados para segurança das pessoas. Além dos golfinhos e tartarugas, a fauna marinha é formada por uma infinidade de espécies, como arraias, tubarões e uma diversidade de peixes.
Grátis
Bancos e empresas estão oferecendo conexão à Internet sem cobrança de taxa. Os provedores protestam.  AN_Informática 
Há apenas duas vilas na ilha - a do Trinta e a dos Remédios. Esta última é a mais movimentada, onde estão importantes pontos turísticos. Destaque para a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1772 pelos portugueses, o Forte dos Remédios e o Palácio São Miguel, atual sede administrativa da ilha. A igreja e o forte foram recentemente restaurados e pintados com as cores originais. É nesta vila que fica também o point da "azaração", o Bar do Cachorro: o forró rola a noite inteira, de segunda a segunda, embalando os namoricos de férias.

Fique por dentro

Taxa diária

  • Em Fernando de Noronha, é cobrada uma taxa diária de permanência, o que encarece o passeio, já que a hospedagem também tem um alto preço - são poucas as pousadas com água quente.
  • O valor correspondente aos dias de estada é progressivo. Uma semana custa R$ 87,00; dez dias, R$ 110,00; e 15 dias, R$ 561,00.
  • O pagamento é feito logo na chegada no aeroporto.

Como ir

  • A agência de turismo FreeWay tem saídas semanais para a ilha.
  • O pacote inclui transporte aéreo São Paulo/Fernando de Noronha/São Paulo, traslados em Fernando de Noronha, hospedagem na ilha em pousada com café da manhã, passeios com guias locais e seguro-viagem.
  • Não está incluído o preço da taxa de permanência na ilha.
  • Fone (0XX11)572-0999
  • Site na Internet: freewayibm.net

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Destino pouco explorado pelos brasileiros, a Nova Zelândia encanta pelos contrastes da geografia

Cleide Cavalcante
Agência Estado

São Paulo - Localizada no Oceano Pacífico, a Nova Zelândia é um destino turístico pouco explorado pelos brasileiros. Uma pena. Enfrentar a distância - são quase 20 horas de vôo e 15 horas de diferença no fuso horário - é, sem dúvida, recompensador. Com paisagens singulares - lagos, rios, montanhas, neve e vulcões -, o país oferece atrações surpreendentes para os estrangeiros.
A geografia da Nova Zelândia apresenta grandes contrastes. De um lado, por exemplo, estão os lagos borbulhantes perto do monte Tarawera; e do outro, na ilha Sul, o nevado monte Hutt. É justamente esta disparidade de relevos que favorece a prática de esportes radicais, como o bungee jumping, paragliding, canoagem, mergulho, escaladas, snowboard e esqui (de maio a outubro), entre outros.

ESQUI

Aliás, um dos melhores lugares para se praticar o esqui é na ilha Sul, no complexo de esqui do monte Hutt, que oferece aos visitantes menos treinados uma série de escolas do esporte. É possível optar entre aulas particulares ou em grupo, do iniciante ao avançado. Outro lugar bem procurado pelos esquiadores é a pista do pico Coronet.
Tão contrastante quanto a geografia é o berço cultural da Nova Zelândia. Os primeiros habitantes da ilha foram os nativos polinésios maoris. Apesar de ter sido descoberta por um holandês, Abel Janszoon Tasman, em 1642, foi colonizada por ingleses, levados pelo famoso capitão James Cook. Atualmente esta mistura é mais ou menos dividida assim: enquanto o modelo arquitetônico do país é dominado pelo estilo britânico, o nome das ruas é em idioma maori.

OVELHAS TREINADAS

Atualmente, em seus 8.676 quilômetros quadrados vivem mais de três milhões de habitantes e muitas, muitas ovelhas. Um exemplo desta superpopulação de ovelhas são os shows da cidade de Rotorua, na ilha do Norte. Lá as ovelhas são até treinadas para os espetáculos.
Também em Queenstown, situada entre o lago Wakatipu e montanhas com picos nevados, na ilha do Sul, as ovelhas são maioria. Muitos fazendeiros preparam demonstrações aos turistas para mostrar como os cães ajudam a conduzir ovelhas. E o turista se sente como se estivesse nas cenas do filme "Babe, o Porquinho".

Das cavernas aos gêiseres

Em Rotorua está concentrada a maior parte da população maori da Nova Zelândia. É muito interessante conhecer essa cultura nativa. Para preservar a memória e tradição do povo maori, o governo montou uma escola de artesanato e cultura. Para quem gosta de pesca, Rotorua tem um lago excelente - que leva o mesmo nome da cidade.
Outra característica marcante da cidade são os gêiseres, jatos de gases que emergem do solo e podem atingir mais de 10 metros de altura. Por outro lado, Whakaremarewa é conhecida pela qualidade terapêutica de suas águas sulfurosas e também pela lama, indicada para tratamento de artrite e reumatismo.
Curiosas são as cavernas de Waitomo, com formações de até 3 mil anos e que vão até 60 metros abaixo do solo. No interior de algumas cavernas é possível fazer passeios de barcos pelos rios subterrâneos. A capital do país é Wellington, na ilha Norte, porém Auckland é a mais importante das cidades da Nova Zelândia: é moderna e com grande centro comercial, especialmente nas ruas Queen Street e Parnel. É o lugar ideal para comprar lembranças para amigos e parentes.
Para quem tiver tempo e desejar conhecer mais o país, a dica é ir até Christchurch, no Sul. A cidade ostenta grande influência britânica, herdada dos colonizadores, o que pode ser visto com facilidade em museus, escolas e igrejas. Ruas e jardins das casas estão sempre floridos e bem-cuidados. E há até concursos para eleger a rua e a casa mais bonita.
Para ver geleiras, a direção a ser tomada é o Mont Cook, com mais de 4 mil metros de altitude, também no Sul. As geleiras de Tasman ficam do mesmo jeito o ano inteiro. Para melhor observar esta linda paisagem, o melhor é fazer um vôo panorâmico. (CC)

 
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