|
ANotícia
P
O
L
Í
T
I
C
A
|
LHS auto-bloqueia
orçamento de 2000
Com receio que
arrecadação seja menor, prefeito de Joinville restringe
gastos no 1º trimestre para garantir pagamento a fornecedor
Jefferson Saavedra
A
possibilidade de descumprimento da previsão de arrecadação
e a necessidade de pagamento de fornecedores levou o prefeito
de Joinville, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), a determinar
uma espécie de auto-bloqueio no orçamento municipal.
Neste primeiro trimestre, a Prefeitura só poderá
gastar no máximo 17% dos R$ 236 milhões do orçamento
de 2000. Na teoria, o percentual deveria ser de 25%.
Baseados na arrecadação do ano passado, em torno
de R$ 180 milhões, os técnicos da Secretaria municipal
da Fazenda acreditam que é quase impossível atingir
os R$ 236 milhões aprovados no orçamento. Da constatação
brotou a necessidade de economia. Em três anos de governo,
é a primeira vez que Luiz Henrique toma a medida. De acordo
com o decreto número 9443, o bloqueio orçamentário
poderá ser "aumentado ou diminuído" conforme
a arrecadação. O decreto, segundo a Prefeitura,
é permitido pelo item 31 do artigo 68 da Lei Orgânica
do Município.
Com o contrato de renegociação de uma dívida,
que transferiu R$ 31 milhões para a União, Joinville
economizou com os juros mais amenos e ganhou 30 anos para quitar
o débito. A rolagem foi acertada em novembro do ano passado.
No entanto, o alívio trazido pela transferência
ainda não concretizou o pagamento aos fornecedores, que
têm cerca de R$ 10 milhões para receber dos cofres
municipais. Com o auto-bloqueio, ainda mais em um trimestre em
que começa a pingar nos cofres municipais grande parte
das receitas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU),
a Prefeitura pretende iniciar a quitação dos débitos.
Além das dívidas com fornecedores, União
(parcela da rolagem da dívida), a Prefeitura de Joinville
tem débitos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES).
Como os cortes serão lineares, não é possível
apontar quais áreas serão mais atingidas pelo bloqueio
orçamentário. "Com o decreto, poderemos manter
o cronograma previsto de obras. O problema é que a previsão
orçamentária, enviada e aprovada na Câmara
de Vereadores, talvez não se concretize", acredita
o secretário municipal da Fazenda, Luiz Carlos Meinert.
FINANÇAS
Em 1998, as dificuldades financeiras levaram a Prefeitura
a vender imóveis ao Instituto de Previdência dos
Servidores Municipais de Joinville (Ipreville). A operação
rendeu R$ 17 milhões aos cofres municipais, incluído
o pagamento de dívidas da Prefeitura com o próprio
Ipreville.
No ano passado, a rolagem da dívida trouxe nova economia
aos cofres públicos. No entanto, ainda segue o desafio
de pagar os fornecedores, débito que já vem sendo
explorado pela oposição de olho nas eleições
municipais deste ano.
PSDB de Lages
quer espaço na disputa
Lages - O PSDB de Lages vai participar da disputa à
Prefeitura nas eleições deste ano e até
já escolheu seu pré-candidato: o ex-funcionário
da Embratel e professor da administração na Uniplac
João Küster, 49 anos. João é irmão
do ex-deputado e atual presidente da Celesc, Francisco Küster
(PSDB).
O professor entende que Lages precisa de um choque de desenvolvimento.
Segundo ele, não basta administrar os problemas sociais
de uma cidade, numa crítica à atual administração.
Embora o PSDB integre a chamada Frente Popular em Lages (que
administra o município desde 1993 e que congrega o PDT,
PSDB, PT e o PMDB), o partido não sabe qual será
seu futuro. "Estamos abertos ao diálogo com todos
os partidos. Não podemos dizer se vamos sair com chapa
própria ou se vamos apoiar este ou aquele", declarou
o presidente do PSDB no município, João Alberto
Duarte.
"Se é para sair em coligação, teremos
que discutir publicamente a questão. E só vamos
aceitar uma coligação que nos respeite enquanto
partido importante que somos", declarou a vice-prefeita
Teresinha Carneira, que durante a atual administração
criticou o prefeito Décio Ribeiro (PDT) pela falta de
espaço e de reconhecimento ao seu partido.
Juntamente com João Küster, o PSDB de Lages deverá
lançar cerca de 25 nomes à Câmara de Vereadores.
Tunápolis
Wiggers na mira da Câmara
Tunápolis O prefeito de Tunápolis, no
Extremo-oeste do Estado, Bertilo Wiggers (PFL), poderá
sofrer processo de cassação do mandato pela Câmara
de Vereadores nos próximos dias, caso a comissão
processante julgue procedentes as acusações de
irregularidades que teriam sido praticadas por ele em três
anos de mandato. Na segunda-feira encerra-se o prazo para que
Wiggers apresente as últimas alegações de
defesa.
Bertilo Wiggers, que preside a Associação dos Municípios
do Extremo-oeste (Ameosc), está sendo acusado de utilização
irregular de recursos de R$ 8 mil da taxa de iluminação
pública (TIP), irregularidades na construção
do posto de saúde, de ter contraído empréstimo
pessoal de R$ 10 mil junto ao Fundo de Assistência e Previdência
dos Funcionários Municipais e de irregularidades no processo
licitatório para transporte escolar.
Segundo o assessor jurídico da Câmara de Vereadores,
Mauro Antonio Prezzotto, o Tribunal de Contas do Estado (TCE)
já "condenou o prefeito por estas e outras irregularidades
e o caso já foi encaminhado também ao ministério
público". A comissão processante da Câmara,
presidida pela vereadora Maria Andreola Decker (PMDB), até
agora não conseguiu intimar o prefeito, notificado através
de edital. De acordo com Mauro Prezzotto, Wiggers está
se escondendo para atrasar o processo.
Denúncias
As supostas irregularidades cometidas pelo prefeito foram
denunciadas à Câmara pelo empresário Aquiles
Bamberg, vice-prefeito na chapa derrotada em 1996. Bamberg diz
que vinha investigando o que ele considera desmandos desde 1997
e resolveu denunciar os fatos. O empresário afirma que
o caso não envolve política, mas é questão
de zelo pelo futuro do município.
Wiggers não foi encontrado para falar sobre o assunto.
Em depoimento à comissão em dezembro, ele negou
as acusações e denunciou perseguição
política por parte da oposição. A advogada
do prefeito, Loiva Dal Piva, também está em viagem
e não foi localizada pela reportagem. Atualmente, Bertilo
Wiggers tem apenas três dos nove vereadores ao seu lado.
(Edson Fuhrmann)
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
Prefeito apela
contra afastamento
Oscar Schaly entra com
recurso na 2ª contra decisão da Câmara
Campos Novos A assessoria jurídica da Prefeitura
de Campos Novos deve entrar na segunda-feira com um mandado de
segurança na Justiça para pedir a anulação
da votação da Câmara de Vereadores que aprovou
o afastamento do prefeito Oscar Schaly (PSDB) do cargo. Os argumentos
serão os de que foi ilegal o segundo voto do presidente
da Câmara, Iderlei Titon (PMDB), e que o placar contra
o afastamento de Schaly, de 6 votos a cinco, é o que vale.
A Câmara aprovou o afastamento do prefeito do cargo por
um período de 90 dias, em sessão na quinta-feira,
por sete votos a seis. O voto de minerva foi dado pelo presidente
Iderlei Titon, que votou duas vezes. O fato está sendo
contestado pelo secretário municipal de Administração,
Luiz Fernando Rambo, que pretende anular a votação
na Justiça.
Polêmica
Já para o vereador Cirilo Rupp (PFL), que preside a
comissão que está processando o prefeito, os dois
votos dados pelo presidente da Câmara de Vereadores são
legais. Rupp garante que o regimento interno da Câmara
de Vereadores de Campos Novos prevê que, em caso de votação
nominal, o presidente tem direito a voto. Acrescenta, ainda,
que em outro artigo do regimento está claro que, em caso
de empate nas votações nominais, cabe ao presidente
da Câmara o voto de desempate, que foi o que aconteceu.
O prefeito de Campos Novos é alvo de 11 denúncias
de irregularidades administrativas, entre elas o uso de notas
frias para gastos que não foram feitos em escolas. Segundo
os vereadores, o afastamento de Schaly por três meses facilitará
as investigações sobre as acusações
de irregularidades.
|
|
|