|
ANotícia
E
S
P
A
Ç
O
V
I
R
T
U
A
L
|
Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br
O grátis de Serra Pelada
O
Brasil iniciou a escavação de uma nova Serra Pelada.
Garimpeiros do Primeiro Mundo estão desembarcando no País
com a última palavra em tecnologia, know-how em prospecção
de jazidas e milhões de dólares na algibeira para
explorar o novo ouro da era digital, o acesso grátis.
Como aconteceu na Serra Pelada original, os pequenos fizeram
bem o papel de cobaia, mas os grandes é que vão
herdar o veio principal. Um grupo, ainda não identificado
e com sede nos Estados Unidos, acaba de lançar o primeiro
serviço acesso grátis com alcance realmente nacional
O novo provedor de nome Super11 (http:.//www.super11.net)
abriu as portas na última sexta-feira e já oferece
acesso grátis local por tempo ilimitado em todos os Estados
da federação.
Tudo o que se sabe é que o provedor está sediado
na cidade de Delaware, EUA, sob a direção do arquiteto
brasileiro Nagib Georges Mimassi. "Somos um grupo com muitos
recursos, muita tecnologia e uma visão inédita
em relação à Internet", acena Nagib.
Por enquanto o Super11 nada oferece em termos de conteúdo,
mas seu sistema grátis vai muito além das propostas
de Bradesco, Unibanco, iG e BRFree. A diferença é
que estes últimos começaram operando somente no
eixo Rio-São Paulo-Minas, com a promessa de cobertura
nacional para daqui a dois ou três meses.
Não se sabe ainda como a Super11 conseguiu operar o milagre
de instalar linhas para discagem locais em 50 das principais
cidades do País. Tudo indica que a operação
envolveu a principal operadora do backbone nacional e internacional
de telecomunicações, a MCI-Embratel. De outro modo
o provedor não poderia se instalar de forma tão
abrangente em tão pouco tempo. A entrada deste novo jogador
foi a pá de terra no discurso protecionista do presidente
da Abranet, Antônio Tavares. Só esta semana ele
se deu conta que o acesso grátis pode ser mesmo um negócio
lucrativo para todos, principalmente para provedores e usuários,
nesta ordem. Os primeiros porque passam a ter uma receita garantida
mediante pequena mas concreta participação no faturamento
sobre impulso ou na locação da banda de IP das
teles. Os segundos devido a economia de R$ 30,00 mensais com
provedor, vantagem que acaba sendo dissolvida pelo uso mais intensivo
do telefone.
Desde meados do ano passado estamos cantando a pedra do acesso
grátis e o seu potencial num cenário econômico-social
como o do Brasil. Nos EUA, onde qualquer operário ganha
US$ 2 mil mensais e paga apenas US$ 15,00 pelo uso ilimitado
do telefone, o acesso grátis é dispensado com beicinho.
O milagre da multiplicação dos pães não
teria maior significado se Cristo habitasse um ambiente de fartura.
A igreja que o diga. A arquidiocese de Porto Alegre acaba de
botar sua banca no mercado de acesso grátis com pretensões
de atender todo o sul do País através do seu serviço
C@tólico (http://www.catolico.com.br/).
Grátis
Bancos e empresas estão oferecendo conexão à
Internet sem cobrança de taxa. Os provedores protestam.
AN_Informática |
|
Os provedores brasileiros tradicionais que
já foram 800 e hoje somam menos de 280 foram atropelados
dormindo no ponto. Poderiam ter pressionado coletivamente as
operadoras locais de telefonia para a implantação
do acesso grátis já no ano passado. Se tivessem
agido em tempo hoje teriam o mando de campo e o jogo seria pela
qualidade dos serviços. Que isto sirva de exemplo para
outros setores da economia, gente que acha vai se passar mais
um século para que suas vidas sejam afetadas pelas novas
tecnologias. Pelo andar da carruagem, podemos ir contando o tempo
em dias.
Grátis em SC
O acesso grátis chegou mais cedo do que se esperava
em Santa Catarina. O provedor Super11 (http;//www.super11.net)
está oferecendo conexão ilimitada com discagem
local para as cidades de Joinville, Blumenau, Lages e Florianópolis.
Para usufruir do acesso o internauta precisa apenas preencher
um cadastro e em seguida fazer o download do script de conexão
referente à sua cidade. Apesar da abrangência, posso
adiantar que o serviço deixa muito a desejar em termos
de qualidade, o que indica que foi lançado às pressas
com o intuito de demarcar seu lote nesta corrida ao acesso grátis.
Por exemplo, o formulário de cadastramento apresenta alguns
bugs de processamento indicando sistematicamente e erroneamente
que o interessado já está cadastrado. Também
apresenta falhas de segurança, uma vez que nem é
preciso processar o formulário para se ter acesso à
área de download do script para instalação
do discador automático na Rede Dial-Up. Basta comandar
o browser para a página http://www.super11.net/acesso_gratis3.html
e clicar no link referente a sua cidade. O telefone de dados
para Joinville definido nesta página (217 1322) não
bate com o do script (217 1222). Este último é
incorreto e precisa ser mudado manualmente antes da primeira
discagem. Para completar, o provedor parece ignorar ou não
está dando conta de responder aos milhares de e-mails
que devem estar sendo enviados para o suporte técnico.
Efeito retardado
Os grandes provedores capitaneados pela Abranet acordaram
somente esta semana do pesadelo chamado acesso grátis.
Depois de se reunirem com a Telefônica e a Anatel, eles
finalmente concordaram que estavam dormindo no ponto e quase
foram atropelados. A correria neste momento é grande e
a ordem é juntar as tralhas para ocupação
de área. Tudo indica que UOL, ZAZ, AOL, StarMedia e outros
grandes jogadores vão ter que passar noites desenhando
propostas de acesso grátis para enfrentar o exterminador
do presente. O Bol, portal de serviços pertencente ao
grupo Abril, foi correndo à Fapesp registrar o domínio
www.netgratuita.com.br,
o que indica estar com bala na agulha para nova batalha. O AOL
está meio aturdido com todo o barulho. Por questões
de princípio, o maior provedor do mundo com 20 milhões
de usuários diz que acesso grátis não faz
parte de sua cartilha que prima pela qualidade dos serviços.
Mas a empresa defendeu esta mesma filosofia na Europa abastada
até contratar disfarçadamente um outro provedor
para atender o mercado do gratuito. Quanto ao UOL e o ZAZ, os
maiores provedores com quase um milhão de usuários
espalhados pelo País, os planos para enfrentar o acesso
grátis estão sendo tratados como assunto de segurança
nacional.
HOME PAGE
Insegurança 1 - Uma coisa precisa ser dita com
toda franqueza. O acesso grátis do modo como o iG está
implantando pode ser mais um complicador para a proclamada falta
de segurança da Internet. Acontece que o provedor exige
apenas o nome e o e-mail do usuário e permite a conexão
de qualquer pessoa através de um único username
e password. Segundo o Comitê Gestor da Internet, esta falha
nos procedimentos abre uma brecha enorme para a ações
de fraudadores e hackers, já que dificulta a identificação
dos usuários.
Insegurança 2 - "Todos usam a mesma senha
e login, que é iG, o que pode permitir que um usuário
se conecte de um telefone público e pratique spam ou invada
sites de empresas sem poder ser identificado", comentou
o coordenador do órgão, Ivan Moura Campos. Caso
a falha seja realmente comprovada, o CG vai propor que o iG adote
uma nova sistemática de conexão para seu serviço
grátis, cuja a adesão vem superando todas as expectativas.
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
|