Joinville         -          Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















PARAÍSO
Às margens da BR-116, a três quilômetros da nascente do rio Itajaí do Norte, uma queda d'água de 70 metros
Foto: Roberto Adam

Belezas inexploradas de Papanduva

Com 30 cachoeiras, incluindo uma de 70 metros, município do Planalto Norte começa a ser descoberto pelos turistas

Marília Maciel

Para quem tem espírito de aventura e gosta de descobrir as belezas que a natureza esconde, Papanduva é o paraíso. Localizada no Planalto Norte e com pouco mais de 16 mil habitantes - 55% dos quais na zona rural -, a cidade ainda conserva a mata intocada e cerca de 30 cachoeiras praticamente inexploradas turisticamente, além de corredeiras e pequenas quedas d'água.
Para desvendar os encantos de Papanduva é preciso ter paciência e um toque de desbravador, a exemplo dos tropeiros que descobriram o local por volta de 1816 e ali encontraram o "papuã" - pastagem boa para os cavalos. Os tropeiros chamavam o capim de papanduva, de onde originou-se o nome da cidade.
Um rolo de corda é de muita serventia para os que pretendem desbravar a região. Quem não leva máquina fotográfica arrepende-se depois. É difícil visitar todas as cachoeiras de Papanduva, pois algumas são inacessíveis. As mais belas, no entanto, começam a ser descobertas pelos aventureiros de final de semana.
As quedas do rio Iraputã, em São João do Mirador, estão entre as mais visitadas. São duas quedas d'água, uma ao lado da outra. A água cai de uma altura de cerca de 25 metros. Um paredão ao lado da cachoeira com maior volume de água convida a um rapel. Além das duas quedas maiores, uma terceira fonte de água rasga as pedras compondo a família das cachoeiras.
As "três irmãs" estão na propriedade de Domingos Cargnin, um senhor de 70 anos que incentiva os visitantes a apreciarem a natureza. Agricultor, Cargnin construiu acima das cachoeiras uma serraria movida a água. Com a esposa Inês, 62 anos, e uma filha, ele serra a madeira para os agricultores da vizinhança.
O casal sabe que poderia ganhar dinheiro com o turismo se pudesse investir em infra-estrutura. Acima das cachoeiras há um campo utilizado para pastagem do gado que poderia ser transformado em área de camping, mas Inês acha que a idade dos dois não permite mais tanto trabalho. "Já estamos velhos, os filhos também têm sua ocupação. A gente deixa as pessoas virem conhecer porque é mesmo muito bonito. Quem gosta da natureza vem de qualquer jeito", justifica.
Buscas
O sucesso de uma pesquisa na Internet depende principalmente de como o internauta organiza sua procura.  AN_Informática 
As cachoeiras do rio Iraputã podem ser vistas de ângulos completamente diferentes. De baixo, descendo pelas pedras na encosta da antiga serraria, é possível observar as três quedas lado a lado. O turista também pode aproveitar para fazer uma caminhada pela mata, sempre úmida pela proximidade das quedas. A terceira opção é subir no alto da maior queda, costeando o rio. "É preciso ter cuidado porque parece que a água puxa a gente lá para baixo", ensina Inês.

Estilo bizantino,
toque ucraniano

O interesse pelo turismo em Papanduva é recente. Como incentivo ao turismo rural, a Prefeitura pretende criar uma linha especial de ônibus para que os visitantes possam conhecer as belezas naturais e ainda comprar produtos coloniais diretamente dos produtores.
Não bastassem as belezas da mata, dos vales e das cachoeiras, Papanduva ainda reserva os "cruzeiros", sinais da passagem do Monge do Contestado, João Maria, e a igreja Santo Antônio, construída em estilo bizantino.
A presença de descendentes de poloneses e ucranianos está bem marcada pela religiosidade. Cada comunidade do interior tem sua capela. A gastronomia é um atrativo à parte: todos os sábados, no salão paroquial da igreja, no centro, são vendidos pirogues, alusques, rizotos, tortas e as famosas cucas. (MM)


Parques aquáticos ajudam
a amenizar calor em Mafra

Piscinas, área verde e trilhas são as atrações dos recantos

Mafra - Quem não tem praia... vai ao parque aquático. O Recanto Padre Francisco Hable, em Mafra, existe há apenas dois anos é já é sucesso de público. São 192 mil metros quadrados de muito verde e seis piscinas, inclusive térmicas. Há 12 tanques para pesque-pague, passeio de barco e trilhas ecológicas pela mata.
O restaurante, que funciona nos finais de semana, tem espaço para cerca de 500 pessoas sentadas e música ao vivo. O cantor é o proprietário do parque, Agostinho Hable. Entre uma música e outra, ele vai conversando com o público, sempre bem humorado, e coordenando o trabalho.
O recanto oferece espaço para camping. Quem preferir mais comodidade pode alugar um chalé com espaço para quatro ou oito pessoas. Neste caso, as reservas precisam ser feitas com antecedência. Para a próxima temporada, Hable pretende triplicar o número de chalés, tamanha a procura. As crianças podem brincar no play ground enquanto os adultos jogam futebol ou vôlei de areia.
Visitantes de Curitiba, Corupá e Garuva são os mais assíduos freqüentadores, além dos moradores da região. Carlito e Andréia Weber, de Garuva, por exemplo, trouxeram os filhos gêmeos de apenas quatro meses para acampar no recanto. "Gostamos do verde. Moramos bem perto da praia, mas trocamos o mar pelas piscinas", garantem. Adriano Wittlich, de Canoinhas, preferiu alugar um chalé. "Contando com as crianças estamos em 12 pessoas. É a primeira vez que venho, mas estou achando ótimo", observa.

RECREAÇÃO ORIENTADA

Também em Mafra está o Parque Aquático Águas Douradas, de Miguel Lino Moroski. Com 40 mil metros quadrados, o parque existe há três anos e tem como principal atração um toboágua de 80 metros de extensão que passa por baixo de um túnel e desemboca em um tanque de água, ao lado da piscina.
As duas piscinas - adulta e infantil - consomem 600 mil litros de água. Para Lino, a principal propaganda do parque é o sol. "Basta um final de semana de sol para que as pessoas da região se encontrem aqui", garante. Os dois tanques para pesca esportiva também são atrativos do parque. Nos dias 11 e 12 e março acontecerá um festival de pesca. Em média o parque atrai 600 pessoas por dia nos finais de semana. Um professor de educação física cuida da recreação para crianças e adultos. (Marília Maciel)

Em Papanduva, banho no
rio Pratinha é imperdível

Papanduva - Outra visita imperdível para quem se dispõe a explorar o interior de Papanduva, no Planalto Norte, é a cachoeira do rio Pratinha. São aproximadamente 42 metros de água caindo. Os proprietários das terras em que está a cachoeira trabalham num bar próximo ao rio e são sempre solícitos em oferecer um acompanhante para conhecer a queda d'água. Afinal, o lugar é de difícil acesso e recomenda-se cuidado. Um estojo de primeiros socorros é sempre bem-vindo.
Outra recomendação dos proprietários é nunca descer sozinho o barranco de cerca de 30 metros de altura. O turista sente que valeu a pena o sacrifício da descida quando se chega ao pé da cachoeira. Um banho nas águas do rio Pratinha é inevitável. Alguns aventureiros aproveitam o paredão para fazer rapel e descer por trás da água como se esta fosse uma cortina separando o visitante do rio.
Aventura em livro
A jornalista Leilane Neubarth relata a experiência do rali Granada-Dacar no livro "Faróis de Milha".  AN_Tevê 
Às margens da BR-116, a cerca de três quilômetros da nascente do rio Itajaí do Norte, está a maior queda d'água do município, com cerca de 70 metros de altura. O local é de difícil acesso. É preciso pedir autorização ao proprietário, Albino Senf, no posto de gasolina do km 59 da BR-116, a um quilômetro da cachoeira. No local há outras quedas menores.

ENDURO

Nos primeiros quilômetros da nascente do rio Itajaí do Norte já existe uma trilha também utilizada por pilotos de enduro. Nas localidades de Rio Bonito e Nova Cultura há outras cachoeiras de acesso mais fácil. (MM)

Como chegar: a partir da sede de Papanduva, por estrada de chão, passando por São Tomaz, Guarani, Pinhal até chegar em Pratinha. Distância: 30 quilômetros.

Fique por dentro

Recanto Padre Francisco Hable
Fone: (0XX47) 692-6056 (oferece van para buscar os visitantes no centro da cidade a R$ 25,00).

  • Como chegar
    No trevo de acesso a Mafra, no km 111 (próximo à Coopernorte), o visitante deve seguir pela rua Germano Neudorf até a estrada do Imbuial, depois estrada São Lourenço. Distância: cerca de 10 quilômetros do centro de Mafra.
  • Preços
    Entrada: R$ 6,00 com direito a almoço (buffet) ou R$ 3,00 só para a piscina
    Camping: R$ 4,00 por dia (por pessoa)
    Chalés: R$ 40,00 por dia (para quatro pessoas) ou R$ 80,00 por dia (para oito pessoas)
    Peixe: R$ 2,50 o quilo

Parque Aquático Águas Douradas
Fone: (0XX47) 642-0163 ou 9986-2884

  • Como chegar
    Saindo de Mafra pela BR-116, o visitante percorre 12 quilômetros e depois deve andar mais oito quilômetros no sentido Canoinhas
  • Preços
    Entrada: R$ 3,00
    Passeio de pedalinho: R$ 1,00 por dez minutos


GEOGRAFIA TÍPICA
Marca registrada do Nordeste, coqueiros embelezam a orla de Fortaleza: barracas garantem conforto para os banhistas
Foto: AE Tiago Decimo

Capital do sol, Fortaleza
é a cara do verão no País

Um dos destinos mais visitados do Brasil, cidade cearense oferece praias de areias claras de dia e a melhor música nordestina à noite

Fortaleza - A capital do Ceará preparou uma programação especial para esta temporada. É o Verão Ouro, que inclui uma extensa agenda de entretenimento para os turistas. São atividades esportivas, de lazer e culturais, realizadas em diferentes pontos da cidade. Fortaleza é um dos destinos turísticos mais visitados do País.
Com mais de 2,5 milhões de habitantes, em aproximadamente 340 quilômetros quadrados de área urbana, a cidade conta com 25 quilômetros de praias de areias clarinhas, muita agitação e variadas opções de diversão. Na verdade, a programação básica do turista é praia durante o dia e badalação à noite, em bares, restaurantes ou danceterias. Tudo isso ao som da melhor música nordestina e ao sabor da famosa culinária típica.
Para quem gosta de forró, a dica é o Bar do Pirata, que só abre às segundas-feiras, e o Clube do Vaqueiro. Entretanto, há uma infinidade de bares com muito forró e outros ritmos, o que manda é o gosto do freguês. E vale ressaltar que a infra-estrutura de turismo de Fortaleza é muito boa, há opções para todos os bolsos.

HOSPEDAGEM ACESSÍVEL

Para quem não quiser gastar muito dinheiro, a alternativa são os Albergues da Juventude. Os interessados nesta opção de hospedagem devem fazer reserva com bastante antecedência, especialmente durante o verão e nas férias.
Também conhecida como a "Capital do sol", Fortaleza tem sol praticamente o ano inteiro, a temperatura varia entre 25 e 36°C. E para aproveitar o clima, não precisa ir muito longe. Rodeando a cidade e enfeitadas por coqueiros estão as praias de Iracema, dos Diários, do Náutico, Volta de Jurema, do Iate, do Futuro, Cumbuco, Icaraí e Caucaia.
Também há as praias mais selvagens, consideradas as melhores, como a Prainha, em Aquiraz. A programação do Verão Ouro, evento promovido pelo Banco do Brasil, prevê, no entanto, a realização de grande parte das atividades de entretenimento na praia de Iracema. Destaque para o concurso Garota Verão Ouro e o show da banda Swing Tropical & Arquitetos do Brasil, no dia 23, na Barraca Tropicália.
Para este mesmo local foram organizadas uma série de atrações de todos os tipos, inclusive uma exposição de artesanato. Também há uma extensa programação no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e no Centro Cultural Banco do Nordeste (informações no site www.aquiceara.com.br).

PONTO DE ENCONTRO

A praia de Iracema é um dos endereços mais badalados da noite fortalezense, ponto de encontro da elite intelectual, de boêmios e turistas. Um dos cartões-postais desta praia é a Estátua de Iracema, de Zenon Barreto, que representa o sofrimento da índia Iracema quando foi deixada por seu amado.
Picapes do século 21
Salão de automóveis norte-americano é um verdadeiro show de carros-conceito e de novas tecnologias.  AN_Veículos 
Outro ponto turístico é a Ponte Metálica, em ferro e madeira, que funcionava como um ancoradouro para navios, até a transferência para o Porto do Mucuripe.
E os turistas que visitarem Fortaleza devem aproveitar para conhecer a belíssima praia de Jericoacoara, a 250 quilômetros do centro. Este é considerado um dos locais mais belos do Nordeste.

CHARME
Dunas de areais clarinhas: encanto para os olhos
Foto: AE Silvio Ribeiro

Fique por dentro

Informações turísticas
Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (Setur)
Fone (0XX85) 218-1177

Albergues da juventude
Praia de Iracema: Avenida Almirante Barroso, 998
Fone (0XX85) 252-3267
Aldeota: rua Rocha Lima, 1186
Aldeota: Coqueiro Verde, rua Frei Mansueto, 531
Fone (0XX85) 267-1998

 

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Cinema atrai mais turistas para Roterdã

Cidade portuária é uma das maiores da Holanda e fica a apenas 40 minutos da badalada capital Amsterdã

Roterdã - O Festival Internacional de Cinema de Roterdã - que neste ano ocorre no período entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro - movimenta ainda mais esta cidade holandesa, que fica a apenas 40 minutos da badalada capital Amsterdã. Já foram inscritos mais de 200 filmes de 60 países. A participação brasileira está garantida com "E no Meio Passa um Trem", curta-metragem dirigido por Fernando Meirelles e Nando Olival, que terá no papel central Theo Werneck.
A Holanda fica no nordeste da Europa, ocupa uma área de 41.863 quilômetros quadrados e faz fronteira com a Bélgica, a Alemanha e o Mar do Norte. A vida noturna é uma verdadeira ferveção, principalmente na capital. A geografia divide o país em duas regiões: a que inclui o Sul e Leste, com uma altitude máxima de 321 metros; e a restante área, predominantemente plana onde, inclusive, cerca de 20% das terras estão abaixo do nível do mar. Estas terras, se tornaram habitáveis graças à drenagem e à construção de diques, processo que teve início ainda no século 12.

PASSADO MARÍTIMO

O clima holandês tem forte influência do Mar do Norte. No verão, a média é de 17°C e no inverno pode chegar a 2°C. O país, juntamente com as Antilhas Neerlandesas, na região das Caraíbas, e Suriname, forma o Reino dos Países Baixos.
A economia holandesa é uma das mais desenvolvidas da toda a Europa. No século 17, o país projetou-se como líder europeu no comércio marítimo. O que gerou grande rivalidade por parte da Inglaterra, país com o qual travou diversas batalhas. Porém, neste período, a Holanda viveu o seu "século de ouro", com a expansão do comércio e da navegação.
Nesta época ficaram famosas a Companhia Unida das Índias Orientais (especializada no comércio com o Extremo-oriente) e a Companhia das Índias Ocidentais (que comercializava com a África e a América). Foi justamente neste tempo que floresceu a indústria cultural, especialmente a pintura, com pintores como Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, entre outros.

Reflexos
da França

Entre 1795 e 1813, a Holanda esteve sob o domínio francês, o que ainda pode-se ver refletido na cultura do país. Em 1814, o Reino dos Países Baixos consolidou-se com a Holanda do Norte (atual Holanda) e a Holanda do Sul (Bélgica e Luxemburgo).
Um exemplo do que foi o potencial marítimo holandês é o porto de Roterdã, considerado o maior do mundo. Foi parcialmente destruído durante a 2ª Guerra Mundial e reconstruído tempos depois. Por este passado, a cidade ainda é conhecida como o "local onde se trabalha", ao contrário da vizinha Amsterdã.
Para apagar as manchas deixadas pelas guerras, Roterdã ganhou vários parques. Um deles abriga a torre Euromast, parecida com a CN Tower de Toronto, no Canadá, porém, em dimensões mais modestas - tem 185 metros.
As guerras também fizeram com que os holandeses desenvolvessem bem a arquitetura. Em Roterdã há universidades de arquitetura procuradas por estudantes de todo o mundo. E o resultado pode ser visto num passeio pela região central de Roterdã. Há prédios inusitados, como um em formato de caneta e outro, bem ao lado, em formato de cubos. Só entrando no interior de um dos apartamentos é que se tem a dimensão do modelo arquitetônico singular.
A vida noturna de Roterdã também é interessante. Claro que não se compara com as inúmeras opções de Amsterdã, mas vale. Há belos pubs e bares. E muitos artistas brasileiros "fazem um som" por lá. A exemplo de outros lugares da Europa, o agito não passa muito das duas da madrugada.

Fique por dentro

  • A moeda na Holanda é o florim holandês.
  • Quem tem menos de 26 anos, pode comprar o CJP (Cultural Youth Pass/Passe Cultural da Juventude), na AUB, Leidseplein em Marnixstraat, para conseguir descontos em vários lugares.
  • O público homossexual pode obter informações sobre eventos culturais na Gay and Lesbian Switchboard. Também na revista Use-It, encontrada no escritório de turismo em frente à Centraal Station; e na The Best Gay Guide, à venda na livraria W.H. Smith, em Kalverstraat.


Viagem inesquecível

Um convite ao repouso

Roselene Júlio

Todos os anos, no verão, costumo freqüentar a praia de Zimbros (em Bombinhas), que tem uma beleza peculiar. Tudo que há nela é encantador. O mar limpo e calmo, ótimo para se refrescar e olhar as crianças brincando sem a preocupação constante dos pais.
As pousadas maravilhosas fazem com que nos sintamos em casa. O canto da praia cheio de pedras e árvores onde se pode pescar, acampar e apreciar o cultivo de mariscos. Os moradores do local, sempre acolhedores, os bares à beira-mar com deliciosos petiscos, enfim um lugar excelente para aliviar o estresse do ano todo, principalmente para quem vive no dia-a-dia agitado e necessita de paz e tranqüilidade.
O ideal é ir a Zimbros e esquecer do mundo. Esquecer dos problemas cotidianos. Vá a Zimbros sem preocupações. No verão o comércio está sempre aberto. Tudo o que se precisa está a mão. A culinária do local é questão à parte, à base de frutos do mar: sugiro mariscos, camarões e casquinha de siri, como aperitivos.
Os mariscos são ótimos. Cultivados na região de Zimbros, podem ser saboreados fresquinhos nos bares da região. Como a praia não tem ondas e o mar é extremamente calmo, é uma ótima pedida para mergulhos e para algumas boas braçadas no mar.

  • Roselene Júlio, secretária em Itajaí

Você também pode participar deste espaço do leitor, relatando em 30 linhas sua viagem inesquecível. Envie texto e fotografia para a Editoria de Turismo, rua Caçador, 112, Joinville, ou pelo e-mail anoticia@an.com.br


CARTÃO POSTAL

Morro do Corcovado e o Cristo Redentor: braços abertos para o turismo
Foto: Reprodução

Rio faz as pazes com o turismo

Cidade Maravilhosa já comemora números da temporada

Rio de Janeiro - Definitivamente, o Rio fez as pazes com o turismo neste último verão do milênio. Nem as imagens da violenta repressão ao topless na praia, veiculadas no mundo inteiro, fizeram milhares de turistas desistir de conhecer a Cidade Maravilhosa. As associações de empresários do setor só vão ter os números definitivos depois de março, mas já comemoram por antecipação.
A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABHI) acredita numa taxa de ocupação de 80% de seus leitos (10% a mais que em 1999) e a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav) prevê um aumento de 30% na venda de pacotes.
Se o verão está bom, o carnaval promete ser melhor ainda. A ABIH informa que o número de reservas confirmadas para época é bom, embora não seja possível prever, a um mês da festa, qual será a ocupação. Novamente, os turistas estrangeiros serão maioria. O Banco Bandeirantes, encarregado de vender os ingressos para o Sambódromo, informa que já estão quase esgotados, especialmente nas área nobres.

NEGÓCIOS

A expectativa do aumento do turismo no Rio de Janeiro nos próximos anos, em especial do turismo de negócios, está fazendo com que empresários nacionais e internacionais invistam na reforma e também construção de novos hotéis na cidade. Até 2001 a hotelaria investirá R$ 100 milhões em obras e melhorias nos prédios já existentes. A previsão é de que em 2002 o Rio tenha nove novos hotéis de categoria quatro e cinco estrelas.
Tradicionalmente, os hotéis do Rio ficavam cheios no verão, mas, ao longo do ano, a ocupação caia drasticamente. A cidade, no entanto, vem se consolidando como bom local para a realização de congressos, o que fez a taxa média de ocupação dos hotéis subir. De acordo com estimativas da ABIH, cerca de 65% dos visitantes que chegam à cidade vêm a negócios. Em novembro do ano passado, a taxa foi de 74,34%, a maior desde janeiro de 1998, em função do turismo de negócios. Em outubro, um mês tradicionalmente fraco, 68,6% dos quartos estiveram ocupados pelo mesmo motivo.

 
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