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ANotícia
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FOCO
Operadoras em Santa Catarina criaram planos específicos
para atender ao consumidor |
Consumidor ganha na
guerra dos celulares
Disputa entre Global
e TIM causa redução nos preços e diversificação
nos serviços oferecidos
Redução
dos preços das tarifas, diversificação de
serviços e criação de planos adaptados ao
bolso dos clientes foram os principais benefícios da concorrência
na telefonia celular em Santa Catarina, na opinião dos
usuários. "Até a privatização,
havia fila para comprar celular. Hoje, o cliente já sai
da loja conversando pelo aparelho", afirma o diretor comercial
da TIM Celular para Santa Catarina, Ari Boehme. Os preços
das tarifas cobradas pela empresa caíram 26%, desde que
a Global Telecom entrou em operação, há
um ano.
Com os preços mais em conta, muita gente que não
imaginou um dia ter acesso aos celulares participa hoje da conquista.
O mais forte indicador disso é a demanda pelo Pronto,
o celular da TIM que usa cartão e dispensa conta telefônica.
Atualmente, ele representa 70% das vendas.
Para a cabelereira Vanderlete Meyer, o celular adquirido em 1996
foi a única solução para garantir o contato
com família e clientes, a qualquer hora do dia. "Na
época, o telefone fixo no bairro Vila Nova (na zona Oeste
de Joinville) custava R$ 4,5 mil e demorava anos para ser ligado".
Mas a solução, segundo ela, virou um problema mensal,
no momento em que chegava a conta para pagar. "Eu pagava
uns R$ 250,00 por mês, com a entrada da Global, a TIM lançou
o pacote extra-light. Hoje, minha conta não ultrapassa
R$ 50,00."
Mesmo com a vantagem, Vanderlete reclama que os preços
das tarifas continuam altos. Em todo o País, as operadoras
do sistema justificam as tarifas cobradas pelo investimentos
efetuados, principalmente para ampliar a cobertura.
Aventura em livro
A jornalista Leilane Neubarth relata a experiência do rali
Granada-Dacar no livro "Faróis de Milha".
AN_Tevê |
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A velocidade do crescimento da área
de atuação impressiona. Até fevereiro, a
Global Telecom pretende alcançar uma faixa de cobertura
em Santa Catarina que a concorrente levou quase sete anos para
conseguir. A TIM, atualmente, atinge 80% do Estado. (Adriana
Zoch)
Saiba mais sobre a telefonia
celular
Área de cobertura
Refere-se à área geográfica onde é
possível que um aparelho celular se comunique com uma
estação e receba, assim, as ligações.
Área de concessão
Refere-se à área geográfica delimitada pelo
Ministério das Comunicações onde uma concessionária
pode explorar serviços de telefonia. No caso da Global
Telecom, a área de concessão são os estados
do Paraná e de Santa Catarina. A TIM opera nos dois Estados
e na região de pelotas
Banda A
Foi a concessão inicial para implantação
do sistema de telefonia celular dada às antigas estatais
de telecomunicações (no caso de Santa Catarina).
O braço dessas empresas que opera com telefonia celular
foi privatizado no ano passado e funciona em uma faixa de freqüência
próxima a 800 megahertz. com a privatização,
a Telesc Celular rompeu o vínculo com a Telesc (que opera
exclusivamente com telefonia fixa). Os serviços de telefonia
celular em vigor atualmente são analógicos. Agora
é que estão iniciando as operações
do sistema digital, disponibilizados tanto pelas empresas concessionárias
da Banda A como da Banda B.
Banda B
Designa outra faixa de freqüência (praticamente o
dobro da freqüência da Banda A) onde vão funcionar
os sistemas de telefonia celular digital das empresas concorrentes
das estatais privatizadas. A Global Telecom tem a concessão
exclusiva para operar na Banda B em Santa Catarina e no Paraná.
Na faixa de freqüência da Banda B, a penetração
do sistema é mais restrita, o que exige torres mais próximas
ou aumento da potência para atingir uma área de
cobertura maior. É neste ponto em que estão concentrados
os investimentos das empresas concorrentes, como a Global Telecom.
Quanto maior a área de cobertura, menor o risco de ouvir
a gravação que mais incomoda o usuário atual:
"O telefone está fora da área de serviço".
CDMA
(Code Division Multiple Access ou Acesso Múltiplo por
Divisão de Código). É o padrão digital
adotado pela Global Telecom. A capacidade de operação
do CDMA é de três vezes maior que o TDMA. Ou seja,
uma estação de transmissão de sinais via
CDMA tem capacidade triplicada em comparação com
a do TDMA.
Roaming
É o nome dado à mudança de uma área
de serviço para outra. É o roaming que
possibilitará o uso de seu aparelho fora
da área de concessão da empresa onde foi habilitado.
Sistema Analógico
Utiliza transmissão de dados em forma de ondas de rádio,
mais suscetíveis a ruídos e interferências,
além de consumir mais bateria.
Sistema Digital
Utiliza como forma de transmissão sinais binários,
como nos computadores, que requer menor consumo de bateria, dá
maior segurança e permite agregar recursos como bina (identificador
de chamadas) e possibilidade de receber mais de uma ligação
ao mesmo tempo.
TDMA
(Time Division Multiple Access ou Acesso Múltiplo por
Divisão de Tempo). É o padrão digital adotado
pela TIM Celular. A capacidade de operação do TDMA
é de 3 vezes a do sistema analógico.
Fontes: Global Telecom e TIM Celular
Procura por celular é
grande em S. Catarina
Operadoras fazem
esquema especial para atender os turistas no litoral
Joinville - Os números das duas concessionárias
de telefonia celular no Estado comprovam o crescimento rápido
e expressivo de usuários do sistema. A Global Telecom
esperava sair do zero em janeiro de 99 para 150 mil clientes
nos estados do Paraná e Santa Catarina, até o final
do ano passado. Fechou com 170 mil, dos quais 30% em Santa Catarina.
Na TIM Celular, a carteira de clientes no Estado aumentou 70%
em 1999, alcançando hoje 450 mil. O número de funcionários
na operadora triplicou e lá para cá, chegando a
1,2 mil. Para este ano, a TIM quer atrair mais 500 mil novos
usuários nos dois estados.
Mas o número de clientes quase virou problema com a chegada
do verão. Entre os clientes da TIM Celular, as queixas
eram constantes. Ligar da praia para a cidade de origem era um
verdadeiro exercício de paciência. O resultado foram
longas filas nos orelhões. O diretor Ari Boehme, afirma
que os problemas não foram tão grandes no litoral
catarinense. A concessionária envolveu 200 técnicos
em novembro para garantir o atendimento dos usuários nas
praias, para onde foram deslocadas estações móveis
e instaladas novas.
Para evitar problemas, a Global reforçou a infra-estrutura
para atender os veranistas. Praticamente dobrou a cobertura no
litoral catarinense. Só no Norte foram instaladas nove
estações em São Francisco do Sul, Barra
Velha, Piçarras, Penha e Barra do Sul. O investimento
foi de R$ 8 milhões. (AZ)
Disputa causa embaraço
entre os consumidores
Joinville - A guerra dos celulares, como é classificada
a disputa pelo mercado entre as operadoras, ainda provoca muita
confusão entre os consumidores. No momento em que ocorre
um problema no serviço, o cliente tende a culpar imediatamente
a operadora escolhida.
Do início da concorrência para cá, os usuários
digitais do sistema no Estado se livraram de outros apuros. Um
deles, era a disputa para conseguir um aparelho novo, ou na troca
do analógico por um digital. Inicialmente, todos os aparelhos
eram importados muitos já estão sendo fabricados
no Brasil -, tantos os da tecnologia CDMA (Global) quanto da
TDMA (TIM). Em alguns períodos muitos ficaram escassos
nas lojas, o que dificultava ao pretendente a usuário
comparar preços e vantagens tecnológicas. Além
da alta demanda, que eleva preços, a desvalorização
do dólar criou um embaraço adicional.
Rápidas nas soluções, as operadoras passaram
a bancar parte do custo do cliente com o aparelho, como ocorre
ainda hoje, só que em menor escala. Dependendo do potencial
de uso do cliente, ele levava o aparelho de graça. Atualmente,
sobram aparelhos e há inúmeros pontos de vendas,
entre lojas próprias e terceirizados. Há um ano,
o aparelho mais barato saía por R$ 379,00. Hoje, em tempos
de promoção, já chegou a custar apenas R$
179,00.
Produtores colhem mais
uvas na região de Videira
Município
é responsável por quase 30% da safra de SC
Frutuoso Oliveira
Videira - A safra de uva deste ano em Videira, o principal
pólo produtor no Estado, ficará dentro da expectativa
dos produtores, superando a produção do ano passado.
Segundo a secretaria municipal de agricultura, devem ser colhidas
cerca de 10 mil toneladas da fruta, 4% a mais que no ano passado.
A uva está sendo comercializada entre R$ 0,40 e R$ 0,60
o quilo nas cantinas e R$ 1,50 para o consumo in natura. Segundo
o secretário João Munaro, a produção
deve ficar em torno de 18 toneladas por hectare plantado. Em
Videira são 680 hectares da fruta, mas cerca de 20% deles
ainda não estão em produção total.
Para os próximos anos é bem provável que
haja um crescimento na produção, principalmente
pelo fato de que estão surgindo até 40 hectares
por ano de novos parreirais. Eles vem carregados de novas tecnologias
e recebem acompanhamento especializado, que garantirá
uma boa produção no futuro.
A variedade Niagara, segundo levantamentos preliminares, deve
produzir menos neste ano, em comparação com 1999.
A Isabel, por sua vez, deverá apresentar modesto crescimento.
"Em Videira já chegaram a ser colhidas 21 mil toneladas
de uva e houve realmente uma queda na produção,
mas a tendência a partir de agora é que ela volte
a crescer."
CANTINAS
O crescimento se justifica principalmente pela demanda. Toda
a produção é consumida absorvida pelas cantinas
da região que ainda importam uva do Rio Grande do Sul
para dar conta da produção de vinho.
Segundo o presidente da Coopervil, Luiz Vicente Suzin, as empresas
que integram o Sindicato do Vinho devem importar juntas cerca
de 3 mil toneladas da fruta. Esta mesma quantidade é o
que a Cooperativa sozinha consome anualmente para produzir seus
vinhos.
Produtor quer
mais qualidade
A safra de uva na região - Videira, Tangará,
Pinheiro Preto, Iomerê, Rio das Antas e Fraiburgo - deve
atingir 23 mil toneladas, 65,71% da produção previsto
para Santa Catarina. A produção deverá atingir
35 mil toneladas. O gerente regional da Epagri de Videira, Edgar
Luiz Peruzzo, afirma que mais do que a preocupação
com a quantidade de uva produzida na região, os produtores
estão interessados em aumentar a qualidade do produto
oferecido aos consumidores.
Picapes do século 21
Salão de automóveis norte-americano é um
verdadeiro show de carros-conceito e de novas tecnologias.
AN_Veículos |
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Há dez anos iniciou-se um trabalho
em torno da promoção da uvas especificamente elaboradas
para o consumo "in natura" e hoje os resultados são
os melhores possíveis. "Quem está implantando
parreiral hoje procura assistência técnica que lhe
dê acompanhamento", destaca Peruzzo.
A retomada no plantio de parreirais iniciou há dois anos
e num futuro próximo deve acabar com a importação
de uva de outros Estados pelos fabricantes de vinho. "Hoje
o produtor sabe que é muito mais interessante plantar
uva do que trabalhar com o pêssego e ameixa e isso está
motivando a implantação de novos parreirais."
(FO)
Pessego 1 - A safra de pessego
em Arroio Trinta, um dos principais produtores catarinenses,
registrou uma quebra de 20%. Os 120 fruticultores deixaram de
colher 600 toneladas. As perdas foram causadas pelas fortes geadas
durante a primavera, período em que acontece a floração,
e pela estiagem em novembro. A colheita se concentrou num único
período, o que causou superoferta e a retração
nos preços. Os produtores recebem R$ 0,30 por quilo.
Pessego 2 - A falta de câmara-fria
para armazenar as frutas também preocupa os fruticultores.
"O município só conta com quatro câmaras,
com quarenta toneladas de capacidade cada uma, o que permite
apenas estocar 6,67% da safra. "Se houvesse mais câmaras,
a fruta poderia ficar estocada de vinte a trinta dias, o que
não causaria uma superoferta." O baixo poder aquisitivo
da população também é outro aspecto
negativo.
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| Leia também |
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Ambulantes reclamam da queda nas
vendas
Vendedores nas
praias dizem que argentinos estão comprando menos
Florianópolis/Balneário Camboriú - As
vendas caíram e os brasileiros estão comprando
mais do que os argentinos. Esta é a opinião dos
vendedores ambulantes, que circulam pelas praias de Florianópolis
durante esta temporada de verão. A praia da Joaquina,
em dias de campeonato de surf, é junto com Canasvieiras
um dos locais preferidos. Ao chegar na Joaquina já se
vê uma pequena feira de produtos artesanais, que reúne
uma dezena de barracas. Ali vende-se camisetas, vestidinhos em
pano de fralda, cangas e algumas bijuterias. Maura Ignácio
monta seu pequeno estande por volta das 7 horas e só o
fecha após o por do sol. A vendedora diz que neste ano
as vendas estão bem mais fracas que nos anos anteriores,
embora o movimento de turistas esteja visivelmente maior. "Este
ano vendi cerca de 60% do que fiz no ano passado neste mesmo
período." Um dos vizinhos de Maura, Veroni Albino
disse que nestes dois meses vendeu apenas R$ 2 mil.
Na areia, as figuras mais conhecidas são os nordestinos
vendendo mantas e redes. Francisco Fernando de Souza veio da
Paraíba há três meses para trabalhar na praia.
Ele acha que nesta época há pelo menos mil paraibanos
fazendo o mesmo. Pela manhã eles vão buscar a mercadoria
em caminhões, que ficam estacionados próximos à
cabeceira insular da Ponte Colombo Salles. Em seguida vão
às praias e depois devolvem aos caminhões o que
não foi comercializado. Francisco diz que a diferença
do ano passado para este é que neste ano os brasileiros
compram tanto quanto os argentinos.
A única reclamação dos ambulantes é
com a fiscalização da Prefeitura Municipal de Florianópolis.
"Eles estão sempre no pé da gente, e já
chegam tirando o material", denuncia.
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
O comércio de ambulantes nos sete quilômetros
de orla marítima da praia Central de Balneário
Camboriú reúne pessoas de vários Estados.
Marlene Diogo da Silva, 44 anos, está em Balneário
Camboriú há seis. Natural de União da Vitória,
interior do Paraná, veio com a família ganhar a
vida no maior pólo turístico de Santa Catarina.
Sua jornada começa às 5 da manhã e estende-se
até as 18, 19 horas. Este ano trouxe sua filha de 20 anos,
Janaina Nunes de Faria, para ajudá-la. "Por enquanto
a temporada está ótima', salienta Marlene. "Se
trabalhar bastante dá para tirar até R$ 3 mil no
final do mês", afirma.
Outro que passa o verão trabalhando é Jairo Luís
Monteiro Filho. Aos 18 anos ele vende há pelo menos nove
produtos na beira da praia. Deixou o ramo de alimentação
para dedicar-se a venda de vestidos. "Vende bem, as argentinas
são minhas melhores clientes", afirma o rapaz que
diz ganhar R$ 600 por mês durante a temporada de verão.
"No resto do ano não faço nada, os empregos
de inverno dão muito pouco dinheiro", continua. Ele
trabalha das 10 às 20 horas.
A dona de um ponto de venda de milho e churros está mais
animada com esta temporada de verão. "No final da
temporada dá para tirar uns R$ 7 mil", explica Maria
Aparecida Dias dos Santos, de 28 anos. (Janine Koneski de Abreu
e Cristiano Escobar Maia)
Vendedores de redes usam bom humor
como marketing
Balneário Arroio do Silva - A alegria talvez seja o
principal atrativo dos vendedores de rede de Paraíba.
Os irmãos Luziver, 23 anos, e Luzivan Bezzerra de Araújo,
21, deixaram a pequena São Bento do Paraíba, para
vender suas redes nas praias do litoral catarinense e gaúcho.
A alegria e a facilidade com que conseguem fazer amizade com
turistas e moradores locais, é, com certeza, a melhor
arma de marketing que possuem. Isso, sem contar as redes fabricadas
de forma artesanal.
"Era isso que a gente fazia antes de sair por essas estradas
vendendo", diz Luzivan apontando para as redes. Segundo
ele, a cidade de São Bento pode ser considerada a capital
brasileira da rede. Os irmãos Araújo saíram
do interior paraibano junto com mais dois amigos no final de
outubro para trabalhar no litoral sul. Essa já é
a segunda vez que passam pelo Balneário Arroio do Silva,
no Sul do Estado, e pretendem ficar até final de fevereiro.
De acordo com Luzivan, quando as vendas estão boas, cada
um chega a vender até 400 peças. "Esse ano
não está bom, mas também não podemos
nos queixar", afirma ele, que acredita chegar a 300 peças
durante esta temporada. O preço das redes varia entre
R$ 20,00 e R$ 80,00. As mais caras recebem um acabamento maior.
Cada peça rende aos vendedores 15% do seu valor. Quanto
acaba o estoque de redes, os vendedores entram em contato com
os fabricantes em São Bento, que enviam mais mercadorias.
Durante os meses de frio, os vendedores retornam para sua cidade
e voltam a trabalhar na confecção das redes que
irão vender durante a temporada de verão.
O comércio informal no centro de Balneário Arroio
do Silva teve um acréscimo de quase 30% este ano. De acordo
Arvil Anselmo Hilário, do setor de Tributação
da prefeitura, estão cadastradas cerca de 70 lojas de
confecção e mais de 20 barracas montadas ao redor
da praça Central. O número de ambulantes, vendedores
de bebidas, água, sucos, picolés e redes, que transitam
pela praia, também aumentou, chegando a quase 30 este
ano. (Marli Vitali)
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