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ANotícia
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Vinho

Santa Catarina é o segundo maior produtor
nacional de vinhos, com 17 milhões de litros anuais, ou
15% do País
Consumo maior anima
vinicolas catarinenses
Produtor de vinho
investe para seduzir paladar exigente
Marli Rudnik
Os
brasileiros estão descobrindo a cada gole, os prazeres
da degustação de vinho. O uso da bebida associado
à qualidade de vida e saúde se intensificou nos
últimos cinco anos e fez aumentar o consumo per capita
do País, de 1,8 para 2,5 litros anuais. Ainda não
é nada se comparado à sede dos italianos, que bebem
52 litros per capita anuais, mas o marketing do vinho tem incentivado
produtores a investir em qualidade para seduzir o mais exigente
paladar.
O volume de produção de vinhos no Estado está
longe dos padrões do vizinho Rio Grande do Sul, responsável
por 80% da bebida consumida no mercado nacional. Santa Catarina
ocupa a segunda posição, com 15% da fabricação
de cantina do País, o que representa 17 milhões
de litros anuais. Somente o Vale do Rio do Peixe responde por
90% deste volume, ou 15 milhões de litros anuais. Os 10%
restantes estão nas regiões Sul (Urussanga) e Vale
do Itajaí (Rodeio e Nova Trento), onde a colonização
italiana deixou a vinicultura como herança cultural e
econômica.
Pinheiro Preto, a 20 quilômetros de Videira, no Meio-oeste,
que tem uma população de 3.700 habitantes, é
o maior produtor de vinhos do Estado. As 16 indústrias
da cidade despejam no mercado a cada ano, cerca de 8 milhões
de litros - quase 50% da produção catarinense.
Em toda a região são 32 as empresas beneficiadoras
registradas, mas muitas pequenas propriedades mantém a
produção para entrega às grandes cantinas.
O vinho produzido no Vale do Rio do Peixe tem mercado garantido
em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná,
que levam 70% do volume total. O restante é distribuído
no Estado. Segundo o técnico em enologia Clodemir Magiolaro,
responsável pela produção de vinhos da Empresa
de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri/SC),
80% da produção da região é vendida
embalada, com rótulo da própria cantina. Somente
20% seguem a granel para engarrafadoras de outros estados.
A vinicultura ainda gera números positivos na criação
de empregos. No Meio Oeste são 300 vagas diretas, que
crescem 50% no período de safra, mas outras centenas de
empregos surgem nos vinhedos, que não param de crescer.
Não ao estrelato
A Guerreira de "O+" experimenta o sucesso fulminante
que a sensualidade proporciona. Mas a bela cabocla garante que
não quer ser estrela.
AN_Tevê |
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Hoje são 400 propriedades, com 1,2
mil hectares plantados, que entregam 95% da safra às cantinas.
Neste ano serão plantados mais 100 hectares, e outros
300 hectares até 2002. Magiolaro explica que os novos
parreirais irão suprir a demanda da indústria,
que hoje beneficia cerca de 21 mil toneladas de uvas, mas produz
13 mil toneladas. "O restante, cerca de 8 mil toneladas,
é comprado do Rio Grande do Sul."
Mercado é promissor
para os produtos nobres
Rodeio - Se o mercado é promissor para os vinhos comuns,
o otimismo é ainda maior entre os produtores de vinhos
nobres. No Médio Vale do Itajaí, a Vinícola
San Michele, de Rodeio, uma das principais cantinas de vinhos
de guarda do sul do Brasil, aumentou em 30% a produção
em 1999, e mesmo assim não tinha mais estoque em outubro.
Seu faturamento deu um salto de 45% no período.
A Vinícola Neo Trentina, de Nova Trento, deve incrementar
em 20% o volume de vinhos na safra que está começando.
Os proprietários testam o plantio de novas variedades
de uvas européias para melhorar a qualidade dos vinhos.
A experiência com vinhos nobres no Vale do Itajaí
começou em 1992, quando sete descendentes de italianos
de Rodeio retornaram de um curso de enologia na Europa, e em
conjunto com o Circolo Trentino e a província de Trento,
introduziram a técnica e tecnologia da produção
européia na cantina San Michele.
A vinícola de Nova Trento nasceu do mesmo projeto, mas
ao contrário da de Rodeio, não prosperou. Desde
o ano passado as duas empresas são administradas pelos
sócios Marcelo Sardagna e Silnei Furlan, empreendedores
de Rodeio que ficaram no negócio.
As vinícolas San Michele e Neo Trentina produzem juntas,
mais de 300 mil garrafas por ano. Na primeira, os vinhos saem
com os nomes fantasia Ritrato (cabernet, riesling e moscato)
e Torre di Luna (tinto, rosé e branco, todos suaves).
Há três anos a empresa tirou seu produto das prateleiras
de supermercados e apostou exclusivamente na venda direta dentro
da cantina.
Parte da produção abastece as festas típicas
italianas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
A fábrica de Nova Trento está sendo reestruturada,
mas vai manter a marca fantasia Trento Clássico, com objetivo
de alcançar os mercados do litoral e Florianópolis.
Sardagna e Furlan estão investindo agora no plantio de
dez variedades de uvas européias na região. A idéia
é concentrar toda a produção da matéria-prima
próximo das cantinas para poder controlar detalhes como
acidez e maturação, que interferem diretamente
no aroma, cor e sabor do vinho. Das 290 toneladas de uvas viníferas
que serão beneficiadas nesta safra nas duas unidades,
apenas 30% são produzidos na região. A intenção
é atingir 100% em quatro anos. (MR)
Epagri está investindo no plantio
de mudas de uva na região de Urussanga
Medicina e novelas de
época estimulam vendas
Produtor artesanal
cede espaço às indústrias preocupadas com
as exigências do mercado
Blumenau - A febre do consumo de vinhos vem crescendo a cada
ano, e os técnicos encontram três motivos para comemorar
a grande procura do produto nos supermercados e casas especializadas.
A primeira razão é médica. Estudos divulgados
por institutos europeus comprovam que o consumo diário
de vinho seco e puro se mostra eficiente na redução
do colesterol ruim (LDL), diminuindo riscos de doenças
cardíacas. A recomendação é de consumo
máximo de duas taças ao dia para mulheres (150
ml) e quatro para homens (300 ml).
O marketing espontâneo das novelas de época tem
sido um grande incentivador do consumo. Quando galãs sessentões
brindam uma taça de cobre entre olhares insuspeitos com
a mocinha mais cobiçada da telinha em horário nobre,
o vinho se torna referência de status e todos aderem, na
opinião do produtor Marcelo Sardagna, da Vinícola
San Michele, de Rodeio. Mas o aumento do consumo também
está associado à melhoria na qualidade do produto
nacional. "O consumidor está cada vez mais exigente
e a indústria está sabendo corresponder",
garante Sardagna.
Nos últimos três anos a indústria investiu
na qualidade e quantidade de vinho nacional, obedecendo a necessidade
do consumidor. O enólogo da Epagri em Videira, Clodemir
Magiolaro, afirma que a preocupação com a modernização
das cantinas da região gerou investimentos de R$ 1 milhão
em equipamentos e produtos. "É uma atividade em franca
expansão, que está se profissionalizando e buscando
novas tecnologias", diz ele.
As propriedades que fabricavam vinhos artesanais há três
gerações estão dando lugar a indústrias
preocupadas com as exigências e demanda do mercado. Magiolaro
analisa que a vinicultura catarinense pode crescer 50% nos próximos
anos e tem mercado garantido para isso.
Incentivos
A Epagri está incentivando a produção
de mudas de uva em Urussanga. "Hoje, as mudas vêm
do Rio Grande do Sul, e cada uma custa R$ 2,00", informa
Della Bruna. São necessárias 2,3 mil mudas para
um hectare. Há cinco anos foi criada a Associação
dos Produtores de Vinho Colonial de Urussanga, que serve para
os vinicultores se reunirem, trocarem idéias e participarem
de cursos de capacitação.
Tempo bom garante safra
melhor no Sul catarinense
Marli Vitali
Urussanga - O vinicultor Geraldo Trevisol, 30 anos, não
esconde a satisfação ao passar pelos parreirais
de sua família. O tempo colaborou, nenhum doença
ou praga atingiu a plantação e a expectativa é
colher cerca de 40 toneladas de uva, 33,3% a mais que em 1999.
Tantos quilos de uva devem se transformar em 25 mil litros de
vinho, produzido artesanalmente e com segredos que passaram de
bisavô para avô, pai e filho.
A tradição da família Trevisol em produzir
vinho é tão conhecida na região que eles
não precisam fazer qualquer esforço para vender
a produção. "O pessoal vem comprar o vinho
aqui em casa", comenta Angelin Trevisol, 61, um descendente
de italianos da comunidade de Rio Caeté, no interior de
Urussanga. Tanta tradição se explica. Já
em 1940 o pai de seu Angelin, Pedro Trevisol, tinha uma cantina
registrada.
O trabalho com as uvas começou com o imigrante José
Trevisol que veio da Itália e se instalou junto com outras
famílias de imigrantes em Urussanga. Os segredos foram
sendo passados pelas gerações. "Aos poucos
estamos aprimorando as técnicas, os equipamentos e fazendo
cursos. Isso está servindo para melhorar a produção",
destaca Geraldo. Segundo ele, não se pode errar nenhum
passo, desde a escolha do local para o plantio, a seleção
das mudas, até a colheita e o armazenamento. "Tudo
isso vai influenciar na qualidade do vinho", afirma.
Numa área de 3,5 hectares, a família Trevisol cultiva
uvas Terci, Niagara e Goethe, as duas últimas usadas para
produção do vinho branco. No ano passado foram
colhidas cerca de 30 toneladas e produzidos 16 mil litros de
vinho. O preço mínimo do litro é de R$ 1,50.
A expectativa é aumentar em 50% a colheita dessa safra.
"Se o tempo continuar colaborando, e não chover muito,
teremos um aumento na produção", destaca Geraldo.
Mas não é só o vinho que incrementa a renda
da família. O suco de uva, feito de forma artesanal por
seu Angelin, também é bastante procurado. Feito
com a uva "Terci", o litro do suco é vendido
a R$ 3,00. De cada 10 quilos de uva, são produzidos nove
de suco. "Acredito que conseguiremos fazer dois mil litros
de suco este ano", admite ele.
Plantio tem raízes italianas
Criciúma - Urussanga mantêm muito forte a tradição
dos imigrantes italianos que chegaram no final do século
passado. O terreno acidentado acabou servindo para que a produção
de uva surgisse como uma boa opção. Cerca de 10%
da área destinada às parreiras no Estado estão
na região. "Acreditamos que os parreirais ocupam
mais de 300 hectares, sendo que destes, 80% são mantidos
por pequenos produtores", ressalta Arnaldo Zanatta Contessi,
responsável pela produção na Estação
Experimental da Epagri em Urussanga.
Invasão coreana
A minivan Atos Prime, com motor 1.0 litro e três opções
de câmbio, é um dos novos veículos que a
Hyundai traz para o mercado brasileiro.
AN_Veículos |
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Hoje um dos principais problemas que dificultam
a ampliação da área plantada é o
alto custo. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri, Emílio
Della Bruna, são necessários cerca de R$ 20 mil
para plantar um hectare de uva. "O custo das mudas, arames
e mão-de-obra necessária são elevados o
que dificulta o início do trabalho." O vinicultor
só começa a recuperar o investimento depois de
três anos. (MV)
Cooperalfa apresenta
novas tecnologias rurais
Produtores vão
conhecer, em Chapecó, novos insumos agrícolas
Chapecó - Quando chega a hora de plantar, adquirir
um adubo, defensivo ou implemento agrícola, o produtor
rural sempre fica em dúvida. Não sabe se leva o
produto que já conhece ou opta por outro, acreditando
na conversa do vendedor, que lhe mostra a última novidade
do mercado e afirma que o desempenho e a produtividade serão
excelentes. Culpa das evoluções tecnológicas,
que ocorrem em ritmo acelerado, mas demoram a chegar até
a propriedade rural.
Para acabar com as dúvidas dos produtores e mostrar na
prática o desempenho dessas novidades, a Cooperativa Regional
Alfa (Cooperalfa) realiza de terça-feira a sexta-feira,
em Chapecó, o 5º Campo Demonstrativo Alfa (CDA).
Uma feira diferente, montada sobre uma lavoura experimental,
onde as empresas responsáveis pelo desenvolvimento das
novas tecnologias terão espaço para apresenta-las.
O CDA está sendo organizado para receber mais de 15 mil
agricultores de toda a região Oeste e até das regiões
vizinhas dos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Os
associados da Cooperalfa estarão sendo transportados de
ônibus, desde as suas propriedades até Campo Demonstrativo,
onde serão divididos em grupos e devem passar o dia percorrendo
as lavouras e estandes e conversando com técnicos e promotores.
Variedades
Nas lavouras experimentais, plantadas como nas propriedades
dos agricultores, estarão em exposição 56
variedades de milho, produzidas por 12 empresas do setor. Uma
ao lado da outra, elas serão a principal atração
do evento. Os desempenhos de cada uma irão servir de incentivo
aos produtores que estão pensando em abandonar o cultivo
do cereal - considerado o principal insumo do setor agroindustrial
Nas áreas plantadas com soja estará sendo apresentado
o desempenho de defensivos químicos, próprios para
a eliminação das ervas daninhas - plantas que atrapalham
o desenvolvimento das lavouras e trazem prejuízos aos
produtores. As empresas ainda estarão mostrando, em lavouras
de feijão, o desempenho dos produtos antifúngicos,
que também contribuem para a melhoria da produtividade.
Suíno light é destaque
O suíno híbrido MS-60, com mais carne e menos
gordura, será a grande atração da parte
agropecuária do CDA. Ele estará sendo comparado
com outros animais das raças Landrace e Large White (tradicionais
na região) e com seu antecessor, o MS-58, que já
está presente num grande número de propriedades.
Técnicos da Coopercentral e da Embrapa Suínos e
Aves, de Concórdia, estarão presentes para esclarecerem
as dúvidas dos criadores.
Outra novidade, que deve chamar a atenção de um
grande número de criadores, é o equipamento que
mede a espessura do toucinho dos suínos, sem que eles
precisem ser abatidos. "Esse equipamento ajuda o agricultor
a tabular seus resultados e selecionar o seu plantel. As agroindústrias
pagam mais pelo animal com mais carne magra", comentou o
presidente da Cooperalfa, Mário Lanznaster.
Buscas
O sucesso de uma pesquisa na
Internet depende principalmente de como o internauta organiza
sua procura.
AN_Informática |
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Para os criadores de bovinos de leite estarão
sendo apresentados métodos para silagem de grão
úmido. A técnica ajuda os produtores a reduzir
os custos e manter a produção durante o inverno,
quando as pastagens secam. Animais das raças jersey e
holandesa, também estarão em exposição.
Um horto medicinal, instalado dentro do CDA e que vai produzir
mudas de plantas medicinais para as mulheres dos agricultores,
será inaugurado pelo governador do Estado, Esperidião
Amin, na tarde de quarta-feira, quando acontece a abertura oficial
do evento.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |

Guerra no espaço
virtual em Santa Catarina
Mercado de acesso
à Internet entra em ebulição com disputa
entre provedores pagos e gratuitos
Vitor Hugo Louzado
O mercado catarinense de acesso a Internet está em
ebulição. Em jogo, o cadastro de 150 mil usuários
da rede mundial de computadores (3,3 milhões em todo o
país), que tem um crescimento estimado em 15%, só
para esse ano. Ele é disputado por grandes provedores
pagos e gratuitos.
Sem grande alarde, os servidores gratuitos já desembarcaram
no Estado: IG, em www.ig.com.br; e o do Banco do Brasil, em www.bb.com.br
e o SuperNet11. Nos próximos dias, dois outros devem apresentar
seus canais de acesso: o Terra Livre, ligado ao Zaz/Terra e o
Tutopia.
Enquanto os grandes provedores catarinenses se preparam para
enfrentar as gigantes do mercado e seus acessos gratuitos criando
fórmulas atrativas e investindo sobre os pequenos, estes
procuram alternativas para fugir da concorrência agressiva.
A tendência, no entanto, é que desapareçam."Às
vezes me sinto com asfalto em baixo do rolo compressor",
desabafa um dos sócios da Porta Digital, Rogério
Ristow, que ano passado recusou oferta da Brasilnet.
Três empresas do Estado foram compradas por grupos estrangeiros
nos três últimos meses. A última transação
ocorreu dias atrás, quando a Brasilnet - de Florianópolis
- foi repassada para um grupo estrangeiro, com presença
em mais de 10 países. Os novos donos, no entanto, preferem
evitar a divulgação de dados sobre a aquisição,
investimentos e até o nome da empresa compradora.
Segundo os empresários do setor, este grupo é dono
do provedor Tutopia. Ele deve começar a funcionar nos
próximos dias, em Florianópolis, com uma infra-estrutura
igual ou superior a da Matrix e da IG no Estado.
Na operação anterior, no final de dezembro, o Zaz
adquiriu a Braznet, o maior provedor de Blumenau. O Zaz anunciou
nessa semana que investirá R$ 1 milhão na abertura
de unidades no Estado, com preferência para Chapecó,
Lages e Tubarão.
Em novembro, a Primus Telecommunications, dos Estados Unidos,
adquiriu 51% da Matrix. Nos planos da nova empresa estão
investimentos pesados em banda larga e na construção
de um teleporto (R$ 5 milhões), ligado à rede de
29 satélites de comunicações controlados
pela Primus. Ele permitirá a realização
de videoconferências.
Quinto maior provedor do País, com 60 mil assinantes,
a Matrix não pretende ver o mercado brasileiro e, em especial
o catarinese, ser dominado por multinacionais e grandes empresas
brasileiras como o UOL, dos grupos Abril e Folha de S.Paulo;
o IG, dos grupos Opportunity e GP Investimentos; Zaz/Terra, da
Telefónica; bancos Bradesco e do Brasil e AOL.
Como parte do primeiro contra-ataque, a Matrix está negociando
a compra de sete provedores nacionais em São Paulo, Santa
Catarina e três no Nordeste. E ainda vai inaugurar mais
quatro filias. A empresa tem em caixa US$ 25 milhões para
essa operação.
A Matrix, garante seu presidente, não participará
da disputa pelo acesso gratuito a internet agora, pois ainda
não encontrarou "uma fórmula que permita fornecer
este serviço". Isso não significa que está
fora da jogada. Se a política vier a ser adotada, assegura
Lacerda, está descartada o uso de um braço para
disponibilizar o serviço. Esta foi a estratégia
usada pela Zaz/Terra, criando a Terra Livre, e UOL, jogando o
acesso grátis para a NetGratuita.
Tendência na Internet é
domínio de grandes grupos
Multinacionais
estão ganhando mais espaço no mercado do País
Florianópolis - A disputa pelo mercado da Internet
se intensifica no Brasil. Dos cerca de 780 provedores de acesso
à rede em funcionamento no País há cerca
de quatro anos, apenas 285 existem atualmente. A expectativa
é que, até o final do ano, não passarão
de 20. A chegada de grandes grupos internacionais, como a American
OnLine (AOL), está restringindo o mercado para as pequenas
empresas. Mesmo grupos maiores, como o Zaz, acabaram sendo vendidos
para multinacionais, no caso a Telefônica, grupo espanhol
que detém a telefonia fixa em São Paulo. Essa é
uma tendência mundial.
Empresários ligados ao setor acreditam que, assim como
os BBS - primeiros bancos de dados que ofereciam acesso via rede
telefônica - foram devorados pelos atuais provedores, detentores
de mais estrutura e capital, processo análogo vai acontecer
com as pequenas empresas, mesmo que elas migrem para o mercado
corporativo. Só para se manter um link dedicado básico,
24 horas por dia, custa entre R$ 600,00 e R$ 1 mil. São
poucas as empresas catarinenses que podem arcar com um custo
operacional destes.
A hipótese mais provável é que a Internet,
no Brasil, fique semelhante as emissoras de televisão
de sinal fechado (via cabo ou satélite) e de sinal aberto,
ou seja: haverá um grupo que terá acesso a todo
o conteúdo gratuito disponível na rede mundial
e outro, que paga mensalmente o acesso, com direito a fazer uso
de conteúdos exclusivos, como revistas, jornais, entrevistas,
fotos, entre outras coisas.
Uma das possibilidades mais prováveis a curto prazo é
que os acessos gratuitos vão provocar duas medidas imediatas.
A primeira é uma redução dos preços
das mensalidades cobradas pelos provedores de conteúdo,
que hoje gira em torno de R$ 30,00, para cerca de R$ 20,00. A
outra, uma busca frenética por conteúdo diferenciado,
que já começou em São Paulo.
Na luta pela sobrevivência, o dono do Porta Digital, Rogério
Ristow, acredita ter encontra uma solução. "Vamos
passar a atender o mercado corporativo. Acho que nossas chances
de sucesso são boas, pois podemos fazer atendimento personalizado,
ao contrário das grandes empresas." Para reforçar
seu quadro de serviços, ele montou parceira com a WebcallBrasil.
Com a diversificação, pretende integrar Internet
e o sistema de tele-atendimento pelo 0800.
Comércio virtual atrai
interesse das empresas
Joinville - Uma previsão de Michael Dertouzos, diretor
do americano Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT,
ilustra os potenciais do comércio eletrônico, a
venda de produtos e serviços através da Internet.
Um mercado em que até pequenas empresas catarinenses,
através do Via Sebrae, estão de olho. Em um cidade
qualquer alemã, a loja World Shop é constituída
de 35 cubículos, chamadas de cabines. Em cada uma delas,
os usuários têm a disposição vídeo,
teclado, microfone capaz de reconhecer a voz e luvas e óculos
eletrônicos. É através desse óculos
que estudantes universitárias observam como determinado
vestido, escolhido segundos antes na tela, ficaria no corpo.
Elas escolhem as roupas, que depois serão entregues em
casa. Não há estoques na World Shop.
E com as luvas especiais, um homem experimenta como dirigir um
Mercedes esportivo. Pelo movimento das luvas, é possível
até "examinar" a diferença entre a cabeça
e o teto do carro. Em outra cabine, um homem compra quadros após
navegar em pinacotecas de todo mundo. Essa é parte da
história contada por Dertouzos em "O Que Será"
(Companhia das Letras, 1997).
Na América Latina, o comércio eletrônico
dentro das fronteiras brasileiras abocanha uma fatia de 88% no
continente, movimentando uma cifra próxima a R$ 900 milhões.
O mercado ainda está engatinhando. Nos Estados Unidos,
o comércio pela Internet faturou US$ 360 bilhões
no ano passado. E nos EUA, os analistas ainda acreditam que esse
valor é muito baixo, embora a expansão do e-commerce
esteja em aceleração: o temor com as fraudes está
diminuindo. Não é à toa que especialistas
apontam que o comércio eletrônico vai faturar US$
1 trilhão até o final de 2001.
Na terra de Jeff Bezos, o criador da Amazon, o mitológico
site de de vendas, o comércio eletrônico ainda tende
a crescer bastante, mas nada que se compare ao Brasil, onde mais
de dois terços dos habitantes jamais navegou na Internet.
Número de usuários
no Brasil fica estável
São Paulo - O número de internautas no Brasil
não cresceu nos últimos seis meses, continua em
3,3 milhões, apurados em junho do ano passado. Mas o percentual
de internautas que fazem compras pela Internet aumentou de 11%
para 15%. Os números são da quinta pesquisa sobre
a Internet no Brasil que o Ibope divulgou na sexta
O levantamento, feita semestralmente desde março de 1998,
ouviu mais de 15 mil pessoas em nove capitais brasileiras - São
Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife,
Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal. A projeção
de 3,3 milhões de internautas representa 9% do universo
da população das nove cidades incluídas
na pesquisa.
De acordo com o estudo feito pelo diretor de audiência
do Ibope Mídia, Antônio Ricardo Alves Ferreira,
também cresceu o número das pessoas que usam a
rede com maior freqüência e intensidade passou de
47% para 53% do total. Também houve crescimento significativo
no percentual de microcomputadores com acesso à Internet,
que subiu de 40% para 53%.
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