Joinville         -          Quarta-feira, 12 de Julho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Samara Felippo se diz constrangida em participar de quadros de videokê
Foto: Carta Z Notícia

Artistas passam vexame para aparecer

Programas viram vitrine para divulgar trabalhos ou apenas exibir dotes físicos

Paula Schitine
TV Press

Vale qualquer coisa: fazer mímicas estabanadamente, desafinar em games musicais, estourar balão de gás com o próprio bumbum ou até mesmo bancar uma bola humana numa pista de boliche. O tamanho dos "micos" a que os artistas se submetem para aparecer na tevê parece não ter limite. O objetivo não difere muito de artista para artista. É sempre querendo divulgar um novo trabalho ou apenas exibir os próprios dotes, na esperança de ser convidado para novas produções - pelo visto, a coragem de fazer papéis ridículos deve estar em alta no mercado. Por isso, artistas de toda a espécie aceitam participar de quadros de programas de auditório como "Quarta Total" e "Domingo Show", da Record, "Domingão do Faustão" e "Caldeirão do Huck", da Globo, e "Domingo Legal", do SBT. Esse tipo de exposição vem crescendo e é lucrativa tanto para emissoras, que conseguem Ibope, quanto para artistas. "Os programas de auditório são ótimos para quem está divulgando peça de teatro. E se a proposta for esta, vale qualquer coisa", assume Leila Lopes, assídua freqüentadora deste tipo de produção.
A atriz, que interpreta a Cleusa em "Marcas da Paixão", da Record, já foi três vezes ao "Quarta Total" e cantou no videokê do "Domingo Show", ambos comandados por Gilberto Barros, o Leão. Mas aparecer neste tipo de atração pode ser também sinônimo de constrangimento. Um exemplo foi o da atriz Alexia Deschamps, que está prestes a entrar em "O Cravo e A Rosa", como a mãe de Catarina, papel de Adriana Esteves. Recentemente, ela participou do "Quarta Total", da Record, e se sentiu desconfortável em participar do "boliche humano", em que o artista põe uma roupa de borracha e se atira numa pista com água e sabão em direção aos pinos para derrubá-los. "É feio e desagradável. E ainda fiquei com medo de me machucar", reclama a atriz.
Mas Alexia garante que, apesar do "mico", no dia seguinte em que apareceu no programa da Record recebeu uma proposta para fazer um comercial de xampu. "O anunciante me viu na produção e se interessou, mas não chegamos a um acordo financeiro", explica a atriz. Mas o diretor Luiz Gleiser, do "Domingão do Faustão", da Globo, garante que não são apenas os atores que podem lucrar. Para ele, as emissoras também usam videokês e games para fazer publicidade de novelas e minisséries. "Quanto mais o ator aparecer no vídeo, mais a produção em que ele está vai ser comentada", afirma Gleiser.
Por isso, alguns atores encaram o fato de ser convidado para este tipo de brincadeira como um chamado oficial do patrão. Um exemplo é a atriz Samara Felippo, que faz a Érica de "Malhação", da Globo. Ela já participou do videokê do "Domingão do Faustão" e da gincana "Trato na Escola", do "Caldeirão do Huck", quando requisitada pela emissora. Ela confessa que fica constrangida em participar desses quadros. "Por não estar representando um personagem, sempre fico nervosa. Tenho de relaxar para entrar no clima", admite Samara. Mas há os que não têm a menor inibição em se soltar em público. É o caso de André Segatti, que faz parte do elenco de "A Turma do Didi", da Globo. O ator faz aulas de canto e ele mesmo pediu para participar do videokê do Faustão porque achou o local ideal para revelar a habilidade de cantor. "Um ator completo deve saber cantar e representar e não perco a oportunidade de mostrar isso", confirma.
Já o diretor Roberto Manzoni, do "Domingo Legal", do SBT, garante que nem sempre é fácil conseguir atores para as brincadeiras do programa. Na "Banheira do Gugu", por exemplo, é raro ver um ator participar. Os freqüentadores do quadro são normalmente cantores e modelos, que se prestam a expor o físico em trajes mínimos. "Os atores se preocupam com a imagem e por isso geralmente recusam ir à banheira", explica Manzoni. O mesmo acontece na brincadeira em que é preciso colocar a mão dentro de um recipiente que contém um animal desconhecido. Um dos que toparam a brincadeira foi Nélson Freitas, que vive o personagem Nilo, em "Uga Uga", da Globo. Segundo ele, o ator está sendo transformado em um produto e compara a tevê a uma vitrine atraente. "Estamos numa prateleira. O ator que não estiver ligado à tevê de alguma forma, não consegue sobreviver por muito tempo", resigna-se.


Na pele da mimada Clara, Regiane inferniza a vida do marido, vivido por Luigi Baricelli
Foto: Carta Z Notícia

Adeus aos
papéis de mocinha

Regiane Alves deixa de ser boazinha para bancar a perversa em "Laços de Família"

Leandro Calixto
TV Press

Regiane Alves ficou perdida quando começou a gravar "Laços de Família". Depois de ter se destacado na macrossérie "A Muralha", na pele da obstinada Rosália, ela não sabia se a Clara na história de Manoel Carlos era uma típica garota mimada, uma chata ou até mesmo uma vilã. A incerteza da atriz aumentou ainda mais porque o autor não distribuiu a sinopse da novela para nenhum ator do elenco. Só agora, passados mais de três meses de gravações, é que Regiane chegou à conclusão que a personagem, nora de Helena, vivida por Vera Fischer na trama, tem mesmo compatibilidade com o mal. Uma característica, aliás, que esta atriz de 21 anos jamais havia interpretado na tevê. "Quanto mais a personagem for diferente do último trabalho que fiz, melhor vai ser para minha carreira", comemora Regiane, que já fez a "boazinha" em "Fascinação", novela do SBT.
A segurança para interpretar uma personagem que foge do estereótipo de "boa menina" aumentou depois de uma conversa com o próprio Manoel Carlos. Regiane conta que o autor foi ao set de gravações no Projac, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para acompanhar as primeiras cenas da novela. Na ocasião, ele perguntou para Regiane o que ela estava achando da Clara, que domina na trama o marido Fred, papel de Luigi Baricelli. "Foi a partir daí, que resolvi fazer a Clara sem nenhum dó e soltá-la completamente", explica a bela atriz, sem esconder o bom humor. "Laços de Família" é o primeiro trabalho de Regiane no horário das oito na Globo. Talvez por isso, que ela esteja surpresa com a tamanha repercussão do trabalho. "Na segunda semana que a novela estava no ar, muita gente me parou na rua para dizer que conhecia muitas 'Claras' por aí. Achei isto fantástico", recorda.

Vida real

Outro detalhe que vem chamando a atenção da atriz é o texto de Manoel Carlos. Para ela, o autor de "Laços de Família" escreve de uma maneira tão simples que o grande público acaba compreendendo a trama de uma forma bem natural. "O Maneco até parece que fica escondido atrás da porta da casa da gente. Ele retrata muito bem o nosso dia a dia", elogia a atriz. Por mais que esteja entusiasmada com a personagem e a novela, Regiane, no entanto, ainda não esqueceu do trabalho anterior que fez na Globo: a macrossérie "A Muralha", onde viveu a obstinada Rosália. Regiane define esta produção como um momento mágico da televisão brasileira. "Tudo deu certo. A trama, a atuação dos atores e o ambiente que se criou. Estou com saudades deste trabalho", revela.
Foi justamente pelo capricho dedicado a "A Muralha" que fez Regiane titubear em aceitar o convite para fazer a Clara. A atriz justifica a indecisão porque ainda estava totalmente envolvida emocionalmente no trabalho, ambientado no século 17, quando foi chamada para fazer "Laços de Família". Na semana depois de encerrar os trabalhos da macrossérie, ela recebeu um telefonema do diretor Ricardo Waddington. O responsável pela direção geral da novela de Manoel Carlos a queria de qualquer jeito para viver a Clara. "Não podia recusar a proposta. Principalmente porque o Ricardo foi a pessoa que articulou minha contratação na Globo", justifica.
Regiane Alves tem contrato com a Globo até 2001. Ela assinou no ano passado, depois de ter passado pelo SBT e Band. Na emissora de Sílvio Santos, a atriz protagonizou "Fascinação" e na Band atuou em "Meu Pé de Laranja Lima". Quando foi para Globo, a atriz confessa que chegou a ficar preocupada com a possibilidade de entrar para "geladeira". Principalmente porque vinha de outras emissoras. "Por estas razões que não posso me fazer de difícil", analisa.
A atriz, nascida em Santo André, região do Grande ABC Paulista, garante que não se deslumbrou com a profissão. Ela avisa que tem "os pés no chão" principalmente por saber da instabilidade da carreira de ator. Ela conta que conhece muitos colegas de profissão que não têm dinheiro para pagar aluguel e dispensas do mês. Tudo por causa do restrito mercado de trabalho. "Ainda bem que o SBT e a Record estão reativando o departamento de dramaturgia. Assim, teremos mais espaços para atuar", comemora.


Veterano
Aos 78 anos, Nunes continua na ativa, agora na Globo
Foto: Divulgação

Meio século
de humor

Criador de programas e bordões inesquecíveis, Max Nunes hoje faz rir só com Jô Soares

Rodrigo Teixeira
TV Press

Basta olhar para perceber que Max Nunes é uma piada. Franzino, com baixa estatura e andar vagaroso, o carioca de 78 anos é tão engraçado quanto os inúmeros personagens que criou em 50 anos de tevê. Ao lado de Jô Soares desde 1967, quando uniram-se para criar "Faça Humor Não Faça a Guerra", na Globo, Max não é só responsável pelas piadas que saem da boca do humorista no "Programa do Jô", como já viu suas criações serem usadas pela maioria dos comediantes brasileiros. Além de criar bordões clássicos do humor, como "bota ponta, Telê!", "o macaco tá certo", "tem pai que é cego", "não me comprometa", "sois rei?" e "muy amigo", ele já escreveu para programas como "Satiricom" e "Topo Gigio", além de "Planeta dos Macacos" e "Viva o Gordo". Max Newton Figueiredo Pereira Nunes começou como redator de programas de rádio em 1948. Neste período, criou na Rádio Nacional um dos programas mais importantes do humor brasileiro: "Balança Mas Não Cai", que estreou em 1950 já com o clássico quadro "Primo Rico e Primo Pobre", interpretados por Paulo Gracindo e Brandão Filho - o programa foi adaptado para a Globo em 1964, a pedido de Walter Clark. Mas antes mesmo de escrever, aos oito anos, Max começou a se apresentar nas rádios cariocas e ganhou o apelido de "gargantinha de ouro".

Entrevista - Max Nunes

"Não me dou com o computador, apesar de utilizá-lo há algum tempo. Na verdade, eu crio na mão mesmo e só passo o texto para o computador, coloco no disquete e mando por e-mail."

Qual o seu esquema de trabalho com o Jô atualmente?
Max Nunes - Eu o ajudo na redação do programa. Dou sugestões de pauta e escrevo aqueles textos de abertura, geralmente com piadinhas. Fico atento às notícias e por isso leio, no mínimo, cinco jornais pela manhã. Fico em São Paulo de segunda a quarta e volto para o Rio. Fico bolando coisas. Gosto de trabalhar em casa, apesar de ter horror a utilizar o computador. Eu torci muito para acontecer de fato o "bug" do milênio. Não me dou com o computador, apesar de utilizá-lo há algum tempo. Na verdade, eu crio na mão mesmo e só passo o texto para o computador, coloco no disquete e mando por e-mail.

A mudança para a Globo interferiu no seu trabalho?
Max Nunes - Existe uma exigência maior na Globo. Mas desde o início ficou claro que a gente não iria entrar na paranóia do Ibope e da sombra do microfone. Porque na Globo tem aquela coisa de "apareceu a sombra do microfone! Grava de novo!". Aí não dá. Mas fiquei na mesma, nesta vinda para a Globo, pois continuo tendo de viajar. Não é que tenha medo de avião, mas eu entro passageiro e saio sobrevivente. Agora mesmo decidi não acompanhar o Jô às Olimpíadas. Com a idade que estou, não dá para correr atrás de canguru. É terrível acordar velho todo dia.

Como você vê a evolução do humor do rádio para a tevê?
Max Nunes - Acho que não teve continuidade. Na verdade, o rádio sempre foi mais criativo que a tevê. Mesmo porque se tinha mais espaço para programas de humor. A televisão virou um veículo de novelas e o rádio ficou informativo. Mas, independentemente do veículo, o humor precisa ter alguma relação com o povo e a situação do país. Algo engraçado de uma galinha não vai repercutir tanto quanto uma piada de político, por exemplo. Mas acho que os humoristas são mal aproveitados na tevê. O Chico Anysio e o Jô Soares deveriam voltar a se dedicar mais ao humor. Até já falei isso para o Jô e ele até pensa em voltar, se criarmos algo realmente novo.

Como surgiu a idéia do "Balança Mas Não Cai"?
Max Nunes - Quando acabou a Guerra, em 1945, era uma época difícil de conseguir moradia. As vezes reuniam-se várias famílias e alugavam um apartamento. Se falava: "qualquer dia cai este edifício com tanta gente morando". Foi aí que caiu a ficha. Mas só em 1950 o programa estreou na Rádio Nacional. O quadro mais importante era "Primo Rico e Primo Pobre", com Paulo Gracindo e Brandão Filho. Não esperava o sucesso que o programa atingiu, tanto na rádio quanto na Globo. Lançamos vários humoristas e expressões, como "mengo", por exemplo, numa alusão ao Flamengo. Na Globo, o programa era de guerrilha. O horário em que a emissora perdia, colocavam "Balança Mas Não Cai" para competir. E sempre ganhava. No início, o programa era acusado de ser apelativo. A mesma ladainha que existe até hoje...

Nestes 50 anos de tevê, qual período marcou mais você?
Max Nunes - Os "anos de chumbo" realmente foram terríveis. A tevê praticamente acabou na época. Existem situações cômicas, mas aconteciam fora da tevê. Uma vez um censor militar ficou espantado com o valor do contrato do Roberto Carlos com a Globo. Ele não entendia porque se pagava tanto para o cantor. E sugeriu: "Vocês podiam colocar o retrato do Roberto no vídeo e a música de fundo. Não precisariam gastar tanto". Aí o Borjallo, que era diretor de programação, devolveu: "Coronel, você acaba de desinventar a televisão".

"A televisão virou um veículo de novelas e o rádio ficou informativo. Mas, independentemente do veículo, o humor precisa ter alguma relação com o povo e a situação do País."

Manchetes AN

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28/05 - Despojada, mas muito romântica
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A semana

"Passando a Limpo"
No "Passando a Limpo" de hoje, às 23 horas, na Record, Boris Casoy recebe o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, empossado recentemente como imortal da Academia Brasileira de Letras. O escritor vai falar de sua carreira, especialmente de sua volta à literatura. Outro convidado é o Coronel José Vicente da Silva, coordenador de pesquisas em segurança pública do Instituto Fernand Braudel.

"A Próxima Vítima"
A Globo reprisa a partir de amanhã, às 14h50, a novela "A Próxima Vítima", de autoria de Silvio de Abreu. Exibida de março a novembro de 1995, a trama policial cujo último capítulo mobilizou os brasileiros agora terá quatro opções de final, gravadas à época em que a novela foi ao ar. No elenco, Suzana Vieira, José Wilker e Lima Duarte.

"TV Ano 50"
Os programas infantis serão relembrados no especial "TV Ano 50", que a Globo exibe neste sábado, às 22 horas. O programa mostrará imagens de arquivo, trazendo de volta personagens que invadiram o imaginário infantil desde a estréia da televisão brasileira até os dias de hoje. Serão exibidas imagens de programas como "Clube do Guri", "Shazan e Xerife", "Balão Mágico" e "Castelo Rá-Tim-Bum", entre outros.

"Sessão Discovery"
A "Sessão Discovery Channel" enfoca neste sábado, às 23 horas, na Band, as aves de rapina. A origem destas potentes e equipadas predadoras se encontra bem atrás das raízes dos dinossauros. A maioria delas, como águias e falcões, caçam durante o dia, mas a coruja pode detectar sua presa à noite, já que possui o organismo projetado para caçar mesmo na mais completa escuridão.

Novidades na TV

Emissora mística
Uma programação verdadeiramente alternativa. Assim pode ser classificada a da TV Mundial. A emissora, cujo sinal será veiculado num sistema de tevê por assinatura, ainda a ser definido, a partir de outubro, vai voltar a programação para religiões e assuntos considerados místicos. As produções vão abordar espiritualismo, esoterismo, auto-ajuda, ufologia e terapias alternativas, entre outros assuntos.

Passagens especiais
O "Sãos e Salvos" da Cultura e da Rede Pública nem estreou, mas já está cheio de participações especiais. Vários atores gravaram episódios da série juvenil que estréia em agosto. Marília Pêra, Beatriz Segall, Yara Jamra e até o apresentador Gastão Moreira já apareceram na produção.

MTV dos desenhos
A partir de amanhã, a Eliana vai estrear um novo quadro no "Eliana e Alegria". Trata-se do "Rádio Desenho", em que vai apresentar o making of de desenhos animados, dar dicas de programas para a garotada e entrevistar artistas e personalidades, que vão falar sobre a infância e sobre seus desenhos prediletos.

Próximo da realidade
O novo "GNT Fashion" que estréia dia 14, quer assumir um formato de serviço. Além de ganhar nova apresentadora, a crítica de moda Lílian Pacce, o programa tem como proposta principal informar ao telespectador o quanto custa se vestir de acordo com a moda e onde encontrar as etiquetas que ditam as novas tendências do mercado. Além disso, ao contrário da edição anterior, o "GNT Fashion" vai dar mais ênfase a moda no Brasil.


Corpos celestes

Últimas descobertas sobre o universo estão em especiais do Discovery

Sem o Sol e a Lua, a Terra não possuiria vida - seria um escuro e desolado mundo. Durante este mês, o Discovery Channel apresenta três programas inéditos, que oferecem as últimas descobertas e informações científicas sobre a Lua, o Sol e seu lar no espaço sideral. Empregando recursos visuais gerados por computador e verdadeiras imagens do sistema solar, "Se não Existisse a Lua", "Sol Indomável" e o "Ferro-velho Espacial" estréiam hoje, às 21 horas.
Os seres humanos costumam se esquecer da importância da Lua e sua relação com a Terra. A Lua está se distanciando do nosso planeta, aproximadamente quatro centímetros a cada ano. Ela já esteve 17 vezes mais perto do que está ultimamente. Com o afastamento da Lua, a rotação da Terra se torna mais lenta, fazendo com que os dias sejam mais longos e o número de dias num ano vá diminuindo. Daqui a bilhões de anos, a perda da Lua pode resultar numa "caótica obliqüidade" - uma Terra que balança de forma maluca no espaço. "Se não Existisse a Lua" utiliza avançada animação computadorizada e as últimas imagens das missões à Lua da Nasa para compartilhar as informações sobre a parceira júnior da Terra e para descobrir o que aconteceria com os seres humanos se ela não existisse. Cientistas também explicam por que é possível que a Lua tenha se formado depois que a Terra colidiu com outro planeta, mais ou menos do tamanho de Marte.
"Sol Indomável" leva os telespectadores até o coração deste enorme e fervilhante caldeirão solar. O programa utiliza imagens de naves espaciais e observatórios, combinadas com gráficos avançados e animação computadorizada, para estudar a cataclísmica energia do Sol. Apesar de se encontrar a 150 milhões de quilômetros de distância, os cientistas explicam como o Sol ainda é capaz de gerar destruição na Terra. Explosões do Sol, pequenos períodos em que material do Sol é realmente atirado ao espaço, podem atingir a Terra com raios-X e ultravioletas, fritando a atmosfera superior do planeta e afetando sinais de rádio e satélite.

Poluição

Da Lua para o Sol, o Discovery Channel explora o incrível lar destes corpos celestes em "O Ferro-velho Espacial". O espaço ao redor da Terra está ficando tão poluído, que satélites de grande importância estão sendo danificados e vôos espaciais podem em breve se transformar numa atividade arriscada demais para se realizar. Foguetes descartados, tanques de combustível e milhões de fragmentos, todos viajando a 32 mil quilômetros por hora estão se tornando perigosos e descontrolados obstáculos para os objetos enviados ao espaço. O programa utiliza filmes de arquivo, efeitos de vídeo, gráficos e entrevistas com alguns dos melhores cientistas espaciais para ilustrar como o espaço se tornou poluído. Ele também oferece sugestões do que pode ser feito para lidar com estes efeitos e para evitar que esta situação atinja níveis ainda mais perigosos.

 
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