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ANotícia
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Desempenho
Com motor 2.0 de 135 cv, o Peugeot 406 chega aos
180 km/h sem maiores problemas
Fotos: divulgação |
Peugeot 406 sedã
tem preço competitivo
Modelo é
mais equipado que os concorrentes brasileiros
O
segmento dos sedãs médios-grandes é totalmente
dominado por carros nacionais. O líder desse mercado é
o Vectra, com 52% de participação que deixam para
trás rivais como Marea, Civic, Corolla e Santana. Mas
há um importado que equilibra requinte, conforto e sobriedade
como nenhum nacional: o Peugeot 406 sedã, que ainda conta
com outras duas armas: visual sedutor e boa relação
custo/benefício.
Essas características, porém, ainda precisam ser
conferidas pelos brasileiros. De janeiro a maio deste ano, o
Peugeot 406 sedã somou apenas 176 unidades vendidas no
País. Número distante, por exemplo, das 12,1 mil
unidades vendidas do Vectra. Mas a Peugeot usa o modelo como
"vitrine" e não com o propósito de torná-lo
um "best-seller". Para isso, a Peugeot tem o 206, líder
entre os compactos 1.6.
Uma pena, pois ao contrário de muitos carros importados
inacessíveis à maioria dos mortais, o 406 sedã
concorre em pé de igualdade com os rivais nacionais e
estrangeiros. O preço do modelo começa em R$ 48,2
mil. É menos que os iniciais R$ 50 mil do Vectra CD 2.2
16V e mais que os R$ 40,5 mil do Marea HLX - ambos em suas versões
"top", mas sem opcionais. Fica acima, ainda, dos R$
46 mil do Civic EX 1.6 16V e do Corolla SE-G 1.8 16V.
"Recheio apetitoso"
Com todos os itens disponíveis, Vectra e Marea vão
a R$ 59,9 mil e R$ 49,4 mil, respectivamente, mas são
menos equipados que o 406. O Vectra tem de diferente apenas controle
de tração e comando do som no volante, enquanto
o Marea exibe airbags laterais e lavadores de faróis,
itens que o 406 não tem. Já Civic e Corolla em
suas versões "tops" nem têm opcionais,
mas também contam com menos equipamentos que o sedã
francês.
O modelo é pródigo em itens de série. Além
dos previsíveis ar-condicionado, trio elétrico
e direção hidráulica, exibe alguns requintes
- de série - que os concorrentes não têm,
como bancos de couro, sensor de chuva no pára-brisa, indicador
de manutenção e tela de proteção
contra sol no vidro traseiro, entre outros. E quase se equipara
aos rivais em segurança: tem duplo airbag, freios ABS,
barras de proteção laterais, no teto e no painel
frontal, cinco cintos de três pontos e sistema de corte
de combustível em caso de acidente. Mas conta com eixo
traseiro auto-direcional, que nenhum concorrente possui. E ao
contrário dos nacionais, a lista de opcionais é
curta: apenas câmbio automático e disqueteira para
10 CDs, que elevam o preço do carro para R$ 52,9 mil -
ainda menor que o do Vectra mais completo.
Se por dentro o 406 é bastante "recheado", por
fora exibe um desiginquestionavelmente mais charmoso que os rivais
tupiniquins. Na frente exibe faróis afilados que remetem
ao olhar de um felino. Não tem detalhes esnobes ou arroubos
estilísticos e prima pela sobriedade. Na traseira, as
lanternas ganharam um friso horizontal que a divide em duas seções
- um detalhe de gosto meio duvidoso, mas que o diferencia dos
concorrentes. De certa forma, depois do "banho de loja",
o 406 passou a lembrar remotamente o antigo sedã grande
605, já substituído pelo 607 na Europa.
O 406 conta com motor de quatro cilindros em linha, 2.0 litros,
16 válvulas com 135 cv de potência e torque máximo
de 18,7 kgfm. O câmbio pode ser manual de cinco marchas
ou automático de quatro velocidades com função
auto-adaptativa, que "aprende" o estilo de pilotagem
do motorista.
Atrativos
Sedã tem linhas charmosas e muito conforto,
graças à generosa linha de equipamentos |
Ficha Técnica
Peugeot 406 sedã
- Motor
Gasolina, dianteiro, 1.998 cc, transversal, quatro cilindros
em linha, 16 válvulas, comando de válvulas duplo
no cabeçote. Alimentado por injeção eletrônica
multiponto. Potência máxima: 135 cv a 5.500 rpm.
Torque máximo: 18,7 kgfm a 4.200 rpm.
- Transmissão
Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a
ré ou automática de quatro marchas com sistema
auto-adaptativo. Tração dianteira.
- Suspensão
Dianteira independente pseudo-McPherson, com braços triangulares
e barra estabilizadora. Traseira independente com braços
múltiplos, barra estabilizadora e eixo autodirecional
que se move em até três graus.
- Freios
Discos ventilados na frente e maciços atrás com
ABS.
- Carroceria
Sedã de cinco lugares em monobloco. Comprimento de 4,59
m, largura de 1,76 m, altura de 1,41 m. Entre eixos de 2,70 m.
- Peso
1.335 kg, com 540 kg de carga útil.
- Porta-malas
430 litros.
Aventureira
Adventure tem visual agressivo mas performance
não é de um "fora-de-estada"
Fotos: Divulgação
Palio Adventure é feita
para trilhas urbanas
Apesar da maquiagem
"off-road", perua da Fiat se adapta melhor ao trânsito
das cidades
A Fiat é especialista em identificar nichos específicos
do mercado brasileiro com poucas ou nenhuma opção.
E gosta de apostar neles. Para isso, lançou, em setembro
do ano passado, a Palio Adventure, uma versão da perua
Weekend com "maquiagem off-road" - que conferiu ao
carro um visual mais agressivo e aventureiro.
A grande diferença da Adventure em relação
às outras Weekend está mesmo no visual. Sem dúvida
o carro ficou mais jovial com o quebra-mato frontal, molduras
de plástico nas abas dos pára-lamas, estribos nas
laterais, apóia-pé na tampa traseira, racks no
teto, faróis de milha e neblina e coberturas plásticas
das lanternas traseiras. O perfil "ousadinho" ainda
foi reforçado por uma suspensão recalibrada, que
deixou o carro 4 cm mais alto em relação ao solo.
Por dentro, a Adventure também traz suas particularidades,
mas nada que imprima uma personalidade muito própria.
Por exemplo, o painel ganhou fundo branco e a alavanca do câmbio
e os pedais são cromados - exatamente como na Palio Weekend
Sport.
A grande diferença está, mesmo, nos itens de série
e opcionais. A station "lameira" traz de fábrica
ar-condicionado, direção hidráulica, trava
e vidros dianteiros elétricos, apoio de cabeça
traseiros, luz indicadora de portas abertas, regulagem de altura
para cintos dianteiros e sistema de proteção contra
incêndio. Já regulagem de altura para volante, alarme,
airbag duplo, freios ABS, preparação para som,
brake-light e rodas de liga leve são opcionais. E a Adventure,
que custa iniciais R$ 27,8 mil, chega aos R$ 31,7 mil completinha.
Oito válvulas
Sob o capô, a Adventure exibe o mesmo motor da versão
Weekend ELX, com quatro cilindros em linha, 1.6 litro, oito válvulas,
92 cv de potência máxima e torque de 13 kgfm. A
Fiat optou por não equipar a Adventure com propulsor 16
válvulas por entender que essa versão deveria ter
mais torque em baixos giros que os fornecidos pelos motor multiválvulas.
Mas, afinal, a Adventure exibe uma performance apenas comportada.
A proposta "bem sacada" e o visual atraente, porém,
têm superado a falta de personalidade forte e mesmo o desempenho
limitado do carro. Segundo a Fiat, desde que a Adventure chegou
ao mercado, em setembro do ano passado, todas as unidades produzidas
são vendidas e existem até filas de espera para
o carro.
Performance não surpreende
e falta tração integral
O desempenho dinâmico da Palio Adventure não
nega a proposta do modelo: trata-se de um veículo com
visual diferenciado mas com performance muito similar à
das outras versões da linha. De fato, a Adventure cativa
mais pelo design do que propriamente pelo desempenho.
Para o motorista, a Adventure é praticamente igual às
outras Weekend. Mas nem tudo. Apesar de ser mais alta que as
outras peruas Palio, a Adventure não apresenta a incômoda
inclinação de carroceria típica da linha.
Ponto para a recalibragem mais rígida da suspensão,
que também conferiu ao carro uma sensível melhora
na estabilidade - ainda que com o sacrifício de parte
do conforto, já que o veículo passou a pular mais
com as irregularidades do solo. Com os 4 cm a mais na distância
mínima em relação ao solo, a perua Palio
também passou a estar mais apta a trafegar por estradinhas
de terra e esburacadas com eficiência e segurança.
Tudo isso, claro, sem exageros, já que o motor 1.6 de
92 cv não permite arroubos esportivos e "grita"
quando severamente exigido - sem, no entanto, dar retorno proporcional.
E como não dispõe de tração integral,
a Adventure permite apenas pequenas aventuras.
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