Joinville         -          Quarta-feira, 12 de Julho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Desempenho
Com motor 2.0 de 135 cv, o Peugeot 406 chega aos 180 km/h sem maiores problemas
Fotos: divulgação

Peugeot 406 sedã
tem preço competitivo

Modelo é mais equipado que os concorrentes brasileiros

O segmento dos sedãs médios-grandes é totalmente dominado por carros nacionais. O líder desse mercado é o Vectra, com 52% de participação que deixam para trás rivais como Marea, Civic, Corolla e Santana. Mas há um importado que equilibra requinte, conforto e sobriedade como nenhum nacional: o Peugeot 406 sedã, que ainda conta com outras duas armas: visual sedutor e boa relação custo/benefício.
Essas características, porém, ainda precisam ser conferidas pelos brasileiros. De janeiro a maio deste ano, o Peugeot 406 sedã somou apenas 176 unidades vendidas no País. Número distante, por exemplo, das 12,1 mil unidades vendidas do Vectra. Mas a Peugeot usa o modelo como "vitrine" e não com o propósito de torná-lo um "best-seller". Para isso, a Peugeot tem o 206, líder entre os compactos 1.6.
Uma pena, pois ao contrário de muitos carros importados inacessíveis à maioria dos mortais, o 406 sedã concorre em pé de igualdade com os rivais nacionais e estrangeiros. O preço do modelo começa em R$ 48,2 mil. É menos que os iniciais R$ 50 mil do Vectra CD 2.2 16V e mais que os R$ 40,5 mil do Marea HLX - ambos em suas versões "top", mas sem opcionais. Fica acima, ainda, dos R$ 46 mil do Civic EX 1.6 16V e do Corolla SE-G 1.8 16V.

"Recheio apetitoso"

Com todos os itens disponíveis, Vectra e Marea vão a R$ 59,9 mil e R$ 49,4 mil, respectivamente, mas são menos equipados que o 406. O Vectra tem de diferente apenas controle de tração e comando do som no volante, enquanto o Marea exibe airbags laterais e lavadores de faróis, itens que o 406 não tem. Já Civic e Corolla em suas versões "tops" nem têm opcionais, mas também contam com menos equipamentos que o sedã francês.
O modelo é pródigo em itens de série. Além dos previsíveis ar-condicionado, trio elétrico e direção hidráulica, exibe alguns requintes - de série - que os concorrentes não têm, como bancos de couro, sensor de chuva no pára-brisa, indicador de manutenção e tela de proteção contra sol no vidro traseiro, entre outros. E quase se equipara aos rivais em segurança: tem duplo airbag, freios ABS, barras de proteção laterais, no teto e no painel frontal, cinco cintos de três pontos e sistema de corte de combustível em caso de acidente. Mas conta com eixo traseiro auto-direcional, que nenhum concorrente possui. E ao contrário dos nacionais, a lista de opcionais é curta: apenas câmbio automático e disqueteira para 10 CDs, que elevam o preço do carro para R$ 52,9 mil - ainda menor que o do Vectra mais completo.
Se por dentro o 406 é bastante "recheado", por fora exibe um desiginquestionavelmente mais charmoso que os rivais tupiniquins. Na frente exibe faróis afilados que remetem ao olhar de um felino. Não tem detalhes esnobes ou arroubos estilísticos e prima pela sobriedade. Na traseira, as lanternas ganharam um friso horizontal que a divide em duas seções - um detalhe de gosto meio duvidoso, mas que o diferencia dos concorrentes. De certa forma, depois do "banho de loja", o 406 passou a lembrar remotamente o antigo sedã grande 605, já substituído pelo 607 na Europa.
O 406 conta com motor de quatro cilindros em linha, 2.0 litros, 16 válvulas com 135 cv de potência e torque máximo de 18,7 kgfm. O câmbio pode ser manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades com função auto-adaptativa, que "aprende" o estilo de pilotagem do motorista.

Atrativos
Sedã tem linhas charmosas e muito conforto, graças à generosa linha de equipamentos

Ficha Técnica
Peugeot 406 sedã

  • Motor
    Gasolina, dianteiro, 1.998 cc, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, comando de válvulas duplo no cabeçote. Alimentado por injeção eletrônica multiponto. Potência máxima: 135 cv a 5.500 rpm. Torque máximo: 18,7 kgfm a 4.200 rpm.
  • Transmissão
    Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré ou automática de quatro marchas com sistema auto-adaptativo. Tração dianteira.
  • Suspensão
    Dianteira independente pseudo-McPherson, com braços triangulares e barra estabilizadora. Traseira independente com braços múltiplos, barra estabilizadora e eixo autodirecional que se move em até três graus.
  • Freios
    Discos ventilados na frente e maciços atrás com ABS.
  • Carroceria
    Sedã de cinco lugares em monobloco. Comprimento de 4,59 m, largura de 1,76 m, altura de 1,41 m. Entre eixos de 2,70 m.
  • Peso
    1.335 kg, com 540 kg de carga útil.
  • Porta-malas
    430 litros.


Aventureira
Adventure tem visual agressivo mas performance não é de um "fora-de-estada"
Fotos: Divulgação

Palio Adventure é feita para trilhas urbanas

Apesar da maquiagem "off-road", perua da Fiat se adapta melhor ao trânsito das cidades

A Fiat é especialista em identificar nichos específicos do mercado brasileiro com poucas ou nenhuma opção. E gosta de apostar neles. Para isso, lançou, em setembro do ano passado, a Palio Adventure, uma versão da perua Weekend com "maquiagem off-road" - que conferiu ao carro um visual mais agressivo e aventureiro.
A grande diferença da Adventure em relação às outras Weekend está mesmo no visual. Sem dúvida o carro ficou mais jovial com o quebra-mato frontal, molduras de plástico nas abas dos pára-lamas, estribos nas laterais, apóia-pé na tampa traseira, racks no teto, faróis de milha e neblina e coberturas plásticas das lanternas traseiras. O perfil "ousadinho" ainda foi reforçado por uma suspensão recalibrada, que deixou o carro 4 cm mais alto em relação ao solo.
Por dentro, a Adventure também traz suas particularidades, mas nada que imprima uma personalidade muito própria. Por exemplo, o painel ganhou fundo branco e a alavanca do câmbio e os pedais são cromados - exatamente como na Palio Weekend Sport.
A grande diferença está, mesmo, nos itens de série e opcionais. A station "lameira" traz de fábrica ar-condicionado, direção hidráulica, trava e vidros dianteiros elétricos, apoio de cabeça traseiros, luz indicadora de portas abertas, regulagem de altura para cintos dianteiros e sistema de proteção contra incêndio. Já regulagem de altura para volante, alarme, airbag duplo, freios ABS, preparação para som, brake-light e rodas de liga leve são opcionais. E a Adventure, que custa iniciais R$ 27,8 mil, chega aos R$ 31,7 mil completinha.

Oito válvulas

Sob o capô, a Adventure exibe o mesmo motor da versão Weekend ELX, com quatro cilindros em linha, 1.6 litro, oito válvulas, 92 cv de potência máxima e torque de 13 kgfm. A Fiat optou por não equipar a Adventure com propulsor 16 válvulas por entender que essa versão deveria ter mais torque em baixos giros que os fornecidos pelos motor multiválvulas. Mas, afinal, a Adventure exibe uma performance apenas comportada.
A proposta "bem sacada" e o visual atraente, porém, têm superado a falta de personalidade forte e mesmo o desempenho limitado do carro. Segundo a Fiat, desde que a Adventure chegou ao mercado, em setembro do ano passado, todas as unidades produzidas são vendidas e existem até filas de espera para o carro.

Performance não surpreende
e falta tração integral

O desempenho dinâmico da Palio Adventure não nega a proposta do modelo: trata-se de um veículo com visual diferenciado mas com performance muito similar à das outras versões da linha. De fato, a Adventure cativa mais pelo design do que propriamente pelo desempenho.
Para o motorista, a Adventure é praticamente igual às outras Weekend. Mas nem tudo. Apesar de ser mais alta que as outras peruas Palio, a Adventure não apresenta a incômoda inclinação de carroceria típica da linha. Ponto para a recalibragem mais rígida da suspensão, que também conferiu ao carro uma sensível melhora na estabilidade - ainda que com o sacrifício de parte do conforto, já que o veículo passou a pular mais com as irregularidades do solo. Com os 4 cm a mais na distância mínima em relação ao solo, a perua Palio também passou a estar mais apta a trafegar por estradinhas de terra e esburacadas com eficiência e segurança. Tudo isso, claro, sem exageros, já que o motor 1.6 de 92 cv não permite arroubos esportivos e "grita" quando severamente exigido - sem, no entanto, dar retorno proporcional. E como não dispõe de tração integral, a Adventure permite apenas pequenas aventuras.

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