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Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br
Internet não
dá voto mesmo
Os
presidentes das sete nações mais ricas do mundo
fizeram uma mea culpa. Eles decidiram, na última reunião
do G8, que inclui a Rússia, que não podem mais
cruzar os braços diante segregação sócio-cultural
de que vêm sendo vítimas as nações
subdesenvolvidas com dificuldades de acesso à tecnologia
de informação. O aceno é paternalista, demagógico
e certamente esconde segundas intenções, mas serve
de alerta para os eleitores brasileiros e principalmente para
os políticos que acreditam na máxima de que "Internet
não dá voto", assunto tratado aqui na semana
passada, com grande repercussão. E não dá
mesmo, porque se a maioria da população tivesse
acesso à Internet nossos atuais políticos jamais
seriam eleitos.
Internet é auto-aprendizado, busca de conhecimento, acesso
rápido a serviços, canal aberto à livre
manifestação do pensamento, ou seja, ela reúne
sagrados privilégios que as classes dominantes jamais
pensaram dividir tão cedo. Quase todas as repartições
públicas deste País contam com acesso à
grande rede, custeado e ao mesmo tempo fora do alcance da massa
contribuinte, da mesma forma como os castelos medievais escondiam
os livros pagos pela plebe ignara.
Mesmo num País onde apenas 5% da população
(80% das classes A e B) gozam do privilégio de acesso
à Internet, esta pode fazer alguma diferença nestas
eleições municipais, a menos que os excluídos
tenham consciência zero dos seus direitos. Em Santa Catarina
devemos ter 14.941 candidatos@municiipio.gov.br, mas o eleitor
deve ficar atento porque existe uma grande diferença entre
ter um e-mail promocional e estar seriamente comprometido com
a democratização da informação.
É claro que em meio a tanta demagogia fica difícil
saber quais os candidatos estão verdadeiramente comprometidos
com a democratização da informação
e os que tentam tirar proveito da situação. Comece
excluindo aqueles que já estiveram no poder e não
moveram uma palha em favor dos excluídos. Faça-o
sem dó, porque pensando bem, são eles os responsáveis
pela falta de emprego, pela miséria de salário,
pela péssima qualidade da educação, pela
falta de perspectivas para a juventude que chega ao mercado de
trabalho, pelo contraste de renda num país tido como a
oitava economia mundo. Eleja-o e seu filho, que sequer teve acesso
ao livro, estará mais distante do biblioteca global.
Uma segunda medida é se informar sobre o currículo
e as propostas dos candidatos no campo tecnológico. Bons
candidatos certamente terão projetos factíveis
no sentido de conectar escolas públicas, oferecer cursos
de informática às comunidades carentes, instalar
redes municipais de acesso gratuito, criar incentivos fiscais
e financiamentos para a compra de equipamentos, oferecer serviços
básicos on-line que facilitem a vida dos cidadãos
e abrir espaço para que o contribuinte possa fiscalizar,
se manifestar e interferir na gestão da coisa pública.
É claro que existem outras virtudes até mais importantes
para se escolher bem um representante público, mas esteja
certo que esta questão da democratização
da informação pode representar uma queima de etapas
para que o País encontre seu caminho no novo milênio.
Incontrolável
Para o deputado Nelson Proença (PMDB-RS), a Internet
pode ser facilmente controlada por uma lei eleitoral. Faltando
menos de três meses para as eleições municipais
ele apresentou um projeto na Câmara visando regulamentar
a propaganda on-line. Entre outras medidas, defende o fim das
enquetes com identificação de candidatos, proibição
de imagens, montagens, charges e vídeos que denigrem o
conceito de candidatos, bem como o fim dos debates e salas de
bate-papo que não tenham representantes de todos os partidos.
O projeto proíbe ainda os provedores de dar tratamento
privilegiado a candidatos, partidos e coligações,
assim como a cobrança de propaganda com preço superior
ao de mercado. Quem descumprir a lei terá 24 horas para
tirar a propaganda ilegal do ar além de estar sujeito
a outras punições. Proença perdeu o controle.
Fiéis da balança
Vistos como cidadãos de segunda categoria, os hispânicos
ganharam melhor status diante das previsões de que serão
os fiéis da balança nas próximas eleições
presidenciais dos Estados Unidos. Esta tese vem ganhando força
desde 1998, quando o senador democrata Harry Reid reconheceu
publicamente que se elegeu graças ao apoio do boxeador
Oscar de la Hoya, que conseguiu mobilizar a maioria dos 278 mil
eleitores hispânicos do Estado de Nevada a seu favor. Reid
venceu o pleito com uma vantagem de apenas 428 votos. Como a
disputa entre Al Gore (Democrata) e George Bush (Republicano)
promete ser das mais apertadas, os partidos estão investindo
alto para seduzir os seis milhões de eleitores latinos
cadastrado nos EUA. Como o índice de abstenção
nesta comunidade é muito alto, os presidenciáveis
esnobam slogans em espanhol em todos os discursos e seus sites
não economizam espaço para celebrar a importância
dos hispânicos no modo de vida americano.
e-PT
O Partido dos Trabalhadores sempre foi referência quando
o assunto merchandising político. Nestes tempos de Internet,
o destaque vai para o site da candidata a prefeitura de São
Paulo, Marta Suplicy, que tenta tirar proveito da interatividade
da rede para reforçar o fundo de campanha. O site da petista
(http://ww.martasuplicy.com.br),
conta com uma lojinha on-line onde o internauta pode comprar
chaveiros, broches, bandeiras, camisetas e outros souvenires
do PT. O serviço estaria completo não fosse a falta
de opção para o pagamento on-line, seja por cartão
de crédito ou depósito bancário. Após
escolher o produto, preencher o formulário e clicar no
botão comprar, o cliente recebe apenas um aviso de que
será contactado mais tarde para a concretização
do negócio. Mesmo assim a candidata tem esperança
de que a loja cubra parte dos custos de sua campanha, orçada
em R$ 7 milhões.
HOME PAGE
Redescobrimento 1
Focus chega em outubro ao mercado brasileiro
Duas versões fabricadas na Argentina desembarcam no País
para concorrer com Astra, Golf e Brava.
AN_Veículos |
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Os portugueses querem redescrobrir o Brasil
através da Internet. A intenção foi anunciada
oficialmente por Edgar Secca, presidente da Netie, uma associação
que reúne mais de cem empresas lusas ligadas à
tecnologia de informação. O objetivo é investir
pesado na promoção do comércio e do turismo
português no mercado verde-amarelo, tirando vantagem da
identidade cultural. Os portugueses contam com moeda forte, mas
não conseguem avançar muito devido limitação
do seu mercado interno.
Redescobrimento 2
Investir no Brasil significa para os portugueses multiplicar
por sete o número de consumidores. Ocorre que o mundo
mudou muito nos últimos 500 anos e, no que tange o uso
de novas tecnologia, os papéis se inverteram: Hoje está
mais fácil a ex-colônia descobrir Portugal. Apesar
do dinheiro, os portugueses reclamam que não conseguem
concretizar as parcerias necessárias para levar adiante
este projeto de ampliação de mercado.
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