Joinville         -          Sexta-feira, 2 de Junho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

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Marcão festeja boa
fase no gol do Joinville

Titular absoluto, demorou seis anos para ganhar lugar de destaque

A boa campanha do Joinville no Estadual deste ano, principalmente no segundo turno, está diretamente ligada ao ajuste do time pelo técnico Artur Neto. Em pouco mais de trinta dias o time decolou e está próximo da final. A boa fase está tendo um gosto especial para o goleiro Marcão, que esperou nada menos que seis anos para ganhar a confiança da comissão técnica, da torcida, e vestir a camisa de titular. Marcão, hoje com 27 anos, começou no Joinville com 15, em 1992, quando foi campeão estadual e sul-americano na categoria júnior.
Desde 1994, quando se profissionalizou, a rotina foi sempre a mesma. Marcão começava a temporada como titular, jogava o turno e logo era rebaixado para suplente dando lugar a goleiros como Sílvio, Michel, Sadi, Ricardo Pinto e Carlos Alberto. "Demorou mas a minha vez chegou", diz Marcão orgulhoso, certo de que tem correspondido à expectativa da equipe.
O ano de 2000 tem sido um ano especial para ele. O fato mais importante, até mesmo maior que o sucesso no gol, foi o nascimento de sua filha Rafaela, que completa três meses esta semana. "Estou em paz e muito feliz", diz Marcão, um dedicado atleta que treina quatro horas por dia e bateu a marca de ter sido o único jogador que defendeu o Joinville em todos os 23 jogos deste ano. Não foi punido nem se lesionou.
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O sucesso ele divide com o preparador de goleiros Romero da Silva, oriundo do futebol mineiro e levado ao Joinville pelo técnico Roberto Cavalo. Durante mais de sete anos, esse tipo de profissional simplesmente foi abolido da comissão técnica sob o argumento da diretoria de que "era dispensável". Os últimos foram os ex-goleiros Borrachinha e Jurandir, entre 1992 e 1994. No ano passado, esse trabalho foi realizado pelo auxiliar técnico Ricardo Alves.
"Esse preparo é fundamental", explica Romero, destacando que o principal fundamento trabalhado é o posicionamento. Outros como impulsão, elasticidade, reflexo entram como complemento. Romero lembra que a principal evolução em Marcão se deu em dois aspectos: posicionamento e saída de gol. Marcão faz questão elogiar o atual grupo do Joinville. "Somos um time e ninguém resolve nada sozinho", explica.

Jogo de volta
preocupa Neto

Joinville - A vitória de 3 a 0 sobre o Atlético Alto Vale, que garante uma boa vantagem na partida de volta na fase semifinal do Campeonato Catarinense, encheu os jogadores de entusiasmo, mas não trouxe tranquilidade total ao técnico Artur Neto. Além de perder dois titulares por lesão, o zagueiro Douglas e o ponta Fabinho, está prevendo "uma verdadeira guerra" em Rio do Sul, amanhã.
Segundo ele, o jogo é a cartada final do Atlético. "Eles virão com força total para cima do Joinville. Caberá a nós saber administrar essa situação". Sobre a possível virilidade da disputa, Artur Neto evita comentar. "Isso é uma área que cabe ao árbitro fiscalizar".
O time, com a perda de Douglas e Fabinho, deve ter apenas duas alterações. Na defesa há duas possibilidades com a entrada de Fábio ou o recúo de Bandoch para o miolo da área. Na frente, o lugar de Fabinho deve ficar com Dimas.
A vitória de quarta-feira, segundo Artur Neto, foi o "jogo da paciência". O fato do Joinville ter marcado três gols em poucos minutos foi atribuído ao "resultado natural" da pressão e à desestruturação defensiva do Atlético após o primeiro gol. "Na verdade, o Joinville teve a competência de aproveitar aquele melhor momento".
O jogo deste sábado, em Rio do Sul, segundo o técnico, será diferente. "O campo é outro, o clima é outro, mas nosso objetivo é o mesmo: a classificação. Estamos no intervalo de numa partida de 180 minutos com placar parcial de 3 a 0".

Atlético/AV vai poder escalar
Darzoni no jogo decisivo de amanhã

Rio do Sul - O Atlético Alto Vale vai jogar completo a partida de volta das semifinais do Campeonato Catarinense, amanhã diante do Joinville, em Rio do Sul. É que além dos meias Daniel e Willian Carioca que retornam à equipe após cumprir suspensão automática, o técnico Luiz Gonzaga Milioli vai poder contar com o meia-atacante Darzoni, que não chegou a receber o terceiro cartão amarelo como as emissoras de rádio anunciaram.
Apesar da derrota por 3 a 0 a expectativa é muito grande. Tanto assim que as 200 cadeiras numeradas já estavam vendidas por antecipação ontem à tarde, assim como os 840 ingressos de arquibancada, cota que a Rede Brasil Sul destina ao mandatário. A previsão é que até amanhã estejam esgotados.
Milioli reconhece que o JEC pode até se classificar para às finais do campeonato, mas não será fácil passar pelo Atlético. O treinador quer a torcida jogando junto com o time, a exemplo do que ocorreu na quarta-feira no Ernestão. Ele lembrou que quando dirigia o Criciúma, num jogo atípico, acabou sendo eliminado pelo Bragantino do Campeonato Brasileiro, que precisava vencer por 3 a 0. "Assim poderá ser sábado em Rio do Sul", observa.
Mesmo com a possibilidade de contar com os retornos de Daniel e Willian Carioca, o que dará maior qualidade no passe, Milioli ainda não decidiu se começa a partida com Avi auxiliando no sistema de marcação, ou com Charles, mais encostado em Tales.

ALAMBRADO

O alambrado que está sendo construído no gol de fundos do Estádio Municipal Alfredo João Krieck deverá ficar concluído hoje à tarde. A tela havia sido removida por ocasião dos Jogos Abertos de Santa Catarina e como na época não havia mais futebol profissional na cidade não foi reposta. O tenente-coronel Celso de Oliveira, comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, acompanhado de dirigentes do clube e da FMD vistoriou as obras.
Mas a torcida do JEC vai ocupar outro espaço, ao lado da arquibancada. A princípio seria construída uma descoberta, mas como o Alto Vale não receberia nada mais de cota, desistiu pelo investimento não compensar para o clube. O sistema de segurança já está definido, sendo reforçado inclusive com soldados lotados nos destacamentos mais próximos a Rio do Sul.

Lira deixa o Criciúma com
críticas ao planejamento

Joinville - O técnico Arnaldo Lira, que dirigiu o Criciúma no returno do catarinense e anunciou sua saída anteontem, enfatizando que a desclassificação foi resultado direto do trabalho mau feito no turno. Naquela fase, o time foi dirigido por Celso Teixeira.
Lira retornou para Fortaleza, onde reside, com a expectativa de aproveitar os próximos dois meses em busca de novo clube. Sua volta ao Criciúma para o Campeonato Brasileiro no segundo semestre, é incerta. A diretoria está mais preocupada em avaliar os possíveis desdobramentos provocados pela criação da Liga Nacional de Clubes, que inclui os rebaixados Fluminense e Bahia entre os integrantes. O Criciúma tem a esperança de se manter na Série B do Brasileiro, apesar de rebaixado para a C no ano passado.
Ontem, a diretoria estava mais envolvida nos preparativos finais da festa dos 9 anos depois da conquista da Copa do Brasil, em 1991, exatamente no dia 2 de junho daquele ano. Entre os convidados ilustres está o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, que dirigiu o Criciúma naquele ano.
Ao mesmo tempo em que a torcida relembra a data de forma festiva, tem reagido com contrariedade à nova composição do Departamento de futebol, que prevê o retorno dos ex-presidentes Dorly Naspolini (1995) e Volmer Conti (1999), identificados como alguns dos responsáveis pela decadência do Criciúma, até o rebaixamento à Série C.

AVAÍ

O Avaí iniciou ontem a tradicional corrida às renovações de contratos de jogadores que se destacaram durante as partidas do Estadual. A meta é de manter a base do atual time para sua participação no Campeonato Brasileiro da Série B. Mesmo sem saber a data de início da competição, o clube resolveu manter o zagueiro Sérgio Andrade no grupo, mas mantém indefinições quanto a permanência de outros, entre eles os meias Pereira, Alberto e Marquinhos Rosa, bem como os atacantes Mazinho Loiola e Paulo Diniz.
A novidade na pacata movimentação na Ressacada na tarde de ontem foi a presença do técnico Cuca. Ele despediu-se de um grupo de jogadores e dos funcionários do clube, lamentando a precoce desclassificação da equipe do Campeonato Catarinense. "Saio endividado com esta torcida. No futuro, se Deus quiser, eu pretendo pagar esta dívida", disse.

... ... ...

Figueirense conta
com o apoio da torcida

Alvinegro quer o estádio lotado para definir vaga na grande final

Florianópolis - A torcida do Figueirense é vista como uma das grandes armas do time na segunda partida das semifinais do Catarinense diante do Marcílio Dias, amanhã, às 16 horas, no Estádio Orlando Scarpelli. O alvinegro mantém a melhor média de público no Campeonato Catarinense. Nos seus 11 jogos em casa, contou com 107.035 torcedores pagantes (média de 9.730 por partida). E é apostando nesta fidelidade que o time espera buscar forças para superar o Marcílio Dias e consolidar sua classificação à final.
"Tenho a certeza que esta torcida vai transformar o Scarpelli em um verdadeiro alçapão. Queremos vê-la sempre jogando do nosso lado", afirmou Carlinhos. O zagueiro disse também que o sucesso do Figueirense na partida vai depender muito da posse de bola e a tranqüilidade do time em campo."Não podemos nos deixar levar pela pressão que eles vão tentar impor. Cabeça fria e muita concentração no objetivo final, é a melhor receita para passar desta fase", completou.
Um dos líderes do time, o zagueiro e recém promovido a volante, Roberto, apelou à torcida para que incentive permanentemente o time durante a partida. Poupado do treino de ontem, por conta de uma leve lesão muscular, o jogador prometeu à torcida que o time dará mais uma mostra de garra e pegada a exemplo do que aconteceu no jogo da última quarta-feira, em Itajaí. "Eu, particularmente estarei em ponto de bala", brincou.
O time mostra permanente união. Os jogadores se mantêm concentrados desde a última segunda-feira em um hotel próximo ao estádio e só serão liberados para o convívio familiar após o jogo de sábado. Na concentração, os atletas se submetem a uma dieta especial. Fora dos treinamentos, a determinação é de repouso permanente.
Com seu time há duas partidas sem tomar gols, o técnico Abel Ribeiro deverá repetir o esquema tático para o decisivo jogo de amanhã. O sistema defensivo é a principal preocupação do treinador, que conforme estratégia usada antes do primeiro jogo da semifinal, só deverá revelar a equipe momentos antes da partida.

Alexandre Pavão conquista
confiança da torcida

Florianópolis - Dono de uma forte personalidade, seguro e tranqüilo. Este é o perfil do goleiro Alexandre Pavão, 22 anos, considerado uma das grandes revelações do Figueirense no Campeonato Catarinense. Fiel aos princípios religiosos da igreja Universal, o goleiro do Figueirense atribuiu sua melhor fase na carreira a sua vida espiritual, aliada ao trabalho constante que desempenha no clube sob orientação do treinador de goleiro Antônio José Ferreira, o "Toni".
"A minha carreira tem fluído depois que eu cheguei no Figueirense. Tenho o companheirismo de um grupo vencedor que trabalha sem egoísmo e que se doa para o clube", analisa o goleiro. Ele chegou no Figueirense em outubro do ano passado para um período de testes, indicado pelo ex-goleiro Maurício e o atual superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha.
Sua vaga no time foi conquistada quando Sílvio cumpriu pena por suspensão. "Pode não parecer, mas o Alexandre tem uma personalidade muito forte. Quando mais se precisa ela aparece com muita segurança na defesa", destaca Toni.

Marcílio Dias sem Gláucio

Itajaí - O atacante Gláucio ficará de fora da segunda partida das semifinais do Campeonato Catarinense de Futebol amanhã, contra o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Gláucio sente dores na virilha desde o início da semana. O técnico Leandro Campos ainda não definiu o substituto de Gláucio no ataque marcilista. Está em dúvida entre Ivan e Marcelo Silva. "Definirei o substituto amanhã (hoje) após o treino tático", comenta Campos.
Depois do treinamento, das 9 às 11 horas, no Estádio Doutor Hercílio Luz o Marcílio viaja para Florianópolis. Além de Gláucio, Campos tem outras dúvidas. "Tenho dúvidas sobre formas de jogar, ainda posso mudar o time", frisa Campos. Nem técnico e diretoria quiseram antecipar qual seria o prêmio dos jogadores do Marcílio caso vençam o Figueirense. "Não estamos preocupados com isso agora, queremos passar para a final", afirma Campos.
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O zagueiro Edu também pode voltar ao time par ao jogo contra o Figueirense. Segundo o técnico, o Marcílio teve azar nas finalizações na partida de quarta-feira (31) contra o Figueirense, no Hercílio Luz, quando empatou de 0 x 0. O técnico do Marcílio Dias reclamou do excesso de faltas dos jogadores da Capital.
Campos diz que está preparando um time ofensivo para enfrentar o Figueirense. "Temos que ser ofensivos, como fomos aqui. Em Florianópolis teremos a vantagem que o Figueirense precisará ir ao ataque", comenta Campos.


Palmeirenses
evitam polêmica

Jogadores garantem clima normal para jogo de terça

São Paulo - Os jogadores do Palmeiras afirmaram ontem que não pretendem transformar a segunda partida contra o Corinthians, pelas semifinais da Taça Libertadores da América, terça-feira no Morumbi, em guerra.
Apesar da bronca que levaram do técnico Luiz Felipe Scolari, que achou o time imaturo e sem garra na derrota de terça-feira para o rival por 4 a 3, a maioria dos atletas garantiu que a equipe não terá um comportamento anormal. Eles acham que o clima quente que deverá envolver o clássico será natural, por causa da rivalidade das equipes e da importância da partida.
"É claro que vamos ter que lutar mais, porque estamos em desvantagem, mas não seremos violentos ou desleais", disse Galeano.
Scolari evitou dar entrevistas ontem. Revoltado pelo fato de a reunião que teve com os jogadores, após o treino de quarta-feira na Academia, ter sido gravado pela TV Globo, e, posteriormente levado ao ar pela emissora, o treinador deixou o CT do Palmeiras sem falar com ninguém. Ele viajou para Natal, onde à noite a equipe do Palmeiras, formada por reservas, enfrenta o ABC pela Copa do Brasil. Comentou com alguns amigos que se sentiu como se sua casa tivesse sido invadida.
Os jogadores ficaram revoltados com a repercussão das declarações do técnico. "Foi uma conversa normal entre o treinador e seus atletas", disse o zagueiro Argel.
O outro zagueiro, Roque Júnior, garantiu que o treinador não pediu para que o Palmeiras passe a ter raiva do Corinthians. "Foi uma reunião de 30 minutos, e só exploraram o trecho com palavrões." Scolari reclamou muito com o time, que, na sua opinião, não teve a mesma disposição do adversário.

CORINTHIANS

Conhecedor das estratégias que Luis Felipe Scolari utiliza para conquistar títulos, o zagueiro Adílson, do Corinthians, disse, ontem, que o treinador palmeirense utilizou a imprensa com o intuito de desestabilizar o ambiente no Parque São Jorge. Para o jogador, as palavras de fúria de Scolari antes do treinamento de quarta-feira originaram de uma atitude premeditada para preocupar os corintianos para a segunda partida das semifinais da Taça Libertadores.
"Acredito que ele tenha deixado a janela do vestiário aberta para alguém 'pescar' a conversa e foi isso o que aconteceu", declarou o defensor. Scolari fez um apelo para que seus jogadores utilizem todos os artifícios para intimidar os corintianos, provocando, principalmente, Edílson, que, segundo o treinador, deveria ter levado uma cusparada no rosto. "Não podemos cair nessa e sim, trabalhar, pensando no São Paulo."
Adílson afirmou que o ato premeditado faz parte de um 'jogo de cena' utilizado em importantes decisões. "Esse trabalho é normal no Felipão, pois ele tem um estilo vibrante para motivar os jogadores", explicou. "Isso deu certo várias vezes, pois ele conquistou cinco títulos em dois anos pelo Grêmio." Adílson foi zagueiro do time gaúcho entre 1993 e 95, quando a equipe era dirigida por Scolari, ganhando a Libertadores em 95.

Declarações de Scolari são
criticadas por Luxemburgo

Teresópolis - Wanderley Luxemburgo criticou ontem Luiz Felipe Scolari por suas declarações na preleção do Palmeiras, quarta-feira, no centro do treinamento do clube paulista, quando ofendeu o atacante Edílson, pregou jogadas violentas a seus atletas e usou termos agressivos também contra o Corinthians. "Eu desaprovo o que ele fez; não é aquilo que queremos para a prática do futebol", comentou o treinador da Seleção Brasileira, que, curiosamente, gravou duas entrevistas para a TV Globo sobre o episódio. Na primeira, evitou críticas ao técnico palmeirense e minimizou o fato. Minutos depois, porém, voltou-se contra Scolari.
Luxemburgo lembrou que passou por um problema parecido, em 1993, após um jogo do Palmeiras, no qual alguns microfones captaram sua conversa com os jogadores. "Eu até falei alguns palavrões, pedi vergonha na cara aos atletas, mas sempre com a intenção de motivá-los." Ele reconheceu, no entanto, a existência de assuntos internos entre técnico e jogadores que não devem vazar.
A eliminação do Vasco da Copa do Brasil e a demissão do técnico Abel também foram comentadas por Luxemburgo, que ironizou o vice-presidente de futebol do clube carioca, Eurico Miranda, que se opôs com firmeza à liberação de Edmundo para a Seleção. "O Vasco acabou perdendo com o Edmundo e o Fluminense, que se preparou, ficou na competição."
De acordo com Luxemburgo, o mais fácil é colocar a culpa nos treinadores por resultados ruins. "Aí o Abel sai, se bem que ele, assim como o Vasco, também cometeu erros; não poderia acertar com outro clube no meio de um trabalho."


Botafogo vence e
segue na Copa do Brasil

São Paulo - O Botafogo carioca venceu ontem o Corinthians, no Canindé, por 2 a 1 e garantiu vaga nas quartas-de-final na Copa do Brasil. O Cruzeiro é seu próximo adversário. O time paulista jogou com reservas.
O Botafogo abriu o placar com Donizete aos 39 minutos, depois de Alexandre Gaúcho "roubar" bola do zagueiro João Carlos e servir o companheiro. O time carioca fez 2 a 0 aos 23 minutos do 2º tempo com gol contra do zagueiro Batata. Luciano marcou o gol de honra do Corinthians aos 37 minutos finais.
Em Natal, o Palmeiras empatou ontem com o ABC por 3 a 3, na sua estréia na Copa do Brasil. Formada por reservas, a equipe paulista deixou escapar a vitória depois de ter feito 3 a 1 no primeiro tempo.
Leonardo, do ABC, abriu o placar aos 17 minutos. Aos 24 minutos, Agnaldo empatou para o Palmeiras. Aos 42, Asprilla, de pênalti, desempatou. Três minutos depois, Luís Cláudio fez, de cabeça o terceiro gol do Palmeiras. Aos 13 minutos do segundo tempo, Joãozinho diminuiu para o ABC. Aos 30 minutos, Reinaldo Aleluia empatou a partida.


Luxemburgo escala Edmundo
e deixa Vampeta na reserva

Treinador arma time ofensivo para enfrentar o Peru, domingo

Teresópolis - França e Edmundo vão formar o ataque da Seleção Brasileira contra o Peru, domingo, em Lima. Alex vai entrar no meio-de-campo, ao lado de Rivaldo e o volante Vampeta vai para a reserva. A formação ofensiva foi decidida pelo técnico Wanderley Luxemburgo depois de constatar que o Brasil "esteve um pouco duro", quase sem toque de bola, nas últimas partidas, contra Equador, País de Gales e Inglaterra. Alex não era titular da Seleção desde o Torneio Pré Olímpico, em janeiro. Ele vai substituir Zé Roberto. "Já faço parte do grupo há algum tempo e sei que sempre aproveitei bem as chances que tive", comentou Alex.
Luxemburgo orientou Edmundo a "deixar o passado para trás" e a falar somente sobre o presente e "futuro que ele vai conquistar" e garantiu a permanência do jogador do Vasco no grupo, "desde que se encaixe na filosofia da Seleção". O treinador justificou a escalação de Alex ao dizer que o jogador do Palmeiras dá mais "leveza" ao meio-de-campo. César Sampaio e Émerson compõem o setor. A opção por deixar Vampeta entre os reservas representa um cuidado com a proteção à zaga. "O Vampeta também tem características ofensivas, e com Alex e Rivaldo, seria preciso dois volantes mais de contenção."
Os 20 jogadores que treinam hoje pela manhã em Teresópolis seguem para Lima no início da tarde. Dois deles não poderão ser inscritos para a partida contra os peruanos. A exclusão dos dois nomes só vai ser definida no dia do jogo. Luxemburgo preferiu relacionar 20 atletas para evitar uma eventual convocação de emergência, no exterior, em função de alguma contusão ou imprevisto.
Segundo ele, chamar algum atleta, fora do País, para complementar a lista na véspera de um jogo oficial, "seria complicado"Luxemburgo obteve informações sobre o Peru com seu auxiliar Valdir de Moraes, que assistiu ao empate do Peru com o Chile, em Santiago, pela segunda rodada das Eliminatórias.

Ex-goleiro Quiroga fala da
goleada no Mundial de 78

Lima - O ex-goleiro peruano Ramón Quiroga afirmou que o Brasil não tem de se considerar campeão moral de 78, na Argentina, como dizia o então técnico da Seleção, Cláudio Coutinho. "O Brasil não pode reclamar, porque teria chegado à final se vencesse a Argentina, mas só empatou; por que não ganharam aquele jogo?" Ele garante, também, que não teve qualquer influência no resultado do Mundial.
Quiroga passou a ser conhecido internacionalmente depois da Copa do Mundo de 78. Ele, que nasceu na Argentina e se naturalizou peruano, defendia sua seleção contra os donos-da-casa em partida decisiva. Os argentinos precisavam vencer por quatro gols de diferença para eliminar o Brasil e alcançar a final. Conseguiram uma goleada de 6 a 0 e se classificaram.
As suspeitas de que estaria vendido eram muito grandes. Antes daquela partida, Quiroga admitia que era difícil enfrentar a Argentina, país em que nasceu. Hoje, ele jura inocência. "Tenho a consciência tranqüila, porque não tive culpa em nenhum dos gols; os adversários chegavam com facilidade à minha frente e marcavam", lembra. "A Argentina ganhou aquele jogo porque tinha de ganhar."
O goleiro, no entanto, 'deixa no ar' que alguns de seus companheiros atuaram mal e diz que na época o futebol peruano proporcionava pouco dinheiro aos jogadores. Mesmo assim, disse não saber se alguém recebeu um 'incentivo' para entregar o jogo aos argentinos.


Alcir Portela
efetivado no Vasco

Rio - O vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda anunciou ontem que o novo técnico do time é Alcir Portela. Ele substituirá Abel Braga, que pediu demissão após o empate com o Fluminense. Com o resultado, o Vasco foi desclassificado da Copa do Brasil. Portela era auxiliar-técnico e já assumiu o time interinamente várias vezes, mas, desta vez, Eurico garante que ele fica até o fim do Campeonato Carioca. Depois disso, há a possibilidade de o treinador do Palmeiras Luís Felipe Scolari ser contratado. "O Scolari vai trabalhar no Vasco um dia, mas, por enquanto, não há nada definido", afirma. O técnico do alviverde já declarou que admira o estilo do dirigente vascaíno agir.
Revoltado com a desclassificação, Eurico multou os jogadores. "O Fluminense é um timeco e todos os jogadores do Vasco estão multados por perderem três vezes para eles", irritou-se. O dirigente vascaíno garante que iria demitir Abel se ele não tivesse deixado o clube. "O Vasco estava perdendo para times de segunda categoria", comenta. Romário e Juninho, que se recuperam de contusões, não têm presença confirmada na partida contra o Friburguense, pelo Campeonato Carioca. Pedrinho cumpriu suspensão automática contra o Fluminense e volta à equipe.
Despojada, mas muito romântica
Maria João faz Vivianne abrir mão dos rituais de produção.  AN_Tevê 
O técnico do Flamengo Carlinhos informou que o lateral-esquerdo Marco Antônio vai ser o substituto de Athirson - com a Seleção Brasileira - na partida contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca. O treinador também confirmou a volta de Leandro Ávila no meio-de-campo, mas não definiu quem irá para a reserva: Rocha ou Mozart.
Carlinhos também não escolheu o jogador que vai municiar o ataque - Lúcio, Iranildo e Petkovic disputam a vaga. Destaque na partida contra o Bahia, o goleiro Júlio César poderá ser titular.

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Guga precisa de paciência contra Chang

Partida começa às 11 horas e vai reunir dois ex-campeões

Chiquinho Leite Moreira

Paris - No seu mais difícil desafio até agora no torneio, Gustavo Kuerten enfrenta hoje o norte-americano Michael Chang, no último jogo da programação do dia na quadra central. A partida deve começar por volta das 11 horas de Brasília e reúne dois ex-campeões de Roland Garros. O brasileiro levou o título em 1997 e o norte-americano em 1989, quando se revelou como um garoto prodígio ao conquistar um Grand Slam com apenas 17 anos.
O chinesinho Chang, nascido em Hoboken (a mesma cidade de outro filho de imigrantes famoso, Frank Sinatra) tem uma história curiosa no tênis. Aos 17 anos, surpreendeu o mundo ao conquistar o título de Roland Garros, passando no caminho pelo então líder do ranking, Ivan Lendl. Esta partida transformou-se numa das mais memoráveis da competição, com Chang, em certo momento, tendo sacado por baixo, de colherada, surpreendendo o adversário. Na decisão do título, superou Stefan Edberg e foi o campeão.
Chang nunca mais voltou a conquistar um título de Grand Slam, embora tenha se mantido entre os dez primeiros do mundo por sete anos. Voltou a disputar a final de Roland Garros, em 1995, e perdeu para Tomas Muster. Chegou ainda às finais do Aberto da Austrália de 1996, mesmo ano em que foi vice-campeão do US Open.
Baixo, com 1,75 metro de altura - segundo informa o guia oficial da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP)-, mas ninguém acredita nesta informação, pois parece ser ainda menor, Chang investiu na velocidade para superar adversários de físico mais privilegiado. Suas pernas tornaram-se cada vez mais rápidas e grossas, causando suspeitas sob os métodos utilizados para fazer sua musculatura crescer tanto.
Vencer Chang exige uma paciência quase chinesa. é como uma muralha do outro lado da quadra, devolvendo bolas incríveis, quase não errando e exigindo do oponente precisão em seus golpes para poder superá-lo. Nos últimos anos, acrescentou a este seu estilo uma nova mentalidade. Sua fé religiosa é tamanha que credita a Cristo todos os sucessos alcançados. Se ganha ou perde foi porque Deus quis assim.
Nos últimos tempos, o ranking de Chang começou a cair e seu pai, Joe, julgou que, aos 28 anos, era o momento de seu filho Michael formar uma família. Chegou até a anunciar que estava a procura de uma namorada para o tenista. Pelo jeito, não alcançou sucesso até agora, pois o jogador continua solteiro.

DUELO

Guga e Chang já se enfrentaram por três vezes. As duas primeiras foram no mesmo ano em que o brasileiro conquistou o título de Roland Garros. No então Super 9 de Montreal, de 1997, Guga venceu por 6/3 e 6/1 e ao passar para a final da competição, colocou-se pela primeira vez na carreira no grupo dos "top ten", alcançando a 8ª colocação.
No segundo encontro, logo na semana seguinte, Guga perdeu nas quartas-de-final de Cincinnati, por 6/1 e 6/2, e saiu da quadra dizendo que ainda tinha muito a aprender no tênis. O último jogo foi em 1998, com Chang vencendo em dois sets 7/6 e 7/6, na quadra coberta de Memphis. O retrospecto justifica a opinião de Guga sobre este jogo: "Preciso ter respeito e muita paciência para vencer", afirmou o brasileiro.
Na sua preparação para esta partida, Gustavo Kuerten treinou ontem à tarde com o juvenil Thiago Alves, que está em Paris para jogar a chave juvenil do torneio.

Agassi deixa Paris irritado e não atende a imprensa

Campeão do ano passado e líder do ranking mundial, o norte-americano Andre Agassi, desta vez, deixou Roland Garros pela porta dos fundos. Irritado com sua derrota na segunda rodada - perdeu para o eslovaco Karol Kucera por 2/6, 7/5, 6/1 e 6/0 - e reclamando de dores no pé direito, o tenista deixou o estádio sem dar satisfação a ninguém e não atendeu a convocação para a entrevista coletiva. Pelo regulamento dos torneios, a recusa de participar de uma entrevista coletiva pode levar a uma multa de US$ 10 mil - um trocado para Agassi. Este valor pode subir até US$ 20 mil, se ficar provado que o tenista não quis deliberadamente atender a convocação.
Como Agassi estava mesmo contundido, teve até de chamar atendimento na quadra, deverá, provavelmente, alegar que não se sentia bem e preferiu ir embora para descansar ou mesmo fazer tratamento. A Federação Internacional de Tênis (ITF), organizadora dos torneios do Grand Slam, avisou que estava a procura de Andre Agassi para pedir que voltasse ao vestiário para a entrevista. Caso contrário, o tenista seria multado, em valor que deverá ser anunciado apenas nesta sexta-feira.
Durante o jogo com Kucera, Agassi precisou de cuidados especiais por causa de uma calosidade na planta do pé direito. Foi atendido, mas não conseguiu mais manter o mesmo nível técnico. Não correu nas bolas e seu adversário aproveitou para definir logo o jogo.

ARGENTINOS

Milagre argentino. A frase está sendo usada pela imprensa em Paris para destacar o grande número de tenistas do país sul-americano que está disputando o Torneio de Tênis de Roland Garros, nada menos que 12. Só perde para a França, com 17 jogadores, e para a Espanha, com 15. No entanto, a Argentina passa para a segunda colocação se consideramos que, dos 17 franceses na competição, sete foram convidados pela organização. Já os 12 argentinos ganharam sua posições por mérito próprio.
A França colocou quatro de seus jogadores na segunda rodada. A Espanha classificou sete de seus 15 tenistas para a mesma fase. Já a Argentina obteve o melhor índice. De seus 12 atletas, 10 seguiram adiante após a rodada inaugural.
Em um ano, os tenistas do país sul-americano conquistaram três títulos do circuito internacional, além de terem chegado a várias finais. Há seis argentinos entre os 100 melhores do mundo, número que subirá para sete ao final de Roland Garros. (CLM)

DESCLASSIFICAÇÃO - O tenista austríaco Stefan Koubek foi desclassificado na rodada desta quinta-feira em Roland Garros, após acertar involuntariamente a sua raquete no catador de bolinha. No momento do golpe, ele perdia para o húngaro Attila Savolt (3/6, 7/5, 6/0 e 5/2). "Não foi de propósito, mas aconteceu e lamento", afirmou o tenista. Antes da agressão, Stefan Koubek já havia sido punido pelo árbitro da partida. Primeiro, foi advertido por ter recebido instruções do seu treinador durante o jogo, o que é proibido pelo regulamento da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Depois, perdeu um game por ter falando um palavrão.


Basquete

Casa Branca e Marathon precisam de um vitória

São Paulo - O Casa Branca/AGF, que enfrenta o Flamengo/Petrobrás em São José do Rio Pardo, e o Franca/Marathon
que encara o Botafogo no Rio, podem conquistar nesta sexta-feira a vaga nas semifinais do Nacional de Basquete Masculino. Ambas partidas serão às 20h30 e a Sportv mostra ao vivo o confronto no ginásio da Tijuca.
O Uberlândia/Unit é o primeiro classificado para a fase seguinte do torneio. Anteontem à noite, o time mineiro superou o Mogi/Valtra/Nipomed por 96 a 84 (49 a 31) e fechou a série em 3 a 0. O cestinha da partida foi Cambraia (Uberlândia) com 21 pontos. O Uberlândia/Unit é o primeiro classificado para a próxima fase e terá como adversário o vencedor do confronto entre Casa Branca e Flamengo.
Nas estatísticas do Nacional Masculino, o cestinha continua sendo o ala Oscar Schmidt, do Flamengo/Petrobras, com a média de 33.9 (984 no total). Em segundo está o armador Marc Brown, do Uberlândia, com 23.7 (687). Nos rebotes a liderança é do pivô Gastão, do Casa Branca/AGF, com 10.0 (288) seguido de perto pelo pivô Marcelão, do Botafogo, com 9.2 (269). O número um das assistências é o armador Maury, do Bauru/Tilibra, com 10.1 (263). O primeiro na recuperação de bola é o ala/armador Claudinho, do Ipiranga, com 2.1 (50). Os destaques no bloqueio e na enterrada, são os pivôs Alírio, do Mogi/Valtra, e Jaja, do Franca/Marathon, com 1.7 (48) e 1.2 (35), respectivamente.


CARLÃO - O Vasco fechou ontem a contratação do atacante Carlão, da seleção brasileira de vôlei. O jogador vai integrar o novo time de vôlei vascaíno, que já conta com o levantador Marcelo Elgarten, também da seleção. Carlão não se apresentou ao Vasco ontem, porque viajou para a Espanha à noite para substituir Giba, que sofreu uma contusão no ombro direito, e está retornando ao Brasil. O Vasco deverá anunciar ainda outras contratações para a equipe que vai disputar a Superliga 2000/2001.

 
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