|
ANotícia
E
S
P
O
R
T
E
|
Marcão festeja boa
fase no gol do Joinville
Titular absoluto,
demorou seis anos para ganhar lugar de destaque
A
boa campanha do Joinville no Estadual deste ano, principalmente
no segundo turno, está diretamente ligada ao ajuste do
time pelo técnico Artur Neto. Em pouco mais de trinta
dias o time decolou e está próximo da final. A
boa fase está tendo um gosto especial para o goleiro Marcão,
que esperou nada menos que seis anos para ganhar a confiança
da comissão técnica, da torcida, e vestir a camisa
de titular. Marcão, hoje com 27 anos, começou no
Joinville com 15, em 1992, quando foi campeão estadual
e sul-americano na categoria júnior.
Desde 1994, quando se profissionalizou, a rotina foi sempre a
mesma. Marcão começava a temporada como titular,
jogava o turno e logo era rebaixado para suplente dando lugar
a goleiros como Sílvio, Michel, Sadi, Ricardo Pinto e
Carlos Alberto. "Demorou mas a minha vez chegou", diz
Marcão orgulhoso, certo de que tem correspondido à
expectativa da equipe.
O ano de 2000 tem sido um ano especial para ele. O fato mais
importante, até mesmo maior que o sucesso no gol, foi
o nascimento de sua filha Rafaela, que completa três meses
esta semana. "Estou em paz e muito feliz", diz Marcão,
um dedicado atleta que treina quatro horas por dia e bateu a
marca de ter sido o único jogador que defendeu o Joinville
em todos os 23 jogos deste ano. Não foi punido nem se
lesionou.
Kangoo 1.0
Falta de vigor do motor prejudica o potencial do modelo. Mas
bom preço e design atraem consumidor.
AN_Veículos |
|
O sucesso ele divide com o preparador de goleiros
Romero da Silva, oriundo do futebol mineiro e levado ao Joinville
pelo técnico Roberto Cavalo. Durante mais de sete anos,
esse tipo de profissional simplesmente foi abolido da comissão
técnica sob o argumento da diretoria de que "era
dispensável". Os últimos foram os ex-goleiros
Borrachinha e Jurandir, entre 1992 e 1994. No ano passado, esse
trabalho foi realizado pelo auxiliar técnico Ricardo Alves.
"Esse preparo é fundamental", explica Romero,
destacando que o principal fundamento trabalhado é o posicionamento.
Outros como impulsão, elasticidade, reflexo entram como
complemento. Romero lembra que a principal evolução
em Marcão se deu em dois aspectos: posicionamento e saída
de gol. Marcão faz questão elogiar o atual grupo
do Joinville. "Somos um time e ninguém resolve nada
sozinho", explica.
Jogo de volta
preocupa Neto
Joinville - A vitória de 3 a 0 sobre o Atlético
Alto Vale, que garante uma boa vantagem na partida de volta na
fase semifinal do Campeonato Catarinense, encheu os jogadores
de entusiasmo, mas não trouxe tranquilidade total ao técnico
Artur Neto. Além de perder dois titulares por lesão,
o zagueiro Douglas e o ponta Fabinho, está prevendo "uma
verdadeira guerra" em Rio do Sul, amanhã.
Segundo ele, o jogo é a cartada final do Atlético.
"Eles virão com força total para cima do Joinville.
Caberá a nós saber administrar essa situação".
Sobre a possível virilidade da disputa, Artur Neto evita
comentar. "Isso é uma área que cabe ao árbitro
fiscalizar".
O time, com a perda de Douglas e Fabinho, deve ter apenas duas
alterações. Na defesa há duas possibilidades
com a entrada de Fábio ou o recúo de Bandoch para
o miolo da área. Na frente, o lugar de Fabinho deve ficar
com Dimas.
A vitória de quarta-feira, segundo Artur Neto, foi o "jogo
da paciência". O fato do Joinville ter marcado três
gols em poucos minutos foi atribuído ao "resultado
natural" da pressão e à desestruturação
defensiva do Atlético após o primeiro gol. "Na
verdade, o Joinville teve a competência de aproveitar aquele
melhor momento".
O jogo deste sábado, em Rio do Sul, segundo o técnico,
será diferente. "O campo é outro, o clima
é outro, mas nosso objetivo é o mesmo: a classificação.
Estamos no intervalo de numa partida de 180 minutos com placar
parcial de 3 a 0".
Atlético/AV vai poder escalar
Darzoni no jogo decisivo de amanhã
Rio do Sul - O Atlético Alto Vale vai jogar completo
a partida de volta das semifinais do Campeonato Catarinense,
amanhã diante do Joinville, em Rio do Sul. É que
além dos meias Daniel e Willian Carioca que retornam à
equipe após cumprir suspensão automática,
o técnico Luiz Gonzaga Milioli vai poder contar com o
meia-atacante Darzoni, que não chegou a receber o terceiro
cartão amarelo como as emissoras de rádio anunciaram.
Apesar da derrota por 3 a 0 a expectativa é muito grande.
Tanto assim que as 200 cadeiras numeradas já estavam vendidas
por antecipação ontem à tarde, assim como
os 840 ingressos de arquibancada, cota que a Rede Brasil Sul
destina ao mandatário. A previsão é que
até amanhã estejam esgotados.
Milioli reconhece que o JEC pode até se classificar para
às finais do campeonato, mas não será fácil
passar pelo Atlético. O treinador quer a torcida jogando
junto com o time, a exemplo do que ocorreu na quarta-feira no
Ernestão. Ele lembrou que quando dirigia o Criciúma,
num jogo atípico, acabou sendo eliminado pelo Bragantino
do Campeonato Brasileiro, que precisava vencer por 3 a 0. "Assim
poderá ser sábado em Rio do Sul", observa.
Mesmo com a possibilidade de contar com os retornos de Daniel
e Willian Carioca, o que dará maior qualidade no passe,
Milioli ainda não decidiu se começa a partida com
Avi auxiliando no sistema de marcação, ou com Charles,
mais encostado em Tales.
ALAMBRADO
O alambrado que está sendo construído no gol
de fundos do Estádio Municipal Alfredo João Krieck
deverá ficar concluído hoje à tarde. A tela
havia sido removida por ocasião dos Jogos Abertos de Santa
Catarina e como na época não havia mais futebol
profissional na cidade não foi reposta. O tenente-coronel
Celso de Oliveira, comandante do 13º Batalhão de
Polícia Militar, acompanhado de dirigentes do clube e
da FMD vistoriou as obras.
Mas a torcida do JEC vai ocupar outro espaço, ao lado
da arquibancada. A princípio seria construída uma
descoberta, mas como o Alto Vale não receberia nada mais
de cota, desistiu pelo investimento não compensar para
o clube. O sistema de segurança já está
definido, sendo reforçado inclusive com soldados lotados
nos destacamentos mais próximos a Rio do Sul.
Lira deixa o Criciúma com
críticas ao planejamento
Joinville - O técnico Arnaldo Lira, que dirigiu o Criciúma
no returno do catarinense e anunciou sua saída anteontem,
enfatizando que a desclassificação foi resultado
direto do trabalho mau feito no turno. Naquela fase, o time foi
dirigido por Celso Teixeira.
Lira retornou para Fortaleza, onde reside, com a expectativa
de aproveitar os próximos dois meses em busca de novo
clube. Sua volta ao Criciúma para o Campeonato Brasileiro
no segundo semestre, é incerta. A diretoria está
mais preocupada em avaliar os possíveis desdobramentos
provocados pela criação da Liga Nacional de Clubes,
que inclui os rebaixados Fluminense e Bahia entre os integrantes.
O Criciúma tem a esperança de se manter na Série
B do Brasileiro, apesar de rebaixado para a C no ano passado.
Ontem, a diretoria estava mais envolvida nos preparativos finais
da festa dos 9 anos depois da conquista da Copa do Brasil, em
1991, exatamente no dia 2 de junho daquele ano. Entre os convidados
ilustres está o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe
Scolari, que dirigiu o Criciúma naquele ano.
Ao mesmo tempo em que a torcida relembra a data de forma festiva,
tem reagido com contrariedade à nova composição
do Departamento de futebol, que prevê o retorno dos ex-presidentes
Dorly Naspolini (1995) e Volmer Conti (1999), identificados como
alguns dos responsáveis pela decadência do Criciúma,
até o rebaixamento à Série C.
AVAÍ
O Avaí iniciou ontem a tradicional corrida às
renovações de contratos de jogadores que se destacaram
durante as partidas do Estadual. A meta é de manter a
base do atual time para sua participação no Campeonato
Brasileiro da Série B. Mesmo sem saber a data de início
da competição, o clube resolveu manter o zagueiro
Sérgio Andrade no grupo, mas mantém indefinições
quanto a permanência de outros, entre eles os meias Pereira,
Alberto e Marquinhos Rosa, bem como os atacantes Mazinho Loiola
e Paulo Diniz.
A novidade na pacata movimentação na Ressacada
na tarde de ontem foi a presença do técnico Cuca.
Ele despediu-se de um grupo de jogadores e dos funcionários
do clube, lamentando a precoce desclassificação
da equipe do Campeonato Catarinense. "Saio endividado com
esta torcida. No futuro, se Deus quiser, eu pretendo pagar esta
dívida", disse.
... ... ...
Figueirense conta
com o apoio da torcida
Alvinegro quer
o estádio lotado para definir vaga na grande final
Florianópolis - A torcida do Figueirense é vista
como uma das grandes armas do time na segunda partida das semifinais
do Catarinense diante do Marcílio Dias, amanhã,
às 16 horas, no Estádio Orlando Scarpelli. O alvinegro
mantém a melhor média de público no Campeonato
Catarinense. Nos seus 11 jogos em casa, contou com 107.035 torcedores
pagantes (média de 9.730 por partida). E é apostando
nesta fidelidade que o time espera buscar forças para
superar o Marcílio Dias e consolidar sua classificação
à final.
"Tenho a certeza que esta torcida vai transformar o Scarpelli
em um verdadeiro alçapão. Queremos vê-la
sempre jogando do nosso lado", afirmou Carlinhos. O zagueiro
disse também que o sucesso do Figueirense na partida vai
depender muito da posse de bola e a tranqüilidade do time
em campo."Não podemos nos deixar levar pela pressão
que eles vão tentar impor. Cabeça fria e muita
concentração no objetivo final, é a melhor
receita para passar desta fase", completou.
Um dos líderes do time, o zagueiro e recém promovido
a volante, Roberto, apelou à torcida para que incentive
permanentemente o time durante a partida. Poupado do treino de
ontem, por conta de uma leve lesão muscular, o jogador
prometeu à torcida que o time dará mais uma mostra
de garra e pegada a exemplo do que aconteceu no jogo da última
quarta-feira, em Itajaí. "Eu, particularmente estarei
em ponto de bala", brincou.
O time mostra permanente união. Os jogadores se mantêm
concentrados desde a última segunda-feira em um hotel
próximo ao estádio e só serão liberados
para o convívio familiar após o jogo de sábado.
Na concentração, os atletas se submetem a uma dieta
especial. Fora dos treinamentos, a determinação
é de repouso permanente.
Com seu time há duas partidas sem tomar gols, o técnico
Abel Ribeiro deverá repetir o esquema tático para
o decisivo jogo de amanhã. O sistema defensivo é
a principal preocupação do treinador, que conforme
estratégia usada antes do primeiro jogo da semifinal,
só deverá revelar a equipe momentos antes da partida.
Alexandre Pavão conquista
confiança da torcida
Florianópolis - Dono de uma forte personalidade, seguro
e tranqüilo. Este é o perfil do goleiro Alexandre
Pavão, 22 anos, considerado uma das grandes revelações
do Figueirense no Campeonato Catarinense. Fiel aos princípios
religiosos da igreja Universal, o goleiro do Figueirense atribuiu
sua melhor fase na carreira a sua vida espiritual, aliada ao
trabalho constante que desempenha no clube sob orientação
do treinador de goleiro Antônio José Ferreira, o
"Toni".
"A minha carreira tem fluído depois que eu cheguei
no Figueirense. Tenho o companheirismo de um grupo vencedor que
trabalha sem egoísmo e que se doa para o clube",
analisa o goleiro. Ele chegou no Figueirense em outubro do ano
passado para um período de testes, indicado pelo ex-goleiro
Maurício e o atual superintendente de futebol Marco Aurélio
Cunha.
Sua vaga no time foi conquistada quando Sílvio cumpriu
pena por suspensão. "Pode não parecer, mas
o Alexandre tem uma personalidade muito forte. Quando mais se
precisa ela aparece com muita segurança na defesa",
destaca Toni.
Marcílio Dias sem Gláucio
Itajaí - O atacante Gláucio ficará de
fora da segunda partida das semifinais do Campeonato Catarinense
de Futebol amanhã, contra o Figueirense, no Estádio
Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Gláucio sente
dores na virilha desde o início da semana. O técnico
Leandro Campos ainda não definiu o substituto de Gláucio
no ataque marcilista. Está em dúvida entre Ivan
e Marcelo Silva. "Definirei o substituto amanhã (hoje)
após o treino tático", comenta Campos.
Depois do treinamento, das 9 às 11 horas, no Estádio
Doutor Hercílio Luz o Marcílio viaja para Florianópolis.
Além de Gláucio, Campos tem outras dúvidas.
"Tenho dúvidas sobre formas de jogar, ainda posso
mudar o time", frisa Campos. Nem técnico e diretoria
quiseram antecipar qual seria o prêmio dos jogadores do
Marcílio caso vençam o Figueirense. "Não
estamos preocupados com isso agora, queremos passar para a final",
afirma Campos.
Nova economia
Indústria de base tecnológica ganha impulso
com a criação de fundo para financiar desenvolvimento
de idéias.
AN_Economia |
|
O zagueiro Edu também pode voltar ao
time par ao jogo contra o Figueirense. Segundo o técnico,
o Marcílio teve azar nas finalizações na
partida de quarta-feira (31) contra o Figueirense, no Hercílio
Luz, quando empatou de 0 x 0. O técnico do Marcílio
Dias reclamou do excesso de faltas dos jogadores da Capital.
Campos diz que está preparando um time ofensivo para enfrentar
o Figueirense. "Temos que ser ofensivos, como fomos aqui.
Em Florianópolis teremos a vantagem que o Figueirense
precisará ir ao ataque", comenta Campos.
Palmeirenses
evitam polêmica
Jogadores garantem
clima normal para jogo de terça
São Paulo - Os jogadores do Palmeiras afirmaram ontem
que não pretendem transformar a segunda partida contra
o Corinthians, pelas semifinais da Taça Libertadores da
América, terça-feira no Morumbi, em guerra.
Apesar da bronca que levaram do técnico Luiz Felipe Scolari,
que achou o time imaturo e sem garra na derrota de terça-feira
para o rival por 4 a 3, a maioria dos atletas garantiu que a
equipe não terá um comportamento anormal. Eles
acham que o clima quente que deverá envolver o clássico
será natural, por causa da rivalidade das equipes e da
importância da partida.
"É claro que vamos ter que lutar mais, porque estamos
em desvantagem, mas não seremos violentos ou desleais",
disse Galeano.
Scolari evitou dar entrevistas ontem. Revoltado pelo fato de
a reunião que teve com os jogadores, após o treino
de quarta-feira na Academia, ter sido gravado pela TV Globo,
e, posteriormente levado ao ar pela emissora, o treinador deixou
o CT do Palmeiras sem falar com ninguém. Ele viajou para
Natal, onde à noite a equipe do Palmeiras, formada por
reservas, enfrenta o ABC pela Copa do Brasil. Comentou com alguns
amigos que se sentiu como se sua casa tivesse sido invadida.
Os jogadores ficaram revoltados com a repercussão das
declarações do técnico. "Foi uma conversa
normal entre o treinador e seus atletas", disse o zagueiro
Argel.
O outro zagueiro, Roque Júnior, garantiu que o treinador
não pediu para que o Palmeiras passe a ter raiva do Corinthians.
"Foi uma reunião de 30 minutos, e só exploraram
o trecho com palavrões." Scolari reclamou muito com
o time, que, na sua opinião, não teve a mesma disposição
do adversário.
CORINTHIANS
Conhecedor das estratégias que Luis Felipe Scolari
utiliza para conquistar títulos, o zagueiro Adílson,
do Corinthians, disse, ontem, que o treinador palmeirense utilizou
a imprensa com o intuito de desestabilizar o ambiente no Parque
São Jorge. Para o jogador, as palavras de fúria
de Scolari antes do treinamento de quarta-feira originaram de
uma atitude premeditada para preocupar os corintianos para a
segunda partida das semifinais da Taça Libertadores.
"Acredito que ele tenha deixado a janela do vestiário
aberta para alguém 'pescar' a conversa e foi isso o que
aconteceu", declarou o defensor. Scolari fez um apelo para
que seus jogadores utilizem todos os artifícios para intimidar
os corintianos, provocando, principalmente, Edílson, que,
segundo o treinador, deveria ter levado uma cusparada no rosto.
"Não podemos cair nessa e sim, trabalhar, pensando
no São Paulo."
Adílson afirmou que o ato premeditado faz parte de um
'jogo de cena' utilizado em importantes decisões. "Esse
trabalho é normal no Felipão, pois ele tem um estilo
vibrante para motivar os jogadores", explicou. "Isso
deu certo várias vezes, pois ele conquistou cinco títulos
em dois anos pelo Grêmio." Adílson foi zagueiro
do time gaúcho entre 1993 e 95, quando a equipe era dirigida
por Scolari, ganhando a Libertadores em 95.
Declarações de Scolari
são
criticadas por Luxemburgo
Teresópolis - Wanderley Luxemburgo criticou ontem Luiz
Felipe Scolari por suas declarações na preleção
do Palmeiras, quarta-feira, no centro do treinamento do clube
paulista, quando ofendeu o atacante Edílson, pregou jogadas
violentas a seus atletas e usou termos agressivos também
contra o Corinthians. "Eu desaprovo o que ele fez; não
é aquilo que queremos para a prática do futebol",
comentou o treinador da Seleção Brasileira, que,
curiosamente, gravou duas entrevistas para a TV Globo sobre o
episódio. Na primeira, evitou críticas ao técnico
palmeirense e minimizou o fato. Minutos depois, porém,
voltou-se contra Scolari.
Luxemburgo lembrou que passou por um problema parecido, em 1993,
após um jogo do Palmeiras, no qual alguns microfones captaram
sua conversa com os jogadores. "Eu até falei alguns
palavrões, pedi vergonha na cara aos atletas, mas sempre
com a intenção de motivá-los." Ele
reconheceu, no entanto, a existência de assuntos internos
entre técnico e jogadores que não devem vazar.
A eliminação do Vasco da Copa do Brasil e a demissão
do técnico Abel também foram comentadas por Luxemburgo,
que ironizou o vice-presidente de futebol do clube carioca, Eurico
Miranda, que se opôs com firmeza à liberação
de Edmundo para a Seleção. "O Vasco acabou
perdendo com o Edmundo e o Fluminense, que se preparou, ficou
na competição."
De acordo com Luxemburgo, o mais fácil é colocar
a culpa nos treinadores por resultados ruins. "Aí
o Abel sai, se bem que ele, assim como o Vasco, também
cometeu erros; não poderia acertar com outro clube no
meio de um trabalho."
Botafogo vence e
segue na Copa do Brasil
São Paulo - O Botafogo carioca venceu ontem o Corinthians,
no Canindé, por 2 a 1 e garantiu vaga nas quartas-de-final
na Copa do Brasil. O Cruzeiro é seu próximo adversário.
O time paulista jogou com reservas.
O Botafogo abriu o placar com Donizete aos 39 minutos, depois
de Alexandre Gaúcho "roubar" bola do zagueiro
João Carlos e servir o companheiro. O time carioca fez
2 a 0 aos 23 minutos do 2º tempo com gol contra do zagueiro
Batata. Luciano marcou o gol de honra do Corinthians aos 37 minutos
finais.
Em Natal, o Palmeiras empatou ontem com o ABC por 3 a 3, na sua
estréia na Copa do Brasil. Formada por reservas, a equipe
paulista deixou escapar a vitória depois de ter feito
3 a 1 no primeiro tempo.
Leonardo, do ABC, abriu o placar aos 17 minutos. Aos 24 minutos,
Agnaldo empatou para o Palmeiras. Aos 42, Asprilla, de pênalti,
desempatou. Três minutos depois, Luís Cláudio
fez, de cabeça o terceiro gol do Palmeiras. Aos 13 minutos
do segundo tempo, Joãozinho diminuiu para o ABC. Aos 30
minutos, Reinaldo Aleluia empatou a partida.
Luxemburgo escala Edmundo
e deixa Vampeta na reserva
Treinador arma
time ofensivo para enfrentar o Peru, domingo
Teresópolis - França e Edmundo vão formar
o ataque da Seleção Brasileira contra o Peru, domingo,
em Lima. Alex vai entrar no meio-de-campo, ao lado de Rivaldo
e o volante Vampeta vai para a reserva. A formação
ofensiva foi decidida pelo técnico Wanderley Luxemburgo
depois de constatar que o Brasil "esteve um pouco duro",
quase sem toque de bola, nas últimas partidas, contra
Equador, País de Gales e Inglaterra. Alex não era
titular da Seleção desde o Torneio Pré Olímpico,
em janeiro. Ele vai substituir Zé Roberto. "Já
faço parte do grupo há algum tempo e sei que sempre
aproveitei bem as chances que tive", comentou Alex.
Luxemburgo orientou Edmundo a "deixar o passado para trás"
e a falar somente sobre o presente e "futuro que ele vai
conquistar" e garantiu a permanência do jogador do
Vasco no grupo, "desde que se encaixe na filosofia da Seleção".
O treinador justificou a escalação de Alex ao dizer
que o jogador do Palmeiras dá mais "leveza"
ao meio-de-campo. César Sampaio e Émerson compõem
o setor. A opção por deixar Vampeta entre os reservas
representa um cuidado com a proteção à zaga.
"O Vampeta também tem características ofensivas,
e com Alex e Rivaldo, seria preciso dois volantes mais de contenção."
Os 20 jogadores que treinam hoje pela manhã em Teresópolis
seguem para Lima no início da tarde. Dois deles não
poderão ser inscritos para a partida contra os peruanos.
A exclusão dos dois nomes só vai ser definida no
dia do jogo. Luxemburgo preferiu relacionar 20 atletas para evitar
uma eventual convocação de emergência, no
exterior, em função de alguma contusão ou
imprevisto.
Segundo ele, chamar algum atleta, fora do País, para complementar
a lista na véspera de um jogo oficial, "seria complicado"Luxemburgo
obteve informações sobre o Peru com seu auxiliar
Valdir de Moraes, que assistiu ao empate do Peru com o Chile,
em Santiago, pela segunda rodada das Eliminatórias.
Ex-goleiro Quiroga fala da
goleada no Mundial de 78
Lima - O ex-goleiro peruano Ramón Quiroga afirmou que
o Brasil não tem de se considerar campeão moral
de 78, na Argentina, como dizia o então técnico
da Seleção, Cláudio Coutinho. "O Brasil
não pode reclamar, porque teria chegado à final
se vencesse a Argentina, mas só empatou; por que não
ganharam aquele jogo?" Ele garante, também, que não
teve qualquer influência no resultado do Mundial.
Quiroga passou a ser conhecido internacionalmente depois da Copa
do Mundo de 78. Ele, que nasceu na Argentina e se naturalizou
peruano, defendia sua seleção contra os donos-da-casa
em partida decisiva. Os argentinos precisavam vencer por quatro
gols de diferença para eliminar o Brasil e alcançar
a final. Conseguiram uma goleada de 6 a 0 e se classificaram.
As suspeitas de que estaria vendido eram muito grandes. Antes
daquela partida, Quiroga admitia que era difícil enfrentar
a Argentina, país em que nasceu. Hoje, ele jura inocência.
"Tenho a consciência tranqüila, porque não
tive culpa em nenhum dos gols; os adversários chegavam
com facilidade à minha frente e marcavam", lembra.
"A Argentina ganhou aquele jogo porque tinha de ganhar."
O goleiro, no entanto, 'deixa no ar' que alguns de seus companheiros
atuaram mal e diz que na época o futebol peruano proporcionava
pouco dinheiro aos jogadores. Mesmo assim, disse não saber
se alguém recebeu um 'incentivo' para entregar o jogo
aos argentinos.
Alcir Portela
efetivado no Vasco
Rio - O vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda anunciou
ontem que o novo técnico do time é Alcir Portela.
Ele substituirá Abel Braga, que pediu demissão
após o empate com o Fluminense. Com o resultado, o Vasco
foi desclassificado da Copa do Brasil. Portela era auxiliar-técnico
e já assumiu o time interinamente várias vezes,
mas, desta vez, Eurico garante que ele fica até o fim
do Campeonato Carioca. Depois disso, há a possibilidade
de o treinador do Palmeiras Luís Felipe Scolari ser contratado.
"O Scolari vai trabalhar no Vasco um dia, mas, por enquanto,
não há nada definido", afirma. O técnico
do alviverde já declarou que admira o estilo do dirigente
vascaíno agir.
Revoltado com a desclassificação, Eurico multou
os jogadores. "O Fluminense é um timeco e todos os
jogadores do Vasco estão multados por perderem três
vezes para eles", irritou-se. O dirigente vascaíno
garante que iria demitir Abel se ele não tivesse deixado
o clube. "O Vasco estava perdendo para times de segunda
categoria", comenta. Romário e Juninho, que se recuperam
de contusões, não têm presença confirmada
na partida contra o Friburguense, pelo Campeonato Carioca. Pedrinho
cumpriu suspensão automática contra o Fluminense
e volta à equipe.
Despojada, mas muito romântica
Maria João faz Vivianne abrir mão dos rituais de
produção.
AN_Tevê |
|
O técnico do Flamengo Carlinhos informou
que o lateral-esquerdo Marco Antônio vai ser o substituto
de Athirson - com a Seleção Brasileira - na partida
contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca. O treinador também
confirmou a volta de Leandro Ávila no meio-de-campo, mas
não definiu quem irá para a reserva: Rocha ou Mozart.
Carlinhos também não escolheu o jogador que vai
municiar o ataque - Lúcio, Iranildo e Petkovic disputam
a vaga. Destaque na partida contra o Bahia, o goleiro Júlio
César poderá ser titular.
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
|
Guga precisa de paciência
contra Chang
Partida começa
às 11 horas e vai reunir dois ex-campeões
Chiquinho Leite Moreira
Paris - No seu mais difícil desafio até agora
no torneio, Gustavo Kuerten enfrenta hoje o norte-americano Michael
Chang, no último jogo da programação do
dia na quadra central. A partida deve começar por volta
das 11 horas de Brasília e reúne dois ex-campeões
de Roland Garros. O brasileiro levou o título em 1997
e o norte-americano em 1989, quando se revelou como um garoto
prodígio ao conquistar um Grand Slam com apenas 17 anos.
O chinesinho Chang, nascido em Hoboken (a mesma cidade de outro
filho de imigrantes famoso, Frank Sinatra) tem uma história
curiosa no tênis. Aos 17 anos, surpreendeu o mundo ao conquistar
o título de Roland Garros, passando no caminho pelo então
líder do ranking, Ivan Lendl. Esta partida transformou-se
numa das mais memoráveis da competição,
com Chang, em certo momento, tendo sacado por baixo, de colherada,
surpreendendo o adversário. Na decisão do título,
superou Stefan Edberg e foi o campeão.
Chang nunca mais voltou a conquistar um título de Grand
Slam, embora tenha se mantido entre os dez primeiros do mundo
por sete anos. Voltou a disputar a final de Roland Garros, em
1995, e perdeu para Tomas Muster. Chegou ainda às finais
do Aberto da Austrália de 1996, mesmo ano em que foi vice-campeão
do US Open.
Baixo, com 1,75 metro de altura - segundo informa o guia oficial
da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP)-,
mas ninguém acredita nesta informação, pois
parece ser ainda menor, Chang investiu na velocidade para superar
adversários de físico mais privilegiado. Suas pernas
tornaram-se cada vez mais rápidas e grossas, causando
suspeitas sob os métodos utilizados para fazer sua musculatura
crescer tanto.
Vencer Chang exige uma paciência quase chinesa. é
como uma muralha do outro lado da quadra, devolvendo bolas incríveis,
quase não errando e exigindo do oponente precisão
em seus golpes para poder superá-lo. Nos últimos
anos, acrescentou a este seu estilo uma nova mentalidade. Sua
fé religiosa é tamanha que credita a Cristo todos
os sucessos alcançados. Se ganha ou perde foi porque Deus
quis assim.
Nos últimos tempos, o ranking de Chang começou
a cair e seu pai, Joe, julgou que, aos 28 anos, era o momento
de seu filho Michael formar uma família. Chegou até
a anunciar que estava a procura de uma namorada para o tenista.
Pelo jeito, não alcançou sucesso até agora,
pois o jogador continua solteiro.
DUELO
Guga e Chang já se enfrentaram por três vezes.
As duas primeiras foram no mesmo ano em que o brasileiro conquistou
o título de Roland Garros. No então Super 9 de
Montreal, de 1997, Guga venceu por 6/3 e 6/1 e ao passar para
a final da competição, colocou-se pela primeira
vez na carreira no grupo dos "top ten", alcançando
a 8ª colocação.
No segundo encontro, logo na semana seguinte, Guga perdeu nas
quartas-de-final de Cincinnati, por 6/1 e 6/2, e saiu da quadra
dizendo que ainda tinha muito a aprender no tênis. O último
jogo foi em 1998, com Chang vencendo em dois sets 7/6 e 7/6,
na quadra coberta de Memphis. O retrospecto justifica a opinião
de Guga sobre este jogo: "Preciso ter respeito e muita paciência
para vencer", afirmou o brasileiro.
Na sua preparação para esta partida, Gustavo Kuerten
treinou ontem à tarde com o juvenil Thiago Alves, que
está em Paris para jogar a chave juvenil do torneio.
Agassi deixa Paris irritado e não
atende a imprensa
Campeão do ano passado e líder do ranking mundial,
o norte-americano Andre Agassi, desta vez, deixou Roland Garros
pela porta dos fundos. Irritado com sua derrota na segunda rodada
- perdeu para o eslovaco Karol Kucera por 2/6, 7/5, 6/1 e 6/0
- e reclamando de dores no pé direito, o tenista deixou
o estádio sem dar satisfação a ninguém
e não atendeu a convocação para a entrevista
coletiva. Pelo regulamento dos torneios, a recusa de participar
de uma entrevista coletiva pode levar a uma multa de US$ 10 mil
- um trocado para Agassi. Este valor pode subir até US$
20 mil, se ficar provado que o tenista não quis deliberadamente
atender a convocação.
Como Agassi estava mesmo contundido, teve até de chamar
atendimento na quadra, deverá, provavelmente, alegar que
não se sentia bem e preferiu ir embora para descansar
ou mesmo fazer tratamento. A Federação Internacional
de Tênis (ITF), organizadora dos torneios do Grand Slam,
avisou que estava a procura de Andre Agassi para pedir que voltasse
ao vestiário para a entrevista. Caso contrário,
o tenista seria multado, em valor que deverá ser anunciado
apenas nesta sexta-feira.
Durante o jogo com Kucera, Agassi precisou de cuidados especiais
por causa de uma calosidade na planta do pé direito. Foi
atendido, mas não conseguiu mais manter o mesmo nível
técnico. Não correu nas bolas e seu adversário
aproveitou para definir logo o jogo.
ARGENTINOS
Milagre argentino. A frase está sendo usada pela imprensa
em Paris para destacar o grande número de tenistas do
país sul-americano que está disputando o Torneio
de Tênis de Roland Garros, nada menos que 12. Só
perde para a França, com 17 jogadores, e para a Espanha,
com 15. No entanto, a Argentina passa para a segunda colocação
se consideramos que, dos 17 franceses na competição,
sete foram convidados pela organização. Já
os 12 argentinos ganharam sua posições por mérito
próprio.
A França colocou quatro de seus jogadores na segunda rodada.
A Espanha classificou sete de seus 15 tenistas para a mesma fase.
Já a Argentina obteve o melhor índice. De seus
12 atletas, 10 seguiram adiante após a rodada inaugural.
Em um ano, os tenistas do país sul-americano conquistaram
três títulos do circuito internacional, além
de terem chegado a várias finais. Há seis argentinos
entre os 100 melhores do mundo, número que subirá
para sete ao final de Roland Garros. (CLM)
DESCLASSIFICAÇÃO - O tenista austríaco
Stefan Koubek foi desclassificado na rodada desta quinta-feira
em Roland Garros, após acertar involuntariamente a sua
raquete no catador de bolinha. No momento do golpe, ele perdia
para o húngaro Attila Savolt (3/6, 7/5, 6/0 e 5/2). "Não
foi de propósito, mas aconteceu e lamento", afirmou
o tenista. Antes da agressão, Stefan Koubek já
havia sido punido pelo árbitro da partida. Primeiro, foi
advertido por ter recebido instruções do seu treinador
durante o jogo, o que é proibido pelo regulamento da Associação
dos Tenistas Profissionais (ATP). Depois, perdeu um game por
ter falando um palavrão.
Basquete
Casa Branca e Marathon precisam
de um vitória
São Paulo - O Casa Branca/AGF, que enfrenta o Flamengo/Petrobrás
em São José do Rio Pardo, e o Franca/Marathon
que encara o Botafogo no Rio, podem conquistar nesta sexta-feira
a vaga nas semifinais do Nacional de Basquete Masculino. Ambas
partidas serão às 20h30 e a Sportv mostra ao vivo
o confronto no ginásio da Tijuca.
O Uberlândia/Unit é o primeiro classificado para
a fase seguinte do torneio. Anteontem à noite, o time
mineiro superou o Mogi/Valtra/Nipomed por 96 a 84 (49 a 31) e
fechou a série em 3 a 0. O cestinha da partida foi Cambraia
(Uberlândia) com 21 pontos. O Uberlândia/Unit é
o primeiro classificado para a próxima fase e terá
como adversário o vencedor do confronto entre Casa Branca
e Flamengo.
Nas estatísticas do Nacional Masculino, o cestinha continua
sendo o ala Oscar Schmidt, do Flamengo/Petrobras, com a média
de 33.9 (984 no total). Em segundo está o armador Marc
Brown, do Uberlândia, com 23.7 (687). Nos rebotes a liderança
é do pivô Gastão, do Casa Branca/AGF, com
10.0 (288) seguido de perto pelo pivô Marcelão,
do Botafogo, com 9.2 (269). O número um das assistências
é o armador Maury, do Bauru/Tilibra, com 10.1 (263). O
primeiro na recuperação de bola é o ala/armador
Claudinho, do Ipiranga, com 2.1 (50). Os destaques no bloqueio
e na enterrada, são os pivôs Alírio, do Mogi/Valtra,
e Jaja, do Franca/Marathon, com 1.7 (48) e 1.2 (35), respectivamente.
CARLÃO - O Vasco fechou ontem a contratação
do atacante Carlão, da seleção brasileira
de vôlei. O jogador vai integrar o novo time de vôlei
vascaíno, que já conta com o levantador Marcelo
Elgarten, também da seleção. Carlão
não se apresentou ao Vasco ontem, porque viajou para a
Espanha à noite para substituir Giba, que sofreu uma contusão
no ombro direito, e está retornando ao Brasil. O Vasco
deverá anunciar ainda outras contratações
para a equipe que vai disputar a Superliga 2000/2001.
|
|
|