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ANotícia
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Estréia:
Carolina Dieckmann, Reynaldo Gianecchini e Vera Fischer estão
no elenco da produção das oito |
Dramas familiares
na hora do jantar
"Laços
de Família" estréia amanhã e marca
volta de Vera Fischer
André Bernardo
TV Press
Ao
longo dos anos, o autor Manoel Carlos e a atriz Vera Fischer
já cogitaram trabalhar juntos por diversas vezes. A parceria,
no entanto, nunca aconteceu. No início do ano, assim que
soube que estava escalado para escrever a próxima novela
das oito da noite, Manoel Carlos providenciou logo um papel para
Vera. A personagem, como não poderia deixar de ser, chama-se
Helena, a sexta da carreira do autor. "Laços de Família"
estréia amanhã, às 20h30. "Se Vera
não tivesse aceito o convite, teria de escrever outra
novela. Não havia substitutas para ela", afirma.
Como já se tornou habitual na carreira do autor, "Laços
de Família" enfoca os dramas do dia-a-dia de diversos
núcleos familiares. Um deles é o de Helena, a dona
de uma clínica estética que se apaixona por Edu,
um rapaz 15 anos mais jovem, vivido por Reynaldo Gianecchini.
O outro é o de Miguel, um editor de livros interpretado
por Tony Ramos, que se recupera da perda da mulher em companhia
dos filhos, papéis de Flávio Silvino e Júlia
Feldens. Um terceiro núcleo é o formado por Pedro,
o administrador de um haras interpretado por José Mayer.
Na juventude, ele teve um caso com a prima Helena. Do namorico,
nasceu Camila, papel de Carolina Dieckmann. Para o diretor Ricardo
Waddington, de "História de Amor" e "Por
Amor", "Laços de Família" deve manter
a audiência do horário na faixa dos 40 pontos em
função dos temas familiares. "O público
vai se identificar porque família todo mundo tem. Não
importa se boa ou má, unida ou desunida", raciocina
o diretor.
"Laços de Família" tem início
quando Helena se apaixona por Edu depois de conhecê-lo
num acidente de trânsito. A história do casal sofre
uma reviravolta quando Helena perde o namorado para a própria
filha. Para piorar a situação, ela ainda descobre
que a filha sofre de leucemia e precisa urgentemente de um transplante
de medula. Como não encontra doadores, se vê obrigada
a procurar Pedro. Numa atitude desesperada, propõe ao
sujeito ter outro filho para que a criança seja doadora
de Camila. "Nunca me identifiquei tanto com um personagem
quanto este. Também sou do tipo de mulher que sofre, mas
vence no final", orgulha-se.
Tony Ramos e Flávio
Silvino interpretam pai e filho que vivem na telinha um drama
igual ao que o jovem ator experimentou na vida real
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
A trama marca o retorno de Vera Fischer às novelas.
O último trabalho da atriz na tevê foi em 1995,
quando ela foi afastada do elenco de "Pátria Minha"
por indisciplina. De lá para cá, ela se limitou
a fazer participações em "O Rei do Gado"
e "Pecado Capital". O papel de Vera, no entanto, não
foi o único escrito sob medida.. O autor planejava trabalhar
com Flávio Silvino desde "Por Amor", de 1997.
Em "Laços de Família", o ator interpreta
Paulo, um rapaz de 24 anos que apresenta graves seqüelas
em decorrência de um acidente de carro. "Há
tempos sonhava em voltar ao trabalho e só estava esperando
uma oportunidade dessas", festeja o ator.
Ao contrário de Flávio, Tony Ramos é um
velho conhecido de Manoel Carlos. Juntos, os dois já fizeram
"Baila Comigo", "Sol de Verão" e "Felicidade".
"O Tony é um grande ator, além de ser disciplinado
e de bom caráter. Se pudesse, o teria em todas as minhas
novelas", exagera.
Mas nem só de veteranos, como Vera Fischer e Tony Ramos,
é formado o elenco de "Laços de Família".
Ricardo Waddington resolveu apostar no carisma de dois ex-modelos:
Reynaldo Gianecchini e Paulo Zulu. O primeiro faz o papel de
um jovem médico recém-formado, enquanto o segundo
interpreta um instrutor de esqui-aquático. O diretor não
parece preocupado por ter entregue dois papéis de razoável
visibilidade nas mãos inexperientes de dois estreantes.
"Os dois são talentosos e esforçados. Se trabalharem
bastante, vão se sair muito bem", acredita.
Apesar da pouca idade,
Ludmila já decidiu: "Não quero uma carreira
meteórica, mas envelhecer fazendo o que gosto"
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Trabalho de gente grande
Ludmila Dayer mostra
a força do seu talento em "Malhação"
André Bernardo
TV Press
Apesar de só ter 16 anos, Ludmila Dayer já administra
a carreira como gente grande. No início de abril, ela
foi convidada pelo diretor de núcleo de "Malhação",
Marcos Paulo, para interpretar o papel de Joana na novelinha
da Globo. Como já tinha se comprometido em participar
do filme "O Memorial de Maria Moura", adaptação
de Leilany Fernandes para o romance de Rachel de Queiroz, a atriz
conversou com Marcos Paulo sobre a possibilidade de conciliar
os dois trabalhos. "Vou adiantar algumas cenas para ficar
um tempo sem gravar. Aí, faço o filme e, depois,
volto para as gravações", adianta.
Não demorou muito para atriz e emissora chegarem a um
acordo. Segundo Ludmila, o que mais a encorajou a aceitar o convite
da Globo foi o fato de Joana ser um papel que obedece a um critério
que ela própria estabeleceu para a sua carreira. A atriz
garante que prefere recusar trabalhos a repetir tipos. Por isso
mesmo, o personagem da menina engajada que lidera uma campanha
antiviolência em "Malhação" parecia
ser o ideal para suceder o da garota atrapalhada e de forte conotação
cômica que fez em "Corpo Dourado", de 1997. "Deste
modo, ninguém vai poder me catalogar de seja lá
o que for. Tenho horror a rótulos", frisa.
O papel de Joana não exigiu maiores sacrifícios
físicos ou arroubos de composição por parte
da atriz. Afinal, segundo a atriz, as duas fazem o tipo determinado,
sabem o que querem da vida e não ligam para a opinião
das pessoas. A única diferença entre atriz e personagem
diz respeito ao engajamento político da Joana. Ludmila
confessa que nunca foi ligada a grêmio estudantil. O máximo
que conseguiu foi ser eleita representante de turma. Em vez de
participar do grêmio, ela preferia freqüentar as aulas
de teatro do colégio. A vocação artística,
inclusive, vem de longe. Ainda criança, gostava de improvisar
peças infantis e encená-las para os vizinhos do
prédio. O que não passava de brincadeira de criança
virou assunto sério quando foi convidada pela diretora
Carla Camurati para fazer "Carlota Joaquina" aos dez
anos. "Naquele tempo, só pensava em fazer direito.
Afinal, nasci numa família de advogados", recorda.
A profissão de advogada, no entanto, ficou para trás.
Ainda mais quando o despretensioso "Carlota Joaquina"
transformou-se numa espécie de divisor de águas
na retomada do cinema nacional. "O sucesso de 'Carlota'
pegou todo mundo de surpresa. Ninguém esperava que o filme
fosse chegar onde chegou", lembra. De quebra, Ludmila ainda
ganhou o prêmio de atriz revelação de 1995,
concedido pela Associação Paulista de Críticos
de Arte. "Aquele prêmio foi um incentivo danado. Era
sinal que as pessoas estavam gostando do meu trabalho",
raciocina.
E estavam mesmo. O tarimbado Walter Avancini foi um dos primeiros
a convidar a menina para aparecer na tevê. Em "Xica
da Silva", da Manchete, ela interpretou Isabel, uma garota
mimada que não pensava em outra coisa a não ser
casar. Logo em seguida, fez o papel de Tati, a namorada de Fabinho,
personagem de Bruno de Lucca, no primeiro ano de "Malhação".
"Hoje em dia, 'Malhação' toca em assuntos
que os próprios jovens não têm coragem de
abordar em casa", valoriza.
Apesar de ter recebido diversos convites para teatro, tevê
e cinema, Ludmila Dayer adotou um critério seletivo na
escolha dos personagens. Depois de fazer uma princesa horrorosa
em "Carlota Joaquina", interpretou uma ninfeta diabólica
em "Traição", de Cláudio Torres.
Ainda este ano, ela volta a fazer cinema como a romântica
Marialva, de "O Memorial de Maria Moura". "Não
quero ter uma carreira meteórica. Pelo contrário.
Quero envelhecer fazendo o que gosto", avisa.
Quando aceitou o convite do diretor Cláudio Torres para
fazer "Traição", ela não imaginava
que o personagem fosse causar tanto rebuliço. E não
é para menos. No curta adaptado da obra de Nélson
Rodrigues, ela faz o papel de uma menina de 13 anos que seduz
o próprio cunhado, interpretado por Daniel Dantas. Segundo
ela, foi a primeira vez que um texto do polêmico dramaturgo
foi adaptado com uma atriz da idade da personagem. Apesar de
ter pouca experiência no ramo, Ludmila se cercou de alguns
cuidados para evitar que o trabalho deixasse qualquer tipo de
má impressão. Ela pediu a Cláudio que o
roteiro de "Traição" passasse por algumas
alterações. Numa delas, foi suprimida a cena em
que os dois simulavam uma transa na cama. Em outra, o suposto
beijo na boca foi apenas sugerido pelo casal. A maior preocupação
da atriz foi não vulgarizar a atuação ou
comprometer o trabalho.

Estilo: Lorena não se preocupa em ficar marcada como jornalista
de cultura: "É o que gosto"
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias
Tempo de reciclar
Apresentadora deixa
o "Metrópolis" e parte para o comando de dois
novos programas
Rodrigo Teixeira
TV Press
Reciclagem é a atual palavra-chave de Lorena Calábria.
Após sete anos no "Metrópolis", revista
cultural da Rede Pública de Televisão, a carioca
de 35 anos resolveu mudar de ares. Preocupada por estar muito
associada à produção transmitida pela TV
Cultura e Rede Brasil, a jornalista resolveu aceitar o convite
do Multishow, canal da Globosat, para comandar dois programas
semanais. "Bate-papo Digital", em que aborda produções
culturais, e "Ensaio-geral", focado especificamente
em MPB. "Bate-papo Digital", que estréia amanhã,
às 23 horas, foi idealizado pela própria jornalista.
Com 30 minutos de duração, a produção
tem o objetivo de revelar o universo cultural que inspirou cada
entrevistado. "Quero aprofundar as entrevistas usando não
só a Internet, mas também imagens de arquivo do
Multishow", explica Lorena.
Já "Ensaio-geral" terá 60 minutos e tem
estréia prevista para 28 de junho, às 21h30. Com
passagens pela Manchete, Globo, MTV e SBT, a jornalista garante
que nunca pensou em se distanciar da área cultural. Principalmente
do cinema e da música, seus assuntos prediletos. "Não
me preocupo em ficar marcada como uma jornalista de cultura,
pois é o que gosto de fazer", afirma.
Entrevista / Lorena
Calábria
Por que você optou por um canal por assinatura?
Lorena Calábria - Acho que a tevê a cabo é
um caminho natural para quem faz jornalismo cultural, pois as
emissoras abertas não têm muito espaço para
esse tipo de trabalho. Também não tenho mais aquela
ansiedade de trabalhar em canal aberto e falar para uma audiência
maior, pois já passei por essa experiência. Na época
que apresentava o "Clip Clip", na Globo, em 1986, o
programa tinha uma média de 20 pontos. Isso me empolgou.
Mas agora estou mais interessada na qualidade do que vou produzir.
Foi este interesse que a levou a aceitar o convite do Multishow?
Lorena - A gente já conversava há dois anos, mesma
época em que comecei a apresentar o "Cinema Motion",
no USA, da Net, do qual agora tive de sair. Mas o que mais me
animou no Multishow é que o canal por assinatura tem um
compromisso com os assinantes que, por estarem pagando, querem
uma programação de qualidade. O que não
só eleva o nível dos programas, mas possibilita
maior aprofundamento nos assuntos. Já na tevê aberta
você tem de atingir a um público gigante, o que
dilui o trabalho. Por outro lado, o Multishow cumpre bem o papel
de divulgar a música brasileira.
O fato de você comandar seus próprios programas
foi fundamental para você deixar o "Metrópolis"?
Lorena - É lógico que contribuiu, mas não
foi só isso. Já estava há sete anos no comando
do programa e isso começou a me incomodar. Já tinha
feito de tudo no "Metrópolis", desde pauta até
reportagens externas. A minha imagem já estava cansando
e achei que era a hora de fazer outra coisa e me reciclar. Consegui
deixar a produção numa boa, pois já tinha
trabalhado o sentimento de posse antes de sair. Além disso,
acho que o "Metrópolis" estava precisando de
novas caras e gosto do estilo da nova apresentadora Laura Wie.
Como surgiu a idéia de fazer o "Bate-papo Digital"?
Lorena - Já tinha proposto esse projeto para a Cultura,
mas as negociações não evoluíram.
A minha intenção é fazer entrevistas e mostrar
o universo cultural dos convidados. Não falar só
do trabalho em si. Mas uma viagem, um livro ou mesmo uma música
que tenha influenciado o processo de criação do
entrevistado. Já estão confirmados o Arnaldo Antunes,
a Denise Fraga e, na estréia, o Antônio Fagundes.
Outra idéia é que as matérias serão
realizadas em externas, onde o convidado sugerir e que tenha
a ver com o que ele está fazendo. A conversa vai começar
uma hora antes pelo chat da globo.com.
Ao contrário do "Bate-papo Digital", o
"Ensaio-geral" é um projeto da própria
Multishow?
Lorena - Exatamente, mas aceitei na hora. A idéia é
divulgar músicos novos e resgatar movimentos do passado.
Vamos utilizar o arquivo do Multishow e também mostrar
os músicos, passando o som antes dos shows. Um dos quadros
se chama "Brasil com Z" e vai enfocar brasileiros com
destaque no exterior. Outro quadro é o "Dicionário",
que explica expressões que aparecem em letras, como ganzá.
A idéia é semanalmente dar uma visão atualizada
do que acontece na música brasileira.
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| Manchetes AN |
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A semana
Sexo frágil?
"O Século das Mulheres no Brasil" (TV Cultura
e Rede Pública) volta suas atenções para
as letras, tintas e sapatilhas. A marca feminina nesses campos
é retratada no programa de hoje, às 20 horas, assim
como a dificuldade de superar a predominância masculina
e conquistar seu espaço. Com exemplos como Anita Malfatti
e Tarsila do Amaral, que revolucionaram a arte na Semana de Arte
Moderna de 1922, e Nélida Piñon, a primeira mulher
a assumir a presidência da Academia Brasileira de Letras,
o especial traz depoimentos de Tadeu Chiarelli, curador do Museu
de Arte Moderna, das escritoras Lygia Fagundes Telles e Ruth
Rocha, e da bailarina Ana Botafogo, dentre outros.
Mais um desafio
O coração dos fanáticos torcedores brasileiros
vai bater mais forte de novo hoje, a partir das 17 horas. A Seleção
Brasileira de Futebol enfrenta o Peru, sob o comando do técnico
Wanderley Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa do Mundo
de 2002. O jogo tem transmissão da Band e Globo. Esta
será a terceira partida da seleção, que
luta com mais nove países da América do Sul por
uma das quatro vagas garantidas para o continente. Até
novembro de 2001, o Brasil fará ao todo 18 jogos em busca
da classificação para aquela que será a
primeira Copa realizada em duas sedes simultâneas - Japão
e Coréia.
Conflitos femininos
A Record põe ao ar nesta segunda, às 21 horas,
"Olhar de Mulher". Produzida pela TV Azteca, do México,
e com direção de Bernardo Romero, a novela tem
como eixo central Maria Inês, uma mulher que avalia sua
sexualidade, a relação com seus filhos, suas frustrações
e conquistas. Com os ingredientes de sempre - uma mulher abandonada,
um marido frio e filhos rebeldes -, a produção
traz uma história cheia de sonhos, decepções
amorosas e, é claro, promessa de muitas lágrimas
para o espectador.
Brasil na Libertadores
Pelo menos um time na final da Copa Libertadores 2000 já
é brasileiro. Resta saber quem vai representar o País,
Palmeiras ou Corinthians. As duas equipes vão a campo
nesta terça, às 21h25, dispostas a fazer de tudo
para garantir uma vaga naquela que é considerada uma das
principais competições do futebol sul-americano.
Quem ganhar enfrentará o time que sair do confronto entre
Boca Juniors e América do México. O Palmeiras,
campeão do ano passado, luta pelo bi. Já o Corinthians
tenta conquistar o título pela primeira vez. Transmissão
pela Band.
Novidades na TV
Cotada
Eva Wilma está na mira de Antônio Calmon. O autor
quer a atriz em "Um Anjo Caiu do Céu", próxima
novela das sete da Globo, para interpretar a esposa do personagem
de Tarcísio Meira, que morre no primeiro capítulo
mas é trazido de volta pelo anjo que será vivido
por Fábio Assunção.
Disputa política
Mais uma política vai aparecer na cidade fictícia
de Barro Alto, da novela "Marcas da Paixão".
Trata-se de Tereza, papel de Verônica Macedo, que entra
na trama a partir do dia 12 de junho para se tornar a adversária
política de Zefinha, personagem de Tânia Alves.
As duas serão candidatas a prefeita. Por essa razão,
o elenco da novela permanece gravando em Junko, no sertão
baiano.
Estratégia
É no mínimo estranho uma emissora estar investindo
na reestruturação de seu departamento de teledramaturgia
e estrear uma novela mexicana. Mas é exatamente o que
vai fazer a Record ao iniciar, nesta segunda, às 21 horas,
"Olhar de Mulher". No entanto, a emissora está,
na verdade, testando o horário, para ver como se comporta
o público, para inaugurar posteriormente uma nova faixa
de novelas brasileiras. "Vou começar dirigindo 'Marcas
da Paixão', largo a trama para pensar na sucessora e depois
começar a estruturar o segundo horário", avisa
o diretor Atílio Riccó.
Saúde renovada
O "Alternativa: Saúde" vai sofrer mudanças
estéticas. O programa do canal por assinatura GNT, da
Globosat, vai ganhar novos cenários, vinhetas e trilha
sonora. Além disso, a produção comandada
por Patrícia Travassos promete mais interatividade com
o telespectador.
Tagarelice infantil
Band se rende ao
modismo e estréia programa voltado aos pequenos
Ticiana Magalhães
TV Press
A Band está fazendo uma aposta que não pode
ser acusada de original. A emissora estréia neste sábado,
dia 10, às 22 horas, "Tagarelas", que representa
uma rendição à febre de programas feitos
por baixinhos que contamina a televisão brasileira. E
não à toa. Crianças têm sido sinônimo
de audiência e de um polpudo retorno publicitário.
Mas para criar um diferencial em relação ao demais
do gênero, a Band pretende usar crianças comuns
e não indicadas por agências. Elas serão
escolhidas nas escolas ou indicadas pelo público.
O apresentador do programa, o ator Carlos Mariano - que já
foi um dos peixinhos do extinto "Glub Glub", da TV
Cultura -, acredita que a tática pode dar certo. "A
garotada estará à vontade para falar, ao contrário
das que querem ser profissionais", explica. Apesar de recorrer
a expedientes idênticos ao demais programas do gênero,
como as entrevistas com artistas e personalidades. "Mas
aqui não formulamos a pergunta", defende-se o apresentador.
A produção do programa também defende a
tese de que assim a meninada, com idade entre três e 11
anos, não será mera repetidora dos adultos. "Não
queremos espetáculo, crianças excepcionais. Procuramos
explorar justamente o lado infantil de cada uma delas",
teoriza o diretor Antônio Carlos Rebesco. O diretor é
também responsável por outra estréia na
emissora, no dia 9, no mesmo horário: o game show "Surpresa
e 1/2", apresentado por Eloy Nunes e Silvinha Franceschi.
Uma espécie de "Porta da Esperança" sem
Silvio Santos, que tem como quadro principal a realização
de sonhos dos participantes.
Tanto "Surpresa e 1/2" quanto "Tagarelas"
são produzidos pela empresa argentina Promofilm, que realiza
os mesmos programas em Bueno Aires. Agora, a filial brasileira
da Promofilm começa a produzir os programas em parceria
com a Band. "Na Argentina o sucesso dos programas é
tão absurdo que o apresentador de "Tagarelas"
é representante da Unicef, como acontece aqui com Renato
Aragão", empolga-se o diretor. Até mesmo pelo
horário, "Tagarelas", não tem crianças
como público-alvo, mas adultos que busquem algo leve e
divertido no sábado à noite. Carlos vai comparar
situações contadas pelas crianças com alguma
vivida por pessoas da platéia, que será composta
somente de adultos. Assim, o programa busca uma identidade com
o espectador mais velho.
Dentre os quadros do programa, o principal será um bate-papo,
em que uma ou duas crianças discutem com Carlos Mariano
diversos assuntos, explorando ao máximo a imaginação.
"Como elas encontram em mim alguém disposto a ouvi-las,
e a acompanhar seu raciocínio, chegam a teorias inimagináveis,
quase fora de controle", diverte-se o apresentador.
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