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ANotícia
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Rapidinho
Com o novo motor turbo EA 111, o Gol duas portas chega
aos 192 km/h e faz de zero a 100 km/h em 9,5 segundos
Fotos: Divulgação
VW lança motor 1.0 turbinado
Novo propulsor
de 16 válvulas tem potência de 112 cv e torque de
15,8 kgfm, mas mantém consumo compatível com um
carro popular
Mauro Geres
Editor-assistente do AN Veículos
Carro
popular com motor 1.0 é quase um sinônimo de baixo
desempenho. Ou melhor, era. Pelo menos é o que garante
a Volkswagen, que começa a colocar no mercado, na segunda
quinzena deste mês, o Gol e a Parati com motor 1.0 de 16
válvulas turbo. O novo propulsor alcança a potência
"nada desprezível" de 112 cavalos e faz de zero
a 100 km/h em 9,5 s, no caso do Gol, e em 9,8 s, no caso da Parati.
Em sua proposta de "democratizar o turbo", a Volkswagen
equipa os dois modelos com uma pacote fechado de opcionais e
propõe preços de R$ 22.798,00 para o Gol duas portas
e de R$ 25.746,00 para a station wagon (cotações
válidas para São Paulo).
Os 350 profissionais envolvidos no desenvolvimento do novo motor
tiveram de "rebolar muito" para alcançar o desempenho
comparável ao de um propulsor de 2.0 litros sem, no entanto,
comprometer a economia, fator primordial na hora da compra de
um popular 1.0. Segundo os números da montadora, o Gol
roda na cidade 11,5 km/l, enquanto a Parati chega aos 11,3 km/l.
Já na estrada, ambos alcançam a média de
16,5 km/l. Em termos de velocidade máxima, ainda de acordo
com a fabricante, o Gol alcança 192 km/h, contra 191 km/h
da Parati.
"A alimentação forçada pelo turbocompressor
faz a diferença. O turbo empurra muito mais ar para dentro
dos cilindros, gerando mais energia na fase de combustão,
o que se traduz em aumento da potência", explica o
engenheiro João Alvarez, responsável pelo desenvolvimento
de motores e câmbios da VW. Alvarez afirma que há
dois anos um motor 1.0 com este desempenho estaria totalmente
"fora da realidade".
Para mudar esse quadro, foram necessárias cerca de 20
inovações tecnológicas no motor turbo. "Do
propulsor 1.0 16 V aspirado foram mantidas apenas as dimensões
de curso e diâmetro dos pistões, comprimento da
biela, diâmetro de válvulas e os dutos de admissão
do cabeçote. O bloco e praticamente todas as outras peças
foram reprojetados para adequar-se às novas condições
de operação", explica Alvarez. O problema
maior a equacionar são as severas solicitações
térmicas e mecânicas do turbo. Apenas para dar um
exemplo: as válvulas de escapamento têm de suportar
temperaturas de até 1.100º C.
Visual agressivo
Além do motor, Gol e Parati ganharam algumas modificações
que conferem ar mais esportivo à dupla. Na frente, se
destacam as máscaras de cor preta que emolduram os faróis
e o pára-choque com uma segunda entrada de ar na parte
inferior. Pára-brisas dégradé, pára-choques
e espelhos na cor do carro, vidros verdes mais escuros e rodas
de liga leve aro 14 com pneus da série 60 também
fazem parte do pacote. Já na traseira, a antena no teto,
brake light e a ponteira do escapamento em formato oval são
as marcas registradas dos novos modelos. A identificação
16V Turbo aparece nos pára-lamas dianteiros e na tampa
traseira. O aerofólio é item de série no
Gol Turbo. Detalhes no interior também acentuam a tendência
esportiva dos modelos.
Melhor desempenho exige mais segurança. Por isso, embreagem,
semi-eixos, direção, suspensão e freios
foram recalibrados e ganharam as mesmas dimensões e regulagens
usadas no Gol 2.0.
Esportivo
Máscaras de cor preta nos faróis dão
ar agressivo à Parati (foto) e ao Gol
Mais agilidade em retomadas
Só duas características no comportamento do
Gol 1.0 16V Turbo denunciam que não é um carro
com motor maior que o de qualquer outro popular. A primeira pista
de que é um motor 1.0 chega na arrancada. Como abaixo
dos 2 mil giros o motor está em sono profundo, não
adianta tentar arrancar muito suavemente. É preciso encher
um pouco o motor para só então aliviar o pedal
de embreagem.
O segundo indício, ao contrário, faz com que a
nova versão do velho Gol se torne bem instigante: como
é um motor que tem partes móveis internas pequenas
e leves, embora tenha potência e torque similares a motores
maiores, nas acelerações acima das 2 mil rpm o
Gol Turbo tem subidas de giro rápidas. Isso dá
uma enorme agilidade em acelerações e retomadas.
Fora esses dois detalhes, dificilmente alguém poderia
acusar, sem conhecimento prévio, de que se trata de um
carro 1.0. O desempenho, na verdade, é melhor que o do
Gol 2.0.
Para suportar esse nervosismo, a Volks usou no novo modelo a
configuração de suspensão do Gol GLS 2.0.
É suficiente para socializar o carro com aqueles que não
querem transformá-lo em bólido. Mas ficou um pouco
mais macia que o recomendável para uma direção
esportiva. O Gol Turbo aderna sutilmente nas curvas, e a direção
fica "viva" já a partir dos 130 km/h. O mais
recomendável, portanto, é tratá-lo com se
fosse um comportado modelo 1.6 ou 1.8. (Eduardo Fonseca da Rocha)
Ficha Técnica
Motor
Gasolina, dianteiro, 999 cc, quatro cilindros em linha, 16 válvulas,
turbo, com comando de válvulas variável. Alimentado
por injeção eletrônica multiponto seqüencial.
Potência máxima de 112 cv a 5,5 mil rpm e torque
máximo de 15,8 kgfm a 2 mil rpm.
Transmissão
Mecânica de cinco marchas à frente e uma à
ré. Tração dianteira.
Suspensão
Dianteira independente do tipo McPherson, suporte tubular e braços
triangulares transversais. Amortecedores telescópicos
hidráulicos pressurizados de dupla ação
e molas helicoidais descentralizadas de ação linear,
batente de poliuretano microcelular. Traseira independente, com
corpo auto-estabilizante de perfil em V e braços tubulares
longitudinais. Amortecedores hidráulicos pressurizados
de dupla ação e molas helicoidais descentralizadas
de ação linear com progressividade auxiliar por
meio de batente de poliuretano microcelular.
Freios
A disco ventilado com 256 mm de diâmetro na frente e tambor
com 200 mm de diâmetro na traseira, auto-ajustável.
Direção
Hidráulica progressiva, do tipo pinhão e cremalheira,
com coluna telescópica.
Carroceria
Hatch, com cinco lugares. Comprimento de 3,88 m, largura de 1,62
m, altura de 1,41 m. Entreeixos de 2,46 m.
Peso
996 kg, com 390 kg de carga útil.
Porta-malas
285 litros.

Semelhança: Faróis ovais do modelo foram
inspiradas no Classe C, e visual do sedã ficou mais arrojado
Fotos: Divulgação
Novo Classe C chega
em agosto renovado
Modelo alemão,
que ganhou visual moderno e motores mais potentes, vai custar
a partir de US$ 60 mil
Fernando Calmon
Especial para AN Veículos
Frankfurt (Alemanha) - Na briga particular entre os sedãs
alemães de prestígio o Mercedes-Benz Classe C acusava
o peso dos anos. Lançado em 1993, vendeu no mercado brasileiro
462 unidades, contra 535 do Audi A4 e 1.153 do BMW Série
3, no ano passado. Este cenário a partir de agora deve
mudar. A resposta veio em forma de um automóvel totalmente
remodelado com um desenho bonito e arrojado, espaço interno
ampliado, melhor equipado de série e motores com até
20% a mais de potência e 43% a mais de torque. E apesar
de ganhar 5% em valor dos equipamentos, custa apenas 3% a mais
que o modelo anterior.
A fábrica surpreendeu ao reinterpretar os conhecidos faróis
ovais do Classe E. Foram fundidos em pares óticos de grande
efeito visual. O perfil revela a carroceria mais aerodinâmica
hoje em produção no mundo (Cx 0,26) e a traseira
herdou as lanternas típicas do roadster SLK. Mais de 20
inovações do topo de linha Classe S estão
incluídas no novo Classe C.
Desde sinalizadores de direção embutidos nos espelhos
externos ao pacote de segurança ativa (Programa Eletrônico
de Estabilidade, freios com assistência suplementar) e
passiva (bolsas de ar frontais adaptativas, de portas e de janelas).
Entre os equipamentos mais sofisticados estão o volante
multifunção com regulagem elétrica de altura
e profundidade, computador de bordo com mais de 50 informações,
acionador automático de faróis e limpador do pára-brisa,
ar-condicionado com detecção de umidade e incidência
solar, comando de voz para telefone e sistemas de áudio
e navegação (não-disponível no Brasil),
faróis de xenônio com regulagem automática
de altura, memória na chave de ignição do
controle climático e regulagem dos bancos, limitador ajustável
de velocidade e alarme de distância nos pára-choques.
Velas trocadas
só com 100 mil km
Os novos Classe C chegam ao Brasil em agosto próximo
com a perspectiva de vender 700 unidades até dezembro.
A versão mais barata, C 180, fica para o fim do ano e
deve começar na faixa de US$ 60 mil. A versão mais
cara, o C 320, com todos os equipamentos pode passar dos US$
85.000.
Um capítulo que mereceu atenção especial
são os motores. O básico 180, agora é um
2-litros de 129 cv. Outros opções para o Brasil
incluem o 200 Kompressor de 163 cv, o 240 (na realidade um V6
de 2,6 litros) com 170 cv e um inédito, neste segmento,
V6 de 3,2 litros e 218 cv. Velas de ignição são
trocadas só aos 100 mil quilômetros, e nos motores
V6 o nível de óleo no cárter aparece no
painel, eliminando a vareta de medição. Todos os
carros virão apenas com câmbio automático
de cinco velocidades e comando seqüencial. Em outros mercados
o câmbio manual de série dispõe de seis velocidades.
O desempenho dos novos motores torna-se uma referência
neste segmento. O silêncio a bordo impressiona em razão
do encapsulamento do compartimento do motor. O C 200 com compressor
mecânico tem ótimas respostas e desempenho muito
melhor que o motor atmosférico anterior, consumindo apenas
1% a mais de combustível. O C 320, de funcionamento especialmente
suave, pode acelerar de 0 a 100 km/h em 7,8 s (C 200 Kompressor,
9,3 s) e atingir 245 km/h de velocidade máxima (C 200
Kompressor, 230 km/h), segundo a fábrica. (FC)

Força: Novo Classe C introduz na linha inédito
motor V6 de 3,2 litros e 218 cavalos de potência
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