Joinville         -          Domingo, 11 de Junho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

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Marcílio e Joinville
começam batalha final

Primeira partida da final deve ser marcada por duelo dos dois técnicos

Batalha tática dos técnicos Leandro Campos e Artur Neto deve marcar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Catarinense, hoje, a partir das 18h30, no Estádio Doutor Hercílio Luz, em Itajaí.
Campos e Neto passaram a semana sonegando da imprensa a formação de suas equipes. Motivo: dificultar as articulações do adversário. O regulamento determina que o campeão será conhecido ao final de dois jogos, como se fosse uma partida de 180 minutos.
Quem somar mais pontos ganha. Em caso de igualdade, o desempate será pelo saldo de gols. Persistindo a igualdade, a vantagem é do Joinville, que teve melhor campanha na competição. O segundo jogo será em Joinville no próximo domingo.
O clima de decisão afetou até a arbitragem. O Joinville pediu um juiz da Fifa, contrariando postura do Marcílio Dias, que preferiu juiz catarinense. Após sorteio, ficou decidido que hoje apita o da Fifa. A escolha recaiu sobre o gaúcho Carlos Eugênio Simon. No próximo domingo, em Joinville, o árbitro será um catarinense a ser indicado pela Federação.
A segurança, outro ítem de preocupação, envolveu várias reformas no estádio Hercílio Luz e a mobilização, hoje, de 295 soldados da PM, 10 cães adestrados, 10 cavalos, duas ambulâncias e um helicóptero.
No plano tático, o técnico do Marcílio Dias, Leandro Campos, pensa em explorar as laterais e jogadas rápidas de triangulação na entrada da área. Ele acredita que o Joinville jogue com a formação básica que vem atuando nos últimos jogos com três volantes.
Ele espera do Joinville uma forte marcação na intermediária. "O miolo do campo estará congestionado, por isso é preciso atacar pelas laterais e usar tabelas rápidas no meio", comenta. Para livrar-se da defesa do JEC ele deve usar muitos cruzamentos das laterais para a área.
Afirmou que o time que estava treinando como titular seria o mesmo que entrará em campo para enfrentar o Joinville. "Nós conhecemos o Joinville e eles nos conhecem, sabem o que deveremos usar e nós sabemos como eles devem vir para o jogo. Se o JEC viesse com uma formação muito diferente da que vem utilizando nos últimos jogos seria prejudicado", resumiu Campos.

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Artur Neto destaca
conjunto e motivação

Técnico do JEC diz que Marcílio é o adversário mais difícil

Joinville - O Joinville encerrou a semana de treinamentos para o primeiro jogo da decisão com a certeza de que a partida, mesmo sem decidir nada, terá muita importância no encaminhamento da busca do título do Estadual. Na opinião do capitão Lico, esse primeiro jogo é fundamental. "Os dois jogos são decisivos, mas é no primeiro que as equipes vão dizer a que vieram. No segundo, o segredo é dar aquele algo mais e se superar", avalia.
Em vez de identificar um esquema 4-4-2 ou 4-3-3 em seu time, o técnico Artur Neto prefere dizer que o Joinville procura jogar com harmonia entre os três setores e em função das características de cada jogo. "É evidente que há situações imponderáveis que nos levam a alterar o time no decorrer do jogo, seja alterando posicionamento, seja mudando peças".
O Joinville, segundo ele, tem se sobressaído pela força do conjunto, motivação e talento dos jogadores. Sobre o Marcílio Dias, Artur Neto fala com convicção. "É o mais difícil porque é o que chegou à final, e para isso tem muito mérito".
O time teve uma semana inteira de preparação. Alternou dias de jornada dupla de trabalho com manhãs de folga. Atletas como Paulinho e Decarlos se recuperaram e estão na delegação. Outros titulares como Magal, suspenso, e Douglas, lesionado, estão fora. A estrutura geral da equipe, contudo, está preservada.
A semana também foi marcada por mistérios. O primeiro foi o jogo de esconde-esconde de Artur Neto que, preocupado com o adversário, não revelou o time que entra em campo hoje. Outro foi o fechamento dos portões o estádio para sócios e outros visitantes que poderiam estar espionando o time.
A formação usada nos dois treinos coletivos da semana revelaram poucas novidades. O goleiro continua sendo Marcão, único do time que participou de todos os 24 jogos. A linha de zagueiros será formada por Héverton, Téio, Bandoch e Decarlos. Nessa formação, a única novidade é Decarlos, que retorna após um mês fora.
O meio será formado com três volantes - Lico, Hermê e Marcel, mais o meia Doriva. Na frente jogam Perdigão e Luiz Carlos. É praticamente o mesmo time que conquistou a vaga na final eliminando o Atlético Alto Vale.

Capitão Lico lidera o Joinville
com garra e muito talento

Wagner Baggio

Joinville - Desde que chegou ao Joinville, no início do ano pelas mãos do técnico Roberto Cavalo, o meia articulador Lico, 26 anos, um gaúcho de Porto Alegre que começou nas categorias de base do Internacional, assumiu uma postura de líder e logo ganhou a faixa de capitão.
Não era a primeira vez. Desde os 14 anos, quando vestiu pela primeira vez a camisa colorada gaúcha já revelava sua facilidade para a liderança, combatividade, mobilização dos companheiros. Pelo Inter, disputou a Copa do Brasil sob o comando de Antônio Lopes, foi campeão gaúcho em 94 e passou a defender outras equipes como o Náutico, Mogi Mirim até jogar no futebol de Santa Catarina.
Chegou ao Joinville com a expectativa alimentada pelo técnico Roberto Cavalo de integrar um time com chance de ser campeão. De personalidade forte, briga pelo time dentro e fora de campo. Na hora de reclamar contra atraso de salário é seco e objetivo. "Somos trabalhadores que cumprimos nossa tarefa e temos o direito de receber. Não reclamo pessoalmente de ninguém. Não me conformo que uma cidade com uma torcida desse tamanho, que dá um show até no Juventude, esteja fora da Primeira Divisão do Brasileiro. O dia que as forças econômicas perceberem o potencial desse time, ninguém vai segurar o Joinville".
Lico, ou Fladimir da Cruz Freitas, tem sido uma das peças fundamentais do JEC na campanha que colocou o time da decisão do Estadual. Marca, arma e, mesmo com uma função mais defensiva, é um dos artilheiros com sete gols. Sua especialidade são as bolas paradas. No início da temporada, nos jogos-treinos, protagonizou uma situação curiosa. Em duas partidas bateu quatro faltas, todas mandando a bola no travessão. "Parece brincadeira", lamentava-se.
Na fase decisiva do returno, contudo, foi de seus pés que saíram os chutes ou os passes de vários gols. Entre os altos e baixos do Joinville na caminhada rumo à final, Lico identificou um momento especial que o convenceu que o grupo tinha força e coragem. Foi quando, no último jogo do turno, venceram o Criciúma, em Criciúma, por 2 a 0. Ao entrarem no vestiário, todos se emocionaram com o roupeiro Sérgio, que chorava de alegria por aquela vitória, que era a primeira contra o Criciúma depois de oito anos. "O choro daquele senhor me convenceu que há uma força especial em nós. E um título de campeão não tem preço. Fica no coração".

Gélson organiza o Marcílio Dias, clube onde começou no futebol

Itajaí ­ O meio-campo Gélson, do Marcílio Dias, é peça chave no esquema tático do técnico Leandro Campos para enfrentar o Joinville nas duas partidas das finais do Catarinense deste ano. Gélson, natural de Itajaí, está acostumado a ser ídolo da torcida. Foi assim no Criciúma, onde atuou de 1990 a 94 e foi três vezes campeão estadual. Gelson tem 32 anos e começou nos juniores do Marcílio Dias, em 1986. Profissionalizou-se em 1988
No Marcílio Dias ganhou destaque junto com Jairo Lenzi, sendo negociado com o Criciúma. Depois, passou pelo Vitória da Bahia e em 1995 desembarcou em Porto Alegre para sair, um ano mais tarde com o título de campeão gaúcho e vice-campeão mundial. Só não foi campeão mundial porque o Grêmio perdeu para o Ajax, da Holanda, nos pênaltis por 4 x 2. Gelson entrou na prorrogação e bateu um dos pênaltis (converteu).
Depois desse giro, literal, pelo mundo, entrou em uma fase ruim. Alguns apostaram que seria seu fim. "O mercado começou a se fechar para mim, cheguei a pensar em parar, o período de 1996 a 99 foi muito difícil", lembra Gélson, agora evangélico. Ele veio para Itajaí em 1999 para disputar a Segunda Divisão com o Itajaí. Foi vice-campeão, perdendo a final para o Marcílio Dias.

Família e Deus

Com o fim do Itajaí transferiu-se para o Marcílio Dias e ajudou a formar a personalidade do grupo que hoje disputa a final do Campeonato. "O grupo é bom, é humilde e homogêneo, não temos estrelas, somos fortes em todas as posições", garante Gélson, presença garantida no jogo deste domingo. Hoje ele divide seu tempo entre o futebol e sua família. "Sou uma pessoa humilde, gosto de ficar com minha família e com Deus", comenta.
O meio campo ainda não tem planos para o futuro. Sabe apenas que deseja continuar jogando. Depois pretende montar algo ligado do futebol. Talvez uma escolinha de futebol ou um centro de treinamento. Ainda está por decidir. Seu contrato com o Marcílio termina dia 30 deste mês. Sua permanência no Doutor Hercílio Luz é incógnita.


São Paulo vence e
fica mais perto do título

São Paulo, 10 (AE) - Com um gol de França aos 45 segundos de jogo, o São Paulo venceu o Santos por 1 a 0, neste sábado à tarde, no Morumbi, pela primeira partida da final do Campeonato Paulista. O atacante, destaque do clássico, manteve a liderança na artilharia da competição, agora com 18 gols. O resultado deixou o São Paulo a um passo do título estadual. Para o segundo jogo, domingo, às 18h30, também no Morumbi, a equipe do técnico Levir Culpi pode até perder por um gol de diferença. O Santos precisa ganhar por uma vantagem de pelo menos dois gols. O surpreendente gol de França, no início da partida, após uma bela tabela entre Raí e Marcelinho, foi determinante no esquema de jogo das duas equipes. Os santistas, em desvantagem, foram ao ataque, enquanto os são-paulinos recuaram, para explorar os contra-ataques. Levir deixou evidente sua intenção de beneficiar-se do regulamento, que dá ao Tricolor o poder de atuar por dois resultados iguais. O Santos dominou a maior parte do primeiro tempo e apostou nos arremates de longa distância, uma vez que a defesa adversária, com Edmílson e Rogério Pinheiro, estava bem estruturada. Quem mais levou perigo ao gol de Rogério foi o meia Robert, que soube aproveitar certa desatenção na marcação do São Paulo. Aos 24 minutos, Robert chutou com força, da entrada da área, mas o goleiro conseguiu espalmar a bola para escanteio. A equipe de Levir, contudo, criou as melhores chances para ampliar. Com rapidez e habilidade, o São Paulo abusou dos lances pelas laterais. Só o atacante França perdeu três claras oportunidades para marcar. Carlos Germano fez grandes defesas, de puro reflexo
além de contar com um pouco de sorte. Para a etapa final, Giba deu uma chance a Dodô. O atacante entrou no lugar de Valdir, apático em campo. Dodô, com bastante vontade, deu um novo ânimo ao Santos. Em jogada individual, ele quase empatou a partida, se não fosse por Rogério. O goleiro fez ainda uma outra excelente defesa, num cabeceio, à queima-roupa, de André Luís. O São Paulo respondeu com Raí e Belletti, mas Carlos Germano também estava atento e seguro. A partida ficou equilibrada. No final, Anderson, por jogada violenta, foi expulso. O volante já havia recebido o cartão amarelo, que o tirava da decisão. Agora, ele poderá ser julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva e, até, ser absolvido

Santos - Carlos Germano; Baiano, André Luís, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Anderson, Rincón, Valdo e Robert (Eduardo Marques); Caio (Deivid) e Valdir (Dodô). Técnico - Giba. São Paulo - Rogério; Belletti, Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio; Maldonado, Vágner, Raí (Fabiano) e Marcelinho (Sandro Hiroshi); Edu (Souza) e França. Técnico - Levir Culpi. Gol - França aos 45 segundos do primeiro tempo. Juízes - Paulo César de Oliveira e Sálvio Spínola. Cartão amarelo - Fábio Aurélio e Robert. Cartão vermelho - Anderson. Renda e Público - Não divulgados. Local - Morumbi.


Técnicos armam surpresas
no decisão do paranaense

Coritiba e Atlético fazem primeiro jogo da decisão preocupados em esconder a escalação das equipes

Curitiba - A primeira partida das finais do Campeonato Paranaense, entre Coritiba e Atlético, neste domingo, às 18h30, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, promete ter algumas surpresas. Os dois times realizaram treinos secretos e as escalações serão divulgadas somente pouco tempo antes do início do jogo.
"É um segredo de estado que só será revelado no domingo", brincou o técnico do Coritiba, Paquito. "O pouco que tem para esconder a gente não vai passar para o adversário", respondeu Oswaldo Alvarez, do Atlético.
Os dois treinadores conhecem muito bem as características do adversário e, por isso, têm procurado ensaiar jogadas que surpreendam na hora da decisão. Para os jogadores, o clássico será definido nos detalhes. "No Atletiba, o que conta é a garra, a determinação, e quem errar menos vai ganhar", disse o meia Silas, que pode entrar no time titular do Atlético.
Do lado do Atlético, a principal dúvida é com relação ao posicionamento tático. Se o técnico optar por um time mais cauteloso, já que o Atlético tem vantagem do empate em dois jogos, Silas pode entrar no lugar do atacante Kléber. A outra mudança pode acontecer na lateral-direita. Na última partida, Kléberson substituiu Luisinho Neto e fez boa apresentação, mas é mais provável que não comece o jogo deste domingo.

CORITIBA: Gilberto; Reginaldo Araújo, Leonardo, Flávio e Renatinho; Ataliba, Veiga, João Santos (Carlos Zara) e Leandro Tavares; Cléber (Eliel) e Marquinhos. Técnico: Paquito. ATLÉTICO PARANAENSE: Flávio; Luisinho Neto (Kléberson), Reginaldo, Gustavo e Jorginho; Marcus Vinícius, Luiz Carlos Goiano, Adriano e Kelly; Lucas e Kléber (Silas). Técnico: Oswaldo Alvarez. JUIZ: Cleivaldo Bernardo. LOCAL: Couto Pereira, em Curitiba.


Internacional faz jogo que
pode valer tudo ou nada

Porto Alegre - O Inter entra em campo, às 18h30, deste domingo, no Beira-Rio, para um jogo que pode valer o returno do octogonal final do Gauchão 2000 ou não valer nada. Tudo estava na dependência da partida Caxias x Grêmio, marcada para este sábado, em Caxias do Sul. Tudo porque se o tricolor ganhasse, conquistaria o título do segundo turno e a condição de decidir o campeonato com o próprio Caxias, vencedor do primeiro turno. Neste caso, vitória do Inter hoje não valerá nada.
Mas se o Grêmio tropeçasse ontem diante do Caxias, o Inter terá que derrotar o Juventude para conquistar o returno e classificar-se para a finalíssima.
O técnico Zé Mário, a exemplo do Gre-Nal da quarta-feira, tem problemas para escalar o time. Espínola volta depois de cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo, mas ele perde o lateral esquerdo Alex, que foi expulso no clássico.
Outra ausência por suspensão é Elivélton, que levou o terceiro cartão amarelo no Gre-Nal. Carlinhos continua fora por contusão e Tim, que já não jogou quarta-feira, não se recuperou e está fora do restante do campeonato. E como os reservas de Tim - Juca e Diogo - também estão contundidos e Hurtado está fora dos planos, Zé Mário não definiu o quarto homem de meio-campo.
Quem também está fora é Fabiano, que se lesionou na sexta- feira à tarde. Em seu lugar, deve entrar Thiago Régis ou Paulo César.

INTER: Hiran; Márcio Goiano, Lúcio, Espínola e Marcelo Santos; Enciso, Marcelo, Leandro Guerreiro e Thiago Régis (Paulo César); Leonardo Manzi e Rodrigão. JUVENTUDE: Humberto; Carlão (Djair), Picoli, Juliano e Dênis; Djair (Lauro), Luiz Antônio, Mabília e Wallace; Maurílio e Adriano. Técnico: Flávio. ÁRBITRO: Fabiano Gonçalves, com Altemir Hausmann e Carlos Selbach. LOCAL: Beira-Rio, 18h30.


CBF confirma ordem dos
jogos da Copa do Brasil

Rio - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) liberou a nova tabela dos jogos das quartas-de-finais da Copa do Brasil. A surpresa é que o clássico entre Palmeiras e São Paulo foi marcado para o Parque Antártica, na partida de volta entre os dois times, no dia 27 de junho.
Na quinta-feira, dia 15, Cruzeiro e Botafogo jogam no Mineirão, às 21h40; e Fluminense e Atlético-MG, no Maracanã, às 20h30. No dia 21 de junho, Flamengo e Santos se enfrentam no Maracanã, às 20h30; e o Atlético-MG joga com o Fluminense no Mineirão, às 21h40. Em 22 de junho, o Botafogo enfrenta o Cruzeiro no Maracanã, às 21h40.
A primeira partida entre São Paulo e Palmeiras será disputada no dia 24 de junho, no Morumbi, às 16 horas. No mesmo dia e horário, o Santos e Flamengo disputam o segundo jogo, na Vila Belmiro. Palmeiras e São Paulo encerram as quartas-de-finais da Copa do Brasil no dia 27, no Parque Antártica, às 21h40.
O campeão da Copa do Brasil será um dos representantes do Brasil na Taça Libertadores de 2001. Ano passado, o título foi disputado entre Botafogo e Juventude. O clube gaúcho conquistou a competição com o empate de 0 a 0, no último jogo, no Maracanã.


Felipe, com presença assegurada no time do Vasco, terá nova função tático no clássico decisivo

Fla tenta acabar com vantagem do Vasco

Primeira partida da final do Campeonato Carioca promete fortes emoções, neste domingo, às 18h30

Rio - O Vasco, de Romário e Edmundo, e o Flamengo, de Athirson, começam a decidir o Campeonato Carioca, neste domingo, às 18h30, no Maracanã. A definição do título vai ocorrer no próximo sábado, quando os dois times voltam a se enfrentar. O time vascaíno tem a vantagem de atuar por dois resultados iguais por ter feito maior número de pontos em toda a competição. Desta forma, repete-se o que aconteceu no ano passado, quando o rubro-negro foi campeão.
O técnico Alcir Portela admite ser uma grande vantagem contar com um ataque formado por Edmundo e Romário. "É claro que fico mais tranqüilo com uma dupla desta ao meu lado", diz. Romário era dúvida na sexta-feira, por causa de uma contusão no calcanhar esquerdo, mas deve jogar.
Portela acredita que o Vasco possa tirar outra "lição" da decisão de 1999. "Ano passado a equipe demorou a tomar uma iniciativa; desta vez, não vamos mudar a nossa característica", garante o treinador, que era auxiliar de Antônio Lopes na época. Embora não tenha definido o time, Portela deve escalar Pedrinho e Felipe com a função de municiar o ataque, com Nasa e Amaral mais recuados. O meia Juninho, com caxumba, desfalca o Vasco e também não deve jogar na outra partida.
O técnico Carlinhos não costuma destacar jogadores individualmente, mas abre uma exceção para o lateral-esquerdo Athirson, que tem sido o destaque do time este ano. Para o treinador, o jogador teve uma ascensão grande para se tornar o ídolo da torcida do Flamengo.
Athirson deu um susto na torcida rubro-negra ao não treinar na sexta-feira por causa de uma pancada no joelho esquerdo sofrida no jogo com o Friburguense.
Ele fez tratamento na piscina, se recuperou e tem presença confirmada. Com isso, o atacante Leandro Machado é o único desfalque do time e vai ser substituído por Tuta. Recuperado de uma contusão na virilha, Luís Alberto retorna à equipe no lugar de Fabão.

VASCO: Hélton; Filipi Alvim, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto (Felipe); Nasa, Amaral, Pedrinho e Felipe; Edmundo e Romário. Técnico: Alcir Portela. FLAMENGO: Clemer; Maurinho, Juan, Luíz Alberto e Athirson; Leandro Ávila, Mozart, Fábio Baiano e Iranildo; Tuta e Reinaldo. Técnico: Carlinhos. ÁRBITRO: Ubiraci Damásio. LOCAL: Estádio Maracanã (Rio). HORÁRIO:18h30.


ABF busca a recuperação
no Estadual da 2ª Divisão

Blumenau - Depois da derrota em casa por 4 a 3 para o Guarani de Palhoça, na quinta-feira, a Associação Blumenauense de Futebol entra em quadra hoje (domingo) disposta a recuperar a pontuação e a liderança do quadrangular da Segunda Divisão.
A ABF vai a Jaraguá do Sul, onde enfrenta o Jaraguá às 15 horas, no Estádio João Marcato. Com o resultado negativo, o Catarinense de Ilhota assumiu a liderança com 18 pontos, seguido do Internacional de Lages, com 17 pontos. A Blumenauense caiu para a terceira posição, com 15 pontos. Todos têm oito jogos e cinco vitórias.
Além da partida entre Jaraguá e ABF, a nona rodada do returno da Segundona terá mais cinco partidas nesta tarde. O líder Catarinense joga com o lanterna Curitibanos, às 15 horas, em Curitibanos. O time do planalto serrano conquistou no meio de semana sua primeira vitória em 19 jogos na competição.
Também jogam às 15 horas Guarani x Concórdia, em Palhoca; e Joaçaba x Timbó, em Joaçaba. Às 15h30, em Tijucas, jogam Tiradentes e Santa Catarina. À noite, no mesmo local da primeira partida da final da Primeira Divisão, o Estádio Dr. Hercílio Luz, vão jogar Camboriú x Internacional.


Atletismo brasileiro terá
total apoio na Austrália

São Paulo - Os bons resultados obtidos nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg fizeram com que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) aumentasse o apoio à equipe de atletismo que vai participar da Olimpíada de Sydney. Pela primeira vez os atletas contarão com a assistência de um médico e um fisioterapeuta específicos para o esporte.
"No dia em que o Brasil ganhou três medalhas no atletismo em Winnipeg, o Nuzman (presidente do COB), disse que, se fizéssemos um planejamento prévio, teríamos o apoio que necessitássemos para Sydney", conta o presidente da CBAt, Roberto Gesta de Mello. "Reunimos os técnicos e fizemos um programa, que o COB atendeu dentro de suas possibilidades."
Segundo o chefe da delegação, Sérgio Coutinho Nogueira, o médico ficará com a equipe durante a aclimatação em Camberra, do dia 3 ao dia 19 de setembro. Quando os atletas partirem para Sydney, ficarão sob os cuidados dos profissionais do COB. "Já o fisioterapeuta acompanhará o time tanto na fase de aclimatação quanto nas competições", completa Nogueira.


Maratona terá
coelhos olímpicos

Corredores quenianos são novamente os favoritos

São Paulo - A 6ª Maratona Internacional de São Paulo contará com dois atletas especiais, que estarão fazendo a função de "coelhos - corredores que puxam o ritmo da prova no início. Serão nada menos que dois dos representantes brasileiros na maratona dos Jogos Olímpicos de Sydney. Éder Fialho e Osmiro Silva estarão largando na prova deste domingo, dia 11, a partir das 9 horas , na Praça Charles Miller e percorrendo 21 dos 42.195 mil metros da prova. A Maratona Internacional de São Paulo distribuirá um total de 150 mil reais em prêmios, além de dois carros 0 km para os melhores brasileiros e o sorteio de cinco passagens para a Maratona de Nova York.
Já garantidos nos Jogos Olímpicos, juntamente com Vanderlei Cordeiro de Lima, Osmiro e Éder terão uma função especial na Maratona. Serão eles que determinarão o ritmo da disputa para os demais participantes. Infelizmente, eles não poderão completar a prova, uma vez que a Confederação Brasileira de Atletismo não permite que os atletas selecionados participem de nenhuma maratona antes das Olimpíadas. Mesmo assim, a presença de ambos é muito importante para o evento.
"Eles obtiveram o índice e a confirmação para Sydney, o que não permite a participação de ambos no que diz respeito à competição. Porém, eles foram autorizados pela CBAt a serem os coelhos e estarão contribuindo para o alto nível da corrida", destaca Agberto Guimarães, diretor técnico.
Os destaques para a edição deste ano são os quenianos Paul Yego, vencedor em 99 e recordista da prova; Kipkemboi Cheruiyot, vencedor de 97, e William Musyoki; os brasileiros Luis Antônio dos Santos, campeão em 95, Luis Carlos Ramos e Laurénio Beserra; no masculino, e as brasileiras Márcia Narloch, primeira em 99 e atual recordista, e Cleusa Maria Irineu; e a polonesa Wioletta Kriza.


Zé Elias - O meio-campista brasileiro Zé Elias, cujo passe pertencia ao Inter de Milão - mas que estava atuando pelo Bologna, da Itália - vai jogar no futebol grego na próxima temporada. O ex-corintiano acertou sexta-feira sua transferência para o Olympiakos - equipe do atacante Giovanni (ex-Santos). O jogador deverá estar no clube grego na próxima segunda-feira para exames médicos e assinatura de contrato, que terá quatro anos de duração. Os valores da negociação não foram divulgados.

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Guga joga para atingir o topo em Paris

Brasileiro faz a final de Roland Garros contra Magnus Norman

Chiquinho Leite Moreira

Paris - Um dos personagens mais carismáticos do tênis internacional e um fenômeno de sucesso no Brasil, Gustavo Kuerten entra na quadra neste domingo para atingir o topo. Com uma vitória sobre o sueco Magnus Norman, na final de Roland Garros, seria coroado como o melhor jogador do ano, liderando o ranking da corrida dos campeões.
Como preferido da torcida, Guga luta ainda por uma façanha: o bicampeonato do mais fascinante e difícil torneio do planeta. E assim entraria também para um restrito grupo de jogadores que já venceram este campeonato por mais de uma vez, como Bjorn Borg, Ivan Lendl, Mats Wilander, Sergui Bruguera, Jim Courier e Jan Kodes na chamada 'era aberta' que começou em 1968, com o profissionalismo da modalidade.
Esta final deste domingo, entre os dois melhores jogadores da temporada de 2000 está marcada para às 9h30 de Brasília, com transmissão pela TV Record e ESPN Internacional. O campeão leva um prêmio de US$ 700 mil, enquanto o vice-campeão embolsa um cheque de US$ 350 mil.
A vitória também garante 200 decisivos pontos para a lista da corrida dos campeões e outros mil para o ranking de 52 semanas, enquanto o perdedor acumulará 140 na corrida e 700 no sistema antigo. Em um momento especial de sua carreira, Guga só garantirá, porém a posição de número 1 do ranking se vencer Norman. Caso contrário, o sueco irá se manter na liderança com o brasileiro em segundo.

Duelo

Não há dúvidas de que os duelos nas quadras de saibro, consideradas lentas em razão do quique alto da bola, são os mais emocionantes. Nesta superfície não basta ao jogador ter apenas um bom saque ou qualquer outro golpe de destaque para vencer. Na chamada terra batida é imprescindível saber usar todos os recursos técnicos disponíveis, tornando as trocas de bolas em momentos de muita emoção. Neste ano não há também jogadores tão bem preparados e eficientes no saibro como Kuerten e Nornam. Os dois estão protagonizando disputas emocionantes de um nível técnico elevado. As últimas partidas foram, sem dúvida, as mais emocionantes.
Na final do Masters Series de Roma, Norman venceu com um jogo consistente de poucos erros e levou o título. Na semana seguinte, nas quartas-de-final do Masters Series de Hamburgo, Guga tomou a iniciativa e partiu para o ataque vencendo em dois sets. Agora, o tira-teima, justamente na final do mais fascinante torneio do mundo: Roland Garros.
Guga está com 23 anos, sete títulos na carreira e um retrospecto de 31 vitórias em Grand Slam e 13 derrotas. Tem um título de Grand Slam, o de Roland Garros de 1997. Em Paris ganhou 17 jogos e só perdeu três. Está há onze partidas sem perder, cinco pela campanha de Hamburgo e seis até a final de Roland Garros.
O sueco Magnus Norman, de 24 anos, tem nove títulos na carreira, mas ainda clama por um conquista inédita no Grand Slam. Neste domingo tem sua primeira grande chance. Até então, sua melhor campanha em um torneio desta categoria tinha sido as semifinais da Austrália, recentemente, em janeiro deste ano. Seu recorde em competições Grand Slam é de 26 vitórias e 15 derrotas. Em Roland Garros já ganhou 11 jogos e perdeu 4. Em 2000 venceu 41 partidas e perdeu 11, com total de 51 é um dos tenistas que mais atuou na temporada.

Magnus Norman é determinado

Magnus Norman, o atual líder do ranking da Corrida dos Campeões e que hoje desafia Gustavo Kuerten pelo título de Roland Garros, não é um jogador frio como seu compatriota Bjorn "Ice" Borg, nem mesmo calculista, como Mats Wilander. É, acima de tudo, um tenista determinado, sem o mesmo dom de Borg ou a facilidade técnica de Wilander, mas que chegou onde está a custa de sacrifícios. Há pouco tempo, no final de 1998, Norman esteve a ponto de ter de encerrar a carreira. Um problema cardíaco ameaçava seu tênis, assim como tirou sua mãe, Lena, da equipe nacional de natação da Suécia. Só que ele não desistiu. Enfrentou o impasse, passou por uma delicada cirurgia e, agora, aos 24 anos, sonha com o troféu mais importante de sua vida: o de Roland Garros, que seria o seu primeiro Grand Slam.
Estas experiências de vida, ensinamentos e episódios marcantes, Magnus Norman registra em um diário. Nos momentos livres escreve tudo o que vem acontecendo com ele, reflete e tira conclusões. Por isso, talvez, tenha sido acusado de ser uma pessoa monótona nas entrevistas, quase nunca falando com naturalidade e dando, invariavelmente, respostas muito bem pensadas.
Norman revelou que estava ansioso por uma final com o brasileiro para um tira-teima, depois de ter vencido na decisão do Masters Series de Roma e perdido nas quartas-de-final de Hamburgo. Por isso, motivação não vai faltar para Magnus Norman nesta decisão em Paris. Sem dúvida vai ser um obstáculo perigoso e difícil para Guga. (CLM)

Tenista catarinense mostra grande evolução física e técnica

Com quatro quilos a mais do que tinha quando foi campeão em Roland Garros em 1997, Gustavo Kuerten é hoje um jogador bem diferente daquele garoto quase franzino que encantou o mundo do tênis com suas potentes e arrojadas raquetadas, numa conquista em que derrubou vários ex-campeões, como Thomas Muster
Yevgeny Kafelnikov e Sergui Bruguera. Atualmente, a surpresa não é mais a sua principal arma.
Conhecido de todos, Guga cresceu técnica e fisicamente para manter-se entre os líderes e voltar, agora, a disputar o título em Paris. Com muitos treinos físicos, especialmente na chamada pré-temporada (época em que os tenistas preparam-se para iniciar o ano de disputas) Guga ganhou uma forte massa muscular. Hoje, ele se orgulha da definição de seu abdomén, e nos momentos de descontração até fala com ironia da "tábua de lavar roupa" que tem no lugar de uma cintura meio fina e fraca de anos atrás.
As sessões de ginástica, musculação em Camboriu, Santa Catarina, na academia de seu preparador físico Edmilson Amorelli, além de uma alimentação bem mais controlada equilibrada, aliada da complexos vitamínicos, colocaram Guga no nível dos principais atletas do circuito mundial. Com a parte física em ordem, Guga ganhou também muito mais movimentação e velocidade na quadra. Hoje é possível vê-lo chegar em deixadinhas com rapidez suficiente para escolher o golpe. Para ganhar a versatilidade de um campeão, Guga teve de fazer alguns ajustes na parte técnica. Sua empunhadura, de pegada muito arrojada e agressiva que dá enorme potência nos golpes de fundo de quadra, não lhe dava a mesma desenvoltura próximo à rede. Nos voleios falhava com incrível frequência. Agora, bastou adaptar-se a outro tipo de grip mais convencional para estar bem mais confiante nestas jogadas. Esta adaptação, colocou Guga também como um jogador de boa devolução de saque, um fundamento que o atrapalhava bastante.
Guga, enfim, é hoje um novo jogador, muito mais completo, como ele mesmo gosta de enfatizar que, acima de tudo aprendeu a tirar proveito de várias situações para vencer. "Hoje sei lidar com o favoritismo e tirar proveito disso", afirmou Guga em Paris. (CLM)


Acelino "Popó" mantém o título mundial

Detroit, 10 (AE/AP) - O brasileiro Acelino "Popó" Freitas manteve o título mundial dos superpernas. da Organização Mundial de Boxe, ao nocautear, a cinco segundos do final do segundo assalto, o norte-americano Lemuel Nelson, primeiro colocado do ranking da entidade. A luta foi disputada em Detroit na noite deste sábado (horário do Brasil). "Popó" está invicto há 26 lutas e obteve sua terceira vitória no Exterior. No 1 3/8 assalto, "Popó" foi surprendido com um contragolpe de Nelson, indo à lona e se levantando rapidamente, sem acusar. Mas o árbitro abriu contagem, considerando o golpe. No segundo assalto, "Popó" continuou atacando e derrubou o norte-americano por duas vezes com uma combinação de golpes de diretos e cruzados e a luta foi suspensa a 5 segundos de soar o gongo, com Nelson estirado na lona.


Gustavo Borges desiste do revezamento 4 x 200m livre

Nadador do Vasco acredita que a final dos 100 metros será muito equilibrada em Sydney

Rio - O nadador Gustavo Borges, do Vasco, afirmou no Rio que não vai disputar a prova de revezamento 4x200m livre na Olimpíada de Sydney. Segundo ele, a desistência se justifica porque a prova não é sua especialidade e seria um "desperdício de energia". O atleta olímpico vai competir na prova de 100m livre, além dos revezamentos 4x100m, modalidades livre e medley.
Em sexto no ranking de 100 metros da Federação Internacinal de Natação (Fina), Gustavo acredita que a final dessa prova deve ser muito equilibrada na Olimpíada de Sydney. "A diferença na final deve ser pequena, menor do que 3 décimos", conta. Apesar de ressaltar o nivelamento, Gustavo considera os três primeiros do ranking - Micheal Klin, Alexander Popov e Peter Van der Hoggen - favoritos para conquistar a medalha de ouro. "Não é uma prova comum e deve ser decidida nos detalhes", observa. "Cheguei muito próximo do ouro duas vezes; agora, posso realizar meu sonho."
Gustavo Borges completará 28 anos em dezembro e acredita que sua experiência, somada a de atletas como Fernando Scherer, ajudará o País na conquista de medalhas nos Jogos Olímpicos. "O Brasil tem a melhor equipe de todos os tempos na natação e possui grandes chances de conquistar medalhas, porém, se elas vão vir, só o tempo dirá", disse o atleta.
Sobre seu substituto no revezamento 4x200m livre, o nadador Edvaldo Valerio Silva Filho, Gustavo Borges disse que o colega é talentoso e vem "perseguindo" a vaga desde o ano passado. Edvaldo, de 22 anos, também é nadador do Vasco e treina no clube Baneb, da Bahia. Sua participação na prova foi garantida com o tempo de 1min51s91.
Com presença já garantida na Olimpíada, o nadador do Flamengo, Fernando Scherer, o Xuxa, acredita que vários atletas podem alcançar o índice durante o José Finkel, que termina hoje, mas não quis citar nomes. Depois do Brasileiro, Xuxa volta para os Estados Unidos, onde vai reiniciar seus treinamentos. De lá, seguirá direto para a Austrália. O nadador está classificado para a disputa dos 50m livre; 100m livre; revezamento 4 x 100m livre; e 4 x 100 medley.


Bernardinho acredita na nova equipe do Rexona

Curitiba - Bernardinho não pára. Mesmo comandando a Seleção Brasileira que vai tentar uma medalha na Olimpíada de Sydney a partir do dia 15 de setembro, o treinador consegue arrumar tempo para acompanhar de perto o início de trabalho da equipe Rexona formada para a temporada 2000/2001. Ele sabe melhor do que ninguém que o time passou por uma grande renovação e perdeu algumas jogadoras importantes, mas acredita num bom desempenho na próxima Superliga.
"Não conseguimos segurar algumas jogadoras e vamos precisar do apoio da torcida para dar força e aumentar a confiança das mais jovens", admite Bernardinho. "Esse grupo é o mais rejuvenescido que o Rexona já teve e sem dúvida a próxima Superliga vai ser o nosso maior desafio", complementa.
O técnico reconhece que não vai ser nada fácil chegar à decisão do título brasileiro pelo quarto ano seguido e aponta o Vasco e o Minas como favoritos. "Perdemos a levantadora Fernanda Venturini, nossa principal arma, e a princípio a tendência é que o Vasco, com a Fernanda, e o Minas, com a Fofão, disputem o título", prevê. "Vamos ter que trabalhar muito para conseguirmos nos incluir entre os times que vão disputar as finais. Dessa vez, vamos correr por fora", avisa.
Mas antes da Superliga 2000/2001, que deve começar em dezembro, o time ainda vai disputar alguns amistosos e deve participar de algumas competições. "Iniciamos essa semana os trabalhos com sete das doze jogadoras e enquanto a Érika, a Elisângela, a Walewska e a Kátia que estão na seleção", explica Bernardinho. "Estamos marcando para o dia 14 de julho um amistoso em Brusque e logo depois o mais provável é que a gente dispute a Copa Sul. Antes da Superliga também existe a possibilidade de disputar o Campeonato Carioca com o Vasco e o Flamengo", revela.

 
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