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Marcílio e Joinville
começam batalha final
Primeira partida
da final deve ser marcada por duelo dos dois técnicos
Batalha
tática dos técnicos Leandro Campos e Artur Neto
deve marcar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Catarinense,
hoje, a partir das 18h30, no Estádio Doutor Hercílio
Luz, em Itajaí.
Campos e Neto passaram a semana sonegando da imprensa a formação
de suas equipes. Motivo: dificultar as articulações
do adversário. O regulamento determina que o campeão
será conhecido ao final de dois jogos, como se fosse uma
partida de 180 minutos.
Quem somar mais pontos ganha. Em caso de igualdade, o desempate
será pelo saldo de gols. Persistindo a igualdade, a vantagem
é do Joinville, que teve melhor campanha na competição.
O segundo jogo será em Joinville no próximo domingo.
O clima de decisão afetou até a arbitragem. O Joinville
pediu um juiz da Fifa, contrariando postura do Marcílio
Dias, que preferiu juiz catarinense. Após sorteio, ficou
decidido que hoje apita o da Fifa. A escolha recaiu sobre o gaúcho
Carlos Eugênio Simon. No próximo domingo, em Joinville,
o árbitro será um catarinense a ser indicado pela
Federação.
A segurança, outro ítem de preocupação,
envolveu várias reformas no estádio Hercílio
Luz e a mobilização, hoje, de 295 soldados da PM,
10 cães adestrados, 10 cavalos, duas ambulâncias
e um helicóptero.
No plano tático, o técnico do Marcílio Dias,
Leandro Campos, pensa em explorar as laterais e jogadas rápidas
de triangulação na entrada da área. Ele
acredita que o Joinville jogue com a formação básica
que vem atuando nos últimos jogos com três volantes.
Ele espera do Joinville uma forte marcação na intermediária.
"O miolo do campo estará congestionado, por isso
é preciso atacar pelas laterais e usar tabelas rápidas
no meio", comenta. Para livrar-se da defesa do JEC ele deve
usar muitos cruzamentos das laterais para a área.
Afirmou que o time que estava treinando como titular seria o
mesmo que entrará em campo para enfrentar o Joinville.
"Nós conhecemos o Joinville e eles nos conhecem,
sabem o que deveremos usar e nós sabemos como eles devem
vir para o jogo. Se o JEC viesse com uma formação
muito diferente da que vem utilizando nos últimos jogos
seria prejudicado", resumiu Campos.
... ... ...
Artur Neto destaca
conjunto e motivação
Técnico
do JEC diz que Marcílio é o adversário mais
difícil
Joinville - O Joinville encerrou a semana de treinamentos
para o primeiro jogo da decisão com a certeza de que a
partida, mesmo sem decidir nada, terá muita importância
no encaminhamento da busca do título do Estadual. Na opinião
do capitão Lico, esse primeiro jogo é fundamental.
"Os dois jogos são decisivos, mas é no primeiro
que as equipes vão dizer a que vieram. No segundo, o segredo
é dar aquele algo mais e se superar", avalia.
Em vez de identificar um esquema 4-4-2 ou 4-3-3 em seu time,
o técnico Artur Neto prefere dizer que o Joinville procura
jogar com harmonia entre os três setores e em função
das características de cada jogo. "É evidente
que há situações imponderáveis que
nos levam a alterar o time no decorrer do jogo, seja alterando
posicionamento, seja mudando peças".
O Joinville, segundo ele, tem se sobressaído pela força
do conjunto, motivação e talento dos jogadores.
Sobre o Marcílio Dias, Artur Neto fala com convicção.
"É o mais difícil porque é o que chegou
à final, e para isso tem muito mérito".
O time teve uma semana inteira de preparação. Alternou
dias de jornada dupla de trabalho com manhãs de folga.
Atletas como Paulinho e Decarlos se recuperaram e estão
na delegação. Outros titulares como Magal, suspenso,
e Douglas, lesionado, estão fora. A estrutura geral da
equipe, contudo, está preservada.
A semana também foi marcada por mistérios. O primeiro
foi o jogo de esconde-esconde de Artur Neto que, preocupado com
o adversário, não revelou o time que entra em campo
hoje. Outro foi o fechamento dos portões o estádio
para sócios e outros visitantes que poderiam estar espionando
o time.
A formação usada nos dois treinos coletivos da
semana revelaram poucas novidades. O goleiro continua sendo Marcão,
único do time que participou de todos os 24 jogos. A linha
de zagueiros será formada por Héverton, Téio,
Bandoch e Decarlos. Nessa formação, a única
novidade é Decarlos, que retorna após um mês
fora.
O meio será formado com três volantes - Lico, Hermê
e Marcel, mais o meia Doriva. Na frente jogam Perdigão
e Luiz Carlos. É praticamente o mesmo time que conquistou
a vaga na final eliminando o Atlético Alto Vale.
Capitão Lico lidera o Joinville
com garra e muito talento
Wagner Baggio
Joinville - Desde que chegou ao Joinville, no início
do ano pelas mãos do técnico Roberto Cavalo, o
meia articulador Lico, 26 anos, um gaúcho de Porto Alegre
que começou nas categorias de base do Internacional, assumiu
uma postura de líder e logo ganhou a faixa de capitão.
Não era a primeira vez. Desde os 14 anos, quando vestiu
pela primeira vez a camisa colorada gaúcha já revelava
sua facilidade para a liderança, combatividade, mobilização
dos companheiros. Pelo Inter, disputou a Copa do Brasil sob o
comando de Antônio Lopes, foi campeão gaúcho
em 94 e passou a defender outras equipes como o Náutico,
Mogi Mirim até jogar no futebol de Santa Catarina.
Chegou ao Joinville com a expectativa alimentada pelo técnico
Roberto Cavalo de integrar um time com chance de ser campeão.
De personalidade forte, briga pelo time dentro e fora de campo.
Na hora de reclamar contra atraso de salário é
seco e objetivo. "Somos trabalhadores que cumprimos nossa
tarefa e temos o direito de receber. Não reclamo pessoalmente
de ninguém. Não me conformo que uma cidade com
uma torcida desse tamanho, que dá um show até no
Juventude, esteja fora da Primeira Divisão do Brasileiro.
O dia que as forças econômicas perceberem o potencial
desse time, ninguém vai segurar o Joinville".
Lico, ou Fladimir da Cruz Freitas, tem sido uma das peças
fundamentais do JEC na campanha que colocou o time da decisão
do Estadual. Marca, arma e, mesmo com uma função
mais defensiva, é um dos artilheiros com sete gols. Sua
especialidade são as bolas paradas. No início da
temporada, nos jogos-treinos, protagonizou uma situação
curiosa. Em duas partidas bateu quatro faltas, todas mandando
a bola no travessão. "Parece brincadeira", lamentava-se.
Na fase decisiva do returno, contudo, foi de seus pés
que saíram os chutes ou os passes de vários gols.
Entre os altos e baixos do Joinville na caminhada rumo à
final, Lico identificou um momento especial que o convenceu que
o grupo tinha força e coragem. Foi quando, no último
jogo do turno, venceram o Criciúma, em Criciúma,
por 2 a 0. Ao entrarem no vestiário, todos se emocionaram
com o roupeiro Sérgio, que chorava de alegria por aquela
vitória, que era a primeira contra o Criciúma depois
de oito anos. "O choro daquele senhor me convenceu que há
uma força especial em nós. E um título de
campeão não tem preço. Fica no coração".
Gélson organiza o Marcílio
Dias, clube onde começou no futebol
Itajaí O meio-campo Gélson, do Marcílio
Dias, é peça chave no esquema tático do
técnico Leandro Campos para enfrentar o Joinville nas
duas partidas das finais do Catarinense deste ano. Gélson,
natural de Itajaí, está acostumado a ser ídolo
da torcida. Foi assim no Criciúma, onde atuou de 1990
a 94 e foi três vezes campeão estadual. Gelson tem
32 anos e começou nos juniores do Marcílio Dias,
em 1986. Profissionalizou-se em 1988
No Marcílio Dias ganhou destaque junto com Jairo Lenzi,
sendo negociado com o Criciúma. Depois, passou pelo Vitória
da Bahia e em 1995 desembarcou em Porto Alegre para sair, um
ano mais tarde com o título de campeão gaúcho
e vice-campeão mundial. Só não foi campeão
mundial porque o Grêmio perdeu para o Ajax, da Holanda,
nos pênaltis por 4 x 2. Gelson entrou na prorrogação
e bateu um dos pênaltis (converteu).
Depois desse giro, literal, pelo mundo, entrou em uma fase ruim.
Alguns apostaram que seria seu fim. "O mercado começou
a se fechar para mim, cheguei a pensar em parar, o período
de 1996 a 99 foi muito difícil", lembra Gélson,
agora evangélico. Ele veio para Itajaí em 1999
para disputar a Segunda Divisão com o Itajaí. Foi
vice-campeão, perdendo a final para o Marcílio
Dias.
Família
e Deus
Com o fim do Itajaí transferiu-se para o Marcílio
Dias e ajudou a formar a personalidade do grupo que hoje disputa
a final do Campeonato. "O grupo é bom, é humilde
e homogêneo, não temos estrelas, somos fortes em
todas as posições", garante Gélson,
presença garantida no jogo deste domingo. Hoje ele divide
seu tempo entre o futebol e sua família. "Sou uma
pessoa humilde, gosto de ficar com minha família e com
Deus", comenta.
O meio campo ainda não tem planos para o futuro. Sabe
apenas que deseja continuar jogando. Depois pretende montar algo
ligado do futebol. Talvez uma escolinha de futebol ou um centro
de treinamento. Ainda está por decidir. Seu contrato com
o Marcílio termina dia 30 deste mês. Sua permanência
no Doutor Hercílio Luz é incógnita.
São Paulo vence e
fica mais perto do título
São Paulo, 10 (AE) - Com um gol de França aos
45 segundos de jogo, o São Paulo venceu o Santos por 1
a 0, neste sábado à tarde, no Morumbi, pela primeira
partida da final do Campeonato Paulista. O atacante, destaque
do clássico, manteve a liderança na artilharia
da competição, agora com 18 gols. O resultado deixou
o São Paulo a um passo do título estadual. Para
o segundo jogo, domingo, às 18h30, também no Morumbi,
a equipe do técnico Levir Culpi pode até perder
por um gol de diferença. O Santos precisa ganhar por uma
vantagem de pelo menos dois gols. O surpreendente gol de França,
no início da partida, após uma bela tabela entre
Raí e Marcelinho, foi determinante no esquema de jogo
das duas equipes. Os santistas, em desvantagem, foram ao ataque,
enquanto os são-paulinos recuaram, para explorar os contra-ataques.
Levir deixou evidente sua intenção de beneficiar-se
do regulamento, que dá ao Tricolor o poder de atuar por
dois resultados iguais. O Santos dominou a maior parte do primeiro
tempo e apostou nos arremates de longa distância, uma vez
que a defesa adversária, com Edmílson e Rogério
Pinheiro, estava bem estruturada. Quem mais levou perigo ao gol
de Rogério foi o meia Robert, que soube aproveitar certa
desatenção na marcação do São
Paulo. Aos 24 minutos, Robert chutou com força, da entrada
da área, mas o goleiro conseguiu espalmar a bola para
escanteio. A equipe de Levir, contudo, criou as melhores chances
para ampliar. Com rapidez e habilidade, o São Paulo abusou
dos lances pelas laterais. Só o atacante França
perdeu três claras oportunidades para marcar. Carlos Germano
fez grandes defesas, de puro reflexo
além de contar com um pouco de sorte. Para a etapa final,
Giba deu uma chance a Dodô. O atacante entrou no lugar
de Valdir, apático em campo. Dodô, com bastante
vontade, deu um novo ânimo ao Santos. Em jogada individual,
ele quase empatou a partida, se não fosse por Rogério.
O goleiro fez ainda uma outra excelente defesa, num cabeceio,
à queima-roupa, de André Luís. O São
Paulo respondeu com Raí e Belletti, mas Carlos Germano
também estava atento e seguro. A partida ficou equilibrada.
No final, Anderson, por jogada violenta, foi expulso. O volante
já havia recebido o cartão amarelo, que o tirava
da decisão. Agora, ele poderá ser julgado pelo
Tribunal de Justiça Desportiva e, até, ser absolvido
Santos - Carlos Germano; Baiano, André Luís,
Claudiomiro e Rubens Cardoso; Anderson, Rincón, Valdo
e Robert (Eduardo Marques); Caio (Deivid) e Valdir (Dodô).
Técnico - Giba. São Paulo - Rogério; Belletti,
Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio;
Maldonado, Vágner, Raí (Fabiano) e Marcelinho (Sandro
Hiroshi); Edu (Souza) e França. Técnico - Levir
Culpi. Gol - França aos 45 segundos do primeiro tempo.
Juízes - Paulo César de Oliveira e Sálvio
Spínola. Cartão amarelo - Fábio Aurélio
e Robert. Cartão vermelho - Anderson. Renda e Público
- Não divulgados. Local - Morumbi.
Técnicos armam surpresas
no decisão do paranaense
Coritiba e Atlético
fazem primeiro jogo da decisão preocupados em esconder
a escalação das equipes
Curitiba - A primeira partida das finais do Campeonato Paranaense,
entre Coritiba e Atlético, neste domingo, às 18h30,
no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, promete ter algumas
surpresas. Os dois times realizaram treinos secretos e as escalações
serão divulgadas somente pouco tempo antes do início
do jogo.
"É um segredo de estado que só será
revelado no domingo", brincou o técnico do Coritiba,
Paquito. "O pouco que tem para esconder a gente não
vai passar para o adversário", respondeu Oswaldo
Alvarez, do Atlético.
Os dois treinadores conhecem muito bem as características
do adversário e, por isso, têm procurado ensaiar
jogadas que surpreendam na hora da decisão. Para os jogadores,
o clássico será definido nos detalhes. "No
Atletiba, o que conta é a garra, a determinação,
e quem errar menos vai ganhar", disse o meia Silas, que
pode entrar no time titular do Atlético.
Do lado do Atlético, a principal dúvida é
com relação ao posicionamento tático. Se
o técnico optar por um time mais cauteloso, já
que o Atlético tem vantagem do empate em dois jogos, Silas
pode entrar no lugar do atacante Kléber. A outra mudança
pode acontecer na lateral-direita. Na última partida,
Kléberson substituiu Luisinho Neto e fez boa apresentação,
mas é mais provável que não comece o jogo
deste domingo.
CORITIBA: Gilberto; Reginaldo Araújo, Leonardo, Flávio
e Renatinho; Ataliba, Veiga, João Santos (Carlos Zara)
e Leandro Tavares; Cléber (Eliel) e Marquinhos. Técnico:
Paquito. ATLÉTICO PARANAENSE: Flávio; Luisinho
Neto (Kléberson), Reginaldo, Gustavo e Jorginho; Marcus
Vinícius, Luiz Carlos Goiano, Adriano e Kelly; Lucas e
Kléber (Silas). Técnico: Oswaldo Alvarez. JUIZ:
Cleivaldo Bernardo. LOCAL: Couto Pereira, em Curitiba.
Internacional faz jogo que
pode valer tudo ou nada
Porto Alegre - O Inter entra em campo, às 18h30, deste
domingo, no Beira-Rio, para um jogo que pode valer o returno
do octogonal final do Gauchão 2000 ou não valer
nada. Tudo estava na dependência da partida Caxias x Grêmio,
marcada para este sábado, em Caxias do Sul. Tudo porque
se o tricolor ganhasse, conquistaria o título do segundo
turno e a condição de decidir o campeonato com
o próprio Caxias, vencedor do primeiro turno. Neste caso,
vitória do Inter hoje não valerá nada.
Mas se o Grêmio tropeçasse ontem diante do Caxias,
o Inter terá que derrotar o Juventude para conquistar
o returno e classificar-se para a finalíssima.
O técnico Zé Mário, a exemplo do Gre-Nal
da quarta-feira, tem problemas para escalar o time. Espínola
volta depois de cumprir suspensão automática pelo
terceiro cartão amarelo, mas ele perde o lateral esquerdo
Alex, que foi expulso no clássico.
Outra ausência por suspensão é Elivélton,
que levou o terceiro cartão amarelo no Gre-Nal. Carlinhos
continua fora por contusão e Tim, que já não
jogou quarta-feira, não se recuperou e está fora
do restante do campeonato. E como os reservas de Tim - Juca e
Diogo - também estão contundidos e Hurtado está
fora dos planos, Zé Mário não definiu o
quarto homem de meio-campo.
Quem também está fora é Fabiano, que se
lesionou na sexta- feira à tarde. Em seu lugar, deve entrar
Thiago Régis ou Paulo César.
INTER: Hiran; Márcio Goiano, Lúcio, Espínola
e Marcelo Santos; Enciso, Marcelo, Leandro Guerreiro e Thiago
Régis (Paulo César); Leonardo Manzi e Rodrigão.
JUVENTUDE: Humberto; Carlão (Djair), Picoli, Juliano e
Dênis; Djair (Lauro), Luiz Antônio, Mabília
e Wallace; Maurílio e Adriano. Técnico: Flávio.
ÁRBITRO: Fabiano Gonçalves, com Altemir Hausmann
e Carlos Selbach. LOCAL: Beira-Rio, 18h30.
CBF confirma ordem dos
jogos da Copa do Brasil
Rio - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
liberou a nova tabela dos jogos das quartas-de-finais da Copa
do Brasil. A surpresa é que o clássico entre Palmeiras
e São Paulo foi marcado para o Parque Antártica,
na partida de volta entre os dois times, no dia 27 de junho.
Na quinta-feira, dia 15, Cruzeiro e Botafogo jogam no Mineirão,
às 21h40; e Fluminense e Atlético-MG, no Maracanã,
às 20h30. No dia 21 de junho, Flamengo e Santos se enfrentam
no Maracanã, às 20h30; e o Atlético-MG joga
com o Fluminense no Mineirão, às 21h40. Em 22 de
junho, o Botafogo enfrenta o Cruzeiro no Maracanã, às
21h40.
A primeira partida entre São Paulo e Palmeiras será
disputada no dia 24 de junho, no Morumbi, às 16 horas.
No mesmo dia e horário, o Santos e Flamengo disputam o
segundo jogo, na Vila Belmiro. Palmeiras e São Paulo encerram
as quartas-de-finais da Copa do Brasil no dia 27, no Parque Antártica,
às 21h40.
O campeão da Copa do Brasil será um dos representantes
do Brasil na Taça Libertadores de 2001. Ano passado, o
título foi disputado entre Botafogo e Juventude. O clube
gaúcho conquistou a competição com o empate
de 0 a 0, no último jogo, no Maracanã.
Felipe, com presença
assegurada no time do Vasco, terá nova função
tático no clássico decisivo
Fla tenta acabar com vantagem do
Vasco
Primeira partida
da final do Campeonato Carioca promete fortes emoções,
neste domingo, às 18h30
Rio - O Vasco, de Romário e Edmundo, e o Flamengo,
de Athirson, começam a decidir o Campeonato Carioca, neste
domingo, às 18h30, no Maracanã. A definição
do título vai ocorrer no próximo sábado,
quando os dois times voltam a se enfrentar. O time vascaíno
tem a vantagem de atuar por dois resultados iguais por ter feito
maior número de pontos em toda a competição.
Desta forma, repete-se o que aconteceu no ano passado, quando
o rubro-negro foi campeão.
O técnico Alcir Portela admite ser uma grande vantagem
contar com um ataque formado por Edmundo e Romário. "É
claro que fico mais tranqüilo com uma dupla desta ao meu
lado", diz. Romário era dúvida na sexta-feira,
por causa de uma contusão no calcanhar esquerdo, mas deve
jogar.
Portela acredita que o Vasco possa tirar outra "lição"
da decisão de 1999. "Ano passado a equipe demorou
a tomar uma iniciativa; desta vez, não vamos mudar a nossa
característica", garante o treinador, que era auxiliar
de Antônio Lopes na época. Embora não tenha
definido o time, Portela deve escalar Pedrinho e Felipe com a
função de municiar o ataque, com Nasa e Amaral
mais recuados. O meia Juninho, com caxumba, desfalca o Vasco
e também não deve jogar na outra partida.
O técnico Carlinhos não costuma destacar jogadores
individualmente, mas abre uma exceção para o lateral-esquerdo
Athirson, que tem sido o destaque do time este ano. Para o treinador,
o jogador teve uma ascensão grande para se tornar o ídolo
da torcida do Flamengo.
Athirson deu um susto na torcida rubro-negra ao não treinar
na sexta-feira por causa de uma pancada no joelho esquerdo sofrida
no jogo com o Friburguense.
Ele fez tratamento na piscina, se recuperou e tem presença
confirmada. Com isso, o atacante Leandro Machado é o único
desfalque do time e vai ser substituído por Tuta. Recuperado
de uma contusão na virilha, Luís Alberto retorna
à equipe no lugar de Fabão.
VASCO: Hélton; Filipi Alvim, Odvan, Mauro Galvão
e Gilberto (Felipe); Nasa, Amaral, Pedrinho e Felipe; Edmundo
e Romário. Técnico: Alcir Portela. FLAMENGO: Clemer;
Maurinho, Juan, Luíz Alberto e Athirson; Leandro Ávila,
Mozart, Fábio Baiano e Iranildo; Tuta e Reinaldo. Técnico:
Carlinhos. ÁRBITRO: Ubiraci Damásio. LOCAL: Estádio
Maracanã (Rio). HORÁRIO:18h30.
ABF busca a recuperação
no Estadual da 2ª Divisão
Blumenau - Depois da derrota em casa por 4 a 3 para o Guarani
de Palhoça, na quinta-feira, a Associação
Blumenauense de Futebol entra em quadra hoje (domingo) disposta
a recuperar a pontuação e a liderança do
quadrangular da Segunda Divisão.
A ABF vai a Jaraguá do Sul, onde enfrenta o Jaraguá
às 15 horas, no Estádio João Marcato. Com
o resultado negativo, o Catarinense de Ilhota assumiu a liderança
com 18 pontos, seguido do Internacional de Lages, com 17 pontos.
A Blumenauense caiu para a terceira posição, com
15 pontos. Todos têm oito jogos e cinco vitórias.
Além da partida entre Jaraguá e ABF, a nona rodada
do returno da Segundona terá mais cinco partidas nesta
tarde. O líder Catarinense joga com o lanterna Curitibanos,
às 15 horas, em Curitibanos. O time do planalto serrano
conquistou no meio de semana sua primeira vitória em 19
jogos na competição.
Também jogam às 15 horas Guarani x Concórdia,
em Palhoca; e Joaçaba x Timbó, em Joaçaba.
Às 15h30, em Tijucas, jogam Tiradentes e Santa Catarina.
À noite, no mesmo local da primeira partida da final da
Primeira Divisão, o Estádio Dr. Hercílio
Luz, vão jogar Camboriú x Internacional.
Atletismo brasileiro terá
total apoio na Austrália
São Paulo - Os bons resultados obtidos nos Jogos Pan-americanos
de Winnipeg fizeram com que o Comitê Olímpico Brasileiro
(COB) aumentasse o apoio à equipe de atletismo que vai
participar da Olimpíada de Sydney. Pela primeira vez os
atletas contarão com a assistência de um médico
e um fisioterapeuta específicos para o esporte.
"No dia em que o Brasil ganhou três medalhas no atletismo
em Winnipeg, o Nuzman (presidente do COB), disse que, se fizéssemos
um planejamento prévio, teríamos o apoio que necessitássemos
para Sydney", conta o presidente da CBAt, Roberto Gesta
de Mello. "Reunimos os técnicos e fizemos um programa,
que o COB atendeu dentro de suas possibilidades."
Segundo o chefe da delegação, Sérgio Coutinho
Nogueira, o médico ficará com a equipe durante
a aclimatação em Camberra, do dia 3 ao dia 19 de
setembro. Quando os atletas partirem para Sydney, ficarão
sob os cuidados dos profissionais do COB. "Já o fisioterapeuta
acompanhará o time tanto na fase de aclimatação
quanto nas competições", completa Nogueira.
Maratona terá
coelhos olímpicos
Corredores quenianos
são novamente os favoritos
São Paulo - A 6ª Maratona Internacional de São
Paulo contará com dois atletas especiais, que estarão
fazendo a função de "coelhos - corredores
que puxam o ritmo da prova no início. Serão nada
menos que dois dos representantes brasileiros na maratona dos
Jogos Olímpicos de Sydney. Éder Fialho e Osmiro
Silva estarão largando na prova deste domingo, dia 11,
a partir das 9 horas , na Praça Charles Miller e percorrendo
21 dos 42.195 mil metros da prova. A Maratona Internacional de
São Paulo distribuirá um total de 150 mil reais
em prêmios, além de dois carros 0 km para os melhores
brasileiros e o sorteio de cinco passagens para a Maratona de
Nova York.
Já garantidos nos Jogos Olímpicos, juntamente com
Vanderlei Cordeiro de Lima, Osmiro e Éder terão
uma função especial na Maratona. Serão eles
que determinarão o ritmo da disputa para os demais participantes.
Infelizmente, eles não poderão completar a prova,
uma vez que a Confederação Brasileira de Atletismo
não permite que os atletas selecionados participem de
nenhuma maratona antes das Olimpíadas. Mesmo assim, a
presença de ambos é muito importante para o evento.
"Eles obtiveram o índice e a confirmação
para Sydney, o que não permite a participação
de ambos no que diz respeito à competição.
Porém, eles foram autorizados pela CBAt a serem os coelhos
e estarão contribuindo para o alto nível da corrida",
destaca Agberto Guimarães, diretor técnico.
Os destaques para a edição deste ano são
os quenianos Paul Yego, vencedor em 99 e recordista da prova;
Kipkemboi Cheruiyot, vencedor de 97, e William Musyoki; os brasileiros
Luis Antônio dos Santos, campeão em 95, Luis Carlos
Ramos e Laurénio Beserra; no masculino, e as brasileiras
Márcia Narloch, primeira em 99 e atual recordista, e Cleusa
Maria Irineu; e a polonesa Wioletta Kriza.
Zé Elias - O meio-campista
brasileiro Zé Elias, cujo passe pertencia ao Inter de
Milão - mas que estava atuando pelo Bologna, da Itália
- vai jogar no futebol grego na próxima temporada. O ex-corintiano
acertou sexta-feira sua transferência para o Olympiakos
- equipe do atacante Giovanni (ex-Santos). O jogador deverá
estar no clube grego na próxima segunda-feira para exames
médicos e assinatura de contrato, que terá quatro
anos de duração. Os valores da negociação
não foram divulgados.
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Guga joga para atingir o topo em
Paris
Brasileiro faz
a final de Roland Garros contra Magnus Norman
Chiquinho Leite Moreira
Paris - Um dos personagens mais carismáticos do tênis
internacional e um fenômeno de sucesso no Brasil, Gustavo
Kuerten entra na quadra neste domingo para atingir o topo. Com
uma vitória sobre o sueco Magnus Norman, na final de Roland
Garros, seria coroado como o melhor jogador do ano, liderando
o ranking da corrida dos campeões.
Como preferido da torcida, Guga luta ainda por uma façanha:
o bicampeonato do mais fascinante e difícil torneio do
planeta. E assim entraria também para um restrito grupo
de jogadores que já venceram este campeonato por mais
de uma vez, como Bjorn Borg, Ivan Lendl, Mats Wilander, Sergui
Bruguera, Jim Courier e Jan Kodes na chamada 'era aberta' que
começou em 1968, com o profissionalismo da modalidade.
Esta final deste domingo, entre os dois melhores jogadores da
temporada de 2000 está marcada para às 9h30 de
Brasília, com transmissão pela TV Record e ESPN
Internacional. O campeão leva um prêmio de US$ 700
mil, enquanto o vice-campeão embolsa um cheque de US$
350 mil.
A vitória também garante 200 decisivos pontos para
a lista da corrida dos campeões e outros mil para o ranking
de 52 semanas, enquanto o perdedor acumulará 140 na corrida
e 700 no sistema antigo. Em um momento especial de sua carreira,
Guga só garantirá, porém a posição
de número 1 do ranking se vencer Norman. Caso contrário,
o sueco irá se manter na liderança com o brasileiro
em segundo.
Duelo
Não há dúvidas de que os duelos nas quadras
de saibro, consideradas lentas em razão do quique alto
da bola, são os mais emocionantes. Nesta superfície
não basta ao jogador ter apenas um bom saque ou qualquer
outro golpe de destaque para vencer. Na chamada terra batida
é imprescindível saber usar todos os recursos técnicos
disponíveis, tornando as trocas de bolas em momentos de
muita emoção. Neste ano não há também
jogadores tão bem preparados e eficientes no saibro como
Kuerten e Nornam. Os dois estão protagonizando disputas
emocionantes de um nível técnico elevado. As últimas
partidas foram, sem dúvida, as mais emocionantes.
Na final do Masters Series de Roma, Norman venceu com um jogo
consistente de poucos erros e levou o título. Na semana
seguinte, nas quartas-de-final do Masters Series de Hamburgo,
Guga tomou a iniciativa e partiu para o ataque vencendo em dois
sets. Agora, o tira-teima, justamente na final do mais fascinante
torneio do mundo: Roland Garros.
Guga está com 23 anos, sete títulos na carreira
e um retrospecto de 31 vitórias em Grand Slam e 13 derrotas.
Tem um título de Grand Slam, o de Roland Garros de 1997.
Em Paris ganhou 17 jogos e só perdeu três. Está
há onze partidas sem perder, cinco pela campanha de Hamburgo
e seis até a final de Roland Garros.
O sueco Magnus Norman, de 24 anos, tem nove títulos na
carreira, mas ainda clama por um conquista inédita no
Grand Slam. Neste domingo tem sua primeira grande chance. Até
então, sua melhor campanha em um torneio desta categoria
tinha sido as semifinais da Austrália, recentemente, em
janeiro deste ano. Seu recorde em competições Grand
Slam é de 26 vitórias e 15 derrotas. Em Roland
Garros já ganhou 11 jogos e perdeu 4. Em 2000 venceu 41
partidas e perdeu 11, com total de 51 é um dos tenistas
que mais atuou na temporada.
Magnus Norman é determinado
Magnus Norman, o atual líder do ranking da Corrida
dos Campeões e que hoje desafia Gustavo Kuerten pelo título
de Roland Garros, não é um jogador frio como seu
compatriota Bjorn "Ice" Borg, nem mesmo calculista,
como Mats Wilander. É, acima de tudo, um tenista determinado,
sem o mesmo dom de Borg ou a facilidade técnica de Wilander,
mas que chegou onde está a custa de sacrifícios.
Há pouco tempo, no final de 1998, Norman esteve a ponto
de ter de encerrar a carreira. Um problema cardíaco ameaçava
seu tênis, assim como tirou sua mãe, Lena, da equipe
nacional de natação da Suécia. Só
que ele não desistiu. Enfrentou o impasse, passou por
uma delicada cirurgia e, agora, aos 24 anos, sonha com o troféu
mais importante de sua vida: o de Roland Garros, que seria o
seu primeiro Grand Slam.
Estas experiências de vida, ensinamentos e episódios
marcantes, Magnus Norman registra em um diário. Nos momentos
livres escreve tudo o que vem acontecendo com ele, reflete e
tira conclusões. Por isso, talvez, tenha sido acusado
de ser uma pessoa monótona nas entrevistas, quase nunca
falando com naturalidade e dando, invariavelmente, respostas
muito bem pensadas.
Norman revelou que estava ansioso por uma final com o brasileiro
para um tira-teima, depois de ter vencido na decisão do
Masters Series de Roma e perdido nas quartas-de-final de Hamburgo.
Por isso, motivação não vai faltar para
Magnus Norman nesta decisão em Paris. Sem dúvida
vai ser um obstáculo perigoso e difícil para Guga.
(CLM)
Tenista catarinense mostra grande
evolução física e técnica
Com quatro quilos a mais do que tinha quando foi campeão
em Roland Garros em 1997, Gustavo Kuerten é hoje um jogador
bem diferente daquele garoto quase franzino que encantou o mundo
do tênis com suas potentes e arrojadas raquetadas, numa
conquista em que derrubou vários ex-campeões, como
Thomas Muster
Yevgeny Kafelnikov e Sergui Bruguera. Atualmente, a surpresa
não é mais a sua principal arma.
Conhecido de todos, Guga cresceu técnica e fisicamente
para manter-se entre os líderes e voltar, agora, a disputar
o título em Paris. Com muitos treinos físicos,
especialmente na chamada pré-temporada (época em
que os tenistas preparam-se para iniciar o ano de disputas) Guga
ganhou uma forte massa muscular. Hoje, ele se orgulha da definição
de seu abdomén, e nos momentos de descontração
até fala com ironia da "tábua de lavar roupa"
que tem no lugar de uma cintura meio fina e fraca de anos atrás.
As sessões de ginástica, musculação
em Camboriu, Santa Catarina, na academia de seu preparador físico
Edmilson Amorelli, além de uma alimentação
bem mais controlada equilibrada, aliada da complexos vitamínicos,
colocaram Guga no nível dos principais atletas do circuito
mundial. Com a parte física em ordem, Guga ganhou também
muito mais movimentação e velocidade na quadra.
Hoje é possível vê-lo chegar em deixadinhas
com rapidez suficiente para escolher o golpe. Para ganhar a versatilidade
de um campeão, Guga teve de fazer alguns ajustes na parte
técnica. Sua empunhadura, de pegada muito arrojada e agressiva
que dá enorme potência nos golpes de fundo de quadra,
não lhe dava a mesma desenvoltura próximo à
rede. Nos voleios falhava com incrível frequência.
Agora, bastou adaptar-se a outro tipo de grip mais convencional
para estar bem mais confiante nestas jogadas. Esta adaptação,
colocou Guga também como um jogador de boa devolução
de saque, um fundamento que o atrapalhava bastante.
Guga, enfim, é hoje um novo jogador, muito mais completo,
como ele mesmo gosta de enfatizar que, acima de tudo aprendeu
a tirar proveito de várias situações para
vencer. "Hoje sei lidar com o favoritismo e tirar proveito
disso", afirmou Guga em Paris. (CLM)
Acelino "Popó"
mantém o título mundial
Detroit, 10 (AE/AP) - O brasileiro Acelino "Popó"
Freitas manteve o título mundial dos superpernas. da Organização
Mundial de Boxe, ao nocautear, a cinco segundos do final do
segundo assalto, o norte-americano Lemuel Nelson, primeiro colocado
do ranking da entidade. A luta foi disputada em Detroit na noite
deste sábado (horário do Brasil). "Popó"
está invicto há 26 lutas e obteve sua terceira
vitória no Exterior. No 1 3/8 assalto, "Popó"
foi surprendido com um contragolpe de Nelson, indo à lona
e se levantando rapidamente, sem acusar. Mas o árbitro
abriu contagem, considerando o golpe. No segundo assalto, "Popó"
continuou atacando e derrubou o norte-americano por duas vezes
com uma combinação de golpes de diretos e cruzados
e a luta foi suspensa a 5 segundos de soar o gongo, com Nelson
estirado na lona.
Gustavo Borges desiste do revezamento
4 x 200m livre
Nadador do Vasco
acredita que a final dos 100 metros será muito equilibrada
em Sydney
Rio - O nadador Gustavo Borges, do Vasco, afirmou no Rio que
não vai disputar a prova de revezamento 4x200m livre na
Olimpíada de Sydney. Segundo ele, a desistência
se justifica porque a prova não é sua especialidade
e seria um "desperdício de energia". O atleta
olímpico vai competir na prova de 100m livre, além
dos revezamentos 4x100m, modalidades livre e medley.
Em sexto no ranking de 100 metros da Federação
Internacinal de Natação (Fina), Gustavo acredita
que a final dessa prova deve ser muito equilibrada na Olimpíada
de Sydney. "A diferença na final deve ser pequena,
menor do que 3 décimos", conta. Apesar de ressaltar
o nivelamento, Gustavo considera os três primeiros do ranking
- Micheal Klin, Alexander Popov e Peter Van der Hoggen - favoritos
para conquistar a medalha de ouro. "Não é
uma prova comum e deve ser decidida nos detalhes", observa.
"Cheguei muito próximo do ouro duas vezes; agora,
posso realizar meu sonho."
Gustavo Borges completará 28 anos em dezembro e acredita
que sua experiência, somada a de atletas como Fernando
Scherer, ajudará o País na conquista de medalhas
nos Jogos Olímpicos. "O Brasil tem a melhor equipe
de todos os tempos na natação e possui grandes
chances de conquistar medalhas, porém, se elas vão
vir, só o tempo dirá", disse o atleta.
Sobre seu substituto no revezamento 4x200m livre, o nadador Edvaldo
Valerio Silva Filho, Gustavo Borges disse que o colega é
talentoso e vem "perseguindo" a vaga desde o ano passado.
Edvaldo, de 22 anos, também é nadador do Vasco
e treina no clube Baneb, da Bahia. Sua participação
na prova foi garantida com o tempo de 1min51s91.
Com presença já garantida na Olimpíada,
o nadador do Flamengo, Fernando Scherer, o Xuxa, acredita que
vários atletas podem alcançar o índice durante
o José Finkel, que termina hoje, mas não quis citar
nomes. Depois do Brasileiro, Xuxa volta para os Estados Unidos,
onde vai reiniciar seus treinamentos. De lá, seguirá
direto para a Austrália. O nadador está classificado
para a disputa dos 50m livre; 100m livre; revezamento 4 x 100m
livre; e 4 x 100 medley.
Bernardinho acredita na nova equipe
do Rexona
Curitiba - Bernardinho não pára. Mesmo comandando
a Seleção Brasileira que vai tentar uma medalha
na Olimpíada de Sydney a partir do dia 15 de setembro,
o treinador consegue arrumar tempo para acompanhar de perto o
início de trabalho da equipe Rexona formada para a temporada
2000/2001. Ele sabe melhor do que ninguém que o time passou
por uma grande renovação e perdeu algumas jogadoras
importantes, mas acredita num bom desempenho na próxima
Superliga.
"Não conseguimos segurar algumas jogadoras e vamos
precisar do apoio da torcida para dar força e aumentar
a confiança das mais jovens", admite Bernardinho.
"Esse grupo é o mais rejuvenescido que o Rexona já
teve e sem dúvida a próxima Superliga vai ser o
nosso maior desafio", complementa.
O técnico reconhece que não vai ser nada fácil
chegar à decisão do título brasileiro pelo
quarto ano seguido e aponta o Vasco e o Minas como favoritos.
"Perdemos a levantadora Fernanda Venturini, nossa principal
arma, e a princípio a tendência é que o Vasco,
com a Fernanda, e o Minas, com a Fofão, disputem o título",
prevê. "Vamos ter que trabalhar muito para conseguirmos
nos incluir entre os times que vão disputar as finais.
Dessa vez, vamos correr por fora", avisa.
Mas antes da Superliga 2000/2001, que deve começar em
dezembro, o time ainda vai disputar alguns amistosos e deve participar
de algumas competições. "Iniciamos essa semana
os trabalhos com sete das doze jogadoras e enquanto a Érika,
a Elisângela, a Walewska e a Kátia que estão
na seleção", explica Bernardinho. "Estamos
marcando para o dia 14 de julho um amistoso em Brusque e logo
depois o mais provável é que a gente dispute a
Copa Sul. Antes da Superliga também existe a possibilidade
de disputar o Campeonato Carioca com o Vasco e o Flamengo",
revela.
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