Joinville         -          Segunda-feira, 12 de Junho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  


















Da piscina ao palco
Depois de abandonar uma carreira vitoriosa na natação, Rômulo fez curso de ator e passou a trabalhar nas novelas da Globo

O último vôo do
ator Rômulo Arantes

Galã da TV e ex-nadador pilotava um ultraleve monomotor, que caiu a 500m da pista, matando também o co-piloto

O ator e ex-nadador Rômulo Arantes, que morreu na manhã de sábado, faria aniversário hoje. Ele foi vítima de um acidente aéreo ocorrido na cidade de Maripá de Minas, a 50 quilômetros de Juiz de Fora, em Minas Gerais. No acidente, morreu também o co-piloto, Fábio Amorim Ribeiro Ruivo, de 24 anos. O ex-nadador possuía uma fazenda na região, onde também morava sua atual esposa, a empresária Valéria Braga, de 45 anos. Ele pilotava um ultraleve monomotor, modelo Pelicano (prefixo 2347), por volta das 10h30, que teria sofrido uma pane antes de cair.
Segundo o empresário Ricardo Mattioli (também ex-nadador e amigo de infância de Arantes), que estava na fazenda na hora do acidente, o ator e o co-piloto decolaram da pista de pouso construída recentemente na fazenda para um vôo panorâmico, algo que faziam rotineiramente. Cerca de 20 a 30 minutos após deixar o hangar, o ultraleve sofreu a queda, aproximadamente, a 500 metros da pista de pouso, que se localiza às margens da BR 267. Os dois tripulantes morreram na hora. Os corpos permaneceram no local do acidente por cerca de cinco horas até a chegada do Corpo de Bombeiros e da perícia do Departamento de Aviação Civil (DAC). Até ontem as causas do acidente ainda não haviam sido reveladas e dependem de um laudo do DAC.
Além da mulher, estavam na fazenda os dois filhos de Arantes do primeiro casamento ­ Choede, de 15 anos, e Rômulo Arantes Neto, de 12 anos ­ e seus pais, Rômulo Arantes e Dona Roma. Todos ficaram chocados com o acidente e os pais de Arantes precisaram ser sedados. Ele era filho único.

Aniversário

Arantes morava no Rio de Janeiro e chegou a Maripá na última quinta-feira. Ricardo Mattioli disse que amigos de São Paulo, Rio e de Belo Horizonte estavam se deslocando este final de semana para a fazenda, a fim de fazer uma grande festa para o ator, que completaria 43 anos hoje.
A fazenda em Maripá de Minas foi comprada há três anos, ao lado da fazenda onde já vivia sua esposa. Os dois estavam casados há quatro anos e o ex-nadador fazia planos de investimentos num empreendimento de ecoturismo. Por isso construiu a pista de pouso, que já funcionava para aulas de aviação.
Sites ruins
Conteúdo de qualidade fica comprometido em páginas na Internet com problemas de elaboração.  AN_Informática 
Rômulo Danka Arantes Júnior começou a nadar aos oito anos de idade. Foi campeão mundial universitário em vários estilos, recordista brasileiro nos anos 70 e integrou a equipe brasileira nas Olimpíadas de Montreal, no Canadá, em 1976. Depois fez teatro e carreira como ator, participando de várias novelas da TV Globo. Mais tarde iniciou-se como cantor, montando, junto com os também atores Kadú Moliterno e Marcelo Serrado, uma banda que por ironia do destino chamava-se "Piloto Automático". Atualmente ele estava finalizando o roteiro de um programa para a TV.



Os brasileiros Bosco (E) e Lins recebem o pianista cubano para um espetáculo que ficará na história da MPB

João Bosco, Ivan Lins e
Rubalcaba tocam na Capital

Florianópolis ­ Um encontro inédito de um trio musical para ninguém botar defeito. É hoje à noite, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, o show de João Bosco, Ivan Lins e de um convidado pouco conhecido em Santa Catarina, o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, que desde 1982, quando subiu no palco do Festival Internacional de Varadero, mudou os rumos da música latina, especialmente do jazz. A primeira reunião dos três músicos aconteceu em fevereiro, na edição inaugural do Encontro Internacional da MPB, em Ilhabela, litoral paulista. A partir daí, viram que a união deu certo. Tanto que uma turnê pela América do Sul, incluindo Montevidéu e Buenos Aires, está sendo programada para depois desta, que iniciou no final de semana com duas apresentações em São Paulo.
Além disso, o trio deve gravar um disco depois da turnê. Pelo menos essa é a idéia de João Bosco, que está empenhado em convencer os dois parceiros sobre as vantagens da empreitada. Por enquanto, assistir ao espetáculo é a única maneira de ouvir esse trio de talentos. No repertório do show estão composições como "Ronco da Cuíca", "Linha de Passe" e "Incompatibilidade de Gênios" (João Bosco) e "Dinorah" e "Madalena" (Ivan Lins).

O QUÊ: Encontro Internacional da MPB ­ João Bosco e Ivan Lins recebem Gonzalo Rubalcaba. QUANDO: hoje, às 21 horas. ONDE: Teatro Ademir Rosa, no CIC, avenida Irineu Bornhausen, 5600, Florianópolis, telefone (48) 333-2166. QUANTO: R$ 35,00 e R$ 17,50 (estudantes)


Mostra da Gravura
abre amanhã em Curitiba

Na 12ª edição, evento reúne obras de 120 artistas

Com o tema "Marcas do Corpo, Dobras da Alma", reunindo um elenco de 15 exposições, 120 artistas e 557 obras, a Fundação Cultural de Curitiba inaugura amanhã a 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. A mostra apresenta o universo da arte contemporânea brasileira, trazendo os seus nomes mais representativos ­ Iberê Camargo, Amilcar de Castro, Lygia Clark, Antonio Dias, Samico, Cildo Meirelles, Nuno Ramos, e ainda artistas internacionais, como o espanhol Francisco Goya, o italiano Giovani Piranesi e o francês Jacques Callot. A mostra permanecerá aberta até 6 de agosto.
O conjunto de exposições, que ocupam oito espaços culturais da cidade ­ Memorial de Curitiba, Museu Metropolitano de Arte, Museu da Gravura, Museu da Fotografia, Fundação Cultural de Curitiba, Museu de Arte Sacra, Casa Romário Martins e Casa Vermelha ­ constitui a segunda etapa do evento, que iniciou com a Mostra Brasil, em novembro do ano passado, a partir da seleção de obras de jovens gravadores.
Com um custo total de R$ 400 mil (R$ 300 mil da Prefeitura de Curitiba e R$ 100 mil patrocinados pelo Ministério da Cultura), a 12ª Mostra da Gravura conta com a curadoria dos críticos Paulo Herkenhoff e Adriano Pedrosa, além da participação de curadores locais. Paulo Herkenhoff, até o ano passado, esteve à frente da Bienal de São Paulo e agora integra o corpo de curadores do Museu de Arte Moderna de Nova York. Ele é sobrinho-neto da historiadora joinvilense Elly Herkenhoff. Adriano Pedrosa é um dos curadores associados da 25ª edição da Bienal de São Paulo, prevista para o próximo ano.
A 12ª Mostra da Gravura retoma uma tendência, já verificada nas suas edições anteriores, de 1992 e 1995, de expandir o conceito de gravura, estabelecendo um diálogo crítico com outros meios de expressão artística ­ pintura, escultura, desenho, fotografia e instalação.

Temas remetem a
crime e punição

A partir da discussão de como a arte e, em particular, os processos de gravura remetem às marcas físicas e psíquicas da experiência humana, a 12ª Mostra traz à tona questões como a criminalidade e os modos de punição regulamentados pela sociedade, as expressões de religiosidade, referências da cultura judaica na arte brasileira, a pele cultural como objeto de reflexão, entre outros temas.
O ponto de partida para o desenvolvimento da idéia curatorial foi a obra "A Dobra ­ Liebniz e o Barroco", do filósofo francês Gilles Deleuze. As exposições coletivas procuram a correspondência entre os autores no que se refere às marcas no "corpo e alma", ou seja, na matéria e seu conteúdo. Assim, em "Indelével Fugaz", as marcas físicas da gravura e da pintura, associadas às cenas de martírio e da Paixão, na visão do mestre Guignard, encontram correspondência nas obras de Iberê Camargo, Amilcar de Castro e Lygia Clark. No conjunto de exposições, algumas temáticas e outras individuais (neste caso, os destaques são as salas de Samico e Antonio Dias), há também referências literárias que compõem com as obras.
A teoria de Michel Foucault sobre criminalidade e sua crítica sobre como a sociedade regulamenta a questão, privando o sujeito da liberdade e da vida, norteia a exposição "Vigiar e Punir", reunindo artistas brasileiros e internacionais que se dedicaram ao tema: o italiano Piranesi, o francês Callot, o espanhol Goya, e os brasileiros Oswaldo Goeldi, Tunga, Antonio Manuel, Nuno Ramos e Rosângela Rennó, mais Clarice Lispector e sua crônica "Mineirinho".
De Piranesi e Callot estarão expostos álbuns de gravuras históricos, que datam dos séculos 17 e 18, pertencentes ao acervo da Biblioteca Nacional. Duas gravuras de Goya, do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, também fazem parte dessa exposição, assim como a famosa instalação "111", de Nuno Ramos, referente aos mortos da chacina policial ocorrida em 1992, no presídio do Carandiru, em São Paulo.
"Uma história da pele" retoma a arte que usa a pele "cultural" para uma reflexão. Neste caso, a história a ser contada tem fotografias de Mário Cravo Neto e Cláudia Andujar, que apresentam a pele da formação brasileira ­ o negro e o índio; a "pele dos anos 60 e 70", que caracteriza obras criadas a partir de uma reflexão política; a pele como dado de identidade, questão para os anos 90; a pele e sua relação mais direta com a gravura, incluindo trabalhos de tatuagem e um vídeo de Letícia Parente, em que ela aparece bordando a sola do pé com a inscrição "Made in Brazil".


Madrugadas olímpicas

Tevês apostam alto na transmissão das Olimpíadas e vêem no tempo um inimigo

André Bernardo
TV Press

Na disputa pela melhor cobertura dos Jogos Olímpicos de Sydney, as emissoras subvertem a máxima do Barão de Coubertin, idealizador das primeiras Olimpíadas da era moderna: no que diz respeito a audiência, o importante é vencer. Entre 15 de setembro e 1º de outubro, Globo e Band (na tevê aberta) e Sportv da Net e ESPN-Brasil da TVA (na tevê por assinatura) vão competir contra o fuso horário. A diferença entre Brasil e Austrália é de 14 horas e quando a cerimônia de abertura tiver início, às 18 horas do dia 15 de setembro, serão 4 horas no Brasil da mesma sexta-feira . "Olimpíada mobiliza o telespectador independentemente do horário", acredita Luís Fernando Lima, diretor da Divisão de Esportes da Globo.
Mesmo assim, ninguém quer correr riscos: Globo e Band investiram pesado na cobertura. Estima-se que o evento tenha custado em torno de R$ 15 milhões para a Globo. Este valor inclui o embarque de 120 profissionais para Austrália, além da contratação de outros 50 no Brasil. Já Luciano Callegari Jr., gerente de esportes da Band, calcula em R$ 10 milhões o investimento da emissora. Da equipe destacada, 72 profissionais vão trabalhar na Austrália e outros 40 no Brasil. Apesar de confiante na boa audiência, Callegari reconhece que foi difícil negociar as cotas de patrocínio. "Depois que a seleção brasileira se classificou, o poder de negociação ficou mais forte", salienta.
Apesar do investimento mais modesto (algo em torno de R$ 2 milhões), a ESPN-Brasil pretende oferecer uma cobertura ampla, geral e irrestrita. Ao contrário da tevê aberta, que tem de conciliar a cobertura do evento com a programação, as tevês por assinatura vão dedicar 24 horas por dia aos Jogos Olímpicos. Durante os 18 dias de competição, outros esportes vão ser relegados a segundo plano. "Se necessário, vamos abrir dois canais sempre que houver jogos decisivos no mesmo dia e horário", adianta José Trajano, diretor da ESPN.
Não é a primeira vez que uma Olimpíada é transmitida de madrugada para o Brasil. Em 1988, quando os Jogos Olímpicos foram realizados em Seul, na Coréia, a situação foi parecida. A audiência da Band, porém, superou as expectativas. "O Ibope chegou a registrar oito pontos às três da madrugada", lembra Luciano do Valle. Na época, Juca Kfouri ainda trabalhava na Globo. Para o atual apresentador do "Bola na Rede", da Rede TV!, o horário de transmissão não interfere na audiência. "Brasileiro gosta de tudo que é esporte. Os insones e noctívagos, por exemplo, vão fazer a festa!", brinca.
Maria-fumaça
Baixas temperaturas do Planalto Norte convidam a um passeio de trem entre Rio Negrinho e São Bento, uma viagem ao passado  AN_Turismo 
A transmissão dos Jogos Olímpicos, porém, não vai alterar a programação noturna das tevês. O horário das novelas e da linha de shows da Globo, por exemplo, está a salvo. "O horário das 20 horas no Brasil corresponde às 10 horas da manhã na Austrália. Ou seja: não há competições importantes ou disputa de medalha neste horário", assegura Luís Fernando. Na Band, a estratégia visa reduzir paulatinamente de 10 a 15 minutos de cada programa até às 22 horas. Neste horário, o "Jornal da Band" já vai dar início à cobertura, que promete durar até às 9 horas da manhã. "O grande diferencial da Band vai ser o de número de horas no ar. Estamos calculando 180 horas de transmissão", frisa Callegari.
De fato, num evento em que as imagens são transmitidas através de um pool, cada emissora busca um diferencial em relação às demais. No caso da Globo, o trunfo é a câmara exclusiva. Se na Olimpíada de Atlanta, a emissora só utilizou duas delas, este ano o número aumentou para 30. Além disso, alguns programas da emissora, como "Programa do Jô", vão ser sediados em Sydney. Entre 13 de setembro e 1º de outubro, Jô Soares vai entrevistar desde atletas até brasileiros radicados na Austrália. "Não poderia ficar de fora desta. Não teria sentido fazer o programa à base de links no Brasil", admite Jô.

Manchetes AN

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11/06 - O conservatório faz aniversário
10/06 - O som das teclas em escala
09/06 - Roda de samba, choro e jazz
08/06 - Masc inaugura intercâmbio entre museus
07/06 - Morre Moreira da Silva, o criador do samba de breque
06/06 - O diário de Fritz Plaumann
05/06 - Para onde vai o jornalismo cultural?

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A boa música caipira existe

Gravadora Kuarup lança três títulos dos quais se pode dizer: bonito, divertido, inteligente

Mauro Dias
agência estado

São Paulo ­ Quando o irmão e parceiro por quase 40 anos de Xavantinho morreu, no ano passado, desconfiou-se que Pena Branca abandonaria a música. Mas ele curtiu a dor, deu a volta por cima e gravou disco-solo. "Semente Caipira" é um dos três títulos de música de raiz que a Kuarup está levando às lojas. Três excelentes discos. Os outros são "Alvorada Brasileira", de Renato Teixeira e Natan Marques, e "Disco da Moda", de Rolando Boldrin. Aliás, de Rolando & Boldrin, que faz dupla consigo mesmo, este, por sinal, um relançamento ­ mas só existiu antes em elepê.
Em "Semente Caipira", Pena Branca segue a linha que havia traçado para a dupla com o irmão: procura na fonte, pesquisa, compõe, encomenda maxixes, modas de viola, cantigas, guarânias, rastapés, cateretês, folias, valsinhas, os ritmos do interior. É do bom Kapenga Ventura e Guga a música de abertura, "Espera Eu Chegar": "Se você perguntar quem eu sou/ O meu canto é que vai responder".
Então, segue respondendo, com composições próprias (a moda "Casa Amarela"), música da tradição oral ("Marcolino", cantiga de tropeiro do Vale do Jequinhonha, adaptada por Frei Chico, com participação especial de Inezita Barroso), ou fazendo adaptação para os moldes da música caipira de originais da música popular urbana ­ "Correnteza", de Tom Tom Jobim e Luís Bonfá que, no fundo, é uma toada estilizada. Pena Branca desestilizou-a. Ficou lindo.
O grupo que o acompanha é de primeiríssima: Gilvan de Oliveira, violões e violas, Isaías do Bandolim, Zé Gomes, violino, rabeca e viola de cocho, Dinho Nascimento, percussão, Paulo Tutini, contrabaixo, Toninho Carrasqueira, flauta, Oswaldinho do Acordeon.

Alvorada

Renato Teixeira e Natan Marques trabalham juntos há 26 anos, mas nunca haviam feito um disco em que a titularidade fosse dividida, e isso acontece em "Alvorada Brasileira". O repertório foi pinçado em discos antigos e às oito regravações juntaram-se quatro composições novas: duas parcerias de Renato e Natan, "A Poeira é Ouro em Pó" e "Tá na Ponta da Língua"; outra só de Renato, "Rosana"; por fim, "Alvorada Brasileira", que dá título ao disco e é do filho de Renato, Chico Teixeira.
Os músicos multiplicam as mãos em vários instrumentos: violões de náilon, violas de 12, contrabaixo; os convidados acrescentam violinos (Cássio Poletto), acordeão (Oswaldinho), zabumba, tambores de folia, bongôs, cowbells, triângulos (Cléber Almeida). A alvorada de Renato e Natan parte da música caipira de fato, mas comporta tanto o rastapé "Tá na Ponta da Língua" quanto o bolero-bossa "Rural", de Renato, ou uma adaptação de "Meu Limão, Meu Limoeiro", domínio público.
"Disco da Moda" foi lançado em 1993 e ganhou o Prêmio Sharp de música regional daquele ano. Foi gravado, com platéia, em São Paulo, com acompanhamento de Adalto Santos (viola), Itapuã (violão), Gabriel (contrabaixo), Alejandro Ramiezes (violino), Raul Carezatto (percussão) e acordeão (Marinho). Em duas faixas, Boldrin acrescenta a viola na afinação denominada rio-abaixo.
E seguem-se originais de Capitão Furtado, Alvarenga e Ranchinho ("Moda dos Meses"), Laureano ("Moda da Pinga"), Raul Torres ("Moda da Mula Preta"), Cornélio Pires e Arlindo Santana ("Moda da Revolução"), Severino Pelado ("Moda do Lenço"), além de outras de Boldrin, mesmo que especialista em composições engraçadas. É bonito, divertido, inteligente. De quantos discos pode-se dizer isso?

 
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