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ANotícia
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PIB catarinense
cresce acima da média
Com diversos mercados
abertos, as indústrias exportam mais
Vitor Hugo Louzado
Os
percentuais podem variar em ponto para baixo ou para cima, mas
economistas e empresários acreditam que o aumento do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro ficará pouco abaixo do
previsto pelo governo federal (4%) nesse ano: em torno de 3%.
"É preciso esperar o encerramento do semestre para
avaliar melhor o cenário econômico, mas os dados
disponíveis do primeiro quadrimestre já permitem
estimar que o PIB vai crescer mesmo cerca de 3,2%, ficando muito
próximo dos cálculos do Banco Mundial para os países
do hemisfério Norte, mais ou menos 3%, e bem acima da
estimativa para a América Latina, 2,5%", disse o
diretor do Centro Sócio-econômico da Universidade
Federal de Santa Catarina (Ufsc), Hermes Tadeu Zapelim.
Um bom indicador nacional para Zapelim é a producão
da indústria automobilística. "Ela está
produzindo aproximadamente 150 mil veículos/mês.
Dsempenho igual só foi registrado em julho de 1998."
As indústrias, diz o economista, estão se aproveitando
do bom período para exportações, com vários
mercados abertos a produtos brasileiros e um câmbio favorável.
A expectativa, é que o dólar chegue ao final do
ano valendo entre US$ 1,85 e US$ 1,90. Já a demanda interna,
acrescentou, tem crescido pouco e lentamente.
A economia catarinense, na avaliação do professores,
deverá apresentar um desempenho semelhante ou até
pouco superior a média brasileira. Os indícios
desta avaliação são as evoluções
no total arrecadado em ICMS pelo governo do estadual. Para esse
ano, a previsão da Secretaria Estadual da Fazenda é
bater em R$ 2,52 bilhões, contra R$ 2,275 bilhões
ano passado e R$ 2,026 bilhões em 1998.
Os industriais catarinenses estão cada vez mais otimistas.
O diretor de Desenvolvimento da Federacão das Indústrias
de Santa Catarina, Henry Quaresma, estima que o país e
o Estado devam crescer 4% em 2000. A classe empresarial tem se
empenhado em atingir esta meta do governo, diz Quaresma. Isso
fica claro no empenho para a redução de custos
lojísticos, na redução das importações
- que provoca um aumento no consumo de matéria-prima nacional
- e aumento do consumo de energia elétrica pelo setor
industrial, entre outros fatores.
Algumas quebras no volume de exportações registrada
em abril se devem a greves de servidores públicos, como
da Receita Federal, e pela sazonalidade do setor têxtil,
adverte Quaresma. "Além disso, houve uma redução
dos dias trabalhados, 19 contra 23 em março."
Mesmo assim, "a economia catarinense está aquecida
e, prova disso, é o percentual médio da utilização
da capacidade instalada, o melhor do Brasil, com 87,1%. Isso
tem levado os empresários a buscar alternativas de investimento.
Só no setor de fomento da Fiesc, que conta com apoio da
Financeiadora de Estudos e Projetos (Finep), Badesc e Brde, entre
outras instituições, em dois meses de trabalho
já foram totalizados R$ 100 milhões em consultas
para obtencão de linhas de crédito. Tem demonstrado
mais interesse em buscar dinheiro para investimento os setores
ligados ao consumo direto.
A prova que a demanda interna tem crescido pouco e, mesmo assim,
muito lentamente, pode ser conseguida na Junta Comercial de Santa
Catarina. De acordo com seu presidente, Antônio Henrique
Bulcão Vianna, o volume de empresas abertas no primeiro
quadrimestre do ano está muito parecido com o dos anos
anteriores. Pela sua estimativa, o total anual também
deve ser muito similar ao de 1999.
|
Tabelas da Junta
Comercial |
| Empresas em Santa Catarina |
| Ano |
Abertura |
Baixa |
| 1995 |
29.071 |
1.688 |
| 1996 |
26.331 |
2.303 |
| 1997 |
28.929 |
2.853 |
| 1998 |
25.559 |
3.734 |
| 1999 |
24.275 |
4.294 |
| Comportamento nos principais municípios
do Estado |
| Janeiro de 1995 a abril de 2000 |
| Cidade |
Abertura |
Baixa |
| Blumenau |
10.466 |
2.200 |
| Brusque |
2.920 |
735 |
| Chapecó |
5.256 |
637 |
| Criciúma |
5.329 |
631 |
| Florianópolis |
11.049 |
1.929 |
| Itajaí |
5.174 |
659 |
| Jaraguá
do Sul |
3.320 |
242 |
| Joaçaba |
984 |
166 |
| Joinvile |
13.270 |
2.029 |
| Lages |
3.278 |
405 |
| Rio do Sul |
1.934 |
370 |
| São
José |
6.099 |
756 |
| Tubarão |
2.837 |
477 |
| Comparativo do movimento da Junta
Comercial |
| Referências |
1
a 5 de 1999 |
1
a 5 de 2000 |
Variação |
% |
| Total de processos |
24.154 |
26.250 |
+2.096 |
8,7 |
| Protocolos
na sede |
8.455 |
20.221 |
+11.766 |
139,1 |
| Protocolos
nas regionais |
15.699 |
6.029 |
-9.670 |
61,6 |
| Costituição
de empresas |
10.302 |
10.440 |
+138 |
1,3 |
| Baixas de
empresas |
1.419 |
2.312 |
+893 |
62,9 |
| Concordatas |
4 |
1 |
-3 |
75 |
| Falências |
36 |
27 |
-9 |
25 |
| Fonte:
Junta Comercial de Santa Catarina |
| Exportações |
|
Abril/00
(US$ fob) |
Março/00
(US$ fob) |
% |
| Brasil |
4.181.446.996 |
4.471.669.346 |
-6,5 |
| Santa Catarina |
214.133.677 |
250.683.995 |
-14,6 |
| Exportações |
|
Abril/2000
(US$ fob) |
Abril/1999
(US$ fob) |
% |
| Brasil |
4.181.446.996 |
3.706.750.870 |
12,81 |
| Santa Catarina |
214.133.677 |
202.944.898 |
5,51 |
| Exportações |
|
Jan.
/abr. /2000 (US$ fob) |
Jan.
/abr. /1999 (US$ fob) |
% |
| Brasil |
16.229.554.483 |
13.752.185.640 |
18,01 |
| Santa Catarina |
838.537.454 |
747.509.383 |
12,18 |
| Dez produtos mais exportados no primeiro
quadrimestre |
| Produto |
2000
(US$ milhões fob) |
1999
(US$ milhões fob) |
% |
| Motocompressor
hermético |
88,6 |
87,6 |
1,15 |
| Pedaços
de frangos |
71,6 |
70,5 |
1,54 |
| Móveis
de Madeira |
59,5 |
44,6 |
33,5 |
| Roupas de
toucador |
57,6 |
49,6 |
16,1 |
| Ladrilhos/cerâmica |
35,8 |
31,4 |
14,09 |
| Frango sem
corte |
34,7 |
33,2 |
4,33 |
| Madeira de
coníferas |
27,7 |
23,8 |
16,41 |
| Papel |
25,9 |
22,5 |
15,36 |
| Portas |
19,8 |
16,5 |
20,05 |
| Blocos para
motores |
19,6 |
1,2 |
1600,43 |
| Principais países de destino das exportações
- primeiro quadrimestre |
| Países |
2000
(US$ milhões fob) |
1999
(US$ milhões fob) |
% |
| Estados Unidos |
223,3 |
187,8 |
18,9 |
| Argentina |
87,5 |
83,2 |
5,14 |
| Alemanha |
59,9 |
52,3 |
14,4 |
| Reino Unido |
45,1 |
38,8 |
16,21 |
| Paises Baixos |
37,0 |
30,1 |
23,04 |
| Japão |
36,6 |
33,22 |
10,28 |
| Chile |
25,7 |
16,8 |
53,1 |
| França |
24 |
20 |
20,43 |
| Itália |
20,3 |
20,5 |
-1,3 |
| Uruguai |
19,7 |
14,2 |
38,9 |
| Desempenhos setoriais - março/fevereiro
2000 (%) |
| Gêneros |
Vendas
Reais |
Salário
Líquido |
Horas
Trabal. Prod. |
Capacidade
Inst. (março/00) |
| Produtos minerais |
5,62 |
2,57 |
4,36 |
91,87 |
| Cerâmicas |
3,22 |
4,07 |
5,19 |
92,63 |
| Cristais |
14,16 |
-0,70 |
1,79 |
98,49 |
| Metalúrgica |
5,25 |
2,33 |
2,85 |
91,29 |
| Mecânica |
11,28 |
9,63 |
5,33 |
93,39 |
| Material Elétrico |
-10,10 |
6,59 |
9,14 |
71,97 |
| Material de
Transporte |
12,70 |
3,51 |
10,51 |
88,47 |
| Madeira |
0,34 |
0,92 |
4,45 |
82,02 |
| Mobiliário |
2,69 |
4 |
5,76 |
81,47 |
| Papel e Papelão |
6,89 |
1,73 |
2,49 |
95,14 |
| Química |
8,39 |
1,35 |
0,16 |
80,80 |
| Prod. Mat.
Plástica |
1,74 |
1,37 |
2,31 |
79,36 |
| Têxtil |
13,01 |
4,84 |
7,26 |
87,95 |
| Vestuário
e Calçados |
46,91 |
3,21 |
15,66 |
94,59 |
| Produtos Alimentares |
19,4 |
2,74 |
3,68 |
93,92 |
| Bebidas |
9,97 |
-4,9 |
-0,81 |
54,88 |
| Editorial
e Gráfica |
2,84 |
-9,71 |
14,32 |
84,51 |
| Diversos |
21,01 |
4,1 |
7,22 |
71,33 |
| Total |
10,82 |
3,38 |
5,73 |
88,35 |
| Fonte:
Fiesc |
|
Carne
Abate em alta e consumo estável fazem cair preço
de produtos como carne de suíno e de frango
Preço baixo prejudica agroindústria
Excesso na oferta
ameaça provocar crise no setor
Marcos Horostecki
Chapecó - Se dependesse apenas dos resultados conseguidos
pelas agroindústrias, o desempenho econômico apresentaria
crescimento negativo nesses seis primeiros meses deste ano. O
excesso de oferta de carne nos mercados nacional e internacional
fez os preços dos principais produtos despencarem e ameaça
provocar uma séria crise caso os empresários não
reduzam os volumes de produção. O problema foi
detectado pelas lideranças do setor ainda no final do
ano passado, mas mesmo assim a produção de carne
de frango já cresceu esse ano cerca de 14%, enquanto o
consumo se manteve estável. O mesmo aconteceu com a carne
suína, cuja produção teve um incremento
de cerca de 10%.
Um relatório divulgado essa semana pelo Sindicato da Indústria
da Carne de Santa Cataria (Sindicarnes) mostra que, dentre os
oito maiores abatedouros de frangos do Estado, apenas o Macedo
Koerich não elevou sua produção de frangos,
num comparativo entre os abates de abril desse ano e abril do
ano passado. Os maiores incrementos ocorreram na unidade da Perdigão
em Capinzal, no Meio-oeste do Estado, que passou de 7,4 mil cabeças
para 10,14 mil, e na Seara Alimentos, de Seara, que passou de
2,029 mil para 7,55 mil cabeças.
Entre os abatedouros de suínos, pelo quadro comparativo,
apenas a Sadia, a Perdigão e o Frigorífico Gumz,
de Jaraguá do Sul, não aumentaram suas produções.
A Aurora aumentou o seu abate em mais de 10 mil cabeças.
O Frigorífico Chapecó, que ainda está retomando
suas atividades produziu em abril desse ano 12 mil cabeças
a mais que em abril do ano passado. No total as empresas produziram
54 mil cabeças a mais em abril desse ano do que em abril
do ano passado.
Com o excesso de produção e a estabilidade do consumo
o preço do quilo do frango caiu de R$ 1,34 para R$ 0,80,
o que beneficia o consumidor, mas deve reduzir significativamente
o faturamento das agroindústrias. O mesmo acontece com
o preço do quilo do suíno, que está se aproximando
da média de R$ 1,00, mas já foi vendido a R$ 1,14.
Segundo o presidente do Grupo Aurora, Aury Luiz Bodanese, as
empresas já estão adequando suas produções
e esperam melhorar seus desempenhos no segundo semestre, quando
a situação também deve melhorar no cenário
internacional.
Setor têxtil impulsiona
crescimento em Blumenau
Abertura de empresas
e consultas ao SPC tem alta
Ula Weiss
Blumenau - Indicadores de fontes diferentes demonstram que
a economia de Blumenau está mais aquecida em relação
aos cinco primeiros meses de 1999. Na Junta Comercial, a média
de abertura de novas empresas neste ano tem sido de 300 registros
mensais, contra 260 no mesmo período do ano passado, segundo
Roberto Essig, chefe do escritório local. As vendas no
comércio varejista, assegura o presidente da Câmara
de Dirigentes Lojistas (CDL), Alexandre Ranieri Peters, experimentaram
alta de 10%, com número de consultas superior mês
a mês, de janeiro a maio. Este quadro tem origem no incremento
da atividade no setor têxtil, que é o sustentáculo
da geração de riquezas no Médio Vale.
O aumento de vagas, com maior procura que oferta de mão-de-obra,
prova isso. De 19 mil passou para 21 mil o número de postos
no parque fabril de Blumenau. Os negócios foram reativados
por efeito de longo prazo da mudança da política
cambial, no princípio de 1999. As exportações
estão sendo feitas em volumes maiores, e com reflexos
visíveis porque a região é um dos pólos
com expressivo participação no mercado externo
entre as empresas do país. Apenas para citar um exemplo,
a Karsten S/A, sozinha, é responsável por cerca
de 60% das exportações brasileiras de toalhas de
mesa e 30% das vendas de toalhas felpudas no exterior.
No primeiro quadrimestre, o número disponível na
Associação Brasileira da Indústria Têxtil
(Abit) é de que as exportações setoriais
foram acrescidas em 27,3% na comparação com os
US$ 309 milhões embarcados em 1999 e os US$ 394 milhões
contabilizados neste ano. No Médio Vale, as informações
são de que o crescimento gira perto deste percentual.
"Com mais dinheiro nas indústrias têxteis,
mais empregos são gerados, e se há mais pessoas
trabalhando, mais dinheiro entra no comércio", raciocina
o presidente da CDL. Além disso, o dirigente observa que
os consumidores estão mais confiantes. É que quando
o real foi desvalorizado frente ao dólar, houve um receio
generalizado de que a estabilidade da moeda estaria ameaçada.
"As vendas simplesmente estancaram na ocasião",
recorda. Mas agora, finalmente, o que se verifica é um
quadro ascendente que persiste, e promete um 2000 com melhor
desempenho.
Maiores pagadores de ISS
são bancos e setor gráfico
Um dado que chama atenção no contexto econômico
de Blumenau é que as empresas de serviço não
estão arrecadando mais. Pelos relatórios da Secretaria
de Finanças, observa-se que a receita do Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza (ISS) teve apenas um aumento
em janeiro e fevereiro, decorrente de uma fiscalização
realizada. Mas depois disso, a média mensal vem se mantendo
em torno de R$ 1 milhão, que em 1999 acabou por totalizar
em 12 meses R$ 12,7 milhões dessa fonte. Os maiores pagadores
de ISS em Blumenau são as empresas do setor gráfico
e os bancos, estes últimos com alíquota de 7,5%.
Os dois ramos recolhem aproximadamente 50% dos valores apurados
com este imposto.
No comércio, um aspecto positivo é a queda da inadimplência,
da média de 10,5% das vendas à crédito,
para 9,5%. O índice é alto ainda, mas administrável,
porque dos 42 mil registros existentes, a direção
da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informa que são
de 18 mil consumidores.
Com relação às consultas dos comerciantes
junto ao Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC) para autorização de novas vendas a prazo,
há aumento. Em janeiro de 1999 foram 45.588 contra 48.958
neste ano; em fevereiro saiu de 48.440 para 58.938; em março
de 46.743 para 59.698; em abril de 56.384 para 59.314; e em maio,
de 64.661 para 70.326.
A Junta Comercial esclarece que não só a abertura
de empresas cresceu em Blumenau e região. Também
as baixas. Mas não de firmas em operação
que encerraram as atividades e sim de razões sociais que
existem somente no papel, que estão sendo regularizadas
com baixas, por causa da fiscalização da receita
estadual, federal, INSS e FGTS. "São pessoas jurídicas
que estão acertando as contas com o fisco", analisa
Roberto Essig, ao apontar que nos primeiros meses do ano passado
a média mensal era de 40 e passou para 60 neste ano.
Varig e TAM lançam site
em conjunto na Internet
São Paulo - A Varig e a TAM vão lançar
dentro de 90 dias, na Internet, um portal de turismo e viagens
voltado para o consumidor da América Latina, com investimentos
de US$ 50 milhões. A parceria resultará na criação
da empresa Plata, que deverá abrir capital e receber a
adesão de outras companhias no futuro.
Segundo o presidente da TAM, Rolim Amaro, o projeto está
aberto a empresas aéreas, hotéis e locadoras de
veículos. Entre os parceiros potenciais, ele citou a Transbrasil,
a Lan Chile e a Aerolineas Argentinas. A participação
da Varig no portal será de 60% inicialmente e a da TAM,
de 40%. As duas companhias negaram que a Plata seja o início
de uma fusão e informaram que vão manter seus sites
individuais de vendas de passagens.
"Não vamos fazer uma Ambev voadora", afirmou
Rolim. "As duas empresas vão continuar operando de
forma absolutamente independente e buscando seu foco no mercado",
disse o presidente da Varig, Ozires Silva. No ano passado, a
Varig vendeu US$ 1 milhão em passagens pelo programa Smiles,
ou 1% da sua receita. A TAM comercializou, via Internet, 3% de
sua receita de 99, o equivalente a US$ 2 milhões. Rolim
acrescentou que um dos objetivos do portal é ampliar a
participação das empresas brasileiras no tráfego
aéreo latino-americano.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |

Exigência de notas fiscais por parte da população
aumenta arrecadação municipal
Venda no comércio
cresce 15% em Joinville
Município
arrecadou R$ 6 mi de ISS entre janeiro e abril, o que representa
incremento de 22% sobre igual período de 99
Silvia Pinter
Joinville - A economia catarinense mostra sinais de recuperação.
Em Joinville, no Norte do Estado, o volume de vendas no comércio
teve um aumento de quase 15% nos primeiros cinco meses deste
ano, comparados com o mesmo período de 1999. E só
de Imposto Sobre Serviços (ISS) o município arrecadou
R$ 6 milhões, entre janeiro e abril de 2000, o que representa
um incremento de 22% aos cofres da cidade em relação
a igual período do ano passado. Mas o desemprego continua
elevado e a quebradeira de empresas da microrregião aumentou
de um ano para o outro.
"O município também aumentou a arrecadação
do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). Até abril deste ano foram registrados 17% a mais
que o arrecadado no mesmo período do ano passado. A economia
estadual está crescendo", atesta o secretário
da Fazenda de Joinville, Luiz Carlos Meinert, que acredita num
percentual de crescimento do produto interno bruto (PIB) maior
que o previsto pelo governo federal para este ano, 4%.
OTIMISMO
O mesmo otimismo é compartilhado pelo vice-presidente
da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade (CDL/Joinville),
Gilson Bohn. Segundo ele, a economia está estável
e a tendência é continuar assim. "O incremento
de 15% dos primeiros meses deste ano nas vendas no comércio,
em relação ao ano passado, deve se manter no segundo
semestre. Tradicionalmente, esse período é melhor
para o consumo, já que temos datas como o Natal",
explica o dirigente.
"A estabilidade e a empregabilidade são fatores que
ajudam nesse crescimento. E amarrado a isso temos a facilidade
de crediário", assinala o gerente comercial do grupo
Salfer, Márcio Kienbaum. A rede de lojas registrou nos
primeiros cinco meses deste ano um incremento de 18% nas vendas,
comparado com o mesmo período de 1999. E a perspectiva
de faturamento de 2000 é de 30% a mais que o alcançado
no ano passado.
"Só para ter uma idéia de como a Salfer está
acreditando no mercado, estamos investindo na abertura de mais
quatro lojas no Estado e na construção de um centro
de administração com mais de cinco mil metros quadrados",
afirma o gerente. A ampliação exigirá investimento
de R$ 1,5 milhão, segundo cálculos de Kienbaum.
Sobe número de falências
Apesar dos sinais de crescimento da economia, nem tudo vai
bem. O fechamento das empresas da microrregião de Joinville,
por exemplo, alcançou índices elevados nos primeiros
quatro meses deste ano, comparado com igual período de
1999. Estatísticas do escritório da Junta Comercial
da cidade revelam um aumento de 107,5% de um ano para o outro,
computando empresas comandadas por sócios (Ltda) e por
uma única pessoa (individuais). Isso não significa
que novos empreendimentos deixaram de surgir neste período.
Mas o crescimento foi pequeno, em torno de 3%.
O agente administrativo do escritório da junta, Odair
Inácio, credita o alto índice de falências
a duas questões: falta de informação sobre
o número absurdo de impostos existentes e a emissão
obrigatória de notas fiscais - norma que entrou em vigor
efetivamente no início de abril - que pretende acabar
com a sonegação em todo o País. "Em
função disso o número de empresas que fecharão
as portas na microrregião vai aumentar", prevê
Inácio.
Um outro indicador negativo é o de desemprego no comércio
local. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio
de Joinville, Luiz Carlos Xavier, o número de comerciários
despedidos nos primeiros meses deste ano é basicamente
o mesmo do ano passado: cerca de mil. "Se o volume de vendas
aumentou, o nível de desemprego se manteve no mesmo patamar",
assinala o sindicalista. (SP)
Produtores de autopeças
no Estado ampliam vendas
Aumento na produção
de veículos anima setor
Claudine Nunes
Joinville - Nunca está bom para todos. Se um setor
vai bem, pode acabar interferindo negativamente em outros ramos
da economia. Este é o sentimento quando se compara o ramo
automotivo e o da construção civil, com reflexos
nas atividades interligadas. Entre comprar um carro e arrumar
a casa, o consumidor está preferindo a primeira opção.
A produção de carros em maio no Brasil foi a melhor
em 23 meses. O setor de autopeças sente o reflexo. Segundo
o vice-presidente da Câmara de Autopeças do Sistema
Fiesc (Federação das Indústrias do Estado
de Santa Catarina), Daniel Camilotti, o incremento nacional foi
de 20% de fevereiro a maio de 2000 comparado com o mesmo período
em 99, e Santa Catarina acompanha o desempenho.
A Caribor, empresa que preside em Joinville, registrou crescimento
de 25% nas vendas comparadas às do ano passado. Ela produz
peças de borracha principalmente para o setor automotivo,
além do metal-mecânico e linha branca (como refrigeradores).
Previsões otimistas também no setores mecânico
e metalúrgico, que fornecem insumos para indústria
automobilística, indicam os sindicatos da indústria
e dos trabalhadores do setor mecânico de Joinville e região,
e, ainda, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas
e de Material Elétrico de Joinville.
No setor mecânico, pesquisa da Fiesc mostra crescimento
de 4,87% nas vendas até abril. O ramo da ferramentaria,
um dos mais fortes, enfrenta inclusive falta de profissionais
qualificados e disputa os trabalhadores disponíveis. Praticamente
todas as rescisões estão sendo motivadas pela troca
de empresa, que supervalorizam os salários, elevando em
consequência os custos.
PLÁSTICO
O Sindicato da Indústria de Material Plástico
no Estado de Santa Catarina (Simpesc), por outro lado, verifica
que de janeiro a maio, o volume de resina processada manteve-se
estável em comparação com os cinco primeiros
meses de 99 no Norte do Estado, onde está concentrado
65% do setor. Pesquisa estadual da Fiesc confirma os números.
Houve aumento de 0,80% nas vendas de janeiro a abril, em relação
a 99.
O presidente da Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S.A, Cesario
Rogério, diz que a empresa previa faturamento 12% maior
do que o ocorrido. De janeiro a maio deste ano o faturamento
cresceu 4,4% em relação ao mesmo período
de 99, mas o volume vendido ficou negativo em 2,3% no total.
A explicação encontra-se nas exportações.
O faturamento com as vendas externas cresceu 21,4% e o volume
vendido para o exterior subiu 27,9%, permitindo faturamento positivo
até maio. A Cecrisa contratou 1,8% mais que nos primeiros
cinco meses de 99.
Jaraguá do Sul
registra crescimento real
Para segundo semestre
deste ano, previsão é mais otimista
Ney Bueno
Jaraguá do Sul - A redução da alíquota
na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS), em
média 20% para todos os setores desde janeiro, além
da maior conscientização da pessoas em exigir notas
de serviços e fiscais em suas compras à vista,
está resultado no crescimento da economia do município.
A Prefeitura arrecadou R$ 1,730 milhão, 5,20% a mais do
que foi arrecadado no mesmo período do ano passado. A
previsão para o segundo semestre é ainda mais otimista
devido a medidas do governo federal que facilitarão a
diminuição dos juros, prevê o presidente
da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Hilário
Corrêa.
Segundo o secretário municipal de Administração
e Finanças, José Olívio Papp, no ano passado
o município arrecadou com o ISS R$ 4.030 milhões,
um crescimento de 8,79% em relação a 1998. Para
este ano há uma previão de crescimento de mais
10%, mesmo com a redução de alíquota, que
resgatou vários profissionais para cobrança do
imposto. Este crescimento vem ocorrendo de forma constante e
podem até aumentar, caso a população cobre
a confecção de notas fiscais em suas compras, prevê.
O desempenho da economia jaraguaense pode ser sentida também
na Junta Comercial, que em 1999 registrou a abertura de 377 empresas,
dos quais 175 comércio, 154 serviços e 48 indústrias.
Nos primeiros seis meses deste ano, já foram abertas 176
novas empresas (77 comércio, 21 indústria e 78
comércio). Em relação ao cancelamento destas
empresas, explica a secretária da Junta Comercial, Solange
de Almeida, há poucos dados oficiais, devido muitos não
oficializarem o ato no escritório local e existir dados
apenas de toda microrregião, que envolve mais de sete
municípios.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Hilário
Corrêa, relata que ocorreu uma redução de
15% no número de pesquisas feitas pelo comércio
para vendas à prazo nos primeiros seis meses deste ano
em comparação ao mesmo período ano passado.
Para ele, essa redução quer dizer que ocorreu redução
nas vendas a longo prazo, mas em contrapartida está havendo
um aumento nas vendas à vista. Para Corrêa as pessoas
estão procurando comprar suas mercadorias em menos tempo
possível, por isso está ocorrendo este fator no
município. "Não temos números de venda
à vista, mas caiu em 50% as vendas acima de seis vezes",
destaca.
Bretzke amplia
exportação de
seus produtos
Jaraguá do Sul - A terceira maior fabricante de achocolatados
no Brasil, a Bretzke Alimentos, resolveu em 1998 priorizar o
mercado internacional, criando um departamento próprio
para atender as exportações da empresa. Líder
de mercado no Paraguai e Uruguai, com seu principal produto,
o achocolatado Muky, a Bretzke aumentou sua presença no
mercado e pretende até final deste ano atender toda a
América Latina. A Bretzke não descarta abrir filiais
ou adquirir empresas nestes paises ou no Leste da Europa, onde
a empresa tem forte presença com mistura para bolos, gelatinas
e miçangas (confeites de bolo), além do muky.
Segundo o gerente para negócios internacionais, Guido
Jackson Bretzke, até 1998, a empresa atuava no mercado
de exportação sem um departamento próprio.
Para fortalecer a presença internacional e fortalecer
a marca no Brasil atuando no máximo de paises possíveis,
Guido deixou a diretoria comercial e de marketing da empresa,
priorizando o mercado externo. A Bretzke exportava seus produtos
para Paraguai, Argentina, Uruguai, Japão, Russia, Eslovênia
e Eslováquia. Essa exportação não
chegava a 5% de seu faturamento. Agora, com a nova estrutura,
o volume vem aumentando gradativamente. Somente nos cinco primeiros
meses deste ano, foram exportados todo o volume produzido ano
passado Em 1999, a exportação representava 7% do
faturamento, este ano chegará a 15% e em 2001 deverá
chegar a 40%, prevê o empresário.(Ney Bueno)

Fabricantes de móveis de São Bento do Sul trabalham
a plena capacidade para atender pedidos destinados à exportação
Arrecadação cresce
21,7% em São Bento
No comércio,
o número de consultas ao SPC subiu seis por cento nos
cinco primeiros meses de 2000
Marília Maciel
São Bento do Sul - A economia de São Bento do
Sul registra melhor desempenho nos primeiros meses deste ano
em relação a igual período do ano passado.
A prefeitura municipal, por exemplo, teve um incremento de 21,7%
na arrecadação do ISS, Imposto Sobre Serviço.
No primeiro semestre do ano passado foram arrecadados R$ 913.453,38.
Este ano, até o final de junho, a prefeitura vai arrecadar
aproximadamente R$ 1.112.246,00 só com esse tributo.
Na comparação mês a mês, a maior diferença
foi registrada no mês de março quando foram recolhidos
R$ 202.799,38 em ISS contra os R$ 147.510,69 no ano passado.
A média de arrecadação mensal saltou de
R$ 152.242,00 para R$ 185.374,00. A unificação
da alíquota de recolhimento contribuiu para o aumento.
Contribuintes que pagavam 4% passaram a pagar a taxa unificada
de 5%.
Os dados do SPC, Serviço de Proteção ao
Crédito, mostram um crescimento de 6% no número
de consultas na comparação dos cinco primeiros
meses de 2000 com o mesmo período do ano passado. O número
de registros na lista dos inadimplentes caiu 16% de janeiro a
maio, comparado a 1999. As reabilitações também
tiveram queda de 32% no mesmo período. "A partir
deste ano as consultas são 100% locais, feitas apenas
em Santa Catarina, por isso a grande queda nos registros e reabilitações.
Mas o número de consultas mostra aumento real nas compras
a prazo", explica a chefe do SPC, Silvana Machado.
O setor de serviços e o comércio de roupas e pequenos
eletrodomésticos são apontados como os principais
responsáveis pelo crescimento das vendas, além
dos materiais de construção. Na loja Breithaupt
as vendas de material de construção cresceram 15%
no primeiro quadrimestre deste ano, em relação
ao mesmo período de 1999. De janeiro a maio deste ano,
123 novas empresas abriram suas portas em São Bento do
Sul, 16 a mais que no mesmo período do ano passado. Vinte
e cinco empresas foram fechadas este ano, quatro a mais que nos
primeiros cinco meses de 1999.
Setor moveleiro é impulsionado
pelas vendas para o mercado externo
O setor moveleiro continua impulsionando a economia são-bentense.
São cerca de 400 indústrias que empregam cerca
de 20 mil pessoas. Maior pólo exportador de móveis
do País, São Bento do Sul, é responsável
pela metade das vendas externas do setor em Santa Catarina. Por
sua vez é de Santa Catarina que saem 50% dos móveis
vendidos pelo Brasil ao exterior. Por tudo isso o comércio
local tem bons motivos para torcer pelo crescimento das vendas
de móveis. As indústrias exportadoras estão
trabalhando a todo vapor para dar conta dos pedidos.
Santa Catarina teve um incremento de 36,43% nas exportações
moveleiras no primeiro trimestre deste ano, em relação
ao mesmo período do ano passado. A tendência é
de crescimento. A Artefama, por exemplo, que é a maior
exportadora de móveis do País, está trabalhando
com 90% de sua capacidade instalada. As vendas da empresa tiveram
crescimento de 5% neste primeiro semestre e a expectativa é
chegar até o final do ano com 10% de incremento para atingir
um faturamento de US$ 20 milhões. Toda produção
é exportada, 65% vai para os Estados Unidos e o restante
para a Europa.
A Móveis Weihermann estipulou como meta para este ano
um crescimento de 50% na produção o que implica
em ampliar em 20% o quadro de funcionários. A expectativa
é faturar US$ 10 milhões neste ano. Enquanto os
exportadores comemoram, a produção moveleira para
o mercado interno está praticamente estagnada. A Móveis
Seiva possui duas unidades fabris. Uma trabalha apenas com exportação
e a segunda com vendas no Brasil.
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