Joinville         -          Terça-feira, 13 de Junho de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Aos 48 anos de idade, a blumenauense exibe uma forma física exuberante
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Entusiasmo de estreante

Vera Fischer aproveita ótima fase para dar fôlego à Helena de "Laços de Família"

Leandro Calixto
TV Press

Nas gravações de "Laço de Família", Vera Fischer se comporta como uma estreante. Aos 48 anos e numa forma física exuberante, a atriz demonstra entusiasmo de novata para interpretar Helena, a protagonista da novela das oito da Globo. Longe da tevê desde 1998, quando fez uma participação em "Pecado Capital", Vera conta que se preparou para este trabalho como se fosse o primeiro na televisão. Lutou contra a balança para emagrecer 14 quilos - hoje ela está com 60, distribuídos magistralmente em 1,60 m - e passou a estudar o papel muito antes do início das gravações.
A atriz ficou surpresa quando soube que a personagem estava sendo escrita especialmente para ela pelo autor Manoel Carlos. A motivação de Vera também se deve à oportunidade de fazer uma novela inteira. Mesmo plano que ela tinha em 1995, quando não terminou as gravações de "Pátria Minha", de Gilberto Braga, depois de ter sido afastada por indisciplina. "Estou atravessando uma das melhores fases de minha vida. Tudo que eu pedi a Deus está vindo", vibra a atriz.
Mais do que ninguém, ela sabe que a emissora está apostando alto em sua atuação para repetir o sucesso de audiência de "Terra Nostra". "Quero que esta novela dê audiência. E tem tudo para isso", imagina. Na trama de Manoel Carlos, Helena é proprietária de uma clínica de estética que acaba se apaixonando por um homem mais jovem. Mas Helena acaba "abrindo mão" do grande amor por causa da filha, que também se apaixona por Edu, feito pelo novato Reynaldo Gianecchini. "Tive algumas relações com homens mais jovens ao longo de minha vida. Acho que, para escrever esse papel, o Maneco se inspirou em minha vida pessoal", desconfia.
"Laços de Família" é a primeira novela de Manoel Carlos em que Vera participa. E comparada a outras personagens que fez na televisão, Helena tem uma carga dramática menos intensa. "Ela é leve e muito bem-humorada", define. A atriz espera que a personagem mantenha esse perfil até o final da história. A preocupação é que a novela não se estenda além do previsto: ou seja, 180 capítulos. A atriz está no time que defende um formato mais curto para as produções e lembra que, quando fez "Riacho Doce", a minissérie teve exatamente 40 capítulos. "Deu para o autor desenvolver o tema sem barriga. Foi uma história bem coerente e com uma produção caprichada", analisa Vera.
Ela começou a gravar "Laços de Família" há mais de dois meses. Em abril, Vera e parte do elenco viajaram para o Japão. Na Ásia, a sua personagem reencontra a filha Camila, vivida por Carolina Dieckmann. Vera conta que ficou impressionada com a cultura dos japoneses nessa primeira visita ao país. "Eles são extremamente disciplinados. Isso é que faz o país deles crescer", teoriza. A viagem, segundo Vera, serviu para entrosar ainda mais o elenco. Foi no Japão que ela conheceu melhor o desempenho de Reynaldo, que está fazendo sua estréia em novelas justamente ao lado de Vera. "Acho que ele tem tudo para dar certo na carreira de ator. Tem talento e muita boa vontade", enfatiza.
A trama de Manoel Carlos também é a primeira em que Vera atua com Carolina Dieckmann. Como ocorreu com Reynaldo, a empatia com a atriz de 21 anos também foi imediata. "Estou impressionada com o carisma da Carolina", surpreende-se Vera. A animação da Miss Brasil de 1969 também pode ser vista durante as gravações. Ela é sempre uma das primeiras a chegar ao set e dispensa o mesmo tratamento a todos os colegas de trabalho desde o diretor até o maquiador, passando pela equipe técnica.
Vera acredita que só agora, próxima de completar 50 anos, atingiu sua maturidade. Ela conta que nunca soube compreender muito bem a questão de ser um dos maiores símbolos sexuais do País nas últimas décadas. "Mas, hoje em dia, encaro tudo isso com muita naturalidade. Faz parte do meu trabalho", salienta Vera.

Divisor de águas

Em 1969, Vera ganhou projeção nacional ao ser a vencedora do concurso Miss Brasil. Mas o reconhecimento como atriz só aconteceu com o filme "Amor, Estranho Amor", de Walter Hugo Khouri. Foi nessa produção que Vera ganhou prêmios como o da Associação Paulista de Crítica e Arte. "Sem dúvida nenhuma, foi um divisor de águas em minha carreira. A partir daí, começaram a me ver não só como uma mulher bonita", recorda.
Mas, antes de se destacar no cinema, Vera também já havia feito novelas como "Espelho Mágico" e "Coração Alado". Na televisão, no entanto, os trabalhos mais importantes da atriz foram em "Mandala", onde interpretou a Jocasta que se apaixona pelo filho Édipo, vivido por Felipe Camargo, e "Desejo", onde viveu Ana de Assis, que teve um tórrido romance com um rapaz mais jovem, interpretado por Guilherme Fontes. "Foi por causa desses papéis que ganhei o estigma de mulher fatal", acredita.


Praia de paulista

Sabrina Parlatore acerta com a Band a apresentação de um programa de auditório

Ticiana Magalhães
TV Press

Demorou um mês e meio para Sabrina Parlatore ceder aos apelos da Band. Mas, a partir daí, as coisas andaram rápido para a agora ex-apresentadora da MTV. O contrato, de dois anos, prevê que a moça estréie na nova casa já em 14 de agosto, juntamente com a nova grade de programação da emissora. A alteração de endereço, porém, não representa uma mudança de estilo. O programa de Sabrina - ainda sem título definido - vai ser totalmente voltado para o público adolescente. Embora a apresentadora abandone o clima frio dos estúdios - que ela gosta de definir como "verdadeiras caixas sem emoção" - para comandar uma platéia de 500 jovens, ao vivo, de uma tenda montada em algum ponto da cidade de São Paulo. Para ela, esse esquema vai ajudar a quebrar o gelo. "Queremos todos à vontade, como se estivessem numa praia", compara.
A princípio, o programa terá muita música e três quadros principais: um com game show, sobre curiosidades e conhecimentos gerais, outro com debates sobre temas relacionados às principais dúvidas dos adolescentes, como escola, escolha da profissão e, claro, sexo, e um terceiro com entrevistas. Sabrina não abre mão de receber, inclusive, bandas internacionais. "Entrevistá-las era minha marca registrada na MTV", justifica. E ela garante que as músicas - que serão executados ao vivo - não serão restritas a nenhum estilo específico. "Os fenômenos musicais têm de ser discutidos. Mesmo que eu não goste de alguns, não posso ignorá-los", argumenta.
A timidez da apresentadora fica explícita quando se dá conta que vai comandar uma platéia tão grande. "Quando estou trabalhando meu lado extrovertido se potencializa, mas não posso negar que já estou com aquele friozinho na barriga", revela.
Sabrina diz que um dos fatores que mais a atraiu na proposta da Band foi o horário de exibição do programa, diariamente às 18 horas. "Nesse horário, o adolescente acabou de assistir à 'Malhação' e está zapeando, procurando algo voltado para ele", analisa. Outra vantagem que ela vê é que nessa hora grande parte dos jovens ou está chegando da escola ou se arrumando para sair, e busca na tevê uma distração leve e animada. Por isso, Sabrina diz que não tem medo de ficar na mesma situação de Astrid Fontenelle, que deixou a MTV, ficou no ar durante alguns meses com o "Programaço" e agora está à deriva na Band. "O programa dela era alternativo, num horário ingrato. Apesar de ser muito bom, não tinha um perfil de tevê aberta", explica.
Esta será a segunda vez que Sabrina vai estar à frente de um programa da Band. Por dois meses, ainda neste ano, apresentou com Fernando Vanucci o quadro "Na Geral", do "Show do Esporte". A diferença é que ela era contratada da Traffic - empresa que produz os programas de esporte para a Band - e dividia o tempo entre a nova função e a MTV. Não deu certo. "Não consegui conciliar. A MTV exigia muita dedicação", justifica.
Na MTV, Sabrina comandou diversos programas, dentre eles o "Lual MTV", o "Top 20 Brasil" e o "Disk MTV", que comandou durante quatro anos e meio. "Mas estava na hora de sair, não podia mais crescer lá dentro, tinha alcançado o meu topo", avalia. A apresentadora, porém, confessa que será difícil passar a batuta. "Vai ser estranho ver alguém apresentando o 'Disk'. Já estou morrendo de ciúmes", admite. Parte do público reage de forma semelhante. Sabrina já está até recebendo mensagens pedindo que ela não deixe a emissora. "Não que eu queira tirar a audiência da MTV, mas vou estar lá, no mesmo horário. É só mudar de canal", avisa.


Entrevista / Raul Gil

O campeão de audiência

Apresentador acredita que só a criançada é páreo para ele

André Bernardo
TV Press

O apresentador Raul Gil continua rindo à toa. E com toda a razão. Desde que estreou seu programa na Record, em agosto de 1998, ele não sabe o que é perder para a Globo dois sábados consecutivos. A emissora de Roberto Marinho bem que tentou reverter a situação, mas não conseguiu. Desde então, já exibiu desde filmes no "Temperatura Máxima" até músicas no "Samba, Pagode e Cia". Tudo em vão. A última investida da Globo, "O Caldeirão do Huck", também não surtiu efeito. "Sabia que o Luciano não ia dar certo naquele horário. Mas a culpa não é dele. O público do Luciano é que não está em casa no sábado à tarde", diagnostica Raul.
Aos 62 anos de idade e 41 de carreira, Raul Gil é um fiel defensor da máxima "não se deve mexer em time que está ganhando". Por isso mesmo, ele não parece inclinado a abrir mão de atrações para lá de manjadas, como "O Quadro do Banquinho" ou "Para Quem Você Tira o Chapéu?". Esbanjando confiança, Raul Gil chega a reconhecer que o único programa da Globo que poderia ameaçar a audiência do seu é o "Gente Inocente", comandado por Márcio Garcia nas tardes de domingo. "Se fosse eles, botaria a criançada para brigar comigo. Agora, se elas não derem jeito na audiência, eu voltaria a exibir os filmes mesmo...", esnoba.

O que você acha da concorrência imposta pelo Luciano Huck nas tardes de sábado?
Raul Gil - Já ganho da Globo há quase dois anos. Houve dias em que dei de 23 a nove neles. Nas últimas semanas, dei de 18 a 14 no Luciano. Trabalhar na Globo é uma beleza. Lá, eles pegam a audiência na faixa dos 20. Na Record, pego a audiência em um ponto. Na Globo, eles fazem chamada do "Caldeirão do Huck" na novela das oito, que dá 40 no Ibope. Na Record, a chamada do meu programa é feita no "Note e Anote", que não passa de três pontos. Se o programa da Globo não dá audiência, eles chamam o Thiago Lacerda, o Tarcísio Meira, a Maria Fernanda Cândido... Na Record, se o ministro desiste de participar do quadro do banquinho, eu tenho de chamar Os Travessos...

Você ficou receoso com a estréia do Luciano Huck?
Gil - Não. Eu sabia que o Luciano não ia dar certo no sábado à tarde. O público dele não está em casa nesse horário. Mas a culpa não é do Luciano. Ele é um garoto. Está começando agora. O horário mais indicado para o Luciano é o domingo à tarde. Se eu fosse eles, sabe o que faria? Colocaria a criançada do "Gente Inocente" para brigar comigo. Elas são até capazes de ganhar de mim. Agora, se não ganharem, eles vão ter de voltar a exibir os filmes de novo...

O que achou da decisão do Alberto Luccheti, diretor do "Domingão do Faustão", de proibir cantores de se apresentarem em outras emissoras?
Gil - Achei ridícula. Artista só quer saber de divulgar disco. Se não divulga, o disco não faz sucesso. Até concordo que eles não liberem os artistas da novela. Já imaginou o Fagundes fazendo o "Para Quem Você Tira o Chapéu?"? Eles não vão me dar audiência de mão beijada. Outro dia, o Júnior, da Sandy & Júnior, disse que gostaria de ir ao meu programa. Infelizmente, não pôde.

Você pretende implantar alguma novidade no programa?
Gil - Não. O programa está dando certo. Não tenho por que mexer nele. Quando ganho da Globo, fico até emocionado. A Globo é uma potência televisiva. Meu programa dá audiência porque é voltado para a família. Costumo dizer que a família é a coisa mais importante do ser humano. Por isso, não tenho alterações a fazer. Quando a audiência começar a cair, eu penso em alguma coisa.

Você já chegou a ser convidado para trabalhar na Globo?
Gil - Nunca. Em 1987, passei a fase mais difícil da minha vida. Fiquei parado por quatro anos. Vendi o pouco que tinha para o meu padrão de vida não cair. Na época, fui à Globo para conversar com o Boni. Ele perguntou o que eu tinha em mente. Respondi que queria fazer um programa de auditório aos sábados. Ele disse que, infelizmente, não tinha horário disponível para mim. No final da entrevista, ainda disse: "Qualquer novidade, te ligo!". Estou esperando a ligação até hoje...

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A semana

Mineiros ao vivo
A atração do "Bem Brasil" (Rede Pública, 11 horas) deste domingo tem gostinho de pão de queijo. O grupo mineiro Skank lança, ao vivo, o seu mais recente CD, "Maquinarama". O novo trabalho mostra um lado desconhecido do conjunto: menos instrumentos de sopro e uma quantidade maior de guitarras e teclados. No repertório do show estão, além da música de trabalho "Três Lados", sucessos como "Resposta", "Jack Tequila" e "Esmola". O "Bem Brasil" tem a apresentação de Wandi Doratiotto.

Hebe para crianças
No "Pequenos Brilhantes" deste domingo (SBT, 14 horas), sob o comando do apresentador Moacyr Franco, Hebe Camargo é a estrela maior. O programa mostra a porção atriz da apresentadora no quadro onde, contracenando com as crianças, Hebe interpreta um bebê muito carismático que faz uma visita aos pediatras, interpretados pelos atores mirins João Vitor e Nayara.

Elegância com bisturi
O cirurgião-plástico Paulo Roberto Sousa Jatene é o convidado de Boris Casoy no "Passando a Limpo" (Record, 21h30) de hoje. Mamoplastia, lipoaspiração e a vedete silicone serão assuntos abordados, assim como toda parte ética que envolve a operação e os riscos que as pessoas correm para suportar a ditadura da beleza. A candidata à prefeitura de São Paulo Marta Suplicy também estará no programa.

Comemorando em alto estilo
(TV Cultura, qui, 22:30 h)
Exatamente no dia em que a TV Cultura comemora 31 anos, o "30 Anos Incríveis", série criada para comemorar três décadas da emissora e que mostrou momentos inesquecíveis da tevê brasileira, chega ao fim nesta quinta (22h30). O homenageado desta vez será o diretor e produtor Fernando Faro que, em seus 42 anos de televisão, foi o responsável pela criação e direção de programas como "Ensaio" e "MPB Especial". A atração traz um depoimento exclusivo de Fernando Faro e fotos de vários momentos de sua vida, além de trechos dos programas que criou.

Novidades

Escala na Oceania
Susana Werner já tem compromisso para depois das Olimpíadas. A atriz e apresentadora, que vai comandar um programa diretamente de Sydney para o Sportv, nem volta para o Brasil. Vai direto à Nova Zelândia para participar do "Rolé de Verão" com Dora Vergueiro e cia.

Seguro de si
O SBT não quer perder Gugu Liberato por nada. O apresentador, que promove uma disputa acirrada na audiência com o "Domingão do Faustão", tem seu contrato renovado com a emissora de Sílvio Santos automaticamente a cada quatro anos. "Geralmente, quando está para vencer o contrato, alguém da Globo liga para saber se estou satisfeito", gaba-se o apresentador. No entanto, Sílvio Santos cobre todas as ofertas.

Programação romântica
No embalo do Dia dos Namorados, o Canal Brasil quer agradar aos pombinhos. A emissora por assinatura está preparando uma programação especial para esta segunda com filmes que retratam as mais diferentes formas de amor e de relacionamento. O canal exibe os curtas-metragens "Amar", "Dedicatórias", "Decisão", "Vox Populi", "Amor", "Sete, Sete e Pouco", "Amargo Prazer", e os longas "Minha Namorada", "Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera", "A Penúltima Donzela", "Meus Amores no Rio", "Floradas na Serra", "Chuvas de Verão", "Viagem aos Seios de Duília" e "A Moreninha".

Parcerias musicais
Preocupada com a norma baixada pelo diretor Alberto Luchetti que proíbe que grupos e cantores que se apresentem no "Domingão do Faustão" vão a outros programas, a Record resolveu se aproximar do mercado fonográfico. A emissora promoveu um encontro com representantes de todas as gravadoras que atuam no País. A reunião, idealizada por Luís Salviano, diretor do núcleo musical da Record, tem como objetivo buscar parcerias entre as produções da emissora e os artistas de cada gravadora.


Aposta angelical

Globo usa tema bastante explorado no cinema na nova novela das sete

Paula Schitine
TV Press

Um homem morre e é convidado por um anjo a retornar à vida. O tema já foi explorado em vários filmes de Hollywood, como "O Céu Pode Esperar", com Warren Beatty, e "O Encontro Marcado", com Brad Pitt, e também será a trama central de "Um Anjo Caiu do Céu", novela de Antônio Calmon que vai substituir "Uga Uga", atual novela das sete da Globo. De qualquer forma, a produção terá seus atrativos. O homem ressuscitado será interpretado por Tarcísio Meira, e o anjo, por Fábio Assunção. Prevista para estrear em novembro, a novela começa a ser gravada em agosto, e a trama será ambientada no Rio nos tempos atuais.
O autor garante que os atores foram um ponto fundamental de partida para a criação dos personagens principais. O elenco feminino, por exemplo, será encabeçado por Patrícia Pillar e Christiane Torloni. Mas Calmon diz que o mais importante foi mesmo a confirmação de Tarcísio Meira, disputado pelo autor assim que começou a escrever a novela. "Esse personagem tem 60 anos e desde o começo eu já o condicionei ao Tarcísio, pelo carisma e charme que possui", elogia o autor.
Fábio Assunção, o outro protagonista da história que faz o querubim, estreou na tevê em "Vamp", escrita também por Calmon. Na história, Fábio fazia o papel de um vampiro vilão. Agora, encarna um anjo que luta para ajudar João Medeiros, o personagem de Tarcísio, para que consiga recuperar suas qualidades, perdidas com o tempo. A maniqueísta luta do bem contra o mal, característica das novelas de Calmon, está de volta. A antagonista na novela será vivida por Christiane Torloni, que também já interpretou uma das novelas de Calmon, "Cara ou Coroa", em que vivia o mal e o bem em um só personagem.
A trama de "Um Anjo Caiu do Céu" vai se desenrolar a partir do momento da morte de João Medeiros, que morre exercendo a profissão numa guerra da Europa, provavelmente na Bósnia. João então recebe o convite do anjo para retornar e rever questões familiares complicadas, principalmente com os filhos. Mas, está longe de ser uma novela dramática. A trama que substitui "Uga Uga" também vai seguir a linha bem-humorada. "Ela não é cômica, mas tem humor e é adequada para o horário das sete", explica o diretor-geral da novela, Denis Carvalho.

 
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