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ANotícia
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Aos 48 anos de idade, a
blumenauense exibe uma forma física exuberante
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Entusiasmo de estreante
Vera Fischer aproveita
ótima fase para dar fôlego à Helena de "Laços
de Família"
Leandro Calixto
TV Press
Nas
gravações de "Laço de Família",
Vera Fischer se comporta como uma estreante. Aos 48 anos e numa
forma física exuberante, a atriz demonstra entusiasmo
de novata para interpretar Helena, a protagonista da novela das
oito da Globo. Longe da tevê desde 1998, quando fez uma
participação em "Pecado Capital", Vera
conta que se preparou para este trabalho como se fosse o primeiro
na televisão. Lutou contra a balança para emagrecer
14 quilos - hoje ela está com 60, distribuídos
magistralmente em 1,60 m - e passou a estudar o papel muito antes
do início das gravações.
A atriz ficou surpresa quando soube que a personagem estava sendo
escrita especialmente para ela pelo autor Manoel Carlos. A motivação
de Vera também se deve à oportunidade de fazer
uma novela inteira. Mesmo plano que ela tinha em 1995, quando
não terminou as gravações de "Pátria
Minha", de Gilberto Braga, depois de ter sido afastada por
indisciplina. "Estou atravessando uma das melhores fases
de minha vida. Tudo que eu pedi a Deus está vindo",
vibra a atriz.
Mais do que ninguém, ela sabe que a emissora está
apostando alto em sua atuação para repetir o sucesso
de audiência de "Terra Nostra". "Quero que
esta novela dê audiência. E tem tudo para isso",
imagina. Na trama de Manoel Carlos, Helena é proprietária
de uma clínica de estética que acaba se apaixonando
por um homem mais jovem. Mas Helena acaba "abrindo mão"
do grande amor por causa da filha, que também se apaixona
por Edu, feito pelo novato Reynaldo Gianecchini. "Tive algumas
relações com homens mais jovens ao longo de minha
vida. Acho que, para escrever esse papel, o Maneco se inspirou
em minha vida pessoal", desconfia.
"Laços de Família" é a primeira
novela de Manoel Carlos em que Vera participa. E comparada a
outras personagens que fez na televisão, Helena tem uma
carga dramática menos intensa. "Ela é leve
e muito bem-humorada", define. A atriz espera que a personagem
mantenha esse perfil até o final da história. A
preocupação é que a novela não se
estenda além do previsto: ou seja, 180 capítulos.
A atriz está no time que defende um formato mais curto
para as produções e lembra que, quando fez "Riacho
Doce", a minissérie teve exatamente 40 capítulos.
"Deu para o autor desenvolver o tema sem barriga. Foi uma
história bem coerente e com uma produção
caprichada", analisa Vera.
Ela começou a gravar "Laços de Família"
há mais de dois meses. Em abril, Vera e parte do elenco
viajaram para o Japão. Na Ásia, a sua personagem
reencontra a filha Camila, vivida por Carolina Dieckmann. Vera
conta que ficou impressionada com a cultura dos japoneses nessa
primeira visita ao país. "Eles são extremamente
disciplinados. Isso é que faz o país deles crescer",
teoriza. A viagem, segundo Vera, serviu para entrosar ainda mais
o elenco. Foi no Japão que ela conheceu melhor o desempenho
de Reynaldo, que está fazendo sua estréia em novelas
justamente ao lado de Vera. "Acho que ele tem tudo para
dar certo na carreira de ator. Tem talento e muita boa vontade",
enfatiza.
A trama de Manoel Carlos também é a primeira em
que Vera atua com Carolina Dieckmann. Como ocorreu com Reynaldo,
a empatia com a atriz de 21 anos também foi imediata.
"Estou impressionada com o carisma da Carolina", surpreende-se
Vera. A animação da Miss Brasil de 1969 também
pode ser vista durante as gravações. Ela é
sempre uma das primeiras a chegar ao set e dispensa o mesmo tratamento
a todos os colegas de trabalho desde o diretor até o maquiador,
passando pela equipe técnica.
Vera acredita que só agora, próxima de completar
50 anos, atingiu sua maturidade. Ela conta que nunca soube compreender
muito bem a questão de ser um dos maiores símbolos
sexuais do País nas últimas décadas. "Mas,
hoje em dia, encaro tudo isso com muita naturalidade. Faz parte
do meu trabalho", salienta Vera.
Divisor de águas
Em 1969, Vera ganhou projeção nacional ao ser
a vencedora do concurso Miss Brasil. Mas o reconhecimento como
atriz só aconteceu com o filme "Amor, Estranho Amor",
de Walter Hugo Khouri. Foi nessa produção que Vera
ganhou prêmios como o da Associação Paulista
de Crítica e Arte. "Sem dúvida nenhuma, foi
um divisor de águas em minha carreira. A partir daí,
começaram a me ver não só como uma mulher
bonita", recorda.
Mas, antes de se destacar no cinema, Vera também já
havia feito novelas como "Espelho Mágico" e
"Coração Alado". Na televisão,
no entanto, os trabalhos mais importantes da atriz foram em "Mandala",
onde interpretou a Jocasta que se apaixona pelo filho Édipo,
vivido por Felipe Camargo, e "Desejo", onde viveu Ana
de Assis, que teve um tórrido romance com um rapaz mais
jovem, interpretado por Guilherme Fontes. "Foi por causa
desses papéis que ganhei o estigma de mulher fatal",
acredita.
Praia de paulista
Sabrina Parlatore
acerta com a Band a apresentação de um programa
de auditório
Ticiana Magalhães
TV Press
Demorou um mês e meio para Sabrina Parlatore ceder aos
apelos da Band. Mas, a partir daí, as coisas andaram rápido
para a agora ex-apresentadora da MTV. O contrato, de dois anos,
prevê que a moça estréie na nova casa já
em 14 de agosto, juntamente com a nova grade de programação
da emissora. A alteração de endereço, porém,
não representa uma mudança de estilo. O programa
de Sabrina - ainda sem título definido - vai ser totalmente
voltado para o público adolescente. Embora a apresentadora
abandone o clima frio dos estúdios - que ela gosta de
definir como "verdadeiras caixas sem emoção"
- para comandar uma platéia de 500 jovens, ao vivo, de
uma tenda montada em algum ponto da cidade de São Paulo.
Para ela, esse esquema vai ajudar a quebrar o gelo. "Queremos
todos à vontade, como se estivessem numa praia",
compara.
A princípio, o programa terá muita música
e três quadros principais: um com game show, sobre curiosidades
e conhecimentos gerais, outro com debates sobre temas relacionados
às principais dúvidas dos adolescentes, como escola,
escolha da profissão e, claro, sexo, e um terceiro com
entrevistas. Sabrina não abre mão de receber, inclusive,
bandas internacionais. "Entrevistá-las era minha
marca registrada na MTV", justifica. E ela garante que as
músicas - que serão executados ao vivo - não
serão restritas a nenhum estilo específico. "Os
fenômenos musicais têm de ser discutidos. Mesmo que
eu não goste de alguns, não posso ignorá-los",
argumenta.
A timidez da apresentadora fica explícita quando se dá
conta que vai comandar uma platéia tão grande.
"Quando estou trabalhando meu lado extrovertido se potencializa,
mas não posso negar que já estou com aquele friozinho
na barriga", revela.
Sabrina diz que um dos fatores que mais a atraiu na proposta
da Band foi o horário de exibição do programa,
diariamente às 18 horas. "Nesse horário, o
adolescente acabou de assistir à 'Malhação'
e está zapeando, procurando algo voltado para ele",
analisa. Outra vantagem que ela vê é que nessa hora
grande parte dos jovens ou está chegando da escola ou
se arrumando para sair, e busca na tevê uma distração
leve e animada. Por isso, Sabrina diz que não tem medo
de ficar na mesma situação de Astrid Fontenelle,
que deixou a MTV, ficou no ar durante alguns meses com o "Programaço"
e agora está à deriva na Band. "O programa
dela era alternativo, num horário ingrato. Apesar de ser
muito bom, não tinha um perfil de tevê aberta",
explica.
Esta será a segunda vez que Sabrina vai estar à
frente de um programa da Band. Por dois meses, ainda neste ano,
apresentou com Fernando Vanucci o quadro "Na Geral",
do "Show do Esporte". A diferença é que
ela era contratada da Traffic - empresa que produz os programas
de esporte para a Band - e dividia o tempo entre a nova função
e a MTV. Não deu certo. "Não consegui conciliar.
A MTV exigia muita dedicação", justifica.
Na MTV, Sabrina comandou diversos programas, dentre eles o "Lual
MTV", o "Top 20 Brasil" e o "Disk MTV",
que comandou durante quatro anos e meio. "Mas estava na
hora de sair, não podia mais crescer lá dentro,
tinha alcançado o meu topo", avalia. A apresentadora,
porém, confessa que será difícil passar
a batuta. "Vai ser estranho ver alguém apresentando
o 'Disk'. Já estou morrendo de ciúmes", admite.
Parte do público reage de forma semelhante. Sabrina já
está até recebendo mensagens pedindo que ela não
deixe a emissora. "Não que eu queira tirar a audiência
da MTV, mas vou estar lá, no mesmo horário. É
só mudar de canal", avisa.
Entrevista / Raul
Gil
O campeão de audiência
Apresentador acredita
que só a criançada é páreo para ele
André Bernardo
TV Press
O apresentador Raul Gil continua rindo à toa. E com
toda a razão. Desde que estreou seu programa na Record,
em agosto de 1998, ele não sabe o que é perder
para a Globo dois sábados consecutivos. A emissora de
Roberto Marinho bem que tentou reverter a situação,
mas não conseguiu. Desde então, já exibiu
desde filmes no "Temperatura Máxima" até
músicas no "Samba, Pagode e Cia". Tudo em vão.
A última investida da Globo, "O Caldeirão
do Huck", também não surtiu efeito. "Sabia
que o Luciano não ia dar certo naquele horário.
Mas a culpa não é dele. O público do Luciano
é que não está em casa no sábado
à tarde", diagnostica Raul.
Aos 62 anos de idade e 41 de carreira, Raul Gil é um fiel
defensor da máxima "não se deve mexer em time
que está ganhando". Por isso mesmo, ele não
parece inclinado a abrir mão de atrações
para lá de manjadas, como "O Quadro do Banquinho"
ou "Para Quem Você Tira o Chapéu?". Esbanjando
confiança, Raul Gil chega a reconhecer que o único
programa da Globo que poderia ameaçar a audiência
do seu é o "Gente Inocente", comandado por Márcio
Garcia nas tardes de domingo. "Se fosse eles, botaria a
criançada para brigar comigo. Agora, se elas não
derem jeito na audiência, eu voltaria a exibir os filmes
mesmo...", esnoba.
O que você acha da concorrência imposta pelo Luciano
Huck nas tardes de sábado?
Raul Gil - Já ganho da Globo há quase dois anos.
Houve dias em que dei de 23 a nove neles. Nas últimas
semanas, dei de 18 a 14 no Luciano. Trabalhar na Globo é
uma beleza. Lá, eles pegam a audiência na faixa
dos 20. Na Record, pego a audiência em um ponto. Na Globo,
eles fazem chamada do "Caldeirão do Huck" na
novela das oito, que dá 40 no Ibope. Na Record, a chamada
do meu programa é feita no "Note e Anote", que
não passa de três pontos. Se o programa da Globo
não dá audiência, eles chamam o Thiago Lacerda,
o Tarcísio Meira, a Maria Fernanda Cândido... Na
Record, se o ministro desiste de participar do quadro do banquinho,
eu tenho de chamar Os Travessos...
Você ficou receoso com a estréia do Luciano
Huck?
Gil - Não. Eu sabia que o Luciano não ia dar certo
no sábado à tarde. O público dele não
está em casa nesse horário. Mas a culpa não
é do Luciano. Ele é um garoto. Está começando
agora. O horário mais indicado para o Luciano é
o domingo à tarde. Se eu fosse eles, sabe o que faria?
Colocaria a criançada do "Gente Inocente" para
brigar comigo. Elas são até capazes de ganhar de
mim. Agora, se não ganharem, eles vão ter de voltar
a exibir os filmes de novo...
O que achou da decisão do Alberto Luccheti, diretor
do "Domingão do Faustão", de proibir
cantores de se apresentarem em outras emissoras?
Gil - Achei ridícula. Artista só quer saber de
divulgar disco. Se não divulga, o disco não faz
sucesso. Até concordo que eles não liberem os artistas
da novela. Já imaginou o Fagundes fazendo o "Para
Quem Você Tira o Chapéu?"? Eles não
vão me dar audiência de mão beijada. Outro
dia, o Júnior, da Sandy & Júnior, disse que
gostaria de ir ao meu programa. Infelizmente, não pôde.
Você pretende implantar alguma novidade no programa?
Gil - Não. O programa está dando certo. Não
tenho por que mexer nele. Quando ganho da Globo, fico até
emocionado. A Globo é uma potência televisiva. Meu
programa dá audiência porque é voltado para
a família. Costumo dizer que a família é
a coisa mais importante do ser humano. Por isso, não tenho
alterações a fazer. Quando a audiência começar
a cair, eu penso em alguma coisa.
Você já chegou a ser convidado para trabalhar
na Globo?
Gil - Nunca. Em 1987, passei a fase mais difícil da minha
vida. Fiquei parado por quatro anos. Vendi o pouco que tinha
para o meu padrão de vida não cair. Na época,
fui à Globo para conversar com o Boni. Ele perguntou o
que eu tinha em mente. Respondi que queria fazer um programa
de auditório aos sábados. Ele disse que, infelizmente,
não tinha horário disponível para mim. No
final da entrevista, ainda disse: "Qualquer novidade, te
ligo!". Estou esperando a ligação até
hoje...
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| Leia também |
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A semana
Mineiros ao vivo
A atração do "Bem Brasil" (Rede Pública,
11 horas) deste domingo tem gostinho de pão de queijo.
O grupo mineiro Skank lança, ao vivo, o seu mais recente
CD, "Maquinarama". O novo trabalho mostra um lado desconhecido
do conjunto: menos instrumentos de sopro e uma quantidade maior
de guitarras e teclados. No repertório do show estão,
além da música de trabalho "Três Lados",
sucessos como "Resposta", "Jack Tequila"
e "Esmola". O "Bem Brasil" tem a apresentação
de Wandi Doratiotto.
Hebe para crianças
No "Pequenos Brilhantes" deste domingo (SBT, 14 horas),
sob o comando do apresentador Moacyr Franco, Hebe Camargo é
a estrela maior. O programa mostra a porção atriz
da apresentadora no quadro onde, contracenando com as crianças,
Hebe interpreta um bebê muito carismático que faz
uma visita aos pediatras, interpretados pelos atores mirins João
Vitor e Nayara.
Elegância com bisturi
O cirurgião-plástico Paulo Roberto Sousa Jatene
é o convidado de Boris Casoy no "Passando a Limpo"
(Record, 21h30) de hoje. Mamoplastia, lipoaspiração
e a vedete silicone serão assuntos abordados, assim como
toda parte ética que envolve a operação
e os riscos que as pessoas correm para suportar a ditadura da
beleza. A candidata à prefeitura de São Paulo Marta
Suplicy também estará no programa.
Comemorando em alto estilo
(TV Cultura, qui, 22:30 h)
Exatamente no dia em que a TV Cultura comemora 31 anos, o "30
Anos Incríveis", série criada para comemorar
três décadas da emissora e que mostrou momentos
inesquecíveis da tevê brasileira, chega ao fim nesta
quinta (22h30). O homenageado desta vez será o diretor
e produtor Fernando Faro que, em seus 42 anos de televisão,
foi o responsável pela criação e direção
de programas como "Ensaio" e "MPB Especial".
A atração traz um depoimento exclusivo de Fernando
Faro e fotos de vários momentos de sua vida, além
de trechos dos programas que criou.
Novidades
Escala na Oceania
Susana Werner já tem compromisso para depois das Olimpíadas.
A atriz e apresentadora, que vai comandar um programa diretamente
de Sydney para o Sportv, nem volta para o Brasil. Vai direto
à Nova Zelândia para participar do "Rolé
de Verão" com Dora Vergueiro e cia.
Seguro de si
O SBT não quer perder Gugu Liberato por nada. O apresentador,
que promove uma disputa acirrada na audiência com o "Domingão
do Faustão", tem seu contrato renovado com a emissora
de Sílvio Santos automaticamente a cada quatro anos. "Geralmente,
quando está para vencer o contrato, alguém da Globo
liga para saber se estou satisfeito", gaba-se o apresentador.
No entanto, Sílvio Santos cobre todas as ofertas.
Programação romântica
No embalo do Dia dos Namorados, o Canal Brasil quer agradar aos
pombinhos. A emissora por assinatura está preparando uma
programação especial para esta segunda com filmes
que retratam as mais diferentes formas de amor e de relacionamento.
O canal exibe os curtas-metragens "Amar", "Dedicatórias",
"Decisão", "Vox Populi", "Amor",
"Sete, Sete e Pouco", "Amargo Prazer", e
os longas "Minha Namorada", "Toda Donzela Tem
um Pai que É uma Fera", "A Penúltima
Donzela", "Meus Amores no Rio", "Floradas
na Serra", "Chuvas de Verão", "Viagem
aos Seios de Duília" e "A Moreninha".
Parcerias musicais
Preocupada com a norma baixada pelo diretor Alberto Luchetti
que proíbe que grupos e cantores que se apresentem no
"Domingão do Faustão" vão a outros
programas, a Record resolveu se aproximar do mercado fonográfico.
A emissora promoveu um encontro com representantes de todas as
gravadoras que atuam no País. A reunião, idealizada
por Luís Salviano, diretor do núcleo musical da
Record, tem como objetivo buscar parcerias entre as produções
da emissora e os artistas de cada gravadora.
Aposta angelical
Globo usa tema
bastante explorado no cinema na nova novela das sete
Paula Schitine
TV Press
Um homem morre e é convidado por um anjo a retornar
à vida. O tema já foi explorado em vários
filmes de Hollywood, como "O Céu Pode Esperar",
com Warren Beatty, e "O Encontro Marcado", com Brad
Pitt, e também será a trama central de "Um
Anjo Caiu do Céu", novela de Antônio Calmon
que vai substituir "Uga Uga", atual novela das sete
da Globo. De qualquer forma, a produção terá
seus atrativos. O homem ressuscitado será interpretado
por Tarcísio Meira, e o anjo, por Fábio Assunção.
Prevista para estrear em novembro, a novela começa a ser
gravada em agosto, e a trama será ambientada no Rio nos
tempos atuais.
O autor garante que os atores foram um ponto fundamental de partida
para a criação dos personagens principais. O elenco
feminino, por exemplo, será encabeçado por Patrícia
Pillar e Christiane Torloni. Mas Calmon diz que o mais importante
foi mesmo a confirmação de Tarcísio Meira,
disputado pelo autor assim que começou a escrever a novela.
"Esse personagem tem 60 anos e desde o começo eu
já o condicionei ao Tarcísio, pelo carisma e charme
que possui", elogia o autor.
Fábio Assunção, o outro protagonista da
história que faz o querubim, estreou na tevê em
"Vamp", escrita também por Calmon. Na história,
Fábio fazia o papel de um vampiro vilão. Agora,
encarna um anjo que luta para ajudar João Medeiros, o
personagem de Tarcísio, para que consiga recuperar suas
qualidades, perdidas com o tempo. A maniqueísta luta do
bem contra o mal, característica das novelas de Calmon,
está de volta. A antagonista na novela será vivida
por Christiane Torloni, que também já interpretou
uma das novelas de Calmon, "Cara ou Coroa", em que
vivia o mal e o bem em um só personagem.
A trama de "Um Anjo Caiu do Céu" vai se desenrolar
a partir do momento da morte de João Medeiros, que morre
exercendo a profissão numa guerra da Europa, provavelmente
na Bósnia. João então recebe o convite do
anjo para retornar e rever questões familiares complicadas,
principalmente com os filhos. Mas, está longe de ser uma
novela dramática. A trama que substitui "Uga Uga"
também vai seguir a linha bem-humorada. "Ela não
é cômica, mas tem humor e é adequada para
o horário das sete", explica o diretor-geral da novela,
Denis Carvalho.
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