|
ANotícia
|
Requinte e exclusividade
a mais de 230 km/h
Metade do primeiro
lote de 100 unidades do TT Roadster já está vendida,
apesar do preço salgado de R$ 155 mil do conversível
No
mercado de veículos superluxo, os roadsters funcionam
como "vitrines" de cada marca. Ostentam charme e tecnologia
para seduzir a parcela mais rica da população.
Mesmo que vendam poucas unidades, carros como BMW Z3 e Mercedes-Benz
SLK funcionam como poderosos "puxadores" de vendas
de outros modelos de suas marcas. Na Audi, o modelo escalado
para essa função é o TT Roadster, a versão
conversível do TT Cupê que desembarca esse mês
no mercado nacional.
O conversível, que começa a ser importado para
o mercado brasileiro, já traz a resposta da Audi a acidentes
que ocorreram com a versão anterior do TT a mais de 180
km/h. A repercussão desses acidentes comprometeu as vendas
do modelo na Europa e fez com que os proprietários das
cerca de 50 mil unidades vendidas em todo o mundo fossem "convidados"
pela Audi a comparecer às concessionárias da marca
para instalar um pequeno aerofólio na traseira e recalibrar
as suspensões, se os proprietários assim o desejassem.
O novo TT Roadster já desembarca no Brasil com essas mudanças.
Por sinal, a Audi Senna aproveitou o lançamento do Roadster
para "relançar" também, discretamente,
o Cupê TT já com aerofólio e suspensão
recalibrada de fábrica.
Se o TT Cupê já era um carro para poucos, o Roadster
é ainda mais elitizado. Custará, no Brasil, R$
155 mil. Ainda mais que a versão com teto rígido,
que vai dos R$ 126 mil na versão básica aos R$
145 mil na versão top. O conversível da Audi também
é mais caro que os dois principais concorrentes, o Mercedes-Benz
SLK e o BMW Z3, que no Brasil são comercializados, respectivamente,
por R$ 147 mil e R$ 119,8 mil.
Apesar do preço, o TT Roadster conta com elementos para
atiçar a cobiça do requintado consumidor deste
tipo de veículo. Ou seja, da parcela abonada da população
que pode se dar ao luxo de desembolsar o valor de um bom apartamento
em um automóvel destinado mais aos passeios de final de
semana que para o dia-a-dia. O TT Roadster tem um design singular,
arredondado e agressivo, que não deixa dúvidas
sobre sua vocação esportiva. Além disso,
esbanja luxo e requinte e conta com uma motorização
exuberante, que promete fortes emoções com seus
225 cavalos.
Linhas arredondadas
Por fora, o TT Roadster apresenta o mesmo visual clean do
TT Cupê, com carroceria arredondada caracterizada pela
quase inexistência de cantos vivos. A diferença
está mesmo na ausência da capota, que deixa à
mostra dois bancos e dois santantônios e ressalta o aspecto
aerodinâmico do pára-brisa. Já por baixo
da carroceria e na parte interna, o TT Roadster conta com inúmeros
equipamentos de conforto e tecnologia. Para o Brasil, a versão
importada é a top de linha européia, que incorpora
desde itens tradicionais, como direção hidráulica,
trio elétrico e ar-condicionado, até equipamentos
que são opcionais por lá, como airbags laterais,
acionamento elétrico da capota e vidro traseiro elétrico
contra turbulência.
Para empurrar a "fera", o TT Roadster vendido por aqui
contará com o mesmo motor "nervosinho" que já
equipa as versões mais "invocadas" do Audi A3
e Volkswagen Golf - cada qual com suas respectivas calibragens.
No Roadster, o motor turbinado de cinco válvulas para
cada um dos quatro cilindros e 1.8 litro de capacidade volumétrica
desenvolve seus 225 cv de potência máxima a 5.900
giros e 29,1 kgfm de torque máximo entre 2.200 e 5.500
giros. Com ele, segundo a Audi, o modelo alcança a velocidade
máxima de 237 km/h, acelera de zero a 100 km/h em ótimos
6,7 segundos e ainda consegue, segundo a Audi, fazer 8 km/l na
cidade e até 13 km/l na estrada. Tudo gerenciado por um
câmbio manual de seis marchas e com paradas endossadas
por freios a disco ventilado nas quatro rodas sobreassistidos
por ABS.

Futurista
Linhas do Audi TT Roadster são arrojadas
por fora e por dentro. Conversível conta com ampla lista
de equipamentos de conforto e segurança
Fotos: Divulgação |
Tração nas 4 rodas e
EDS garantem a estabilidade
O ar de brinquedo do TT Roadster torna difícil disfarçar
o sorriso de quem assume o volante dele pela primeira vez. Passado
o inconveniente inicial da colocação do cinto de
segurança - que fica numa posição muito
recuada e baixa, difícil de alcançar -, o carro
mostra que não está para brincadeiras: reage com
voracidade logo à primeira pressão no pedal direito.
Como o ronco grave do motor instiga um estilo mais agressivo
de dirigir, é natural que se chegue às curvas numa
velocidade superior à recomendável.
É nesse momento que o discreto logotipo "Quattro",
situado na grade do motor e na tampa do porta-malas, mostra seu
significado. A tração nas quatro rodas com bloqueio
eletrônico de diferencial EDS, aliada ao acelerador eletrônico
drive-by-wire - onde o cabo do acelerador é substituído
por fios e sensores -, transmitem absoluta sensação
de segurança. O carro está sempre "na mão",
até mesmo em curvas feitas de forma imprudente.
Se nas curvas o TT Roadster já impressiona, nas retas
o motor 1.8 turbinado de 20 válvulas esbanja saúde
e permite retomadas de velocidade de tirar o fôlego. Nessa
hora, acelerando forte com os cabelos ao vento, mesmo o mais
compenetrado motorista se sente como um moleque que desce pela
primeira vez a ladeira em seu carrinho de rolimã. (Luiz
Humberto Monteiro Pereira)
Top
RXE custa a partir de R$ 35, 5 mil e possui mais
opcionais que os nacionais
Fotos: Divulgação
Mégane hatch RXE ganha na
relação custo/benefício
Modelo argentino
tem visual remoçado e chega completo para concorrer com
médios nacionais
Os retoques no visual da linha Mégane são as
armas da Renault para se manter competitiva no segmento de carros
médios brasileiro, que anda agitado pela briga entre Golf,
Astra, Brava e Escort. Apesar de ter sido lançado em abril
no País, o novo Mégane efetivamente começa
a chegar só agora com regularidade importado da Argentina.
A Renault já regularizou o fornecimento do novo Mégane
e investe principalmente no modelo hatch, que tem previsão
de representar 65% das vendas da linha, para fazer frente aos
adversários com visual remoçado, novo motor e uma
boa relação custo/benefício, principalmente
na versão "top" RXE. O novo Mégane hatch
RXE honra o posto de versão mais requintada e sai de fábrica
completo, com direção hidráulica, trio elétrico,
rádio/CD player com comandos em uma alavanca na coluna
de direção, ar-condicionado, airbag duplo, ABS
e computador de bordo. O airbag e o ABS eram opcionais no antigo
modelo e o computador de bordo é uma novidade do novo
painel exibido pelo Mégane reestilizado.
Com estes equipamentos, o Mégane hatch RXE básico
custa R$ 33.500, o que é mais do que o preço inicial
de concorrentes nacionais como o Astra GL 1.8 e Golf 1.6, que
custam cerca de R$ 28.500, e Brava ELX, que tem preço
de R$ 31.906. Mas os rivais brasileiros com os mesmos itens do
hatch da Renault ficam com preço bem mais salgado. Completos,
mas sem computador de bordo, o Golf 1.6 sai por R$ 36.562, o
Astra GL custa R$ 36.284 e o Brava ELX, R$ 36.143. Mesmo em comparação
com outros veículos importados, o Mégane hatch
leva vantagem no preço. O também argentino Peugeot
306 Passion completo custa R$ 34.200, e o uruguaio Citroën
Xsara GLX 1.8 tem preço de R$ 33.840, mas não possui
ABS.
Força
Motor 1.6 é mais leve e gera 110 cavalos
Motor 1.6 16V é o mesmo
utilizado na Scénic RT
O custo/benefício do Mégane hatch RXE fica mais
interessante porque o modelo passa a usar o moderno motor 1.6
16V também utilizado na Scénic RT. Este propulsor
substitui o antigo 2.0 oito válvulas - projetado na década
de 1970 - e, apesar da diferença de cilindrada, não
faz feio em relação ao antecessor. O motor 1.6
16V atinge 110 cv de potência a 5.750 rpm e torque de 15,1
kgfm a 3.750 rpm, contra 115 cv e 17,5 kgfm do antigo propulsor.
Só que o novo motor, segundo a Renault, é 17 kg
mais leve e sofre 50% menos de atrito do que o 2.0. Esta diferença
se deve ao projeto atual do propulsor 1.6 16V, que exibe eixo
de comando oco, balancins roletados e velas com bobinas individuais,
entre outros. Com isso, o Mégane hatch RXE atinge a velocidade
máxima de 185 km/h.
Com preço competitivo, "upgrade" de equipamentos
de série e novo motor, a Renault tentou equilibrar o conjunto
do Mégane com retoques visuais, para maquiar a defasagem
do desenho do carro lançado mundialmente em 1995. A parte
frontal ficou mais fluida com o novo capô com uma leve
depressão na parte central, que segue até a nova
grade bipartida do motor com contornos cromados. Os faróis
têm formato de gota e lentes lisas. Já os pára-choques
estão mais arredondados, e na dianteira conta com uma
grande entrada de ar na parte inferior e faróis de neblina.
O Mégane hatch RXE ainda ganhou rodas de liga- leve de
desenho esportivo e lanternas com lentes transparentes. Tudo
isso para deixar o veículo com aspecto mais jovem e torná-lo
também interessante visualmente.
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
|