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Exploração
sexual infantil é crime
Artigo acrescentado
ao Estatuto da Criança entrou em vigor ontem, com penas
de até 10 anos
Entrou em vigor ontem um artigo acrescentado ao Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) que define o crime de exploração
sexual de crianças e adolescentes e estabelece penas de
quatro a dez anos de prisão, além de multa, para
os infratores. Na mesma pena pode estar sujeito o proprietário,
gerente ou responsável pelo local em que se verifique
submissão de crianças à prostituição.
Em alguns casos, ainda não definidos, o crime pode ser
inafiançável.
O artigo de lei, estabelecendo penalidades para este tipo de
crime - até então inexistentes - foi sancionado
no final da semana passada pelo presidente Fernando Henrique
Cardoso e passou a vigorar ontem, com sua publicação
no "Diário Oficial da União". No caso
dos comerciantes, o artigo 244-A também obriga a autoridade
policial que efetuar o flagrante a cassar a licença de
localização e funcionamento do estabelecimento.
Penas
Com o acréscimo do artigo 244-A, exploração
sexual infantil, a partir de agora, será o crime com pena
mais severa no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Até então, o período de prisão mais
longo previsto no estatuto era de seis anos para quem enviasse
crianças para o exterior de forma ilegal ou com a finalidade
de obtenção de lucros, além de rapto para
adoção.
Desde sua criação, em julho de 1990, o Estatuto
da Criança e do Adolescente não previa nenhum tipo
de punição para os crimes de exploração
sexual infantil. Somente eram taxados como delito a pornografia
envolvendo crianças, cuja pena varia entre um a quatro
anos de reclusão. A mesma pena é aplicada para
quem fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou
pornografia com menores.
No Brasil não há estudos que mostrem a realidade
da prostituição infantil. As estatísticas
são falhas, mas um estudo feito por entidades ligadas
ao setor demonstram que a maior parte dos casos ocorrem nas cidades
da região Norte do País.
Segundo o Atlas Penguin do comportamento humano, divulgado na
semana passada na Inglaterra, a exploração sexual
de adolescentes pode chegar a 600 mil casos.
FHC sancionará projeto de
águas
Presidente dá
primeiro passo para privatizar a Cesf
Recife - O projeto que criou a Agência Nacional de Águas
(ANA) será sancionado rapidamente, como primeiro passo
para o início das obras de transposição
das águas do São Francisco e para a privatização
da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).
A afirmação foi feita ontem pelo presidente Fernando
Henrique Cardoso, após cerimônia de acionamento
simbólico de quatro novos eixos de transmissão
da Chesf, realizada em Recife.
A ANA, já aprovada pelo Congresso, apenas aguarda a sanção
e as pendências nas escolhas de seus diretores. "Em
breve nomearei os membros dessa agência, que será
uma escolha exclusivamente de minha conta e risco", afirmou
o presidente, em referência às disputas políticas
de bastidores para os cargos. "Políticos estão
sendo ouvidos, mas a decisão é minha e é
política, centrada em escolha técnica", frisou
Fernando Henrique.
O processo de privatização da empresa, cujos estudos
feitos do Ministério de Minas e Energia foram paralisados
há um ano, deverá recomeçar depois da criação
da ANA. Mas, segundo o presidente, esse processo será
realizado com cautela. "A Chesf é uma agência
de desenvolvimento social do Nordeste, de importância estratégica,
algo que sempre verei nas minhas decisões, essa importância
da empresa para o País", afirmou o presidente.
O projeto da transposição dos rios São Francisco
e Tocantins está sendo estudado pelo ministério
de Integração Nacional. Na quarta-feira, o ministro
da Integração Nacional Fernando Bezerra reúne
em Brasília os quatro governadores dos Estados doadores
das águas do São Francisco e Tocantins para reunião
sobre as formas de compensação que estão
sendo estudadas pelos Estados recebedores dessas águas.
O País, segundo o presidente, continua com "fome
de energia", apesar dos avanços na área. "Em
matéria de energia, aqui no Nordeste, por exemplo, ainda
que se produza muita, o consumo é grande: a cada ano,
o crescimento é de 5,6% (no consumo)", afirmou.
O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), afirmou que está
organizando um movimento de lideranças políticas
contra a privatização. "Isso não é
possível acontecer, é uma empresa que dá
lucro, um dos maiores patrimônios do Nordeste", protestou.
O presidente FHC foi recebido com ovos jogados por manifestantes
em visita à Chesf. Os ovos caíram longe dos carros
oficiais. Eles foram atirados em meio a vaias, apitos e gritos
de "fora já daqui, o FHC e o FMI". O protesto
teve a participação de cerca de 100 pessoas.
Estevão diz que bilhete
não é prova
Brasília - O senador Luiz Estevão (PMDB-DF)
fez ontem discurso da tribuna do Senado e, mais uma vez, negou
envolvimento com a construção do fórum trabalhista
de São Paulo. Ele anunciou que, até o seu julgamento,
marcado para amanhã, vai rebater com provas concretas,
as denúncias contra ele.
Estevão disse que vai mostrar que o bilhete deixado em
seu escritório pelo empresário Fábio Monteiro
de Barros, da Incal, não é uma prova de que ele
seria sócio ou parceiro do dono daquela empresa. Segundo
ele, o bilhete mostra que foi escrito por um empresário
em busca de um apoio financeiro para superar uma situação
de dificuldade.
Segundo o senador, o mesmo aconteceu com o "Correio Braziliense",
cujo diretor-presidente, João Cabral, lhe enviou um bilhete
em que pedia empréstimo e fazia um dossiê sobre
a situação financeira do jornal, pedindo US$ 1
milhão para atualizar o parque rotativo. "Isso significou
que João Cabral é meu sócio, meu preposto,
meu laranja?", indagou o senador, lembrando que é
dono de um banco, o Banco OK.
Ele disse ainda que, se Fábio Monteiro de Barros fosse
seu sócio, empregado ou preposto não teria ficado
esperando por ele até 21 horas na empresa e depois tomado
um avião, sem antes se encontrar com ele. Tampouco teria
ido para Brasília, "não para cobrar a solução
efetiva, mas sim para pedir um financiamento".
Ainda em seu pronunciamento, o senador Luiz Estevão alegou
que o bilhete que recebeu do dono da Incal, Fábio Monteiro
de Barros, é mais uma prova de que não há
sociedade entre eles, porque, se houvesse, os termos do bilhete
seriam outros. "Não se pede empréstimo a um
sócio", argumentou. Estevão disse que estão
tentando destruir sua carreira política.
Sentença de Rosane Collor
é anulada
Rio - A ex-primeira dama Rosane Collor de Mello, condenada
pelo desvio de dinheiro que deveria ser destinado ao Programa
de Leite da Legião Brasileira de Assistência (LBA),
em 1992, foi beneficiada por uma decisão do Tribunal Regional
Federal (TRF) da 1ª Região da semana passada. O juiz
Mário César Ribeiro, do TRF, decidiu anular a sentença,
em primeira instância, do juiz Marcos Vinícius Reis
Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, de abril
de 1999.
O pedido de anulação foi feito pelo advogado do
empresário Sílvio Assis, Antônio Carlos Almeida
Castro. Assis é acusado no inquérito de fazer parte
do grupo que desviou recursos públicos. Castro disse que
conseguiu a anulação da sentença em primeira
instância porque o cliente "não teve respeitado
o direito de ampla defesa, sem que tenha apresentado as alegações
finais".
Pinheiro Preto investe no setor turístico
Município localizado no vale do rio do Peixe possui
16 vinícolas e produziu na última safra mais de
10 milhões de litros.
AN_Economia |
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Em Brasília, o juiz César Antônio
Ramos, da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília,
expede hoje uma notificação ao Banco Central (BC),
dando prazo de cinco a dez dias para que a diretora de Fiscalização
da instituição, Tereza Cristina Grossi Togni, se
defenda previamente na ação cautelar movida contra
ela pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade
administrativa.
A ação cautelar é acompanhada de liminar
em que o procurador Luiz Francisco de Souza pede o afastamento
de Tereza do cargo. O juiz somente deverá dar despacho
no processo depois de receber a defesa de Tereza.
Também no Rio, o Tribunal Regional Federal - 2ª Região,
dificilmente julgará hoje o habeas-corpus em favor da
libertação do ex-banqueiro Salvatore Cacciola,
ex-dono do Banco Marka. É que hoje é o último
dia de audiência da desembargadora Maria Helena Cid, relatora
do habeas-corpus do ex-banqueiro, antes recesso. Como ainda falta
anexar alguns documentos ao pedido de habeas-corpus, é
possível que o julgamento ocorra em agosto.
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| Leia também |
Balão provoca destruição
de 44 carros em revenda
São Paulo - Um balão aceso foi responsável
pela destruição de 44 carros estacionados no pátio
da Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona Leste de
São Paulo. Um dos sócios da empresa, Vinicius Dias
Gonçalves, informou que ainda não foi concluído
o levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos
batidos. O balão caiu sobre um dos lotes de carros às
18h30 de anteontem.
"O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os
totalmente", disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros
enviou ao local seis equipes, num total de 25 soldados, mas pouco
pôde fazer, além de evitar que as chamas se alastrassem
para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel
da firma.
"A polícia precisa punir as pessoas que soltam balões",
afirmou Gonçalves. "Desta vez, foram apenas danos
materiais, mas amanhã pode acontecer uma tragédia."
Fabricação, transporte
venda e soltura de balões são crime ambiental e
o responsável, além de multas, pode ser condenado
à prisão.
No Rio, o Parque Nacional da Tijuca, que abriga grande parte
da Floresta da Tijuca, maior floresta urbana do mundo, perdeu
cerca de 15 hectares de área nos últimos cinco
dias em um incêndio provocado por balões, soltos
durante os festejos juninos. O fogo resiste em dois pontos do
parque, mesmo com o trabalho incessante de 120 bombeiros. Foi
o pior desastre no local nos últimos 20 anos. O calor,
a baixa umidade relativa do ar e as condições da
vegetação estão contribuindo para a disseminação
das chamas, de acordo com o grupamento florestal.
Nacionalidade
- O Senado aprovou ontem, em segundo turno, a proposta de emenda
constitucional (PEC) que autoriza a concessão, pelos consulados
do Brasil no exterior, de nacionalidade dos filhos de pais brasileiros
nascidos no estrangeiro. A PEC pretende resolver um problema
gerado com a revisão da Constituição em
1993, quando foi retirado do texto o dispositivo que permitia
o registro em repartição nacional no exterior.
A proposta, que contou com 52 votos favoráveis e um contrário,
será encaminhada para a Câmara dos Deputados.
Mínimo
- A discussão sobre o porcentual de reajuste do salário
mínimo que o governo pretende em maio deverá ser
antecipada para agosto, quando o Executivo encaminhará
ao Congresso a proposta do Orçamento da União para
2001. Essa é uma iniciativa do relator da Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) de 2001, deputado Sérgio
Guerra (PSDB-PE), negociada com o governo dentro de uma estratégia
para desmontar a obstrução dos partidos de oposição.
O PT anunciou a recusa de votar a LDO por esta não prever
expansão do salário mínimo.
Fumante - Numa
decisão inédita, a Justiça alagoana determinou
que a Companhia de Cigarros Souza Cruz deposite R$ 50 mil para
o tratamento de câncer nos pulmões do funcionário
público João Jorge Lopes Lamenha Lins, de 42 anos.
Os laudos médicos atestaram que ele era um "tabagista
crônico severo" e que o cigarro foi a causa da doença.
A empresa ainda pode recorrer da decisão cautelar. Fumante
deste os 13 anos, Liens teve o câncer diagnosticado no
ano passado. O funcionário público já foi
operado do coração, também em conseqüência
do uso do cigarro.
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