Joinville         -          Quarta-feira, 10 de Maio de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Poluição da água põe em
risco saúde da população

Exame em amostra indica grande quantidade de óleo, sulfeto e alta demanda de oxigênio no rio Acaraí

Marlise Groth

A poluição do rio Acaraí, na divisa entre os balneários de Enseada e Ubatuba, em São Francisco do Sul, pode estar colocando em risco a saúde da comunidade e dos veranistas. O alerta foi dado esta semana pela Associação Movimento Ecológico Carijós (Ameca) e pelos moradores dos balneários. Eles acusam a Petrobrás pelo dano ambiental. Amostras da água do rio, coletadas sábado, num riacho na rua Pedras Grandes pela Polícia Ambiental de Joinville, indicam que há grande quantidade de óleo, sulfeto (gás sulfídrico) e alta demanda química de oxigênio causada pela grande concentração de matéria orgânica na água.
A análise foi feita no laboratório da Fatma, no campus de Joinville da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). De acordo com o técnico químico Afrânio M. Ladeira, tais componentes são altamente prejudiciais à saúde. "O sujeito que se expôr a esta água pode contrair pneumonia química. Nem peixe sobrevive em situação como esta", declarou. Uma das reclamações da comunidade, o mau-cheiro que exala do rio por volta das 6h30 e das 18h30, "é resultado da alta quantidade de sulfeto na água", destaca o químico que se impressionou com os resultados.
Amostras d'água coletadas no rio Acaraí, no riacho da rua Pedras Grandes e em poços artesianos próximos também foram levadas para análise em Curitiba, em agosto do ano passado. Entre o resultado, explica a presidente da Ameca, Marta Cremer, apareceu um alto índice de fenol, um produto que tem efeito cumulativo no organismo e pode provocar o câncer. "O índice é superior ao recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para áreas de recreação e alimentação", completa a educadora Ana Paula Cortez, que também faz parte da ONG. O laboratório da Fatma na Udesc não fez testes para fenois pois não possui reagentes para isso.

Ameca pede novo exame
para universidade do PR

Para evitar dúvidas nos resultados do exame da água coletada do rio e poços, a Ameca enviou novas amostras e o laudo do teste feito em agosto para serem analisados por uma junta de especialistas no Paraná. Para garantir um resultado imparcial, a ONG mantém em segredo o nome da universidade responsável pelos testes. O parecer sai no final de semana e, conforme o resultado, a Ameca pretende acionar judicialmente os responsáveis.
A comerciante Maria Aparecida Ribeiro Fidêncio, que chamou a Polícia Ambiental no sábado, é uma das principais interessadas no resultado. "Tenho um pequeno comércio a 15 metros do rio e, por volta das 18h30 ninguém aguenta o cheiro que vem da água. Tenho medo que isso traga problemas para meus filhos e para as crianças do colégio que estudam aqui perto", conta, garantindo que o cheiro não é causado por esgoto doméstico.
Mille Smart
Fiat paga despesas como o IPVA e os seguros para dar fôlego às vendas do modelo projetado em 83.  AN_Veículos 
O engenheiro de segurança e meio ambiente do terminal de armazenamento da Petrobrás, Rogério Zagonel, descarta a possibilidade da empresa estar causando danos ao meio-ambiente. Segundo ele, o material líquido da estação só é lançado no rio após tratamento. "O lançamento também só acontece em horário administrativo. Das nossas instalações não sai óleo porque o circuito é fechado", contrapõe. Zagonel acrescenta que a empresa aguarda um parecer detalhado da Fatma sobre a análise. Para ele, o problema do rio são os efluentes domésticos. "O que acontece ali é o mesmo que acontece com o rio Cachoeira, em Joinville", conclui. (MG)


Geadas vão atingir Oeste,
serra e Vale do Itajaí

São Joaquim/Lages - As alterações abruptas do clima nas últimas 48 horas derrubaram a previsão de neve feita no domingo e na segunda-feira para as noites de quarta e quinta-feira na região de São Joaquim. Em compensação, deverão ocorrer fortes geadas de amanhã até sexta-feira, com as temperaturas mínimas podendo variar de -1 a -3 graus centígrados no abrigo. Essas geadas deverão acontecer nas regiões do Planalto Serrano, Oeste, Meio-oeste e Alto Vale do Itajaí. Ontem de madrugada foram registradas as temperaturas mais baixas até agora no Estado. Em São Joaquim e em Caçador os termômetros marcaram zero grau no abrigo; na relva a temperatura chegou a -6 seis graus em São Joaquim.
Márcia Fuentes, do Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos (Climerh/Epagri) informou ontem que a noite mais fria deverá acontecer de hoje para amanhã. "Teremos fortes geadas e temperaturas que poderão chegar aos -3 graus em São Joaquim e em outros locais mais altos como Morro da Igreja e Campo dos Padres, em Urubici", explicou. Ela informou que ontem de madrugada foram registradas geadas forte em São Joaquim, moderada em Curitibanos e fraca nas regiões de Caçador, Campos Novos e Lages. "O tempo começa a apresentar alguma instabilidade no Litoral e no Planalto Sul a partir desta quarta-feira. Mas na quinta-feira novamente vai melhorar. E o frio continuará intenso".
Ronaldo Coutinho, da Climaterra, empresa de São Joaquim, informou que as temperaturas começam a se elevar rapidamente a partir de sexta-feira. "Teremos um final de semana com tempo bom e com temperaturas elevadas para o período. No Oeste, as temperaturas máximas podem chegar aos 28 graus no domingo", disse. "Uma nova frente fria entra no Estado a partir da próxima terça-feira".


Maio encerra período de
máxima atividade solar

Brusque - No fim deste mês, será encerrado o período de máxima atividade solar, fenômeno que se repete a cada 11 anos. Segundo o astrônomo Silvino de Souza, de Brusque, o período provoca um grande número de manchas no Sol, que podem ser observados com o auxílio de filtros solares. Este fenômeno é associado a explosões que liberam uma grande quantidade de partículas, como prótons e elétrons, além de radiação em uma faixa contínua. As as explosões provocam perturbações nas telecomunicações, afetando as transmissões de rádio e televisão. Também causam prejuízos para as agências espaciais, forçando o adiamento do lançamento de satélites.
Outro fenômeno observado neste período é a aurora boreal, que acontece nos pólos do planeta e pode ser visto a olho nú. Conforme Silvino, o choque das partículas com a alta atmosfera da Terra provoca a formação de um arco-íris luminoso e pode ser visto no amanhecer ou alvorecer pelos moradores do Pólo Norte. "Estas radiações deslocam-se a velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo), levando pouco mais de oito minutos para atingir a Terra, enquanto as partículas precisam de 30 minutos para chegarem à Terra", destaca. O pico do atual ciclo de máxima atividade teve início em setembro do ano passado e desde então podem ser observadas manchas no sol.
O último período de máxima atividade solar ocorreu em junho de 1989, quando foi possível contar até 200 manchas individuais. "Acreditamos que no período 1999-2000 não seja diferente", disse Souza.O sol é uma enorme bomba de hidrogênio e hélio, com 1,4 milhão de quilômetros de diâmetro, correspondendo a mais de 100 vezes o tamanho da Terra, e tem idade estimada em 5,5 bilhões de anos. Mesmo assim, é considerado uma estrela anã, tem uma temperatura superficial de 6 mil graus centígrados e no seu interior chega a 15 milhões de graus centígrados.


Gerasul alerta para a
possibilidade de enchentes

Chuva acima do normal nos próximo meses põe em risco moradores abaixo da barragem da usina de Itá

Jean Carlos de Souza
Especial para A Notícia

Concórdia - A Gerasul está alertando a população que reside abaixo da barragem da hidrelétrica de Itá sobre o risco de enchentes nos próximos meses. A empresa recebeu informações de institutos de meteorologia a respeito da quantidade de chuvas acima do normal prevista para a bacia do rio Uruguai e resolveu divulgar o alerta. De acordo com a Gerasul, a barragem de Itá vai ajudar a diminuir os prejuízos causados pelas chuvas fortes, caso elas se confirmem.
A hidrelétrica de Itá atingiu no início de maio a cota máxima do reservatório. O rio Uruguai chegou a 366 metros acima do seu nível normal na semana passada e o lago da hidrelétrica foi considerado completo pelos técnicos da Gerasul. Pelos números iniciais da empresa, o lago estaria completo quando atingisse a cota 370. Os quatro metros de diferença em relação ao nível atual são exatamente a prevenção contra possíveis enchentes.
O rio Uruguai é considerado violento pelos técnicos da Gerasul. Por ter se formado dentro de um canyon, o rio sobe de nível rapidamente quando é atingido por enxurradas ao longo do seu leito. É por isso que a barragem de Itá ganhou uma comporta a mais para liberação da água excedente. Apesar dessa prevenção contra as enchentes, a Gerasul confia que o lago da hidrelétrica vai servir como uma prevenção contra a força do Uruguai.
Caso as previsões da meteorologia se confirmem, o lago da hidrelétrica de Itá poderá subir quatro metros em toda a sua extensão sem provocar nenhum problema para a geração de energia ou para os moradores que residem abaixo da hidrelétrica. Somente quando a cota 370 estiver prestes a ser ultrapassada, a barragem liberará maior quantidade de água. Segundo o diretor de implantação de programas hidrelétricos da empresa, Roberto Quadros, mesmo que isso aconteça, o impacto será no máximo igual ao que uma enchente provocaria.
A Gerasul publicou um comunicado explicando que resolveu divulgar a possibilidade de enchentes para prestar um serviço à população que reside próxima às margens do rio Uruguai. A empresa pediu ainda para que nenhum morador entre em pânico. O alerta foi feito com antecedência para que possam ser tomadas medidas preventivas. Para a Gerasul, somente quem reside muito próximo do rio corre perigo, o que já acontecia antes da barragem ser construída.

Mineradoras devem fazer
EIA/Rima em conjunto

Joinville - As 32 mineradoras que trabalham no rio Itapocu, de Jaraguá do Sul até a boca da barra entre Barra Velha e Araquari, deverão formular em conjunto um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). A solução foi apresentada na reunião de ontem pela manhã envolvendo Ibama, Fundação do Meio Ambiente (Fatma), representantes das mineradoras, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o procurador da República, Cláudio Cristani.
Representantes de cada órgão também vistoriaram as margens do rio, que vem sendo motivo de discussões entre pescadores da região e mineradoras. "Um EIA/Rima em conjunto sairá mais barato e facilitará o trabalho de todos os mineradores. Ninguém está trabalhando irregularmente, só falta um estudo e o relatório de impacto ambiental", explicou Cristani.
A Fatma e a DNPM apresentaram a procuradoria da República um relatório sobre a situação das mineradoras às margens do rio Itapocu. O geólogo da Fatma, Marcus Fumagalli, também disse que não há qualquer irregularidade com a extração de areia na região por parte das empresas. Segundo ele, há 62 processos ambientais autorizando as atividades. "Acontece que todos os projetos são individuais e casa empresa está num estágio diferente. O que queremos é um EIA/Rima em conjunto até para não provocar prejuízos as empresas pequenas", entende Fumagalli.

Danos

O processo de extração no rio Itapocu foi denunciado por pescadores da região que se sentem prejudicados pela ação das dragas. Eles também solicitavam providências num curto espaço de tempo, por entenderem que o alargamento sem profundidade, o lodo negro jogado no rio e o desmoronamento das margem causam estragos principalmente na evasão de peixes e destruição do habitat do camarão, produtos de subsistência para cerca de 150 famílias.
O procurador Cláudio Cristani entende que o problema já está perto do ideal. As mineradoras estão conscientes de suas obrigações, mas uma política de fiscalização dos órgãos ambientais ainda é importante. "Estamos planejando uma fiscalização periódica dos órgãos envolvidos, mas primeiramente é necessário a criação de um comitê de bacias do Itapocu, para discutir com mais amplitude e envolvendo várias partes interessadas nesse assunto", explica.
O representante da delegacia dos Mineradores de Areia do Vale do Itapocu e Região de Joinville, Lauro Fröhlich, explica que as empresas estão interessadas em produzir um EIA/Rima em conjunto. Ele também acompanhou o representante do Fatma, do Ibama e o procurador numa rápida vistoria na boca da barra do rio Itapocu. (Marco Aurélio Braga)


Presos cinco acusados de
espancar índio xoclengue

Ibirama - O juiz Renato Luís Roberge decretou ontem à tarde a prisão temporária dos indígenas Laudelino Baldo, 27 anos; Jucelino de Almeida, 44; Moacir Baldo, 25; Valdecir de Almeida, 30; Gilberto Baldo, 21; e de outra pessoa, P.C.A. - possivelmente menor de idade que deverá se apresentar hoje à polícia em Ibirama. Os seis são acusados de ter agredido ao índio Josué Caxias Popó, no último dia 30, nas imediações do local onde se realizava a festa de aniversário de emancipação política de José Boiteux. Josué, um dos líderes da reserva Duque de Caxias, sofreu traumatismo craniano e não resistiu aos ferimentos, morrendo no último domingo, por volta das 18h30 no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. Ele passou por duas cirurgias.
Apesar do delegado Almiro Costa ter emitido as intimações para que as testemunhas, todas índias, comparecessem com a finalidade de prestar depoimento, como já é hábito, só alguns apareceram. Foi necessária a interferência do cacique-presidente, Lauro Juvei, que estava em Brasília, para que o inquérito tivesse andamento. Pelo que foi apurado até agora, a agressão a Josué teve início a partir do desentendimento entre a sua tia, Talita Caxias Popó e Ionete Namblá. Talita foi casada com Jucelino durante 24 anos e há poucos meses separou-se. Este por sua vez passou a viver maritalmente com Ionete. As duas começaram a brigar e ao tentar apartar, Josué teria agredido a Jucelino, que buscou ajuda com os irmãos que estavam na festa.
Sensualidade brejeira
Carla Regina experimenta primeiro personagem importante da carreira em "Marcas da Paixão".  AN_Tevê 
Costa pretende concluir o inquérito até na sexta-feira, um dia antes do encerramento de expirar o prazo da prisão temporária, que é de cinco dias. O delegado adiantou que o clima na reserva indígena é bastante tenso, inclusive com ameaças de morte. Diante da gravidade da situação os próprios caciques procuraram a polícia, entregando abaixo-assinado pedindo a prisão dos envolvidos.
Jucelino inclusive foi vice-cacique da aldeia Figueira. Moacir mora em Joinville. Depois da agressão, temendo represálias, eles se refugiaram na casa de parentes em Blumenau e Joinville. Para evitar uma eventual invasão de índios na Delegacia de Ibirama, os acusados foram transferidos para o presídio de Rio do Sul sob forte escolta policial.


Encontro
reúne 500 gestantes

Evento festejou terceiro aniversário do programa Capital Criança, já reconhecido pela Unicef

Florianópolis - Aproximadamente 500 gestantes participaram ontem do 2º Encontro Municipal de Gestantes de Florianópolis, sob o tema "O Prazer de Gestar". O evento comemorou o terceiro aniversário do programa Capital Criança, de atendimento e acompanhamento da mulher grávida até o momento do parto, logo após (período conhecido como puerpério) e dos zero aos seis anos da criança. O número de participantes, que superou em 300 as inscrições do ano passado, surpreendeu a organização. "Prevíamos 400 pessoas", diz a coordenadora do Capital Criança, Alba Maria Tavares.
O Capital Criança, reconhecido pela Unicef, é um projeto que tem prioridade na administração da prefeita Angela Amin (PPB). Doze mil crianças, com idade dos zero aos três anos, estão recebendo acompanhamento desde o início do programa, que atende 4.500 gestantes ao ano. A programação do seminário incluiu uma palestra com a psicóloga carioca Maria Tereza Maldonado, autora de 18 publicações sobre família, casamento, crianças e gravidez, incluindo "Como Cuidar de Bebês Recém-nascidos".
Uma das atrações do dia foram as seis oficinas que ensinaram cuidados iniciais com o bebê, exercícios de relaxamento para mulheres grávidas, amamentação e educação infantil. Todas as vagas foram preenchidas e a atividade que reuniu maior número de gestantes foi "Aprendendo a cuidar do bebê", que contou com um público bastante jovem.

PRIMEIROS CUIDADOS

Conhecer a maternidade antes do parto; dar preferência ao leite materno, que estimula a relação mãe e filho; toda mãe deve amamentar, pois o leite materno protege a criança de doenças respiratórias, alergias, infecções, doenças de pele e cárie; a primeira consulta ao pediatra deve ser feita entre sete e 10 dias de vida da criança, quando é feito o teste do pezinho; na primeira semana de vida devem ser aplicadas as vacinas BCG, que protege contra a tuberculose, e contra a hepatite B; o banho deve ser dado desde o nascimento; tenha tudo à mão na hora do banho nunca deixe o bebê sozinho na banheira ou no trocador.

Içara já conta com
Programa Saúde da Familia

Içara - A comunidade de Içara, no Sul do Estado, passa a contar, a partir de hoje, com o Programa Saúde da Família (PSF). O lançamento oficial acontece, às 19 horas, no salão paroquial do bairro Pedreiras, o primeiro a receber a equipe de profissionais do PSF. O trabalho, desenvolvido por médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, segue a mesma linha do restante do país, que é prevenir o surgimento de doenças, melhorar e atender os moradores nos bairros onde residem.
A primeira equipe começa a trabalhar no bairro Pedreiras, mas a Secretaria Municipal de Saúde já tem definidas outros nove grupos que estarão trabalhando até o final do mês. "Dividimos a cidade em 10 regiões, instalando unidade do PSF em cada uma", informa o secretário de Saúde, Sérgio Peruchi. Cada região irá centralizar atividades dos bairros vizinhos. No total, o PSF terá o envolvimento de 124 profissionais que irão atender mais de 11 mil famílias."Os médicos e enfermeiros vão se aproximar da comunidade, contribuindo para a humanização do atendimento", pondera Peruchi.


Crianças têm aula
de polonês em São Bento

São Bento do Sul - A Sociedade Varsóvia e a Braspol, Sociedade Brasil Polônia, estão preparando em São Bento do Sul um programa especial de aulas de língua polonesa. O objetivo inicial era ensinar o idioma para as crianças que participam de dois grupos folclóricos poloneses, mas as aulas despertaram o interesse da comunidade e o programa foi aberto à participação de outras crianças e adultos.
Setenta e três pessoas já se inscreveram para o curso. As aulas serão ministradas pelo professor Roberto Malchiewicz, de Curitiba, e que morou sete anos na Polônia. Às sextas-feiras, as aulas são na Escola Básica Adélia Lutz, no bairro Cruzeiro, em três horários: às 17h30, às 18h30 e às 20 horas. Aos sábados, mais duas turmas funcionam na escola Hercílio Malinowsky, no bairro Mato Preto. As aulas começam às 8h30 e às 10h30.
A vice-presidente da Sociedade Varsóvia, Emília Muchau, coordena o projeto e diz que os descendentes de poloneses sentiram a necessidade de aprofundar conhecimentos sobre suas origens o que inclui o idioma polonês. Para Aristeu Kaszubowsky, que também integra a Braspol, o anúncio de parceria entre São Bento do Sul e a cidade polonesa de Pleszew, estimulou o interesse pela língua polonesa. As mensalidades custarão R$ 10,00 e a Varsóvia subsidiará parte dos custos do programa. "Não há tempo de duração estipulado. O importante é que as pessoas aprendam a falar o polonês", explica Kaszubowsky.


CPI suspeita de cartel
em atendimentos renais

Cid Furtado Filho
Especial para A Notícia

Brasília - A CPI dos Medicamentos suspeita que duas empresas multinacionais da área de saúde estão formando um cartel na área de atendimento aos doentes renais crônicos. A informação é do deputado Vicente Caropreso (PSDB), médico e integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Segundo ele, a comissão ainda não sabe se clínicas de Santa Catarina já são vítimas do esquema descoberto pela comissão e que envolve as empresas Frezenios e Bakster. Pelas informações levantadas até agora, estas empresas atualmente dominam cerca de 40% do mercado nacional na área de tratamento de doentes renais crônicos, e continuam agindo para aumentar seu controle em todo o País.
Para evitar esse avanço, e maiores prejuízos à população e aos cofres públicos, uma vez que é o Sistema Único de Saúde (SUS) que paga 90% dos gastos com o tratamento, a CPI pediu balancetes e contratos de compra de equipamentos e prestação de serviços das clínicas que atendem pacientes renais crônicos. As clínicas de todo o País terão de mostrar à comissão balancetes entre 1995 e 99. Com isso, os parlamentares esperam provar a cartelização.
As empresas usam diversas estratégias para controlar o mercado. Uma delas é procurar as clínicas e pagar antecipado o faturamento de aproximadamente um ano de sua carteira de pacientes e, em troca disso, exigir exclusividade na compra de equipamentos e materiais de consumo, como os usados para os procedimentos de diálise. Outro método, é a compra ou arrendamento das clínicas, que depois são entregues aos seus prepostos. Neste caso, além de exigir a mesma coisa que na estratégia anterior, as empresas chegam a ficar com 10% do faturamento líquido da clínica.Para Vicente Caropreso a ação das empresas é, no mínimo, sem ética.
Caso a CPI consiga provas dessa cartelização, afirma o catarinense, a comissão deverá sugerir mudanças na legislação que regulam as relações entre empresas e clínicas. Essas preocupações são justificadas pelo volume de recursos movimentados anualmente para o tratamento destes pacientes.


Escola Técnica Tupy vai
inaugurar prédio amanhã

São Bento do Sul - Construído em três meses e meio, o prédio de 1.500 metros quadrados que abriga a Escola Técnica Tupy, em São Bento do Sul será inaugurado, oficialmente amanhã, às 17 horas. A obra, que já atende a 303 alunos desde fevereiro, é o resultado do esforço conjunto de empresários da região, que formaram a Sociesbs, Sociedade Educacional de São Bento do Sul. Entidades como sindicatos, associações e a prefeitura municipal também participam da Sociesbs. Para construir o prédio foi necessário arrecadar R$ 300 mil. O dinheiro veio da contribuição das 28 empresas e entidades fundadoras que dividiram a aquisição de 50 cotas, no valor de R$ 6 mil cada.
A Fetep, Fundação de Ensino Tecnologia e Pesquisa, cedeu 8.500 metros quadrados de área para construção do prédio da escola técnica e a prefeitura entrou com as obras de infra-estrutura. A idéia surgiu de uma visita de empresários são-bentenses à Escola Técnica Tupy, de Joinville, onde cerca de 70 alunos de São Bento do Sul já estudavam. "A visita ocorreu em setembro do ano passado, e em fevereiro deste ano a escola já estava pronta", destaca Marcos Holz, diretor da Escola Técnica de São Bento do Sul. A Sociesc, Sociedade Educacional de Santa Catarina, que mantém a Escola Técnica Tupy de Joinville, também investiu na escola de São Bento do Sul. Os equipamentos para as salas de aula e os laboratórios de informática e eletrônica custaram cerca de R$ 200 mil. Além disso, a Sociesc fornece os professores e todo o know how para o desenvolvimento dos cursos. "A Escola Técnica Tupy de Joinville tem uma experiência de mais de 40 anos, daí a preferência de São Bento do Sul por este serviço", explica Holz. As dez salas de aula e os quatro laboratórios da ETT de São Bento do Sul abrigam turmas de ensino médio no período da manhã e cursos técnicos de Mecânica, Eletrônica e Informática, à noite.
Em agosto, a ETT lança curso preparatório para o teste de seleção de 2001. Novos cursos também devem ser implantados a partir do próximo ano, sempre atendendo às necessidades da região.


Juventude e experiência
Mercado de trabalho catarinense contrata cada vez mais jovens e pessoas entre 50 e 64 anos.  AN_Economia 
Vale-salário
A Assembléia Legislativa deve votar hoje indicação do deputado Heitor Sché (PFL) em que solicita, ao governo do Estado, a adoção de um "vale-salário" para pagar vencimentos atrasados dos servidores públicos estaduais. Os estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviço que aceitarem receber pagamentos dos servidores em vale-salário terão os valores descontados nas guias de pagamento do ICMS. O secretário da Casa Civil, Celestino Secco, disse que a proposta é "impraticável".

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Governo inicia medidas de repressão à greve

Secretaria de Educação começa a descontar os dias de paralisação dos professores grevistas

Aline Felkl

Florianópolis - O governo estadual decidiu endurecer com o magistério e começa a descontar os dias de paralisação dos professores grevistas hoje, quando conclui o levantamento dos profissionais a serem pagos na folha de maio. A Secretaria Estadual de Educação terá amanhã o número real de docentes em greve, quando deve promover uma avaliação da necessidade de admissões em caráter temporário (ACTs), medida autorizada pelo governador Esperidião Amin (PPB) como forma de não prejudicar o calendário escolar. A secretária Miriam Schlikmann ressaltou ontem que hoje é a data limite para que os professores voltem à aula apresentando um cronograma de reposição dos dias perdidos, única forma de garantirem o salário do mês.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), que classifica a atitude como "ato de desespero", admite que o professor está se sentindo ameaçado com a possibilidade de ficar sem salário, mas garante que a greve continua crescendo. A entidade critica a contratação temporária, lembrando que 18 mil dos 40 mil docentes do Estado já trabalham como ACTs. "Sabemos que 10% destes ACTs não possuem habilitação, o que compromete a qualidade do ensino. Vão achar professor qualificado onde?", questiona a presidente do Sinte, Marta Vanelli.
Pelos cálculos do sindicato, entre 25 mil e 28 mil professores estão parados e até 500 mil dos 850 mil alunos do Estado podem estar sem aulas ou com o calendário reduzido. Por outro lado, o governo insiste que o Sinte deve reformular sua pauta de reivindicações, pois a atual já foi rejeitada - os principais pontos são elevação do piso de R$ 277,00 para R$ 744,00, fim do pagamento de salários atrasados e de inativos com recursos do Fundef e abertura de concurso público.

Comissão de pais cobra proposta ao magistério

Ontem à tarde o secretário da Administração e Casa Civil, Celestino Secco, recebeu em nome do governador uma comissão de 30 pais de alunos que representavam 20 das 26 regionais de Educação do Estado. O grupo entregou a Secco 13 mil assinaturas de pais e outras 300 de entidades sindicais e populares que cobram a apresentação de uma proposta ao magistério. Secco ouviu críticas duras à forma como o governador vem conduzindo a greve e ao fato de não ter conversado pessoalmente com o grupo. "Porque não apareceu para falar? Ele considera os pais o quê?", questionou um participante.
O grupo protestou contra a negativa na concessão de aumento salarial e pediu o estudo de uma alternativa à proposta do Sinte. "Não há negociação nenhuma com os professores, apenas uma posição unilateral de não ceder. O governador é o gestor do Estado, quem controla as receitas e pode apresentar uma proposta alternativa. Entendo que as duas partes devem fazer concessões, mas é preciso que sentem em busca de um acordo", disse o eletrotécnico José Nazareno Correa, de Capivari de Baixo, que tem duas filhas matriculadas em escola estadual de Tubarão.
Os pais seguraram durante uma hora e meia, em frente ao secretário, uma faixa onde escreveram "Pais apóiam o magistério. Exigimos uma proposta imediata do governo". O grupo pediu que Secco garantisse uma nova audiência entre o sindicato e Amin, além do compromisso de construção de uma proposta. "Eu não tenho esta resposta, mas estou autorizado pelo governador a reabrir a conversa com o Sinte", disse Secco.
O secretário lembrou que os professores não apresentaram nova pauta, mas a presidente do Sinte, Marta Vanelli, argumenta que na última audiência com o governador foi mostrado um aumento de receita de R$ 4,2 milhões, suficiente para um aumento de 10% aos professores - R$ 4 milhões foram incremento de receita do Fundef em relação a 1999 e R$ 1,2 milhão é o gasto da Secretaria de Educação com oito mil estagiários bolsistas. "É um quadro desnecessário nas escolas. Muitos ficam de porteiros", avalia Marta.
A líder sindical diz que a nova Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou a receita líquida dos Estados e que a despesa com folha que estava sendo contabilizada como 67% da receita catarinense passaria agora a um índice de 56% - abaixo dos 60% limitados pela Lei Camata, o que permitiria reajuste. "Mas nas despesas com folha não se conta apenas funcionários do Executivo, mas de todos os poderes do Estado", rebateu Secco, que deve buscar uma nova data para negociações. "A Lei de Responsabilidade Fiscal também coloca em condição de crime quem provocar elevação deste patamar", comentou, sobre os gastos.

UDESC

Em assembléia ontem à tarde, os professores do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Aproximadamente 80 profissionais deixam a sala de aula hoje, seguindo decisão já tomada por docentes do campus de Joinville. Eles pedem melhores condições de trabalho e aumento salarial.

Professores protestam no Norte

Porto União/ Mafra/Canoinhas - Os vinte e dois professores que estão em greve em Canoinhas participam hoje de uma manifestação em frente à igreja matriz. As lideranças do Sinte de Canoinhas esperam a adesão de colegas de mais quatro colégios ao protesto.
Em Mafra, professores e alunos da rede pública uniram-se em uma manifestação em frente ao Colégio Barão de Antonina. O protesto começøu às 9 horas. Em Porto União, os vinte e oito professores grevistas estão visitando todas as escolas estaduais e conversando com os alunos para explicar todos os motivos da greve.

RESISTÊNCIA

"Estamos dizendo não ao ofício da Secretaria de Educação, que pretende pressionar os grevistas a retornarem à sala de aula", explica a líder do Sinte em Porto União, Líria Weinsorter.

Em Joinville, retorno sem data

Graziela Lindner

Joinville - Os professores da rede estadual de Joinville concordam com as lutas da categoria, mas nem todos aderiram ao movimento e acreditam que a paralisação por tempo indeterminado não seja a melhor saída. De acordo com o diretor regional do Sinte, Luiz Nery Miranda, a paralisação não tem data para acabar e a adesão continua aumentando. "O envolvimento de toda a comunidade escolar é importante", aposta. Já o coordenador da 5ª Regional de Educação (CRE), Donato Back, informou que há professores voltando para a sala de aula. "O retorno não é generalizado, mas começou em algumas escolas", comenta.
Hoje, às 9 horas, no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, os professores se reúnem em assembléia para discutir os rumos da greve. Na avaliação de Miranda, o encontro com o governador Espiridião Amin, na segunda-feira à noite, na sede da 5ª CRE, foi produtivo. "A maior conquista foi a abertura de um canal de negociação com o governo estadual, mas deixamos claro que o retorno às aulas só vai ocorrer quando nossas reivindicações forem atendidas", avisa.
Para o diretor de gremios da União Catarinense de Estudantes Secundaristas (Uces), Vitor Schmitt Silveira, a participação dos alunos fortalece o movimento. "A greve aconteceu no auge da decadência, mas ninguém é mercenário. Os professores não estão lutando apenas pelo aumento salarial. Eles estão exigindo, principalmente, a qualidade da educação", resume. Como forma de apoiar os professores, representantes da União Joinvilense de Estudantes Secundaristas (Ujes) e da Uces montaram um acampamento na rua Alexandre Schlemm, em frente a sede da 5ª CRE.
Dormindo em barracas há mais de uma semana, eles se revezam e só vão deixar o local quando a greve acabar. "Somos contra o reordenamento do ensino médio e queremos uma escola pública democrática", continua Vitor, admitindo que muitos estudantes não apoiam o movimento por falta de compreensão. "Estamos fazendo um trabalho de conscientização e, quando entendem o motivo que levou os professores à greve, pais e alunos acabam aceitando", garante.
O diretor do Sinte diz que 60% dos professores em Joinville aderiram ao movimento, mas a expectativa do comando de greve é que o número aumente para 80%. "O movimento está valendo a pena e, embora não tenhamos adesão total, a participação de professores em todo o Estado vem aumentando", comemora. O apoio de entidades como a Ujes e a Uces, continua ele, não pode ser esquecido. "Estamos agradecidos e satisfeitos", avisa.


Famílias são retiradas da área de manguezal

Marco Aurélio Braga

Joinville - As 15 famílias que ocuparam uma área de mangue no bairro Fátima na semana passada, foram retiradas do local, no início da tarde de ontem, por um fiscal da prefeitura. Eles reivindicam uma área para morar e criticaram a ação de desocupação que teve a presença da Polícia Militar. "Eles simplesmente chegaram e derrubaram tudo, sem nenhuma ordem judicial. Nem um oficial de Justiça esteve por aqui", reclama o desempregado Daniel Pedro Pinheiro, de 30 anos, que já começava a construir a sua casa no meio do manguezal.
As famílias têm uma justificativa para ocupar uma área de preservação ambiental. Segundo eles, outros moradores do bairro também estão em área de invasão e foram legalizados pela prefeitura. "Se vale para um, tem que valer para todos", diz Pinheiro, indignado.
A maioria das famílias está há mais de três anos esperando uma moradia da Secretaria Municipal de Habitação. Eles começaram a ocupar a área de mangue motivados por outras residências, que também foram construídas na mesma região. A Polícia Ambiental até orientou os ocupantes para que não devastassem a área, pois estariam sujeitos a prisão em flagrante. A própria Prefeitura de Joinville já teve problemas com essa área, em 1998, quando a obra de asfaltamento da rua Guanabara foi interditada pela Justiça por estar em área de mangue. O procurador da República, Cláudio Cristani, salienta que invasões no local poderão acarretar em multa à União.
Mesmo estando em área de preservação, muitos queriam um pedaço de terra para morar. É o caso de Rosangela Gonçalves, de 42 anos. Ela teve sua casa destruída por um incêndio, no final de 98, quando perdeu os poucos imóveis que possuia. Pagando aluguel, Rosangela sustenta a mãe que, segundo ela, está doente, e um filho de oito anos. "Não tenho mais para onde ir, só quero um terreno para que eu possa erguer novamente a minha casa", diz.
A desocupação da área irritou alguns invasores. O autônomo Jucélio Pereira, 44 anos, vê a ação da prefeitura como um descaso com as pessoas de baixa renda. "Tem gente que invade área de mangue e ainda é apoiada pela prefeitura, inclusive com imobiliária envolvida. Isso não tem cabimento", protesta em carta enviada para redação de A Notícia.


Pista do aeroporto fica sem iluminação em Navegantes

Navegantes - A pista do Aeroporto de Navegantes passou mais uma noite às escuras. Na segunda-feira, um curto-circuito na rede de iluminação da pista de pouso causou transtornos aos passageiros dos quatro vôos das empresas Varig, Rio Sul, InterBrasil e TAM. Segundo informações da Infraero, o problema deve ser resolvido ainda hoje. Ontem, técnicos passaram o dia todo tentando consertar o sistema, que é acionado automaticamente.
O gerente da Varig/Rio Sul em Navegantes, Vinícius Oliveira, informou que o vôo da Varig, marcado para às 18h15, foi antecipado para às 17 horas, e o da Rio Sul, das 18h50, foi transferido para o Aeroporto de Joinville, e seus passageiros estão sendo transladados para esta cidade.As partidas para viagens noturnas da TAM também foram levadas para Joinville.

 
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