Joinville         -          Domingo, 14 de Maio de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

O  
P  
I  
N  
I  
à 
O  













Editorial

A boa evolução do PIB

Os números divulgados nos últimos dias pelo IBGE revelam que a economia brasileira começou o ano 2000 a pleno vapor. No primeiro trimestre, o crescimento do produto interno bruto (PIB) registrou evolução de 3,08% em relação ao mesmo período do ano passado.
Puxada pela indústria e pelo setor de serviços, a economia deverá alcançar, até o final do ano, os esperados 4% de crescimento, com perspectivas de se expandir ainda mais nos anos de 2001 e 2002. O setor industrial, que tem peso de 30% no cálculo de participação no PIB, cresceu 5,69% nos três primeiros meses do ano. Trata-se de desempenho significativo, o maior desde 1997, antes da crise da Ásia e do México e da desvalorização da moeda nacional.
Há espaço para mais crescimento, sem dúvida, mas é importante destacar que a retomada vem se dando apesar dos juros elevados e com inflação em baixa. Assim, reduzindo as taxas básicas, é possível acelerar ainda mais a atividade econômica, sem colocar em risco eventual aumento da inflação, como tanto advogam alguns integrantes do governo ainda resistentes à queda de juros. Na prática não é o que acontece, pelo menos neste primeiro trimestre do ano.
O Brasil vive um momento muito especial, com plenas condições de ampliar a taxa de crescimento ainda mais aceleradamente. Basta dizer que, em 1995, o crescimento do setor industrial alcançou o recorde de 14,20%, também no primeiro trimestre do ano. Infelizmente, idêntico comportamento não ocorre no setor agrícola, igualmente importante no contexto geral da economia. O setor sofreu queda de 0,84% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o segmento de serviços evoluiu, com taxa de 2,28% de crescimento.
Também as vendas da indústria aumentaram 9,41% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, revelou a Confederação Nacional da Indústria. Segundo o presidente da CNI, esse desempenho apenas consolida o processo de recuperação da indústria. As vendas indicam ainda que o brasileiro voltou a consumir, impulsionado por pacotes de aumento do crédito e de financiamentos.
Outra informação positiva diz respeito ao nível de emprego. Em São Paulo, o termômetro do País, de janeiro a abril, o número de admissões superou o de dispensas. Com inflação em queda, conforme os últimos levantamentos e expansão da indústria, só falta mesmo a redução mais significativa da taxa básica de juros. Sem essa redução, que poderia alcançar a curto prazo até 2 pontos percentuais, a economia brasileira manterá o ritmo de crescimento, mas infelizmente ainda travado.
Outra vertente importante na questão econômica diz respeito às exportações. Apesar da desvalorização do real, o Brasil não conseguiu aumentar suas exportações. Só agora, pela primeira vez em muitos anos, é que o comércio bilateral com os EUA fechou com superávit de 62 milhões de dólares. No primeiro trimestre de 1999, o déficit foi de 525 milhões de dólares e, no ano todo, de 920 milhões de dólares. O País precisa ampliar suas exportações e, é claro, não apenas com os americanos, mas com o resto do mundo.
Na retomada de expansão da indústria, é vital que as exportações voltem a crescer, pois serão elas as principais responsáveis pela manutenção do nível de emprego também em expansão no ano 2000. Portanto, a equipe econômica deveria concentrar esforços no sentido de viabilizar melhores condições para nossas exportações, fechando o largo espectro das condições básicas para o crescimento sustentado do País.

A economia voltou a crescer, mas é preciso dar atenção especial às exportações. O Brasil depende do comércio internacional para consolidar novo ciclo de crescimento sustentado


Artigos

Um bom começo!

ANTONIO ERMÍRIO DE MORAES

No campo do trabalho, o Brasil se depara com dois graves problemas: desemprego e informalidade.
O desemprego no Brasil continua na faixa dos 8%. Muitos argumentam que isso não é tão grave quando se olha para a situação da Alemanha e da França (11%), da Itália (12%), da Argentina (15%) e da Espanha (16%).
Ocorre que, ao lado dos 8% de desemprego, temos mais de 60% dos brasileiros trabalhando no setor informal, que não pára de crescer (leia tabela abaixo).

Emprego nos setores Formal e Informal (%)

Setor

Formal

Informal
1990 48,0 52,0
1991 46,8 53,2
1992 45,7 54,3
1993 44,5 55,5
1994 43,5 56,5
1995 42,4 57,6
1996 40,7 59,3
1997 39,6 60,4
1998* 38,5 61,5
1999* 38,0 62,0
Fonte: Ministério do Trabalho-OIT, Abertura e ajuste do mercado de trabalho no Brasil, 1999.
(*) Estimativas.

O quadro é dramático e já atinge até mesmo os mais educados. Em 1999, para cada 100 novos postos de trabalho criados, 90 foram no setor informal, onde o trabalhador tem pouca proteção e a Previdência Social nada arrecada.
As dificuldades para reduzir a informalidade têm muitas causas. Uma delas é a legislação trabalhista. Devido à extrema rigidez e ao custo não-salarial de uma contratação legal, a maioria das empresas só admite um empregado quando tem certeza de que vai produzir e vender o suficiente para manter o seu emprego. Arriscar é caro, difícil e conflituoso.
É por isso que milhares de jovens não contam com oportunidades para expor seu talento a empresas que tanto poderiam se beneficiar dele. Dispensar é igualmente caro, difícil e conflituoso.
Foi em boa hora que o governo do Estado de São Paulo lançou o programa Meu Primeiro Emprego, que consta de oportunidades de estágio, durante seis meses, nas quais estudantes de 16 a 21 anos trabalharão 20 horas por semana, recebendo R$ 130,00 mensais, dos quais R$ 65,00 serão pagos pelos cofres públicos para facilitar a inserção de jovens competentes no mercado de trabalho.
Além de prever importantes salvaguardas para evitar a mera substituição de mão-de-obra, o programa assegura proteções básicas em relação a saúde e a acidentes. Mas as empresas estão livres dos demais encargos sociais.
Essa idéia deveria ter sido implementada há mais tempo. É urgente modernizar a legislação trabalhista na direção do que fizeram as nações mais adiantadas e onde existem programas de estímulo ao emprego de jovens e de pessoas de meia idade, com importantes reduções no custo e na rigidez da contratação do trabalho.
Oxalá essa experiência, que começa como "estágio" no âmbito estadual, possa se transformar em "emprego" por meio de medidas de âmbito federal que permitam inserir os jovens no mercado de trabalho com proteções básicas para a sua pessoa e riscos toleráveis para as empresas! Com isso, podemos diminuir muito a informalidade.

  • Antonio Ermírio de Moraes, empresário/SP


Joinville internacional

Luiz Henrique da Silveira

Na quarta-feira, o embaixador da República Tcheca, Ladislav Skerik, presidiu em Joinville o ato de posse do empresário Ingo Doubrawa no cargo de cônsul honorário daquele país em Santa Catarina.
Neto de cidadão tcheco, Ingo segue velha tradição que fez de Brno, a cidade onde nasceu seu avô, um dos mais importantes centros da indústria pesada da Europa central.
Na condição de cônsul do país de seus ancestrais, empresários - com a mesma competência com que transformou a pequena Docol numa empresa líder no setor de metais sanitários - desenvolveu as relações bilaterais entre nosso Estado e a nação dos boêmios e norávios.
Fui, durante anos, presidente do grupo parlamentar
Brasil-Tchecoeslováquia e percebi as amplas possibilidades de ampliação do comércio bilateral entre ambos os países, um comércio que ficou deprimido, durante décadas, por nossa modesta inserção internacional, por barreiras ideológicas e pelo planejamento central daquela economia, que, desde o pós-guerra, viveu sobre isolamento com o Ocidente.
Os tchecos são pioneiros em mecânica de precisão. Entre as duas grandes guerras, seus produtos industriais rivalizavam com os alemães e ingleses, entre os melhores da Europa.
Mesmo com décadas de produção estatizada, ainda mantém, em muitas áreas, padrões de qualidade que não se expressam apenas na famosa Pilsen Urquel - a melhor cerveja do mundo -, mas também em inovadoras tecnologias de proteção ambiental.
Por isso, o cônsul Ingo Doubrawa poderá desempenhar papel importantíssimo, aproximando as economias tcheca e brasileira, principalmente em nosso Estado.
A internacionalização de Joinville é um processo que vem de longe, com a crescente participação de nossas empresas no comércio mundial. Mas vem se alargando nos últimos anos, com a presença constante de grupos internacionais no Centreventos Cau Hansen, com a Escola de Teatro Bolshoi, foco de reportagens na Reuters, no "Washington Post", na "Associeted Press", na BBC, no "Isvetzia", no "Chicago Tribune", etc.
E com uma nova condição, que vem adquirindo: a de terra dos consulados. Já temos representações da Itália (Pier Marchesini), da Alemanha (Udo Doehler), da Colômbia (Carlos Rodolfo Schneider), da Espanha (Antonio Scorza) e, muito brevemente, da Suíça (Alberto Holderegger).
Mas já estamos trabalhando para viabilizar consulados de outros países, da Dinamarca e do Líbano, por exemplo. Isso é Joinville, não apenas a maior, mas agora também a melhor cidade de Santa Catarina.

  • Luiz Henrique da Silveira, prefeito de Joinville (PMDB)


Amin 500 dias. E agora?

Vinícius Lummertz

Esperidião Amin e Paulo Bauer completam, neste final de semana, 500 dias de mandato. Aproveitando a cabalística que se estabeleceu em torno do número 500, parece-me apropriado refletir a respeito de um governo que chegou ao poder com mais de um milhão de votos à frente do segundo colocado, numa demonstração contundente da vontade popular, depois de tanta turbulência administrativa.
O desgaste ao qual foi submetido o Estado, no embalo da operação dos precatórios, prejudicou a imagem de Santa Catarina no plano nacional. Ficamos dois anos "fazendo feio" na mídia. Se até então éramos conhecidos e reconhecidos por nossa capacidade de trabalho, passamos a ser alvo de desconfianças, que mancharam o belo e talentoso Estado empreendedor que Santa Catarina representava.
Ao tomar posse no ano passado, o governador Amin sabia que - com o apoio irrestrito e poder de articulação do senador Jorge Bornhausen - sua principal missão inicial seria emergir o Estado de um prolongado mergulho nas profundezas do desânimo. E Santa Catarina virou a mesa. Decorridos 500 dias, pode-se perceber que o desafio foi superado, resgatando a auto-estima do catarinense e atenuando as cicatrizes para efeitos externos.
Superada a etapa inicial, a nova meta é concluir o saneamento das finanças estaduais, na tentativa de tornar o governo novamente viável, em condições de realizar. Colocar a casa em ordem não é fácil. Salários em atraso e a falta de investimentos em infra-estrutura por um longo período dificultam muito a captação de recursos e de empresas dispostas a investir. Confiança é como parede: para construir, tijolo por tijolo, demora; para destruir, é de uma vez só - e foi o que aconteceu.
Felizmente, a recuperação promovida pelo governo catarinense deu bons resultados e é perceptível no plano federal. As autoridades voltaram a dedicar ao Estado tratamento respeitoso, compatível com nossa importância histórica. As federalizações das dívidas do Ipesc e do Besc evidenciaram a confiança do governo Fernando Henrique Cardoso nos administradores catarinenses.
Mas, e agora? É preciso que a sociedade de uma maneira geral "mude de assunto"; perceba que uma empresa ou um Estado são definidos pelos assuntos tratados. É como um espelho: se o assunto não muda, a sociedade também permanece igual. Diante disso, é fundamental que passemos a pensar mais o marketing estadual, pautando o virtuoso, mudando o discurso e pensando em formas de planejar o desenvolvimento de maneira estratégica.
Como apregoa Michel Porter, é necessário mudar o modelo mental e ingressar de maneira integrada na era do marketing das cidades, no marketing regional. Com a globalização, a competição não acontece mais entre empresas e, sim, entre regiões. Ouvi, em Washington, o presidente do BID, Enrique Iglesias, afirmar publicamente que "Santa Catarina es una potencia". Ignacy Sachs, um dos mais renomados economistas do mundo, diz que "Santa Catarina é um dos melhores modelos de industrialização descentralizada do mundo". São esses paradigmas de sucesso que devem balizar o caminho e pautar as mentes para que o governador possa, enfim, coordenar o processo de retomada do desenvolvimento estadual.
O que se espera do governo Amin, de agora em diante, é animação, criatividade e direcionamento estratégico claro. Esses são os pressupostos de incentivo a inovações, mudanças e realizações. Aí, sim, com os assuntos renovados, Santa Catarina estará, outra vez, de bem com a vida.

  • Vinícius Lummertz, diretor técnico do Sebrae Nacional


Cartas

Sinal de alerta

Não é de hoje que a nação brasileira se submete a desmandos dos governantes. Já antes da redemocratização, foram poucos os governos que realmente se interessaram pelas necessidades do povo e do País. Talvez, um ou dois mandatários tiveram posturas pouco mais atentas.
Após a redemocratização, ninguém tomou como prioridade essas necessidades, mesmo as mais ínfimas, da sofrida e brava, gente brasileira. Diz-se que o País cresceu aqui e ali, mas nenhum crescimento, apontado pela publicidade oficial e quiçá duvidosa, chegou a refletir-se em qualquer solução ou melhoria das condições sociais e econômicas do Brasil.
O atual governo federal, este que é apoiado por diversos governadores e que empilha vitórias nas proposições que envia ao Congresso, além de não oferecer nada, acintosamente vem extinguindo garantias sociais, aumentando impostos, conturbando a economia com questionáveis privatizações; enfim, desmantelando uma estrutura que, é verdade, já não era das melhores. E a Nação segue pagando por sucessivos erros que sequer cometeu.
Agora, a coisa está se agravando. Ninguém mais suporta tanto descaso. Como resultado, pipocam greves e manifestações pelo País afora, fazendo reivindicações que, resumindo, não são mais do que obrigação de qualquer governo que se preze: saúde, segurança, habitação, emprego e salário digno. Mas não há respeito pela população.
Os governantes e seus seguidores, os mesmos que só conhecem a realidade dos gabinetes, estão unicamente voltados para suas próprias veleidades. Fecham olhos e ouvidos aos clamores da Nação. Pior que isso, ainda se julgam no direito de ameaçar a manifestação dos segmentos mais organizados da sociedade com intervenção de forças policiais - uma estranha reação para quem foi eleito democraticamente.
É bom que esses mesmos eleitos partam para uma urgente reordenação de prioridades e obedeçam aos mais básicos princípios de "trabalhar pelo povo e para o povo". Caso contrário, a tensão social tende a continuar aumentando, e ninguém sabe o que poderá acontecer ali adiante.
Os brasileiros estão dando visíveis sinais de alerta. Essa é a questão. Só não vê quem não quer.

Marcelo Augusto Nitschke, São Carlos

Manchetes AN

Das últimas edições de Opinião
13/05 - Nova ameaça à Amazônia
12/05 - Arrocho no Congresso
11/05 - A gravidez na adolescência
10/05 - Novas ofertas de trabalho
09/05 - Desajustes e retrocesso
08/05 - O polêmico exame antidroga
07/05 - A CPI do Besc

Apontamentos

Nova versão da ISO

O Centro de Educação e Desenvolvimento Empresarial (Cedep) do Senai/SC promove nesta segunda-feira, entre as 8h30 e 17h30, o seminário ISO 9000:2000 e suas modificações. O evento vai capacitar executivos e gerentes da área da qualidade e interpretar as alterações que estão em andamento na norma. Além de apresentar a nova norma e compará-la com as disposições anteriores, o especialista José Luís Alvarenga vai discutir estratégias da adequação à nova série ISO 9000. Esse será o quarto seminário sobre a nova versão da ISO 9000 que o Cedep promove este ano. A ISO 9000-2000 é, na avaliação de Alvarenga, bem mais simples que a anterior. "Uma empresa que até agora precisava escrever de 30 a 50 procedimentos, poderá obter o certificado com cerca de 10 documentados", observa. Segundo ele, a própria empresa determina quais os aspectos mais importantes a merecer detalhamento documentado. Com mecanismos de exigência de melhoria contínua, a nova ISO também deverá forçar as empresas a buscar benchmarking. Outra diferença nas normas em relação à versão anterior é o foco no cliente: para obter e manter o certificado, as empresas são obrigadas a detectar necessidades e expectativas dos consumidores e eleger indicadores de desempenho para atender esses anseios do mercado.

Banco premiado

O Banco Itaú acaba de conquistar o Prêmio Top Social, concedido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), por sua atuação em projetos nas áreas de educação e saúde, desenvolvidos pelo Programa Itaú Social em várias regiões do País. Este ano, 33 empresas e instituições dos mais variados setores econômicos ganharam o prêmio. Criado em 1993, o Programa Itaú Social investe cerca de R$ 10 milhões por ano nos programas dos quais participa. Na área educacional, a prioridade é a melhoria do ensino fundamental para crianças e adolescentes de baixa renda matriculados na rede pública.

Boa acolhida

Idealizador das Casas da Cidadania, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Francisco Xavier Medeiros Vieira, vem se surpreendendo com a acolhida que o projeto está recebendo em todos os segmentos da sociedade. Num dos últimos encontros que Xavier Vieira manteve com o governador, Esperidião Amin ofereceu espaço físico nas 147 agências pioneiras do Besc para abrigar os serviços da Casa da Cidadania. A Associação dos Aposentados do Banco do Brasil também colocou à disposição do projeto seus 800 filiados no Estado, abrindo a possibilidade da utilização dessa mão-de-obra como mediadora voluntária.

Exames da ETFSC

A partir desta segunda-feira estarão abertas as inscrições para o exame de classificação da Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC), para ingresso no segundo semestre deste ano. São oferecidas 775 vagas para as unidades de ensino de Florianópolis, Jaraguá do Sul e Joinville. O ensino é totalmente gratuito. As provas acontecem no dia 25 de junho. A inscrição custa R$ 20,00 e pode ser feita na avenida Mauro Ramos, 950, em Florianópolis; na avenida Getúlio Vargas, 830, em Jaraguá do Sul; e na unidade de educação e saúde do Hospital Dona Helena, em Joinville.

Defensoria dativa

O governador Esperidião Amin confirmou aos presidentes da OAB/SC, Jefferson Kravchychyn, e da Caixa de Assistência dos Advogados, Adriano Zanotto, que pretende conversar com o secretário da Fazenda, Antônio Carlos Vieira, para verificar a possibilidade de aumentar o valor dos repasses à defensoria dativa. O Estado repassa, hoje, R$ 200 mil mensais para quitar as dívidas referentes ao pagamento dos advogados que prestam assistência judiciária gratuita. A metade desse valor é destinada ao pagamento do ano de 1995 e os outros R$ 100 mil para quitar 1999. Os processos são pagos conforme a ordem de protocolo.

Contestação

A Prefeitura de Joaçaba está contestando a notificação que recebeu do Ibama, por jogar entulhos às margens do rio do Peixe, nas proximidades da SC-303, no trevo da BR-282. Segundo o secretário de Obras do município, Zoilo Totti, o proprietário da área tem a liberação do próprio Ibama para usá-la como depósito de entulhos, e autorizou a Prefeitura. "Na verdade, aquilo não é um depósito de lixo e, sim, um 'bota-fora' para aterrar restos de capina e poda de árvores. O local usado para esse fim fica a 100 metros do rio, não havendo portanto risco de poluir a água", justifica-se Zoilo Totti. A Prefeitura já iniciou o aterramento.

Foguetório

Encerrou-se no sábado, em Piratuba, a ocupação do escritório da Energia, Transporte e Saneamento S/C, empresa contratada para fazer o remanejamento das famílias que serão atingidas com a construção da Usina Hidrelétrica de Machadinho (RS). A ocupação teve início na segunda-feira. Os agricultores só deixaram o local após comprovarem que a Machadinho Energética, responsável pela obra, adquiriu as terras para fazer o assentamento das famílias. Duas no município de Barracão (RS) e mais duas em Curitibanos. Nesses locais, serão assentadas 100 famílias. Os agricultores comemoraram com foguetório.


Frases

"Nosso regime é baseado no respeito mútuo."
ODONE DIAS DE CASTRO FILHO
, chefe de segurança do Presídio Regional de Chapecó, que continua modelo para o sistema penal catarinense

"Eu sou parte dessa garantia".
ESPERIDIÃO AMIN
, governador do Estado, ao responder, em Lages, se desta vez as obras da BR-282 não seriam novamente paralisadas

"Nosso objetivo é reivindicar sem bagunça."
José Andrino Mafiolete
, presidente do Clube dos Subtenentes e Sargentos da PM, ao falar sobre documento que pede aumento de soldo para a categoria


Curtas

FUMO - Quatrocentos e vinte e seis alunos de 1ª a 8ª série das escolas municipais de Mafra serão integrados ao programa Saber Saúde, que tem por objetivo conscientizar as crianças dos males causados pelo fumo.

13º SALÁRIO O Tribunal de Justiça já está efetuando o pagamento do 13º salário a seus funcionários. O benefício foi dividido em três etapas, com pagamentos de 30% em maio (já efetuado), 30% em setembro e 40% em dezembro.

Patrimônio Está agendada para as 14h30 do dia 23, no salão de convenções do Grande Hotel, em Itajaí, a abertura do 3º Encontro sobre Patrimônio Histórico, Arquitetura e Turismo. O evento estende-se até o dia 26.

 
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE
 

Torque ComunicaÁ„o e Internet