Joinville         -          Quarta-feira, 17 de Maio de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  


















Cláudio acumula a função de apresentador do "Globo Ecologia", além de ter lançado um disco recentemente

Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Muito além da tribo

Cláudio Heinrich aproveita a chance de deslanchar na carreira

Leandro Calixto
TV Press

No ano passado, o ator Cláudio Heinrich esteve no Xingu, no Mato Grosso, para conhecer um pouco mais sobre a cultura do povo indígena. Lá, teve aulas de tupi-guarani, e ainda deixou o cabelo crescer por quase um ano. Tudo para dar vida ao índio Tatuapu, protagonista da novela "Uga Uga", de Carlos Lombardi. Aos 25 anos, o ator considera esse trabalho como o mais importante em quase dez anos de carreira televisiva. O ex-paquito do programa "Xou da Xuxa" pretende com a novela deixar de ser reconhecido apenas como Dado, personagem da primeira fase de "Malhação" que o transformou no campeão de correspondência da Globo. Na época, ele recebia uma média de 200 cartas por semana. "Acho que esse trabalho veio numa boa hora. Hoje, me sinto um pouco mais preparado para interpretar um papel tão importante como esse", imagina Cláudio.
Ele foi um dos primeiros atores a serem escalados para a novela das sete. Cláudio conta que o convite partiu do próprio autor Carlos Lombardi. Desde então, o ator passou a pesquisar a cultura indígena. "Não quero fazer feio", avisa Cláudio, embora reconheça suas limitações. "Tenho muito o que aprender ainda", completa. Na trama, seu personagem é filho de um casal de antropólogos vividos por Marcos Frota e Denise Fraga. Os dois morrem chacinados num ataque indígena, e o pequeno Adriano acaba sendo criado numa tribo, onde ganha o nome de Tatuapu. Só que ele é o único herdeiro do milionário industrial do ramo de brinquedos Nikos, papel de Lima Duarte, que passa a procurá-lo desesperadamente. "Meu personagem vai ser uma referência para a novela", orgulha-se.
Quando esteve no Xingu por dez dias ao lado do diretor Alexandre Avancini, Cláudio ficou impressionado com a disciplina dos índios, que vivem na aldeia do Mato Grosso. Tanto que considera essa viagem como um dos maiores aprendizados de sua vida. "Sem nenhum conforto e tecnologia, eles são mais civilizados do que nós, que vivemos na cidade grande e reclamamos de tudo", filosofa o ator. Outra característica dos habitantes de Xingu, segundo Cláudio, é a ingenuidade. Essa, inclusive, é uma das principais marcas de seu personagem. Além de ir ao Xingu, Cláudio também teve aulas de ginástica corporal com o professor Álvaro Romano. Como o personagem passa alguns momentos da história rastejando pelo matagal, ele teve de aprender a caminhar como tigre. "Esse vai ser o lado cômico do Tatuapu", revela.
A língua indígena foi outra preocupação do ator. Nos primeiros capítulos da novela, ele fala em tupi-guarani e dialetos criados pelo próprio autor. A tradução do que o personagem vai estar dizendo vai ser feita pelos companheiros de cena e também por legendas. "Mas, quando for para a cidade grande, no caso o Rio de Janeiro, ele vai começar a falar em português", antecipa. Como sentiu dificuldades em entender e aprender o tupi-guarani, Cláudio marcou um "encontro-aula", como ele mesmo classifica, com Stênio Garcia. O veterano ator da Globo, que acabou de interpretar um curandeiro na macrossérie "A Muralha", deu algumas dicas de postura e memorização de texto para Cláudio.

Cenas de ação deixam o ator
com escoriações pelo corpo todo

As primeiras cenas de "Uga Uga" foram realizadas em Miguel Pereira, na região serrana do Rio. Lá, Cláudio acabou cortando o pé e sofreu escoriações por todo o corpo. Tudo porque o personagem faz freqüentes cenas de ação, já que acaba sendo perseguido pelos "capangas" do avô Nikos. Mas, ao chegar no Rio, Tatuapu acaba despertando a curiosidade de algumas mulheres, como Tatiana e Gui, vividas por Danielle Winits e Nívea Stelmann. "Como o Tatuapu é branquelão, as mulheres da aldeia não dão bola para ele. Mas, na cidade, ele vai fazer a festa", diverte-se o ator.
Nessa novela, Cláudio e Nívea Stelmann formam par romântico pela terceira vez - as duas primeiras foram em "Malhação" e "Era Uma Vez". "A gente já tem um entrosamento perfeito. Mas quero testar outros pares", planeja Cláudio. Só que vai ser justamente a personagem de Nívea que se apaixona pelo de Cláudio. As demais mulheres da trama que vão se aproximar de Tatuapu estarão de olho apenas na polpuda herança do milionário vovô Nikos.
Paralelamente à novela "Uga Uga", Cláudio Heinrich desenvolve dois outros projetos: o de cantar e apresentar. Ele acabou de lançar um CD pop-romântico por uma gravadora independente, e apresenta todos os sábados, na própria Globo, o programa "Globo Ecologia". Apesar do ritmo de gravações da novela estar intenso neste momento, o ator não pensa em deixar as outras duas funções. "O que fiz para dar uma aliviada em minha agenda foi cancelar shows e tardes de autógrafos", avisa Cláudio.
O CD, que faz parte do projeto Atores que Cantam, ainda está em fase de divulgação. Ele está aguardando a novela dar uma deslanchada para recomeçar os shows. A carreira como músico foi despertada aos 16 anos, quando Cláudio ainda era um dos vistosos assistentes de palco da apresentadora Xuxa Meneghel. "Comecei a cantar despretensiosamente. Mas hoje quero seguir essa carreira também", planeja.


Aos 55 anos de e quase 40 de carreira, Irene admite que não foi fácil sair da Globo
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

 

Grande dama da teledramaturgia

Irene Ravache assina com a Record e experimenta um tipo raro em sua coleção de personagens

André Bernardo
TV Press

Irene Ravache se considera uma espécie de "amuleto da sorte" das emissoras. Sempre que uma delas se anima a inaugurar um núcleo de dramaturgia, a atriz é sempre uma das primeiras a serem cotadas para o elenco. Foi o que aconteceu em 1994, quando o então diretor do SBT Nílton Travesso a convidou para interpretar a Dona Lola da novela "Éramos Seis". E é justamente o que voltou a acontecer quando a atriz recebeu um telefonema do diretor Atílio Riccó para trabalhar em "Marcas da Paixão", da Record.
Mas não foi só a rara oportunidade de inaugurar mais um núcleo de dramaturgia que levou Irene Ravache a assinar com a Record. Na trama de Solange Castro Neves, a atriz carioca vai interpretar um tipo raro em sua vasta galeria de personagens. Habituada a dar vida a tipos matriarcais, como Luzia de "Razão de Viver" ou Leonor de "Suave Veneno", Irene se entusiasma com o papel da dissimulada Bernardete. A última vez que ela assumiu um tipo fingido foi em 1970, quando interpretou a desprezível Inês de "Simplesmente Maria", exibida pela extinta Tupi. "O público não nutria a menor simpatia pelo personagem e fazia questão de deixar isso bem claro para mim", diverte-se.
Aos 55 anos de idade e quase 40 de carreira, Irene admite que não foi fácil sair da Globo. No ano passado, assim que terminou de gravar "Suave Veneno", de Aguinaldo Silva, ela já foi indagada pelo diretor Daniel Filho se gostaria de renovar contrato. Mesmo após a recusa, a atriz foi convidada por Wolf Maya para fazer "Esplendor". Além do simples fato de ter voltado a trabalhar em São Paulo, Irene deixa transparecer a insatisfação com a fraca repercussão de sua personagem Leonor Cerqueira em "Suave Veneno". Acostumada a protagonizar produções que inauguram departamentos de teledramaturgia, Irene não parece muito talhada à condição de ser mais uma num elenco numeroso. "Infelizmente, a Leonor não foi muito bem aproveitada pelo autor. Paciência. Não se pode ganhar sempre...", consola-se.
Das muitas personagens que interpretou em 30 anos de carreira na tevê, Irene sente saudades de, pelo menos, quatro. A primeira delas é a irmã de Beto Rockfeller, da novela homônima escrita por Bráulio Pedroso em 1968. "Beto Rockfeller" revolucionou a teledramaturgia brasileira ao estabelecer um tom coloquial nos diálogos. Em seguida, ela cita a Leonor Alamar, de "Sassaricando", de 1988, um dos raros tipos cômicos de sua carreira. Por último, Irene se lembra da Dona Lola, de "Éramos Seis". A protagonista da trama de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho deixou para a atriz o estereótipo da matriarca. "Até hoje, as pessoas se referem a mim como dona Lola", garante.
A quarta e última das personagens favoritas de Irene Ravache foi a divertida Dinorá, de "O Machão", de 1975. Na trama de Sérgio Jockyman, a atriz interpretou a mulher de Cornélio, papel de João José Pompeo. O clima nos bastidores da novela, porém, não era dos mais animados. O salário dos atores atrasava, os figurinos de época se limitavam a pouquíssimas peças, e a TV Tupi só dispunha de um único lugar para gravar as externas: a praça que ficava em frente da emissora no bairro do Sumaré, na zona Sul de São Paulo. O galã Antônio Fagundes, que interpretava o protagonista Petrucchio, inclusive, chegou a abandonar a novela porque não acertou a renovação do contrato. Apesar de toda a dureza -- que obrigava o elenco a pagar as contas com multa e a almoçar no bar da esquina -, Irene guarda boas recordações daquele tempo. "A gente dividia o bife, mas era feliz e não sabia", avalia.

Eterno recomeço

Em 1988, logo depois de gravar as últimas cenas de "Sassaricando", Irene Ravache declarou que não pretendia fazer mais novelas. Na época, jurou que, dali em diante, só faria teatro. A promessa da atriz durou seis anos. Em 1994, ela não resistiu a um convite de Nílton Travesso para protagonizar "Éramos Seis". A atriz reconhece que o fato de a novela ter sido gravada nos estúdios do Sumaré, onde ela começou a carreira na novela "O Grande Segredo", de 1967, ainda na Tupi, pesou na decisão. "O que me afastou das novelas foi a condição de trabalho. No SBT, tive ótimas condições de trabalho", atesta.
Por ótimas condições de trabalho, Irene entende o fato de ter sugerido a cláusula contratual de gravar apenas de segunda a sexta. No SBT, porém, Irene Ravache alternou bons e maus momentos. Depois de ter protagonizado "Éramos Seis", de 1994, e "Razão de Viver", de 1996, a atriz se viu obrigada a trabalhar nos sofríveis teleteatros. Segundo ela, até que os atores e diretores envolvidos no projeto eram bons, mas os textos adaptados eram horríveis. "Se as pessoas designadas para a escolha do texto não fossem do ramo, o resultado seria um desastre. E foi isso o que aconteceu", lamenta.
Ao término do contrato com o SBT, Irene resolveu voltar para a Globo. Até então, ela não fazia uma novela na emissora há dez anos. "A sensação que tive foi a de que saí de lá em um Fusca e voltei num BMW", compara. A volta de Irene à Globo foi adiada em função das atividades dela como atriz e produtora teatral. Atualmente, a única exigência que Irene faz é não acumular o trabalho no teatro e na tevê. Ela é a primeira a admitir que já se cansou de conciliar gravações de novela com ensaios de espetáculo. "O trabalho já ocupou boa parte da minha vida. Hoje, não abro mão de ter um tempo para desfrutar comigo mesma", garante.


Projetos: Com talento mais do que reconhecido, Joana agora pretende atuar em outras frentes
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

 

A força da maldade

Joanna Fomm dá vida a tipos memoráveis em 35 anos de carreira

André Bernardo
TV Press

A atriz Joana Fomm já perdeu as contas do número de vilãs que fez em 35 anos de tevê. Ao longo da carreira, já deu vida a tipos memoráveis, como a pérfida Yolanda Pratini, de "Dancin'Days", ou a maquiavélica Perpétua, de "Tieta". A sórdida Olga, de "Esplendor", não foge à regra. Mesmo assim, Joana não se dá por satisfeita. O sonho da atriz é fazer uma "vilã de verdade". Algo parecido com uma oficial nazista. "A Olga não é vilã por inteiro. As pessoas riem dela. Assim não vale...", brinca.
De fato, o bom humor de Joana Fomm contrasta com a freqüente tirania de suas criações no vídeo. Não foram poucas as vezes em que a ira provocada pela atrocidade de seus personagens ultrapassou os limites da ficção. Na época de "Corpo a Corpo", Joana deixou de ser atendida pelo garçom do clube que freqüentava. Mesmo diante das explicações da atriz, o sujeito se recusou a servi-la. "Tá pensando que vai me enganar, é? Tô reconhecendo a senhora da novela...", relembra.
Como atriz, Joana já teve seu talento mais do que reconhecido. Ainda este ano, pretende atuar em outras frentes. Ela já entregou a sinopse de um seriado, ainda sem título definido, para o diretor-geral de criação da Globo, Daniel Filho. Segundo a atriz, o seriado mescla jornalismo e ficção ao retratar o cotidiano de quatro repórteres policiais. O outro projeto, intitulado "Fora de Série", é um programa que se propõe a entrevistar artistas à margem da mídia, como o compositor Luiz Melodia e a escritora Hilda Hirst. "Nenhum dos projetos corre o risco de ser inconveniente para a Globo. Não estou aqui para pichar ninguém ou fazer perguntas indiscretas. Só algumas poucas...", diverte-se.

Entrevista / Joana Fomm

Que avaliação você faz da novela "Esplendor"?
Joana Fomm - O mais curioso é que a novela veio para tapar um buraco e acabou cumprindo essa função magistralmente. É uma novela folhetinesca que está sendo muito bem escrita e realizada. Acho que "Esplendor" acabou se saindo melhor que muita produção que estréia com muito aparato por trás. Foi um risco que todos nós corremos. Mas foi um risco que deu tão certo, que se transformou numa grata surpresa. Mas não era para menos. Há muita gente talentosa envolvida no projeto...

Mas o projeto original de 80 capítulos não vingou...
Joana - Nem eu acreditei que fosse vingar... Acho que, se fizesse sucesso, a novela não ia parar mesmo nos 80 capítulos. Ninguém ia querer isso. Nem os atores. Quando você faz uma minissérie, já vai com o personagem pronto. Mas, quando você faz uma novela de 80 e poucos capítulos, basta a produção fazer sucesso para todo mundo se entusiasmar. Foi justamente isso que aconteceu...

O que achou de interpretar mais uma vilã na carreira?
Joana - A verdade é que o público de novela gosta quando eu faço a vilã. É impressionante. Quando não estou trabalhando na tevê, o público me pára nas ruas para perguntar quando eu volto às novelas para interpretar uma malvada de novo. Alguns preferem a má chique, como a Yolanda. Outros gostam mais da má pobretona, como a Perpétua. Eu me divirto muito com essa história. É quase uma brincadeira, um pacto que estabeleci com o público.

Mas você não acha que essa "predestinação" de só ser escalada para o papel da vilã não limita seu trabalho como atriz?
Joana - Houve uma hora em que achei isso tudo muito chato e resolvi fazer a boazinha. Justamente nessa época me ofereceram o papel de boazinha numa novela e o da Perpétua em outra. Não tive escolha. O papel era maravilhoso. Na verdade, isso tudo começou em "Dancin' Days", quando fiz a Yolanda Pratini. O texto do Gilberto era deslumbrante, e a personagem, idem. Já em "Tieta", resolvi "baixar a lona" e fazer uma interpretação quase circense.

O que você acha da idéia da Globo de produzir um remake para "Dancin' Days"?
Joana - Ainda não vi um remake que fosse melhor que o original. Mas, quando houver, gostaria de fazer o papel que foi da Yara Amaral. Agora, se a atriz escalada para o papel de Yolanda interpretar o personagem melhor que eu, acho que mudo de país. Viajo na mesma hora para o Havaí...

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A semana

Prato francês
O apresentador Roberto D'Ávila viajou até Léon, na França, para entrevistar o famoso chefe de cozinha Claude Troisgros. O jornalista conheceu os vinhedos da família e degustou os vinhos da adega dos Troisgros. Na entrevista, que vai ao ar hoje, na Rede Pública, às 23h30, o chefe de cozinha, que mantém restaurantes em algumas das cidades mais importantes do mundo, como Nova York e Londres, fala de sua tradição familiar como chefe de cozinha, do início da carreira, mostra seu restaurante na França e revela seus planos.

Dúvida cruel
No episódio "O Poderoso", mais uma vez os personagens André e Márcia, interpretados por Rodrigo Faro e Lavínia Vlasak, voltam ao "Você Decide" (Globo, 22h55) desta quinta. Na história, André será nomeado chefe de um departamento de construção civil em Vitória e, caso aceite, terá de se mudar para lá por um longo período de tempo. Márcia, por outro lado, continuará como diretora da empresa no Rio. Será que é possível manter um casamento com o marido em uma cidade e a esposa em outra? O programa conta, ainda, com a participação de Mônica Torres, Maria Ribeiro, Murilo Rosa, Hugo Carvana e Andrea Avancini.

Colcha de retalhos
A apresentadora do "Zapping" (sábado, 22 horas, Record) Virgínia Nowicki viajou até Porto Alegre para entrevistar o jogador Ronaldinho Gaúcho em sua casa. Ele deixou a timidez e mostrou que é bom no pandeiro. Uma matéria especial com Pepino Di Caprio em uma cantina italiana também será exibida, assim como o making off da peça "Crimes Delicados" com a família Goulart. A repórter do "Cidade Alerta" Fernanda de Lucca também mostra os bastidores do espetáculo e simula uma matéria para o programa. O repórter Zappa vai até a Bienal de São Paulo acompanhar o lançamento do livro de Regina Casé.

Abraço de Urso
"Ursos Polares: Sombras sobre o Gelo" é o episódio do "Sessão Discovery Channel" (Band, 22 horas) deste sábado. Uma das mais graciosas criaturas da natureza, o urso polar adaptou-se perfeitamente ao meio ambiente Ártico. Também é um dos mais ferozes predadores, determinando seu território com facilidade. O programa focaliza o dia-a-dia do urso polar contando, paralelamente, a história de outros animais, como a gaivota marfim e a raposa do Ártico, que seguem os ursos na esperança de comer os restos de suas caças.

Novidades na TV

No túnel do tempo
Ângela Vieira vai mudar de época. Assim que abandonar o início do século 20 e a prepotente Janete de "Terra Nostra", a atriz vai encarar os anos 40 em "Aquarela do Brasil", novela das seis prevista para estrear no início de 2001. Na trama de Lauro César Muniz, Ângela vai ser Velma, uma ex-vedete. "Ela é uma fã de Carmem Miranda, e depois dos áureos tempos dos cassinos, vai tentar a carreira no rádio", explica a atriz.

Aventuras radicais
Como todo mundo está fazendo externas e dando uma de repórter, os papakitos também se acharam no direito. Os sarados assistentes de palco de Xuxa já estão gravando matérias para um novo quadro dentro do programa dominical da lourinha. Trata-se do "Aventuras de Papakito", do "Planeta Xuxa", no qual os três fortões vão se aventurar em esportes radicais.

Boca a boca
Enquanto uns dançam, outros beijam. Esta vai ser a tônica do "Canta e Dança, Minha Gente" a partir deste domingo. Além do concurso que escolhe os melhores dançarinos, o programa de Carla Perez também vai ter uma competição de beijos. Pares de namorados, companheiros, amantes ou casados e categorias afins vão sair se beijando no palco da produção. Um artista convidado vai escolher o beijo mais bonito e emocionado. O casal vencedor embolsa R$ 500.

Entrosamento
Com a audiência em baixa pela concorrência acirrada dos filmes do SBT, a turma do "Garotas do Programa" resolveu se mexer. Mas não foram apenas as roteiristas do jornal "Grelo Falante", responsáveis pelo texto do humorístico, que se mostraram dispostas. O elenco do programa se reuniu com as redatoras. O objetivo foi estabelecer um entrosamento maior entre criadoras e criaturas. "Foi proveitoso. Trocamos idéias e até demos dicas de piadas", garante a atriz Marília Pêra.


Salada de sons

7º Prêmio de Música Brasileira é entregue nesta terça-feira

Leandro Calixto
TV Press

O canal por assinatura Multishow resolveu juntar nomes consagrados e emergentes da MPB. Esta mistura dá o tom do 7º Prêmio de Música Brasileira, promovido, entregue e transmitido ao vivo pela Multishow na próxima terça-feira, diretamente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Sem nenhuma seleção prévia, mais de 100 mil pessoas votaram nos cinco finalistas das dez categorias do prêmio. A eleição foi feita através de e-mails, cartas e telefonemas. Os vencedores de cada categoria, no entanto, só serão conhecidos no dia da cerimônia. Mas ao contrário do tradicional prêmio Sharp, que distribuía prêmio em dinheiro, este organizado pela Multishow vai contemplar os cantores com um troféu. "O principal objetivo deste evento é prestigiar e incentivar a MPB", valoriza o diretor do evento Leonardo Neto.
Artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque e Djavan concorrem na categoria melhor cantor com músicos populares como Maurício Manieri e Rodolfo, dos Raimundos. Já Cássia Eller, Érika Martins, da banda Penélope, Ivete Sangalo, Marisa Monte e Sandy disputam o título no quesito de melhor cantora. "Esta popularização entre vários ritmos é que faz enriquecer o festival. A nossa música é isto mesmo: uma mistura de várias influências", enfatiza Leonardo Neto. A intenção dos organizadores é contar com a presença de todos os concorrentes no dia da cerimônia.
Uma estratégia para chamar a atenção do público e do telespectador é a realização de apresentações durante o intervalo de cada premiação. As bandas Raimundos, Los Hermanos e a dupla Sandy & Júnior vão cantar ao vivo. A cerimônia vai ser fechada com a Velha Guarda da Portela, acompanhada por Marisa Monte, Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola. "São músicos de alto nível para todos os gostos", ressalta Leonardo.
A festa de entrega dos prêmios deve ter duas horas de duração. A atriz Fernanda Torres, o jornalista Nelson Motta e o cantor Gilberto Gil vão ser os mestres de cerimônia. "Como o evento é transmitido ao vivo, tudo tem de ser devidamente cronometrado", preocupa-se Alberto Renault, responsável pelo roteiro do festival. Esta razão também é a maior preocupação de Leonardo Neto. Ele espera que o público presente na entrega tenha paciência para possíveis imprevistos. Leonardo lembra também que a cerimônia vai ser interrompida por três blocos comerciais. "Como tivemos de pensar no público de casa e do teatro ao mesmo tempo, procuramos fazer uma cerimônia dinâmica. Assim, ninguém vai ficar saturado", espera Leonardo.
O projeto cenográfico da festa de entrega do 7º Prêmio de Música Brasileira foi concebido por João Gomes, que teve como conceito as próprias cores, formas e texturas das vinhetas do Multishow. O cenógrafo adianta que o cenário vai ser uma alusão aos movimentos de artes plásticas nos anos 60 e 70.

 
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