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Pomerode volta a
ser castigada pela chuva
Precipitação
da noite passada alagou 163 casas e destruiu cinco
Marli Rudnik
Duas
semanas depois de decretar estado de emergência devido
a uma enxurrada, Pomerode volta a ser castigada pela água.
A chuva que caiu na noite de segunda-feira alagou 163 casas e
destruiu outras cinco, deixando prejuízos superiores a
R$ 2 milhões, segundo cálculos da Defesa Civil.
O prefeito Henrique Drews Filho decretou estado de calamidade
pública e abriu uma campanha para arrecadar colchões,
móveis, roupas e alimentos para os flagelados. Na rodovia
SC-418 uma galeria cedeu abrindo um buraco sob o asfalto. A pista
está interditada.
Os casos mais graves foram os deslizamentos de terra que atingiram
cinco residências em vários bairros. Estas famílias
estão impedidas de voltar para casa e se abrigaram com
parentes. No Ribeirão Herdt, o desabamento de uma encosta
sobre a casa do pedreiro Carlos Michel por pouco não acaba
em tragédia. Ele dormia com a mulher e três filhos
quando uma vizinha chamou. "Nós esperamos ainda uns
15 minutos, porque achamos que era só água",
conta. A família só percebeu que a casa estava
sendo tomada pela lama quando uma parede estourou. "Saimos
com barro pela cintura, no meio daquela correnteza de água
e lama", lembra o pedreiro.
O município já havia somado prejuízos de
R$ 724 mil na enxurrada do dia 16 de janeiro, quando 800 pessoas
ficaram desalojadas. Ontem a chuva foi mais intensa, atingindo
principalmente as localidades de Pomerode Fundos, Ribeirão
Herdt e Testo Central. Segundo os moradores, a chuva começou
por volta das 23 horas e durou mais de uma hora, transbordando
os rios Pomerode Fundos, Testo e ribeirões do interior.
O resultado foram 163 casas alagadas, 30 pontes destruídas
e 36 bueiros danificados. Quatro escolas do município
estão sem aula porque tiveram as salas destruídas.
Na escola Pomerode Fundos, a água danificou o acervo da
biblioteca e os armários de mantimentos da merenda escolar.
Estradas
Nas estradas, os danos atingiram 200 quilômetros, com
quedas de barreiras e enxurradas que trouxeram entulhos para
o leito. No quilômetro 9 da rodovia SC-418, que liga Pomerode
à BR-470, a força da água arrebentou uma
galeria e cavou um buraco sob o asfalto. Os patrulheiros rodoviários
foram avisados por populares a tempo de interditar a pista. De
manhã, o tráfego foi desviado por uma estrada secundária,
aumentando em 10 quilômetros o trajeto. O Departamento
de Estradas e Rodagem iniciou ontem mesmo a recuperação
da galeria e a previsão é que hoje seja liberada
uma faixa da rodovia.
Dados pessoais
Quem costuma navegar com freqüência na Internet acaba
deixando sinais que podem ser acessados. É um fato comum
no mundo virtual.
AN_Informática |
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Ontem à tarde, a Defesa Civil divulgou
um relatório preliminar de prejuízos, avaliando
em R$ 2,1 milhões as perdas. Técnicos da Defesa
Civil do Estado devem conferir os estragos in loco hoje. Segundo
o presidente do órgão no município, Nilton
Machado, as famílias atingidas foram cadastradas e uma
campanha está sendo feita para arrecadar mantimentos e
móveis que serão doados aos mais afetados. A Prefeitura
solicitou 150 cestas básicas de alimento ao governo do
Estado, mas não teve resposta. A partir de hoje os postos
de saúde intensificam o atendimento preventivo a doenças
como tétano e leptospirose.
Desalojados
em Timbó
Blumenau - Em Timbó, 60 famílias foram atingidas
pela enchente dos ribeirões da Mulde, Pomeranos e Quintino.
Em uma das casas a destruição foi tão grande
que os moradores não podem retornar e estão alojados
numa escola. Enxurradas e alagamentos atingiram os bairros Mulde
Baixa, Central e Alta, São Roque, Quintino, Vila Germer
e Pomeranos, os mesmos afetados pelas chuvas de duas semanas
atrás, que desta vez foram mais castigados.
A Prefeitura decretou estado de emergência e ainda não
concluiu o relatório de prejuízos, mas segundo
o secretário de Obras e presidente da Defesa Civil, José
Nazareno da Silva, as perdas são superiores a R$ 500 mil.
Entre as obras emergenciais para prevenir novas catástrofes
está o desassoreamento do ribeirão da Mulde em
15 quilômetros. "Com esta chuva o ribeirão
ficou tomado por areia e entulhos", alerta Nazareno. Em
Pomerode a prefeitura também espera licença ambiental
para retificar vários trechos dos rios Pomerode Fundos
e Testo. (MR)
Timbé do Sul e Meleiro
ainda não conseguiram reconstruir pontes
Timbé do Sul - Os moradores de Timbé do Sul,
na região Sul do Estado, continuam enfrentando problemas
decorrentes das chuvas fortes das últimas semanas. A ponte
na SC-285, sobre o rio Amola Faca, a principal ligação
da cidade com o município de Turvo, permanece interditada
desde o último sábado. Com problemas desde o dia
15, a travessia da ponte estava liberada apenas para automóveis,
mas caminhões tentaram fazer a passagem e ela foi novamente
interrompida.
O desvio está sendo feito por uma estrada de chão
que passa pela comunidade de Vila Nova, aumentando em cerca de
10 quilômetros o percurso. Em Meleiro, a cabeceira da ponte
sobre o rio Manoel Alves, que corta a SC-448, acabou cedendo
novamente. Os veículos estão passando pelo centro
do município.
Em Criciúma, as chuvas que continuaram caindo durante
o dia de ontem prejudicaram o trabalho no aeroporto Regional
Diomício Freitas. Os vôos foram cancelados desde
a manhã de ontem e deslocados para Florianópolis.
A Secretaria Municipal de Obras começa a contabilizar
hoje os prejuízos causados pela chuva que castigou a cidade
na tarde de segunda-feira. No bairro Cristo Redentor, onde a
água invadiu cinco casas, apenas alguns terrenos e as
áreas mais baixas permaneciam alagados. Conforme a secretária
de Obras, Kátia Smielewiski, os secretários distritais
irão se reunir hoje na Prefeitura para avaliar os prejuízos.
"Equipes foram colocadas de plantão nos locais mais
atingidos para desobstruir alguns tubos que estavam entupidos",
ressalta ela.
A Prefeitura quer pressionar o Ministério de Integração
Social para que seja aprovado o projeto que prevê a construção
de um canal auxiliar para o rio Criciúma, que corta a
cidade. A primeira etapa do projeto, que foi dividido em três,
deverá custar R$ 1,5 milhão, e já foi aprovado
no departamento técnico do Ministério. Nessa etapa
será construído um canal de 1.300 metros.
Seis prefeitos da região negociam hoje, na unidade de
negócios rural e agro-industrial do Banco do Brasil, em
Brasília, a rolagem dos financiamentos agrícolas
e crédito suplementar para socorrer os agricultores mais
prejudicados. Eles estimam que 40% da safra de arroz foi perdida
com a enchente. (Marli Vitali)
Recursos da União vão
demorar
Cid Furtado Filho
Especial para A Notícia
Brasília - Santa Catarina só deve receber recursos
emergenciais para atender os municípios castigados pelas
enchentes no final de março. Esta é a expectativa
de prefeitos e parlamentares do Estado que estiveram ontem com
o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.
O encontro foi rápido, mas na avaliação
geral dos participantes, foi positivo e gerou uma expectativa
de atendimento das reivindicações.
Os seis prefeitos do Vale do Araranguá que estiveram na
reunião preferem aguardar para ver quando os recursos
realmente estarão no Estado. Apesar de bem recebidos,
alguns estão desconfiados. "Prefiro aguardar e acho
que a liberação vai depender de pressão
política", disse Lúcio Casagrande, prefeito
de Praia Grande. Mesmo assim, pediram ao Ministro a liberação
dos recursos emergenciais, apresentados semana passada pelo governador
Esperidião Amin ao Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo os dados parciais apresentados ao governo federal, seriam
necessários R$ 2,765 milhões para atender os 19
municípios mais castigados pelas enchentes no Extremo-Sul,
Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Apesar de
contar com o apoio da bancada federal e de uma comissão
de parlamentares estaduais, apenas seis prefeitos da região
do Vale do Araranguá vieram a Brasília lutar pela
agilização da ajuda federal. Participaram os prefeitos
de São João do Sul, Ermo, Praia Grande, Meleiro,
Turvo e Morro Grande.
Casagrande, assim como outros prefeitos, acredita que o Estado
pode ser discriminado em função da pequena representação
política em comparação com São Paulo,
por exemplo. Medos à parte, é certo que para receber
os recursos emergenciais, a Defesa Civil terá de apresentar
um relatório sistematizado. É com base neste relatório
completo que serão definidas as necessidades urgentes
e a liberação de recursos.
Além das negociações para agilizar a liberação
dos recursos, os catarinenses entregaram pedido ao ministro Fernando
Bezerra um pedido para a execução de obras preventivas
na região, como a barragem do rio do Salto e a abertura
da barra do rio Araranguá. Com as duas obras, afirmam,
será possível reduzir os problemas com as enchentes
em até 60%. Bezerra prometeu estudar o caso e pediu que
os projetos sejam apresentados a ele, junto com o relatório
final da Defesa Civil dos prejuízos no Estado.
Nomeados diretores
de hospital e maternidade
no Norte do Estado
Governador Amin
esteve em Joinville, onde visitou instituições
de saúde e empossou seus dirigentes
Joinville - O governo Esperidião Amin já investiu
R$ 1,8 milhão de um total de R$ 3 milhões no melhoramento
estrutural do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e da Maternidade
Darci Vargas, devolvidos pela Prefeitura de Joinville ao Estado
há cerca de um ano. "As instalações
do hospital e da maternidade estavam com sérios problemas.
Na maternidade, a UTI estava incompleta, enquanto o Regional
apresentava rachaduras, infiltrações de água
em todas as dependências, vazamento de esgoto, enfim, uma
série de problemas", apontou o secretário
estadual da saúde, Eni Voltolini, ontem pela manhã,
durante a posse dos diretores das duas instituições
hospitalares.
Durante a posse do médico urologista Amaro Joaquim Alves,
na direção do Hospital Regional, e do pediatra
Edmundo Weber Filho na maternidade Darci Vargas, a tônica
dos discursos foi o destaque das benfeitorias estruturais realizadas
nas duas instituições. "A maternidade já
estava num estágio mais avançado de prestígio
e credibilidade junto a sociedade. No Regional a situação
é diferente pois pegamos um prédio quase caindo,
mas estamos lutando por melhorias", criticou o governador
Esperidião Amin.
Amin aproveitou a estada em Joinville para visitar obras e instalações.
Vistoriou a maternidade e em seguida nomeou o novo diretor da
entidade, Edmundo Weber Filho, que já exercia o cargo
como interino desde a transferência da administração
para o Estado. Depois, Amin esteve no hospital Regional acompanhado
por políticos do município e da região.
As melhorias e o recente investimento de R$ 410 mil em novos
equipamentos para as duas instituições, animou
o governador que voltou a criticar a antiga administração
estadual e a atual gestão de Luiz Henrique da Silveira
(PMDB). "A tendência em todo País é
descentralizar alguns serviços, como o ensino fundamental
e a saúde, passando esses quesitos para a administração
municipal. Aqui está acontecendo ao contrário",
diz. Foi assinado convênio entre governo estadual e Univille
para que alunos do curso de Farmácia utilizem laboratórios
do Hospital Regional.
Projeto prevê
asfalto na SC-413
Joinville - Três municípios da região
estão empenhados em conseguir as verbas para o asfaltamento
da SC-413, a Rodovia do Arroz, que vai ligar a Vila Nova a Guaramirim.
A cada mês o conselho de desenvolvimento do eixo Joinville-Jaraguá
se reúne para discutir formas de trazer investimentos.
Com o asfaltamento da rodovia as possibilidades de instalação
de empresas na região aumentam. "Sem falar da felicidade
dos moradores, que esperam há mais de dez anos pela obra",
ressalta o secretário de Desenvolvimento e Integração
Regional José Alaor Bernardes.
Na segunda-feira representantes das prefeituras de Joinville,
Guaramirim e Jaraguá do Sul se reuniram com técnicos
do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e do Departamento
de Estradas e Rodagem de Santa Catarina (DER/SC) para definir
o trajeto da rodovia. A SC-413 terá mais de 25 quilômetros
de extensão e começa no trevo industrial de Joinville,
seguindo pela rua Bororós, estrada Anaburgo, estrada do
Sul, até Guaramirim. "Sua importância extrapola
o aspecto econômico de escoamento de safra agrícola
e do desenvolvimento do turismo rural", diz Bernardes.
Entrada livre
Países da Europa livre facilitam o acesso de visitantes.
Eles só exigem a apresentação de passaporte.
AN_Turismo |
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No projeto também está o asfaltamento
de dois acessos ao bairro Morro do Meio. Conforme Bernardes nesta
quinta-feira outra reunião, somente com pessoal da área
técnica, deve definir outros detalhes. O custo total da
obra chega a R$ 19 milhões. "O orçamento ainda
pode ser modificado", adverte. "Se tudo der certo,
em dois anos a construção da estrada estará
concluída", admite o secretário. Ele fez questão
de frisar que a estrada existente será reaproveitada.
Amvali inaugura
sua sede própria
Jaraguá do Sul - Após 20 anos de atividades
e cinco de obras foi inaugurada ontem à noite a sede própria
da Associação dos Municípios do Vale do
Itapocu (Amvali), entidade que presta assessoria às prefeituras
de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder,
São João Batista, Barra Velha e Massaranduba. Durante
a solenidade o prefeito de Jaraguá do Sul, Irineu Pasold
(PSDB), assumiu a presidência para mandato de um ano. A
solenidade de inauguração da sede própria,
que tem 295 metros quadrados de área construída
em dois pavimentos, reuniu 17 ex-presidentes da entidade e políticos
e empresários. A obra custou R$ 165 mil, dos quais R$
55 mil de recursos próprios e o restante divididos entre
as sete prefeituras.
Integrantes das escolas
de samba se vestem com luxuosas e criativas fantasias para animar
o Carnaval no Meio-oeste
Joaçaba se prepara para
a folia
Rua 15 recebe estrutura
para receber, sábado, escolas de samba
Joaçaba - A avenida 15 de Novembro está recebendo
toda a estrutura para se transformar na passarela por onde vão
desfilar as escolas de samba de Joaçaba e Herval do Oeste.
O desfile principal vai acontecer sábado, às 21h30,
com avaliação de jurados indicados pela Riotur,
integrantes da equipe que julga o Carnaval carioca. Nos barracões
das escolas o clima é de euforia, com muito trabalho para
o pessoal que está confeccionando as alegorias e fantasias.
As baterias estão afinadas e os passistas fazem os últimos
ensaios para cumprir os roteiros idealizados pelos carnavalescos.
Os ingressos para arquibancadas e camarotes serão colocados
à venda hoje, na praça Adolfo Konder, a partir
das 8 horas.
A Escola de Samba Aliança vai explorar a história
milenar dos números, em seu enredo "Um, dois, três...
conte outra vez". Duas vezes campeã do Carnaval de
Joaçaba (1997/98), a verde e branco vai retratar a presença
constante dos números na vida das pessoas. A história
começa quando o homem descobre a necessidade de contar
e controlar seu patrimônio, na época os rebanhos
de bois e ovelhas. Mais de mil integrantes e 11 alas apresentam
diversas abordagens sobre o assunto, viajando da pré-história
ao terceiro milênio. Curiosidades como a invenção
da máquina de calcular, a forma de numeração
romana e a contagem do tempo fazem parte do espetáculo.
A história da Guerra do Contestado foi o tema escolhido
pela campeã do ano passado, a Vale Samba, que terá
um crescimento significativo no número de componentes
e alas. Os diretores da escola preferem não adiantar as
inovações que serão apresentadas, mas garantem
que tudo foi feito para superar o espetáculo apresentado
no Carnaval de 99. Na Unidos do Herval, a alegria do circo será
transferida para a avenida, com um samba-enredo que promete contagiar
o público. A expectativa é surpreender os jurados,
já que a escola conta com auxílio de profissionais
especializados na preparação do desfile.
O Carnaval é o evento que mais cresce a cada ano no Meio-oeste
e garante a Joaçaba uma projeção nacional.
O desfile será transmitido ao vivo para Santa Catarina
por dois canais de televisão e terá flashes na
Rede Bandeirantes para todo o Brasil.
Clubes definem
a programação
Joaçaba - A Associação Atlética
Banco do Brasil (AABB) e o Fort West Café vão concentrar
a programação do Carnaval de salão em Joaçaba
e Herval do Oeste. Serão cinco noites de folia, que, somadas
aos desfiles das escolas de samba na avenida 15 de Novembro,
transformam a cidade no centro das atenções no
reinado de Momo no Meio-oeste de Santa Catarina. A AABB tradicionalmente
promove a festa em conjunto com o Clube Cruzeiro, e mais uma
vez promete uma programação animada.
O baile "Azul e Branco" abre a programação
na sexta-feira, com a banda Cheiro de Paixão, de Porto
Alegre, que estará presente todas as noites. No sábado
o "Baile da Alegria" será uma extensão
do desfile na avenida, com a participação de blocos
e integrantes das escolas. Para domingo os esportistas serão
privilegiados no "Baile das Torcidas", com o pagamento
de apenas meio ingresso, desde que estejam trajados com a camisa
de seu clube preferido ou das escolas de samba locais. Dia 6
a festa continua com mais um Baile da Alegria e na terça-feira
o "Enterro dos Ossos". Em todas as noites o ingresso
para integrantes de blocos vai custar R$ 5,00; os demais pagam
R$ 7,00 na compra antecipada, ou R$ 25,00 pelo pacote para as
cinco noites. Na hora o ingresso custará R$ 10,00.
O Fort West Café programou o "Fort Folia", com
cinco noites de Carnaval. "Será uma festa prá
botar inveja em qualquer grande clube do Brasil", apostam
os organizadores. Todas as noites haverá duas bandas animando
os foliões, dividindo o palco para não parar a
festa. Uma delas é a Banda Juízo Final, de Laguna
e outra a Banda Heros, de Porto Alegre, que vem com seu trio
elétrico. Outro trio elétrico vai esquentar os
blocos de foliões ainda na rua, antes dos bailes.
Carnaval de
Rua é cancelado
Campo Alegre - A Casa da Cultura de Campo Alegre decidiu suspender
o Carnaval de Rua deste ano. A decisão foi tomada depois
que a Prefeitura recebeu aviso do Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição de Direitos
Autorais (Ecad), alertando para a cobrança de uma taxa
de R$ 2.352,00. A coordenadora do Carnaval, Angélia Foitte,
explica que o desfile estava programado para a terça-feira,
a partir das 18 horas. "A intenção era reunir
principalmente crianças e estudantes, a exemplo do ano
passado, a fim de resgatar uma antiga tradição",
explica.
Animados pela Banda Municipal de Campo Alegre, os blocos percorreriam
as ruas no final de tarde. "Nossa proposta era uma folia
bem familiar, sem bebidas alcóolicas, como ocorria no
início da colonização do município,
quando o Carnaval era um pretexto para encontrar os amigos".
Angélica destaca que a Casa da Cultura não tem
condições de pagar a taxa do Ecad, pois não
haverá qualquer lucro com o Carnaval de Rua.
O chefe da sucursal do Ecad em Florianópolis, Luciano
Marcutti, explica que uma mala-direta com orientações
foi enviada a todas as prefeituras. A taxa cobrada é calculada
através da estimativa de público. "Só
que, no caso de Campo Alegre, a taxa de R$ 2.352,00 refere-se
aos quatro dias". As prefeituras que promoverem Carnaval
de Rua sem acertarem as contas com o Ecad serão ajuizadas,
como ocorreu com a de Chapecó e de Criciúma no
ano passado. Hoje é o último prazo para promotores
de eventos de Carnaval pagarem as taxas.
Marcutti promete fiscalização rigorosa. As cidades
com folia mais tradicional como Florianópolis e Laguna,
por exemplo, já acertaram as contas. Na Capital haverá
gravações das músicas mais executadas para
auxiliar na distribuição dos direitos autorais.
Festa da Ovelha quer
atrair 15 mil visitantes
Campo Alegre - Os organizadores da 3ª Festa da Ovelha
pretendem atrair público de 15 mil pessoas ao Parque Dona
Francisca, de 17 a 19 de março. A festa coincide com as
comemorações do 103º aniversário do
município. Este ano o grupo de vinte sócios do
Parque Dona Francisca, que promove a festa com apoio da Prefeitura,
decidiu partir para a profissionalização do evento.
Uma empresa especializada foi contratada para organizar a festa.
Entre as melhorias está a praça de alimentação
com 840 metros quadrados e a realização de um show
pirotécnico na abertura da festa. A carne de ovelha assada,
principal prato típico da festa, será preparada
em pedaços e não mais inteira. Serão aproveitados
apenas a paleta e o pernil, partes nobres da carne ovina. A festa
foi lançada oficialmente em Joinville, de onde espera-se
o maior público visitantes, e em Campo Alegre onde o lançamento
ocorreu no último sábado.
No primeiro dia da festa, a partir das 9 horas, acontece encontro
técnico de ovinocultores. Uma exposição
com 32 ovinos de elite e um leilão de 150 animais também
estão programados, além de feira de artesanato
e produtos coloniais. Haverá cinco shows musicais. O show
de encerramento será animado pelo grupo Os Nativos.
Festa do Pinhão terá
4 dias com entrada grátis
Lages - A 12ª edição da Festa Nacional
do Pinhão, que será realizada entre os dias 15
a 25 de junho, em Lages, terá quatro dos 11 dias sem cobrança
de ingressos. Será na abertura, nos dias 19 e 20 e no
encerramento. O objetivo é possibilitar que a população
de baixa renda também tenha acesso ao evento durante um
período maior - nas edições anteriores não
se cobrava ingresso por no máximo dois dias. Outra novidade
é a volta de grandes atrações musicais como:
Os Serranos, Zezé di Camargo & Luciano, Raimundos,
Jam Pow e LS Jack , Gaúcho da Fronteira, Dante Ramon Ledesma,
Djavan , Karametade, Barão Vermelho, entre outros.
Flávio Agustini, presidente da Serratur (órgão
de turismo de Lages responsável pela organização
do evento), explicou que a programação de shows
foi feita levando-se em conta uma pesquisa feita junto a órgãos
de comunicação e público em geral. "Queríamos
saber o que as pessoas buscam em termos de shows. Então
fizemos a pesquisa, contatamos com os artistas e fechamos a programação",
disse. Com relação a grandes shows, a única
dúvida para a festa deste ano é a presença
de Lulu Santos, que estaria programado para o dia 21 de junho.
"O cantor tem compromissos de gravação naquele
dia e a princípio está colocando problemas",
disse Agustini.
Destino do lixo continua
sem solução em Joaçaba
Joaçaba - Alvo de muita polêmica e até
autuações de órgãos ambientais, o
problema da destinação do lixo urbano em Joaçaba
permanece sem solução. O depósito na localidade
de Duas Casas, a cerca de 10 quilômetros do centro, continua
provocando transtornos aos moradores vizinhos e causando poluição
pela evasão de efluentes líquidos que chegam ao
rio do Tigre e, conseqüentemente, ao rio do Peixe, que abastece
várias cidades da região.
A iniciativa de transferir a coleta e tratamento dos dejetos
ao Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto (Simae)
não deu certo e o prefeito Normélio Zílio
(PMDB) disse que está buscando uma nova alternativa. A
Prefeitura fez uma licitação para elaboração
de um projeto de recuperação daquela área,
mas abandonou a idéia por considerar o custo muito elevado.
Segundo Zílio, está prevista uma nova rodada de
discussões com entidades como a associação
de engenheiros e a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc)
para se encontrar uma saída viável.
Questões
legais
A transferência do serviço para o Simae está
descartada, pelo menos até o final deste ano, de acordo
com a administradora da autarquia, Elisabeth Sartori. "O
processo está suspenso por questões legais",
explicou. A cobrança da taxa pelo serviço foi efetuada
junto com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU) e o dinheiro continua sendo administrado pela Prefeitura,
bem como a responsabilidade pela coleta e destinação.
A expectativa dos moradores de Duas Casas é que seja tomada
alguma providência nos próximos meses, mesmo que
paliativa.
Blumenau cria
empresa para implantar esgoto
Blumenau - O prefeito Décio Lima (PT) encaminhou na
semana passada à Câmara Municipal, o projeto de
lei que autoriza o Executivo a criar a Companhia de Saneamento
de Blumenau (Saneblu), uma empresa de economia mista da qual
a Prefeitura deterá 51% do capital, representada pelo
Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto
(Samae). A entrega do documento foi acompanhada pelos diretores
da Berliner Wasser Betriebe, estatal alemã interessada
em se associar ao projeto. A proposta da empresa é investir
US$ 32 milhões na implantação de redes coletoras
e estações de tratamento de esgotos, cobrindo 45%
do município.
Com a criação da Saneblu o governo municipal pretende
resolver a questão do tratamento de esgoto em Blumenau,
que segundo o prefeito, vem sendo protelado há mais de
30 anos por falta de recursos. Ele apresentou aos vereadores
um estudo da Organização Mundial de Saúde
mostrando que a cada R$ 1,00 investido em saneamento, o poder
público economiza R$ 4,00 em atendimento de saúde.
A Saneblu será uma empresa de economia mista, onde a Prefeitura
se associará a pessoas físicas ou jurídicas
para investir em saneamento.
A finalidade específica da nova empresa será a
de implantar rede e estações de tratamento para
coleta, remoção e tratamento dos esgotos sanitários
da cidade. Pelo projeto, a empresa associada terá garantido
o direito de concessão do serviço por 30 anos e
o Samae deixa de ter as atribuições para este fim,
que mantém desde 1966. Com a privatização
do saneamento, as tarifas de água e esgoto serão
cobradas em fatura única, com valores especificados.
Mais vigor
A Fiat aposta na potência para aumentar as vendas do Brava.
Com o novo motor 1.8, o modelo chega a 200 km/hora.
AN_Veículos |
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As negociações entre a Prefeitura
e a empresa alemã iniciaram em outubro de 1998. No mês
seguinte o presidente do Samae, Gunther Buhr e o prefeito Décio
Lima foram à Alemanha, onde assinaram uma carta de intenções
com a BWB. Em abril do ano passado, três técnicos
e dois diretores da estatal fizeram um levantamento geográfico,
populacional e econômico de Blumenau e declararam sua proposta
de se instalar no município. Um estudo contratado analisou
a viabilidade econômica e técnica do projeto.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
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Oeste quer 30% a mais de verba
para o transporte
Prefeitos dizem
que o percentual é necessário para garantir acesso
com segurança às escolas
Chapecó/Joinville - Os prefeitos do Oeste vão
reivindicar junto ao governo do Estado um reajuste de 30% para
as verbas destinadas ao custeio do transporte escolar. A decisão
foi tomada ontem em Chapecó, durante assembléia
realizada para discutir as dificuldades encontradas pelas prefeituras
para a manutenção dos serviços. A proposta
será levada à assembléia geral da Federação
Catarinense dos Municípios (Fecam), marcada para o próximo
dia 13, e deve receber o aval dos Secretários Municipais
de Educação, durante um encontro que acontece na
sexta-feira, também em Chapecó.
Os municípios receberam do Estado durante o ano passado
R$ 100,00 por cada aluno transportado, enquanto o custo mensal
era de, em média, R$ 24,54 por estudante. Com o reajuste
de 30%, os prefeitos esperam amenizar essa diferença e
garantir um transporte de qualidade aos estudantes, que convivem
atualmente com ônibus velhos, lotados e com pouca segurança.
"Nossa intenção não é suspender
os serviços. Queremos negociar com o Estado a resolução
do problema", disse o prefeito de Quilombo, Julsemar Toazza
(PPB), que foi escolhido pela Associação dos Municípios
(Amosc) para mediar as discussões com o governo.
Para ele, a suspensão dos serviços nesse início
de ano letivo, mesmo com as dificuldades das prefeituras, só
prejudicaria a comunidade e os próprios administradores.
"Os estudantes têm direito à educação
e não podemos privá-los disso, sob pena de sermos
enquadrados pelo rigor da lei".
Toazza confessa que a negociação não será
fácil. De acordo com ele o Estado têm previsto em
seu orçamento um gasto de apenas R$ 12 milhões
para o transporte, durante todo o ano, de cerca de 105 mil estudantes.
Os recursos vêm do Fundef e devem necessitar de suplementação.
"O Estado gasta 3% do seu Fundef com transporte escolar,
enquanto os municípios gastam 30%. A necessidade de uma
correção é visível sobre qualquer
aspecto, porque isso significa que os municípios estão
arcando com 70% dos custos dos serviços".
Os prefeitos do Oeste também querem negociar a liberação
dos repasses que deixaram de ser efetuados no fim do governo
Paulo Afonso Vieira (PMDB). Na região dependem do transporte
escolar nas redes municipais 1.300 alunos do ensino infantil
e 5.400 do ensino fundamental. Na rede estadual, são 151
alunos do ensino infantil, 7.200 estudantes do ensino fundamental
e outros 1.336 do ensino médio.
Desagrado
A guerra burocrática entre o governo estadual e municipal
desagradou o governador Esperidião Amin, que esteve ontem
em Joinville. A reportagem publicada na edição
de ontem no ANCidade chegou as mãos do governador através
do vereador Arlindo Leite (PPB). "O governador ficou de
analisar o caso, mas isso não pode acontecer e o Amin
precisava saber o que se passava", conta o vereador.
Por falta de um convênio, 109 crianças do bairro
Jardim Edilene e Estevão de Mattos. matriculada na Escola
Básica Plácido Xavier Vieira, no bairro Floresta,
ficaram sem ir às salas de aula no início do ano
letivo. Segundo o governador, no ano passado foram gastos aproximadamente
R$ 12 milhões somente com transporte escolar. "Atendemos
todo o Estado e não deixaremos nenhuma criança
sem ir a escola por causa de transporte", disse, Amin, durante
seu discurso no Hospital Regional.
Apresentado projeto para bolsa
Florianópolis - Se depender do projeto Bolsa Familiar
para a Educação apresentada ontem à tarde
na Assembléia Legislativa, as 11 mil crianças entre
sete e 14 anos que estão fora da escola, segundo o censo
do ano passado, logo terão incentivo para estar nas salas
de aula em Santa Catarina. Um programa semelhante vem sendo aplicado
em Blumenau, no Vale do Itajaí, desde 1998 .
Caso o projeto da deputada estadual Ideli Salvatti (PT) seja
aprovado na AL e sancionado pelo governador Esperidião
Amin (PPB), as famílias carentes que preencherem alguns
requisitos irão receber uma ajuda de custo mensal. Para
isso, porém, as crianças entre sete e 14 anos desta
família terão que estar matriculadas na rede pública
de ensino e cumprir a carga horária integralmente. "Caso
contrário, automaticamente a família deixará
de receber o auxílio", complementa Ideli.
A parlamentar garante que o programa já tem dotação
orçamentária: são R$ 4 milhões divididos
em quatro anos. Ideli lembra que em 1998 um projeto com o mesmo
caráter, também de sua autoria, foi aprovado pela
Assembléia Legislativa, mas vetado pelo atual governador
sob alegação de falta de dotação
orçamentária. "Desta vez já colocamos
no orçamento a rubrica específica para os recursos
referentes a esse projeto (Bolsa Familiar)", assinala.
O valor do benefício do programa será calculado
levando em conta a renda familiar e o número de dependentes
- o auxílio nunca será inferior ao salário
mínimo de referência. Ideli adianta ainda que a
seleção e obtenção da Bolsa Familiar
seguirão algumas prioridades. Como, por exemplo, as famílias
com adolescentes com medida de proteção especial
e que cumpram medidas sócio-educativas.
Barato
O prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), garante que
atualmente não há crianças entre sete e
14 anos na cidade fora da escola. Ele não soube informar
quantos meninos e meninas que estavam fora da sala de aula quando
assumiu a Prefeitura. "Não há censo anterior
que revele estes dados. Mas posso assegurar que o programa beneficiará
até o final deste ano pelos menos 300 famílias,
o que representa quatro mil pessoas", acrescenta.
A Prefeitura irá investir este ano no programa R$ 1 milhão.
Quando começou o investimento era de R$ 350 mil. "À
medida que vamos diagnosticando o risco social vamos aumentando
a verba", diz o prefeito, garantindo que o custo é
"super barato". "Se computarmos a evasão
e a repetência escolar o custo com o projeto compensa",
complementa a deputada.
Tapume da 15 é pichado novamente
Florianópolis - Um grupo de estudantes armados de sprays,
pincéis, latas de tinta e cartazes coloridos, atacou ontem
à tarde os tapumes de madeira que cercam as obras de recuperação
da praça 15 de Novembro. Em poucos minutos, eles encheram
as tábuas de proteção com mensagens de protesto
contra a situação econômica, contra as autoridades
constituídas e contra o próprio tapume. Quando
a PM chegou, o grupo já havia concluído o ato e
se reunira diante da catedral metropolitana.
"Liberdade para todos"; "A gente não quer
só comida"; "Depois do muro, o que virá?
o McDonalds?"; "Liberdade para todos"; "Cadê
o leitinho" e "Fora FHC" foram escritos em todos
os espaços livres dos tapumes, recentemente pintados de
branco para esconder pichação anterior feita pelo
mesmo grupo. A PM não tinha ordem para reprimir o protesto,
mas apenas para evitar eventual baderna, problemas ao trânsito
e a transeuntes. "Quanto ao tapume, vai sair daí
dentro de uns 60 dias", comentou um oficial.
Trabalhadores se mobilizam contra
LER
Sindicato afirma
que 30% dos funcionários das agroindústrias do
Oeste são vítimas da doença
Florianópolis - Uma doença que tem nas mulheres
80% de suas vítimas e atinge principalmente bancários,
digitadores, escriturários, entre outros, mobilizou ontem
trabalhadores de todo país no Dia Internacional de Conscientização
sobre a Lesões por Esforços Repetitivos (LER)
e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
(DORT). Em audiência pública promovida ontem pela
Comisssão de Saúde, na Assembléia Legislativa,
representantes de sindicatos, INSS e Secretaria Estadual de Saúde
fizeram uma radiografia da doença no Estado.
Pelo menos 30% dos trabalhadores na agroindústria do Oeste
catarinense convivem com danos da LER, segundo o Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos. A entidade
tem incentivado os operários a denunciar empresas que
fazem vista grossa à doença, omitindo-se de notificar
os casos para facilitar a demissão dos acometidos pelo
problema.
"As empresas escondem o trabalhador. Em um ano e dois meses,
208 pessoas tiveram as lesões constatadas só em
Concórdia", atesta José Adelino, dirigente
do sindicato.
Além da omissão das empresas, denuncia o sindicalista,
o trabalhador ainda enfrenta "a falta de ética de
médicos das empresas que não notificam os casos".
Sem amparo patronal, o operário, observa Adelino, tem
o seu estado de saúde agravado, culminando com a incapacidade
de trabalhar. "Ele não consegue mais trabalhar, e
aí a empresa demite", afirma.
Uma vez demitido, continua o sindicalista, resta ao empregado
buscar seus direitos na Justiça. Sem posse da Comunicação
de Acidente de Trabalho (CAT), que deveria ter sido emitida pela
empresa - omissão, segundo ele, ocorre para afastar estabilidade
empregatícia -, o trabalhador vítima da doença
recorre ao sindicato que expede a CAT, mas para isso depende
de um laudo técnico baseado em exames especializados.
Problema é que a falta de recursos impede, muitas vezes,
o lesionado de levar o litígio adiante.
Associação luta para
garantir caracterização como acidente
Em 1996, portadores da LER fundaram em Santa Catarina a Associação
de Portadores de Lesões por Esforço Repetido (Apler).
Através da entidade, os voluntários têm se
mobilizado para garantir a caracterização da doença
como acidente de trabalho junto à Previdência Social.
"Temos pressionado o Ministério da Previdência,
que insiste em descaracterizar o acidente de trabalho, limitando-se
a conceder auxílio-doença", observa a presidente
da associação, Márcia Maldonado da Silva.
Os deputados Ideli Salvatti, Volnei Morastoni e Neodi Saretta
aproveitaram ontem o clima de mobilização dos trabalhadores
para protocolar projeto de lei "estabelecendo normas de
prevenção às doenças e critérios
de defesa da saúde dos trabalhadores em relação
às atividades que possam desencadear LER, em Santa Catarina".
A vice-presidente da Apler, Márcia Platt, é uma
das vítimas. Depois de 15 anos e sete meses como bancária,
Márcia não conseguiu suportar os reflexos da LER,
como dormência, peso e agulhamento nos braços. Numa
luta de 5 anos contra a doença - sem sucesso - a bancária
conseguiu a aposentadoria por invalidez aos 40 anos.
Hoje, Márcia Platt trava na Justiça nova batalha
pela indenização aos prejuízos sofridos
com a doença, que até o final da vida vai requerer
tratamento especial. "Não tenho mais nenhuma capacidade
laborativa. Mas enquanto eu estiver viva, não vou desistir
da minha luta. Outras 14 pessoas que trabalhavam comigo apresentam
o mesmo problema", lamenta.
Verba 1
O prefeito de Jaraguá do Sul, Irineu Pasold (PSDB), viaja
hoje a Florianópolis para garantir o financiamento junto
ao Banco de Desenvolvimento de Santa Catarina (Badesc), de R$
1,6 milhão, destinado ao asfaltamento da rua Bertha Weege,
bairro Garibaldi, num total de 10 quilômetros. Amanhã,
o prefeito viaja a Brasília em busca de recursos.
Verba 2
Em Brasília, Pasold tem encontro no Ministério
da Agricultura para receber verba de fundo perdido de R$ 1,7
milhão, que será utilizada para as obras de asfaltamento
da rua Manoel Francisco da Costa, no loteamento Spredemann, estrada
que liga os bairros João Pessoa a Santa Luzia, também
em cerca de 10 quilômetros. A obra já tinha sido
anunciada no início do ano passado.
Bomba caseira
A explosão de uma bomba de fabricação caseira
assustou, no início da madrugada de ontem, os moradores
da Vila Real, em Chapecó. O artefato foi colocado e logo
em seguida detonado na janela do quarto onde dormia a dona de
casa Nilse Vidal. Parte de uma parede e da própria janela
ficaram destruídas, mas ninguém se feriu. Três
filhos de Nilse também estavam na residência, que
poderia ter pegado fogo.
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