Joinville         -          Quarta-feira, 1 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Pomerode volta a
ser castigada pela chuva

Precipitação da noite passada alagou 163 casas e destruiu cinco

Marli Rudnik

Duas semanas depois de decretar estado de emergência devido a uma enxurrada, Pomerode volta a ser castigada pela água. A chuva que caiu na noite de segunda-feira alagou 163 casas e destruiu outras cinco, deixando prejuízos superiores a R$ 2 milhões, segundo cálculos da Defesa Civil. O prefeito Henrique Drews Filho decretou estado de calamidade pública e abriu uma campanha para arrecadar colchões, móveis, roupas e alimentos para os flagelados. Na rodovia SC-418 uma galeria cedeu abrindo um buraco sob o asfalto. A pista está interditada.
Os casos mais graves foram os deslizamentos de terra que atingiram cinco residências em vários bairros. Estas famílias estão impedidas de voltar para casa e se abrigaram com parentes. No Ribeirão Herdt, o desabamento de uma encosta sobre a casa do pedreiro Carlos Michel por pouco não acaba em tragédia. Ele dormia com a mulher e três filhos quando uma vizinha chamou. "Nós esperamos ainda uns 15 minutos, porque achamos que era só água", conta. A família só percebeu que a casa estava sendo tomada pela lama quando uma parede estourou. "Saimos com barro pela cintura, no meio daquela correnteza de água e lama", lembra o pedreiro.
O município já havia somado prejuízos de R$ 724 mil na enxurrada do dia 16 de janeiro, quando 800 pessoas ficaram desalojadas. Ontem a chuva foi mais intensa, atingindo principalmente as localidades de Pomerode Fundos, Ribeirão Herdt e Testo Central. Segundo os moradores, a chuva começou por volta das 23 horas e durou mais de uma hora, transbordando os rios Pomerode Fundos, Testo e ribeirões do interior. O resultado foram 163 casas alagadas, 30 pontes destruídas e 36 bueiros danificados. Quatro escolas do município estão sem aula porque tiveram as salas destruídas. Na escola Pomerode Fundos, a água danificou o acervo da biblioteca e os armários de mantimentos da merenda escolar.

Estradas

Nas estradas, os danos atingiram 200 quilômetros, com quedas de barreiras e enxurradas que trouxeram entulhos para o leito. No quilômetro 9 da rodovia SC-418, que liga Pomerode à BR-470, a força da água arrebentou uma galeria e cavou um buraco sob o asfalto. Os patrulheiros rodoviários foram avisados por populares a tempo de interditar a pista. De manhã, o tráfego foi desviado por uma estrada secundária, aumentando em 10 quilômetros o trajeto. O Departamento de Estradas e Rodagem iniciou ontem mesmo a recuperação da galeria e a previsão é que hoje seja liberada uma faixa da rodovia.
Dados pessoais
Quem costuma navegar com freqüência na Internet acaba deixando sinais que podem ser acessados. É um fato comum no mundo virtual.  AN_Informática 
Ontem à tarde, a Defesa Civil divulgou um relatório preliminar de prejuízos, avaliando em R$ 2,1 milhões as perdas. Técnicos da Defesa Civil do Estado devem conferir os estragos in loco hoje. Segundo o presidente do órgão no município, Nilton Machado, as famílias atingidas foram cadastradas e uma campanha está sendo feita para arrecadar mantimentos e móveis que serão doados aos mais afetados. A Prefeitura solicitou 150 cestas básicas de alimento ao governo do Estado, mas não teve resposta. A partir de hoje os postos de saúde intensificam o atendimento preventivo a doenças como tétano e leptospirose.

Desalojados
em Timbó

Blumenau - Em Timbó, 60 famílias foram atingidas pela enchente dos ribeirões da Mulde, Pomeranos e Quintino. Em uma das casas a destruição foi tão grande que os moradores não podem retornar e estão alojados numa escola. Enxurradas e alagamentos atingiram os bairros Mulde Baixa, Central e Alta, São Roque, Quintino, Vila Germer e Pomeranos, os mesmos afetados pelas chuvas de duas semanas atrás, que desta vez foram mais castigados.
A Prefeitura decretou estado de emergência e ainda não concluiu o relatório de prejuízos, mas segundo o secretário de Obras e presidente da Defesa Civil, José Nazareno da Silva, as perdas são superiores a R$ 500 mil. Entre as obras emergenciais para prevenir novas catástrofes está o desassoreamento do ribeirão da Mulde em 15 quilômetros. "Com esta chuva o ribeirão ficou tomado por areia e entulhos", alerta Nazareno. Em Pomerode a prefeitura também espera licença ambiental para retificar vários trechos dos rios Pomerode Fundos e Testo. (MR)

Timbé do Sul e Meleiro
ainda não conseguiram reconstruir pontes

Timbé do Sul - Os moradores de Timbé do Sul, na região Sul do Estado, continuam enfrentando problemas decorrentes das chuvas fortes das últimas semanas. A ponte na SC-285, sobre o rio Amola Faca, a principal ligação da cidade com o município de Turvo, permanece interditada desde o último sábado. Com problemas desde o dia 15, a travessia da ponte estava liberada apenas para automóveis, mas caminhões tentaram fazer a passagem e ela foi novamente interrompida.
O desvio está sendo feito por uma estrada de chão que passa pela comunidade de Vila Nova, aumentando em cerca de 10 quilômetros o percurso. Em Meleiro, a cabeceira da ponte sobre o rio Manoel Alves, que corta a SC-448, acabou cedendo novamente. Os veículos estão passando pelo centro do município.
Em Criciúma, as chuvas que continuaram caindo durante o dia de ontem prejudicaram o trabalho no aeroporto Regional Diomício Freitas. Os vôos foram cancelados desde a manhã de ontem e deslocados para Florianópolis.
A Secretaria Municipal de Obras começa a contabilizar hoje os prejuízos causados pela chuva que castigou a cidade na tarde de segunda-feira. No bairro Cristo Redentor, onde a água invadiu cinco casas, apenas alguns terrenos e as áreas mais baixas permaneciam alagados. Conforme a secretária de Obras, Kátia Smielewiski, os secretários distritais irão se reunir hoje na Prefeitura para avaliar os prejuízos. "Equipes foram colocadas de plantão nos locais mais atingidos para desobstruir alguns tubos que estavam entupidos", ressalta ela.
A Prefeitura quer pressionar o Ministério de Integração Social para que seja aprovado o projeto que prevê a construção de um canal auxiliar para o rio Criciúma, que corta a cidade. A primeira etapa do projeto, que foi dividido em três, deverá custar R$ 1,5 milhão, e já foi aprovado no departamento técnico do Ministério. Nessa etapa será construído um canal de 1.300 metros.
Seis prefeitos da região negociam hoje, na unidade de negócios rural e agro-industrial do Banco do Brasil, em Brasília, a rolagem dos financiamentos agrícolas e crédito suplementar para socorrer os agricultores mais prejudicados. Eles estimam que 40% da safra de arroz foi perdida com a enchente. (Marli Vitali)

Recursos da União vão demorar

Cid Furtado Filho
Especial para A Notícia

Brasília - Santa Catarina só deve receber recursos emergenciais para atender os municípios castigados pelas enchentes no final de março. Esta é a expectativa de prefeitos e parlamentares do Estado que estiveram ontem com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O encontro foi rápido, mas na avaliação geral dos participantes, foi positivo e gerou uma expectativa de atendimento das reivindicações.
Os seis prefeitos do Vale do Araranguá que estiveram na reunião preferem aguardar para ver quando os recursos realmente estarão no Estado. Apesar de bem recebidos, alguns estão desconfiados. "Prefiro aguardar e acho que a liberação vai depender de pressão política", disse Lúcio Casagrande, prefeito de Praia Grande. Mesmo assim, pediram ao Ministro a liberação dos recursos emergenciais, apresentados semana passada pelo governador Esperidião Amin ao Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo os dados parciais apresentados ao governo federal, seriam necessários R$ 2,765 milhões para atender os 19 municípios mais castigados pelas enchentes no Extremo-Sul, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí. Apesar de contar com o apoio da bancada federal e de uma comissão de parlamentares estaduais, apenas seis prefeitos da região do Vale do Araranguá vieram a Brasília lutar pela agilização da ajuda federal. Participaram os prefeitos de São João do Sul, Ermo, Praia Grande, Meleiro, Turvo e Morro Grande.
Casagrande, assim como outros prefeitos, acredita que o Estado pode ser discriminado em função da pequena representação política em comparação com São Paulo, por exemplo. Medos à parte, é certo que para receber os recursos emergenciais, a Defesa Civil terá de apresentar um relatório sistematizado. É com base neste relatório completo que serão definidas as necessidades urgentes e a liberação de recursos.
Além das negociações para agilizar a liberação dos recursos, os catarinenses entregaram pedido ao ministro Fernando Bezerra um pedido para a execução de obras preventivas na região, como a barragem do rio do Salto e a abertura da barra do rio Araranguá. Com as duas obras, afirmam, será possível reduzir os problemas com as enchentes em até 60%. Bezerra prometeu estudar o caso e pediu que os projetos sejam apresentados a ele, junto com o relatório final da Defesa Civil dos prejuízos no Estado.


Nomeados diretores
de hospital e maternidade
no Norte do Estado

Governador Amin esteve em Joinville, onde visitou instituições de saúde e empossou seus dirigentes

Joinville - O governo Esperidião Amin já investiu R$ 1,8 milhão de um total de R$ 3 milhões no melhoramento estrutural do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e da Maternidade Darci Vargas, devolvidos pela Prefeitura de Joinville ao Estado há cerca de um ano. "As instalações do hospital e da maternidade estavam com sérios problemas. Na maternidade, a UTI estava incompleta, enquanto o Regional apresentava rachaduras, infiltrações de água em todas as dependências, vazamento de esgoto, enfim, uma série de problemas", apontou o secretário estadual da saúde, Eni Voltolini, ontem pela manhã, durante a posse dos diretores das duas instituições hospitalares.
Durante a posse do médico urologista Amaro Joaquim Alves, na direção do Hospital Regional, e do pediatra Edmundo Weber Filho na maternidade Darci Vargas, a tônica dos discursos foi o destaque das benfeitorias estruturais realizadas nas duas instituições. "A maternidade já estava num estágio mais avançado de prestígio e credibilidade junto a sociedade. No Regional a situação é diferente pois pegamos um prédio quase caindo, mas estamos lutando por melhorias", criticou o governador Esperidião Amin.
Amin aproveitou a estada em Joinville para visitar obras e instalações. Vistoriou a maternidade e em seguida nomeou o novo diretor da entidade, Edmundo Weber Filho, que já exercia o cargo como interino desde a transferência da administração para o Estado. Depois, Amin esteve no hospital Regional acompanhado por políticos do município e da região.
As melhorias e o recente investimento de R$ 410 mil em novos equipamentos para as duas instituições, animou o governador que voltou a criticar a antiga administração estadual e a atual gestão de Luiz Henrique da Silveira (PMDB). "A tendência em todo País é descentralizar alguns serviços, como o ensino fundamental e a saúde, passando esses quesitos para a administração municipal. Aqui está acontecendo ao contrário", diz. Foi assinado convênio entre governo estadual e Univille para que alunos do curso de Farmácia utilizem laboratórios do Hospital Regional.


Projeto prevê
asfalto na SC-413

Joinville - Três municípios da região estão empenhados em conseguir as verbas para o asfaltamento da SC-413, a Rodovia do Arroz, que vai ligar a Vila Nova a Guaramirim. A cada mês o conselho de desenvolvimento do eixo Joinville-Jaraguá se reúne para discutir formas de trazer investimentos. Com o asfaltamento da rodovia as possibilidades de instalação de empresas na região aumentam. "Sem falar da felicidade dos moradores, que esperam há mais de dez anos pela obra", ressalta o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional José Alaor Bernardes.
Na segunda-feira representantes das prefeituras de Joinville, Guaramirim e Jaraguá do Sul se reuniram com técnicos do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e do Departamento de Estradas e Rodagem de Santa Catarina (DER/SC) para definir o trajeto da rodovia. A SC-413 terá mais de 25 quilômetros de extensão e começa no trevo industrial de Joinville, seguindo pela rua Bororós, estrada Anaburgo, estrada do Sul, até Guaramirim. "Sua importância extrapola o aspecto econômico de escoamento de safra agrícola e do desenvolvimento do turismo rural", diz Bernardes.
Entrada livre
Países da Europa livre facilitam o acesso de visitantes. Eles só exigem a apresentação de passaporte.  AN_Turismo 
No projeto também está o asfaltamento de dois acessos ao bairro Morro do Meio. Conforme Bernardes nesta quinta-feira outra reunião, somente com pessoal da área técnica, deve definir outros detalhes. O custo total da obra chega a R$ 19 milhões. "O orçamento ainda pode ser modificado", adverte. "Se tudo der certo, em dois anos a construção da estrada estará concluída", admite o secretário. Ele fez questão de frisar que a estrada existente será reaproveitada.


Amvali inaugura
sua sede própria

Jaraguá do Sul - Após 20 anos de atividades e cinco de obras foi inaugurada ontem à noite a sede própria da Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali), entidade que presta assessoria às prefeituras de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder, São João Batista, Barra Velha e Massaranduba. Durante a solenidade o prefeito de Jaraguá do Sul, Irineu Pasold (PSDB), assumiu a presidência para mandato de um ano. A solenidade de inauguração da sede própria, que tem 295 metros quadrados de área construída em dois pavimentos, reuniu 17 ex-presidentes da entidade e políticos e empresários. A obra custou R$ 165 mil, dos quais R$ 55 mil de recursos próprios e o restante divididos entre as sete prefeituras.


Integrantes das escolas de samba se vestem com luxuosas e criativas fantasias para animar o Carnaval no Meio-oeste

Joaçaba se prepara para a folia

Rua 15 recebe estrutura para receber, sábado, escolas de samba

Joaçaba - A avenida 15 de Novembro está recebendo toda a estrutura para se transformar na passarela por onde vão desfilar as escolas de samba de Joaçaba e Herval do Oeste. O desfile principal vai acontecer sábado, às 21h30, com avaliação de jurados indicados pela Riotur, integrantes da equipe que julga o Carnaval carioca. Nos barracões das escolas o clima é de euforia, com muito trabalho para o pessoal que está confeccionando as alegorias e fantasias. As baterias estão afinadas e os passistas fazem os últimos ensaios para cumprir os roteiros idealizados pelos carnavalescos. Os ingressos para arquibancadas e camarotes serão colocados à venda hoje, na praça Adolfo Konder, a partir das 8 horas.
A Escola de Samba Aliança vai explorar a história milenar dos números, em seu enredo "Um, dois, três... conte outra vez". Duas vezes campeã do Carnaval de Joaçaba (1997/98), a verde e branco vai retratar a presença constante dos números na vida das pessoas. A história começa quando o homem descobre a necessidade de contar e controlar seu patrimônio, na época os rebanhos de bois e ovelhas. Mais de mil integrantes e 11 alas apresentam diversas abordagens sobre o assunto, viajando da pré-história ao terceiro milênio. Curiosidades como a invenção da máquina de calcular, a forma de numeração romana e a contagem do tempo fazem parte do espetáculo.
A história da Guerra do Contestado foi o tema escolhido pela campeã do ano passado, a Vale Samba, que terá um crescimento significativo no número de componentes e alas. Os diretores da escola preferem não adiantar as inovações que serão apresentadas, mas garantem que tudo foi feito para superar o espetáculo apresentado no Carnaval de 99. Na Unidos do Herval, a alegria do circo será transferida para a avenida, com um samba-enredo que promete contagiar o público. A expectativa é surpreender os jurados, já que a escola conta com auxílio de profissionais especializados na preparação do desfile.
O Carnaval é o evento que mais cresce a cada ano no Meio-oeste e garante a Joaçaba uma projeção nacional. O desfile será transmitido ao vivo para Santa Catarina por dois canais de televisão e terá flashes na Rede Bandeirantes para todo o Brasil.

Clubes definem
a programação

Joaçaba - A Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e o Fort West Café vão concentrar a programação do Carnaval de salão em Joaçaba e Herval do Oeste. Serão cinco noites de folia, que, somadas aos desfiles das escolas de samba na avenida 15 de Novembro, transformam a cidade no centro das atenções no reinado de Momo no Meio-oeste de Santa Catarina. A AABB tradicionalmente promove a festa em conjunto com o Clube Cruzeiro, e mais uma vez promete uma programação animada.
O baile "Azul e Branco" abre a programação na sexta-feira, com a banda Cheiro de Paixão, de Porto Alegre, que estará presente todas as noites. No sábado o "Baile da Alegria" será uma extensão do desfile na avenida, com a participação de blocos e integrantes das escolas. Para domingo os esportistas serão privilegiados no "Baile das Torcidas", com o pagamento de apenas meio ingresso, desde que estejam trajados com a camisa de seu clube preferido ou das escolas de samba locais. Dia 6 a festa continua com mais um Baile da Alegria e na terça-feira o "Enterro dos Ossos". Em todas as noites o ingresso para integrantes de blocos vai custar R$ 5,00; os demais pagam R$ 7,00 na compra antecipada, ou R$ 25,00 pelo pacote para as cinco noites. Na hora o ingresso custará R$ 10,00.
O Fort West Café programou o "Fort Folia", com cinco noites de Carnaval. "Será uma festa prá botar inveja em qualquer grande clube do Brasil", apostam os organizadores. Todas as noites haverá duas bandas animando os foliões, dividindo o palco para não parar a festa. Uma delas é a Banda Juízo Final, de Laguna e outra a Banda Heros, de Porto Alegre, que vem com seu trio elétrico. Outro trio elétrico vai esquentar os blocos de foliões ainda na rua, antes dos bailes.

Carnaval de
Rua é cancelado

Campo Alegre - A Casa da Cultura de Campo Alegre decidiu suspender o Carnaval de Rua deste ano. A decisão foi tomada depois que a Prefeitura recebeu aviso do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), alertando para a cobrança de uma taxa de R$ 2.352,00. A coordenadora do Carnaval, Angélia Foitte, explica que o desfile estava programado para a terça-feira, a partir das 18 horas. "A intenção era reunir principalmente crianças e estudantes, a exemplo do ano passado, a fim de resgatar uma antiga tradição", explica.
Animados pela Banda Municipal de Campo Alegre, os blocos percorreriam as ruas no final de tarde. "Nossa proposta era uma folia bem familiar, sem bebidas alcóolicas, como ocorria no início da colonização do município, quando o Carnaval era um pretexto para encontrar os amigos". Angélica destaca que a Casa da Cultura não tem condições de pagar a taxa do Ecad, pois não haverá qualquer lucro com o Carnaval de Rua.
O chefe da sucursal do Ecad em Florianópolis, Luciano Marcutti, explica que uma mala-direta com orientações foi enviada a todas as prefeituras. A taxa cobrada é calculada através da estimativa de público. "Só que, no caso de Campo Alegre, a taxa de R$ 2.352,00 refere-se aos quatro dias". As prefeituras que promoverem Carnaval de Rua sem acertarem as contas com o Ecad serão ajuizadas, como ocorreu com a de Chapecó e de Criciúma no ano passado. Hoje é o último prazo para promotores de eventos de Carnaval pagarem as taxas.
Marcutti promete fiscalização rigorosa. As cidades com folia mais tradicional como Florianópolis e Laguna, por exemplo, já acertaram as contas. Na Capital haverá gravações das músicas mais executadas para auxiliar na distribuição dos direitos autorais.


Festa da Ovelha quer
atrair 15 mil visitantes

Campo Alegre - Os organizadores da 3ª Festa da Ovelha pretendem atrair público de 15 mil pessoas ao Parque Dona Francisca, de 17 a 19 de março. A festa coincide com as comemorações do 103º aniversário do município. Este ano o grupo de vinte sócios do Parque Dona Francisca, que promove a festa com apoio da Prefeitura, decidiu partir para a profissionalização do evento. Uma empresa especializada foi contratada para organizar a festa.
Entre as melhorias está a praça de alimentação com 840 metros quadrados e a realização de um show pirotécnico na abertura da festa. A carne de ovelha assada, principal prato típico da festa, será preparada em pedaços e não mais inteira. Serão aproveitados apenas a paleta e o pernil, partes nobres da carne ovina. A festa foi lançada oficialmente em Joinville, de onde espera-se o maior público visitantes, e em Campo Alegre onde o lançamento ocorreu no último sábado.
No primeiro dia da festa, a partir das 9 horas, acontece encontro técnico de ovinocultores. Uma exposição com 32 ovinos de elite e um leilão de 150 animais também estão programados, além de feira de artesanato e produtos coloniais. Haverá cinco shows musicais. O show de encerramento será animado pelo grupo Os Nativos.


Festa do Pinhão terá
4 dias com entrada grátis

Lages - A 12ª edição da Festa Nacional do Pinhão, que será realizada entre os dias 15 a 25 de junho, em Lages, terá quatro dos 11 dias sem cobrança de ingressos. Será na abertura, nos dias 19 e 20 e no encerramento. O objetivo é possibilitar que a população de baixa renda também tenha acesso ao evento durante um período maior - nas edições anteriores não se cobrava ingresso por no máximo dois dias. Outra novidade é a volta de grandes atrações musicais como: Os Serranos, Zezé di Camargo & Luciano, Raimundos, Jam Pow e LS Jack , Gaúcho da Fronteira, Dante Ramon Ledesma, Djavan , Karametade, Barão Vermelho, entre outros.
Flávio Agustini, presidente da Serratur (órgão de turismo de Lages responsável pela organização do evento), explicou que a programação de shows foi feita levando-se em conta uma pesquisa feita junto a órgãos de comunicação e público em geral. "Queríamos saber o que as pessoas buscam em termos de shows. Então fizemos a pesquisa, contatamos com os artistas e fechamos a programação", disse. Com relação a grandes shows, a única dúvida para a festa deste ano é a presença de Lulu Santos, que estaria programado para o dia 21 de junho. "O cantor tem compromissos de gravação naquele dia e a princípio está colocando problemas", disse Agustini.


Destino do lixo continua
sem solução em Joaçaba

Joaçaba - Alvo de muita polêmica e até autuações de órgãos ambientais, o problema da destinação do lixo urbano em Joaçaba permanece sem solução. O depósito na localidade de Duas Casas, a cerca de 10 quilômetros do centro, continua provocando transtornos aos moradores vizinhos e causando poluição pela evasão de efluentes líquidos que chegam ao rio do Tigre e, conseqüentemente, ao rio do Peixe, que abastece várias cidades da região.
A iniciativa de transferir a coleta e tratamento dos dejetos ao Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto (Simae) não deu certo e o prefeito Normélio Zílio (PMDB) disse que está buscando uma nova alternativa. A Prefeitura fez uma licitação para elaboração de um projeto de recuperação daquela área, mas abandonou a idéia por considerar o custo muito elevado. Segundo Zílio, está prevista uma nova rodada de discussões com entidades como a associação de engenheiros e a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) para se encontrar uma saída viável.

Questões legais

A transferência do serviço para o Simae está descartada, pelo menos até o final deste ano, de acordo com a administradora da autarquia, Elisabeth Sartori. "O processo está suspenso por questões legais", explicou. A cobrança da taxa pelo serviço foi efetuada junto com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o dinheiro continua sendo administrado pela Prefeitura, bem como a responsabilidade pela coleta e destinação.
A expectativa dos moradores de Duas Casas é que seja tomada alguma providência nos próximos meses, mesmo que paliativa.


Blumenau cria
empresa para implantar esgoto

Blumenau - O prefeito Décio Lima (PT) encaminhou na semana passada à Câmara Municipal, o projeto de lei que autoriza o Executivo a criar a Companhia de Saneamento de Blumenau (Saneblu), uma empresa de economia mista da qual a Prefeitura deterá 51% do capital, representada pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). A entrega do documento foi acompanhada pelos diretores da Berliner Wasser Betriebe, estatal alemã interessada em se associar ao projeto. A proposta da empresa é investir US$ 32 milhões na implantação de redes coletoras e estações de tratamento de esgotos, cobrindo 45% do município.
Com a criação da Saneblu o governo municipal pretende resolver a questão do tratamento de esgoto em Blumenau, que segundo o prefeito, vem sendo protelado há mais de 30 anos por falta de recursos. Ele apresentou aos vereadores um estudo da Organização Mundial de Saúde mostrando que a cada R$ 1,00 investido em saneamento, o poder público economiza R$ 4,00 em atendimento de saúde. A Saneblu será uma empresa de economia mista, onde a Prefeitura se associará a pessoas físicas ou jurídicas para investir em saneamento.
A finalidade específica da nova empresa será a de implantar rede e estações de tratamento para coleta, remoção e tratamento dos esgotos sanitários da cidade. Pelo projeto, a empresa associada terá garantido o direito de concessão do serviço por 30 anos e o Samae deixa de ter as atribuições para este fim, que mantém desde 1966. Com a privatização do saneamento, as tarifas de água e esgoto serão cobradas em fatura única, com valores especificados.
Mais vigor
A Fiat aposta na potência para aumentar as vendas do Brava. Com o novo motor 1.8, o modelo chega a 200 km/hora.  AN_Veículos 
As negociações entre a Prefeitura e a empresa alemã iniciaram em outubro de 1998. No mês seguinte o presidente do Samae, Gunther Buhr e o prefeito Décio Lima foram à Alemanha, onde assinaram uma carta de intenções com a BWB. Em abril do ano passado, três técnicos e dois diretores da estatal fizeram um levantamento geográfico, populacional e econômico de Blumenau e declararam sua proposta de se instalar no município. Um estudo contratado analisou a viabilidade econômica e técnica do projeto.

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Oeste quer 30% a mais de verba para o transporte

Prefeitos dizem que o percentual é necessário para garantir acesso com segurança às escolas

Chapecó/Joinville - Os prefeitos do Oeste vão reivindicar junto ao governo do Estado um reajuste de 30% para as verbas destinadas ao custeio do transporte escolar. A decisão foi tomada ontem em Chapecó, durante assembléia realizada para discutir as dificuldades encontradas pelas prefeituras para a manutenção dos serviços. A proposta será levada à assembléia geral da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), marcada para o próximo dia 13, e deve receber o aval dos Secretários Municipais de Educação, durante um encontro que acontece na sexta-feira, também em Chapecó.
Os municípios receberam do Estado durante o ano passado R$ 100,00 por cada aluno transportado, enquanto o custo mensal era de, em média, R$ 24,54 por estudante. Com o reajuste de 30%, os prefeitos esperam amenizar essa diferença e garantir um transporte de qualidade aos estudantes, que convivem atualmente com ônibus velhos, lotados e com pouca segurança. "Nossa intenção não é suspender os serviços. Queremos negociar com o Estado a resolução do problema", disse o prefeito de Quilombo, Julsemar Toazza (PPB), que foi escolhido pela Associação dos Municípios (Amosc) para mediar as discussões com o governo.
Para ele, a suspensão dos serviços nesse início de ano letivo, mesmo com as dificuldades das prefeituras, só prejudicaria a comunidade e os próprios administradores. "Os estudantes têm direito à educação e não podemos privá-los disso, sob pena de sermos enquadrados pelo rigor da lei".
Toazza confessa que a negociação não será fácil. De acordo com ele o Estado têm previsto em seu orçamento um gasto de apenas R$ 12 milhões para o transporte, durante todo o ano, de cerca de 105 mil estudantes. Os recursos vêm do Fundef e devem necessitar de suplementação. "O Estado gasta 3% do seu Fundef com transporte escolar, enquanto os municípios gastam 30%. A necessidade de uma correção é visível sobre qualquer aspecto, porque isso significa que os municípios estão arcando com 70% dos custos dos serviços".
Os prefeitos do Oeste também querem negociar a liberação dos repasses que deixaram de ser efetuados no fim do governo Paulo Afonso Vieira (PMDB). Na região dependem do transporte escolar nas redes municipais 1.300 alunos do ensino infantil e 5.400 do ensino fundamental. Na rede estadual, são 151 alunos do ensino infantil, 7.200 estudantes do ensino fundamental e outros 1.336 do ensino médio.

Desagrado

A guerra burocrática entre o governo estadual e municipal desagradou o governador Esperidião Amin, que esteve ontem em Joinville. A reportagem publicada na edição de ontem no ANCidade chegou as mãos do governador através do vereador Arlindo Leite (PPB). "O governador ficou de analisar o caso, mas isso não pode acontecer e o Amin precisava saber o que se passava", conta o vereador.
Por falta de um convênio, 109 crianças do bairro Jardim Edilene e Estevão de Mattos. matriculada na Escola Básica Plácido Xavier Vieira, no bairro Floresta, ficaram sem ir às salas de aula no início do ano letivo. Segundo o governador, no ano passado foram gastos aproximadamente R$ 12 milhões somente com transporte escolar. "Atendemos todo o Estado e não deixaremos nenhuma criança sem ir a escola por causa de transporte", disse, Amin, durante seu discurso no Hospital Regional.


Apresentado projeto para bolsa

Florianópolis - Se depender do projeto Bolsa Familiar para a Educação apresentada ontem à tarde na Assembléia Legislativa, as 11 mil crianças entre sete e 14 anos que estão fora da escola, segundo o censo do ano passado, logo terão incentivo para estar nas salas de aula em Santa Catarina. Um programa semelhante vem sendo aplicado em Blumenau, no Vale do Itajaí, desde 1998 .
Caso o projeto da deputada estadual Ideli Salvatti (PT) seja aprovado na AL e sancionado pelo governador Esperidião Amin (PPB), as famílias carentes que preencherem alguns requisitos irão receber uma ajuda de custo mensal. Para isso, porém, as crianças entre sete e 14 anos desta família terão que estar matriculadas na rede pública de ensino e cumprir a carga horária integralmente. "Caso contrário, automaticamente a família deixará de receber o auxílio", complementa Ideli.
A parlamentar garante que o programa já tem dotação orçamentária: são R$ 4 milhões divididos em quatro anos. Ideli lembra que em 1998 um projeto com o mesmo caráter, também de sua autoria, foi aprovado pela Assembléia Legislativa, mas vetado pelo atual governador sob alegação de falta de dotação orçamentária. "Desta vez já colocamos no orçamento a rubrica específica para os recursos referentes a esse projeto (Bolsa Familiar)", assinala.
O valor do benefício do programa será calculado levando em conta a renda familiar e o número de dependentes - o auxílio nunca será inferior ao salário mínimo de referência. Ideli adianta ainda que a seleção e obtenção da Bolsa Familiar seguirão algumas prioridades. Como, por exemplo, as famílias com adolescentes com medida de proteção especial e que cumpram medidas sócio-educativas.

Barato

O prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), garante que atualmente não há crianças entre sete e 14 anos na cidade fora da escola. Ele não soube informar quantos meninos e meninas que estavam fora da sala de aula quando assumiu a Prefeitura. "Não há censo anterior que revele estes dados. Mas posso assegurar que o programa beneficiará até o final deste ano pelos menos 300 famílias, o que representa quatro mil pessoas", acrescenta.
A Prefeitura irá investir este ano no programa R$ 1 milhão. Quando começou o investimento era de R$ 350 mil. "À medida que vamos diagnosticando o risco social vamos aumentando a verba", diz o prefeito, garantindo que o custo é "super barato". "Se computarmos a evasão e a repetência escolar o custo com o projeto compensa", complementa a deputada.


Tapume da 15 é pichado novamente

Florianópolis - Um grupo de estudantes armados de sprays, pincéis, latas de tinta e cartazes coloridos, atacou ontem à tarde os tapumes de madeira que cercam as obras de recuperação da praça 15 de Novembro. Em poucos minutos, eles encheram as tábuas de proteção com mensagens de protesto contra a situação econômica, contra as autoridades constituídas e contra o próprio tapume. Quando a PM chegou, o grupo já havia concluído o ato e se reunira diante da catedral metropolitana.
"Liberdade para todos"; "A gente não quer só comida"; "Depois do muro, o que virá? o McDonalds?"; "Liberdade para todos"; "Cadê o leitinho" e "Fora FHC" foram escritos em todos os espaços livres dos tapumes, recentemente pintados de branco para esconder pichação anterior feita pelo mesmo grupo. A PM não tinha ordem para reprimir o protesto, mas apenas para evitar eventual baderna, problemas ao trânsito e a transeuntes. "Quanto ao tapume, vai sair daí dentro de uns 60 dias", comentou um oficial.


Trabalhadores se mobilizam contra LER

Sindicato afirma que 30% dos funcionários das agroindústrias do Oeste são vítimas da doença

Florianópolis - Uma doença que tem nas mulheres 80% de suas vítimas e atinge principalmente bancários, digitadores, escriturários, entre outros, mobilizou ontem trabalhadores de todo país no Dia Internacional de Conscientização sobre a Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Em audiência pública promovida ontem pela Comisssão de Saúde, na Assembléia Legislativa, representantes de sindicatos, INSS e Secretaria Estadual de Saúde fizeram uma radiografia da doença no Estado.
Pelo menos 30% dos trabalhadores na agroindústria do Oeste catarinense convivem com danos da LER, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos. A entidade tem incentivado os operários a denunciar empresas que fazem vista grossa à doença, omitindo-se de notificar os casos para facilitar a demissão dos acometidos pelo problema.
"As empresas escondem o trabalhador. Em um ano e dois meses, 208 pessoas tiveram as lesões constatadas só em Concórdia", atesta José Adelino, dirigente do sindicato.
Além da omissão das empresas, denuncia o sindicalista, o trabalhador ainda enfrenta "a falta de ética de médicos das empresas que não notificam os casos".
Sem amparo patronal, o operário, observa Adelino, tem o seu estado de saúde agravado, culminando com a incapacidade de trabalhar. "Ele não consegue mais trabalhar, e aí a empresa demite", afirma.
Uma vez demitido, continua o sindicalista, resta ao empregado buscar seus direitos na Justiça. Sem posse da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que deveria ter sido emitida pela empresa - omissão, segundo ele, ocorre para afastar estabilidade empregatícia -, o trabalhador vítima da doença recorre ao sindicato que expede a CAT, mas para isso depende de um laudo técnico baseado em exames especializados. Problema é que a falta de recursos impede, muitas vezes, o lesionado de levar o litígio adiante.

Associação luta para garantir caracterização como acidente

Em 1996, portadores da LER fundaram em Santa Catarina a Associação de Portadores de Lesões por Esforço Repetido (Apler). Através da entidade, os voluntários têm se mobilizado para garantir a caracterização da doença como acidente de trabalho junto à Previdência Social. "Temos pressionado o Ministério da Previdência, que insiste em descaracterizar o acidente de trabalho, limitando-se a conceder auxílio-doença", observa a presidente da associação, Márcia Maldonado da Silva.
Os deputados Ideli Salvatti, Volnei Morastoni e Neodi Saretta aproveitaram ontem o clima de mobilização dos trabalhadores para protocolar projeto de lei "estabelecendo normas de prevenção às doenças e critérios de defesa da saúde dos trabalhadores em relação às atividades que possam desencadear LER, em Santa Catarina".
A vice-presidente da Apler, Márcia Platt, é uma das vítimas. Depois de 15 anos e sete meses como bancária, Márcia não conseguiu suportar os reflexos da LER, como dormência, peso e agulhamento nos braços. Numa luta de 5 anos contra a doença - sem sucesso - a bancária conseguiu a aposentadoria por invalidez aos 40 anos.
Hoje, Márcia Platt trava na Justiça nova batalha pela indenização aos prejuízos sofridos com a doença, que até o final da vida vai requerer tratamento especial. "Não tenho mais nenhuma capacidade laborativa. Mas enquanto eu estiver viva, não vou desistir da minha luta. Outras 14 pessoas que trabalhavam comigo apresentam o mesmo problema", lamenta.


Verba 1
O prefeito de Jaraguá do Sul, Irineu Pasold (PSDB), viaja hoje a Florianópolis para garantir o financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento de Santa Catarina (Badesc), de R$ 1,6 milhão, destinado ao asfaltamento da rua Bertha Weege, bairro Garibaldi, num total de 10 quilômetros. Amanhã, o prefeito viaja a Brasília em busca de recursos.

Verba 2
Em Brasília, Pasold tem encontro no Ministério da Agricultura para receber verba de fundo perdido de R$ 1,7 milhão, que será utilizada para as obras de asfaltamento da rua Manoel Francisco da Costa, no loteamento Spredemann, estrada que liga os bairros João Pessoa a Santa Luzia, também em cerca de 10 quilômetros. A obra já tinha sido anunciada no início do ano passado.

Bomba caseira
A explosão de uma bomba de fabricação caseira assustou, no início da madrugada de ontem, os moradores da Vila Real, em Chapecó. O artefato foi colocado e logo em seguida detonado na janela do quarto onde dormia a dona de casa Nilse Vidal. Parte de uma parede e da própria janela ficaram destruídas, mas ninguém se feriu. Três filhos de Nilse também estavam na residência, que poderia ter pegado fogo.

 
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