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Gros critica
processo de privatização
Presidente do BNDES
diz que não pode haver retrocesso
O
novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Francisco Gros, afirmou ontem, em sua solenidade
de posse, que o governo não pode "brincar de privatização".
Ele não citou casos específicos. "Freqüentemente,
as privatizações não vão até
o fim da linha", disse. "O governo continua desempenhando
um papel nas empresas vendidas, por intermédio de suas
companhias, de seus fundos de pensão e às vezes
até do próprio BNDES". Ele defendeu que o
poder deve estar efetivamente nas mãos dos grupos privados
que compraram o controle destas empresas para que elas não
fiquem "semi-privatizadas" ou haja "privatização
de fachada". Para Gros, a privatização trouxe
participações acionárias cruzadas, e o BNDES
deve estimular o "descruzamento" ou outras combinações
societárias que venham a ser propostas pelas empresas.
Gros também fez críticas à participação
da Petrobras no setor petroquímico - a estatal, além
de permanecer no setor, entrou na composição acionária
do Pólo Gás-Químico, no Rio, junto com empresas
privadas. "Não entendo a participação
minoritária da Petrobras na petroquímica, na medida
em que, até agora, a empresa sinalizava claramente que
desejava sair deste setor."
"Estamos decididos a não admitir retrocessos em empresas
já privatizadas, cujas gestões devem, ao contrário,
avançar cada vez mais no combate aos vícios corporativos
do passado". Apesar das críticas, Gros defendeu os
investimentos feitos pela subsidiária BNDESPar nas empresas
privatizadas. O novo presidente do BNDES também não
vê problemas na golden share (uma ação com
poder de veto) que o governo detém na Companhia Vale do
Rio Doce, por considerá-la diferente de ter o controle.
Dados pessoais
Quem costuma navegar com freqüência na Internet acaba
deixando sinais que podem ser acessados. É um fato comum
no mundo virtual.
AN_Informática |
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Sobre a discussão em torno da venda
de participação na Vale a estrangeiros, Gros disse
que "seria uma tristeza que a empresa fosse desnacionalizada".
Na gestão de Gros, o BNDES deve apoiar as reestruturações
setoriais, mas não vai desenhar modelos, ele garante.
Gros classificou como fundamental a contribuição
do capital estrangeiro no País, e vai incentivar a participação
estrangeira nas privatizações, apesar de prometer
o fortalecimento da empresa nacional.
Mercosul vive
impasse na venda de arroz
Porto Alegre - Terminou sem acordo o segundo encontro entre
produtores de arroz do Mercosul para negociar as exportações
do produto argentino e uruguaio ao Brasil. A diferença
entre a proposta dos brasileiros - de fixar um limite de 550
mil toneladas para evitar quedas maiores de preço nesta
safra - e os planos de exportação dos países
vizinhos aumentou das 100 mil toneladas da reunião passada
para quase 200 mil. A ausência de representantes da Argentina
também pesou para a falta de entendimento e uma nova reunião
foi marcada para o dia 24, em Montevidéu.
De concreto, o encontro na Federação da Agricultura
do Rio Grande do Sul (Farsul) gerou um documento onde a comitiva
uruguaia, liderada pelo presidente da Associação
dos Cultivadores de Arroz, Ricardo Ferrez, propõe-se a
"racionalizar" as vendas para o Brasil.
O mesmo documento afirma que o Uruguai pretende exportar 45%
da safra atual de arroz, de 1,150 milhão de toneladas,
para o Brasil. Isso dá perto de 520 mil toneladas, quase
100 mil toneladas a mais do que havia sido cogitado na reunião
passada, dia 21 de fevereiro. Somado às quase 220 mil
toneladas já previstas pela Argentina, o total alcança
740 mil toneladas, contra as 550 mil que os brasileiros aceitam.
Secretário da
Receita está sob pressão
Brasília - Apesar de já ter feito aniversário
no mês passado, politicamente o secretário da Receita
Federal, Everardo Maciel, atravessa um inferno astral, sob pressão
de políticos e autoridades do governo, insatisfeitos com
suas posições. Depois de divergir do próprio
chefe, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao apoiar a quebra
do sigilo bancário dos laboratórios farmacêuticos,
aumentaram as especulações sobre o afastamento
do secretário, negadas pelo Palácio do Planalto.
Antes das divergências com Malan e políticos governistas
da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos
Medicamentos, Maciel já vinha irritando os ministros do
Desenvolvimento, Alcides Tápias, do Trabalho, Francisco
Dornelles, e da Casa Civil, Pedro Parente. Tápias aguarda
que a Receita cumpra decisão presidencial de transferir
a competência de legislar sobre os impostos de importação
e exportação para seu ministério. A iniciativa,
apoiada por Parente, encontrou resistência na Receita e
ainda não foi efetivada.
Dornelles e Tápias também gostariam de ver o secretário
definir o incentivo fiscal ao programa de renovação
da frota de automóveis com mais de 15 anos de uso. Maciel
é tido como um servidor público incorruptível
e eficiente, mas com visão restrita aos problemas tributários.
Laranjais ameaçados
no Oeste de SC
Coopercentral faz
parceria para controlar larva minadora
Chapecó - Os produtores de laranja do Oeste estão
preocupados com a incidência de pragas, como a lavra minadora
e o amarelinho. Pelo menos 5% das plantas produtoras infectadas
pela doença. Os principais focos estão em Chapecó,
Pinhalzinho e Cunha Porã. A larva minadora já está
atingindo o principal pólo produtor do País - o
interior de São Paulo. O principal impacto é a
redução na produtividade.
A região é uma das maiores áreas produtoras
no País. O programa de expansão da atividade, mantido
pela Coopercentral e pela Associação Catarinense
de Citricultura (Acacitros), já sustenta 880 empregos
diretos e 9.500 empregos indiretos, movimentando R$ 20 milhões
ao ano em produtos agregados. A expectativa é que até
o final do ano que vem mais de 4,3 milhões de mudas de
citros de alto padrão genético devem estar implantadas
em 11 mil hectares de pomares comerciais em mais de 100 municípios.
A larva minadora dos citros provém de uma micromariposa,
originária do continente asiático e que chegou
ao País devido à importação de mudas.
Ela se infiltra nas folhas das plantas, impedindo a realização
da fotossíntese (absorção dos raios do sol)
e reduzindo a produtividade. Segundo pesquisas, 100% dos pomares
da região Oeste estão sob ataque feroz das mariposas
e suas larvas e a realização de um controle biológico
é a principal saída para o problema.
Pesquisa
Também proveniente do continente asiático, o
inimigo do minador dos citros é uma espécie de
microvespa, quase invisível a olho nu. Elas estão
sendo criadas numa estufa, na sede da Epagri, em Chapecó,
de onde devem sair, dentro de mais alguns dias, diretamente para
os pomares dos produtores.
A evolução da colônia, dentro de um pequeno
recipiente plástico, está sendo acompanhada pelo
entomologista da Cooperativa Central Oeste Catarinense (Coopercentral),
José Maria Milanez - também encarregado de avaliar
a operação e repassar às informações
da região aos pesquisadores da Universidade do Estado
de São Paulo (USP).
Para a eliminação do minador dos citros, as microvespas
parasitam ovos e larvas. Como se reproduzem rapidamente, a expectativa
é de elas afastem das micromariposas dos pomares em pouco
tempo. "O produtor só terá que ter o cuidado
de não pulverizar o seu pomar durante esse período,
porquê o parasitóide do minador é extremamente
sensível e pode morrer".
Barra Velha
terá pólo empresarial
Barra Velha - Barra Velha vai ganhar um pólo de desenvolvimento
empresarial, que será instalado às margens da BR-101.
As obras iniciam ainda este mês e deverão estar
concluídas em até três anos. Segundo o empresário
Tito Gornick, idealizador do projeto, a intenção
é atrair empreendimentos como posto de gasolina, indústrias
que envolvam linha de montagem, armazens gerais para hipermercados,
madeireiras e posto de recepção de contêineres.
Entrada livre
Países da Europa livre facilitam o acesso de visitantes.
Eles só exigem a apresentação de passaporte.
AN_Turismo |
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Segundo ele, os fatores que influenciaram
na implantação do pólo no local foram a
localização geográfica - livre de riscos
de inundação - e a proximidade dos dois maiores
portos catarinenses, Itajaí e São Francisco do
Sul. O pólo conta com um aeródromo homologado para
receber pequenas aeronaves. O projeto prevê a adequação
da pista atual para pouso de jatos executivos.
Instalação da TVR
terá
incentivo municipal
Joinville está
oferecendo serviços de infra-estrutura
Claudine Nunes
Joinville - A contribuição municipal na instalação
em Joinville da montadora de carros South American Sports Cars
- representante da inglesa TVR - será a infra-estrutura.
"O que nós oferecemos é a possibilidade de
aproximar ruas ou outras melhorias", explicou o secretário
de Desenvolvimento e Integração Regional José
Alaor Bernardes, após o encontro ontem de manhã
em que o município foi comunicado oficialmente do empreendimento.
Responsável pela tramitação na esfera municipal,
ele aguarda nos próximos dias o recebimento do documento
que detalha a localização das instalações
para iniciar o estudo das obras e do investimento necessário.
A fábrica ocupará 10 mil metros quadrados às
margens da BR-101 na área industrial da cidade, no bairro
Vila Nova (zona oeste).
O primeiro passo para a instalação é a
obtenção de licenças ambientais para ocupação
do solo por parte das instituições no âmbito
municipal, estadual e federal. O caminho para a tramitação
começa na Prefeitura que se colocou à disposição
para fornecer todas as informações.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico
e Integração ao Mercosul, Paulo Gouvêa, citou
que as cidades de Garuva e São Francisco do Sul se ofereceram
para sediar a montadora, enviando as intenções
por fax, mas a escolha está consolidada. Em comunicado
oficial, a South American elogiou a infra-estrutura, a base tecnológica
existente e a alta qualificação da mão-de-obra
da região.
A expectativa cresce entre os fornecedores. Uma empresa de auto-peças
de Farroupilha (RS) entrou em contato com a Prefeitura oferecendo
seus produtos e, de Santa Catarina, o secretário municipal
de Desenvolvimento ouviu mais de 10 empresas, oferecendo serviços
ou procurando as mais variadas informações sobre
a instalação da fábrica, que investirá
US$ 22 milhões na produção do automóvel
esportivo Tuscan 2. As primeiras unidades serão colocadas
no mercado em 2001, com custo aproximado de US$ 90 mil.
Pouco antes do encontro no gabinete do prefeito, o secretário
estadual conversou com o presidente da Câmara de Vereadores
Arinor Vogelsanger (PMDB) e dois integrantes da comissão
de parlamentares instalada na última terça-feira
para acompanhar o processo e explicou que o comunicado oficial
só aconteceu agora porque era preciso manter o sigilo,
para não atrapalhar as negociações. Os
parlamentares ficaram satisfeitos.
Fundo vai ter participação
no capital da Buddemeyer
São Bento do Sul -O Fundo Mútuo de Investimento
em Empresas Emergentes de Santa Catarina (SC-FIEE) formalizou
participação de 20% do capital da Buddemeyer, empresa
fabricante de toalhas, roupões e roupas de cama. O fundo
é constituído por pelos investidores Previ, BNDESPar,
Celus, Fusesc, Previsc e pela Bolsa de Valores de São
Paulo. Criado pela Fiesc, o SC-FIEE é administrado pelo
Banco Fator.
A associação estratégica como o SC-FIEE
permitirá, neste primeiro momento, injeção
de recursos para o programa de desenvolvimento da companhia.
Até 2004 a Buddemeyer prevê investimentos de US$
6,5 milhões.
O governador Esperidião Amin e a prefeita de Florianópolis,
Ângela Amin, estiveram visitando no sábado as instalações
da fábrica e show room da empresa. Amin prestigiou a inauguração
de uma nova unidade industrial da Buddemeyer.
A produção será ampliada em 30% com a instalação
da nova unidade industrial. A nova área possui 990 metros
quadrados e está equipada com duas máquinas suíças,
adquiridas para reduzir a quebra dos fios e melhorar a qualidade
do produto.
O presidente do Conselho Administrativo da empresa, Rolf Buddemeyer,
destacou o apoio do governo estadual, através da disponibilização
de linhas de crédito, na construção da nova
unidade industrial. "A obra contou com 68% de recursos próprios
da empresa, 23% do BNDES e 9% do Prodec", explicou Rolf.
A empresa prevê para este ano um investimento de mais de
R$ 3 milhões e um faturamento de R$ 45 milhões,
18,5% superior ao do ano passado. Nos próximos três
anos, pretende investir R$ 10 milhões para atingir uma
receita de R$ 80 milhões. Atualmente, ela exporta para
os países da América do Norte, Mercosul e Europa.
As vendas externas atingiram US$ 9,5 milhões no ano passado.
A meta para este ano é US$ 11 milhões.
Cipla ganha
concorrência da Volvo
Joinville - A Cipla será o único fornecedor
de sistemas de dutos de ar para o painel do caminhão da
Volvo em todo o mundo. Com tradição de 30 anos
na fabricação pelo processo de sopro, a empresa
joinvilense venceu a concorrência internacional, cujo resultado
foi anunciado em 14 de fevereiro. O contrato prevê o fornecimento
de 3 milhões de peças ao longo de sete anos, o
que deve gerar um faturamento bruto de US$ 13 milhões
neste período. A previsão é que, com o contrato,
a venda de produtos industriais cresça 15%.
A Volvo Truck Corporation, com sede na Suécia, levou em
consideração o sistema de qualidade de produtos
e serviços QS9000, específico para o setor automobilístico,
o investimento em máquinas e treinamento de pessoal. "A
Cipla vem se preparando nos últimos anos, acentuadamente
nos últimos três, para o fornecimento global de
peças plásticas", explica o gerente de vendas
técnicas, Ideraldo Luiz Lescowicz. Por isso a demanda
não exigirá ampliação do parque fabril,
considerado adequado. Além dos dutos de ar em polietileno
de alta densidade, vão ser desenvolvidos os ferramentais
para o processo.
Trabalho
Parcerias e iniciativas empresariais são opções
utilizadas para resolver problema da falta de mão-de-obra
capacitada.
AN_Economia |
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Lescowicz diz que a Volvo não divulgou
o número de fornecedores e nem que países estavam
envolvidos na concorrência, mas acredita na presença
de muitas empresas, dado que a montadora tem plantas em todos
os continentes, diz ele. A própria Cipla fornecia cerca
de 500 mil dutos pelo processo de sopro anualmente para representante
da montadora no Brasil.
Segundo Lescowicz, o processo de globalização do
fornecimento é vantajoso para a compradora porque o grande
volume de peças oferece condições de se
negociar o preço. A distribuição para Europa,
Ásia, Oceania e América do Norte, onde estão
instaladas as fábricas da montadora, terá o suporte
da Volvo do Brasil. A Cipla também fornece peças
plásticas direta ou indiretamente para a Ford, Volkswagen,
Scania, Mercedes-Benz e Fiat.
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Telefonia vai ter nova licitação
em julho
Anatel quer acabar
com monopólio das operadoras em 3.133 municípios
Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) vai realizar em julho mais uma licitação
para concessão de autorização para operadoras
de telefonia no País, dessa vez voltada para pequenas
cidades. O objetivo é acabar com o monopólio das
concessionárias de telefonia em 3.133 municípios
em todos os Estados que não despertaram o interesse das
empresas-espelho de telecomunicações.
A agência envia hoje para o Diário Oficial a minuta
do edital de autorização das "espelhinhos",
que ficará sob consulta pública até 31 de
março. Nesta licitação, cujo edital definitivo
poderá ser lançado em abril, a Anatel não
vai cobrar preço mínimo. Vencerá a concorrência
a empresa que se dispuser a implantar o maior número de
telefones por habitante em cada município até 31
de dezembro de 2001 (no mínimo uma densidade de 0,6%)
e até 31 de dezembro de 2002 (densidade mínima
de 1%).
Poderá participar desta licitação qualquer
empresa prestadora de serviços de telecomunicações
de interesse coletivo incluindo-se nestes casos, por exemplo,
as operadoras de televisão por assinatura, de serviços
de paging, de telefonia celular e de trunking. é vedada
a presença nas concorrências das atuais concessionárias
de telefonia fixa e as empresas-espelho que já estão
licitadas, no caso a Vésper São Paulo e Vésper
Norte Leste e a GVT, que irá concorrer com a Tele Centro
Sul.
Não haverá limite para aquisição
de licenças por parte das "espelhinhos". "Uma
mesma empresa poderá conquistar todas as autorizações",
explicou o conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho.
Da mesma forma, poderão existir, em um caso extremo, 3.113
novas operadoras de telefonia no País. Os contratos poderão
ser assinados em agosto.
No total, serão dadas licenças para 2.855 municípios
com até 50.000 habitantes (ao custo de R$ 10.000 cada),
255 municípios com população entre 50.000
e 100.000 pessoas (R$ 20.000 cada licença) e 23 cidades
com mais de 100.000 habitantes (R$ 30.000 cada). Um dos principais
fatores de atração para os operadores das pequenas
espelho será o direito de operar em todo o mercado nacional
(inclusive capitais) a partir de 31 de dezembro de 2002, quando
não haverá limite regional para as empresas prestadoras
de serviço telefônico.
A licitação será feita por lotes sucessivos
de municípios, que ainda serão definidos em ato
da Anatel. Depois de estabelecida a pontuação de
cada proposta por município (de acordo com a densidade
de cobertura), a Anatel vai conferir os documentos de habilitação
das empresas. Além de ser operadora de telecomunicações,
a empresa preciso ter um profissional com Anotação
de Responsabilidade Técnica de telecomunicações
e estar em dia com obrigações fiscais.
Hackers
A Embratelvai lançar em maio um pacote de serviços
de configuração e gerência de redes para
empresas que usam sua infra-estrutura de acesso à Internet,
na tentativa de conter ataques de "hackers", os invasores
de sites da rede mundial. Em parceria com a subsidiária
da norte-americana Internet Security Sistems (ISS) para a América
do Sul, a Embratel contará com centro de operações
e gerenciamento remoto, pelo qual detectará a invasão
de intrusos para dar início ao processo de resposta aos
ataques, que poderá culminar em investigação.
As empresas não divulgam os investimentos para a implantação
do serviço.
Segundo o diretor técnico da ISS, Marcelo Bezerra, uma
equipe de 50 expecialistas sediados no Brasil deve monitorar
os ataques, a vulnerabilidade dos sistemas de rede das empresas,
as técnicas e ferramentas utilizadas pelos "hackers"
em toda a América do Sul.
Produção de automóveis
cresce 33% em fevereiro
São Paulo - A produção da indústria
automobilística brasileira cresceu 33% em fevereiro na
comparação com janeiro. Segundo a Associação
Nacional dos fabricantes de veículos automotores (Anfavea),
foram produzidas 124 mil unidades no mês passado ante 93
mil unidades em janeiro. Na comparação com fevereiro
de 1999 - 81,1 mil unidades -, a produção apresentou
um aumento de 53%.
No acumulado do primeiro bimestre de 2000, o número de
veículos produzidos pelas montadoras cresceu 31% em relação
ao mesmo período do ano passado. A produção
dos primeiros dois meses deste ano totalizou 217,3 mil veículos
ante 165,6 mil unidades no primeiro bimestre de 1999.
As vendas de automóveis e comerciais leves das indústrias
para as concessionárias cresceram 25,5% em fevereiro na
comparação com janeiro. O total de veículos
nacionais e importados comercializados no mercado brasileiro
foi de 111,1 mil unidades, ante 85,5 mil unidades em janeiro.
Na comparação com fevereiro de 1999 - 42,8 mil
unidades , as vendas aumentaram 160%.
O presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto,
lembrou que fevereiro do ano passado apresentou um dos piores
resultados da indústria automobilística em razão,
principalmente, da desvalorização do real. "Estamos
comparando um mês pelo menos razoável com o pior
desde 1971." No acumulado dos dois primeiros meses do ano,
o volume de vendas totalizou 199,7 mil unidades - um aumento
de 46,8% na comparação com os primeiros dois meses
de 99 - 136 mil veículos.
A Anfavea ainda não divulgou o total de vendas no varejo
(das lojas para os consumidores) em fevereiro. Pinheiro Neto
estimou, entretanto, que o número deve ficar entre 100
mil e 105 mil unidades. Os revendedores encerraram fevereiro
com 80 mil veículos em estoque, o que corresponde a 26
dias de venda.
Combustíveis 1 - O aumento
da gasolina autorizado pelo governo federal pouco influirá
no custo de vida, informou ontem o técnico do Dieese,
Clóvis Scherer. "O peso do item combustível
no cálculo do ICV é 4,19%. Dessa forma, uma alta
de até 6% na gasolina, acresceria 0,025% no cálculo
final da inflação." Para Scherer, é
importante notar que o transporte representou 19,61% no ICV acumulado
dos últimos 12 meses.
Combustíveis 2 - Os postos
de combustível de Blumenau ainda não repassaram
totalmente o reajuste autorizado pelo governo, e em alguns casos,
os novos preços estão valendo para pagamento a
prazo, mantendo o valor antigo como atrativo aos clientes que
abastecem a dinheiro. Com o preço livre, o litro de gasolina
na cidade pode variar de R$ 1,27 a R$ 1,47, dependendo da bandeira
e do prazo.
Combustíveis 3 - O presidente
do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo
de Blumenau, Henrique Isleb, calcula que os índices de
repasses das companhias deve estabilizar entre 6% a 7%, mas nas
bombas, serão praticados aumentos de 4% a 5%.A variação
será aplicada sobre o preço médio de R$
1,36 o litro, valor praticado até 10 dias atrás
pela maioria dos estabelecimentos.
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