Joinville         -          Sexta-feira, 3 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Gros critica
processo de privatização

Presidente do BNDES diz que não pode haver retrocesso

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, afirmou ontem, em sua solenidade de posse, que o governo não pode "brincar de privatização". Ele não citou casos específicos. "Freqüentemente, as privatizações não vão até o fim da linha", disse. "O governo continua desempenhando um papel nas empresas vendidas, por intermédio de suas companhias, de seus fundos de pensão e às vezes até do próprio BNDES". Ele defendeu que o poder deve estar efetivamente nas mãos dos grupos privados que compraram o controle destas empresas para que elas não fiquem "semi-privatizadas" ou haja "privatização de fachada". Para Gros, a privatização trouxe participações acionárias cruzadas, e o BNDES deve estimular o "descruzamento" ou outras combinações societárias que venham a ser propostas pelas empresas.
Gros também fez críticas à participação da Petrobras no setor petroquímico - a estatal, além de permanecer no setor, entrou na composição acionária do Pólo Gás-Químico, no Rio, junto com empresas privadas. "Não entendo a participação minoritária da Petrobras na petroquímica, na medida em que, até agora, a empresa sinalizava claramente que desejava sair deste setor."
"Estamos decididos a não admitir retrocessos em empresas já privatizadas, cujas gestões devem, ao contrário, avançar cada vez mais no combate aos vícios corporativos do passado". Apesar das críticas, Gros defendeu os investimentos feitos pela subsidiária BNDESPar nas empresas privatizadas. O novo presidente do BNDES também não vê problemas na golden share (uma ação com poder de veto) que o governo detém na Companhia Vale do Rio Doce, por considerá-la diferente de ter o controle.
Dados pessoais
Quem costuma navegar com freqüência na Internet acaba deixando sinais que podem ser acessados. É um fato comum no mundo virtual.  AN_Informática 
Sobre a discussão em torno da venda de participação na Vale a estrangeiros, Gros disse que "seria uma tristeza que a empresa fosse desnacionalizada". Na gestão de Gros, o BNDES deve apoiar as reestruturações setoriais, mas não vai desenhar modelos, ele garante. Gros classificou como fundamental a contribuição do capital estrangeiro no País, e vai incentivar a participação estrangeira nas privatizações, apesar de prometer o fortalecimento da empresa nacional.


Mercosul vive
impasse na venda de arroz

Porto Alegre - Terminou sem acordo o segundo encontro entre produtores de arroz do Mercosul para negociar as exportações do produto argentino e uruguaio ao Brasil. A diferença entre a proposta dos brasileiros - de fixar um limite de 550 mil toneladas para evitar quedas maiores de preço nesta safra - e os planos de exportação dos países vizinhos aumentou das 100 mil toneladas da reunião passada para quase 200 mil. A ausência de representantes da Argentina também pesou para a falta de entendimento e uma nova reunião foi marcada para o dia 24, em Montevidéu.
De concreto, o encontro na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) gerou um documento onde a comitiva uruguaia, liderada pelo presidente da Associação dos Cultivadores de Arroz, Ricardo Ferrez, propõe-se a "racionalizar" as vendas para o Brasil.
O mesmo documento afirma que o Uruguai pretende exportar 45% da safra atual de arroz, de 1,150 milhão de toneladas, para o Brasil. Isso dá perto de 520 mil toneladas, quase 100 mil toneladas a mais do que havia sido cogitado na reunião passada, dia 21 de fevereiro. Somado às quase 220 mil toneladas já previstas pela Argentina, o total alcança 740 mil toneladas, contra as 550 mil que os brasileiros aceitam.


Secretário da
Receita está sob pressão

Brasília - Apesar de já ter feito aniversário no mês passado, politicamente o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, atravessa um inferno astral, sob pressão de políticos e autoridades do governo, insatisfeitos com suas posições. Depois de divergir do próprio chefe, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao apoiar a quebra do sigilo bancário dos laboratórios farmacêuticos, aumentaram as especulações sobre o afastamento do secretário, negadas pelo Palácio do Planalto.
Antes das divergências com Malan e políticos governistas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, Maciel já vinha irritando os ministros do Desenvolvimento, Alcides Tápias, do Trabalho, Francisco Dornelles, e da Casa Civil, Pedro Parente. Tápias aguarda que a Receita cumpra decisão presidencial de transferir a competência de legislar sobre os impostos de importação e exportação para seu ministério. A iniciativa, apoiada por Parente, encontrou resistência na Receita e ainda não foi efetivada.
Dornelles e Tápias também gostariam de ver o secretário definir o incentivo fiscal ao programa de renovação da frota de automóveis com mais de 15 anos de uso. Maciel é tido como um servidor público incorruptível e eficiente, mas com visão restrita aos problemas tributários.


Laranjais ameaçados
no Oeste de SC

Coopercentral faz parceria para controlar larva minadora

Chapecó - Os produtores de laranja do Oeste estão preocupados com a incidência de pragas, como a lavra minadora e o amarelinho. Pelo menos 5% das plantas produtoras infectadas pela doença. Os principais focos estão em Chapecó, Pinhalzinho e Cunha Porã. A larva minadora já está atingindo o principal pólo produtor do País - o interior de São Paulo. O principal impacto é a redução na produtividade.
A região é uma das maiores áreas produtoras no País. O programa de expansão da atividade, mantido pela Coopercentral e pela Associação Catarinense de Citricultura (Acacitros), já sustenta 880 empregos diretos e 9.500 empregos indiretos, movimentando R$ 20 milhões ao ano em produtos agregados. A expectativa é que até o final do ano que vem mais de 4,3 milhões de mudas de citros de alto padrão genético devem estar implantadas em 11 mil hectares de pomares comerciais em mais de 100 municípios.
A larva minadora dos citros provém de uma micromariposa, originária do continente asiático e que chegou ao País devido à importação de mudas. Ela se infiltra nas folhas das plantas, impedindo a realização da fotossíntese (absorção dos raios do sol) e reduzindo a produtividade. Segundo pesquisas, 100% dos pomares da região Oeste estão sob ataque feroz das mariposas e suas larvas e a realização de um controle biológico é a principal saída para o problema.

Pesquisa

Também proveniente do continente asiático, o inimigo do minador dos citros é uma espécie de microvespa, quase invisível a olho nu. Elas estão sendo criadas numa estufa, na sede da Epagri, em Chapecó, de onde devem sair, dentro de mais alguns dias, diretamente para os pomares dos produtores.
A evolução da colônia, dentro de um pequeno recipiente plástico, está sendo acompanhada pelo entomologista da Cooperativa Central Oeste Catarinense (Coopercentral), José Maria Milanez - também encarregado de avaliar a operação e repassar às informações da região aos pesquisadores da Universidade do Estado de São Paulo (USP).
Para a eliminação do minador dos citros, as microvespas parasitam ovos e larvas. Como se reproduzem rapidamente, a expectativa é de elas afastem das micromariposas dos pomares em pouco tempo. "O produtor só terá que ter o cuidado de não pulverizar o seu pomar durante esse período, porquê o parasitóide do minador é extremamente sensível e pode morrer".


Barra Velha
terá pólo empresarial

Barra Velha - Barra Velha vai ganhar um pólo de desenvolvimento empresarial, que será instalado às margens da BR-101. As obras iniciam ainda este mês e deverão estar concluídas em até três anos. Segundo o empresário Tito Gornick, idealizador do projeto, a intenção é atrair empreendimentos como posto de gasolina, indústrias que envolvam linha de montagem, armazens gerais para hipermercados, madeireiras e posto de recepção de contêineres.
Entrada livre
Países da Europa livre facilitam o acesso de visitantes. Eles só exigem a apresentação de passaporte.  AN_Turismo 
Segundo ele, os fatores que influenciaram na implantação do pólo no local foram a localização geográfica - livre de riscos de inundação - e a proximidade dos dois maiores portos catarinenses, Itajaí e São Francisco do Sul. O pólo conta com um aeródromo homologado para receber pequenas aeronaves. O projeto prevê a adequação da pista atual para pouso de jatos executivos.


Instalação da TVR terá
incentivo municipal

Joinville está oferecendo serviços de infra-estrutura

Claudine Nunes

Joinville - A contribuição municipal na instalação em Joinville da montadora de carros South American Sports Cars - representante da inglesa TVR - será a infra-estrutura. "O que nós oferecemos é a possibilidade de aproximar ruas ou outras melhorias", explicou o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional José Alaor Bernardes, após o encontro ontem de manhã em que o município foi comunicado oficialmente do empreendimento.
Responsável pela tramitação na esfera municipal, ele aguarda nos próximos dias o recebimento do documento que detalha a localização das instalações para iniciar o estudo das obras e do investimento necessário. A fábrica ocupará 10 mil metros quadrados às margens da BR-101 na área industrial da cidade, no bairro Vila Nova (zona oeste).
O primeiro passo para a instalação é a obtenção de licenças ambientais para ocupação do solo por parte das instituições no âmbito municipal, estadual e federal. O caminho para a tramitação começa na Prefeitura que se colocou à disposição para fornecer todas as informações.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Integração ao Mercosul, Paulo Gouvêa, citou que as cidades de Garuva e São Francisco do Sul se ofereceram para sediar a montadora, enviando as intenções por fax, mas a escolha está consolidada. Em comunicado oficial, a South American elogiou a infra-estrutura, a base tecnológica existente e a alta qualificação da mão-de-obra da região.
A expectativa cresce entre os fornecedores. Uma empresa de auto-peças de Farroupilha (RS) entrou em contato com a Prefeitura oferecendo seus produtos e, de Santa Catarina, o secretário municipal de Desenvolvimento ouviu mais de 10 empresas, oferecendo serviços ou procurando as mais variadas informações sobre a instalação da fábrica, que investirá US$ 22 milhões na produção do automóvel esportivo Tuscan 2. As primeiras unidades serão colocadas no mercado em 2001, com custo aproximado de US$ 90 mil.
Pouco antes do encontro no gabinete do prefeito, o secretário estadual conversou com o presidente da Câmara de Vereadores Arinor Vogelsanger (PMDB) e dois integrantes da comissão de parlamentares instalada na última terça-feira para acompanhar o processo e explicou que o comunicado oficial só aconteceu agora porque era preciso manter o sigilo, para não atrapalhar as negociações. Os parlamentares ficaram satisfeitos.


Fundo vai ter participação
no capital da Buddemeyer

São Bento do Sul -O Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes de Santa Catarina (SC-FIEE) formalizou participação de 20% do capital da Buddemeyer, empresa fabricante de toalhas, roupões e roupas de cama. O fundo é constituído por pelos investidores Previ, BNDESPar, Celus, Fusesc, Previsc e pela Bolsa de Valores de São Paulo. Criado pela Fiesc, o SC-FIEE é administrado pelo Banco Fator.
A associação estratégica como o SC-FIEE permitirá, neste primeiro momento, injeção de recursos para o programa de desenvolvimento da companhia. Até 2004 a Buddemeyer prevê investimentos de US$ 6,5 milhões.
O governador Esperidião Amin e a prefeita de Florianópolis, Ângela Amin, estiveram visitando no sábado as instalações da fábrica e show room da empresa. Amin prestigiou a inauguração de uma nova unidade industrial da Buddemeyer.
A produção será ampliada em 30% com a instalação da nova unidade industrial. A nova área possui 990 metros quadrados e está equipada com duas máquinas suíças, adquiridas para reduzir a quebra dos fios e melhorar a qualidade do produto.
O presidente do Conselho Administrativo da empresa, Rolf Buddemeyer, destacou o apoio do governo estadual, através da disponibilização de linhas de crédito, na construção da nova unidade industrial. "A obra contou com 68% de recursos próprios da empresa, 23% do BNDES e 9% do Prodec", explicou Rolf.
A empresa prevê para este ano um investimento de mais de R$ 3 milhões e um faturamento de R$ 45 milhões, 18,5% superior ao do ano passado. Nos próximos três anos, pretende investir R$ 10 milhões para atingir uma receita de R$ 80 milhões. Atualmente, ela exporta para os países da América do Norte, Mercosul e Europa. As vendas externas atingiram US$ 9,5 milhões no ano passado. A meta para este ano é US$ 11 milhões.


Cipla ganha
concorrência da Volvo

Joinville - A Cipla será o único fornecedor de sistemas de dutos de ar para o painel do caminhão da Volvo em todo o mundo. Com tradição de 30 anos na fabricação pelo processo de sopro, a empresa joinvilense venceu a concorrência internacional, cujo resultado foi anunciado em 14 de fevereiro. O contrato prevê o fornecimento de 3 milhões de peças ao longo de sete anos, o que deve gerar um faturamento bruto de US$ 13 milhões neste período. A previsão é que, com o contrato, a venda de produtos industriais cresça 15%.
A Volvo Truck Corporation, com sede na Suécia, levou em consideração o sistema de qualidade de produtos e serviços QS9000, específico para o setor automobilístico, o investimento em máquinas e treinamento de pessoal. "A Cipla vem se preparando nos últimos anos, acentuadamente nos últimos três, para o fornecimento global de peças plásticas", explica o gerente de vendas técnicas, Ideraldo Luiz Lescowicz. Por isso a demanda não exigirá ampliação do parque fabril, considerado adequado. Além dos dutos de ar em polietileno de alta densidade, vão ser desenvolvidos os ferramentais para o processo.
Trabalho
Parcerias e iniciativas empresariais são opções utilizadas para resolver problema da falta de mão-de-obra capacitada.  AN_Economia 
Lescowicz diz que a Volvo não divulgou o número de fornecedores e nem que países estavam envolvidos na concorrência, mas acredita na presença de muitas empresas, dado que a montadora tem plantas em todos os continentes, diz ele. A própria Cipla fornecia cerca de 500 mil dutos pelo processo de sopro anualmente para representante da montadora no Brasil.
Segundo Lescowicz, o processo de globalização do fornecimento é vantajoso para a compradora porque o grande volume de peças oferece condições de se negociar o preço. A distribuição para Europa, Ásia, Oceania e América do Norte, onde estão instaladas as fábricas da montadora, terá o suporte da Volvo do Brasil. A Cipla também fornece peças plásticas direta ou indiretamente para a Ford, Volkswagen, Scania, Mercedes-Benz e Fiat.

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Telefonia vai ter nova licitação em julho

Anatel quer acabar com monopólio das operadoras em 3.133 municípios

Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai realizar em julho mais uma licitação para concessão de autorização para operadoras de telefonia no País, dessa vez voltada para pequenas cidades. O objetivo é acabar com o monopólio das concessionárias de telefonia em 3.133 municípios em todos os Estados que não despertaram o interesse das empresas-espelho de telecomunicações.
A agência envia hoje para o Diário Oficial a minuta do edital de autorização das "espelhinhos", que ficará sob consulta pública até 31 de março. Nesta licitação, cujo edital definitivo poderá ser lançado em abril, a Anatel não vai cobrar preço mínimo. Vencerá a concorrência a empresa que se dispuser a implantar o maior número de telefones por habitante em cada município até 31 de dezembro de 2001 (no mínimo uma densidade de 0,6%) e até 31 de dezembro de 2002 (densidade mínima de 1%).
Poderá participar desta licitação qualquer empresa prestadora de serviços de telecomunicações de interesse coletivo incluindo-se nestes casos, por exemplo, as operadoras de televisão por assinatura, de serviços de paging, de telefonia celular e de trunking. é vedada a presença nas concorrências das atuais concessionárias de telefonia fixa e as empresas-espelho que já estão licitadas, no caso a Vésper São Paulo e Vésper Norte Leste e a GVT, que irá concorrer com a Tele Centro Sul.
Não haverá limite para aquisição de licenças por parte das "espelhinhos". "Uma mesma empresa poderá conquistar todas as autorizações", explicou o conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho. Da mesma forma, poderão existir, em um caso extremo, 3.113 novas operadoras de telefonia no País. Os contratos poderão ser assinados em agosto.
No total, serão dadas licenças para 2.855 municípios com até 50.000 habitantes (ao custo de R$ 10.000 cada), 255 municípios com população entre 50.000 e 100.000 pessoas (R$ 20.000 cada licença) e 23 cidades com mais de 100.000 habitantes (R$ 30.000 cada). Um dos principais fatores de atração para os operadores das pequenas espelho será o direito de operar em todo o mercado nacional (inclusive capitais) a partir de 31 de dezembro de 2002, quando não haverá limite regional para as empresas prestadoras de serviço telefônico.
A licitação será feita por lotes sucessivos de municípios, que ainda serão definidos em ato da Anatel. Depois de estabelecida a pontuação de cada proposta por município (de acordo com a densidade de cobertura), a Anatel vai conferir os documentos de habilitação das empresas. Além de ser operadora de telecomunicações, a empresa preciso ter um profissional com Anotação de Responsabilidade Técnica de telecomunicações e estar em dia com obrigações fiscais.

Hackers

A Embratelvai lançar em maio um pacote de serviços de configuração e gerência de redes para empresas que usam sua infra-estrutura de acesso à Internet, na tentativa de conter ataques de "hackers", os invasores de sites da rede mundial. Em parceria com a subsidiária da norte-americana Internet Security Sistems (ISS) para a América do Sul, a Embratel contará com centro de operações e gerenciamento remoto, pelo qual detectará a invasão de intrusos para dar início ao processo de resposta aos ataques, que poderá culminar em investigação. As empresas não divulgam os investimentos para a implantação do serviço.
Segundo o diretor técnico da ISS, Marcelo Bezerra, uma equipe de 50 expecialistas sediados no Brasil deve monitorar os ataques, a vulnerabilidade dos sistemas de rede das empresas, as técnicas e ferramentas utilizadas pelos "hackers" em toda a América do Sul.


Produção de automóveis cresce 33% em fevereiro

São Paulo - A produção da indústria automobilística brasileira cresceu 33% em fevereiro na comparação com janeiro. Segundo a Associação Nacional dos fabricantes de veículos automotores (Anfavea), foram produzidas 124 mil unidades no mês passado ante 93 mil unidades em janeiro. Na comparação com fevereiro de 1999 - 81,1 mil unidades -, a produção apresentou um aumento de 53%.
No acumulado do primeiro bimestre de 2000, o número de veículos produzidos pelas montadoras cresceu 31% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção dos primeiros dois meses deste ano totalizou 217,3 mil veículos ante 165,6 mil unidades no primeiro bimestre de 1999.
As vendas de automóveis e comerciais leves das indústrias para as concessionárias cresceram 25,5% em fevereiro na comparação com janeiro. O total de veículos nacionais e importados comercializados no mercado brasileiro foi de 111,1 mil unidades, ante 85,5 mil unidades em janeiro. Na comparação com fevereiro de 1999 - 42,8 mil unidades ­ , as vendas aumentaram 160%.
O presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto, lembrou que fevereiro do ano passado apresentou um dos piores resultados da indústria automobilística em razão, principalmente, da desvalorização do real. "Estamos comparando um mês pelo menos razoável com o pior desde 1971." No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o volume de vendas totalizou 199,7 mil unidades - um aumento de 46,8% na comparação com os primeiros dois meses de 99 - 136 mil veículos.
A Anfavea ainda não divulgou o total de vendas no varejo (das lojas para os consumidores) em fevereiro. Pinheiro Neto estimou, entretanto, que o número deve ficar entre 100 mil e 105 mil unidades. Os revendedores encerraram fevereiro com 80 mil veículos em estoque, o que corresponde a 26 dias de venda.


Combustíveis 1 - O aumento da gasolina autorizado pelo governo federal pouco influirá no custo de vida, informou ontem o técnico do Dieese, Clóvis Scherer. "O peso do item combustível no cálculo do ICV é 4,19%. Dessa forma, uma alta de até 6% na gasolina, acresceria 0,025% no cálculo final da inflação." Para Scherer, é importante notar que o transporte representou 19,61% no ICV acumulado dos últimos 12 meses.

Combustíveis 2 - Os postos de combustível de Blumenau ainda não repassaram totalmente o reajuste autorizado pelo governo, e em alguns casos, os novos preços estão valendo para pagamento a prazo, mantendo o valor antigo como atrativo aos clientes que abastecem a dinheiro. Com o preço livre, o litro de gasolina na cidade pode variar de R$ 1,27 a R$ 1,47, dependendo da bandeira e do prazo.

Combustíveis 3 - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Blumenau, Henrique Isleb, calcula que os índices de repasses das companhias deve estabilizar entre 6% a 7%, mas nas bombas, serão praticados aumentos de 4% a 5%.A variação será aplicada sobre o preço médio de R$ 1,36 o litro, valor praticado até 10 dias atrás pela maioria dos estabelecimentos.

 
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