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ANotícia
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A mina de
imagens do CIC
Centro Integrado
de Cultura sedia três exposições a partir
de hoje
Ana Cláudia Menezes
Três
exposições abrem hoje à noite no Centro
Integrado de Cultura (CIC). No Museu de Arte de Santa Catarina
(Masc), a mostra de gravuras "Brasiliana: Iconografia e
Cartografia", de vários autores, e "Confissões
Transfiguradas", da artista plástica Linda Poll (leia
texto abaixo), serão inauguradas às 20h30. Na Sala
de Exposições Temporárias do Museu da Imagem
e do Som (MIS), a fotógrafa Juliana Borges exibe, a partir
das 19 horas, as imagens dos brasileiros residentes em Los Angeles
(EUA) em "Algo me Diz Something Tells Me".
A pouco mais de um mês da comemoração dos
500 anos de descobrimento do Brasil, a exposição
"Brasiliana" é mais uma oportunidade de conhecer
a história da formação social do País
desta vez, retratada por europeus em 150 gravuras que vão
da segunda metade do século 15 até o final do século
19. Todas são obras originais. As imagens e mapas, acompanhadas
por textos explicativos, enfocam geografia, costumes, vegetação
e a relação dos brancos europeus com os povos nativos
que habitavam o Brasil quando as primeiras expedições
desembarcaram no litoral.
A viagem pelas gravuras percorre o Brasil de Norte
a Sul. Uma das maiores preciosidades é a gravura de Santa
Catarina feita pelo naturalista Charles Darwin. Merece igual
destaque uma vista da cidade de Nossa Senhora do Desterro, atual
Florianópolis. Entre as imagens estão também
gravuras de Debret e litografias do Rio de Janeiro feitas por
Buwelot e Moreau em 1842; as matas virgens, por Ribeyrolles,
e o início do desmatamento, por Rugendas, além
de retratos de grupos indígenas, como os tupinambás,
cujos hábitos antropofágicos são descritos
por Hans Staden.
Rugendas é um dos gravuristas europeus que mais tempo
passou no Brasil. Desembarcou aqui para participar de uma expedição
científica no início do século 19. Por sua
idéias antiescravagistas, o pintor desentendeu-se com
o barão Langsdorff, chefe da expedição,
e permaneceu no Brasil retratando uma série de imagens
que o tornou famoso entre os maiores retratistas do País.
O Masc passou por uma adaptação para receber a
exposição. A casa de antigüidades Rarus emprestou
algumas peças de seu mobiliário, do século
19, para ambientar a mostra.
Formada em design gráfico pela
Universidade Federal do Paraná (UFPR), a fotógrafa
Juliana Borges trouxe de Los Angeles o material para a mostra
sobre os brasileiros residentes na cidade da costa oeste norte-americana.
Juliana morou lá por um ano, entre junho de 1997 e junho
de 98. Como aluna de um curso de extensão de fotografia
e videoarte na Universidade da Califórnia, teve a oportunidade
de conhecer pessoas de todos os lugares do mundo. Muitos deles,
brasileiros. "Quando se mora fora do Brasil, inevitavelmente,
começamos a pensar qual o significado de ser brasileiro,
o que a palavra Brasil significa para nós", explica
a fotógrafa em seu texto de apresentação.
Ela retratou brasileiros das mais variadas posições
sociais funcionários de embaixada, cantores, donos
de bares, treinadores de futebol, estudantes e o fundador do
primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG)
fora do Brasil. Junto ao ensaio fotográfico, será
exibido um vídeo de dois minutos e meio, com fotos, desenhos
e textos, com a canção "Tomarapeba",
do CD "Duas Vozes", de Egberto Gismonti e Naná
Vasconcelos.
A fio e agulha, Linda
costura seus demônios
GLEBER PIENIZ
Joinville Aos visitantes da exposição
"Confissões Transfiguradas", a artista plástica
Linda Suzana Poll reserva não apenas produtos da reflexão
artística, mas frutos da purgação de males
íntimos, assuntos pendentes e demônios pessoais.
"São coisas que falo da minha vida, como uma limpeza
interior", explica a diretora da Casa da Cultura de Joinville,
dando pistas para a compreensão do significado de saquinhos
bordados, caixas com mensagens poéticas, retalhos e pedaços
de tecido costurados e arranjados com papel reciclado, serragem
e outros materiais inusitados - a exemplo dos próprios
fios de cabelo da artista agregados a uma das peças da
mostra.
"Adoro costurar. Desde adolescente, é como um descanso
para mim", diz a artista. "A maioria das minhas roupas,
sou eu que faço". Aliar o prazer à pesquisa
conceitual, desta forma, foi uma decorrência natural na
evolução do trabalho de Linda, artista acostumada
a verter criatividade na pintura, no desenho, na escultura, nas
performances e nas instalações e que, para esta
exposição, viu seu ateliê livre dos tanques
e das tintas para receber a máquina de costura. O trabalho
apresentado em "Confissões Transfiguradas" vem
sendo desenvolvido por Linda há quatro anos e teve início
quando seu casamento terminou. A exposição, assim,
ganha caráter confessional e revela muito mais informações
sobre o indivíduo do que propriamente sobre a persona
pública do artista. "Tenho uma postura pública
e não posso mascarar isso, é necessário
que eu me exponha para falar de coisas que gosto e também
das coisas que não gosto", diz Linda, sem nenhuma
ponta de incômodo por estar tornando conhecida - ainda
que através de metáforas e signos pessoais - a
sua intimidade.
Cenário bucólico
Visaconde de Mauá, na serra da Mantiqueira e a 185 quilômetros
do Rio de Janeiro, oferece a própria natureza como atração.
AN_Turismo |
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Os 16 objetos levados por Linda ao Masc contam
histórias silenciosas de vida e trazem bordadas em si
mensagens explícitas captadas pela artista através
de um envolvimento particular com aquilo que ela define como
"a poética do dia-a-dia". Em um conjunto de
saquinhos que mais parecem patuás, por exemplo, Linda
guarda nomes de pessoas queridas e presta um tributo aos amigos
e às figuras que influenciaram seu trabalho. A carga pessoal
dada à mostra permite leituras complexas e transforma
cada objeto confeccionado em um produto artístico com
valor de mercado irrisório, mas a artista não se
preocupa com os cifrões: "Quando faço algo
visceral como esta exposição, é totalmente
autêntico e não tem caráter comercial".
A exposição que abre hoje à noite no Masc
fecha um ciclo iniciado com peças em papel reciclado,
mostra já apresentada por Linda em Florianópolis
em 1995. Agora, abre-se uma fase de bordados que, por estar condicionada
a acontecimentos espinhosos da vida pessoal, não tem um
objetivo ou uma questão conceitual para ser resolvida
imediatamente. "Não posso dizer que vou continuar
com esta temática por muito tempo", avisa. "Não
trabalho com esta premeditação".
História do nazismo é
apresentada em exposição
Corupá sedia
mostra com 250 fotos e objetos originais organizada por estudioso
do movimento
Adelmo Luiz Müller
Especial para o Anexo
Corupá - O município de Corupá sedia
até 28 de abril o lançamento nacional da "Mostra
Internacional da História do Nazismo", montada no
Seminário Sagrado Coração de Jesus. Organizada
pelo professor italiano Franco Gentili, a exposição
após vai percorrer a maioria dos Estados brasileiros.
O acesso para visitação custa R$ 3,00.
Visitá-la é ter aula sobre os perdedores da 2ª
Guerra. Inclui documentos inéditos, como a Declaração
de Guerra original assinada por Adolfo Hitler às 4h15
do dia 31 de agosto de 1939, que frisa no primeiro artigo que
"não existindo mais a possibilidade de resolver por
via amigável solução para as divisas orientais,
eu decido por uma solução violenta: ataco a Polônia".
Professor de história em Verona, na Itália, Franco
Gentili, 57 anos, há dez se dedica a pesquisar a história
do nazismo. "Em todo o mundo renasce a ideologia nazista
devido à profunda ignorância quanto a esse vergonhoso
fato mundial. Com esta exposição, meu objetivo
é mostrar que o nazismo não é ideologia
a ser seguida, pois só representou a destruição
humana em todos os sentidos". Segundo Gentili, a humanidade
sempre conheceu a história apontada por parte de quem
ganhou a guerra, "mas nós aqui a mostramos do ponto
de vista real dos fatos".
O nazismo, no entender deste professor, era uma sociedade diferente
da democracia ou da ditadura, pois nasceu democrática,
já que Hitler foi eleito e após se tornou ditador.
Os primeiros dez anos do nazismo são compreensíveis
e têm uma lógica, mas a partir daí começou
a parte mística, com a tentativa de transformar o mundo,
e para isso veio a alucinação de que era preciso
eliminar milhares de seres humanos, o que então deu início
à guerra.
Integram a exposição cerca de 250 fotos/cartazes
legendados, bandeira, símbolo, brasão e condecoração
nazistas, a primeira suástica mística originária
do Tibet, encontrada na casa do general alemão Haushoffer
depois do seu suícidio em 1944. A peça é
considerada de grande valor histórico, pois sobre ela
eram feitos os juramentos dos integrantes da Ordem Negra da Sociedade
Secreta, entre eles Hitler, seu vice Hess e principais colaboradores,
como Goebbels, Himmler, Haishoffer, Horbiger, Roetgen e Eckardt.
Também fazem livros sobre o nazismo, como os que eram
fornecidos para formação dos estudantes alemães
do 2º grau. O "Gestapo", impresso em Paris em
1940, descreve a organização da polícia
secreta nazista, e comprova que a França participou concretamente
da difusão do nazismo na Europa. O livro de Albert Speer,
um dos mais próximos colaboradores de Hitler, é
considerada a mais verdadeira e completa obra sobre a história
do nazismo do seu início ao seu fim, conforme Gentili.
Barbeador e calçados para
fuga
O chapéu de um oficial da República Social Italiana,
constituída por nazistas no Norte da Itália no
final da guerra e que comprova que os fascistas da RSI eram tão
ferozes quanto os nazistas da SS, integra a mostra, assim como
um barbeador doado por Tadeusz Szymanski, guardião desde
1945 do campo de concentração de Auschwitz, e os
sapatos de Raul Adami, presidente da Associação
de ex-Internados do campo de concentração de Verona,
que os usou para andar 230 quilômetros ao fugir do campo
de Fossoli.
Anos dourados
A vaidade ajudou Taís Fersoza a absorver o universo de
1958, época em que se passa a novela "Esplendor".
AN_Tevê |
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Na espada do marechal Goring, número
três do regime nazista, além dos símbolos
nazistas normais, observa-se a simbologia mística da maçonaria
(da qual Hitler e outros chefes eram membros). Entre os objetos
de tortura, um cassetete usado no campo de concentração
de Treblinka para golpear prisioneiros e um pedaço de
arame farpado original do campo de concentração
de Flossemburg, onde morreram cerca de 75 mil pessoas.
Criciúma sedia coletiva
de arte contemporânea
Criciúma - Os artistas participantes da mostra de arte
contemporânea trouxeram para a Galeria de Arte do Centro
Cultural Jorge Zanatta, de Criciúma, toda a versatilidade,
colorido e questionamento da arte contemporânea. Sandra
Fávero, Carlos Asp, Edmilson Vasconcelos, Jorge Ferro,
Alvaro Diaz e Michael Chapman reuniram o que há de melhor
para explicar ou complicar a arte.
"Queremos promover um debate entre os artistas e o público,
trocando idéias e fazendo comparativos. Não queremos
explicações definitivas mas, sim, novos questionamentos
e mais discussão", explica o gaúcho Carlos
Asp. Asp está mostrando quatro de suas obras na exposição
que a Fundação Cultural de Criciúma promove
até o dia 14 de abril. A galeria permanece aberta à
visitação entre 13 e 19 horas, de segunda a sexta-feira.
Um dos sentimentos que unem os artistas é a busca pelo
novo, pelo atual. Foi nas aulas do mestrado em engenharia de
produção da UFSC que cinco deles - Chapman é
doutorando em mídia e conhecimento e se uniu ao grupo
- resolveram montar a exposição. "Cedemos
o espaço para artistas que têm uma história
própria e agora estão montando um trabalho juntos",
ressalta Rosângela Becker, coordenadora da galeria.
Para Edmilson Vasconcelos, a arte vive um momento de liberdade,
"hoje não existe mais o pintor ou o escultor, existe
alguém que usa várias técnicas para transformar
uma idéia", afirma. Na mostra, ele usa fitas adesivas
e o ambiente de duas salas para criar sua obra.
O arquiteto Jorge Ferro, de Criciúma, mostra um vídeo,
apresentando trechos de uma escultura e o som de um coração
pulsando. Alvaro Diaz apresenta uma seleção de
fotos, enquanto Chapman traz as imagens da natureza através
de reproduções de fotos de fungos. A artista plástica
Sandra Fávero está expondo suas gravuras.
Cais 90 leva cultura e
diversão ao antigo porto
Joinville - Margeando o rio Cachoeira, a rua Conde D'Eu, entre
o Mercado Municipal de Joinville e o Moinho Santista, há
50 anos presenciava navios atracando no local para desembarcar
mercadorias e passageiros. Depois que as embarcações
pararam de navegar pelo rio, o local perdeu boa parte de sua
movimentação e hoje é mais utilizado como
atalho para acesso ao bairro Boa Vista. Mas, a partir de hoje,
o que era um antigo cais volta a pulsar, desta vez no ritmo da
diversão e da cultura.
Às 21 horas, abre as portas ao público o Cais 90,
bar montado num prédio de 200 metros quadrados, construído
na década de 20, onde há anos funcionava um galpão
de estocagem de sal. A rua de paralelepípedo permanece,
bem como o portão do Moinho Santista e os pontos de amarração
de navios fincados no solo. Uma bela fileira de palmeiras aplaca
o triste visual do rio e ainda impõe um certo clima romântico.
É nesse cenário charmoso que o Cais 90 se ergue
para oferecer uma nova opção de lazer aos joinvilenses,
notadamente ao público acima de 25 anos cansado de pagodes
e rocks barulhentos. Num ambiente que privilegia a conversa,
MPB, blues e jazz farão a trilha sonora de segunda a sábado,
sempre ao vivo, a partir das 22 horas. Nas paredes, painéis
apresentarão diferentes manifestações artísticas,
começando pelas charges e caricaturas de Sandro Schmidt
(A Notícia), Paixão ("Gazeta do Povo")
e trabalhos retirados de outros meios de comunicação.
Não será cobrada entrada nem consumação,
apenas o couvert artístico.
O idealizar do novo bar é Enio Zulauf, ex-gerente de exportação
em Curitiba. Sua primeira experiência com casas noturnas
aconteceu em novembro passado, quando gerenciou o Alphandega.
Um dos seus objetivos é revitalizar essa área histórica
e transformá-la num novo point joinvilense.
Crônica
VASCO E A SÍNDROME DE VICE
Salim Miguel
Faz algum tempo não falo de futebol. Mas continuo atento
ao nosso balípodo. E, claro, continuo vascaíno.
Explicação para tal, não tenho. Nem sei
ao certo quando foi que me tornei torcedor do clube da Cruz de
Malta. Terá sido ainda nos distantes tempos de Biguaçu?
Em vão me esforço. Não torço por
outro clube qualquer, embora tenha simpatias pelo Avaí
e pelo América. Já em ambos esses casos existe
explicação: meu irmão, Jorge, era torcedor
fanático de ambos. E, no caso do América, há
ainda o Marques Rebelo, que havia jogado uma bolinha razoável
por lá e era apaixonado pelo clube. Se não torço
por outro time e tenho simpatia por dois, nem sei se tenho antipatia
por qualquer outro.
Nestes últimos tempos nenhum torcedor do Vasco deve andar
satisfeito. Vejamos: ano passado ele dispensou Guilherme e Luizão.
O primeiro foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro e o segundo,
vice-artilheiro, ajudando em muito o Corinthians a se sagrar
campeão. Este ano, para o mesmo Atlético Mineiro
que levou Guilherme, foi outro importante jogador, o Ramon. Enquanto
isto, quem ia para o Vasco? O Romário. Nada tenho contra
o Romário, um belo jogador e matador implacável.
Mas, lá no Vasco, já se encontrava outro matador,
o Edmundo. Ambos, Romário e Edmundo, de um ego fenomenal
- e como se isso não bastasse, incompatibilizados. Deu
no que deu. Edmundo veio da Itália como salvador da pátria,
recebido com foguetório e logo transformado em capitão.
Chega Romário e demora pouco para receber a faixa de capitão.
Foi o estopim por todos previsto, menos pelo dono do Vasco, o
Eurico Miranda.
Cheguei até aqui e não justifiquei o título.
O leitor atento aos fatos do futebol já deve ter percebido.
E quem não se interessa por essa paixão maior do
brasileiro? Existem, devem existir, aqueles que passam longe
das páginas esportivas, fecham os olhos e tapam os ouvidos
no noticiário das TVs. Então uma explicação
se torna necessária. Começo por uma notícia
que li a respeito dos freqüentes vice-campeonatos do Vasco,
clube com um elenco em condições de ganhar a maioria
das competições de que participa. Sintetizando,
a notícia dizia que num clube em que manda o vice, o presidente
sendo mera peça decorativa, é justo que seja campeão
em vices-campeonatos.
Scooters
A possibilidade de liberação dos ciclomotores ou
scooters para menores de 18 anos no Brasil ainda rende polêmica.
AN_Veículos |
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Tomo como exemplo os dois torneios mais recentes,
a Copa dos Campeões, vencida pelo Corinthians em pleno
Maracanã e o Torneio Rio-São Paulo, que começou
a ser perdido também no Maracanã, quando o Vasco
perdeu de dois a um para o Palmeiras e depois, para o mesmo time,
por um humilhante quatro a zero, em São Paulo. Eu estava
em Brasília, tinha marcado minha volta num vôo noturno,
exatamente no dia do jogo, quarta-feira, dia 1º de março.
Minha filha e meu neto insistiram para que eu adiasse a volta
e, mesmo sendo flamenguistas, torceriam pelo Vasco. Recusei-me
e lhes disse que preferia saber da derrota do Vasco já
em casa, em Florianópolis. Cheguei, minha mulher logo
telefonou e me passou a notícia, o Vasco perdia de três
a zero. Levei um susto, eu pensava num empate, que já
daria a vitória ao São Paulo, talvez um a zero,
jamais aqueles três. Nem liguei a TV. E no dia seguinte
fiquei sabendo que houve mais um, foram quatro. Isso para um
time que começara o torneio desacreditado. Resumo da ópera:
sobrou para o técnico, o Antônio Lopes, quando o
certo seria sobrar para o vice Eurico Miranda, que deita e rola,
manda e desmanda e naquele presidente Calçada só
ele pisa. O técnico durou quase quatro anos - uma eternidade
em termos de Brasil, onde a uma seqüência de derrotas
logo o técnico é mandado cantar em outra freguesia.
O Vasco tem bons jogadores? Tem! O que falta, então? Harmonia
e uma direção firme. Não adianta suspender
a suspenção do Edmundo e mandá-lo jogar,
lá em São Paulo, contra o motivado Palmeiras, como
se o temperamental jogador pudesse resolver tudo. Parreira, o
novo técnico, seria a salvação da lavoura.
Não foi. Em lugar dele, veio o Abel, que amanhã
ou depois pode se transformar em Cain. E, com o vice Miranda,
a síndrome de vice permanecerá.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
"O Impostor" chega
às telas em agosto
Primeiro filme
blumenauense é uma adaptação do conto de
Maicon Tenfen
Marli Rudnik
Blumenau O primeiro filme genuinamente blumenauense
já está nos estúdios para edição
e sonorização, e terá lançamento
em agosto, com exibição em um dos Cines Neumarkt.
Do roteiro de Maicon Tenfen à direção de
Andreas Peter e Marx Varmelatti, "O Impostor" apostou
em talentos locais para provar que mesmo com poucos recursos
e muita disposição é possível fazer
bons projetos no cinema nacional. O filme produzido em super-VHS
tem 20 minutos de duração, com roteiro inspirado
no conto homônimo de Tenfen, escrito em 1995 e publicado
no ano passado.
As filmagens de "O Impostor" movimentaram a noite blumenauense
em fevereiro. Durante dez dias (mais precisamente madrugadas)
foram realizadas oito locações em locais públicos,
como o restaurante Moinho do Vale, o Portal da Saxônia
(o morro mais alto, com vista panorâmica da cidade) e o
Grande Hotel Blumenau. Quem quis pode posar de figurante para
se eternizar na telinha. Para gravar a cena de um encontro de
negócios na Cervejaria Continental, por exemplo, foi promovida
a "Noite do Impostor" e todos que compareceram participaram
da produção.
Na base de parcerias com empresas e entidades, a equipe conseguiu
trabalhar com orçamento abaixo do original, que era de
R$ 20 mil. "Como todos os atores atuaram sem receber cachê
e graças aos empréstimos de equipamentos e materiais,
fizemos o filme com R$ 8 mil", afirma Peter. A etapa das
filmagens envolveu cerca de 30 pessoas diretamente, além
dos curiosos e incentivadores. Dez atores tiveram participação
ativa no filme.
A história de "O Impostor" começa em
1995, quando o escritor Maicon Tenfen pensou em fazer um roteiro
de curta-metragem, mas como não entendia de cinema, acabou
escrevendo uma narrativa literária, visual como toda sua
obra. Enquanto promovia publicamente o conto, guardava na gaveta
a versão cinematográfica, que só foi entregue
ao amigo Andreas Peter no ano passado. O diretor leu e no dia
seguinte procurou Tenfen para dizer que queria filmar sua história.
Entraram em cena então o outro diretor, Marx Varmelatti,
e as produtoras Magda Fiorezi e Paula Sofia da Igreja, partindo
para a incansável busca de recursos financeiros e técnicos.
Roteiro reescrito e story board na mão, em novembro do
ano passado o grupo começou a materializar a produção
e marcar o calendário de locações. Encerradas
as filmagens, até agosto os trabalhos se concentram na
edição de imagens (feita no estúdio do próprio
Andreas) e sonorização (no Stúdio Phoenix).
Com o consentimento e aprovação do próprio
autor, o roteiro foi readaptado e ganhou um novo desfecho. Quando
entregou seu trabalho ao diretor, Maicon achou que poderia ficar
isento, mas acabou participando ativamente de todas as etapas
de produção, e confessa, interferindo na trama.
Não no sentido de conservar, mas para modificar. "Era
o que eu queria: provocar uma releitura do conto", explica.
Na primeira experiência cinematográfica baseada
em sua obra, o que Tenfen menos fez foi dar palpite no roteiro.
Carregou equipamentos, foi iluminador e até fez uma ponta
como entrevistador em uma das cenas. "Foi uma experiência
fascinante, que me fez pensar agora no projeto de um longa-metragem",
diz o escritor.
No conto como no filme, "O Impostor" é Stefano,
um homem pobre, sem iniciativa nem perspectiva para sua vida,
humilhado pela mãe, que não consegue sucesso nem
quando tenta o suicídio. Até que numa das investidas
presencia o suicídio de um milionário e, percebendo
a semelhança física entre eles, resolve assumir
a vida do morto. Mas o que seria a grande oportunidade de virada
transforma sua medíocre existência num inferno.
Stefano terá que assumir os problemas do outro, se envolvendo
numa trama de traições e chantagem política.
Como o final do filme foi modificado, é preciso assisti-lo
para saber como o personagem vai se sair nesta história.
Desde a concepção do filme, Paula e Magda tiveram
outro papel importante: na elaboração do projeto
de divulgação do vídeo. Formandas de publicidade
e propaganda da Universidade Regional de Blumenau, onde também
respondem pela agência experimental do curso, elas conceberam
uma "obra filantrópica", associado a uma campanha
beneficente em favor da Associação Blumenauense
de Apoio e Prevenção à Aids (Abapa). "De
todas as cotas de patrocínio uma parte foi destinada à
Abapa. Isto facilitou nosso acesso às empresas e boas
parcerias foram fechadas", afirma Paula.
Nesta política sem fins lucrativos, as exibições
de "O Impostor" serão gratuitas. No máximo
as exibições no cinema vão angariar alimentos
não-perecíveis para a entidade. Em agosto, ainda
com datas a confirmar, serão promovidos lançamentos
na Furb (onde o curso de publicidade e propaganda participou
em peso de toda produção), na Cervejaria Continental
e no próprio Cine Neumarkt, que vai exibir uma sessão
noturna diária durante quatro dias, numa das salas menores.
Neste caso o filme será rodado com projetor de vídeo.
Além de apresentar a primeira produção blumenauense
para os blumenauenses, Andreas Peter pretende inscrever "O
Impostor" em festivais de cinema brasileiros que aceitem
produções em vídeo. Um deles será
o Festival de Vídeo de Gramado, que ocorre simultaneamente
ao Festival Nacional de Cinema. O diretor explica que seu objetivo
é fazer desta experiência doméstica um bom
exemplo de como produzir com qualidade e responsabilidade. Mesmo
quando há limitações técnicas e financeiras.
"Queremos o mérito de ser pioneiro nesta experiência
de aprendizado, numa área que pode evoluir em Blumenau
e Santa Catarina", justifica.
Andreas já tem em seu currículo pelo menos dois
projetos interessantes. Em 1998 o videoclipe da banda de rock
Madeixas, produzido e dirigido por ele, foi selecionado e exibido
durante uma temporada na MTV. Há três anos produz
os documentários do programa Universidade Solidária,
do governo Federal, nas excursões onde atuam os alunos
da Furb. Estes documentários estão se tornando
referência na organização do programa. Junto
com Paula e Magda o diretor trabalhou também em programas
de TV para canal comunitário e dirige um projeto para
a Sociedade Brasileira de Psicologia.
Serviço
Para saber mais sobre as gravações de "O Impostor",
ver a página do filme na Internet. O endereço é:
www.9zero9.com/impostor
Fórmula-1 é a mais
nova
vítima do ufanismo global
Galvão Bueno e
Reginaldo Leme ultrapassam os limites da torcida
Leandro Calixto
TV Press
A Globo não está medindo esforços para
transformar Rubens Barrichello num novo ídolo do esporte
nacional. Principalmente agora, com o piloto assumindo o cockpit
de uma equipe ponta, a Ferrari. O estardalhaço que a emissora
está fazendo em torno de Rubinho já deu retorno:
na primeira prova da temporada, realizada na Austrália,
a média foi de 25 pontos no Ibope. Isso para uma corrida
transmitida entre meia-noite e duas da manhã, na madrugada
do último domingo. Foi uma grande platéia para
testemunhar o ufanismo exacerbado do locutor Galvão Bueno
e do comentarista Reginaldo Leme.
Até é aceitável a torcida para o piloto,
mas tentar induzir o telespectador a acreditar que Barrichello
recebe as mesmas condições e regalias que o companheiro
de equipe, Michael Schumacher, é, no mínimo, subestimar
a inteligência do torcedor. Mas por uma questão
de marketing, de tentar vender o espetáculo, Galvão
e Reginaldo insistem que Barrichello recebe o mesmo tratamento
que Schumacher e que não há principal piloto na
Ferrari - apesar de ser óbvio que o alemão é
o piloto principal da escuderia italiana.
No Grande Prêmio da Austrália, Barrichello sentiu
para que foi contratado. Passou toda corrida atrás do
alemão e quando o ultrapassou foi por determinação
da direção da Ferrari. Neste momento da prova,
foi patética a comemoração antecipada de
Reginaldo Leme. Do alto de seus 27 anos de experiência
em Fórmula 1, o comentarista da Globo chegou a iniciar
o discurso em que Barrichello seria o primeiro piloto a estrear
na Ferrari com uma vitória. Ledo engano. No exato momento
da profecia de Reginaldo, Barrichello entrava no box para reabastecer
e Schumacher reassumia a ponta. A partir daí, tanto Reginaldo
quanto Galvão se dedicaram apenas a valorizar a segunda
posição conquistada pelo brasileiro e a dizer que
não havia lógica na tática da equipe, consagrada
por todos no circo da F1 como a que tem melhor estratégia
de corrida.
Rubens Barrichello, aliás, fez um ótimo tempo no
treino livre que decidiu o grid para o Grande Prêmio da
Austrália. Só não conquistou uma melhor
posição que a quarta em razão de um acidente
na pista justamente no momento que realizava a sua melhor volta.
Tinha tudo para, pelo menos, largar na segunda posição.
Só que os jornalistas da emissora de Roberto Marinho se
esqueceram que Rubinho só chegou na segunda posição
na prova porque os dois pilotos da McLaren, o finlandês
Mika Hakkinen e o escocês David Coulthard, abandonaram
a corrida por problemas em seus carros. Ou seja, ele não
precisou se mostrar muito arrojado para conquistar a segunda
posição.
Na verdade, Barrichello fez uma péssima largada e foi
ultrapassado pelo alemão Heinz-Harald Frentzen, da Jordan.
Mas em vez de constatar o erro do piloto brasileiro, tanto Galvão
quanto Reginaldo foram para cima ferozmente de Frentzen. Alegaram
que o piloto alemão estava dificultando a vida de Barrichello
e retardando o tempo do piloto. Se esqueceram, no entanto, de
questionar o porquê de Barrichello não conseguir
encostar no alemão. Como é de seu estilo, Galvão
Bueno também ofuscava a participação do
repórter João Pedro Paes Leme. Toda vez que o jornalista
tentava levar uma informação dos boxes, se não
fosse interrompido por Galvão, tinha sua participação
ignorada. Ao longo dos anos, Galvão vem se especializando
em ser o "dono" de todas as transmissões esportivas
da Globo. E, ao que tudo indica, vai continuar sendo neste ano.
Principalmente porque Barrichello tem reais chances de conquistar,
finalmente, a primeira vitória na Fórmula 1. Basta
que Schumacher não esteja no páreo.
Calourarte 1
- Os acadêmicos de educação artística
da Universidade Regional de Blumenau encontraram uma maneira
criativa de dar as boas-vindas aos calouros do curso. Eles promovem
hoje e amanhã, no Teatro Carlos Gomes, o 1º Calourarte,
exibição das habilidades desenvolvidas pelos veteranos
nas áreas de artes plásticas, teatro e música.
O evento abre com uma exposição dos alunos do Programa
de Atualização Permanente.
Calourarte 2
- Na noite de hoje, o público vai conferir, a partir das
18h30, performances de violão, piano e canto, com alunos
e professores, entre eles Renato Mor e o maestro Frak Graf. Amanhã,
no mesmo horário, as turmas de artes cênicas apresentam
os espetáculos "O Ascensorista" e "El Molinete".
Também seguem as apresentações de canto
e instrumentos. O evento tem entrada franca e é aberto
à comunidade.
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