|
ANotícia
De um táxi em Nova York.
Espaço Virtual
|
ATAQUE
Até a Organização Hacker Brasileira
(OHB) teve a sua home page invadida por piratas rivais na semana
passada |
Governo quer usar
escuta eletrônica
contra hackers
Sistema é
semelhante ao usado na telefonia
O
governo brasileiro pretende utilizar a interceptação
eletrônica para controlar a ação dos hackers
- piratas cibernéticos - na Internet, a rede mundial de
computadores. O sistema, semelhante às escutas telefônicas,
dependeria de autorização judicial. "A ação
dos hackers está se tornando perigosa e delicada, mas
temos que garantir os direitos fundamentais das pessoas",
afirma o ministro da Justiça, José Carlos Dias.
Dias está consultando juristas para saber de que forma
poderia ser alterada a legislação brasileira de
modo a alcançar a ação dos hackers. Atualmente
a única forma de punição às invasões
feitas na Internet é tipificar os ataques como crime contra
o patrimônio, mas não há definições
sobre como esta lei seria aplicada aos hackers.
Segundo o ministro da Justiça, em reunião na Costa
Rica, que teve a presença de 32 países, foi discutida
a criação de um estatuto único entre os
integrantes da Organização dos Estados Americanos
(OEA) para combater os crimes cibernéticos. Cada país
teria sua própria legislação, mas seguiriam
regras conjuntas.
A legislação brasileira vai ser feita por uma comissão
mista, envolvendo juristas e até ex-hackers. Uma das possibilidades
defendida por José Carlos Dias é a interceptação
dos sites usados para invasões. Conforme o ministro, tudo
seria feito como nos grampos telefônicos. "Sempre
por via judicial", explica."
DESAFIO
Desde o final do ano passado, os hackers vêm desafiando
o governo, ameaçando novos e mais perigosos ataques. Até
o site do Ministério da Justiça foi invadido. Este
mês, já sabendo da intenção do governo
de criar uma lei de combate à pirataria cibernética,
os hackers invadiram a home page da Siemens italiana e afirmaram:
"Não fiquem com medo dos ataques, pois não
apago nada, não vejo nada, não roubo nada, apenas
altero a página principal para expressar minha raiva."
Entretanto, o ataque do grupo "Crimes Boys" à
empresa italiana era para mandar um recado ao Ministério
da Justiça: "Não adianta o governo tentar
nos achar. Se eles nos encontrar (sic) o que vai acontecer? Nada,
pois não há lei contra o que estamos fazendo e,
mesmo se existisse, continuaríamos a fazer."
REAÇÃO
Ministro José Carlos Dias quer mudar lei para auxiliar
combate aos hackers
Arquivo AN 16/7/99 |
Briga entre internautas
revela nomes à polícia
A Polícia Civil de São Paulo foi surpreendida,
na semana passada, por uma denúncia inédita: quatro
jovens internautas, acusados de invadir sites, tiveram os seus
nomes, endereços e telefones revelados por outros hackers
na Web. A denúncia é resultado de uma briga de
bastidores entre grupos de hackers rivais.
A Organização Hacker Brasileira (OHB) teve a sua
home page invadida pelo grupo "Anti-OHB", que se opõe
aos métodos de ataque usados pela OHB na Rede. Os agressores
trocaram as páginas do site oficial da OHB (http://ohbteam.cjb.net) e inseriram informações
pessoais dos integrantes do grupo, mais registros (logs) de supostos
ataques que eles teriam feito a sites brasileiros, e ainda fizeram
uma provocação à Polícia Civil: "Quando
o delegado da Delegacia de Crimes Virtuais vai pegá-los?"
Os jovens listados residem nas cidades de Barbacena (MG), Petrópolis
(RJ) e Criciúma (SC) e atendem pelos apelidos Pinngu,
Copag, c3zar/x-ghost e Ass0mbracao. Alguns são menores.
Cenário bucólico
Visaconde de Mauá, na serra da Mantiqueira e a 185 quilômetros
do Rio de Janeiro, oferece a própria natureza como atração.
AN_Turismo |
|
Depois da invasão, a OHB aparentemente
teve a senha do próprio site modificada pelos agressores
e foi forçada a lançar um novo endereço
(http://ohbteam.cjb.net).
"As informações inseridas na Internet podem
ser interpretadas como uma denúncia anônima",
comenta o delegado da Delegacia de Crimes Virtuais da Polícia
Civil de São Paulo, Mauro Marcelo Silva. "Se constatarmos
que os logs e horários de ataque são verdadeiros,
poderemos abrir inquérito contra os acusados."
ATAQUES AUMENTAM
As polícias Civil e Federal ainda não têm
pistas dos responsáveis pelos ataques aos principais sites
brasileiros - Cadê?, UOL, Zip.net, Globo On e iG. Entre
os atingidos, apenas o Cadê? teve as suas páginas
modificadas.
Nos outros sites, o método utilizado no ataque foi o Denial
of Service (DoS), mesmo sistema utilizado para derrubar o Yahoo!,
AOL e Amazon, em fevereiro. De acordo com o diretor de serviços
de Internet da Embratel, Ricardo Maceira, os computadores usados
no ataque ao Brasil eram quase todos de fora do País.
"Os hackers usaram a mesma estrutura montada para o ataque
aos gigantes da Rede americana, no mês passado", comenta.
Segundo ele, é comum o contato entre hackers de diversos
países. A Embratel, com a empresa de segurança
ISS, pretende monitorar as suas conexões internacionais
para detectar invasões e barrá-las antes de atingir
o País.
Emprego
para gênios russos
Alexei Rayevsky entendeu logo cedo o quão lucrativo
poderia ser um hacker de computador. Quando era um adolescente,
ele entrou numa rede corporativa, mostrou às empresas
suas proezas e ofereceu-se para deixar seus sistemas mais seguros.
Ao contrário de seus semelhantes em países mais
ricos, a maioria dos hackers russos não é apenas
motivada pelo temor subversivo de descobrir códigos e
preocupar gigantes corporativos ou agências governamentais,
eles são motivados por bolsos vazios.
É óbvio que os hackers russos também sabotam
sistemas por brincadeira ou por razões políticas
e anunciam suas travessuras em irreverentes web sites. Eles não
dizem como gastam o resto do seu tempo: ganhando dinheiro, geralmente
ilegalmente, algumas vezes com repercussões pelos quatro
cantos do mundo.
Alguns dos maiores crimes de computador envolveram russos, entre
eles invasões a bancos multinacionais e ao Pentágono.
A maioria dos hackers russos, porém, são piratas
de software trabalhando no próspero mercado negro do país.
Os recentes ataques a computadores de importantes companhias
de Internet, entre elas o Yahoo! e Amazon.com, aumentaram os
temores sobre segurança entre empresas e políticos
norte-americanos.
MOTIVAÇÃO FINANCEIRA
"A ameaça pode vir de qualquer lugar. Mas o perigo
específico que vem da Rússia é a motivação
financeira", disse John Vranesevich, um consultor de segurança
em computadores norte-americano. O site da sua empresa, a AntiOnline,
cuja matriz fica na Pensilvânia, sofreu um ataque proveniente
da Rússia em agosto do ano passado.
Rayevsky está entre os poucos russos que encontraram um
meio legítimo de transformar seus conhecimentos de hacker
em dinheiro: ele trabalha para o Aladdin Knowledge Systems em
Moscou, testando a segurança dos computadores dos clientes
da empresa.
Bons estudantes de computação nos EUA são
inundados com ofertas de trabalho e bons pagamentos. Muitos iniciam
seus próprios negócios na web ainda enquanto estão
na escola. Hackers norte-americanos são rotineiramente
recrutados por empresas de segurança de computadores.
Na Rússia, trabalhos lucrativos são escassos, particularmente
depois do colapso do mercado financeiro em agosto de 1998. A
maioria dos russos não tem acesso à Internet e
poucos têm computadores em casa.
Estudantes de ciências da computação têm
que se virar com hardware ultrapassado e linhas telefônicas
extremamente ruins. Mesmo assim, o talento russo para computadores
é abundante, graças à forte tradição
em educação científica e treinamento técnico.
Um sociável estudante moscovita de 22 anos que apresenta-se
pelo nome de Radon diz que atacou dezenas de web sites governamentais.
Dentre suas travessuras mais fúteis, diz ele, está
o fato de ter colocado faixas pornográficas nos sites
do departamento de polícia russo.
Perguntado sobre o quanto ganha, ele baixa sua voz e diz com
um malvado brilho nos olhos: "Eu trabalho em Gorbushka".
Em Gorbushka, um mercado a céu aberto que se espalha por
um parque no oeste de Moscou, mesas estão cheias de vídeos,
CDs e software e praticamente todo o material é falsificado.
Cerca de 80% dos softwares usados na Rússia são
pirateados, de acordo com o departamento de crimes de computadores
do Ministério do Interior.
Radon, cuja condição para falar foi a de que apenas
seu pseudônimo on-line fosse divulgado, disse que pode
ganhar até US$ 200 por dia copiando um novo programa de
uma companhia como a Microsoft. Sua cópias são
então vendidas por poucos dólares cada em Gorbushka,
apenas uma fração do que custariam legalmente.
Seus ganhos são impressionantes na Rússia, onde
a renda média de um funcionário público
é de cerca de US$ 55 por mês, como divulgaram dados
recentes do governo.
Portais informam
sobre sua saúde
No Brasil já
existem quase 600 páginas sobre o tema
A saúde também encontrou seu espaço na
Internet. Por ser um setor que pode oferecer bons serviços
on-line está chamando a atenção dos investidores,
já que bons serviços, a gente sabe, têm futuro
garantido na Web. Segundo a Fapesp (Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), já
são quase 600 sites e portais em português no Brasil,
registrados somente com domínio terminados em med.br.
Os serviços desses portais englobam notícias, debates,
entrevistas, chats, compras e até consultas on-line, com
especialistas de diversas áreas da saúde.
De acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos,
até 2003 a Internet terá mais de 60 milhões
de consumidores que falam português e espanhol. é
com base nesse potencial de consumo que dois grandes portais
latino-americanos de saúde, o Salutia.com (www.salutia.com) e o MedicoUno (www.medicouno.net), criaram a companhia Salutia
MedicoUno Network. O portal tem conteúdo local e regional
para as comunidades da América Latina e para os latinos
que vivem nos Estados Unidos. No Brasil, o gasto per capita com
medicamentos e outros serviços com médicos chega
a US$ 291, com uma movimentação anual de US$ 46
bilhões.
Anos dourados
A vaidade ajudou Taís Fersoza a absorver o universo de
1958, época em que se passa a novela "Esplendor".
AN_Tevê |
|
Para participar desse bolo,um time de 30 empreendedores
brasileiros, liderados pelo empresário Armando Klabin,
do conselho de administração das indústrias
Klabin, investiu US$ 30 milhões no portal Planeta Vida
(www.planetavida.com.br),
dedicado à saúde. O portal contém notícias
e dicas sobre nutrição, família, estética,
prevenção de doenças e sexualidade, mas
vai comercializar medicamentos, cosméticos e seguros,
em breve.
Para este mês está prevista a estréia do
MedCenter (www.medcenter.com.br),
projeto de US$ 80 milhões na AL. A empresa MedCenter comprou
os serviços brasileiros MedReporter, MedStudents, MedLivros
e o Odontologia para enriquecer o portal.
PlayStation 2 inova
setor de videogames
Aparelho desenvolvido
pela Sony possibilita também assistir DVD e escutar CD
musical
A nova sensação em video games, o PlayStation
2, chegou finalmente às lojas japonesas na semana passada,
com muitas filas, tumultos e até casos de roubos. O produto
desenvolvido pela Sony custa o equivalente a US$ 370,00 no Japão
e deve chegar aos Estados Unidos e Europa até o fim deste
ano. A Sony vendeu quase um milhão de consoles em três
dias e pretende vender 100 milhões de aparelhos em um
ano. O motivo para tanto barulho em torno de um console é
justamente porque não se trata de só mais um video
game. É uma revolução no setor, e há
quem compare a novidade com o lançamento do Windows 95.
Olhando o console preto e azul de 40 cm de altura não
é possível imaginar a sofisticação
tecnológica embutida. Para começar, a máquina
tem os melhores gráficos e sons já vistos em um
um video game. Como se não bastasse, o aparelho também
permite ver filmes em DVD e escutar CDs de música. Em
breve, o PS2 também poderá se conectar à
Internet, permitindo navegar na Web, jogar on-line, receber e-mails,
etc. Em 2001, a Sony venderá uma conexão para Internet
de alta velocidade e unidade de disco rígido.
Mas o que mais está atraindo os consumidores no momento
é o avançado grau de realismo dos games, graças
ao alto poder de processamento gráfico. O PlayStation
original pode processar 360 mil polígonos por segundo.
O PS2 processa 20 milhões de polígonos por segundo.
Quando conectado a um sistema de home theater, o Surround Sound
"atacará" os tímpanos dos jogadores e
fará tremer a sala.
O mercado está movimentado desde que a Sony anunciou o
PS2. A Sega correu para lançar o Dreamcast, que vendeu
mais de 4 milhões de unidades; a Nintendo vem desenvolvendo
o Dolphin.
E o Brasil? O novo sonho de consumo dos gamemaníacos não
tem previsão para chegar ao Brasil e América Latina.
O PlayStation original nem sequer foi lançado na região
e os aparelhos encontrados por aqui são todos importados.
A culpa é da pirataria, alega a Sony do Brasil. Ainda
assim, a empresa está considerando trazer o PS2 para a
América Latina.
Microsoft
na disputa
Numa tentativa de enfrentar o PlayStation 2, produzido pela
Sony, a Microsoft Corp, anunciou também na semana passada
o lançamento de um novo videogamecom base no sistema de
operação Windows que inclui acesso à Internet
e grande variedade de jogos. O sistema, provisoriamente chamado
de "X-box", foi divulgado em Tóquio, antes mesmo
de ser anunciado nos EUA, um sinal da seriedade com que a empresa
está enfrentando os "três grandes" fabricantes
de games japoneses: Sony, Sega e Nintendo. "Estamos desenvolvendo
um produto que trará uma nova dimensão à
experiência de jogar", afirmou a Bill Gates em nome
da empresa.
A Microsoft disse que o novo produto terá "qualidade
de cinema", gráficos tridimensionais e conecção
para Internet de alta velocidade, o que irá permitir que
seus usuários participem de partidas on-line, conectem-se
à Web e troquem e-mails. A empresa planeja colocar seu
novo produto à venda no verão de 2001. O PlayStation2,
lançado pela Sony no Japão, é o mais sofisticado
videogamedisponível no mercado e foi um grande sucesso.
O produto da Microsoft terá como base a mesma tecnologia
dos PCs, com um microprocessador com velocidade 600 MHz, um disco
rígido, um drive de DVD-ROM e pelo menos 64 megabytes
de memória, o equivalente a um computador mediano utilizado
hoje em dia e terá como base o sistema operacional Windows.
CDs para estimular
a curiosidade das crianças
A Expoente está lançando dois CD-ROMs com atividades
pedagógicas para crianças. Em o Centro de Atividades
do Rayman, crianças de 4 a 8 anos têm atividades
de iniciação ao cálculo, leitura, língua
inglesa, atividades de lógica, de exploração
e iniciação musical. Já o Família
Cósmica estimula a curiosidade e a imaginação
da criança de 3 a 7 anos. Ambos os programas foram desenvolvidos
pela francesa Ubi Soft. O Centro de Atividades do Rayman apresenta
27 atividades espalhadas por um mundo de fantasias e aventuras
coloridas do Rayman.
Em A Família Cósmica, Fernando, um elefante, é
orientado pelo jogador a encontrar objetos perdidos, ajudar a
mamãe a fazer reparos na louça quebrada por meio
de um quebra-cabeça, testar a imaginação
pintando em quatro ateliês de criatividade, entre outras
brincadeiras. A configuração mínima é
processador Pentium 133 MHz, Windows 95, 16 MB de RAM, CD-ROM
6x, placa de som Sound Blaster ou compatível, 256 cores.
Preço de cada título: R$ 54,00. Informações:
Expoente, 0800-414424
Turismo
A queda acentuada do fluxo de visitantes em fevereiro não
ofuscou os resultados obtidos em dezembro e janeiro.
AN_Economia |
|
Hospital 1 -
Profissionais da saúde fazem da Internet um novo canal
para troca de informações e avanço nas pesquisas
científicas. Exemplo disso é o projeto Hospital
Virtual Brasileiro (www.hospvirt.org.br),
do Núcleo de Informática Biomédica (NIB),
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que foi criado
para facilitar a comunicação interativa entre profissionais
e estudantes da área de saúde do Brasil e do exterior.
Hospital 2 - O principal objetivo
do Hospital Virtual Brasileiro é auxiliar profissionais,
acadêmicos e pesquisadores, das ciências biomédicas
e da saúde, no diagnóstico e acompanhamento clínico.
Uma de suas propostas é tornar-se um centro referencial
e oferecer uma relação de recursos disponíveis
na Internet. O site está dividido em especialidades médicas,
arquivo médico, faculdades de Ciências da Saúde
e outros serviços.
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
|
Versão 5.0 do sistema Linux
chega ao mercado
Lançamento
da empresa curitibana Conectiva oferece 1.200 programas em caixa
com seis CDs
A versão 5.0 do sistema operacional Linux chega hoje
ao mercado de todo o País. O lançamento é
da Conectiva, empresa com sede em Curitiba. Além do sistema
operacional, acompanham 1.200 softwares, distribuídos
em seis CD-ROMs, e os manuais do usuário impressos em
1.700 páginas. Há duas opções de
preço: R$ 88,00, com manual e R$ 55,00 sem. Na versão
anterior do Linux, também da Conectiva, o pacote contava
com 800 aplicativos. Não há restrição
sobre o número de instalações do sistema
operacional, que tem código fonte aberto, assim como seus
softwares de uso doméstico, informa o técnico e
especialista em marketing da Conectiva, Reginaldo Radel.
Com a nova versão do Linux, a Conectiva S.A. espera ampliar
a participação no mercado doméstico, disponibilizando
um instalador mais atraente e intuitivo visualmente. Outra vantagem
sobre as versões anteriores é a partição
automática do disco rígido e sua formatação
para Linux, mesmo que o winchester já tenha outro sistema
operacional instalado.
Apesar da partição automática ter recursos
para evitar problemas com os arquivos e programas pré-instalados,
os técnicos da Conectiva recomendam que sejam feitas cópias
de segurança dos dados mais importantes. Com este procedimento,
o usuário leigo evitará problemas com eventuais
perdas de informações geradas uma operação
inesperada do Linux.
A instalação automática consumirá
cerca de 557 megabites do disco rígido. Radel sugere que
o Conectiva Linux 5.0 seja rodado a partir de um computador 486,
com no mínimo 32 megabites de memória RAM, embora
possa funcionar mesmo com processador 386. O sistema, afirma
ele, roda em qualquer plataforma.
Entre os principais softwares disponíveis no pacote estão
a suíte StarOffice, da Sun, equivalente ao Office da Microsoft.
A Sun, porém, colocou no mercado uma verão em português
de Portugal - a em português brasileiro deverá aparecer
no início do próximo ano. Como vantagem, os programas
da Sun permitem a importação de qualquer arquivo
gerado em programas da Microsoft semelhantes.
Aos donos de 486 interessados em usar o StarOffice, um alerta:
seu uso é recomendado para processadores Pentium ou similares.
A suíte até é capaz de rodar nos 486, mas
deixará seu micro extremamente lento. Outra dica para
donos de computadores mais antigos dada por Radel é que
se evite interfaces gráficas pesadas.
O novo Linux vem ainda com uma versão do navegador Netscape,
o Gimp, programas para uso de arquivos MP3 e para chat pela Internet.
Nos CDs cinco e seis, estão disponíveis 50 aplicativos
comerciais e jogos. Entre eles, o Worldperfect completo. Os CDs
três e quatro contêm fontes e, os dois primeiros,
o Linux propriamente dito. (Vitor Hugo)
Estabilidade é um dos atrativos
Devido à estabilidade e segurança do Linux,
disse Radel, ele é utilizado por grandes empresas, provedores
de acesso à Internet e hospitais - que precisam de sistemas
operacionais confiáveis nos momentos mais críticos
do trabalho, como em unidades de tratamento intensivo. O Conectiva
Linux também virá pré-instalado em máquinas
vendidas pela IBM, Dell, Compaq e Itautec. Outra vantagem do
Linux é o sistema de criptografia, de 128 bits.
Caso o usuário precise de apoio, a empresa com técnicos
para dar suporte aos clientes por telefone. A Conectiva já
conta com pontos de suporte - centros de serviço - em
São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais,
Rio Grande do Sul e na Argentina e México. Em Santa Catarina
há 50 revendas.
Segundo Radel, 30 milhões de pessoas usam o Linux no mundo,
4,5% delas no Brasil - a segunda mais alta taxa de crescimento
no mundo, 212%, de acordo com o IDC. "O Linux leva vantagens
sobre os demais sistemas por se caracterizar como multiusuário,
multitarefa, multiplataforma e multiprocessador - capaz de trabalhar
com qualquer processador, inclusive com os mais modernos, como
da série K6III e Pentium III.
Sete sócios, ex-funcionários da área técnica
do Banco do Brasil controlam a Conectiva, que tem hoje 270 funcionários.
Em 1998, a empresa tinha 20 empregados e faturou US$ 500 mil;
no ano seguinte, com quadro funcional ampliado com mais 50 pessoas,
lucrou US$ 3 milhões. A estimativa para este ano é
chegar aos US$ 12 milhões.
Ano passado, ela passou a ser uma sociedade anônima, focando
o seu trabalho em softwares abertos e na criação
de um pólo de desenvolvimento de tecnologia pra a América
Latina. Neste projeto, se inclui a possibilidade da abertura
do capital ao público, através da oferta de ações
ainda neste ano. Informações: Conectiva (0 xx 41)
3602-0600 (VH).
Fique por dentro
Não mais uma vaga lembrança...
Fabiano Paulo da Silva
Com o passar dos anos, o custo da memória RAM, em grande
parte responsável pela velocidade dos programas no computador,
tem caído consideravelmente. Entretanto, a maioria dos
PCs vem equipados com 32 MB de memória, o que produz apenas
um desempenho mediano no uso diário do Windows 95 ou 98.
Portanto, aumentar a quantidade de memória RAM é
uma forma econômica de turbinar seu micro.
É preciso saber qual o tipo de memória que está
instalada em seu computador para proceder com segurança.
Uma loja competente poderá analisar seu micro e sugerir
qual o tipo de memória apropriada. Comprar às cegas
pode impedir o computador de ligar, causar constantes mensagens
de erro de memória (a famosa "tela azul") e
até danificar o "pente" de memória recém-comprado.
Um conjunto de instruções num chip determina o
tipo de memória que um sistema suporta. Os primeiros Pentium
usavam a memória Fast Page DRAM (normalmente chamada apenas
de DRAM) ou uma versão mais rápida conhecida como
EDO DRAM. Alguns Pentium mais recentes e todos os Pentium II
suportam uma das duas formas de SDRAM. O Pentium e Pentium II
rodando a 333 MHz usam a SDRAM designada para a placa-mãe
de 66 MHz. Novos Pentium II (após 350 MHz) usa memórias
rápidas do tipo SDRAM PC-100.
Já o tipo de encaixe (soquete), determina o tamanho físico
da memória no seu comprimento. Os antigos 386 e 486 usavam
memórias de 30 pinos, para soquetes SIMM, enquanto alguns
Pentium usam memórias de 72 pinos também em soquetes
SIMM. Os novos Pentium, entretanto, usam memórias de
168 pinos, em soquetes DIMM, mais compridas, portanto. Estas
memórias podem ser tanto EDO DRAM ou SDRAM. Enquanto que
as memórias DIMM podem ser instaladas sozinhas, as memórias
SIMM de 72 pinos precisam ser instaladas aos pares (chamados
de "bancos") e em igual capacidade. Algumas placas-mãe
exigem que os soquetes sejam preenchidos em uma ordem específica
- normalmente com os módulos maiores nos primeiros "bancos".
As memórias trabalham em diferentes velocidades. os chips
DRAM e EDO DRAM tipicamente rodam a 80, 70 ou 60 nanossegundos.
Adicionar memória rápida a uma placa-mãe
lenta funciona, mas não contribui muito para a performance.
Adicionar memória lenta a uma placa-mãe rápida
pode fazer o micro travar muitas vezes. Portanto, oriente-se
com o vendedor para obter compatibilidade entre as memórias
atuais, a serem instaladas e a placa-mãe.
Algumas memórias RAM possuem uma checagem interna de erros
(paridade) e outras não. Não misture-as. Felizmente,
a maioria dos sistemas atuais usa memória sem-paridade,
o que exclui problemas deste tipo.
Antigas memórias SIMM e DIMM tinham pinos dourados que
coincidiam com a cor dos soquetes de memória na placa-mãe.
Placas mais recentes usam um metal mais barato que é na
cor prata. Para melhores resultados não misture os dois
metais. após alguns anos uma camada de oxidação
pode ser criada, causando erros de memória.
Procure ter 64 MB de RAM no seu micro para ficar tranqüilo.
Se o seu dinheiro permitir ou se algum programa guloso exigir
mais, vá em frente.
- Fabiano Paulo da Silva é analista de suporte
de A Notícia.
|
|
|