Joinville         -          Quinta-feira, 16 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  


De um táxi em Nova York.
Espaço Virtual














ATAQUE
Até a Organização Hacker Brasileira (OHB) teve a sua home page invadida por piratas rivais na semana passada

Governo quer usar
escuta eletrônica
contra hackers

Sistema é semelhante ao usado na telefonia

O governo brasileiro pretende utilizar a interceptação eletrônica para controlar a ação dos hackers - piratas cibernéticos - na Internet, a rede mundial de computadores. O sistema, semelhante às escutas telefônicas, dependeria de autorização judicial. "A ação dos hackers está se tornando perigosa e delicada, mas temos que garantir os direitos fundamentais das pessoas", afirma o ministro da Justiça, José Carlos Dias.
Dias está consultando juristas para saber de que forma poderia ser alterada a legislação brasileira de modo a alcançar a ação dos hackers. Atualmente a única forma de punição às invasões feitas na Internet é tipificar os ataques como crime contra o patrimônio, mas não há definições sobre como esta lei seria aplicada aos hackers.
Segundo o ministro da Justiça, em reunião na Costa Rica, que teve a presença de 32 países, foi discutida a criação de um estatuto único entre os integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) para combater os crimes cibernéticos. Cada país teria sua própria legislação, mas seguiriam regras conjuntas.
A legislação brasileira vai ser feita por uma comissão mista, envolvendo juristas e até ex-hackers. Uma das possibilidades defendida por José Carlos Dias é a interceptação dos sites usados para invasões. Conforme o ministro, tudo seria feito como nos grampos telefônicos. "Sempre por via judicial", explica."

DESAFIO

Desde o final do ano passado, os hackers vêm desafiando o governo, ameaçando novos e mais perigosos ataques. Até o site do Ministério da Justiça foi invadido. Este mês, já sabendo da intenção do governo de criar uma lei de combate à pirataria cibernética, os hackers invadiram a home page da Siemens italiana e afirmaram: "Não fiquem com medo dos ataques, pois não apago nada, não vejo nada, não roubo nada, apenas altero a página principal para expressar minha raiva."
Entretanto, o ataque do grupo "Crimes Boys" à empresa italiana era para mandar um recado ao Ministério da Justiça: "Não adianta o governo tentar nos achar. Se eles nos encontrar (sic) o que vai acontecer? Nada, pois não há lei contra o que estamos fazendo e, mesmo se existisse, continuaríamos a fazer."

REAÇÃO
Ministro José Carlos Dias quer mudar lei para auxiliar combate aos hackers
Arquivo AN 16/7/99

Briga entre internautas
revela nomes à polícia

A Polícia Civil de São Paulo foi surpreendida, na semana passada, por uma denúncia inédita: quatro jovens internautas, acusados de invadir sites, tiveram os seus nomes, endereços e telefones revelados por outros hackers na Web. A denúncia é resultado de uma briga de bastidores entre grupos de hackers rivais.
A Organização Hacker Brasileira (OHB) teve a sua home page invadida pelo grupo "Anti-OHB", que se opõe aos métodos de ataque usados pela OHB na Rede. Os agressores trocaram as páginas do site oficial da OHB (http://ohbteam.cjb.net) e inseriram informações pessoais dos integrantes do grupo, mais registros (logs) de supostos ataques que eles teriam feito a sites brasileiros, e ainda fizeram uma provocação à Polícia Civil: "Quando o delegado da Delegacia de Crimes Virtuais vai pegá-los?"
Os jovens listados residem nas cidades de Barbacena (MG), Petrópolis (RJ) e Criciúma (SC) e atendem pelos apelidos Pinngu, Copag, c3zar/x-ghost e Ass0mbracao. Alguns são menores.
Cenário bucólico
Visaconde de Mauá, na serra da Mantiqueira e a 185 quilômetros do Rio de Janeiro, oferece a própria natureza como atração.  AN_Turismo 
Depois da invasão, a OHB aparentemente teve a senha do próprio site modificada pelos agressores e foi forçada a lançar um novo endereço (http://ohbteam.cjb.net). "As informações inseridas na Internet podem ser interpretadas como uma denúncia anônima", comenta o delegado da Delegacia de Crimes Virtuais da Polícia Civil de São Paulo, Mauro Marcelo Silva. "Se constatarmos que os logs e horários de ataque são verdadeiros, poderemos abrir inquérito contra os acusados."

ATAQUES AUMENTAM

As polícias Civil e Federal ainda não têm pistas dos responsáveis pelos ataques aos principais sites brasileiros - Cadê?, UOL, Zip.net, Globo On e iG. Entre os atingidos, apenas o Cadê? teve as suas páginas modificadas.
Nos outros sites, o método utilizado no ataque foi o Denial of Service (DoS), mesmo sistema utilizado para derrubar o Yahoo!, AOL e Amazon, em fevereiro. De acordo com o diretor de serviços de Internet da Embratel, Ricardo Maceira, os computadores usados no ataque ao Brasil eram quase todos de fora do País. "Os hackers usaram a mesma estrutura montada para o ataque aos gigantes da Rede americana, no mês passado", comenta. Segundo ele, é comum o contato entre hackers de diversos países. A Embratel, com a empresa de segurança ISS, pretende monitorar as suas conexões internacionais para detectar invasões e barrá-las antes de atingir o País.

Emprego
para gênios russos

Alexei Rayevsky entendeu logo cedo o quão lucrativo poderia ser um hacker de computador. Quando era um adolescente, ele entrou numa rede corporativa, mostrou às empresas suas proezas e ofereceu-se para deixar seus sistemas mais seguros. Ao contrário de seus semelhantes em países mais ricos, a maioria dos hackers russos não é apenas motivada pelo temor subversivo de descobrir códigos e preocupar gigantes corporativos ou agências governamentais, eles são motivados por bolsos vazios.
É óbvio que os hackers russos também sabotam sistemas por brincadeira ou por razões políticas e anunciam suas travessuras em irreverentes web sites. Eles não dizem como gastam o resto do seu tempo: ganhando dinheiro, geralmente ilegalmente, algumas vezes com repercussões pelos quatro cantos do mundo.
Alguns dos maiores crimes de computador envolveram russos, entre eles invasões a bancos multinacionais e ao Pentágono. A maioria dos hackers russos, porém, são piratas de software trabalhando no próspero mercado negro do país.
Os recentes ataques a computadores de importantes companhias de Internet, entre elas o Yahoo! e Amazon.com, aumentaram os temores sobre segurança entre empresas e políticos norte-americanos.

MOTIVAÇÃO FINANCEIRA

"A ameaça pode vir de qualquer lugar. Mas o perigo específico que vem da Rússia é a motivação financeira", disse John Vranesevich, um consultor de segurança em computadores norte-americano. O site da sua empresa, a AntiOnline, cuja matriz fica na Pensilvânia, sofreu um ataque proveniente da Rússia em agosto do ano passado.
Rayevsky está entre os poucos russos que encontraram um meio legítimo de transformar seus conhecimentos de hacker em dinheiro: ele trabalha para o Aladdin Knowledge Systems em Moscou, testando a segurança dos computadores dos clientes da empresa.
Bons estudantes de computação nos EUA são inundados com ofertas de trabalho e bons pagamentos. Muitos iniciam seus próprios negócios na web ainda enquanto estão na escola. Hackers norte-americanos são rotineiramente recrutados por empresas de segurança de computadores.
Na Rússia, trabalhos lucrativos são escassos, particularmente depois do colapso do mercado financeiro em agosto de 1998. A maioria dos russos não tem acesso à Internet e poucos têm computadores em casa.
Estudantes de ciências da computação têm que se virar com hardware ultrapassado e linhas telefônicas extremamente ruins. Mesmo assim, o talento russo para computadores é abundante, graças à forte tradição em educação científica e treinamento técnico.
Um sociável estudante moscovita de 22 anos que apresenta-se pelo nome de Radon diz que atacou dezenas de web sites governamentais. Dentre suas travessuras mais fúteis, diz ele, está o fato de ter colocado faixas pornográficas nos sites do departamento de polícia russo.
Perguntado sobre o quanto ganha, ele baixa sua voz e diz com um malvado brilho nos olhos: "Eu trabalho em Gorbushka". Em Gorbushka, um mercado a céu aberto que se espalha por um parque no oeste de Moscou, mesas estão cheias de vídeos, CDs e software e praticamente todo o material é falsificado. Cerca de 80% dos softwares usados na Rússia são pirateados, de acordo com o departamento de crimes de computadores do Ministério do Interior.
Radon, cuja condição para falar foi a de que apenas seu pseudônimo on-line fosse divulgado, disse que pode ganhar até US$ 200 por dia copiando um novo programa de uma companhia como a Microsoft. Sua cópias são então vendidas por poucos dólares cada em Gorbushka, apenas uma fração do que custariam legalmente.
Seus ganhos são impressionantes na Rússia, onde a renda média de um funcionário público é de cerca de US$ 55 por mês, como divulgaram dados recentes do governo.


Portais informam
sobre sua saúde

No Brasil já existem quase 600 páginas sobre o tema

A saúde também encontrou seu espaço na Internet. Por ser um setor que pode oferecer bons serviços on-line está chamando a atenção dos investidores, já que bons serviços, a gente sabe, têm futuro garantido na Web. Segundo a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), já são quase 600 sites e portais em português no Brasil, registrados somente com domínio terminados em med.br. Os serviços desses portais englobam notícias, debates, entrevistas, chats, compras e até consultas on-line, com especialistas de diversas áreas da saúde.
De acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, até 2003 a Internet terá mais de 60 milhões de consumidores que falam português e espanhol. é com base nesse potencial de consumo que dois grandes portais latino-americanos de saúde, o Salutia.com (www.salutia.com) e o MedicoUno (www.medicouno.net), criaram a companhia Salutia MedicoUno Network. O portal tem conteúdo local e regional para as comunidades da América Latina e para os latinos que vivem nos Estados Unidos. No Brasil, o gasto per capita com medicamentos e outros serviços com médicos chega a US$ 291, com uma movimentação anual de US$ 46 bilhões.
Anos dourados
A vaidade ajudou Taís Fersoza a absorver o universo de 1958, época em que se passa a novela "Esplendor".  AN_Tevê 
Para participar desse bolo,um time de 30 empreendedores brasileiros, liderados pelo empresário Armando Klabin, do conselho de administração das indústrias Klabin, investiu US$ 30 milhões no portal Planeta Vida (www.planetavida.com.br), dedicado à saúde. O portal contém notícias e dicas sobre nutrição, família, estética, prevenção de doenças e sexualidade, mas vai comercializar medicamentos, cosméticos e seguros, em breve.
Para este mês está prevista a estréia do MedCenter (www.medcenter.com.br), projeto de US$ 80 milhões na AL. A empresa MedCenter comprou os serviços brasileiros MedReporter, MedStudents, MedLivros e o Odontologia para enriquecer o portal.


PlayStation 2 inova
setor de videogames

Aparelho desenvolvido pela Sony possibilita também assistir DVD e escutar CD musical

A nova sensação em video games, o PlayStation 2, chegou finalmente às lojas japonesas na semana passada, com muitas filas, tumultos e até casos de roubos. O produto desenvolvido pela Sony custa o equivalente a US$ 370,00 no Japão e deve chegar aos Estados Unidos e Europa até o fim deste ano. A Sony vendeu quase um milhão de consoles em três dias e pretende vender 100 milhões de aparelhos em um ano. O motivo para tanto barulho em torno de um console é justamente porque não se trata de só mais um video game. É uma revolução no setor, e há quem compare a novidade com o lançamento do Windows 95.
Olhando o console preto e azul de 40 cm de altura não é possível imaginar a sofisticação tecnológica embutida. Para começar, a máquina tem os melhores gráficos e sons já vistos em um um video game. Como se não bastasse, o aparelho também permite ver filmes em DVD e escutar CDs de música. Em breve, o PS2 também poderá se conectar à Internet, permitindo navegar na Web, jogar on-line, receber e-mails, etc. Em 2001, a Sony venderá uma conexão para Internet de alta velocidade e unidade de disco rígido.
Mas o que mais está atraindo os consumidores no momento é o avançado grau de realismo dos games, graças ao alto poder de processamento gráfico. O PlayStation original pode processar 360 mil polígonos por segundo. O PS2 processa 20 milhões de polígonos por segundo. Quando conectado a um sistema de home theater, o Surround Sound "atacará" os tímpanos dos jogadores e fará tremer a sala.
O mercado está movimentado desde que a Sony anunciou o PS2. A Sega correu para lançar o Dreamcast, que vendeu mais de 4 milhões de unidades; a Nintendo vem desenvolvendo o Dolphin.
E o Brasil? O novo sonho de consumo dos gamemaníacos não tem previsão para chegar ao Brasil e América Latina. O PlayStation original nem sequer foi lançado na região e os aparelhos encontrados por aqui são todos importados. A culpa é da pirataria, alega a Sony do Brasil. Ainda assim, a empresa está considerando trazer o PS2 para a América Latina.

Microsoft
na disputa

Numa tentativa de enfrentar o PlayStation 2, produzido pela Sony, a Microsoft Corp, anunciou também na semana passada o lançamento de um novo videogamecom base no sistema de operação Windows que inclui acesso à Internet e grande variedade de jogos. O sistema, provisoriamente chamado de "X-box", foi divulgado em Tóquio, antes mesmo de ser anunciado nos EUA, um sinal da seriedade com que a empresa está enfrentando os "três grandes" fabricantes de games japoneses: Sony, Sega e Nintendo. "Estamos desenvolvendo um produto que trará uma nova dimensão à experiência de jogar", afirmou a Bill Gates em nome da empresa.
A Microsoft disse que o novo produto terá "qualidade de cinema", gráficos tridimensionais e conecção para Internet de alta velocidade, o que irá permitir que seus usuários participem de partidas on-line, conectem-se à Web e troquem e-mails. A empresa planeja colocar seu novo produto à venda no verão de 2001. O PlayStation2, lançado pela Sony no Japão, é o mais sofisticado videogamedisponível no mercado e foi um grande sucesso.
O produto da Microsoft terá como base a mesma tecnologia dos PCs, com um microprocessador com velocidade 600 MHz, um disco rígido, um drive de DVD-ROM e pelo menos 64 megabytes de memória, o equivalente a um computador mediano utilizado hoje em dia e terá como base o sistema operacional Windows.


CDs para estimular
a curiosidade das crianças

A Expoente está lançando dois CD-ROMs com atividades pedagógicas para crianças. Em o Centro de Atividades do Rayman, crianças de 4 a 8 anos têm atividades de iniciação ao cálculo, leitura, língua inglesa, atividades de lógica, de exploração e iniciação musical. Já o Família Cósmica estimula a curiosidade e a imaginação da criança de 3 a 7 anos. Ambos os programas foram desenvolvidos pela francesa Ubi Soft. O Centro de Atividades do Rayman apresenta 27 atividades espalhadas por um mundo de fantasias e aventuras coloridas do Rayman.
Em A Família Cósmica, Fernando, um elefante, é orientado pelo jogador a encontrar objetos perdidos, ajudar a mamãe a fazer reparos na louça quebrada por meio de um quebra-cabeça, testar a imaginação pintando em quatro ateliês de criatividade, entre outras brincadeiras. A configuração mínima é processador Pentium 133 MHz, Windows 95, 16 MB de RAM, CD-ROM 6x, placa de som Sound Blaster ou compatível, 256 cores. Preço de cada título: R$ 54,00. Informações: Expoente, 0800-414424


Turismo
A queda acentuada do fluxo de visitantes em fevereiro não ofuscou os resultados obtidos em dezembro e janeiro.  AN_Economia 
Hospital 1 - Profissionais da saúde fazem da Internet um novo canal para troca de informações e avanço nas pesquisas científicas. Exemplo disso é o projeto Hospital Virtual Brasileiro (www.hospvirt.org.br), do Núcleo de Informática Biomédica (NIB), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que foi criado para facilitar a comunicação interativa entre profissionais e estudantes da área de saúde do Brasil e do exterior.

Hospital 2 - O principal objetivo do Hospital Virtual Brasileiro é auxiliar profissionais, acadêmicos e pesquisadores, das ciências biomédicas e da saúde, no diagnóstico e acompanhamento clínico. Uma de suas propostas é tornar-se um centro referencial e oferecer uma relação de recursos disponíveis na Internet. O site está dividido em especialidades médicas, arquivo médico, faculdades de Ciências da Saúde e outros serviços.

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Versão 5.0 do sistema Linux chega ao mercado

Lançamento da empresa curitibana Conectiva oferece 1.200 programas em caixa com seis CDs

A versão 5.0 do sistema operacional Linux chega hoje ao mercado de todo o País. O lançamento é da Conectiva, empresa com sede em Curitiba. Além do sistema operacional, acompanham 1.200 softwares, distribuídos em seis CD-ROMs, e os manuais do usuário impressos em 1.700 páginas. Há duas opções de preço: R$ 88,00, com manual e R$ 55,00 sem. Na versão anterior do Linux, também da Conectiva, o pacote contava com 800 aplicativos. Não há restrição sobre o número de instalações do sistema operacional, que tem código fonte aberto, assim como seus softwares de uso doméstico, informa o técnico e especialista em marketing da Conectiva, Reginaldo Radel.
Com a nova versão do Linux, a Conectiva S.A. espera ampliar a participação no mercado doméstico, disponibilizando um instalador mais atraente e intuitivo visualmente. Outra vantagem sobre as versões anteriores é a partição automática do disco rígido e sua formatação para Linux, mesmo que o winchester já tenha outro sistema operacional instalado.
Apesar da partição automática ter recursos para evitar problemas com os arquivos e programas pré-instalados, os técnicos da Conectiva recomendam que sejam feitas cópias de segurança dos dados mais importantes. Com este procedimento, o usuário leigo evitará problemas com eventuais perdas de informações geradas uma operação inesperada do Linux.
A instalação automática consumirá cerca de 557 megabites do disco rígido. Radel sugere que o Conectiva Linux 5.0 seja rodado a partir de um computador 486, com no mínimo 32 megabites de memória RAM, embora possa funcionar mesmo com processador 386. O sistema, afirma ele, roda em qualquer plataforma.
Entre os principais softwares disponíveis no pacote estão a suíte StarOffice, da Sun, equivalente ao Office da Microsoft. A Sun, porém, colocou no mercado uma verão em português de Portugal - a em português brasileiro deverá aparecer no início do próximo ano. Como vantagem, os programas da Sun permitem a importação de qualquer arquivo gerado em programas da Microsoft semelhantes.
Aos donos de 486 interessados em usar o StarOffice, um alerta: seu uso é recomendado para processadores Pentium ou similares. A suíte até é capaz de rodar nos 486, mas deixará seu micro extremamente lento. Outra dica para donos de computadores mais antigos dada por Radel é que se evite interfaces gráficas pesadas.
O novo Linux vem ainda com uma versão do navegador Netscape, o Gimp, programas para uso de arquivos MP3 e para chat pela Internet. Nos CDs cinco e seis, estão disponíveis 50 aplicativos comerciais e jogos. Entre eles, o Worldperfect completo. Os CDs três e quatro contêm fontes e, os dois primeiros, o Linux propriamente dito. (Vitor Hugo)

Estabilidade é um dos atrativos

Devido à estabilidade e segurança do Linux, disse Radel, ele é utilizado por grandes empresas, provedores de acesso à Internet e hospitais - que precisam de sistemas operacionais confiáveis nos momentos mais críticos do trabalho, como em unidades de tratamento intensivo. O Conectiva Linux também virá pré-instalado em máquinas vendidas pela IBM, Dell, Compaq e Itautec. Outra vantagem do Linux é o sistema de criptografia, de 128 bits.
Caso o usuário precise de apoio, a empresa com técnicos para dar suporte aos clientes por telefone. A Conectiva já conta com pontos de suporte - centros de serviço - em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e na Argentina e México. Em Santa Catarina há 50 revendas.
Segundo Radel, 30 milhões de pessoas usam o Linux no mundo, 4,5% delas no Brasil - a segunda mais alta taxa de crescimento no mundo, 212%, de acordo com o IDC. "O Linux leva vantagens sobre os demais sistemas por se caracterizar como multiusuário, multitarefa, multiplataforma e multiprocessador - capaz de trabalhar com qualquer processador, inclusive com os mais modernos, como da série K6III e Pentium III.
Sete sócios, ex-funcionários da área técnica do Banco do Brasil controlam a Conectiva, que tem hoje 270 funcionários. Em 1998, a empresa tinha 20 empregados e faturou US$ 500 mil; no ano seguinte, com quadro funcional ampliado com mais 50 pessoas, lucrou US$ 3 milhões. A estimativa para este ano é chegar aos US$ 12 milhões.
Ano passado, ela passou a ser uma sociedade anônima, focando o seu trabalho em softwares abertos e na criação de um pólo de desenvolvimento de tecnologia pra a América Latina. Neste projeto, se inclui a possibilidade da abertura do capital ao público, através da oferta de ações ainda neste ano. Informações: Conectiva (0 xx 41) 3602-0600 (VH).


Fique por dentro

Não mais uma vaga lembrança...

Fabiano Paulo da Silva

Com o passar dos anos, o custo da memória RAM, em grande parte responsável pela velocidade dos programas no computador, tem caído consideravelmente. Entretanto, a maioria dos PCs vem equipados com 32 MB de memória, o que produz apenas um desempenho mediano no uso diário do Windows 95 ou 98. Portanto, aumentar a quantidade de memória RAM é uma forma econômica de turbinar seu micro.
É preciso saber qual o tipo de memória que está instalada em seu computador para proceder com segurança. Uma loja competente poderá analisar seu micro e sugerir qual o tipo de memória apropriada. Comprar às cegas pode impedir o computador de ligar, causar constantes mensagens de erro de memória (a famosa "tela azul") e até danificar o "pente" de memória recém-comprado.
Um conjunto de instruções num chip determina o tipo de memória que um sistema suporta. Os primeiros Pentium usavam a memória Fast Page DRAM (normalmente chamada apenas de DRAM) ou uma versão mais rápida conhecida como EDO DRAM. Alguns Pentium mais recentes e todos os Pentium II suportam uma das duas formas de SDRAM. O Pentium e Pentium II rodando a 333 MHz usam a SDRAM designada para a placa-mãe de 66 MHz. Novos Pentium II (após 350 MHz) usa memórias rápidas do tipo SDRAM PC-100.
Já o tipo de encaixe (soquete), determina o tamanho físico da memória no seu comprimento. Os antigos 386 e 486 usavam memórias de 30 pinos, para soquetes SIMM, enquanto alguns Pentium usam memórias de 72 pinos também em soquetes SIMM. Os novos Pentium, entretanto, usam memórias de 168 pinos, em soquetes DIMM, mais compridas, portanto. Estas memórias podem ser tanto EDO DRAM ou SDRAM. Enquanto que as memórias DIMM podem ser instaladas sozinhas, as memórias SIMM de 72 pinos precisam ser instaladas aos pares (chamados de "bancos") e em igual capacidade. Algumas placas-mãe exigem que os soquetes sejam preenchidos em uma ordem específica - normalmente com os módulos maiores nos primeiros "bancos".
As memórias trabalham em diferentes velocidades. os chips DRAM e EDO DRAM tipicamente rodam a 80, 70 ou 60 nanossegundos. Adicionar memória rápida a uma placa-mãe lenta funciona, mas não contribui muito para a performance. Adicionar memória lenta a uma placa-mãe rápida pode fazer o micro travar muitas vezes. Portanto, oriente-se com o vendedor para obter compatibilidade entre as memórias atuais, a serem instaladas e a placa-mãe.
Algumas memórias RAM possuem uma checagem interna de erros (paridade) e outras não. Não misture-as. Felizmente, a maioria dos sistemas atuais usa memória sem-paridade, o que exclui problemas deste tipo.
Antigas memórias SIMM e DIMM tinham pinos dourados que coincidiam com a cor dos soquetes de memória na placa-mãe. Placas mais recentes usam um metal mais barato que é na cor prata. Para melhores resultados não misture os dois metais. após alguns anos uma camada de oxidação pode ser criada, causando erros de memória.
Procure ter 64 MB de RAM no seu micro para ficar tranqüilo. Se o seu dinheiro permitir ou se algum programa guloso exigir mais, vá em frente.

  • Fabiano Paulo da Silva é analista de suporte de A Notícia.

 
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