Joinville         -          Quinta-feira, 16 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















A jovem atriz se identificou com o estilo de vida das adolescentes dos anos 50
Foto: Divulgação

Charme no presente e no passado

Vaidade facilita composição do personagem de Taís Fersoza

Fernando Miragaya
TV Press

Taís Fersoza tem um certo trabalho cada vez que vai interpretar a Érica de "Esplendor". Quando chega aos estúdios para gravar na novela das seis da Globo, a bela atriz fica pelo menos uma hora se vestindo, preparando cabelo e colocando os brincos da personagem. Mas não é nada que chegue a cansar a moça, na plenutide de seus 16 anos. Ainda mais porque para ir a um shopping ou simplesmente se vestir para o colégio é pior. Ela gasta ainda mais tempo se "emperiquitando" em frente ao espelho. "Sou vaidosa mesmo. Chego na escola em cima da hora, isso porque minha mãe me acorda mais de uma hora antes", confessa Taís.
Quem sofre na verdade é a mãe, Cristina. É ela quem fica esperando Taís se arrumar e pressionando a filha por causa da hora. Só no banho são pelo menos 40 minutos. "E olha que o colégio é só o uniforme. Mas aí tem o brinco, o cabelo...", entrega Cristina. Para saídas ao shopping, por exemplo, a situação piora e a mãe pede para Taís se arrumar já com duas horas de antecedência. "Aí tem de escolher roupa, o brinco tem de combinar com a pulseira...", diverte-se a atriz.
A vaidade acabou facilitando o trabalho de absorver o universo de 1958, época na qual se passa "Esplendor". Os vestidos rodados, os cabelos bem arrumados e o chamado glamour dos anos 50 logo encantaram a atriz. "As pessoas se valorizavam mais", compara. Mas não foi apenas a estética dos anos dourados que atraiu Taís. O comportamento da juventude na época exigiu cuidados. Afinal, alguns termos e gírias típicos do linguajar adolescente contemporâneo não combinam nem um pouco com a relativa formalidade da década de 50. Volta e meia, ela é alertada pela Tia Odete, que tinha 14 anos em 58. "Ela me 'dá uns toques', avisando que em uma cena eu falei algo mais 'moderninho'", diz.
A tia, aliás, foi uma das fontes de referências para Taís compor a personagem. A atriz conversou com gente mais velha, que viveu bem os anos 50, para conhecer melhor o jeito de andar e de se portar das meninas da época. Mas o subterfúgio mais prático e eficaz para ela foi assistir filmes como "Juventude Transviada", longa de Nicholas Ray estrelado pelo rebelde-mor, James Dean, em 1955. Isso sem falar em "Grease - Nos Tempos da Brilhantina", filme de Randal Kleiser com John Travolta e Olivia Newton-John. "Tem tudo a ver com minha personagem", ressalta.
A facilidade está no personagem de Olívia Newton-John. No filme, ela é uma menina bem comportada, metida a puritana, que no final da trama coloca calças e jaquetas de couro e solta o cabelo para conquistar o personagem de John Travolta. Em "Esplendor", Érica passa pela mesma transformação ao se apaixonar pelo rebelde Bruno, interpretado por Caio Blat. "Gostei muito do filme, principalmente da música. Ficava voltando várias vezes a fita para ouvir", lembra Taís, referindo-se a "Tell me More", canção-tema de "Grease".

Gosto renovado

O estilo de música dos anos 50 nunca havia chamado a atenção da atriz. Só agora, com a novela, é que ela passou a escutar mais os rocks e as canções românticas. Nada, porém, que tenha a feito esquecer o pagode e a axé music que gosta de ouvir. Ironicamente, a música dos anos 80 e a MPB começou a chamar a atenção dela ultimamente. Tudo graças à irmã. Como não aguentava ficar competindo com ela no quarto - cada uma escutando um estilo de música diferente -, Taís resolveu desligar o parelho de som. Começou, então, a apreciar Djavan, Caetano Veloso, Legião Urbana e Paralamas do Sucesso. "Agora sou eu quem peço para ela botar a música", admite.
Além de estar admirando uma música pouco ouvida pelos jovens de sua idade, Taís garante que não se identifica com o comportamento das meninas da sua faixa etária. "Meu jeito de pensar é diferente do delas", gaba-se a atriz, que prefere a paquera dos anos 50 à azaração dos anos 90. "Sou completamente contra esse negócio de 'ficar'. Nada melhor que a fase da paquera, com troca de olhares, sorrisos...", sonha Taís.



À frente do "Fui ao Vivo", na CNT, Eri Johnson investe na diversão e corre por fora na guerra pela atenção do público

Foto: Divulgação

Emissoras retomam
batalha dominical

Programas trocam baixaria pela diversidade na luta pela audiência

Leandro Calixto
TV Press

Passada a folia de Carnaval, volta a esquentar a guerra pela audiência aos domingos na televisão brasileira. Depois de anos marcados por baixarias e apelações descabidas, para 2000 as emissoras prometem, como sempre acontece nas promessas, uma disputa limpa, de elevada qualidade.
Pelo menos, este é o discurso daqueles que protagonizam a "briga" dos domingos, embora a língua de todos continue afiada. Para o diretor do "Domingão do Faustão", Alberto Luchetti, quando um profissional apela para o sensacionalismo, consegue uma audiência momentânea mas acaba perdendo a credibilidade junto ao público. "A minha maior alegria é saber que o programa não virou mais manchete de jornais e revistas por ter explorado o sensacionalismo barato. Nossa proposta é fazer um programa popular sem ser popularesco", teoriza Luchetti, se referindo aos episódios do "sushi erótico" e do garoto deficiente Rafael, o Latininho, que foram "atrações" no programa e alvos de críticas do público e da imprensa.
Novato na programação de domingo, o apresentador do "Domingo Show", Gilberto Barros, acredita que a necessidade de alcançar altos índices de audiência faz os profissionais apelarem para atrações de baixo nível. "Isto já faz parte do sistema, mas não vai acontecer comigo. Estou tentando fazer um programa mais solidário e humano para toda família assistir", promete Gilberto, repetindo uma ladainha adotada por todos. Para seguir a mesma linha, o comediante Tom Cavalcante garante que até alterou o teor das piadas para apresentar o "Megatom". Como a produção estava prevista inicialmente para ser exibida nas noites de sábado, Tom lembra que só manteve os quadros mais leves. Mesmo sabendo da pressão por audiência num dominical, o comediante cearense garante que não vai apelar. "Meu público é completamente diferente do dos outros programas. Quem quiser ver mulheres seminuas numa banheira, que mude de canal", alfineta.
Responsável pela direção geral do programa "Domingo Legal", Roberto Manzoni, o Magrão, avisa que o quadro "A Banheira do Gugu" vai passar a ter uma exibição mais esporádica nesse ano. "É uma atração meio batida", reconhece Magrão. Mas quadros como "ET e Rodolfo", em que a dupla invade a casa de artistas, continua tendo espaço no programa. Magrão acredita que a produção comandada por Gugu Liberato é mais visada pela crítica porque, segundo ele, é a líder de audiência no horário em alguns momentos. "A gente bate a Globo. E tem mais: o 'Megatom' está com os dias contados. Vamos atropelá-lo", exagera Magrão. "Eles só nos vencem quando apelam, como no programa em que levaram o Wellington, irmão do Zezé di Camargo, sem a metade da orelha", reduz Luchetti.

Entretenimento

Alheio à guerra das emissoras mais assistidas, o ator Eri Johnson, que recentemente estreou à frente de um programa de auditório na CNT, o "Fui ao Vivo", ressalta que seu único compromisso é com o entretenimento. "O público quer atrações leves e engraçadas. Esta é minha proposta. Não vou ficar repetindo as atrações dos outros", avisa Eri. Luchetti diz que outro problema é a cópia descarada das concorrentes. Ele lembra que o "Domingão do Faustão" foi o responsável pela projeção do Padre Marcelo no cenário nacional e também precursor nos quadros "Videoke" e "Pegadinhas". "Só que os concorrentes banalizaram estes quadros. Devo até tirar o videoke do ar", promete Luchetti.
Quem segue o caminho oposto das demais emissoras é a Band. A emissora, que no próximo domingo estréia novos quadros no "Show do Esportes", pretende continuar sendo uma alternativa para o público. "Sabemos que concorrer com Gugu e Faustão é difícil. Mas o público esportivo é dos mais fiéis que existem", acredita Helen Dasty, assistente de direção artística da Traffic. Mesmo em tempos que a concorrência aos domingos era marcada por imagens apelativas, a Band conseguia ser uma alternativa ao festival de bundas e apresentação de pagodeiros e sertanejos, chegando a manter uma média de 8 pontos no Ibope.


Descolada Chris não se furta de discutir qualquer assunto no ar
Foto: Divulgação

Num passe de mágica

Nova apresentadora do "Quiz MTV", Chris Nicklas ganha destaque no canal fazendo "milagres" ao vivo

André Bernardo
TV Press

A VJ Chris Nicklas costuma comparar a profissão de apresentadora com a de mágico. Segundo ela, o fato de comandar um programa ao vivo exige que o apresentador "saiba tirar coelhos da cartola" a cada instante. Foi justamente isso que aconteceu no último dia da campanha da luta contra a Aids, realizado em 3 de dezembro. Ao lado da VJ Soninha, Chris se viu obrigada a improvisar durante as cinco horas em que apresentou o espetáculo. Por conta do desembaraço demonstrado, esta carioca de 34 anos foi convidada pela MTV para substituir Adriane Galisteu no "Quiz". "Nesta profissão, lida-se com o imprevisível o tempo todo. Não dá para ter medo de pagar mico", garante.
Além de estrear como apresentadora do "Quiz", Chris também apresenta o "Central MTV". No novo programa, ela mostra o que os artistas gostam de fazer quando não estão no estúdio ou no palco. Para ela, a rápida ascensão na MTV se deve ao jeitão "descolado" que tem ao abordar assuntos delicados, como uso de drogas e prevenção contra Aids. "Só não faço propaganda neonazista. Quanto ao resto, não tenho pudores", afirma. Não por acaso, Chris já foi sondada pela Band para apresentar o "Show do Esporte". Na ocasião, porém, a emissora optou por Sabrina Parlatore. "Não tenho essa ambição. Afinal, não me identifico com nada do que vejo na tevê aberta", garante.

Entrevista/Chris Nicklas

O que achou do convite da MTV para substituir Adriane Galisteu no "Quiz"?
Chris Nicklas - Achei um barato. Além do mais, ele dá continuidade ao projeto que eu tinha no "Supernova 2" que era de trabalhar com estudantes. A única diferença é que o programa perdeu um pouco do clima de "sacanagem". Hoje, o "Quiz" está menos teen e mais light. Até as perguntas ficaram mais sérias. Quando assumi, resolvi dar um toque novo. Isso sempre acontece quando há troca de apresentadores.
Você não teme de ser comparada à Adriane Galisteu?
Chris - Sei que estou sujeita a isso, mas o que vou fazer? O público adora isso. Mesmo sabendo que não dá para comparar duas pessoas completamente diferentes. A Adriane faz o tipo "mulherão". Eu já sou mais "moleca". Não tem muito o que comparar. O importante é que assumi o chamado horário nobre da MTV. Isso me deixa orgulhosa.

Como você avalia a atual tendência do mercado televisivo de importar apresentadores surgidos na MTV?
Chris - Hoje, a MTV é um exemplo de irreverência. Quando digo irreverência, me refiro ao fato de não termos medo de arriscar. Às vezes, damos um passo maior que a perna. "Ops! Fiz burrada!". Isso acontece. O importante é que não colocamos um texto na boca de ninguém. A gente deixa o bicho correr solto para ver o que acontece. Na época do "Supernova 2", fui pega de surpresa por várias vezes. Mas isso era legal. As pessoas falavam o que vinha à cabeça. Ninguém media palavras ou coisa parecida.

No ano passado, você chegou a ser convidada pela Band para fazer o "Show do Esporte". O que você acha de, um dia, trabalhar na tevê aberta?
Chris - Não sei se é isso que quero para mim. Na verdade, não tenho essa ambição. Nesta corrida desenfreada pela audiência, as pessoas metem os pés pelas mãos e acabam fazendo burrada. Não acho difícil que surja uma proposta que me deixe absolutamente deslumbrada. Mas não há dinheiro no mundo que pague um apresentador para ele falar sobre algo em que não acredita ou mostrar algo que ele próprio não quer ver.

Embora não tenha de se preocupar com audiência, você não sofre nenhum tipo de pressão por parte da MTV?
Chris - Já "canelei" muito para chegar até aqui. Sei que tenho jogo de cintura. Ou, pelo menos, procuro ter. Um diretor, por exemplo, já me disse que pago mico sem medo de ser feliz. Não tem essa de "ah, sobre isso eu não falo!" ou, então, "isso eu não faço porque não vai pegar bem..." Só não faço propaganda neonazista. Quanto ao resto, não tenho pudores. Se não ficou bom hoje, procuro fazer melhor amanhã. Não sou do tipo que dorme deprimida por causa disso ou daquilo.

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A semana

Show do Esporte
Joana Prado e Marcelinho Carioca estréiam como apresentadores no "Show do Esporte", hoje, às 14 horas, na Band. A loura comanda o "Em Forma com a Feiticeira", um quadro informativo sobre condicionamento físico, que sempre vai trazer um convidado do mundo esportivo. Já o atacante do Corinthians apresenta o "Só Garra", um programa que mostra instituições, clubes e escolas que formam futuros atletas.

"Você Decide"
Suspense na história do "Você Decide" desta terça, às 22 horas, na Globo. No episódio "Vício de Matar", continuação de "Forró Bandido", Marcos Paulo volta a interpretar Teodoro, um ex-matador profissional. Agora casado com Marlene (Zezé Polessa), ele é chantageado por marginais que ameaçam assassinar Marlene. Teodoro acaba fazendo o serviço, mas acaba procurado pela polícia. Ele vai ter de decidir, então, se entrega ou se foge e volta à bandidagem.

50 anos de TV
A Globo começa a exibir nesta quarta, às 22 horas uma série de especiais em comemoração aos 50 anos da tevê brasileira e ao seu 35º aniversário. O primeiro dos sete programas especiais da série "50 Anos de Televisão" vai ter como tema "A TV na Vida do Brasileiro" para falar da interação do veículo com o povo. Com 50 minutos de duração, o especial será uma espécie de crônica e vai mostrar declarações de telespectadores relembrando momentos da tevê brasileira.

"Zapping"
O "Zapping" desta sexta, às 22h45, na Record, exibe uma entrevista com Solange Castro Neves. A autora de "Laços de Família", próxima novela da emissora, fala sobre a trama, que está prevista para estrear no dia 8 de maio. Solange revela a história dos personagens principais e fala sobre os atores do elenco. O "Zapping" também traz reportagem sobre a legião de fãs do seriado "Arquivo X".

Novidades na TV

Programada
A apresentadora Adriane Galisteu já tem planos para um novo programa na MTV. A moça, que apresentava na emissora musical o "Quiz", só esperou a poeira do Carnaval baixar para discutir com os diretores da emissora o formato do novo programa. "Acredito que vai dar para conciliar o programa com o 'Superpop'", afirma Adriane. Nada está decidido ainda, mas trabalho, com certeza, vai acumular.

Papel indefinido
Mesmo sem saber do perfil do personagem, Luciano Szafir acertou um papel em "Uga, Uga", próxima novela da 7 da Globo. A história escrita por Carlos Lombardi é a segunda novela na carreira de Luciano - a estréia foi em "Anjo Mau". Só que, para fazer esta novela, ele vai ter de deixar a apresentação do "Você Decide" - existe uma norma na Globo em que o ator não pode participar de duas produções ao mesmo tempo.

Comportada
A atriz Juliana Silveira está escalada para a próxima novela das 8 da Globo. Depois de ter feito uma participação como uma garota de programa em "Pecado Capital", Juliana volta com um papel mais comportado. A atriz não sabe muito sobre a personagem a não ser que vai ser o papel de uma garota certinha, melhor amiga da filha do personagem de Tony Ramos.

Boquiaberto
O ator Flávio Galvão gostou do humor de "Zorra Total". Depois de ter gravado uma participação no quadro da Ofélia, Flávio volta ao programa para participar do quadro "Nerso, o Terrível", de Pedro Bismarck. Flávio vai fazer o papel de um dentista, que vai cuidar dos dentes da mulher de Nerso.

Arquivo histórico
Com o término das gravações de "A Muralha", o figurino vai continuar a ser utilizado. O Ministério da Cultura resolveu lançar mão do figurino de época dos personagens para montar uma exibição sob a colonização do Brasil no início do século 16.


Conversa de botequim

Quinto ano de "Sai de Baixo" estréia hoje com muitas novidades

André Bernardo
TV Press

Tudo começou em 1995, quando o ator Luiz Gustavo decidiu vender a idéia de uma sitcom para o SBT. Na ocasião, Sílvio Santos não se interessou pelo projeto. O que o dono do SBT não imaginava é que o "Sai de Baixo" acabaria se transformando, na Globo, no mais forte adversário do "Topa Tudo por Dinheiro", com uma média de audiência em torno dos 35 pontos. Cinco anos depois, "Sai de Baixo" passa por algumas reformulações. Previsto para reestrear hoje, a nova fase do humorístico dominical vai ser ambientada tanto no já famoso apartamento do Arouche quanto em um bar, que vai funcionar no térreo do prédio. Segundo Juca Filho, o redator final do programa, o desafio vai ser manter os problemas de uma típica família de classe média em um ambiente etílico. "Vamos acostumar o público aos poucos. Se a idéia do bar não der certo, voltamos para o apartamento", ressalva.
A confusão vai ter início quando Caco Antibes, vivido por Miguel Falabella, resolve comprar um luxuoso bar e Vavá, interpretado por Luiz Gustavo, se mete no negócio. Sem teto e sem dinheiro, Vavá abandona a profissão de agente de turismo, arrenda um boteco e coloca a família para trabalhar. Inconformado, Caco fica com raiva porque não gosta de trabalhar e nem quer saber de ver Magda, personagem de Marisa Orth, pegando no pesado. Os dois vão brigar, se separar e fazer as pazes. No final das contas, Magda vai trabalhar como garçonete, Neide Aparecida, papel de Márcia Cabrita, como cozinheira e Vavá como gerente. Como Cassandra, interpretada por Aracy Balabanian, vai ser sócia da birosca, Vavá vai continuar tendo de aturar a irmã por um bom tempo. "Um humorístico semanal não pode ficar eternamente confinado num apartamento. Já um bar pode render as mais engraçadas situações", acredita Falabella.
A idéia de ambientar o "Sai de Baixo" em um bar partiu do diretor de criação da Globo, Daniel Filho. Em dezembro do ano passado, ele convocou o redator do programa, Juca Filho, para uma reunião e disse que o humorístico precisava de alguma novidade para o quinto ano. A fonte de inspiração partiu do seriado "Friends", exibido atualmente pela Sony e Rede TV!, que usa como cenário um bar chamado Central Perk. A introdução de um bar na trama é a deixa para a inclusão de novos personagens.
Um dos novos personagens vai ser um cabeleireiro gay que tem um salão no Arouche e é o grande responsável pelo visual espalhafatoso de Cassandra. Como ela não paga o sujeito, ele também não quita a conta no bar. Jorge Fernando, o diretor de "Vila Madalena", promete conciliar as gravações da novela das sete com os ensaios no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, onde vai interpretar o cabeleireiro. "No 'Sai de Baixo', tudo é muito engraçado e verdadeiro. Não tem essa coisa chata de claquete", compara. Arlete Salles também não esconde a satisfação. A atriz vai ser uma viúva alcoólatra amiga de Cassandra.

 
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