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ANotícia
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A jovem atriz se identificou
com o estilo de vida das adolescentes dos anos 50
Foto: Divulgação
Charme no presente e no passado
Vaidade facilita
composição do personagem de Taís Fersoza
Fernando Miragaya
TV Press
Taís
Fersoza tem um certo trabalho cada vez que vai interpretar a
Érica de "Esplendor". Quando chega aos estúdios
para gravar na novela das seis da Globo, a bela atriz fica pelo
menos uma hora se vestindo, preparando cabelo e colocando os
brincos da personagem. Mas não é nada que chegue
a cansar a moça, na plenutide de seus 16 anos. Ainda mais
porque para ir a um shopping ou simplesmente se vestir para o
colégio é pior. Ela gasta ainda mais tempo se "emperiquitando"
em frente ao espelho. "Sou vaidosa mesmo. Chego na escola
em cima da hora, isso porque minha mãe me acorda mais
de uma hora antes", confessa Taís.
Quem sofre na verdade é a mãe, Cristina. É
ela quem fica esperando Taís se arrumar e pressionando
a filha por causa da hora. Só no banho são pelo
menos 40 minutos. "E olha que o colégio é
só o uniforme. Mas aí tem o brinco, o cabelo...",
entrega Cristina. Para saídas ao shopping, por exemplo,
a situação piora e a mãe pede para Taís
se arrumar já com duas horas de antecedência. "Aí
tem de escolher roupa, o brinco tem de combinar com a pulseira...",
diverte-se a atriz.
A vaidade acabou facilitando o trabalho de absorver o universo
de 1958, época na qual se passa "Esplendor".
Os vestidos rodados, os cabelos bem arrumados e o chamado glamour
dos anos 50 logo encantaram a atriz. "As pessoas se valorizavam
mais", compara. Mas não foi apenas a estética
dos anos dourados que atraiu Taís. O comportamento da
juventude na época exigiu cuidados. Afinal, alguns termos
e gírias típicos do linguajar adolescente contemporâneo
não combinam nem um pouco com a relativa formalidade da
década de 50. Volta e meia, ela é alertada pela
Tia Odete, que tinha 14 anos em 58. "Ela me 'dá uns
toques', avisando que em uma cena eu falei algo mais 'moderninho'",
diz.
A tia, aliás, foi uma das fontes de referências
para Taís compor a personagem. A atriz conversou com gente
mais velha, que viveu bem os anos 50, para conhecer melhor o
jeito de andar e de se portar das meninas da época. Mas
o subterfúgio mais prático e eficaz para ela foi
assistir filmes como "Juventude Transviada", longa
de Nicholas Ray estrelado pelo rebelde-mor, James Dean, em 1955.
Isso sem falar em "Grease - Nos Tempos da Brilhantina",
filme de Randal Kleiser com John Travolta e Olivia Newton-John.
"Tem tudo a ver com minha personagem", ressalta.
A facilidade está no personagem de Olívia Newton-John.
No filme, ela é uma menina bem comportada, metida a puritana,
que no final da trama coloca calças e jaquetas de couro
e solta o cabelo para conquistar o personagem de John Travolta.
Em "Esplendor", Érica passa pela mesma transformação
ao se apaixonar pelo rebelde Bruno, interpretado por Caio Blat.
"Gostei muito do filme, principalmente da música.
Ficava voltando várias vezes a fita para ouvir",
lembra Taís, referindo-se a "Tell me More",
canção-tema de "Grease".
Gosto renovado
O estilo de música dos anos 50 nunca havia chamado
a atenção da atriz. Só agora, com a novela,
é que ela passou a escutar mais os rocks e as canções
românticas. Nada, porém, que tenha a feito esquecer
o pagode e a axé music que gosta de ouvir. Ironicamente,
a música dos anos 80 e a MPB começou a chamar a
atenção dela ultimamente. Tudo graças à
irmã. Como não aguentava ficar competindo com ela
no quarto - cada uma escutando um estilo de música diferente
-, Taís resolveu desligar o parelho de som. Começou,
então, a apreciar Djavan, Caetano Veloso, Legião
Urbana e Paralamas do Sucesso. "Agora sou eu quem peço
para ela botar a música", admite.
Além de estar admirando uma música pouco ouvida
pelos jovens de sua idade, Taís garante que não
se identifica com o comportamento das meninas da sua faixa etária.
"Meu jeito de pensar é diferente do delas",
gaba-se a atriz, que prefere a paquera dos anos 50 à azaração
dos anos 90. "Sou completamente contra esse negócio
de 'ficar'. Nada melhor que a fase da paquera, com troca de olhares,
sorrisos...", sonha Taís.

À frente do "Fui ao Vivo", na CNT, Eri Johnson
investe na diversão e corre por fora na guerra pela atenção
do público
Foto: Divulgação
Emissoras retomam
batalha dominical
Programas trocam
baixaria pela diversidade na luta pela audiência
Leandro Calixto
TV Press
Passada a folia de Carnaval, volta a esquentar a guerra pela
audiência aos domingos na televisão brasileira.
Depois de anos marcados por baixarias e apelações
descabidas, para 2000 as emissoras prometem, como sempre acontece
nas promessas, uma disputa limpa, de elevada qualidade.
Pelo menos, este é o discurso daqueles que protagonizam
a "briga" dos domingos, embora a língua de todos
continue afiada. Para o diretor do "Domingão do Faustão",
Alberto Luchetti, quando um profissional apela para o sensacionalismo,
consegue uma audiência momentânea mas acaba perdendo
a credibilidade junto ao público. "A minha maior
alegria é saber que o programa não virou mais manchete
de jornais e revistas por ter explorado o sensacionalismo barato.
Nossa proposta é fazer um programa popular sem ser popularesco",
teoriza Luchetti, se referindo aos episódios do "sushi
erótico" e do garoto deficiente Rafael, o Latininho,
que foram "atrações" no programa e alvos
de críticas do público e da imprensa.
Novato na programação de domingo, o apresentador
do "Domingo Show", Gilberto Barros, acredita que a
necessidade de alcançar altos índices de audiência
faz os profissionais apelarem para atrações de
baixo nível. "Isto já faz parte do sistema,
mas não vai acontecer comigo. Estou tentando fazer um
programa mais solidário e humano para toda família
assistir", promete Gilberto, repetindo uma ladainha adotada
por todos. Para seguir a mesma linha, o comediante Tom Cavalcante
garante que até alterou o teor das piadas para apresentar
o "Megatom". Como a produção estava prevista
inicialmente para ser exibida nas noites de sábado, Tom
lembra que só manteve os quadros mais leves. Mesmo sabendo
da pressão por audiência num dominical, o comediante
cearense garante que não vai apelar. "Meu público
é completamente diferente do dos outros programas. Quem
quiser ver mulheres seminuas numa banheira, que mude de canal",
alfineta.
Responsável pela direção geral do programa
"Domingo Legal", Roberto Manzoni, o Magrão,
avisa que o quadro "A Banheira do Gugu" vai passar
a ter uma exibição mais esporádica nesse
ano. "É uma atração meio batida",
reconhece Magrão. Mas quadros como "ET e Rodolfo",
em que a dupla invade a casa de artistas, continua tendo espaço
no programa. Magrão acredita que a produção
comandada por Gugu Liberato é mais visada pela crítica
porque, segundo ele, é a líder de audiência
no horário em alguns momentos. "A gente bate a Globo.
E tem mais: o 'Megatom' está com os dias contados. Vamos
atropelá-lo", exagera Magrão. "Eles só
nos vencem quando apelam, como no programa em que levaram o Wellington,
irmão do Zezé di Camargo, sem a metade da orelha",
reduz Luchetti.
Entretenimento
Alheio à guerra das emissoras mais assistidas, o ator
Eri Johnson, que recentemente estreou à frente de um programa
de auditório na CNT, o "Fui ao Vivo", ressalta
que seu único compromisso é com o entretenimento.
"O público quer atrações leves e engraçadas.
Esta é minha proposta. Não vou ficar repetindo
as atrações dos outros", avisa Eri. Luchetti
diz que outro problema é a cópia descarada das
concorrentes. Ele lembra que o "Domingão do Faustão"
foi o responsável pela projeção do Padre
Marcelo no cenário nacional e também precursor
nos quadros "Videoke" e "Pegadinhas". "Só
que os concorrentes banalizaram estes quadros. Devo até
tirar o videoke do ar", promete Luchetti.
Quem segue o caminho oposto das demais emissoras é a Band.
A emissora, que no próximo domingo estréia novos
quadros no "Show do Esportes", pretende continuar sendo
uma alternativa para o público. "Sabemos que concorrer
com Gugu e Faustão é difícil. Mas o público
esportivo é dos mais fiéis que existem", acredita
Helen Dasty, assistente de direção artística
da Traffic. Mesmo em tempos que a concorrência aos domingos
era marcada por imagens apelativas, a Band conseguia ser uma
alternativa ao festival de bundas e apresentação
de pagodeiros e sertanejos, chegando a manter uma média
de 8 pontos no Ibope.
Descolada Chris
não se furta de discutir qualquer assunto no ar
Foto: Divulgação
Num passe de mágica
Nova apresentadora
do "Quiz MTV", Chris Nicklas ganha destaque no canal
fazendo "milagres" ao vivo
André Bernardo
TV Press
A VJ Chris Nicklas costuma comparar a profissão de
apresentadora com a de mágico. Segundo ela, o fato de
comandar um programa ao vivo exige que o apresentador "saiba
tirar coelhos da cartola" a cada instante. Foi justamente
isso que aconteceu no último dia da campanha da luta contra
a Aids, realizado em 3 de dezembro. Ao lado da VJ Soninha, Chris
se viu obrigada a improvisar durante as cinco horas em que apresentou
o espetáculo. Por conta do desembaraço demonstrado,
esta carioca de 34 anos foi convidada pela MTV para substituir
Adriane Galisteu no "Quiz". "Nesta profissão,
lida-se com o imprevisível o tempo todo. Não dá
para ter medo de pagar mico", garante.
Além de estrear como apresentadora do "Quiz",
Chris também apresenta o "Central MTV". No novo
programa, ela mostra o que os artistas gostam de fazer quando
não estão no estúdio ou no palco. Para ela,
a rápida ascensão na MTV se deve ao jeitão
"descolado" que tem ao abordar assuntos delicados,
como uso de drogas e prevenção contra Aids. "Só
não faço propaganda neonazista. Quanto ao resto,
não tenho pudores", afirma. Não por acaso,
Chris já foi sondada pela Band para apresentar o "Show
do Esporte". Na ocasião, porém, a emissora
optou por Sabrina Parlatore. "Não tenho essa ambição.
Afinal, não me identifico com nada do que vejo na tevê
aberta", garante.
Entrevista/Chris
Nicklas
O que achou do convite da MTV para substituir Adriane Galisteu
no "Quiz"?
Chris Nicklas - Achei um barato. Além do mais, ele dá
continuidade ao projeto que eu tinha no "Supernova 2"
que era de trabalhar com estudantes. A única diferença
é que o programa perdeu um pouco do clima de "sacanagem".
Hoje, o "Quiz" está menos teen e mais light.
Até as perguntas ficaram mais sérias. Quando assumi,
resolvi dar um toque novo. Isso sempre acontece quando há
troca de apresentadores.
Você não teme de ser comparada à Adriane
Galisteu?
Chris - Sei que estou sujeita a isso, mas o que vou fazer? O
público adora isso. Mesmo sabendo que não dá
para comparar duas pessoas completamente diferentes. A Adriane
faz o tipo "mulherão". Eu já sou mais
"moleca". Não tem muito o que comparar. O importante
é que assumi o chamado horário nobre da MTV. Isso
me deixa orgulhosa.
Como você avalia a atual tendência do mercado
televisivo de importar apresentadores surgidos na MTV?
Chris - Hoje, a MTV é um exemplo de irreverência.
Quando digo irreverência, me refiro ao fato de não
termos medo de arriscar. Às vezes, damos um passo maior
que a perna. "Ops! Fiz burrada!". Isso acontece. O
importante é que não colocamos um texto na boca
de ninguém. A gente deixa o bicho correr solto para ver
o que acontece. Na época do "Supernova 2", fui
pega de surpresa por várias vezes. Mas isso era legal.
As pessoas falavam o que vinha à cabeça. Ninguém
media palavras ou coisa parecida.
No ano passado, você chegou a ser convidada pela
Band para fazer o "Show do Esporte". O que você
acha de, um dia, trabalhar na tevê aberta?
Chris - Não sei se é isso que quero para mim. Na
verdade, não tenho essa ambição. Nesta corrida
desenfreada pela audiência, as pessoas metem os pés
pelas mãos e acabam fazendo burrada. Não acho difícil
que surja uma proposta que me deixe absolutamente deslumbrada.
Mas não há dinheiro no mundo que pague um apresentador
para ele falar sobre algo em que não acredita ou mostrar
algo que ele próprio não quer ver.
Embora não tenha de se preocupar com audiência,
você não sofre nenhum tipo de pressão por
parte da MTV?
Chris - Já "canelei" muito para chegar até
aqui. Sei que tenho jogo de cintura. Ou, pelo menos, procuro
ter. Um diretor, por exemplo, já me disse que pago mico
sem medo de ser feliz. Não tem essa de "ah, sobre
isso eu não falo!" ou, então, "isso eu
não faço porque não vai pegar bem..."
Só não faço propaganda neonazista. Quanto
ao resto, não tenho pudores. Se não ficou bom hoje,
procuro fazer melhor amanhã. Não sou do tipo que
dorme deprimida por causa disso ou daquilo.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
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A semana
Show do Esporte
Joana Prado e Marcelinho Carioca estréiam como apresentadores
no "Show do Esporte", hoje, às 14 horas, na
Band. A loura comanda o "Em Forma com a Feiticeira",
um quadro informativo sobre condicionamento físico, que
sempre vai trazer um convidado do mundo esportivo. Já
o atacante do Corinthians apresenta o "Só Garra",
um programa que mostra instituições, clubes e escolas
que formam futuros atletas.
"Você Decide"
Suspense na história do "Você Decide"
desta terça, às 22 horas, na Globo. No episódio
"Vício de Matar", continuação
de "Forró Bandido", Marcos Paulo volta a interpretar
Teodoro, um ex-matador profissional. Agora casado com Marlene
(Zezé Polessa), ele é chantageado por marginais
que ameaçam assassinar Marlene. Teodoro acaba fazendo
o serviço, mas acaba procurado pela polícia. Ele
vai ter de decidir, então, se entrega ou se foge e volta
à bandidagem.
50 anos de TV
A Globo começa a exibir nesta quarta, às 22 horas
uma série de especiais em comemoração aos
50 anos da tevê brasileira e ao seu 35º aniversário.
O primeiro dos sete programas especiais da série "50
Anos de Televisão" vai ter como tema "A TV na
Vida do Brasileiro" para falar da interação
do veículo com o povo. Com 50 minutos de duração,
o especial será uma espécie de crônica e
vai mostrar declarações de telespectadores relembrando
momentos da tevê brasileira.
"Zapping"
O "Zapping" desta sexta, às 22h45, na Record,
exibe uma entrevista com Solange Castro Neves. A autora de "Laços
de Família", próxima novela da emissora, fala
sobre a trama, que está prevista para estrear no dia 8
de maio. Solange revela a história dos personagens principais
e fala sobre os atores do elenco. O "Zapping" também
traz reportagem sobre a legião de fãs do seriado
"Arquivo X".
Novidades na TV
Programada
A apresentadora Adriane Galisteu já tem planos para um
novo programa na MTV. A moça, que apresentava na emissora
musical o "Quiz", só esperou a poeira do Carnaval
baixar para discutir com os diretores da emissora o formato do
novo programa. "Acredito que vai dar para conciliar o programa
com o 'Superpop'", afirma Adriane. Nada está decidido
ainda, mas trabalho, com certeza, vai acumular.
Papel indefinido
Mesmo sem saber do perfil do personagem, Luciano Szafir acertou
um papel em "Uga, Uga", próxima novela da 7
da Globo. A história escrita por Carlos Lombardi é
a segunda novela na carreira de Luciano - a estréia foi
em "Anjo Mau". Só que, para fazer esta novela,
ele vai ter de deixar a apresentação do "Você
Decide" - existe uma norma na Globo em que o ator não
pode participar de duas produções ao mesmo tempo.
Comportada
A atriz Juliana Silveira está escalada para a próxima
novela das 8 da Globo. Depois de ter feito uma participação
como uma garota de programa em "Pecado Capital", Juliana
volta com um papel mais comportado. A atriz não sabe muito
sobre a personagem a não ser que vai ser o papel de uma
garota certinha, melhor amiga da filha do personagem de Tony
Ramos.
Boquiaberto
O ator Flávio Galvão gostou do humor de "Zorra
Total". Depois de ter gravado uma participação
no quadro da Ofélia, Flávio volta ao programa para
participar do quadro "Nerso, o Terrível", de
Pedro Bismarck. Flávio vai fazer o papel de um dentista,
que vai cuidar dos dentes da mulher de Nerso.
Arquivo histórico
Com o término das gravações de "A Muralha",
o figurino vai continuar a ser utilizado. O Ministério
da Cultura resolveu lançar mão do figurino de época
dos personagens para montar uma exibição sob a
colonização do Brasil no início do século
16.
Conversa de botequim
Quinto ano de "Sai
de Baixo" estréia hoje com muitas novidades
André Bernardo
TV Press
Tudo começou em 1995, quando o ator Luiz Gustavo decidiu
vender a idéia de uma sitcom para o SBT. Na ocasião,
Sílvio Santos não se interessou pelo projeto. O
que o dono do SBT não imaginava é que o "Sai
de Baixo" acabaria se transformando, na Globo, no mais forte
adversário do "Topa Tudo por Dinheiro", com
uma média de audiência em torno dos 35 pontos. Cinco
anos depois, "Sai de Baixo" passa por algumas reformulações.
Previsto para reestrear hoje, a nova fase do humorístico
dominical vai ser ambientada tanto no já famoso apartamento
do Arouche quanto em um bar, que vai funcionar no térreo
do prédio. Segundo Juca Filho, o redator final do programa,
o desafio vai ser manter os problemas de uma típica família
de classe média em um ambiente etílico. "Vamos
acostumar o público aos poucos. Se a idéia do bar
não der certo, voltamos para o apartamento", ressalva.
A confusão vai ter início quando Caco Antibes,
vivido por Miguel Falabella, resolve comprar um luxuoso bar e
Vavá, interpretado por Luiz Gustavo, se mete no negócio.
Sem teto e sem dinheiro, Vavá abandona a profissão
de agente de turismo, arrenda um boteco e coloca a família
para trabalhar. Inconformado, Caco fica com raiva porque não
gosta de trabalhar e nem quer saber de ver Magda, personagem
de Marisa Orth, pegando no pesado. Os dois vão brigar,
se separar e fazer as pazes. No final das contas, Magda vai trabalhar
como garçonete, Neide Aparecida, papel de Márcia
Cabrita, como cozinheira e Vavá como gerente. Como Cassandra,
interpretada por Aracy Balabanian, vai ser sócia da birosca,
Vavá vai continuar tendo de aturar a irmã por um
bom tempo. "Um humorístico semanal não pode
ficar eternamente confinado num apartamento. Já um bar
pode render as mais engraçadas situações",
acredita Falabella.
A idéia de ambientar o "Sai de Baixo" em um
bar partiu do diretor de criação da Globo, Daniel
Filho. Em dezembro do ano passado, ele convocou o redator do
programa, Juca Filho, para uma reunião e disse que o humorístico
precisava de alguma novidade para o quinto ano. A fonte de inspiração
partiu do seriado "Friends", exibido atualmente pela
Sony e Rede TV!, que usa como cenário um bar chamado Central
Perk. A introdução de um bar na trama é
a deixa para a inclusão de novos personagens.
Um dos novos personagens vai ser um cabeleireiro gay que tem
um salão no Arouche e é o grande responsável
pelo visual espalhafatoso de Cassandra. Como ela não paga
o sujeito, ele também não quita a conta no bar.
Jorge Fernando, o diretor de "Vila Madalena", promete
conciliar as gravações da novela das sete com os
ensaios no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo,
onde vai interpretar o cabeleireiro. "No 'Sai de Baixo',
tudo é muito engraçado e verdadeiro. Não
tem essa coisa chata de claquete", compara. Arlete Salles
também não esconde a satisfação.
A atriz vai ser uma viúva alcoólatra amiga de Cassandra.
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