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ANotícia
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Editorial
O temor da água
Misto
de preocupação e ansiedade marca hoje a abertura
do Semana Mundial da Água. A cada ano que passa, aumentam
os temores com o futuro da humanidade, em dificuldades para ter
acesso ao líquido vital. E cada vez mais esse acesso é
limitado. Já virou bordão a constatação
de que água será o principal motivo das disputas
entre os povos no século 21. E em escala ainda superior
às guerras travadas pelo petróleo. Se essa previsão
ganhou conotação de vaticínio, a atenção
e conseqüente preservação e proteção
dos mananciais hídricos ainda parecem distantes. A Semana
Mundial da Água talvez seja mais uma oportunidade de iniciar
a reversão desse quadro: não temos por que contribuir
para a concretização de previsões apocalípticas.
E o século 21 começa em nove meses.
Com a crescente pressão humana sobre a natureza, talvez
poucos sistemas sofram tantos danos como sofre o de recursos
hídricos. Limitadíssima, a disponibilidade de água
passível de utilização humana é cada
vez menor. Se toda a água do mundo fosse resumida a cem
gotas, 97 delas estariam nos oceanos, inviável para o
consumo.
Mesmo assim, as agressões não param. Embora seja
claro que a humanidade não tem a menor chance de sobreviver
sem o produto - e corre sérios riscos com sua escassez
-, as reservas de água doce são inapelavelmente
atacadas. É o esgoto "in natura" despejado diretamente
no rio que cruza a cidade; é a extração
de minerais ao lado de mananciais sem qualquer preocupação;
enfim, uma contribuição e tanto para o desastre.
A própria agricultura, dependente extrema, na maioria
das vezes utiliza os recursos hídricos sem qualquer planejamento,
como se fossem inesgotáveis.
Água é uma questão de saúde. Em dois
anos, foi responsável pela internação em
hospital de dois milhões de brasileiros. Nenhuma outra
causa atinge tal número. Nem é preciso vasculhar
estatísticas do Nordeste para apurar o subdesenvolvimento
nos índices de saneamento: as desenvolvidas regiões
Sul e Sudeste também apresentam números vergonhosos.
Seguindo a tradição política brasileira
do imediatismo e a visão caolha de futuro, nossos governantes
não se interessam pela constatação de que,
para cada quatro reais investidos em saneamento, se economizam
dez nos hospitais. É desse desleixo que brota a mortandade,
devido à diarréia, a infecções intestinais
e a outras mazelas.
A água também já vem se transformando no
cavalo de batalha das próximas privatizações
brasileiras. Uma vez desatados os nós das concessões
- as maiores empresas públicas de abastecimento são
estaduais, mas as concessões pertencem aos municípios
-, a iniciativa privada entrará com força no setor.
Convém acompanhar de perto esse processo, que já
chegou ao Brasil e em breve aportará em Santa Catarina.
Somente quando a escassez e os desastres naturais começaram
a surgir pelo mundo é que a preocupação
passou a se tornar realidade. A Semana Mundial da Água,
por exemplo, só foi criada em 1992. Mas é inegável
que a preocupação ambiental vem crescendo. É
de fundamental importância que o debate não fique
restrito aos próximos sete dias. A omissão pode
custar muito caro à humanidade.
Artigos
Blindagens
Boris Fausto
São cada vez mais freqüentes os anúncios
classificados dos jornais oferecendo blindagem de carros. Sobre
o assunto, a revista "Veja" (edição de
15/3) estampou uma página de orientação
aos consumidores. Responde-se a perguntas do tipo: "Vale
a pena blindar o carro apenas pela metade?" "O motor
deve ser também blindado?" "Há alguma
forma de proteger os pneus?" Quase ao mesmo tempo, a "Gazeta
Mercantil" (edição de 14/3) publicou uma reportagem
sobre blindagem de casas e apartamentos, com esclarecimentos
ao consumidor que, guardadas as diferenças, vão
na mesma linha. Insiste-se no cuidado que se deve tomar com a
proteção de partes específicas do imóvel,
como trancas e fechaduras, e se indica uma gradação
de preços de acordo com o tamanho da residência
e outros fatores.
Não é o caso de criticar essas reportagens. Infelizmente,
elas não tratam de esquisitices de gente rica. Pelo contrário,
orientam adequadamente consumidores, por certo abonados, na compra
de equipamentos que podem salvar a própria vida e a de
seus parentes.
Não há exagero na afirmação. Há
algumas semanas, em uma rua movimentada de São Paulo,
um empresário escapou da morte, nas mãos de assaltantes
motorizados, porque a blindagem de seu automóvel resistiu
a tiros de metralhadora. Logo adiante, um jovem delegado de polícia
não teve a mesma sorte.
A multiplicação de medidas protetoras é
um reflexo visível do clima de insegurança que
domina as grandes cidades brasileiras. Esse clima há muito
tempo deixou de ser rotulado de paranóia. Diante da impotência
ou da incapacidade dos poderes públicos para lidar com
o problema da violência, vamos nos acostumando a essas
medidas, como se fossem providências normais em qualquer
cidade: guardas de rua, em ronda ou protegidos em "bunkers"
caindo aos pedaços; ruas fechadas, graças ao prestígio
de determinados habitantes; alarmes de carro que disparam fora
de hora, produzindo um inferno de poluição; cercas
eletrificadas; coletes à prova de bala; apartamentos e
automóveis blindados etc.
Para completar a cena, cito um exemplo que merece parágrafo
à parte por ser sobretudo agressivo em vez de defensivo:
a proliferação de cães assassinos, cujos
donos são responsáveis pela morte ou a mutilação
de muitas pessoas, vindo as crianças em primeiro lugar.
Até um restaurante teve a brilhante idéia de colocar
uma dessas feras em sua entrada.
Várias medidas protetoras não estão ao alcance
da classe média e muito menos da população
pobre. Além disso, são pobres as principais vítimas
dos nunca demais mencionados cães assassinos: caseiros,
empregadas domésticas, gente à qual não
se presta muita atenção e que tem o estranho hábito
de ainda andar pelas ruas, como se essa fosse uma das destinações
das vias públicas.
Diante da impossibilidade material de blindar seus barracos,
casas, apartamentos etc., talvez a maioria dos cidadãos
encontre um remédio heróico e quem sabe mais eficiente.
Afinal de contas, a blindagem só protege envoltórios
e, mesmo assim, com o risco de deixar alguma coisa de fora. Que
tal apelar para os rituais de magia e fechar o corpo, logo de
uma vez?
Boris Fausto, historiador/SP
... ... ...
Educação calamitosa
Hamilton Alves
Um aluno, egresso de um desses cursos marotos conhecidos por
supletivo, concorreu a um pequeno teste para ingressar numa escola
profissionalizante. O teste constava de coisas elementares, três
das quais o dito aluno me disse que tropeçou. Dividir
5.000 por 100. Ele não sabia fazer essa simples operação
primária. Não é piada, é verídico.
Não sabia nomear os cinco oceanos e muito menos conhecia
o nome do que banha a costa brasileira, o Atlântico. Nunca
ouvira falar do movimento de rotação e translação
da Terra e de suas conseqüências. Considerando tudo,
a escola profissionalizante o admitiu. Se o aluno quer correr
o risco de uma aventura, a escola não vai atrapalhá-lo.
Pergunto o seguinte: por que se permite o funcionamento de um
curso (supletivo) que não ensina nada, que não
capacita os alunos ao ingresso em qualquer área superior
ou mesmo para exercer outra atividade profissional? O aluno sai
desses cursos inteiramente mutilado. Onde está o Ministério
da Educação, que autoriza o funcionamento dessas
escolas?
O que se está fazendo contra esses jovens é um
crime nefando, com a cobertura e complacência dos responsáveis
(?) pelo educação neste País.
Sempre desconfiei dos cursos supletivos. Em um ano e meio, querem
enfiar na cabeça de alunos muitas vezes despreparados
ou que fazem mal o 1º grau noções que demandam
o período normal de três anos, que deveria ser o
mínimo exigível para a formação de
quem quer alcançar os patamares superiores da universidade
ou profissional.
Claro, o candidato, como dito, admitido à escola profissionalizante,
provavelmente conseguirá novo diploma. Será certamente
um mau profissional, que baterá com a cabeça em
dificuldades até que um dia aprenda a exercer a profissão.
Mas a que preço?
Com tal desmando e irresponsabilidade caminha a educação
neste País, sob o olhar benevolente de FHC e cupinhada,
que dão a nós todos, brasileiros, a impressão
que a tudo assistem de camarote.
Outro dia, anunciou-se um programa de conclusão do 2º
grau em quatro meses.
Nesse passo, a vaca segue irremediavelmente para o brejo.
Hamilton Alves, escritor/Florianópolis
... ... ...
Uma história
e o corvo branco
Samuel Silva Araújo
Lembrei-me das famigeradas estradas vicinais que os governadores
queriam construir para transportar as minguadas ou até
mesmo inexistentes safras agrícolas de seus Estados ao
ler, em AN de 29/2/2000, a nota "Corvo Branco" em Urubici,
onde o governador Esperidião Amin foi participar da Festa
das Hortaliças.
Naquele momento, pensada ou impensadamente, o governador comprometeu-se
publicamente, como é comum acontecer nestas épocas
eleitoreiras, a concluir os últimos e inacabados 14 quilômetros
de pavimentação asfáltica de uma pequena
rodovia, que se arrasta pelos últimos 30 anos, subjugando,
perversa e incompreensivelmente, os produtores e o povo daquela
região.
A época era propícia para a realização
dos mirabolantes projetos dos governadores, porque coincidia
com a inusitada manifestação dos banqueiros americanos
que queriam investir, a longo prazo, no Brasil.
Delfim Neto, ministro da Fazenda, não podendo atender
aos pedidos de recursos para os Estados, porque os cofres do
Tesouro estavam vazios, deu grande estímulo aos governadores
para que se direcionassem ao mercado financeiro internacional,
com assessoria do seu próprio ministério, e captassem,
em moeda forte, os valores de que necessitavam para realização
de seus sonhados projetos.
A euforia foi grande. Todos queriam dinheiro muito e fácil.
Governadores, secretários de Fazenda e presidentes de
bancos estaduais se enfileiravam às portas do Senado,
em Brasília, à espera das indispensáveis
autorizações, como determina a Constituição,
para que seus Estados pudessem contratar empréstimos em
moeda estrangeira.
A garantia que os banqueiros exigiam era, espertamente, a do
Banco do Brasil, na qualidade de agente financeiro do Tesouro
Nacional, porque tinha poderes para emitir moeda.
O dólar exercia fascínio irrefreável. De
um lado, os Estados queriam realizar seus projetos com ênfase
para a construção de rodovias vicinais; do outro,
os empreiteiros de terraplenagem, que sentiam, na palma das mãos,
uma misteriosa cócega.
Era uma orgia das mais instigantes assistir à desenvoltura
de políticos e representantes de banqueiros internacionais
nos restaurantes de luxo de Brasília. Instalara-se ali
a "Feira Nacional do Dólar". Os envolvidos nas
negociações cumprimentavam-se, euforicamente, embalados,
não só pela originalidade dos negócios,
como pelo efeito dos generosos vinhos de famosas adegas francesas.
Os banqueiros internacionais embevecidos - não mais pelos
cocares dos índios e das gigantes cobras da Amazônia
-, mas pelo misterioso milagre brasileiro, entregavam o dinheiro
fácil, e os empréstimos se multiplicavam vertiginosamente.
Até os bancos estaduais, clones de casas bancárias
de terceira categoria (hoje falidos), foram autorizados pelo
Bacen a contratar recursos, também em dólares,
para incrementar seus negócios.
E, assim, os brasileiros, pelas mãos de seus legítimos
representantes, ao longo de dez anos, endividaram-se em centenas
de bilhões de dólares sem saber por que e como
pagá-los. O milagre brasileiro era uma farsa. Hoje, somos
escravos do FMI.
Para a pavimentação dos 14 quilômetros da
pequena rodovia de Urubici, cuja conclusão é esperada
pelos seus esquecidos jurisdicionados, há mais de trinta
anos, espera-se não sejam necessários dólares
de bancos americanos e nem a garantia do bondoso Banco do Brasil.
O governador Amin, de quem muito se espera para corrigir injustiças,
como esta de Urubici, e entrar no rumo certo para eleger o próximo
governador, vai, certamente, resolver esse insignificante problema,
porque não iria se deslocar de seu confortável
palácio para se banquetear com as mais tenras hortaliças
e iludir, com promessas vãs, a comunidade daquele município.
A promessa feita em público deverá ser honrada.
O governador deve ter suficiente autoridade, no DER-SC, para
ver sua ordem acatada. Afinal, admite-se que os recursos provenientes
da arrecadação de multas, pelo milionário
DER, que se vale de seus pardais eletrônicos, sobre os
humanos e desprotegidos cidadãos, possa construir esta
e muitas outras pequenas rodovias para pronta-entrega.
Os plantadores da serra do Corvo Branco e as populações
de Urubici e São Joaquim aguardam, incontinenti, o início
das obras de sua saudável "rodovia das Hortaliças".
Samuel Silva Araújo, advogado/saara.joi@zaz.com.br
Cartas
Salário mínimo
Mas que culpa tem a população brasileira de
estar recebendo o mínimo de R$ 136,00 e se pela felicidade
de ter um pequeno aumento resultará num "déficit"
na Previdência Social? O que nos constrange são
os supersalários dos deputados, dos senadores e agora
dos juízes, e nem falam de "déficit".
Por que o trabalho árduo de cada cidadão, que mereceria
muito mais, não é valorizado? Em que tipo de país
democrático estamos vivendo, se não temos a chance
de dar nossa opinião para juntos decidirmos o melhor para
o Brasil? Não me conformo com a idéia de sermos
lembrados somente nas épocas de eleições.
Está na hora de os que estão no poder darem mais
chances para os que querem falar e de ter ouvidos para ouvir
e saber avaliar. O grande problema é quando o poder sobe
na cabeça.
Eleni Baum, Irineópolis/SPRI@newage.com.br
... ... ...
"Sehr geehrte
Damen und Herren"
Sou brasileira, nascida em Presidente Nereu-SC mas criada
em Joinville desde o primeiro ano de vida. Hoje moro em Wolfsburg,
na Alemanha, onde sou funcionária da Volkswagen desde
1996, logo depois que me formei em engenharia civil na FEJ. Estou
contando um pouco de minha vida, para que possam imaginar melhor
o quanto eu me alegro em poder ler notícias, principalmente
de Joinville e de Santa Catarina, pela Internet. Até parece
que a distância não é tão grande assim!
Quando leio o jornal A Noticia, me sinto quase que "em casa".
Dani Pavesi-Leupold, Wolfsburg/Niedersachsen/Alemanha/
MLeupold@wolfsburg.de
... ... ...
Monte Castelo
Passava pela praça Monte Castelo, em Joinville, quando
solenidade militar ali se desenvolvia. Parei para ver a homenagem
que se prestava a nossos pracinhas da FEB, muitos ainda vivos,
aí presentes.
Na cerimônia, coube ao veterano Fernando Pieke, de Jaraguá
do Sul, o hastamento da bandeira. Um tenente aproximou-se dele,
querendo orientá-lo como fazer. Piske falou-lhe algo,
e o tenente, meio sem jeito, afastou-se. De longe, vendo a solenidade,
imaginei que Piske deve ter-lhe dito: "Jovem, já
vesti o uniforme de Caxias defendendo essa bandeira na luta contra
os nazi-fascistas entricheirados nas montanhas. Nesta data, no
topo de Monte Castelo, a desfraldamos em honra aos mortos em
combate e aos feridos".
Altair Reinehr, em carta publicada dia 22/2/2000 e em outras
anteriores, vem sempre buscando fatos não-verdadeiros
para contestar essa história. Ele tem como nação
a Prússia e para lá deveria ir e ficar.
Orlando de Souza, Joinville
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Os lucros do petróleo
As contas são do jornalista Aloysio Biondi. Entre fevereiro
do ano passado e janeiro de 2000, o campo de Marlim, na bacia
de Campos, duplicou a produção. Hoje, são
400 mil barris diários extraídos pela Petrobras.
Ao ano, é claro, são 150 milhões de barris.
Multiplique-se por 30 dólares o barril, e tem-se aí
a bagatela de quase R$ 9 bilhões ao ano. Biondi observa
que, mesmo que o preço do barril baixe para 25 dólares,
como aguarda o mercado, ainda assim o País vai produzir
algo em torno de R$ 7,5 bilhões. Não bastasse isso,
pesquisas indicam que ainda existe muito petróleo na bacia,
além da elevada produtividade de extração.
Mas aonde Biondi quer chegar? "O Brasil tirou na Mega Sena
mas ninguém sabe", afirma o jornalista, lembrando
que o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou as descobertas
em Campos pessoalmente. Com mais umas continhas, Biondi garante
que o País pode faturar, ou melhor, deixar de gastar com
importações e ainda ganhar algum, uns R$ 720 bilhões
em vinte anos. No entanto, o governo federal já se empenhou
em lotear os campos, e talvez não demore muito para até
Petrobras ser tirada do negócio. Com certeza, Biondi tem
razão ao denunciar a chance que o País pode perder
em não manter o comando sobre os campos de petróleo.
Faltou explicar como a Petrobras pretende distribuir os lucros
entre os brasileiros.
Cortes em Jaraguá
Devido ao alto índice de inadimplentes residenciais, estimado
em cerca de 14% da população, ou dois mil domicílios,
a agência regional da Celesc está planejando para
a primeira quinzena de abril um corte de luz programado. O corte
será anunciado com a intenção de forçar
os consumidores a quitarem suas dívidas. O chefe da agência
da Celesc, Luiz de Freitas Melro Neto, ressalta que o índice
de inadimplentes residenciais é um dos mais altos do Estado.
A data do corte programado ainda não foi decidida, mas
será na primeira quinzena de abril, entre os dias de terça
a quinta-feira. "Será praticamente um mutirão",
observa. O valor das contas em atraso não foi revelado
pelo chefe da agência.
E-maconha
Estava demorando. Na última sexta, uma autoridade em combate
a drogas na Inglaterra garantiu que a Internet é a nova
arma dos traficantes para ampliar a venda de drogas. Pelos cálculos,
pelos menos 1.100 sites oferecem desde maconha a heroína.
O método de compra é semelhante à aquisição
de um CD ou livro pela rede: basta fornecer o número do
cartão de crédito e esperar o produto em casa.
Espertos, os traficantes de semana em semana fecham um site e
inauguram outro para escapar das investigações.
Não vai demorar para a novidade chegar por aqui.
Ituporanga
A dupla Chitãozinho e Xororó é a grande
atração desta sexta-feira na abertura da Festa
Nacional da Cebola. Em uma franqueza surpreendente, os organizadores
do evento garantem que a festa retorna depois de quatro anos,
porque "não havia o que comemorar" anteriormente.
Com 140 mil toneladas, Ituporanga é o maior produtor nacional
de cebola. A produtividade do município, de 22 toneladas
por hectare, fica acima da média estadual. Com programação
intensa, a festa será encerrada pelos pagodeiros do Art
Popular na noite de domingo. Pelo menos 50 mil pessoas devem
passar pelo Parque da Cebola.
Achievement
A segunda geração da Júnior Achievement
entra em ação este ano. Num dos grupos formados
em Florianópolis, pais que passaram pelo programa serão
os responsáveis pelo treinamentos. O projeto Mini Júnior
Achievement foi criado para jovens se familiarizarem com a administração
mediante conselhos e palestras ministrados por executivos de
grandes empresas. Neste semestre, o programa conta com 525 alunos,
distribuídos entre Florianópolis, Blumenau e Criciúma.
Bronca
Munido de números e mais números, o vereador Maurício
Pacheco (PT) anda criticando de forma contundente os deputados
federais com base eleitoral em Blumenau. "É por isso
que Blumenau nunca recebe recursos do governo federal. Nosso
deputados só lembram que a cidade existe na hora de pedir
o voto dos blumenauenses", ataca o petista, indignado com
a fato de emendas de Paulo Gouvêa da Costa e João
Pizzollati beneficiarem outras cidades, além de Blumenau.
Das críticas, só escapou Renato Vianna. Todos os
citados por Pacheco são adversários de Décio
Lima (PT) na briga pela reeleição.
Satélites
O Instituto de Eletrônica de Potência (Inep), ligado
ao departamento de engenharia elétrica da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), será responsável
pela criação da uma fonte de energia para os satélites
indianos. Os aparelhos serão lançados nos próximos
anos pelo Centro Espacial da Índia. De acordo com informações
divulgadas pela Radiobrás, o trabalho está em desenvolvimento
há nove meses e, segundo Ivo Barbi, supervisor do Inep,
a cooperação técnica com a Índia
significará também o intercâmbio de pesquisadores.
O governo indiano também manifestou interesse em estabelecer
acordos de cooperação com o Brasil na área
espacial. Técnicos brasileiros viajam à Índia,
no segundo semestre, para conhecer o programa espacial do país.
Curtas
Livros - A assessoria de comunicação
do Ministério da Educação esclarece que
os livros reprovados em avaliações não chegam
até os alunos da rede pública de ensino. A avaliação
nas publicações é realizada antes da compra
dos livros.
Telefones - Estão à venda pela Telesc
terminais telefônicos em Florianópolis (prefixos
222, 223, 224, 322, 324, 244, 248, 348, 233, 234), Blumenau (222,322),
São José (247) e em Içara, Descanso, Itá,
Joaçaba e Ouro Verde (todos os prefixos). Informações
pelo telefone 106.
Povos indígenas - Vai ser instalado às
17 horas de hoje, no auditório do palácio do governo,
em Florianópolis, o Conselho dos Povos Indígenas.
Composto por seis entidades, o conselho será de responsabilidade
da Secretaria da Justiça e Cidadania.
Frases
"Entregarei tudo que
sei aos parlamentares catarinenses na próxima semana.
Uma CPI no Estado é de extrema importância."
Pompeo de Mattos, deputado federal (PDT/RS), integrante
da comissão parlamentar de inquérito que apura
o tráfico de drogas
"A gente joga um pouco,
mas como tem de trabalhar acaba deixando a bola de lado. Meus
pais precisam de dinheiro."
R. S. M., 15 anos, catador de papel em Chapecó,
ao abandonar o sonho de ser jogador de futebol
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