Joinville         -          Segunda-feira, 20 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

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Editorial

O temor da água

Misto de preocupação e ansiedade marca hoje a abertura do Semana Mundial da Água. A cada ano que passa, aumentam os temores com o futuro da humanidade, em dificuldades para ter acesso ao líquido vital. E cada vez mais esse acesso é limitado. Já virou bordão a constatação de que água será o principal motivo das disputas entre os povos no século 21. E em escala ainda superior às guerras travadas pelo petróleo. Se essa previsão ganhou conotação de vaticínio, a atenção e conseqüente preservação e proteção dos mananciais hídricos ainda parecem distantes. A Semana Mundial da Água talvez seja mais uma oportunidade de iniciar a reversão desse quadro: não temos por que contribuir para a concretização de previsões apocalípticas. E o século 21 começa em nove meses.
Com a crescente pressão humana sobre a natureza, talvez poucos sistemas sofram tantos danos como sofre o de recursos hídricos. Limitadíssima, a disponibilidade de água passível de utilização humana é cada vez menor. Se toda a água do mundo fosse resumida a cem gotas, 97 delas estariam nos oceanos, inviável para o consumo.
Mesmo assim, as agressões não param. Embora seja claro que a humanidade não tem a menor chance de sobreviver sem o produto - e corre sérios riscos com sua escassez -, as reservas de água doce são inapelavelmente atacadas. É o esgoto "in natura" despejado diretamente no rio que cruza a cidade; é a extração de minerais ao lado de mananciais sem qualquer preocupação; enfim, uma contribuição e tanto para o desastre. A própria agricultura, dependente extrema, na maioria das vezes utiliza os recursos hídricos sem qualquer planejamento, como se fossem inesgotáveis.
Água é uma questão de saúde. Em dois anos, foi responsável pela internação em hospital de dois milhões de brasileiros. Nenhuma outra causa atinge tal número. Nem é preciso vasculhar estatísticas do Nordeste para apurar o subdesenvolvimento nos índices de saneamento: as desenvolvidas regiões Sul e Sudeste também apresentam números vergonhosos. Seguindo a tradição política brasileira do imediatismo e a visão caolha de futuro, nossos governantes não se interessam pela constatação de que, para cada quatro reais investidos em saneamento, se economizam dez nos hospitais. É desse desleixo que brota a mortandade, devido à diarréia, a infecções intestinais e a outras mazelas.
A água também já vem se transformando no cavalo de batalha das próximas privatizações brasileiras. Uma vez desatados os nós das concessões - as maiores empresas públicas de abastecimento são estaduais, mas as concessões pertencem aos municípios -, a iniciativa privada entrará com força no setor. Convém acompanhar de perto esse processo, que já chegou ao Brasil e em breve aportará em Santa Catarina.
Somente quando a escassez e os desastres naturais começaram a surgir pelo mundo é que a preocupação passou a se tornar realidade. A Semana Mundial da Água, por exemplo, só foi criada em 1992. Mas é inegável que a preocupação ambiental vem crescendo. É de fundamental importância que o debate não fique restrito aos próximos sete dias. A omissão pode custar muito caro à humanidade.


Artigos

Blindagens

Boris Fausto

São cada vez mais freqüentes os anúncios classificados dos jornais oferecendo blindagem de carros. Sobre o assunto, a revista "Veja" (edição de 15/3) estampou uma página de orientação aos consumidores. Responde-se a perguntas do tipo: "Vale a pena blindar o carro apenas pela metade?" "O motor deve ser também blindado?" "Há alguma forma de proteger os pneus?" Quase ao mesmo tempo, a "Gazeta Mercantil" (edição de 14/3) publicou uma reportagem sobre blindagem de casas e apartamentos, com esclarecimentos ao consumidor que, guardadas as diferenças, vão na mesma linha. Insiste-se no cuidado que se deve tomar com a proteção de partes específicas do imóvel, como trancas e fechaduras, e se indica uma gradação de preços de acordo com o tamanho da residência e outros fatores.
Não é o caso de criticar essas reportagens. Infelizmente, elas não tratam de esquisitices de gente rica. Pelo contrário, orientam adequadamente consumidores, por certo abonados, na compra de equipamentos que podem salvar a própria vida e a de seus parentes.
Não há exagero na afirmação. Há algumas semanas, em uma rua movimentada de São Paulo, um empresário escapou da morte, nas mãos de assaltantes motorizados, porque a blindagem de seu automóvel resistiu a tiros de metralhadora. Logo adiante, um jovem delegado de polícia não teve a mesma sorte.
A multiplicação de medidas protetoras é um reflexo visível do clima de insegurança que domina as grandes cidades brasileiras. Esse clima há muito tempo deixou de ser rotulado de paranóia. Diante da impotência ou da incapacidade dos poderes públicos para lidar com o problema da violência, vamos nos acostumando a essas medidas, como se fossem providências normais em qualquer cidade: guardas de rua, em ronda ou protegidos em "bunkers" caindo aos pedaços; ruas fechadas, graças ao prestígio de determinados habitantes; alarmes de carro que disparam fora de hora, produzindo um inferno de poluição; cercas eletrificadas; coletes à prova de bala; apartamentos e automóveis blindados etc.
Para completar a cena, cito um exemplo que merece parágrafo à parte por ser sobretudo agressivo em vez de defensivo: a proliferação de cães assassinos, cujos donos são responsáveis pela morte ou a mutilação de muitas pessoas, vindo as crianças em primeiro lugar. Até um restaurante teve a brilhante idéia de colocar uma dessas feras em sua entrada.
Várias medidas protetoras não estão ao alcance da classe média e muito menos da população pobre. Além disso, são pobres as principais vítimas dos nunca demais mencionados cães assassinos: caseiros, empregadas domésticas, gente à qual não se presta muita atenção e que tem o estranho hábito de ainda andar pelas ruas, como se essa fosse uma das destinações das vias públicas.
Diante da impossibilidade material de blindar seus barracos, casas, apartamentos etc., talvez a maioria dos cidadãos encontre um remédio heróico e quem sabe mais eficiente. Afinal de contas, a blindagem só protege envoltórios e, mesmo assim, com o risco de deixar alguma coisa de fora. Que tal apelar para os rituais de magia e fechar o corpo, logo de uma vez?

Boris Fausto, historiador/SP

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Educação calamitosa

Hamilton Alves

Um aluno, egresso de um desses cursos marotos conhecidos por supletivo, concorreu a um pequeno teste para ingressar numa escola profissionalizante. O teste constava de coisas elementares, três das quais o dito aluno me disse que tropeçou. Dividir 5.000 por 100. Ele não sabia fazer essa simples operação primária. Não é piada, é verídico. Não sabia nomear os cinco oceanos e muito menos conhecia o nome do que banha a costa brasileira, o Atlântico. Nunca ouvira falar do movimento de rotação e translação da Terra e de suas conseqüências. Considerando tudo, a escola profissionalizante o admitiu. Se o aluno quer correr o risco de uma aventura, a escola não vai atrapalhá-lo.
Pergunto o seguinte: por que se permite o funcionamento de um curso (supletivo) que não ensina nada, que não capacita os alunos ao ingresso em qualquer área superior ou mesmo para exercer outra atividade profissional? O aluno sai desses cursos inteiramente mutilado. Onde está o Ministério da Educação, que autoriza o funcionamento dessas escolas?
O que se está fazendo contra esses jovens é um crime nefando, com a cobertura e complacência dos responsáveis (?) pelo educação neste País.
Sempre desconfiei dos cursos supletivos. Em um ano e meio, querem enfiar na cabeça de alunos muitas vezes despreparados ou que fazem mal o 1º grau noções que demandam o período normal de três anos, que deveria ser o mínimo exigível para a formação de quem quer alcançar os patamares superiores da universidade ou profissional.
Claro, o candidato, como dito, admitido à escola profissionalizante, provavelmente conseguirá novo diploma. Será certamente um mau profissional, que baterá com a cabeça em dificuldades até que um dia aprenda a exercer a profissão. Mas a que preço?
Com tal desmando e irresponsabilidade caminha a educação neste País, sob o olhar benevolente de FHC e cupinhada, que dão a nós todos, brasileiros, a impressão que a tudo assistem de camarote.
Outro dia, anunciou-se um programa de conclusão do 2º grau em quatro meses.
Nesse passo, a vaca segue irremediavelmente para o brejo.

Hamilton Alves, escritor/Florianópolis

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Uma história
e o corvo branco

Samuel Silva Araújo

Lembrei-me das famigeradas estradas vicinais que os governadores queriam construir para transportar as minguadas ou até mesmo inexistentes safras agrícolas de seus Estados ao ler, em AN de 29/2/2000, a nota "Corvo Branco" em Urubici, onde o governador Esperidião Amin foi participar da Festa das Hortaliças.
Naquele momento, pensada ou impensadamente, o governador comprometeu-se publicamente, como é comum acontecer nestas épocas eleitoreiras, a concluir os últimos e inacabados 14 quilômetros de pavimentação asfáltica de uma pequena rodovia, que se arrasta pelos últimos 30 anos, subjugando, perversa e incompreensivelmente, os produtores e o povo daquela região.
A época era propícia para a realização dos mirabolantes projetos dos governadores, porque coincidia com a inusitada manifestação dos banqueiros americanos que queriam investir, a longo prazo, no Brasil.
Delfim Neto, ministro da Fazenda, não podendo atender aos pedidos de recursos para os Estados, porque os cofres do Tesouro estavam vazios, deu grande estímulo aos governadores para que se direcionassem ao mercado financeiro internacional, com assessoria do seu próprio ministério, e captassem, em moeda forte, os valores de que necessitavam para realização de seus sonhados projetos.
A euforia foi grande. Todos queriam dinheiro muito e fácil.
Governadores, secretários de Fazenda e presidentes de bancos estaduais se enfileiravam às portas do Senado, em Brasília, à espera das indispensáveis autorizações, como determina a Constituição, para que seus Estados pudessem contratar empréstimos em moeda estrangeira.
A garantia que os banqueiros exigiam era, espertamente, a do Banco do Brasil, na qualidade de agente financeiro do Tesouro Nacional, porque tinha poderes para emitir moeda.
O dólar exercia fascínio irrefreável. De um lado, os Estados queriam realizar seus projetos com ênfase para a construção de rodovias vicinais; do outro, os empreiteiros de terraplenagem, que sentiam, na palma das mãos, uma misteriosa cócega.
Era uma orgia das mais instigantes assistir à desenvoltura de políticos e representantes de banqueiros internacionais nos restaurantes de luxo de Brasília. Instalara-se ali a "Feira Nacional do Dólar". Os envolvidos nas negociações cumprimentavam-se, euforicamente, embalados, não só pela originalidade dos negócios, como pelo efeito dos generosos vinhos de famosas adegas francesas.
Os banqueiros internacionais embevecidos - não mais pelos cocares dos índios e das gigantes cobras da Amazônia -, mas pelo misterioso milagre brasileiro, entregavam o dinheiro fácil, e os empréstimos se multiplicavam vertiginosamente. Até os bancos estaduais, clones de casas bancárias de terceira categoria (hoje falidos), foram autorizados pelo Bacen a contratar recursos, também em dólares, para incrementar seus negócios.
E, assim, os brasileiros, pelas mãos de seus legítimos representantes, ao longo de dez anos, endividaram-se em centenas de bilhões de dólares sem saber por que e como pagá-los. O milagre brasileiro era uma farsa. Hoje, somos escravos do FMI.
Para a pavimentação dos 14 quilômetros da pequena rodovia de Urubici, cuja conclusão é esperada pelos seus esquecidos jurisdicionados, há mais de trinta anos, espera-se não sejam necessários dólares de bancos americanos e nem a garantia do bondoso Banco do Brasil. O governador Amin, de quem muito se espera para corrigir injustiças, como esta de Urubici, e entrar no rumo certo para eleger o próximo governador, vai, certamente, resolver esse insignificante problema, porque não iria se deslocar de seu confortável palácio para se banquetear com as mais tenras hortaliças e iludir, com promessas vãs, a comunidade daquele município.
A promessa feita em público deverá ser honrada. O governador deve ter suficiente autoridade, no DER-SC, para ver sua ordem acatada. Afinal, admite-se que os recursos provenientes da arrecadação de multas, pelo milionário DER, que se vale de seus pardais eletrônicos, sobre os humanos e desprotegidos cidadãos, possa construir esta e muitas outras pequenas rodovias para pronta-entrega.
Os plantadores da serra do Corvo Branco e as populações de Urubici e São Joaquim aguardam, incontinenti, o início das obras de sua saudável "rodovia das Hortaliças".

Samuel Silva Araújo, advogado/saara.joi@zaz.com.br


Cartas

Salário mínimo

Mas que culpa tem a população brasileira de estar recebendo o mínimo de R$ 136,00 e se pela felicidade de ter um pequeno aumento resultará num "déficit" na Previdência Social? O que nos constrange são os supersalários dos deputados, dos senadores e agora dos juízes, e nem falam de "déficit". Por que o trabalho árduo de cada cidadão, que mereceria muito mais, não é valorizado? Em que tipo de país democrático estamos vivendo, se não temos a chance de dar nossa opinião para juntos decidirmos o melhor para o Brasil? Não me conformo com a idéia de sermos lembrados somente nas épocas de eleições. Está na hora de os que estão no poder darem mais chances para os que querem falar e de ter ouvidos para ouvir e saber avaliar. O grande problema é quando o poder sobe na cabeça.

Eleni Baum, Irineópolis/SPRI@newage.com.br

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"Sehr geehrte
Damen und Herren"

Sou brasileira, nascida em Presidente Nereu-SC mas criada em Joinville desde o primeiro ano de vida. Hoje moro em Wolfsburg, na Alemanha, onde sou funcionária da Volkswagen desde 1996, logo depois que me formei em engenharia civil na FEJ. Estou contando um pouco de minha vida, para que possam imaginar melhor o quanto eu me alegro em poder ler notícias, principalmente de Joinville e de Santa Catarina, pela Internet. Até parece que a distância não é tão grande assim! Quando leio o jornal A Noticia, me sinto quase que "em casa".

Dani Pavesi-Leupold, Wolfsburg/Niedersachsen/Alemanha/ MLeupold@wolfsburg.de

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Monte Castelo

Passava pela praça Monte Castelo, em Joinville, quando solenidade militar ali se desenvolvia. Parei para ver a homenagem que se prestava a nossos pracinhas da FEB, muitos ainda vivos, aí presentes.
Na cerimônia, coube ao veterano Fernando Pieke, de Jaraguá do Sul, o hastamento da bandeira. Um tenente aproximou-se dele, querendo orientá-lo como fazer. Piske falou-lhe algo, e o tenente, meio sem jeito, afastou-se. De longe, vendo a solenidade, imaginei que Piske deve ter-lhe dito: "Jovem, já vesti o uniforme de Caxias defendendo essa bandeira na luta contra os nazi-fascistas entricheirados nas montanhas. Nesta data, no topo de Monte Castelo, a desfraldamos em honra aos mortos em combate e aos feridos".
Altair Reinehr, em carta publicada dia 22/2/2000 e em outras anteriores, vem sempre buscando fatos não-verdadeiros para contestar essa história. Ele tem como nação a Prússia e para lá deveria ir e ficar.

Orlando de Souza, Joinville

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Apontamentos

Os lucros do petróleo
As contas são do jornalista Aloysio Biondi. Entre fevereiro do ano passado e janeiro de 2000, o campo de Marlim, na bacia de Campos, duplicou a produção. Hoje, são 400 mil barris diários extraídos pela Petrobras. Ao ano, é claro, são 150 milhões de barris. Multiplique-se por 30 dólares o barril, e tem-se aí a bagatela de quase R$ 9 bilhões ao ano. Biondi observa que, mesmo que o preço do barril baixe para 25 dólares, como aguarda o mercado, ainda assim o País vai produzir algo em torno de R$ 7,5 bilhões. Não bastasse isso, pesquisas indicam que ainda existe muito petróleo na bacia, além da elevada produtividade de extração. Mas aonde Biondi quer chegar? "O Brasil tirou na Mega Sena mas ninguém sabe", afirma o jornalista, lembrando que o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou as descobertas em Campos pessoalmente. Com mais umas continhas, Biondi garante que o País pode faturar, ou melhor, deixar de gastar com importações e ainda ganhar algum, uns R$ 720 bilhões em vinte anos. No entanto, o governo federal já se empenhou em lotear os campos, e talvez não demore muito para até Petrobras ser tirada do negócio. Com certeza, Biondi tem razão ao denunciar a chance que o País pode perder em não manter o comando sobre os campos de petróleo. Faltou explicar como a Petrobras pretende distribuir os lucros entre os brasileiros.

Cortes em Jaraguá
Devido ao alto índice de inadimplentes residenciais, estimado em cerca de 14% da população, ou dois mil domicílios, a agência regional da Celesc está planejando para a primeira quinzena de abril um corte de luz programado. O corte será anunciado com a intenção de forçar os consumidores a quitarem suas dívidas. O chefe da agência da Celesc, Luiz de Freitas Melro Neto, ressalta que o índice de inadimplentes residenciais é um dos mais altos do Estado. A data do corte programado ainda não foi decidida, mas será na primeira quinzena de abril, entre os dias de terça a quinta-feira. "Será praticamente um mutirão", observa. O valor das contas em atraso não foi revelado pelo chefe da agência.

E-maconha
Estava demorando. Na última sexta, uma autoridade em combate a drogas na Inglaterra garantiu que a Internet é a nova arma dos traficantes para ampliar a venda de drogas. Pelos cálculos, pelos menos 1.100 sites oferecem desde maconha a heroína. O método de compra é semelhante à aquisição de um CD ou livro pela rede: basta fornecer o número do cartão de crédito e esperar o produto em casa. Espertos, os traficantes de semana em semana fecham um site e inauguram outro para escapar das investigações. Não vai demorar para a novidade chegar por aqui.

Ituporanga
A dupla Chitãozinho e Xororó é a grande atração desta sexta-feira na abertura da Festa Nacional da Cebola. Em uma franqueza surpreendente, os organizadores do evento garantem que a festa retorna depois de quatro anos, porque "não havia o que comemorar" anteriormente. Com 140 mil toneladas, Ituporanga é o maior produtor nacional de cebola. A produtividade do município, de 22 toneladas por hectare, fica acima da média estadual. Com programação intensa, a festa será encerrada pelos pagodeiros do Art Popular na noite de domingo. Pelo menos 50 mil pessoas devem passar pelo Parque da Cebola.

Achievement
A segunda geração da Júnior Achievement entra em ação este ano. Num dos grupos formados em Florianópolis, pais que passaram pelo programa serão os responsáveis pelo treinamentos. O projeto Mini Júnior Achievement foi criado para jovens se familiarizarem com a administração mediante conselhos e palestras ministrados por executivos de grandes empresas. Neste semestre, o programa conta com 525 alunos, distribuídos entre Florianópolis, Blumenau e Criciúma.

Bronca
Munido de números e mais números, o vereador Maurício Pacheco (PT) anda criticando de forma contundente os deputados federais com base eleitoral em Blumenau. "É por isso que Blumenau nunca recebe recursos do governo federal. Nosso deputados só lembram que a cidade existe na hora de pedir o voto dos blumenauenses", ataca o petista, indignado com a fato de emendas de Paulo Gouvêa da Costa e João Pizzollati beneficiarem outras cidades, além de Blumenau. Das críticas, só escapou Renato Vianna. Todos os citados por Pacheco são adversários de Décio Lima (PT) na briga pela reeleição.

Satélites
O Instituto de Eletrônica de Potência (Inep), ligado ao departamento de engenharia elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será responsável pela criação da uma fonte de energia para os satélites indianos. Os aparelhos serão lançados nos próximos anos pelo Centro Espacial da Índia. De acordo com informações divulgadas pela Radiobrás, o trabalho está em desenvolvimento há nove meses e, segundo Ivo Barbi, supervisor do Inep, a cooperação técnica com a Índia significará também o intercâmbio de pesquisadores. O governo indiano também manifestou interesse em estabelecer acordos de cooperação com o Brasil na área espacial. Técnicos brasileiros viajam à Índia, no segundo semestre, para conhecer o programa espacial do país.


Curtas

Livros - A assessoria de comunicação do Ministério da Educação esclarece que os livros reprovados em avaliações não chegam até os alunos da rede pública de ensino. A avaliação nas publicações é realizada antes da compra dos livros.

Telefones - Estão à venda pela Telesc terminais telefônicos em Florianópolis (prefixos 222, 223, 224, 322, 324, 244, 248, 348, 233, 234), Blumenau (222,322), São José (247) e em Içara, Descanso, Itá, Joaçaba e Ouro Verde (todos os prefixos). Informações pelo telefone 106.

Povos indígenas - Vai ser instalado às 17 horas de hoje, no auditório do palácio do governo, em Florianópolis, o Conselho dos Povos Indígenas. Composto por seis entidades, o conselho será de responsabilidade da Secretaria da Justiça e Cidadania.


Frases

"Entregarei tudo que sei aos parlamentares catarinenses na próxima semana. Uma CPI no Estado é de extrema importância."
Pompeo de Mattos
, deputado federal (PDT/RS), integrante da comissão parlamentar de inquérito que apura o tráfico de drogas

"A gente joga um pouco, mas como tem de trabalhar acaba deixando a bola de lado. Meus pais precisam de dinheiro."
R. S. M.
, 15 anos, catador de papel em Chapecó, ao abandonar o sonho de ser jogador de futebol

 
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