Joinville         -          Segunda-feira, 26 de Março de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















MUDANÇA
Seis mil famílias que residem em Araquari mas vivem em função de Joinville serão beneficiadas com a transferência de loteamentos: área é uma das mais carentes em infra-estrutura da cidade

Joinville assume área
carente de Araquari

Projeto do vereador Luiz da Luz já foi sancionado pelo prefeito Luiz Henrique e vai para análise da Assembléia

Marco Aurélio Braga

Uma das regiões mais pobres do município de Araquari está sendo entregue a Joinville. A maior cidade do Estado vai ter a missão de tentar resolver os graves problemas de saneamento básico que sofre a população dos loteamentos Itaipu, Ana Júlia, Gabriela, Jardim Edilene, Maria Francisca e uma parte do Estêvão de Mattos, que estão localizados no bairro Paranaguamirim, em área de Araquari, mas cujos moradores trabalham e votam em Joinville. As duas cidades nunca fizeram grandes obras na região.
O projeto do vereador Luiz da Luz (PPB), sancionado pelo prefeito Luiz Henrique da Silveira, trata da anexação de 4,28% (17,65 km2) da área total de Araquari - onde estão localizados os seis loteamentos - a Joinville. A administração joinvilense ficará com uma das áreas mais carentes em infra-estrutura básica da região. O autor do projeto entende que haverá benefícios para os moradores. "São cerca de seis mil famílias que já vivem em função de Joinville. Elas não estão em nada atreladas a Araquari. Joinville sempre arcou com o ônus. Agora, a região será beneficiada com melhores recursos", garante Luiz da Luz.
A passagem das terras de Araquari para Joinville já estava ocorrendo gradualmente. Em julho de 1997, os dois municípios haviam fechado um convênio, que se encerraria em dezembro deste ano e previa um consórcio para execução de obras e serviços nas regiões limítrofes das cidades vizinhas. Com o convênio, a administração joinvilense se responsabilizava pela conservação de ruas, coleta de lixo, iluminação pública e transporte coletivo.
A Prefeitura de Araquari, na época, assumiu a responsabilidade de proceder a desafetação de até 70% da área de seu domínio ocupada no loteamento Jardim Edilene, cabendo a Joinville a recolocação dos ocupantes e a realização das obras de infra-estrutura da área. Nas áreas de educação e saúde, os dois municípios, em conjunto, iriam assegurar os dois serviços. Além destas promessas, a Prefeitura de Araquari repassaria os valores provenientes do recolhimento das taxas de iluminação pública, coleta de lixo e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos loteamentos. Para administrar o consórcio foi formado um conselho que somaria esforços e resolveria os problemas básicos das famílias.
Quase três anos depois do acordo, pouca coisa mudou nos seis loteamentos, que, juntos, somam uma população de quase 25 mil pessoas. O bairro continua com infra-estrutura básica precária, numa espécie de favela horizontal. O esgoto é a céu aberto. Ratos e baratas invadem as casas e o mau cheiro é constante. Crianças que brincam nas ruas dos loteamentos freqüentemente caem na rede de esgoto e ficam sujeitas a doenças. Postos policial e de saúde, escola e creche são assuntos até agora utópicos. Os moradores cansaram de reclamar para a Prefeitura de Araquari. A Prefeitura de Joinville pouco aparece na região, mas fornece mais ajuda do que a cidade onde a área pertence.
A Prefeitura de Joinville, segundo a assessoria de imprensa, já tem planos de melhorias para os loteamento, mas o projeto primeiro deve passar pela Assembléia Legislativa. O prefeito de Araquari, Francisco Airton Garcia, vê com alívio a passagem da área para Joinville. Segundo ele, os loteamentos estão longe do perímetro de Araquari e há dificuldades de deslocar caminhões e máquinas para fazer melhorias no local. Garcia destaca que a aprovação do projeto é um antigo desejo das duas administrações. "É um ponto em que não se está tratando somente de estrutura, mas uma questão social. Joinville está mais próximo para atender essas pessoas, nós estamos 15 quilômetros distante da comunidade", justifica.
Em contrapartida, Araquari ganhará 1% (1,15 km 2) da área de Joinville, conforme o projeto, que passou pela Diretoria de Geografia, Cartografia e Estatística da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Integração ao Mercosul (SDE) antes de ser aprovado. A proposta também será apresentada para análise da Assembléia Legislativa. O 1% em questão é de área rural que está localizada no loteamento Estêvão de Mattos e está mais próxima de Araquari.


NECESSIDADES
Moradores têm esperança de melhorar as condições de vida nos loteamentos

Famílias reivindicam
saneamento básico

Falta de tubulação para escoamento do esgoto é a principal reclamação dos moradores de Araquari

A quase totalidade das pessoas que moram nos seis loteamentos que pertencem a Araquari deseja que Joinville assuma a responsabilidade sobre a área. A maior preocupação dos moradores é com o saneamento básico (esgoto a céu aberto) e a falta de uma escola na região. "Araquari nunca fez nada por esses loteamentos. Joinville tem mais dinheiro e deve assumir e realizar melhorias aqui no bairro", diz a dona-de-casa Maria dos Santos Ribeiro, 34 anos.
Os moradores afirmam que o principal problema no bairro é a falta de tubulação de esgoto. A céu aberto, as valas causam temor nos pais que observam os filhos brincarem em águas sujas e correm o risco de contrair alguma doença. O filho de dois anos de Maria dos Santos se distraiu e caiu numa dessas valas. A mãe fez vários exames, mas não comprovou nada grave. "Estamos sempre atentos para qualquer imprevisto, mas esse esgoto é um horror. Dali saem ratos e baratas que infestam as casas", salienta.
O carpinteiro Aristeu Pompeo, 22 anos, que trabalha e vota em Joinville, também acha que a região precisa de tubulação de esgoto urgente. Ele concorda que a responsabilidade da região deve passar para Joinville. "Foi Joinville que forneceu água e luz para nós que estávamos em área de invasão. A cidade tem muito mais condições do que Araquari para nos beneficiar", diz.
Para o desempregado Alécio Alves da Silva, 50 anos, outras melhorias devem ser realizadas nos loteamentos. Uma escola pública, creche e posto de saúde estão entre as prioridades. "A escola fica muito longe, as crianças chegam tarde em casa", conta. O vigilante Dirceu Boreto, 36 anos, entende que o bairro deve receber ajuda no saneamento básico e na construção de escolas. Para ele, Joinville tem mais a contribuir para os loteamentos do que Araquari. "Eu trabalho em Joinville e nem conheço direito Araquari", revela.
O vereador Luiz da Luz diz que o projeto deve ser aprovado em breve na Assembléia Legislativa e já há garantia por parte do governo estadual de construção de uma escola no loteamento Jardim Edilene. (MAB)


Área invadida começa a ser
regularizada e lotes são pagos

A maioria das famílias que residem nos seis loteamentos do Paranaguamirim que agora devem passar para Joinville é de fora do Estado. Naturais do Paraná, Rio Grande do Sul ou interior de São Paulo, há moradores que estão no bairro há mais de dez anos e chegaram através de invasões. A área, porém, começa a ser regularizada e a população paga pelos lotes de terra onde estão erguidas as pequenas residências.
Em abril de 1998, trinta e cinco famílias que invadiram a área da Prefeitura de Araquari, no Jardim Edilene, ainda aguardavam providências das autoridades dos dois municípios. Morando praticamente dentro do mangue, elas sofriam com as freqüentes subidas de maré que até as impediam de sair das casas. As famílias então resolveram invadir áreas próximas, também da Prefeitura.
Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar fatias de investimentos começa depois de quase três anos das concessões.  AN_Economia 
Em 98, as crianças eram as mais atingidas pelas ocupações em lugares de pouca estrutura. Pelo fato de a área pertencer a outro município, a Prefeitura de Joinville pouco podia fazer para resolver o problema. As cozinhas comunitárias da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, mantida pela Fundação Pauli Madi, foi a grande ajuda para quase 50 crianças que viviam nas invasões do Jardim Edilene. "Onde comem 100 crianças podem comer 200. Com certeza conseguiremos não só o almoço para as crianças, mas também o café da manhã e o jantar", anunciou o secretário de Bem-Estar Social de Joinville, Osmari Fritz, que entrou em contado com o padre Luiz Fachini, responsável pelas cozinhas comunitárias.
A Prefeitura de Joinville sempre tomou a frente das iniciativas. Além da ajuda da Secretaria de Bem-Estar Social, a Secretaria de Habitação chegou a cadastrar os invasores para serem beneficiados com novos terrenos regularizados.
A população também sofreu com a violência das desocupações. A mais violenta operação de reintegração de posse aconteceu em 1998, quando a PM chegou a agredir alguns invasores. (MAB)


Enquete

Você apoia a anexação de área de Araquari a Joinville?

"Joinville tem mais competência e dinheiro para administrar a região. Acho que vai melhorar muito saindo da responsabilidade de Araquari". Milton Bonifácio, 57 anos, pedreiro.

"Pago água, luz e a prestação do terreno em Joinville porque não passar tudo direto para o município? Araquari não consegue nem limpar os valos da rua". Diomara Borges Cardoso, 20 anos, dona de casa

"Espero que melhore passando para Joinville. Aqui a última vez que passou uma patrola foi em novembro do ano passado. É uma vergonha. O esgoto sem tubulação também é um perigo para as crianças". Luiz Rechenbach, 28 anos, operador de máquina

"Joinville tem mais estrutura para assumir essa região e também é mais próximo de nós. Aqui falta asfalto, creche, colégio, posto de saúde e posto policial. Não tem nada nesse bairro". Vanderli Gonçalves, 25 anos, desempregado

"Tenho filhos pequenos e esse esgoto é o maior perigo. Não sei quem vai assumir isso aqui, mas desde que faça alguma coisa já está bom". Tereza dos Santos, 32 anos, dona de casa

"Por mim, qualquer um dos municípios pode assumir desde que faça alguma coisa, principalmente na área de saneamento básico. O posto de saúde mais próximo fica a uma hora daqui". Manoel Emílio Gonçalves, 30 anos, pintor

"Acho melhor Joinville assumir tudo isso. Não tem posto de saúde, escola nem tubulação de esgoto. Acho que Araquari nem sabe que existe o Jardim Edilene". Angela Nunes, 21 anos, dona de casa

"Joinville está mais próximo de nós do que Araquari. O prefeito já sabe das nossas necessidades, só não pode ficar nesse empurra-empurra. Aqui falta muita coisa, como esgoto e ruas iluminadas. Não tem nada". Vilmar Cigrza, 29 anos, autônomo


Enfim joinvilenses

O Projeto de Lei nº 164/99, de autoria do vereador Luiz da Luz (PPB), que autoriza a anexação e o desmembramento de área, deu entrada na Câmara de Vereadores de Joinville, no dia 20/6/99 com a seguinte mensagem:
Art. 1º ­ Fica autorizado a Anexação do Município de Joinville, de áreas dos Loteamentos Itaipu, Ana Júlia, Gabriela, Jardim Edilene, Maria Francisca e Parque do Estevão de Mattos, pertencentes ao município de Araquari, conforme descrição constante do Laudo Territorial nº 003/99, emitido pela Secretaria de Estado e Desenvolvimento Econômico e Integração do Mercosul ­ SDE/SC.
Art. 2º ­ Fica autorizado o Desmembramento de área pertencente ao Município de Joinville, a ser anexado ao Município de Araquari, conforme descrição constante do Laudo Territorial nº 003/99.
Em 10/8/99 a Comissão de Legislação, Justiça e Redação e a Comissão de Urbanismo, Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente, deram parecer conjunto favorável à aprovação deste projeto.
Em 17/8/99 foi votado e aprovado em 1ª votação e no dia 18/8/99, em 2ª votação por unanimidade.
No dia 20/8/99, o prefeito de Joinville em exercício José Henrique Carneiro de Loyola, sancionou a Lei nº 3.983, que autoriza a Anexação e Desmembramento de Área, conforme o Projeto de Lei 164/99, a qual foi publicada no Jornal Oficial do Município, no dia 17/9/99.
A área anexada a Joinville, representa 4,28% do município de Araquari, representa 0,1% do Município de Joinville.
Projeto de igual teor foi aprovado pelo município de Araquari. Este projeto possibilitou muitas melhorias para estes loteamentos, tais como telefones públicos, iluminação pública, extensão de rede elétrica, linha de ônibus, coleta de lixo, infra-estrutura e saneamento básico.
É por isso que quero dividir todas essas conquistas, com 90% destas comunidades, que aprovaram o projeto através de abaixo-assinado e que em sua maioria votam e vivem em função de Joinville.
Parabéns, Joinville os recebe de braços abertos.

Luiz da Luz, vereador (PPB)


Paranaguamirim

Paranaguamirim é uma área que embora pertencente ao município de Araquari, é diretamente conurbada com a cidade de Joinville, para onde quase que a totalidade da população daquele bairro se dirige para suprir todas as suas necessidades.
Aquele núcleo, além de distante da sede do nosso município, tem difícil acesso e ainda assim transitando pela cidade de Joinville.
Tais fatos e outros de cunho social, buscando atender anseios da comunidade, fizeram com que em 1997 os prefeitos de Joinville e Araquari com apoio das câmaras municipais firmassem convênio de consórcio onde Joinville passou a atender aquela população prestando serviços na área da saúde, educação, transporte coletivo e outros de abrangência social.
Paraíso
Temperatura amena do começo de outono estimula a descoberta dos tesouros históricos, culturais e artísticos da Ilha de S. Catarina.  AN_Turismo 
Tal situação híbrida ainda assim não completava as necessidades sociais, vez que muitas ações esbarravam em aspectos técnicos e legais, daí culminando em projeto de lei nas esferas municipais, aprovadas pelos poderes legislativos já em análise pela assembléia visando o desmembramento daquele território e sua anexação ao município de Joinville.
Tal medida, que não foi tomada pela vontade expressa de uma ou poucas pessoas, no meu entendimento, abrangeu todo um conjunto de ações e fatos, principalmente na área social que precisavam implementações urgentes, daí cabendo ao administrador público tomar as decisões sempre com os olhos voltados ao bem maior da população, buscando cada vez mais melhorar sua qualidade de vida.

Francisco Airton Garcia, prefeito de Araquari


Chinato vê redução da criminalidade

Secretário mostra dados positivos sobre cidade

Marco Aurélio Braga

O secretário de Segurança Pública, Antenor Chinato Ribeiro, disse no programa "X da Questão", que não há aumento de criminalidade na maior cidade do Estado. Conforme estatística, preparada pela Delegacia Regional de Polícia com base nas ocorrências registradas nas 11 delegacias da cidade, houve queda no número de homicídios dolosos, roubos e furtos em residência. A comparação foi feita com os números do mesmo período do ano passado.
O secretário vê a redução da criminalidade como um ponto importante para uma cidade em que o índice do furto de veículos teve um aumento de 6,67%. "O índice de criminalidade em Joinville é mais baixo do que Florianópolis", destacou Chinato. Conforme a estatística da Polícia Civil, o número de procedimentos instaurados aumentou, mas nos flagrantes houve uma queda.
Chinato solicitou que a população também denuncie casos que acontecem em seus bairros, até mesmo envolvendo policiais. "Não precisa nem se identificar o importante é ligar para os números da polícia em Florianópolis e denunciar as irregularidades ou a presença criminosa", diz.
Durante o programa, o secretário criticou a lentidão dos sistemas de informação do Estado no qual afirmou haver um "grande defasagem de material". Chinato entende que o Departamento de Trânsito (Detran) de Joinville está sofrendo com esse problema, principalmente na confecção de Carteiras de Habilitação.
O secretário diz que o convênio de trânsito envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil e Prefeitura deve sofrer mudanças pelo investimento que estão sendo feitos na cidade pela administração pública. Hoje, os convênios são divididos em 35% para cada polícia e 30% à Prefeitura. Chinato salienta que já está sendo estudado uma forma de mudar a porcentagem e ser dividido o dinheiro conforme o investimento de cada órgão. No entanto, as negociações ainda não estão completamente fechadas. "Em 98 sobrou R$ 600 mil, que são do Estado, sem investimento por parte do município. Houve a cobrança, mas não foi aplicado. Hoje são R$ 378 mil sem investimento, mas há licitação para aquisição de veículos", revela.
"X da Questão" é veiculado pelas emissoras de rádio no sábado. No domingo, o suplemento ANCidade apresenta uma resumo da entrevista. A TV Cidade, através do canal 20, exibe o programa às 17 horas de sábado e, posteriormente, em horários alternativos.


Investigação terá reforço
de 11 policiais civis

O secretário Antenor Chinato, no entanto, descartou a possibilidade da criação de delegacias especializadas em alguns crimes. Segundo ele, não existe mais nenhuma delegacia deste tipo funcionando em Santa Catarina porque os distritos existentes contam com policiais treinados para resolver qualquer tipo de delito.
Quanto aos investimentos na região, o secretário informou que 17 policiais estão sendo transferidos para Joinville onde trabalharão em delegacias e no Detran. São 11 investigadores, quatro comissários e dois inspetores, sendo um para o Departamento de Trânsito. "Um dos nossos melhores funcionários no Detran de Florianópolis está sendo deslocado para Joinville. Será um grande reforço para a cidade em questão de segurança", diz
O próximo entrevistado do programa "X da Questão" será o governador do Estado, Esperidião Amin. O programa foi criado por um pool de empresas de comunicação de Joinville - A Notícia, rádios Colon AM, Cultura, Difusora, Floresta Negra e TV Cidade.(MAB)


Fundação Getúlio Vargas
promove novos cursos

Antônio Anacleto

O coordenador geral de cursos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), professor José Carlos Sardinha, esteve em Joinville na quarta-feira assinando o convênio com a Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc), para a instalação de cursos de pós-graduação em gestão empresarial e marketing. Os cursos são formadores de especialistas para atuar no mercado. Após a assinatura, aconteceu a aula inaugural, com a presença de alunos, professores e convidados da Sociesc.
José Carlos Sardinha é doutor e mestre em administração de empresas pela University of Southern Califórnia, mestre em administração pela PUC-Rio e engenheiro mecânico pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Além da coordenação da FGV, presta consultoria na área de planejamento, controle e custos. É autor do livro "Formação de Preço: A Arte do Negócio" e de outros trabalhos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior.
Segundo ele, a objetivo da FGV, que completa 54 anos neste ano, é gerar e oferecer conhecimento na área da economia e da administração, a fim de formar profissionais que garantam o desenvolvimento do País. Exaltando a qualidade de seus professores, explicou que a estratégia da FGV está em oferecer cursos, garantindo professores atualizados e especializados, enquanto a entidade conveniada participa com o apoio logístico, definindo a áreas de especialização, anunciando, cobrando e oferecendo o espaço. Sardinha não esconde o orgulho em relacionar economistas e administradores que despontam no cenário nacional, que já passaram pelos bancos da fundação. Cita o presidente do Banco Central Armínio Fraga, os ex-ministros Celso Pastore, Francisco Dorneles, Mário Henrique Simonsem e Roberto Campos.
O mestre é defensor do ensino continuado. Falou das constantes mudanças no cenário tecnológico e sugere que todo o profissional busque se reciclar pelo menos a cada oito anos. Segundo ele, em alguns países criou-se o hábito de reservar uma poupança para esta finalidade.
Sobre a realidade brasileira, faz uma análise positiva. Lembra que os números esperados para este ano estão melhores, defende a política implementada pela equipe econômica e cita a queda da inflação como fator preponderante para a estabilidade e confiabilidade para atrair investimentos. Quanto ao neoliberalismo, define de maneira lacônica: "É somente um rótulo".
Ainda sobre os cursos o professor Sardinha diz que no caso joinvilense eles devem ser oferecidos com o custo variando em torno de R$ 9 mil, divididos durante o tempo do curso, de 18 a 20 meses.


Bom atendimento
é o diferencial
na concorrência

Sobre as novidades no campo do marketing, o coordenador geral de cursos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Carlos Sardinha, reafirma a importância de centrar atenção nas necessidades do cliente. Lembra que no cenário atual, com o crescente desenvolvimento tecnológico, qualquer indústria tem facilidade para copiar um produto. Prevalecendo assim a busca pela diferenciação no atendimento.
Charme e força
Dakota R/T 5.2 conjuga potência e estabilidade para disputar mercado altamente competitivo.  AN_Veículos 
Quantos a novos conceitos na área, mencionou os estudos do componente humano, dos impulsos que levam o indivíduo a consumir. "Existe o consumidor movido pela racionalidade, que bem conhece sua necessidade e o produto que lhe é oferecido", classificou. Mas quando o indivíduo tem dúvidas sobre o produto, tenta defender-se buscando o conceito da marca. "É o que chamamos de assimetria informacional, no caso, o cliente se dispõe a pagar mais, abrigando-se na marca do produto", disse.
O último caso citado pelo professor está no hábito de consumo, onde estão itens como luz, telefone, água e outros não menos compulsórios. Para ele, nestes casos existe a necessidade da constituição de órgãos reguladores que, segundo ele, ainda funcionam com precariedade. "Mas ainda estamos aprendendo", minimiza.
Mais informações sobre o curso poderão ser obtidas junto a Sociesc-Capacitação Empresarial, através do telefone 461-0162.

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Aviação confiante
para a Primeirona

Clube do Cubatão ganha a Empreiteira Fortunato como reforço para manter sua tradição no futebol

Roberto Dias Borba

O bairro Cubatão permanece no mapa dos participantes da Primeirona e o futebol tem mais uma vez encontro marcado com as tradições do Aviação Futebol Clube. E tudo por conta de uma parceria que o clube azul e branco conseguiu com a Empreiteira Fortunato. O uniforme com o novo patrocinador e o time para as disputas desta temporada foram apresentados na quinta-feira à noite, na sede do clube.
O vice-presidente e atleta do Aviação, Fabinho de Oliveira Cercal, destaca que o patrocínio é um apoio ao mesmo tempo para o clube, seus jogadores e para a comunidade. "É a união de todos do Cubatão em torno do esporte", garante. Para Odorico Fortunato, representando a empresa patrocinadora, a participação durante 15 anos no futebol profissional trouxe "grandes realizações e muito orgulho, principalmente o título estadual júnior com o JEC em 1997". A presença agora no futebol amador, segundo Odorico Fortunato, está na empolgação de ver o Aviação realizar um trabalho importante com as escolinhas. "Queremos aproveitar os destaques do Aviação nas equipes do JEC", planeja Odorico.
O treinador Nalo Blank, que iniciou a renovação do grupo no ano passado, tem a certeza que o incentivo do patrocínio poderá ser a certeza da continuidade deste trabalho. Cinco ex-juvenis serão lançados por Nalo neste campeonato e o treinador fica satisfeito em ter uma nova oportunidade para colocar jovens num campeonato em que os mais antigos sempre são valorizados.
Everton, 17 anos, e Gílson, 19 anos, são alguns destes exemplos, além de Alexandre, Índio Júnior e Djalma. Gílson, que já teve passagem pelo Aliança de Jaraguá do Sul, acha que é preciso "pensar grande" quando aparece uma chance igual a esta. "Nalo sempre nos orienta e para nós, que somos ex-juvenis, isso ajuda muito", completa o meia Gílson. Os jogadores experientes do Aviação formam um bloco que também defende a Embraco nos jogos do Sesi - Everaldo, Nélson Preto, Cezinha, Paulo César, Alex, Alceonir, Weslei Pequeno, Josi, Maciel, Betinho, Maurício Sarrafo e Maurício.


Estádio será
revitalizado

Osvaldo de Oliveira Cercal, o Teté, depois de quase três décadas, trocou de funções. Aposentado e cansado de tantas andanças, o ex-presidente deixou a diretoria executiva do Aviação para ser apenas o presidente de honra. Antes da troca, sendo substituído no comando pelos filhos Nélson Preto como presidente e Fabinho o vice, Teté conseguiu finalmente ver o sonho de ampliação do estádio do clube, que é em sua homenagem, sair do papel.
As valas para drenagem já estão à espera da tubulação. Logo em seguida será a vez da colocação do alambrado. Esta definição aconteceu há menos de um mês com a ajuda direta da Prefeitura. O empurrão que o Aviação precisava veio com Marco Tebaldi, secretário municipal da Habitação. E de uma só vez, numa área de 41 mil metros quadrados, estarão concentrados três campos - o Estádio Osvaldo de Oliveira Cercal e outro para as escolinhas do Aviação, além de outro espaço para o Minerasil, "despejado" de seu antigo local de jogos.
"Gosto de me identificar com o esporte e as pessoas que fazem seu dia a dia, podendo através de uma decisão política trazer algo em retribuição", explica Tebaldi. O projeto do Aviação ganha peso por envolver crianças. "Não precisamos pensar em formar craques, mas ajudar estas crianças a formar seu caráter", completa. Com verba federal, além do Aviação, União Mildau e Avaí poderão ter alambrados em seus campos. (RDB)


Ipiranga e Döhler vencem
na abertura do tiro ao alvo

A equipe da Sociedade Ipiranga conquistou o título de campeã masculina do torneio-início do campeonato citadino de tiro ao alvo seta, que nesta temporada terá novamente o patrocínio da Perfiltech. No feminino, sobressaíram-se as atiradoras da Döhler. O torneio foi realizado nos estandes do próprio Ipiranga, transformando-se em grande confraternização por reunir todas as equipes participantes do citadino.
Na classificação final do masculino, o Ipiranga somou 853 pontos, contra 838 do Alvorada e 836 da Tupy. No feminino, a Döhler marcou 556, a Rio da Prata 541 e a Esmeralda 538.
Alcançaram pontuação máxima (60 pontos) os seguintes atiradores: Rubens Bergmann (Tupy), Norberto Hintz (Esmeralda) e Cleuza Mendes (Alvorada). Foram premiados ainda os melhores atiradores de cada naipe - Norberto Hintz no masculino e Cleuza Mendes no feminino.
O campeonato começa para valer nesta segunda-feira, com a primeira etapa sendo disputada na Sociedade Rio da Prata, em Pirabeiraba, estendendo-se até sexta-feira.
Participam Esmeralda, Döhler, Dona Francisca, Ipiranga, Tupy, Embraco, Akros, XV Diana, Comfio e Piraí, Alvorada, Cidade das Flores, 25 de Agosto, Rio da Prata, Estrela, Grenil, Vera Cruz, União Mildau e Cruzeiro Joinvilense. Para esta temporada, a novidade é que as equipes estão divididas por chaves (ouro e prata, tanto no masculino quanto no feminino). Com isso, o citadino terá, ao final do ano, quatro equipes campeãs.


Clubes da LJF disputam o
primeira competição do ano

Um total de 11 partidas movimenta neste domingo os clubes que disputarão a Taça Argamassa Quartzolit, a Primeirona da Liga Joinvilense de Futebol (LJF). O torneio-início, que tem a premiação oferecida pelo Tamandaré, em homenagem aos seus 30 anos de fundação, será realizado a partir das 8 horas no Caldeirão, campo do Fluminense do bairro Itaum.
A competição é no estilo mata-mata, prosseguindo no torneio apenas os clubes vencedores. Empates serão resolvidos através de cobranças de tiros livres da marca do pênalti. No ano passado o campeão foi o Linense. A previsão da LJF é realizar a final do torneio às 14h30. Os árbitros André Firmo Filho, Vanderlei Ferreira, Amauri Goulart e Luiz Henrique da Silva, além dos diretores Moacir Nazareno Corrêa e Arnaldo dos Santos, trabalharão no torneio.
A Liga Joinvilense de Futebol espera uma competição movida pela tranquilidade. "O torneio-início serve, basicamente, para confraternização das equipes antes da disputa pelos pontos do campeonato", observa o presidente da LJF, Laudir Zermiani.
Cada partida terá duração de 15 minutos, em dois tempos de 15, sem intervalo segundo o regulamento. Cada equipe poderá substituir jogadores livremente. O atleta expulso terá de cumprir suspensão de um jogo.
O torneio início começa com o confronto Caxias x 25 de Agosto. Na seqüência estão previstos os jogos Palmeiras x Irineu, Serrana x Fluminense, Avaí/Unidos x Tamandaré, Pirabeiraba x América e Linense x Aviação. Depois, os vencedores vão se enfrentando até a definição dos finalistas.
Os vencedores dos confrontos Caxias x 25 de Agosto e Linense x Aviação se classificam diretamente para a semifinal, enquanto os demais ainda terão um jogo a mais, pelas quartas-de-final.


RODADA - Depois do torneio-início, os clubes do futebol amador se voltarão aos preparativos para a primeira rodada da Primeirona, no dia 2 de abril, com os seguintes jogos: 25 de Agosto x Serrana, Linense x Caxias, Irineu x Palmeiras, Pirabeiraba x América, Avaí/Unidos x Tamandaré e Aviação x Fluminense.


Produtor vai criar museu
de bananeiras no Quiriri

Larsen já produz 17 tipos de banana e pretende reunir todas as 50 variedades existentes no Brasil

Herculano Vicenzi
Especial para o AN Cidade

Uma gleba de terra de 400 mil metros quadrados, localizada na comunidade do Quiriri, apresenta aspecto singular que a distingue das demais propriedades rurais do interior joinvilense. Em meio à mata atlântica que predomina na maior parte do terreno, a propriedade conta com uma área de cinco hectares ocupada por um viçoso bananal com uma grande variedade de espécies. São 17 tipos de banana, número que se eleva a mais de 20 se somadas as espécies tradicionalmente cultivadas no município.
O proprietário do bananal é Orlando Larsen, militar reformado de 56 anos que promete reunir dentro de mais algum tempo todas as cerca de 50 variedades de banana existentes no Brasil. "Quero formar um verdadeiro museu de bananeiras vivas e bem produtivas. Paralelamente, vou construir um chalé rústico, para abrigar fotos, pinturas e literatura técnica a respeito do assunto", adianta Larsen.
Entre as variedades estão cinco tipos de banana roxa, três de banana figo, banana ouro, da terra, da terrinha.... A coleção é enriquecida por variedades desenvolvidas em laboratório, entre as quais figuram a Myssouri, FHIA 1, 18 e 21. Todas as espécies são comestíveis e algumas são muito valorizadas comercialmente, caso da banana ouro, que Orlando Larsen consegue colocar no mercado a R$ 1,00 o quilo.

Ervas e temperos

A propriedade não se distingue apenas pelo grande número de espécies de bananeira. O visitante é também surpreendido por expressiva quantidade de ervas medicinais e temperos. São dezenas de espécies, algumas raras e pouco conhecidas, como o boldo cidreira, a alfavaca cítrica, a batata Yacon (dietética), a alfavaca santa, a manjerona italiana e até um cipó que contém insulina natural.
Orlando Larsen revela que seu objetivo é transformar a propriedade em área produtiva e ao mesmo tempo didática. Para atingir esse propósito preparou-se tecnicamente, através de cursos de plasticultura, bananicultura, plantio orgânico, piscicultura e de ervas medicinais, ministrados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).


Plantas ecologicamente corretas

O produtor do Quiriri informa que está se estruturando para ampliar a produção de banana, ervas medicinais, temperos, verduras, legumes e frutas, "tudo sem a utilização de agrotóxicos ou adubos químicos, pois aqui a meta é oferecer ao comprador produtos ecologicamente corretos".
Orlando Larsen diz que produzir exclusivamente pelo método orgânico dá mais trabalho e o produto acaba ficando um pouco mais caro para o consumidor. Mas garante que as vendas, principalmente de temperos, estão indo muito bem, "pois o número de consumidores preocupados com a qualidade ecológica está aumentando consideravelmente".
A produção orgânica, além de beneficiar o consumidor, atende às necessidades da comunidade do Quiriri, afirma Orlando Larsen, ao lembrar que a região é um dos principais nichos ecológicos de Joinville. "Estamos na área por onde passam as principais fontes de água potável do município, sem esquecer que dispomos de grandes e preciosas reservas florestais que abrigam todas as espécies da fauna da mata atlântica. Diante dessa realidade, é preciso ocupar a terra de forma ecológica e, por isso, vejo no cultivo orgânico - com destaque para a produção de temperos e ervas medicinais, que ocupam pequenos espaços - a forma mais adequada de gerar o sustento da terra sem a necessidade de agredi-la", destaca.
Além dos projetos de cultivo, que estão sendo ampliados, Larsen pretende implantar trilhas ecológicas e erguer uma torre no ponto mais alto da propriedade, de onde é possível avistar parte da cidade de Joinville e a baía da Babitonga por inteiro. A meta final do produtor do Quiriri é transformar o sítio em fonte produtora, com apelo didático.
"Quero produzir e vender produtos ecologicamente corretos e também receber visitantes interessados em fazer passeios em trilhas através da mata atlântica e sobretudo aprender a cultivar e preparar ervas medicinais e temperos", diz Orlando Larsen. Interessados em conhecer a propriedade podem fazer contato pelo fone 425.3580. (HV)


Praça central vai
passar por reformas

A total recuperação do prédio histórico da praça Nereu Ramos, no centro de Joinville, onde irá funcionar o Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos (Ipreville), representará também a revitalização daquela praça. O contrato de reforma do prédio foi assinado na última semana no gabinete do prefeito Luiz Henrique da Silveira com a construtora, no valor de R$ 379, 8 mil.
O projeto, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinvile (Ippuj) contempla a reforma e resgate dos mínimos detalhes originais daquela edificação, por tratar-se de um patrimônio tombado pelo Estado e por ser um marco da arquitetura moderna. Foi o primeiro prédio de Joinville a ser construído com laje de concreto.
O prédio de três pavimentos foi inaugurado em 1937 pelo presidente da República Getúlio Vargas para ser o posto do correio e foi referencial por várias décadas como centro cívico de Joinville. Nos últimos anos, até 1997, funcionou como sede da Secretaria Municipal de Turismo.
A Prefeitura vai aproveitar o momento de reforma do prédio para revitalizar a praça Nereu Ramos, resgatando aspectos urbanísticos como jardins, iluminação e pavimento, assim como a despoluição visual, retirada das instalações sanitárias anexas ao prédio, deslocamento do palco e readequação do posto policial.
O imóvel pertence atualmente ao Ipreville, que o adquiriu no final de 1998 no processo de capitalização imobiliária do instituto. No andar térreo haverá a recepção, sala de convivência e auditório com 80 lugares. No segundo piso, funcionará a administração do Ipreville (diretoria, contabilidade, benefícios) e no terceiro piso, o arquivo.
Criado em meados de 1996, a principal missão do Ipreville é administrar o fundo que vai garantir a previdência dos servidores públicos do município. O presidente do instituto, Afonso Carlos Fraiz, destacou que um dos pontos que garantiram o sucesso do Ipreville foi a relação de 2x1 entre a cota patronal (18%) e conta do trabalhador (9%). Em 1996, o fundo tinha em caixa R$ 4,3 milhões e no final do ano passado o patrimônio total era de R$ 53, 5 milhões, um crescimento de 1.128%.


Conurb começa
limpar muros e tapumes

A Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb) iniciou o trabalho de limpeza de muros, placas, postes, tapumes e pontos de ônibus da região central da cidade. O objetivo é diminuir a sujeira provocada pela colocação indiscriminada de panfletos, cartazes e faixas nesses locais. "Nós pretendemos melhorar o visual das ruas e avenidas centrais de Joinville", afirma a chefe de permissões, concessões e fiscalização da Conurb, Adriana Payão.
A Conurb contratou uma empresa especializada para fazer essa limpeza. Serão atacados cerca de 100 pontos considerados críticos, a exemplo da antiga sede da Prefeitura, os muros próximos a fábrica da Cipla, na rua São Paulo, entre outros. Em conjunto com essa atividade, a Conurb continuará autuando quem "suja" a cidade, colando cartazes, panfletos e pôsteres.
As multas para o s infratores podem chegar até R$ 750,00. Em caso de reincidência, o valor da multa dobra. "Estamos intensificando a fiscalização para combater as empresas que estão deixando a cidade feia", diz Adriana Payão. Conforme lei municipal, só é permitido a distribuição de panfletos de casa em casa, e, é proibido colar cartazes, folhetos ou pôsteres em pontos de ônibus, muros, tapumes, postes, cabines de telefone, entre outros locais.

 
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