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ANotícia
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MUDANÇA
Seis mil famílias que residem em
Araquari mas vivem em função de Joinville serão
beneficiadas com a transferência de loteamentos: área
é uma das mais carentes em infra-estrutura da cidade
Joinville assume área
carente de Araquari
Projeto do vereador Luiz
da Luz já foi sancionado pelo prefeito Luiz Henrique e
vai para análise da Assembléia
Marco Aurélio Braga
Uma
das regiões mais pobres do município de Araquari
está sendo entregue a Joinville. A maior cidade do Estado
vai ter a missão de tentar resolver os graves problemas
de saneamento básico que sofre a população
dos loteamentos Itaipu, Ana Júlia, Gabriela, Jardim Edilene,
Maria Francisca e uma parte do Estêvão de Mattos,
que estão localizados no bairro Paranaguamirim, em área
de Araquari, mas cujos moradores trabalham e votam em Joinville.
As duas cidades nunca fizeram grandes obras na região.
O projeto do vereador Luiz da Luz (PPB), sancionado pelo prefeito
Luiz Henrique da Silveira, trata da anexação de
4,28% (17,65 km2) da área total de Araquari - onde estão
localizados os seis loteamentos - a Joinville. A administração
joinvilense ficará com uma das áreas mais carentes
em infra-estrutura básica da região. O autor do
projeto entende que haverá benefícios para os moradores.
"São cerca de seis mil famílias que já
vivem em função de Joinville. Elas não estão
em nada atreladas a Araquari. Joinville sempre arcou com o ônus.
Agora, a região será beneficiada com melhores recursos",
garante Luiz da Luz.
A passagem das terras de Araquari para Joinville já estava
ocorrendo gradualmente. Em julho de 1997, os dois municípios
haviam fechado um convênio, que se encerraria em dezembro
deste ano e previa um consórcio para execução
de obras e serviços nas regiões limítrofes
das cidades vizinhas. Com o convênio, a administração
joinvilense se responsabilizava pela conservação
de ruas, coleta de lixo, iluminação pública
e transporte coletivo.
A Prefeitura de Araquari, na época, assumiu a responsabilidade
de proceder a desafetação de até 70% da
área de seu domínio ocupada no loteamento Jardim
Edilene, cabendo a Joinville a recolocação dos
ocupantes e a realização das obras de infra-estrutura
da área. Nas áreas de educação e
saúde, os dois municípios, em conjunto, iriam assegurar
os dois serviços. Além destas promessas, a Prefeitura
de Araquari repassaria os valores provenientes do recolhimento
das taxas de iluminação pública, coleta
de lixo e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos
loteamentos. Para administrar o consórcio foi formado
um conselho que somaria esforços e resolveria os problemas
básicos das famílias.
Quase três anos depois do acordo, pouca coisa mudou nos
seis loteamentos, que, juntos, somam uma população
de quase 25 mil pessoas. O bairro continua com infra-estrutura
básica precária, numa espécie de favela
horizontal. O esgoto é a céu aberto. Ratos e baratas
invadem as casas e o mau cheiro é constante. Crianças
que brincam nas ruas dos loteamentos freqüentemente caem
na rede de esgoto e ficam sujeitas a doenças. Postos policial
e de saúde, escola e creche são assuntos até
agora utópicos. Os moradores cansaram de reclamar para
a Prefeitura de Araquari. A Prefeitura de Joinville pouco aparece
na região, mas fornece mais ajuda do que a cidade onde
a área pertence.
A Prefeitura de Joinville, segundo a assessoria de imprensa,
já tem planos de melhorias para os loteamento, mas o projeto
primeiro deve passar pela Assembléia Legislativa. O prefeito
de Araquari, Francisco Airton Garcia, vê com alívio
a passagem da área para Joinville. Segundo ele, os loteamentos
estão longe do perímetro de Araquari e há
dificuldades de deslocar caminhões e máquinas para
fazer melhorias no local. Garcia destaca que a aprovação
do projeto é um antigo desejo das duas administrações.
"É um ponto em que não se está tratando
somente de estrutura, mas uma questão social. Joinville
está mais próximo para atender essas pessoas, nós
estamos 15 quilômetros distante da comunidade", justifica.
Em contrapartida, Araquari ganhará 1% (1,15 km 2) da área
de Joinville, conforme o projeto, que passou pela Diretoria de
Geografia, Cartografia e Estatística da Secretaria do
Desenvolvimento Econômico e Integração ao
Mercosul (SDE) antes de ser aprovado. A proposta também
será apresentada para análise da Assembléia
Legislativa. O 1% em questão é de área rural
que está localizada no loteamento Estêvão
de Mattos e está mais próxima de Araquari.
NECESSIDADES
Moradores têm esperança de
melhorar as condições de vida nos loteamentos
Famílias reivindicam
saneamento básico
Falta de tubulação
para escoamento do esgoto é a principal reclamação
dos moradores de Araquari
A quase totalidade das pessoas que moram nos seis loteamentos
que pertencem a Araquari deseja que Joinville assuma a responsabilidade
sobre a área. A maior preocupação dos moradores
é com o saneamento básico (esgoto a céu
aberto) e a falta de uma escola na região. "Araquari
nunca fez nada por esses loteamentos. Joinville tem mais dinheiro
e deve assumir e realizar melhorias aqui no bairro", diz
a dona-de-casa Maria dos Santos Ribeiro, 34 anos.
Os moradores afirmam que o principal problema no bairro é
a falta de tubulação de esgoto. A céu aberto,
as valas causam temor nos pais que observam os filhos brincarem
em águas sujas e correm o risco de contrair alguma doença.
O filho de dois anos de Maria dos Santos se distraiu e caiu numa
dessas valas. A mãe fez vários exames, mas não
comprovou nada grave. "Estamos sempre atentos para qualquer
imprevisto, mas esse esgoto é um horror. Dali saem ratos
e baratas que infestam as casas", salienta.
O carpinteiro Aristeu Pompeo, 22 anos, que trabalha e vota em
Joinville, também acha que a região precisa de
tubulação de esgoto urgente. Ele concorda que a
responsabilidade da região deve passar para Joinville.
"Foi Joinville que forneceu água e luz para nós
que estávamos em área de invasão. A cidade
tem muito mais condições do que Araquari para nos
beneficiar", diz.
Para o desempregado Alécio Alves da Silva, 50 anos, outras
melhorias devem ser realizadas nos loteamentos. Uma escola pública,
creche e posto de saúde estão entre as prioridades.
"A escola fica muito longe, as crianças chegam tarde
em casa", conta. O vigilante Dirceu Boreto, 36 anos, entende
que o bairro deve receber ajuda no saneamento básico e
na construção de escolas. Para ele, Joinville tem
mais a contribuir para os loteamentos do que Araquari. "Eu
trabalho em Joinville e nem conheço direito Araquari",
revela.
O vereador Luiz da Luz diz que o projeto deve ser aprovado em
breve na Assembléia Legislativa e já há
garantia por parte do governo estadual de construção
de uma escola no loteamento Jardim Edilene. (MAB)
Área invadida começa
a ser
regularizada e lotes são pagos
A maioria das famílias que residem nos seis loteamentos
do Paranaguamirim que agora devem passar para Joinville é
de fora do Estado. Naturais do Paraná, Rio Grande do Sul
ou interior de São Paulo, há moradores que estão
no bairro há mais de dez anos e chegaram através
de invasões. A área, porém, começa
a ser regularizada e a população paga pelos lotes
de terra onde estão erguidas as pequenas residências.
Em abril de 1998, trinta e cinco famílias que invadiram
a área da Prefeitura de Araquari, no Jardim Edilene, ainda
aguardavam providências das autoridades dos dois municípios.
Morando praticamente dentro do mangue, elas sofriam com as freqüentes
subidas de maré que até as impediam de sair das
casas. As famílias então resolveram invadir áreas
próximas, também da Prefeitura.
Desempenho
Portos correm para recuperar mercado: Disputa para abocanhar
fatias de investimentos começa depois de quase três
anos das concessões.
AN_Economia |
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Em 98, as crianças eram as mais atingidas
pelas ocupações em lugares de pouca estrutura.
Pelo fato de a área pertencer a outro município,
a Prefeitura de Joinville pouco podia fazer para resolver o problema.
As cozinhas comunitárias da Paróquia Nossa Senhora
de Fátima, mantida pela Fundação Pauli Madi,
foi a grande ajuda para quase 50 crianças que viviam nas
invasões do Jardim Edilene. "Onde comem 100 crianças
podem comer 200. Com certeza conseguiremos não só
o almoço para as crianças, mas também o
café da manhã e o jantar", anunciou o secretário
de Bem-Estar Social de Joinville, Osmari Fritz, que entrou em
contado com o padre Luiz Fachini, responsável pelas cozinhas
comunitárias.
A Prefeitura de Joinville sempre tomou a frente das iniciativas.
Além da ajuda da Secretaria de Bem-Estar Social, a Secretaria
de Habitação chegou a cadastrar os invasores para
serem beneficiados com novos terrenos regularizados.
A população também sofreu com a violência
das desocupações. A mais violenta operação
de reintegração de posse aconteceu em 1998, quando
a PM chegou a agredir alguns invasores. (MAB)
Enquete
Você apoia a anexação
de área de Araquari a Joinville?
"Joinville tem mais
competência e dinheiro para administrar a região.
Acho que vai melhorar muito saindo da responsabilidade de Araquari".
Milton Bonifácio, 57 anos, pedreiro.
"Pago água, luz
e a prestação do terreno em Joinville porque não
passar tudo direto para o município? Araquari não
consegue nem limpar os valos da rua". Diomara Borges
Cardoso, 20 anos, dona de casa
"Espero que melhore passando
para Joinville. Aqui a última vez que passou uma patrola
foi em novembro do ano passado. É uma vergonha. O esgoto
sem tubulação também é um perigo
para as crianças". Luiz Rechenbach,
28 anos, operador de máquina
"Joinville tem mais estrutura
para assumir essa região e também é mais
próximo de nós. Aqui falta asfalto, creche, colégio,
posto de saúde e posto policial. Não tem nada nesse
bairro". Vanderli Gonçalves, 25 anos,
desempregado
"Tenho filhos pequenos
e esse esgoto é o maior perigo. Não sei quem vai
assumir isso aqui, mas desde que faça alguma coisa já
está bom". Tereza dos Santos, 32
anos, dona de casa
"Por mim, qualquer um
dos municípios pode assumir desde que faça alguma
coisa, principalmente na área de saneamento básico.
O posto de saúde mais próximo fica a uma hora daqui".
Manoel Emílio Gonçalves, 30 anos, pintor
"Acho melhor Joinville
assumir tudo isso. Não tem posto de saúde, escola
nem tubulação de esgoto. Acho que Araquari nem
sabe que existe o Jardim Edilene". Angela
Nunes, 21 anos, dona de casa
"Joinville está
mais próximo de nós do que Araquari. O prefeito
já sabe das nossas necessidades, só não
pode ficar nesse empurra-empurra. Aqui falta muita coisa, como
esgoto e ruas iluminadas. Não tem nada".
Vilmar Cigrza, 29 anos, autônomo
Enfim joinvilenses
O Projeto de Lei nº 164/99, de autoria do vereador Luiz
da Luz (PPB), que autoriza a anexação e o desmembramento
de área, deu entrada na Câmara de Vereadores de
Joinville, no dia 20/6/99 com a seguinte mensagem:
Art. 1º Fica autorizado a Anexação do
Município de Joinville, de áreas dos Loteamentos
Itaipu, Ana Júlia, Gabriela, Jardim Edilene, Maria Francisca
e Parque do Estevão de Mattos, pertencentes ao município
de Araquari, conforme descrição constante do Laudo
Territorial nº 003/99, emitido pela Secretaria de Estado
e Desenvolvimento Econômico e Integração
do Mercosul SDE/SC.
Art. 2º Fica autorizado o Desmembramento de área
pertencente ao Município de Joinville, a ser anexado ao
Município de Araquari, conforme descrição
constante do Laudo Territorial nº 003/99.
Em 10/8/99 a Comissão de Legislação, Justiça
e Redação e a Comissão de Urbanismo, Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente, deram parecer
conjunto favorável à aprovação deste
projeto.
Em 17/8/99 foi votado e aprovado em 1ª votação
e no dia 18/8/99, em 2ª votação por unanimidade.
No dia 20/8/99, o prefeito de Joinville em exercício José
Henrique Carneiro de Loyola, sancionou a Lei nº 3.983, que
autoriza a Anexação e Desmembramento de Área,
conforme o Projeto de Lei 164/99, a qual foi publicada no Jornal
Oficial do Município, no dia 17/9/99.
A área anexada a Joinville, representa 4,28% do município
de Araquari, representa 0,1% do Município de Joinville.
Projeto de igual teor foi aprovado pelo município de Araquari.
Este projeto possibilitou muitas melhorias para estes loteamentos,
tais como telefones públicos, iluminação
pública, extensão de rede elétrica, linha
de ônibus, coleta de lixo, infra-estrutura e saneamento
básico.
É por isso que quero dividir todas essas conquistas, com
90% destas comunidades, que aprovaram o projeto através
de abaixo-assinado e que em sua maioria votam e vivem em função
de Joinville.
Parabéns, Joinville os recebe de braços abertos.
Luiz da Luz, vereador (PPB)
Paranaguamirim
Paranaguamirim é uma área que embora pertencente
ao município de Araquari, é diretamente conurbada
com a cidade de Joinville, para onde quase que a totalidade da
população daquele bairro se dirige para suprir
todas as suas necessidades.
Aquele núcleo, além de distante da sede do nosso
município, tem difícil acesso e ainda assim transitando
pela cidade de Joinville.
Tais fatos e outros de cunho social, buscando atender anseios
da comunidade, fizeram com que em 1997 os prefeitos de Joinville
e Araquari com apoio das câmaras municipais firmassem convênio
de consórcio onde Joinville passou a atender aquela população
prestando serviços na área da saúde, educação,
transporte coletivo e outros de abrangência social.
Paraíso
Temperatura amena do começo de outono estimula a descoberta
dos tesouros históricos, culturais e artísticos
da Ilha de S. Catarina.
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Tal situação híbrida
ainda assim não completava as necessidades sociais, vez
que muitas ações esbarravam em aspectos técnicos
e legais, daí culminando em projeto de lei nas esferas
municipais, aprovadas pelos poderes legislativos já em
análise pela assembléia visando o desmembramento
daquele território e sua anexação ao município
de Joinville.
Tal medida, que não foi tomada pela vontade expressa de
uma ou poucas pessoas, no meu entendimento, abrangeu todo um
conjunto de ações e fatos, principalmente na área
social que precisavam implementações urgentes,
daí cabendo ao administrador público tomar as decisões
sempre com os olhos voltados ao bem maior da população,
buscando cada vez mais melhorar sua qualidade de vida.
Francisco Airton Garcia, prefeito de Araquari
Chinato vê redução
da criminalidade
Secretário
mostra dados positivos sobre cidade
Marco Aurélio Braga
O secretário de Segurança Pública, Antenor
Chinato Ribeiro, disse no programa "X da Questão",
que não há aumento de criminalidade na maior cidade
do Estado. Conforme estatística, preparada pela Delegacia
Regional de Polícia com base nas ocorrências registradas
nas 11 delegacias da cidade, houve queda no número de
homicídios dolosos, roubos e furtos em residência.
A comparação foi feita com os números do
mesmo período do ano passado.
O secretário vê a redução da criminalidade
como um ponto importante para uma cidade em que o índice
do furto de veículos teve um aumento de 6,67%. "O
índice de criminalidade em Joinville é mais baixo
do que Florianópolis", destacou Chinato. Conforme
a estatística da Polícia Civil, o número
de procedimentos instaurados aumentou, mas nos flagrantes houve
uma queda.
Chinato solicitou que a população também
denuncie casos que acontecem em seus bairros, até mesmo
envolvendo policiais. "Não precisa nem se identificar
o importante é ligar para os números da polícia
em Florianópolis e denunciar as irregularidades ou a presença
criminosa", diz.
Durante o programa, o secretário criticou a lentidão
dos sistemas de informação do Estado no qual afirmou
haver um "grande defasagem de material". Chinato entende
que o Departamento de Trânsito (Detran) de Joinville está
sofrendo com esse problema, principalmente na confecção
de Carteiras de Habilitação.
O secretário diz que o convênio de trânsito
envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil e Prefeitura
deve sofrer mudanças pelo investimento que estão
sendo feitos na cidade pela administração pública.
Hoje, os convênios são divididos em 35% para cada
polícia e 30% à Prefeitura. Chinato salienta que
já está sendo estudado uma forma de mudar a porcentagem
e ser dividido o dinheiro conforme o investimento de cada órgão.
No entanto, as negociações ainda não estão
completamente fechadas. "Em 98 sobrou R$ 600 mil, que são
do Estado, sem investimento por parte do município. Houve
a cobrança, mas não foi aplicado. Hoje são
R$ 378 mil sem investimento, mas há licitação
para aquisição de veículos", revela.
"X da Questão" é veiculado pelas emissoras
de rádio no sábado. No domingo, o suplemento ANCidade
apresenta uma resumo da entrevista. A TV Cidade, através
do canal 20, exibe o programa às 17 horas de sábado
e, posteriormente, em horários alternativos.
Investigação terá
reforço
de 11 policiais civis
O secretário Antenor Chinato, no entanto, descartou
a possibilidade da criação de delegacias especializadas
em alguns crimes. Segundo ele, não existe mais nenhuma
delegacia deste tipo funcionando em Santa Catarina porque os
distritos existentes contam com policiais treinados para resolver
qualquer tipo de delito.
Quanto aos investimentos na região, o secretário
informou que 17 policiais estão sendo transferidos para
Joinville onde trabalharão em delegacias e no Detran.
São 11 investigadores, quatro comissários e dois
inspetores, sendo um para o Departamento de Trânsito. "Um
dos nossos melhores funcionários no Detran de Florianópolis
está sendo deslocado para Joinville. Será um grande
reforço para a cidade em questão de segurança",
diz
O próximo entrevistado do programa "X da Questão"
será o governador do Estado, Esperidião Amin. O
programa foi criado por um pool de empresas de comunicação
de Joinville - A Notícia, rádios Colon AM, Cultura,
Difusora, Floresta Negra e TV Cidade.(MAB)
Fundação Getúlio
Vargas
promove novos cursos
Antônio Anacleto
O coordenador geral de cursos da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), professor José Carlos Sardinha, esteve em
Joinville na quarta-feira assinando o convênio com a Sociedade
Educacional de Santa Catarina (Sociesc), para a instalação
de cursos de pós-graduação em gestão
empresarial e marketing. Os cursos são formadores de especialistas
para atuar no mercado. Após a assinatura, aconteceu a
aula inaugural, com a presença de alunos, professores
e convidados da Sociesc.
José Carlos Sardinha é doutor e mestre em administração
de empresas pela University of Southern Califórnia, mestre
em administração pela PUC-Rio e engenheiro mecânico
pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Além
da coordenação da FGV, presta consultoria na área
de planejamento, controle e custos. É autor do livro "Formação
de Preço: A Arte do Negócio" e de outros trabalhos
publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior.
Segundo ele, a objetivo da FGV, que completa 54 anos neste ano,
é gerar e oferecer conhecimento na área da economia
e da administração, a fim de formar profissionais
que garantam o desenvolvimento do País. Exaltando a qualidade
de seus professores, explicou que a estratégia da FGV
está em oferecer cursos, garantindo professores atualizados
e especializados, enquanto a entidade conveniada participa com
o apoio logístico, definindo a áreas de especialização,
anunciando, cobrando e oferecendo o espaço. Sardinha não
esconde o orgulho em relacionar economistas e administradores
que despontam no cenário nacional, que já passaram
pelos bancos da fundação. Cita o presidente do
Banco Central Armínio Fraga, os ex-ministros Celso Pastore,
Francisco Dorneles, Mário Henrique Simonsem e Roberto
Campos.
O mestre é defensor do ensino continuado. Falou das constantes
mudanças no cenário tecnológico e sugere
que todo o profissional busque se reciclar pelo menos a cada
oito anos. Segundo ele, em alguns países criou-se o hábito
de reservar uma poupança para esta finalidade.
Sobre a realidade brasileira, faz uma análise positiva.
Lembra que os números esperados para este ano estão
melhores, defende a política implementada pela equipe
econômica e cita a queda da inflação como
fator preponderante para a estabilidade e confiabilidade para
atrair investimentos. Quanto ao neoliberalismo, define de maneira
lacônica: "É somente um rótulo".
Ainda sobre os cursos o professor Sardinha diz que no caso joinvilense
eles devem ser oferecidos com o custo variando em torno de R$
9 mil, divididos durante o tempo do curso, de 18 a 20 meses.
Bom atendimento
é o diferencial
na concorrência
Sobre as novidades no campo do marketing, o coordenador geral
de cursos da Fundação Getúlio Vargas (FGV),
José Carlos Sardinha, reafirma a importância de
centrar atenção nas necessidades do cliente. Lembra
que no cenário atual, com o crescente desenvolvimento
tecnológico, qualquer indústria tem facilidade
para copiar um produto. Prevalecendo assim a busca pela diferenciação
no atendimento.
Charme e força
Dakota R/T 5.2 conjuga potência e estabilidade para disputar
mercado altamente competitivo.
AN_Veículos |
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Quantos a novos conceitos na área,
mencionou os estudos do componente humano, dos impulsos que levam
o indivíduo a consumir. "Existe o consumidor movido
pela racionalidade, que bem conhece sua necessidade e o produto
que lhe é oferecido", classificou. Mas quando o indivíduo
tem dúvidas sobre o produto, tenta defender-se buscando
o conceito da marca. "É o que chamamos de assimetria
informacional, no caso, o cliente se dispõe a pagar mais,
abrigando-se na marca do produto", disse.
O último caso citado pelo professor está no hábito
de consumo, onde estão itens como luz, telefone, água
e outros não menos compulsórios. Para ele, nestes
casos existe a necessidade da constituição de órgãos
reguladores que, segundo ele, ainda funcionam com precariedade.
"Mas ainda estamos aprendendo", minimiza.
Mais informações sobre o curso poderão ser
obtidas junto a Sociesc-Capacitação Empresarial,
através do telefone 461-0162.
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Aviação confiante
para a Primeirona
Clube do Cubatão
ganha a Empreiteira Fortunato como reforço para manter
sua tradição no futebol
Roberto Dias Borba
O bairro Cubatão permanece no mapa dos participantes
da Primeirona e o futebol tem mais uma vez encontro marcado com
as tradições do Aviação Futebol Clube.
E tudo por conta de uma parceria que o clube azul e branco conseguiu
com a Empreiteira Fortunato. O uniforme com o novo patrocinador
e o time para as disputas desta temporada foram apresentados
na quinta-feira à noite, na sede do clube.
O vice-presidente e atleta do Aviação, Fabinho
de Oliveira Cercal, destaca que o patrocínio é
um apoio ao mesmo tempo para o clube, seus jogadores e para a
comunidade. "É a união de todos do Cubatão
em torno do esporte", garante. Para Odorico Fortunato, representando
a empresa patrocinadora, a participação durante
15 anos no futebol profissional trouxe "grandes realizações
e muito orgulho, principalmente o título estadual júnior
com o JEC em 1997". A presença agora no futebol amador,
segundo Odorico Fortunato, está na empolgação
de ver o Aviação realizar um trabalho importante
com as escolinhas. "Queremos aproveitar os destaques do
Aviação nas equipes do JEC", planeja Odorico.
O treinador Nalo Blank, que iniciou a renovação
do grupo no ano passado, tem a certeza que o incentivo do patrocínio
poderá ser a certeza da continuidade deste trabalho. Cinco
ex-juvenis serão lançados por Nalo neste campeonato
e o treinador fica satisfeito em ter uma nova oportunidade para
colocar jovens num campeonato em que os mais antigos sempre são
valorizados.
Everton, 17 anos, e Gílson, 19 anos, são alguns
destes exemplos, além de Alexandre, Índio Júnior
e Djalma. Gílson, que já teve passagem pelo Aliança
de Jaraguá do Sul, acha que é preciso "pensar
grande" quando aparece uma chance igual a esta. "Nalo
sempre nos orienta e para nós, que somos ex-juvenis, isso
ajuda muito", completa o meia Gílson. Os jogadores
experientes do Aviação formam um bloco que também
defende a Embraco nos jogos do Sesi - Everaldo, Nélson
Preto, Cezinha, Paulo César, Alex, Alceonir, Weslei Pequeno,
Josi, Maciel, Betinho, Maurício Sarrafo e Maurício.
Estádio será
revitalizado
Osvaldo de Oliveira Cercal, o Teté, depois de quase
três décadas, trocou de funções. Aposentado
e cansado de tantas andanças, o ex-presidente deixou a
diretoria executiva do Aviação para ser apenas
o presidente de honra. Antes da troca, sendo substituído
no comando pelos filhos Nélson Preto como presidente e
Fabinho o vice, Teté conseguiu finalmente ver o sonho
de ampliação do estádio do clube, que é
em sua homenagem, sair do papel.
As valas para drenagem já estão à espera
da tubulação. Logo em seguida será a vez
da colocação do alambrado. Esta definição
aconteceu há menos de um mês com a ajuda direta
da Prefeitura. O empurrão que o Aviação
precisava veio com Marco Tebaldi, secretário municipal
da Habitação. E de uma só vez, numa área
de 41 mil metros quadrados, estarão concentrados três
campos - o Estádio Osvaldo de Oliveira Cercal e outro
para as escolinhas do Aviação, além de outro
espaço para o Minerasil, "despejado" de seu
antigo local de jogos.
"Gosto de me identificar com o esporte e as pessoas que
fazem seu dia a dia, podendo através de uma decisão
política trazer algo em retribuição",
explica Tebaldi. O projeto do Aviação ganha peso
por envolver crianças. "Não precisamos pensar
em formar craques, mas ajudar estas crianças a formar
seu caráter", completa. Com verba federal, além
do Aviação, União Mildau e Avaí poderão
ter alambrados em seus campos. (RDB)
Ipiranga e Döhler vencem
na abertura do tiro ao alvo
A equipe da Sociedade Ipiranga conquistou o título
de campeã masculina do torneio-início do campeonato
citadino de tiro ao alvo seta, que nesta temporada terá
novamente o patrocínio da Perfiltech. No feminino, sobressaíram-se
as atiradoras da Döhler. O torneio foi realizado nos estandes
do próprio Ipiranga, transformando-se em grande confraternização
por reunir todas as equipes participantes do citadino.
Na classificação final do masculino, o Ipiranga
somou 853 pontos, contra 838 do Alvorada e 836 da Tupy. No feminino,
a Döhler marcou 556, a Rio da Prata 541 e a Esmeralda 538.
Alcançaram pontuação máxima (60 pontos)
os seguintes atiradores: Rubens Bergmann (Tupy), Norberto Hintz
(Esmeralda) e Cleuza Mendes (Alvorada). Foram premiados ainda
os melhores atiradores de cada naipe - Norberto Hintz no masculino
e Cleuza Mendes no feminino.
O campeonato começa para valer nesta segunda-feira, com
a primeira etapa sendo disputada na Sociedade Rio da Prata, em
Pirabeiraba, estendendo-se até sexta-feira.
Participam Esmeralda, Döhler, Dona Francisca, Ipiranga,
Tupy, Embraco, Akros, XV Diana, Comfio e Piraí, Alvorada,
Cidade das Flores, 25 de Agosto, Rio da Prata, Estrela, Grenil,
Vera Cruz, União Mildau e Cruzeiro Joinvilense. Para esta
temporada, a novidade é que as equipes estão divididas
por chaves (ouro e prata, tanto no masculino quanto no feminino).
Com isso, o citadino terá, ao final do ano, quatro equipes
campeãs.
Clubes da LJF disputam o
primeira competição do ano
Um total de 11 partidas movimenta neste domingo os clubes
que disputarão a Taça Argamassa Quartzolit, a Primeirona
da Liga Joinvilense de Futebol (LJF). O torneio-início,
que tem a premiação oferecida pelo Tamandaré,
em homenagem aos seus 30 anos de fundação, será
realizado a partir das 8 horas no Caldeirão, campo do
Fluminense do bairro Itaum.
A competição é no estilo mata-mata, prosseguindo
no torneio apenas os clubes vencedores. Empates serão
resolvidos através de cobranças de tiros livres
da marca do pênalti. No ano passado o campeão foi
o Linense. A previsão da LJF é realizar a final
do torneio às 14h30. Os árbitros André Firmo
Filho, Vanderlei Ferreira, Amauri Goulart e Luiz Henrique da
Silva, além dos diretores Moacir Nazareno Corrêa
e Arnaldo dos Santos, trabalharão no torneio.
A Liga Joinvilense de Futebol espera uma competição
movida pela tranquilidade. "O torneio-início serve,
basicamente, para confraternização das equipes
antes da disputa pelos pontos do campeonato", observa o
presidente da LJF, Laudir Zermiani.
Cada partida terá duração de 15 minutos,
em dois tempos de 15, sem intervalo segundo o regulamento. Cada
equipe poderá substituir jogadores livremente. O atleta
expulso terá de cumprir suspensão de um jogo.
O torneio início começa com o confronto Caxias
x 25 de Agosto. Na seqüência estão previstos
os jogos Palmeiras x Irineu, Serrana x Fluminense, Avaí/Unidos
x Tamandaré, Pirabeiraba x América e Linense x
Aviação. Depois, os vencedores vão se enfrentando
até a definição dos finalistas.
Os vencedores dos confrontos Caxias x 25 de Agosto e Linense
x Aviação se classificam diretamente para a semifinal,
enquanto os demais ainda terão um jogo a mais, pelas quartas-de-final.
RODADA - Depois
do torneio-início, os clubes do futebol amador se voltarão
aos preparativos para a primeira rodada da Primeirona, no dia
2 de abril, com os seguintes jogos: 25 de Agosto x Serrana, Linense
x Caxias, Irineu x Palmeiras, Pirabeiraba x América, Avaí/Unidos
x Tamandaré e Aviação x Fluminense.
Produtor vai criar museu
de bananeiras no Quiriri
Larsen já
produz 17 tipos de banana e pretende reunir todas as 50 variedades
existentes no Brasil
Herculano Vicenzi
Especial para o AN Cidade
Uma gleba de terra de 400 mil metros quadrados, localizada
na comunidade do Quiriri, apresenta aspecto singular que a distingue
das demais propriedades rurais do interior joinvilense. Em meio
à mata atlântica que predomina na maior parte do
terreno, a propriedade conta com uma área de cinco hectares
ocupada por um viçoso bananal com uma grande variedade
de espécies. São 17 tipos de banana, número
que se eleva a mais de 20 se somadas as espécies tradicionalmente
cultivadas no município.
O proprietário do bananal é Orlando Larsen, militar
reformado de 56 anos que promete reunir dentro de mais algum
tempo todas as cerca de 50 variedades de banana existentes no
Brasil. "Quero formar um verdadeiro museu de bananeiras
vivas e bem produtivas. Paralelamente, vou construir um chalé
rústico, para abrigar fotos, pinturas e literatura técnica
a respeito do assunto", adianta Larsen.
Entre as variedades estão cinco tipos de banana roxa,
três de banana figo, banana ouro, da terra, da terrinha....
A coleção é enriquecida por variedades desenvolvidas
em laboratório, entre as quais figuram a Myssouri, FHIA
1, 18 e 21. Todas as espécies são comestíveis
e algumas são muito valorizadas comercialmente, caso da
banana ouro, que Orlando Larsen consegue colocar no mercado a
R$ 1,00 o quilo.
Ervas e temperos
A propriedade não se distingue apenas pelo grande número
de espécies de bananeira. O visitante é também
surpreendido por expressiva quantidade de ervas medicinais e
temperos. São dezenas de espécies, algumas raras
e pouco conhecidas, como o boldo cidreira, a alfavaca cítrica,
a batata Yacon (dietética), a alfavaca santa, a manjerona
italiana e até um cipó que contém insulina
natural.
Orlando Larsen revela que seu objetivo é transformar a
propriedade em área produtiva e ao mesmo tempo didática.
Para atingir esse propósito preparou-se tecnicamente,
através de cursos de plasticultura, bananicultura, plantio
orgânico, piscicultura e de ervas medicinais, ministrados
pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão
Rural de Santa Catarina (Epagri).
Plantas ecologicamente corretas
O produtor do Quiriri informa que está se estruturando
para ampliar a produção de banana, ervas medicinais,
temperos, verduras, legumes e frutas, "tudo sem a utilização
de agrotóxicos ou adubos químicos, pois aqui a
meta é oferecer ao comprador produtos ecologicamente corretos".
Orlando Larsen diz que produzir exclusivamente pelo método
orgânico dá mais trabalho e o produto acaba ficando
um pouco mais caro para o consumidor. Mas garante que as vendas,
principalmente de temperos, estão indo muito bem, "pois
o número de consumidores preocupados com a qualidade ecológica
está aumentando consideravelmente".
A produção orgânica, além de beneficiar
o consumidor, atende às necessidades da comunidade do
Quiriri, afirma Orlando Larsen, ao lembrar que a região
é um dos principais nichos ecológicos de Joinville.
"Estamos na área por onde passam as principais fontes
de água potável do município, sem esquecer
que dispomos de grandes e preciosas reservas florestais que abrigam
todas as espécies da fauna da mata atlântica. Diante
dessa realidade, é preciso ocupar a terra de forma ecológica
e, por isso, vejo no cultivo orgânico - com destaque para
a produção de temperos e ervas medicinais, que
ocupam pequenos espaços - a forma mais adequada de gerar
o sustento da terra sem a necessidade de agredi-la", destaca.
Além dos projetos de cultivo, que estão sendo ampliados,
Larsen pretende implantar trilhas ecológicas e erguer
uma torre no ponto mais alto da propriedade, de onde é
possível avistar parte da cidade de Joinville e a baía
da Babitonga por inteiro. A meta final do produtor do Quiriri
é transformar o sítio em fonte produtora, com apelo
didático.
"Quero produzir e vender produtos ecologicamente corretos
e também receber visitantes interessados em fazer passeios
em trilhas através da mata atlântica e sobretudo
aprender a cultivar e preparar ervas medicinais e temperos",
diz Orlando Larsen. Interessados em conhecer a propriedade podem
fazer contato pelo fone 425.3580. (HV)
Praça central vai
passar por reformas
A total recuperação do prédio histórico
da praça Nereu Ramos, no centro de Joinville, onde irá
funcionar o Instituto de Previdência Social dos Servidores
Públicos (Ipreville), representará também
a revitalização daquela praça. O contrato
de reforma do prédio foi assinado na última semana
no gabinete do prefeito Luiz Henrique da Silveira com a construtora,
no valor de R$ 379, 8 mil.
O projeto, elaborado pela Fundação Instituto de
Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinvile (Ippuj) contempla
a reforma e resgate dos mínimos detalhes originais daquela
edificação, por tratar-se de um patrimônio
tombado pelo Estado e por ser um marco da arquitetura moderna.
Foi o primeiro prédio de Joinville a ser construído
com laje de concreto.
O prédio de três pavimentos foi inaugurado em 1937
pelo presidente da República Getúlio Vargas para
ser o posto do correio e foi referencial por várias décadas
como centro cívico de Joinville. Nos últimos anos,
até 1997, funcionou como sede da Secretaria Municipal
de Turismo.
A Prefeitura vai aproveitar o momento de reforma do prédio
para revitalizar a praça Nereu Ramos, resgatando aspectos
urbanísticos como jardins, iluminação e
pavimento, assim como a despoluição visual, retirada
das instalações sanitárias anexas ao prédio,
deslocamento do palco e readequação do posto policial.
O imóvel pertence atualmente ao Ipreville, que o adquiriu
no final de 1998 no processo de capitalização imobiliária
do instituto. No andar térreo haverá a recepção,
sala de convivência e auditório com 80 lugares.
No segundo piso, funcionará a administração
do Ipreville (diretoria, contabilidade, benefícios) e
no terceiro piso, o arquivo.
Criado em meados de 1996, a principal missão do Ipreville
é administrar o fundo que vai garantir a previdência
dos servidores públicos do município. O presidente
do instituto, Afonso Carlos Fraiz, destacou que um dos pontos
que garantiram o sucesso do Ipreville foi a relação
de 2x1 entre a cota patronal (18%) e conta do trabalhador (9%).
Em 1996, o fundo tinha em caixa R$ 4,3 milhões e no final
do ano passado o patrimônio total era de R$ 53, 5 milhões,
um crescimento de 1.128%.
Conurb começa
limpar muros e tapumes
A Companhia de Desenvolvimento e Urbanização
de Joinville (Conurb) iniciou o trabalho de limpeza de muros,
placas, postes, tapumes e pontos de ônibus da região
central da cidade. O objetivo é diminuir a sujeira provocada
pela colocação indiscriminada de panfletos, cartazes
e faixas nesses locais. "Nós pretendemos melhorar
o visual das ruas e avenidas centrais de Joinville", afirma
a chefe de permissões, concessões e fiscalização
da Conurb, Adriana Payão.
A Conurb contratou uma empresa especializada para fazer essa
limpeza. Serão atacados cerca de 100 pontos considerados
críticos, a exemplo da antiga sede da Prefeitura, os muros
próximos a fábrica da Cipla, na rua São
Paulo, entre outros. Em conjunto com essa atividade, a Conurb
continuará autuando quem "suja" a cidade, colando
cartazes, panfletos e pôsteres.
As multas para o s infratores podem chegar até R$ 750,00.
Em caso de reincidência, o valor da multa dobra. "Estamos
intensificando a fiscalização para combater as
empresas que estão deixando a cidade feia", diz Adriana
Payão. Conforme lei municipal, só é permitido
a distribuição de panfletos de casa em casa, e,
é proibido colar cartazes, folhetos ou pôsteres
em pontos de ônibus, muros, tapumes, postes, cabines de
telefone, entre outros locais.
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