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ANotícia
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"Pressãozinha"

Na Escola Governador Celso Ramos, alunos que não
pagam ficam sem boletim, podendo apenas ver as notas |
Escolas estaduais
aplicam taxas ilegais
Coordenadora da
5ª CRE adverte que somente são admissíveis
contribuições voluntárias pelos pais
A
proximidade do período de matrículas na rede estadual
de ensino, que acontece de 4 a 8 de dezembro, traz mais uma vez
à tona a polêmica sobre cobrança de "contribuições
espontâneas" e taxas de matrículas. Na Escola
de Ensino Médio Governador Celso Ramos, o maior colégio
estadual de Joinville, alunos gastam R$ 20,00, R$ 15,00 de matrícula
e R$ 5,00 para fazer o crachá.
De acordo com a coordenadora da 5ª Coordenadoria Regional
de Educação, Carmelina Barjona, a cobrança
de taxas de matrículas é ilegal. O que pode acontecer,
segundo ela, é a contribuição voluntária.
"Se houver assembléia feita pela Associação
de Pais e Professores (APPs) e mais da metade dos pais aprovar",
explica, lembrando que novos alunos não têm obrigação
de pagar.
Mas não é exatamente assim que funciona. A equipe
de A Notícia ligou para a secretaria da escola, que informou,
entre a documentação necessária para matrícula,
o valor das taxas a serem pagas. Segundo a coordenadora da 5ª
CRE, essa atitude não é correta e nem do conhecimento
do Estado.
A matrícula, no entanto, não é a única
taxa espontânea cobrada dos alunos. Durante todo o ano
letivo é cobrado um "valor simbólico",
segundo a escola, no valor de R$ 5,00. De acordo com o presidente
da APP, Arnoldo Aldir Prebianco, o valor pode ser reduzido caso
o aluno não possa pagá-lo. "Não há
pressão, nem discriminação com os que não
têm condições", diz. Não há
cobrança, apenas uma "pressãozinha" na
hora de entregar o boletim, diz Arnoldo Prebianco. De acordo
com a explicação dele, quem não está
em dia com a taxa não recebe o boletim. "Pode ver
as notas, mas não ganha o boletim", diz.
Alguns alunos confirmam a cobrança. Segundo eles, quando
entregaram a ficha de matrícula receberam uma folha, comunicando
a data de pagamento da matrícula. Além disso, garantem
que a direção pede nas salas de aula que os alunos
paguem a "mensalidade".
Para o presidente da APP, a contribuição mensal
garante o conservação da escola. Ele explica que
o governo é responsável pelo pagamento de professores
e funcionários, pela compra de móveis, equipamentos
e material de limpeza, mas que a escola precisa de muito mais
do que recebe.
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Cobrança
Carmelina: atitude incorreta que Estado desconhece
Foto: Marcelo Caetano
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Filas aumentam as dificuldades
Além dos encargos, pais e alunos ainda enfrentam longas
filas nos dias de matrícula. Conforme a supervisora de
ensino Regina Marcis, não há nada que possa ser
feito quanto a isso. Com tantas dificuldades, a evasão
não deixa de aumentar nas 64 escolas estaduais de Joinville.
A mudança no sistema de avaliação e a semestralidade
são apontadas como principais causas. Em março,
conforme Regina, havia 2.430 alunos no Celso Ramos. Hoje, são
2.060.
Na rede municipal de ensino, as matrículas para 2001 nas
84 escolas, 14 jardins de infância e 24 Centros de Educação
e Recreação Infantil encerraram ontem. De acordo
com o setor de estatísticas da Secretaria de Educação,
a previsão é que ocorra aumento de 5% no número
de alunos.
Siga
Laércio Cosentino esteve em Joinville apresendo seu sistema
a cerca de cem empresários
Foto: Silvio Reinert
Brasil produz melhor software
Opinião
é do Empresário Empreendedor do Ano/2000
Leandro S. Junges
As empresas que produzem e distribuem sistemas de informática
para gestão empresarial com sucesso nas economias latino-americanas,
especialmente no Brasil e na Argentina, têm mercado garantido
em qualquer lugar do mundo.
Essa é a opinião do criador de um dos sistemas
integrados de gestão empresarial mais importantes do mercado,
o ERP/CRM Microsiga Protheus, Laércio Cosentino, que esteve
ontem, em Joinville, apresentando o seu sistema a cerca de cem
empresários.
Cosentino criou o Sistema Integrado de Gerência Automática
(Siga) - base conceitual de todo o sistema - em 1983, aos 23
anos. Na opinião do empresário, detentor de uma
empresa que teve um faturamento de R$ 100 milhões em 1999,
o software produzido no Brasil é melhor do que os mundiais
porque as constantes mudanças nas regras econômicas
e políticas exigem agilidade e criatividade dos profissionais.
"É mais fácil um produto brasileiro ser adaptado
para o mercado norte-americado do que o contrário",
diz.
Segundo ele, a reserva de mercado de informática que predominou
na legislação nacional até o início
da década de 90 atrasou o processo de informatização
de boa parte das pequenas e médias empresas. Porém,
o mesmo não aconteceu com o mercado de software. "Como
nunca houve o fechamento do mercado para a produção
de software, sempre fomos competitivos", exlica.
Laércio foi eleito Empresário Empreendedor do Ano/2000,
na categoria master. A Microsiga foi a primeira brasileira a
desenvolver um sistema de gestão administrativa integrado
no ambiente de computadores.
Centreventos 1
A Prefeitura de Joinville vai entregar mais dois Centreventos
Comunitários. Tratam-se de espaços que garantem
nova dinâmica às aulas de educação
física e ajudam a integrar a escola com a comunidade.
Hoje, às 10 horas, será inaugurado o Centreventos
João Estevão Carvalho, anexo à Escola Municipal
Edgar M. Castanheira, localizada na rua Miosótis, bairro
Fátima.
Centreventos
2 Na quarta-feira,
às 17 horas, será entregue o Centreventos Maria
Júlia Pereira da Costa, junto à escola Oswaldo
Cabral, na rua Monsenhor Gercino, no bairro Itaum. Cada equipamento
entregue representa um investimento de R$ 72.800,00 e cumpre
o item 9.9 do programa de governo da atual administração
(construção de quadras cobertas nas escolas municipais).
Centreventos 3
O secretário de Educação e Cultura, Sylvio
Sniecikovski, enfatizou a importância dos espaços
para os alunos, "que terão acesso facilitado ao esporte
e às artes. E a comunidade estará mais próxima
da escola, auxiliando na sua preservação",
analisa. Os espaços poderão ser usados para apresentações
de teatro, formaturas, festas, bingos, entre outros.
AN incentiva estudo de
leis que protegem crianças
Alunos da rede
pública aprendem a exigir seus direitos e a importância
de cumprir seus deveres
"Minha mãe diz que depois dessas aulas, me tornei
mais educada e estudiosa. Hoje, tenho consciência não
só dos meus direitos como também dos meus deveres",
conta a estudante Marina De Quadros, 12 anos. Assim como ela,
outros 800 estudantes de 5ª a 8ª série da rede
municipal de ensino participaram da análise do Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA), que em outubro deste
ano completou dez anos de vigência. O objetivo do trabalho,
que faz parte da iniciativa do projeto A Notícia na Escola,
foi conscietizar a comunidade sobre a importância de se
conhecer o ECA para se exigir o seu cumprimento e ao mesmo tempo
não transgredi-lo. Exposições e debates
finalizaram a programação deste ano, no entanto,
outras atividades já estão sendo planejadas.
Redações, colagens, cartazes e debates foram algumas
das atividades que, nos dois últimos meses, envolveram
os alunos das escolas municipais Geraldo Wetzel, no Fátima,
e João Bernardino da Silveira, no bairro João Costa.
Todos os trabalhos, desenvolvidos com base no estatuto, levaram
os estudantes a observarem de maneira crítica não
apenas o comportamento da sociedade. "Os estudos acabaram
revelando que grande parte dos estudantes, mesmo tendo noção
de seus direitos, estava de alguma forma sendo desrespeitado
ou desrespeitando", destaca o professor e coordenador do
projeto, Jorge Schemes.
De acordo com Schemes, o levantamento de informações
no jornal e em revistas mostrou aos estudantes a grande incidência
de casos de violência e desrespeito ao ECA. "Acredito
que a divulgação e o incentivo ao cumprimento das
leis estatutares estão entre as melhores maneiras de diminuir
esses números. O grande objetivo não é combater,
mais, sim, educar e, conseqüentemente, prevenir", justifica.
Surpresa
Por outro lado, o amadurecimento dos estudantes e a qualidade
de todo o material produzido surpreenderam não apenas
o coordenador como toda a equipe de professores das escolas.
"A elaboração dos trabalhos proporcionou não
apenas a assimilação como a interdiciplinalidade
na associação de atividades", destaca. Outro
ponto positivo foi o interesse dos alunos, que procuraram outras
informações. "Muitas pessoas acabaram procurando
a Secretaria do Bem-estar Social para adquirir um estatuto, que
é gratuito", ressalva.
O desenvolvimento de atividades extra-classe já estão
sendo planejados pelo professor Jorge Schemes. A idéia
é continuar estudando e debatendo o assunto em reuniões
mensais, que devem acontecer a partir do próximo ano.
"O estudo deve ser permanente", conclui.
Feira une teoria e prática
Alunos da Escola Municipal Pauline Parucker, no bairro Boehmerwald,
tiveram um final de semana diferente. Eles apresentaram aos pais
e aos moradores da região a 2ª Feira de Trabalhos
Escolares. Durante todo o dia, 949 estudantes de 1ª a 8ª
série mostraram o que aprenderam em sala de aula durante
o ano.
De acordo com a supervisora escolar, Sílvia Sônia
Fagundes, a idéia principal é tornar mais próximo
da realidade dos alunos os assuntos que são estudados
em sala de aula.
Um bom exemplo é trabalho da 6ª série. A análise
combinatória tirou a matemática da teoria, com
objetos de desejo da maioria das meninas. Utilizando bonecas,
estudantes mostraram com quantas blusas poderiam combinar uma
calça. "Eles apresentaram o assunto de uma forma
mais atraente e abrangente", explica Sílvia.
Segundo a diretora da escola, Maristela Ramos Rodrigues, alunos
foram desafiados a construir e demonstrar os conhecimentos adquiridos
de forma prática. "A ênfase foi os 500 anos
do Brasil e o aniversário de 150 anos da nossa cidade",
explica. Para ela, a feira é uma excelente oportunidade
de desenvolver a criatividade dos estudantes, que aproveitaram
a chance de mostrar que são capazes de trabalhar em grupo.
Além disso, conforme Sílvia Fagundes, esse tipo
de evento faz com que os pais visitem a escola e se interessem
mais pela educação dos filhos.
A escola Pauline Parucker foi a vencedora da Gincana Cultural,
promovida pela Instituto 150 Anos. Mais de 65 escolas participaram
da disputa que levou a garotada a estudar sobre a história
de Joinville A cidade completa seu sesquicentenário em
9 de março de 2001.
Tratamento de lixo é
tema de palestra em escola
Arlei Zimmermann
Para mostrar de onde vem o lixo e como ele deve ser tratado,
o coordenador da coleta seletiva do bairro São Francisco,
em Niterói (RJ), professor Emílio Maciel Eigenheer,
fez palestra na manhã de ontem, para os alunos da Escola
Técnica Tupy (ETT). O evento faz parte da 2ª Semana
Tecnológica da Sociedade Educacional de Santa Catarina
(Sociesc), mantenedora da ETT e Instituto Superior de Tecnologia
(IST). Uma feira de ciência com trabalhos experimentais
feitos pelos próprios estudantes e uma oficina com expositores
de diferentes Estados fazem parte do evento.
Além de coordenador da experiência de coleta seletiva
de lixo, Emílio ainda é responsável pelo
Centro de Informações sobre Resíduos Sólidos.
Conhecedor do assunto, conseguiu chamar a atenção
da platéia de estudantes, que se mostrou interessada no
tema.
O professor observa que as pessoas devem olhar para o lixo de
forma adequada já que de 10 a 20% do orçamento
de uma cidade vai para a coleta de lixo. Cada pessoa produz por
dia cerca de 600 gramas a um quilo de lixo, afirma.
Outra palestra que também despertou interesse dos alunos
foi com o engenheiro Gert Roland Fischer, consultor ambiental
empresarial. De acordo com ele, a gestão ambiental é
uma questão de sobrevivência, porque o consumidor
dá preferência aos produtos de empresas que não
agridem à natureza.
Destaques
Um dos trabalhos que está se destacando na feira é
sobre lixo que não é lixo. Desenvolvido por quatro
alunas do 3º ano, em dois meses de dedicação,
as estudantes mostraram que se pode fazer muitos objetos com
material reciclável, como bandejas, vidros decorativos
e até uma mesa feita com carretel de fios e mosaico de
azulejo quebrado. Segundo uma das integrantes do grupo, Cristina
Kuhl, 17 anos, o trabalho é um forte concorrente para
conquistar o primeiro lugar na feira.
"Suspensão Independente", um robô feito
de estrutura de alumínio que futuramente vai se transformar
num AGV - robô guiado por via satélite- , é
outro candidato ao prêmio. O estudante Alison Paulo Ramos,
19, do 4º ano, que confeccionou o trabalho junto mais dois
colegas, disse que levaram o ano todo para a fazer o robô.
A feira, que começou no dia 21, termina hoje e está
aberta ao público.
Estudantes da Udesc
trocam experiências
A 1ª Semana Tecnológica de Engenharia Elétrica,
que terminou ontem na Universidade do Estado de Santa Catarina
(Udesc/Joinville), contou com a participação de
todos os estudantes do campus, que aproveitaram a oportunidade
para promover a troca de experiências. Apresentação
de trabalhos de iniciação científica, palestras,
minicursos e uma feira de exposições estavam entre
algumas das programações do evento. A Udesc e a
Escola Técnica Tupy (ETT), que fazem um balanço
positivo de suas atividades, ressalvam a qualidade da série
de trabalhos apresentados e destacam a importância desses
eventos no desempenho do futuro profissional.
A comissão organizadora ficou surpresa com a participação
e interesse dos estudantes da Udesc. "Nosso grande objetivo
é proporcionar atividades extra-curriculares aos acadêmicos",
explica o coordenador do curso de engenharia elétrica,
Antônio de Sousa. Segundo ele, todo o processo tende a
influenciar o rendimento escolar dos estudantes, constantemente
bombardeados por novas informações.
"Estávamos sentindo falta desse tipo de atualização.
Estamos tendo a oportunidade única de, em contato direto
com o mercado, ter consciência de suas exigências
e necessidades", analisa o acadêmico da 6ª fase
de engenharia elétrica Gianpaolo Scottini, 21 anos.
Troca de idéias
Já para o estudante Alexandre Cotrin, 22, da 9ª
fase de engenharia elétrica, a troca de idéias
esteve entre um dos grandes benefícios de sua participação
no evento. "Pude apresentar meu trabalho aos demais participantes
e ouvir idéias que podem me ajudar a concluir meu projeto.
Através desta iniciativa também terei a oportunidade
de expor meu trabalho, de maneira coerente, em várias
empresas do segmento", otimiza.
A feira terminou com a palestra do professor Luiz Carlos de Souza.
Atletismo vai
competir em Brasília
Oito integrantes da equipe de atletismo de Joinville foram
chamados para disputar a Olimpíada Colegial, em Brasília:
Dennys Batista, Fábio Amancio, Maicon Crescêncio,
Luiz Ricardo Conceição, Tatiane Ravache, Luana
Belli, Loriane Belli e Gislaine Ferreira. Loriane disputa o salto
em distância, enquanto os demais estarão competindo
em provas de pista - 100, 200 e 4 x 100 metros rasos. Acompanham
os técnicos Alceu Cavalett e Margit Weise.
Palhaço de cara limpa
Veia cômica de Cláudio Gabriel dá destaque
ao simplório Severino.
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Energia
1 - A Celesc vai interromper o fornecimento de energia
hoje, das 8 às 10 horas, no Loteamento Baumer e na Estrada
Anaburgo, no bairro Vila Nova. Das 12 às 18 horas, a suspensão
vai atingir as ruas de Pirabeiraba: Olavo Bilac e laterais até
o nº 340; 11 de Novembro e laterais; Francisco Eberhardt;
Dona Francisca, e centro.
Energia 2 -
A estatal avisa que o fornecimento de energia será interrompido
para que sejam feitas melhorias na rede. A diretoria regional
pede que os motoristas tenham atenção redobrada
nos locais onde os operários estarão trabalhando
devido à circulação de veículos da
Celesc. Em caso de emergência, ligue 196.
Maracujá
- A Secretaria de Agricultura de Araquari e o Colégio
Agrícola estão disponibilizando cinco mil mudas
de maracujá certificadas. Para os moradores de Araquari,
as mudas - prontas para o plantio - custam R$ 0,10 a unidade
e para moradores de cidades vizinhas, o preço é
R$ 0,20 a unidade. Informações pelos fones 447-1140,
e 447-1200.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
Estradeiros se
encontram em Enseada
Cerca de 80 adeptos
das casas sobre rodas passam fim de semana de lazer em São
Francisco do Sul
Leandro S. Junges
Morar num espaço pequeno e com pouco ou quase nenhum
conforto não é novidade para a maioria das pessoas.
Porém, a opção por habitar um local assim
e ainda torná-lo um "estilo de vida" está
conquistando cada vez mais adeptos. São os grupos de estradeiros,
como são chamados os freqüentadores de eventos que
reúnem motor homes e trailers.
No último final de semana, pelo menos 80 desses adeptos
das "casas sobre rodas", oriundos de vários
Estados brasileiros, estiveram na praia da Enseada, em São
Francisco do Sul, para um encontro de lazer. O evento, que foi
promovido pelo grupo Estradeiros de Curitiba, é apenas
um dos mais de 20 encontros anuais que acontecem em vários
pontos do País.
Segundo um dos membros do grupo, o empresário Cezar Luiz
Fraresso, 45 anos, mais do que apenas passar um final de semana
junto ao mar, os adeptos desses veículos aproveitam para
confraternizar, trocar experiências e, especialmente, planejar
viagens, roteiros e conhecer locais apropriados para o turismo
nesse tipo de veículo.
Segundo o coordenador do encontro, o comerciante Carlos Augusto
Casprisin, 44 anos, esse é um tipo de lazer que tem futuro.
"Esta é uma maneira muito peculiar de passar o final
de semana, principalmente porque temos a liberdade de escolher
o local para o passeio, ao contrário de ter uma casa fixa
no campo ou na praia", diz.
Por serem equipadas como se fossem realmente casas, com cozinha,
quartos, banheiro, aquecimento, energia e abastecimento de água,
esses veículos permitem que seus usuários permaneçam
um longo período dentro deles. Embora seja um lazer relativamente
barato, já que consome basicamente o combustível,
o investimento num veículo como esse fica entre R$ 30
mil (um motor home usado) e R$ 300 mil (um modelo novo).
No Brasil, há menos de dez grupos que se reúnem
periodicamente, divididos pelos Estados de Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro
e Espírito Santo.
Militar conquista
liberdade com aposentadoria
O militar aposentado Antônio Bispo de Oliveira, 53 anos,
poderia ter comprado uma casa de praia com o que economizou durante
os 30 anos de pára-quedismo no Exército. "Mas,
por que ter uma casa na praia, se posso ter uma casa em qualquer
lugar, em qualquer praia do País?", questiona, lembrando
a decisão de comprar um motor home. Para exemplificar
o que aconteceu com sua vida depois de conquistar a tão
sonhada "liberdade", ele relata o que fez no último
ano. "Fiquei quase um ano nos Estados do Nordeste. Passei
quatro meses em Florianópolis e três na Lagoa (da
Conceição). Agora, vamos dar uma passada na casa
do meu filho, em Curitiba", conta.
Bispo, como é conhecido pelos membros do grupo, e sua
mulher Maria da Conceição Marques de Oliveira,
56 anos, dividem desde 1997 um motor home de aproximadamente
40 metros quadrados. O casal é um dos tantos que já
não têm mais residência fixa. "Nossa
vida é aqui", conta, mostrando o veículo,
que tem quarto, cozinha, sala e banheiro. Embora pareça
pequeno, o interior do veículo é dividido em módulos
e permite a acomodação de até seis pessoas.
Na sala, apenas uma mesa e dois sofás, que se transformam
rapidamente em duas camas de casal. A cozinha tem pia, fogão
e duas geladeiras (uma movida a energia e outra a gás,
para os períodos em que o casal estiver na estrada). O
quarto tem uma cama e dezenas de compartimentos que servem para
guardar roupas e utensílios. (LSJ)
Futebol amador
em sábado de decisões
Copão, sênior
e infantil têm finais hoje em Joinville
Na semana passada o tempo não ajudou, com uma forte
chuva cancelando a rodada, mas na tarde de hoje deve sair o campeão
do 23º Copão Kurt Meinert de futebol varzeano e o
time que estará levando a Taça Radialista Ricardo
da Silveira Passos. O palco de mais esta decisão será
o Estádio Olímpico do América e começa
às 14h45 com a disputa da medalha de bronze, ficando para
duas horas depois a grande final.
Os finalistas Jativoca e União da Estrada Blumenau têm
campanhas quase idênticas e que chegam a se confundir,
principalmente pela forma como passaram pelas semifinais. As
vagas às finais foram decididas nas cobranças de
pênaltis depois do empate no tempo normal. O Jativoca traz
para esta decisão o escudo de campeão do ano passado.
Já o União vem credenciado pelas conquistas de
1994 e 1995 no extinto Torneio da Integração Rural.
A programação no campo do América começa
às 14h45. O primeiro jogo vale a medalha de bronze na
disputa entre Estrela do Sul/Ligafix e Krona, com arbitragem
de Roger de Oliveira Gomes e Cláudio Manoel Francisco.
Às 16h30 começa a grande final entre União
e Jativoca, e que terá no apito Luiz Carlos Costa e Aurívio
João Souza Júnior.
Na busca do segundo título consecutivo, o Jativoca disputou
até agora 11 jogos, venceu quatro, com cinco empates e
uma derrota, marcou 21 gols e sofreu sete. A campanha do União,
em 11 jogos, tem sete vitórias, dois empates e duas derrotas,
assinalou 27 gols e sofreu 16.
Para Elder Fiamoncini, que comanda o Jativoca em sua 11ª
participação no Copão, a campanha num campeonato
importante como este deve ser bem planejada. E até mesmo
um resultado que possa evitar futuros desdobramentos também
fez parte do roteiro. "Um empate sem gols e até mesmo
uma derrota (resultado que aconteceu com placar de 1 a 0) frente
a Só Tênis poderia ajudar a trazer a campo o nosso
próximo adversário (Clube Sul) e ainda evitar um
confronto inoportuno e fora de ocasião com Krona e Flamenguinho",
revela Elder.
E foi com o Krona que o Jativoca disputou a vaga nas semifinais.
"É um adversário difícil e por isso
preferíamos enfrentá-los numa fase mais decisiva
como aconteceu na semifinal", observa Elder. O empate sem
gols no tempo normal levou a decisão da vaga para os pênaltis
e o Jativoca venceu por 7 a 6. O União/Eldorado Pneus
também saiu de um empate (2 a 2) com o Estrela do Sul/Ligafix
na semifinal, vencendo nos pênaltis por 5 a 4.
O técnico Renato Schimming diz que o União aposta
para esta final usando como base a retrospectiva das etapas anteriores.
A força do ataque com o empurrão da torcida passa
a ser a principal característica do time da Estrada Blumenau.
Aventureiro precisa
vencer Linense no veterano
O clima decisivo do citadino de futebol sênior - Taça
Auto-elétrica Graciosa - não fica apenas dentro
das quatro linhas do campo. É por isso que o Linense não
depende apenas da vantagem sobre o Aventureiro após a
vitória por 1 a 0 obtida no jogo da semana passada. O
time da zona Sul precisa primeiro quitar a dívida de R$
125,00 referente a falta de pagamento da taxa de arbitragem da
primeira partida das finais.
A direção da Liga Joinvilense de Futebol recomendou
ao trio que atuar nesta tarde, às 16 horas, no Estádio
Antônio Cidral, que o segundo jogo da série somente
acontece após o Linense saldar a dívida. E o Linense
é o principal interessado em que o jogo seja realizado
por precisar apenas do empate para confirmar a conquista do título.
O Aventureiro conseguiu em todas as fases do campeonato ter o
melhor desempenho na soma de pontos. Agora, precisa acabar com
a vantagem que o Linense conquistou no primeiro jogo. Para isso,
precisa unicamente da vitória nesta tarde, forçando
assim o adiamento da decisão para um terceiro jogo, que
também seria realizado em seu estádio.
Infantil será no Aviação
A decisão do citadino de futebol infantil coloca outra
vez frente a frente as equipes do JEC/Irineu e Caxias. A final
do campeonato acontece na manhã deste sábado, no
campo do Aviação.
Enquanto caxienses e tricolores decidem o título, às
10h20, a preliminar corre o risco de ficar para outra data. E
tudo por causa do Fluminense não ter a maioria de seus
jogadores, que estão em Blumenau na decisão do
Estadual de Futsal infantil pela AABB/Consórcio União.
O tricolor do Itaum decide o 3º lugar com o Aviação,
às 9 horas.
Para estar na final, o Caxias eliminou o Fluminense (2 a 0) e
o JEC/Irineu precisou da sorte nos pênaltis (3 a 1) para
superar o Aviação após o empate no tempo
normal em 1 a 1.
DENTE DE LEITE
Onze equipe entram em campo a partir desta manhã para
as disputas do citadino de futebol dente-de-leite, reunindo garotos
até 11 anos.
Em dupla eliminatória, os participantes estão distribuídos
em três chaves com a classificação dos dois
primeiros para a segunda fase. Os jogos desta manhã acontecem
no São Luiz (chave A) e Tigre (B), a partir das 8h30,
e Aventureiro (C), às 9.
Pela chave A os confrontos serão Aventureiro A x JEC/Irineu
e Cedae/Vasco x MB Usinagem. Na chave B jogam São Luiz
A x Tigre e Aviação B x Nardela/Cruzeiro. Na C,
Aviação A x Nilkasa, além do Aventureiro
B enfrentando o perdedor do primeiro jogo.
Bolão de quartetos define
primeiro campeão na terça
O primeiro campeão da temporada de quartetos do bolão
23 de Joinville será conhecido na próxima terça-feira
com o encerramento do torneio masculino. E a equipe do Glória
está muito próxima desta conquista. Além
de liderar o certame que tem em disputa o Troféu SBT Joinville,
o Glória sedia a última rodada. O feminino só
acaba dia 1º.
Duas rodadas foram realizadas esta semana. Na Embraco, o masculino
da Multibrás conquistou a melhor produção
ao fazer 698, seguido por Glória (607), Embraco (696),
Tupy (681), Floresta (681), Alvorada (680) e Döhler (675).
Na Multibrás, quem melhor produziu foi a Embraco, 704,
seguida por Floresta (696), Multibrás (695), Glória
(692), Tupy (688), Alvorada (680) e Döhler (649). Na classificação
geral, o Glória tem 70 pontos. Na seqüência,
Multibrás 60, Tupy 56, Floresta 56, Embraco 54, Alvorada
24, Döhler 16.
No feminino, a rodada disputada no Glória foi vencida
pela Embraco, com 685 pontos. Em seguida, Alvorada 683, Glória
682, Multibrás 666, AABB 664, Tigre 654, Tupy 647, Floresta
641. Na AABB, o time da casa produziu 684, seguido por Multibrás
672, Embraco 669, Alvorada 655, Floresta 635, Glória 635,
Tupy 624, Tigre 608.
A duas rodadas do final, a disputa não está definida.
A liderança é da AABB, com 74 pontos, seguida por
Embraco 72, Alvorada 60, Multibrás 60, Glória 49,
Tupy 46, Tigre 36, Floresta 35.
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