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SAUDADE
Brusque lembra os 20 anos de morte de Cartola, autor de
"As Rosas não Falam", seu maior sucesso
Foto: Agência Estado
Todas as homenagens para Cartola
Brusque hoje recebe
dona Zica, mulher do compositor
A
primeira apresentação oficial do Coral da Febe
traz a Brusque, hoje, dona Zica, mulher do sambista Cartola,
que será homenageada. O show "À Cartola, um
Tributo", no anfiteatro da Fundação Educacional
de Brusque, às 20h30, faz inicialmente um resgate de Villa
Lobos, Valdemar Henrique, Caetano Veloso e Lamatine Babo e, numa
segunda etapa, será enfocada a vida e obra de Cartola.
O evento marca, além do início das apresentações
do coral, os 20 anos da morte de Cartola, ocorrida em 30 de novembro.
Para o maestro do coral, Sérgio Westrupp, dona Zica é
o elo entre a obra e a memória do compositor. A visita
foi acertada em junho deste ano, quando o grupo vocal Esquina
Brasilis apresentou show com músicas de Cartola e ela
se prontificou a vir a Brusque.
O coral quer registrar datas e personalidades marcantes a fim
de enriquecer a cultura local. "Vamos disseminar a música
brasileira e criar um envolvimento da comunidade com a cultura",
explicou Westrupp. Segundo ele, o coral deve ter como prioridade
o resgate à arte brasileira, unindo a atividade artística
com a contemporaneidade.
Fundador da escola de samba Estação Primeira de
Mangueira - a famosa verde e rosa, Cartola foi um dos grandes
sambistas do País. Mais que compor e cantar, Cartola teve
seu papel ao mostrar gente pobre, sofrida, de cima do morro,
quase sempre negra ou parda, tornando-os o símbolo da
brasilidade. Cantou também o amor, a exemplo de "As
Rosas não Falam", seu maior sucesso.
O QUÊ: "À Cartola, um Tributo", show
com apresentação do Coral da Febe e presença
de dona Zica, mulher de Cartola. QUANDO: Hoje, às 20h30.
ONDE: No auditório da Febe, tua Manuel Tavares, Centro,
Brusque, tel (0xx47) 351-1934. QUANTO: Entrada franca
LITERATURA
Obra da fotógrafa nascida em São Francisco
do Sul merecerá sessão de autógrafos matinal,
no Solar do Rosário, em Curitiba
Foto: Divulgação
Livro de Lair Bernardoni ganha
novas fronteiras
Joinville - "Girassol, Giralua - Prosa Poética
e Imagens", obra-prima da catarinense Lair Leoni Bernardoni,
ganha novos leitores a partir de hoje, às 11 horas, no
Solar do Rosário, em Curitiba. Publicado pela Editora
Letra D'Água, o livro desta fotógrafa aparece no
cenário literário como um óasis marcado
por tessituras, ritmos, imagens do coração e de
lugares do mundo.
A emoção, característica marcante da autora,
aparece em cada letrinha, fotografia, palavra. Um cuidado exacerbado
transparece nas 162 páginas que reúnem impressões,
amanheceres, pôres-do-sol, saudade, estrelas, melancolias,
luar, humanidades, alegrias diante da beleza.
Luz e desejos compõem a obra que ganhou revisão
de Pasquale Cipro Neto, apresentação do escritor
Sérgio Costa Ramos e prefácio de Lindolf Bell.
O QUÊ: Lançamento de "Girassol, Giralua
- Prosa Poética e Imagens", de Lair Leoni Bernardoni.
QUANDO: Hoje, às 11h. ONDE: Solar do Rosário, rua
Duque de Caxias, 4, tel. (0xx41) 225-6232, Curitiba (PR).
Sarau lembra
Lindolf Bell
Blumenau - Poemas, música e teatro para homenagear
o poeta catarinense Lindolf Bell. O Sarau Literário promovido
hoje, na Biblioteca Pública Municipal de Blumenau, vai
reverenciar a memória e a obra do maior ícone da
poesia barriga-verde da atualidade. Dois anos após sua
morte, Bell continua sendo a referência das artes e da
literatura do Estado. Sua partida deixou órfãos
os artistas e escritores, que agora buscam nas lembranças,
a inspiração de sensibilidade e emoção
para compor ou reproduzir seus versos imortalizados.
O Sarau Literário Lindolf Bell marca a solenidade de posse
da nova diretoria da Sociedade dos Escritores de Blumenau, que
passa a ser presidida pelo poeta Tchello D'Barros. A festa abre
com a performance teatral do ator Luciano Buckmann, do curso
de letras da Fundação Universidade Regional de
Bulmeua (Furb), interpretando "O Corvo", clássico
de Edgar Allan Poe. O grupo Vênus, de Blumenau, apresenta
uma intervenção poética de textos de Tchello
D'Barros, e os poetas integrantes da Sociedade seguem um recital
de poesias.
Depois, o espaço estará livre para declamações,
e é nesta hora que os participantes poderão fazer
as homenagens a Bell. O grupo de sopros da Fundação
Cultural de Blumenau apresenta um número musical, e a
coordenação da Biblioteca Pública organiza
a exposição "Vida e Obra de Lindolf Bell",
com acervo de fotos, poemas, cartazes e livros, que poderão
ser apreciados mesmo após esta noitada literária.
O sarau se estenderá da Biblioteca para o Horto Botânico
Edith Gaertner.
O QUÊ: Sarau Literário Lindolf Bell QUANDO: Hoje,
às 20h. ONDE: Biblioteca Pública Municipal e Horto
Botânico Edith Gaertner, Alameda Duque de Caxias, 64, Blumenau,
tel.: (0xx47) 326-6787
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| Leia também |
Cinema perde investidor
Só em 1999,
Banespa aplicou quase R$ 4 mi em 20 produções
Jotabê Medeiros
Agência Estado
São 124 projetos cinematográficos esperando
em banho-maria para ver qual é a disposição
do novo proprietário do Banespa, o Banco Santander Central
Hispanico (BSCH), em relação à cultura.
Esse é o número de cineastas que inscreveram roteiros
no programa de apoio ao cinema do Banespa, antes de sua privatização.
Desde 1994, quando começou a financiar projetos por meio
da Lei do Audiovisual, o Banespa já apoiou cerca de 50
filmes. Entre eles, concorrentes recentes ao Oscar, como "O
Quatrilho" e "O Que é Isso, Companheiro?".
Em 1999, foram 20 filmes apoiados. Em 1998, o Banespa financiou
parcialmente 14 filmes. Boa parte da produção audiovisual
paulista está amparada na atuação do banco
e o futuro - após o leilão do dia 20 que vendeu
o antigo banco estatal ao espanhol - é indefinido. Segundo
informaram fontes da antiga direção do Banespa,
as definições só devem começar a
ocorrer hoje, quando será feita uma assembléia-geral
para a escolha dos novos administradores da instituição.
O novo diretor da área de incentivos fiscais deverá
assumir já amanhã
No ano passado, foram aplicados - via renúncia fiscal
- R$ 3.902.948,68 em produções cinematográficas.
Este ano, entre os filmes que aguardam uma definição
estão "Tainá no País das Amazonas",
de Tânia Lamarca - que já está pronto, mas
ainda precisa de recursos de pós-produção.
Mas os estímulos do Banespa não se restringem ao
cinema. Em outras áreas, como literatura, teatro e dança,
foram aplicados (com a utilização da Lei Rouanet)
R$ 1.038.946,00 no ano passado.
As leis de incentivo permitem deduções que atingem
até 3% do valor pago ao Imposto de Renda. Assim sendo,
é possível estimar que o valor passível
de ser utilizado em projetos culturais pelo banco este ano fique
em torno de R$ 30 milhões, já que o lucro da empresa
deve chegar perto de R$ 1 bilhão - todo ele já
garantido ao novo proprietário, segundo decisão
recente do Banco Central.
No processo de privatizações, não há
nada que obrigue um futuro comprador a manter um princípio
de fidelidade a determinados incentivos. é uma decisão
soberana da empresa. Algumas companhias privatizadas recentemente,
como a Telefonica, por exemplo, retomaram esses incentivos -
a Telefonica "adotou" o Festival de Inverno de Campos
do Jordão, por exemplo.
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