Joinville         -          Segunda-feira, 27 de Novembro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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SAUDADE
Brusque lembra os 20 anos de morte de Cartola, autor de "As Rosas não Falam", seu maior sucesso
Foto: Agência Estado

 

Todas as homenagens para Cartola

Brusque hoje recebe dona Zica, mulher do compositor

A primeira apresentação oficial do Coral da Febe traz a Brusque, hoje, dona Zica, mulher do sambista Cartola, que será homenageada. O show "À Cartola, um Tributo", no anfiteatro da Fundação Educacional de Brusque, às 20h30, faz inicialmente um resgate de Villa Lobos, Valdemar Henrique, Caetano Veloso e Lamatine Babo e, numa segunda etapa, será enfocada a vida e obra de Cartola.
O evento marca, além do início das apresentações do coral, os 20 anos da morte de Cartola, ocorrida em 30 de novembro. Para o maestro do coral, Sérgio Westrupp, dona Zica é o elo entre a obra e a memória do compositor. A visita foi acertada em junho deste ano, quando o grupo vocal Esquina Brasilis apresentou show com músicas de Cartola e ela se prontificou a vir a Brusque.
O coral quer registrar datas e personalidades marcantes a fim de enriquecer a cultura local. "Vamos disseminar a música brasileira e criar um envolvimento da comunidade com a cultura", explicou Westrupp. Segundo ele, o coral deve ter como prioridade o resgate à arte brasileira, unindo a atividade artística com a contemporaneidade.
Fundador da escola de samba Estação Primeira de Mangueira - a famosa verde e rosa, Cartola foi um dos grandes sambistas do País. Mais que compor e cantar, Cartola teve seu papel ao mostrar gente pobre, sofrida, de cima do morro, quase sempre negra ou parda, tornando-os o símbolo da brasilidade. Cantou também o amor, a exemplo de "As Rosas não Falam", seu maior sucesso.

O QUÊ: "À Cartola, um Tributo", show com apresentação do Coral da Febe e presença de dona Zica, mulher de Cartola. QUANDO: Hoje, às 20h30. ONDE: No auditório da Febe, tua Manuel Tavares, Centro, Brusque, tel (0xx47) 351-1934. QUANTO: Entrada franca


LITERATURA
Obra da fotógrafa nascida em São Francisco do Sul merecerá sessão de autógrafos matinal, no Solar do Rosário, em Curitiba
Foto: Divulgação

 

Livro de Lair Bernardoni ganha novas fronteiras

Joinville - "Girassol, Giralua - Prosa Poética e Imagens", obra-prima da catarinense Lair Leoni Bernardoni, ganha novos leitores a partir de hoje, às 11 horas, no Solar do Rosário, em Curitiba. Publicado pela Editora Letra D'Água, o livro desta fotógrafa aparece no cenário literário como um óasis marcado por tessituras, ritmos, imagens do coração e de lugares do mundo.
A emoção, característica marcante da autora, aparece em cada letrinha, fotografia, palavra. Um cuidado exacerbado transparece nas 162 páginas que reúnem impressões, amanheceres, pôres-do-sol, saudade, estrelas, melancolias, luar, humanidades, alegrias diante da beleza.
Luz e desejos compõem a obra que ganhou revisão de Pasquale Cipro Neto, apresentação do escritor Sérgio Costa Ramos e prefácio de Lindolf Bell.

O QUÊ: Lançamento de "Girassol, Giralua - Prosa Poética e Imagens", de Lair Leoni Bernardoni. QUANDO: Hoje, às 11h. ONDE: Solar do Rosário, rua Duque de Caxias, 4, tel. (0xx41) 225-6232, Curitiba (PR).


Sarau lembra
Lindolf Bell

Blumenau - Poemas, música e teatro para homenagear o poeta catarinense Lindolf Bell. O Sarau Literário promovido hoje, na Biblioteca Pública Municipal de Blumenau, vai reverenciar a memória e a obra do maior ícone da poesia barriga-verde da atualidade. Dois anos após sua morte, Bell continua sendo a referência das artes e da literatura do Estado. Sua partida deixou órfãos os artistas e escritores, que agora buscam nas lembranças, a inspiração de sensibilidade e emoção para compor ou reproduzir seus versos imortalizados.
O Sarau Literário Lindolf Bell marca a solenidade de posse da nova diretoria da Sociedade dos Escritores de Blumenau, que passa a ser presidida pelo poeta Tchello D'Barros. A festa abre com a performance teatral do ator Luciano Buckmann, do curso de letras da Fundação Universidade Regional de Bulmeua (Furb), interpretando "O Corvo", clássico de Edgar Allan Poe. O grupo Vênus, de Blumenau, apresenta uma intervenção poética de textos de Tchello D'Barros, e os poetas integrantes da Sociedade seguem um recital de poesias.
Depois, o espaço estará livre para declamações, e é nesta hora que os participantes poderão fazer as homenagens a Bell. O grupo de sopros da Fundação Cultural de Blumenau apresenta um número musical, e a coordenação da Biblioteca Pública organiza a exposição "Vida e Obra de Lindolf Bell", com acervo de fotos, poemas, cartazes e livros, que poderão ser apreciados mesmo após esta noitada literária. O sarau se estenderá da Biblioteca para o Horto Botânico Edith Gaertner.

O QUÊ: Sarau Literário Lindolf Bell QUANDO: Hoje, às 20h. ONDE: Biblioteca Pública Municipal e Horto Botânico Edith Gaertner, Alameda Duque de Caxias, 64, Blumenau, tel.: (0xx47) 326-6787

Manchetes AN

Das últimas edições de Anexo
26/11 - Avidez de consumo causa sofrimentos
25/11 - Feliz encontro de talentos em Blumenau
24/11 - O brilho finalmente alcança a rua
23/11 - Em busca da imagem real
22/11 - Duo no Sonora Brasil
21/11 - Eduardo Iglesias - Pintor, gravador e escultor divulga, em Joinville, obras em litografia
20/11 - A responsabilidade de preservar

Leia também

Cinema perde investidor

Só em 1999, Banespa aplicou quase R$ 4 mi em 20 produções

Jotabê Medeiros
Agência Estado

São 124 projetos cinematográficos esperando em banho-maria para ver qual é a disposição do novo proprietário do Banespa, o Banco Santander Central Hispanico (BSCH), em relação à cultura. Esse é o número de cineastas que inscreveram roteiros no programa de apoio ao cinema do Banespa, antes de sua privatização. Desde 1994, quando começou a financiar projetos por meio da Lei do Audiovisual, o Banespa já apoiou cerca de 50 filmes. Entre eles, concorrentes recentes ao Oscar, como "O Quatrilho" e "O Que é Isso, Companheiro?".
Em 1999, foram 20 filmes apoiados. Em 1998, o Banespa financiou parcialmente 14 filmes. Boa parte da produção audiovisual paulista está amparada na atuação do banco e o futuro - após o leilão do dia 20 que vendeu o antigo banco estatal ao espanhol - é indefinido. Segundo informaram fontes da antiga direção do Banespa, as definições só devem começar a ocorrer hoje, quando será feita uma assembléia-geral para a escolha dos novos administradores da instituição. O novo diretor da área de incentivos fiscais deverá assumir já amanhã
No ano passado, foram aplicados - via renúncia fiscal - R$ 3.902.948,68 em produções cinematográficas. Este ano, entre os filmes que aguardam uma definição estão "Tainá no País das Amazonas", de Tânia Lamarca - que já está pronto, mas ainda precisa de recursos de pós-produção. Mas os estímulos do Banespa não se restringem ao cinema. Em outras áreas, como literatura, teatro e dança, foram aplicados (com a utilização da Lei Rouanet) R$ 1.038.946,00 no ano passado.
As leis de incentivo permitem deduções que atingem até 3% do valor pago ao Imposto de Renda. Assim sendo, é possível estimar que o valor passível de ser utilizado em projetos culturais pelo banco este ano fique em torno de R$ 30 milhões, já que o lucro da empresa deve chegar perto de R$ 1 bilhão - todo ele já garantido ao novo proprietário, segundo decisão recente do Banco Central.
No processo de privatizações, não há nada que obrigue um futuro comprador a manter um princípio de fidelidade a determinados incentivos. é uma decisão soberana da empresa. Algumas companhias privatizadas recentemente, como a Telefonica, por exemplo, retomaram esses incentivos - a Telefonica "adotou" o Festival de Inverno de Campos do Jordão, por exemplo.


 
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