|
ANotícia
|
PAISAGEM ENCANTADORA

Extensa área de terra, no bairro
Ademar Garcia, deve ser transformada no Parque Caieira, que ainda
está no papel: antiga reivindicação |
|
ZELO
Caseiros Ladislau e Esperança Saidock temem que local
seja explorado por invasores
|
|
Cidade deve ganhar nova
opção de lazer na zona sul
Apresentação
do projeto de criação do Parque Caieira está
prevista para esta semana
Marlise groth
O
Parque da Caieira, antiga revindicação da comunidade
e ambientalistas joinvilenses, pode sair, em breve, do papel.
O projeto oficial que está sendo elaborado pelos técnicos
da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema)
deve ser apresentado à comunidade, procuradoria e órgãos
ambientais ainda esta semana.
Localizado na zona Sul da cidade, numa área de sambaquis,
onde funcionou uma antiga fábrica de cal (caieira), o
terreno que abrigará o parque será adquirido pelo
município com recursos originários do ajustamento
de conduta da empresa Tupy Fundições Ltda.
De acordo com o Ministério Público Federal, a empresa
deve desembolsar R$ 800 mil como medida compensatória
"para mitigar os danos ambientais causados ao município
de Joinville". O ajustamento de conduta é resultado
de uma ação civil pública movida pela Procuradoria
da República em Joinville e é necessário
para a renovação da licença ambiental da
empresa.
Além dos recursos que serão utilizados no projeto
de criação, implantação equisição
da área pelo município, a Tupy Fundições
Ltda se compromete a rever seus sistemas de efluentes gasosos,
líquidos e sólidos, apresentando programas de monitoramento
dos resultados ao órgãos competentes. Os relatórios
"deverão ser apresentados de modo a ser possível
verificar a evolução das medidas de controle da
poluição adotadas pela empresa, bem como correlacionar
com problemas operacionais da fábrica", segundo o
Ministério Público Federal.
De acordo com o presidente da Fundema, Júlio Adelaido
Serpa, o projeto de desapropriação da área
de 444.437,50 metros quadrados pertencentes à Fiação
Joinvilense S.A., já deu entrada na Câmara de Vereadores.
O município também deve adotar providências
junto à União para obter a transferência
do título de ocupação da área remanescente
que completa os 1.279.450,50 metros quadrados, atualmente titulada
para a mesma empresa.
Conforme o juiz federal substituto Hildo Nicolau Peron, o projeto
deverá ser apresentado devidamente aprovado pelos órgãos
e entidades envolvidas, no prazo máximo de 120 dias. O
imóvel destinado ao Parque da Caieira, após a desapropriação,
passará a integrar o patrimônio público do
município de Joinville, categorizado como bens de uso
comum do povo. Por determinação do juiz, a organização
não-governamental Vida Verde atuará como agente
fiscalizadora da implantação e gerência do
projeto.
Proteção
Mesmo antes de sair do papel o projeto já começa
a causar curiosidade. Ambientalistas, geógrafos, historiadores
querem saber de que modo o parque será implantado, uma
vez que o local, por ser uma área de sambaqui, é
protegido pelo Estado e pela União. O próprio caseiro
do lugar, Ladislau Saidock, 60 anos, admite que desde que a notícia
da compra da área pela Prefeitura se espalhou, há
cerca de um mês, não tem mais sossego.
PARAÍSO
Infra-estrutura deve ser instalada no local para receber visitantes
Caseiros temem que
paraíso seja agredido
O caseiro Ladislau Saidock e a sua mulher Esperança,
que vivem no lugar há 14 anos, temem pelo pedaço
de paraíso que por mais de uma década ajudaram
a preservar: "Aqui é tudo sossego", afirmam.
Um sossego que pode acabar com o movimento e com as edificações
que já estão rente à cerca da propriedade.
"Semana passada tive de correr com um povo que queria invadir
e construir barracos aqui. Eles disseram que o lugar era da Prefeitura
e que por isso tinham o direito de se instalar", comenta
Ladislau.
"Se com o cadeado e vigilância, temos de lutar contra
o roubo do palmito, pesca predatória e roubo de plantas,
imagina o que pode acontecer com isso tudo aberto?", pergunta
Esperança.
Enquanto esperam pela ordem de desocupação, ou
o convite para continuarem como caseiros responsáveis
pelo parque, Ladislau e Esperança seguem a vida. Aparam
o gramado que plantaram ao chegar à propriedade, cuidam
de algumas poucas cabeças de gado e de uma dúzia
de galinhas que criam para subsistência.
Por causa do impassse da compra ou não da área
pela Prefeitura, o casal conta que algumas benfeitorias na propriedade,
como a limpeza da lagoa e a reforma nos galpões centenários
que protegem os fornos foram paralisadas. "A fiação
já investiu muito aqui e agora espera uma definição",
resume a dona de casa que, a exemplo do próprio nome,
mantém a esperança de ver um projeto coerente para
o lugar. "Estamos mantendo a ordem, já tocamos gente
com motosserra que entrou aqui dizendo ter ordem da Prefeitura",
fala.
Novo motor eleva vendas do Classe A
Monovolume da Mercedes-Benz fica mais gostoso de dirigir
e ganha mercado graças ao novo propulsor de 1.9 l e 125
cavalos de potência.
AN_Veículos |
|
Para se ter idéia do trabalho da família,
basta contar que, além de realizar três horas de
caminhada ao dia pela mata para coibir a extração
de palmito e espécies nativas da fauna e flora, Ladislau
e o filho correm contra o tempo para desarmar "laços"
que estranhos montam na beira do mangue para prender caranguejos.
"Prendem machos, fêmeas e filhotes. A quantidade de
caranguejos até diminuiu com o tempo", lamenta o
caseiro que não espera uma boa "safra" para
este ano.
Ladislau e Esperança não acreditam em preservação
com área aberta ou limitada por cerca-viva. "O pessoal
entrava de carroça para tirar material do casqueiro, para
matar capivara. Se deixar aberto acaba tudo em dois tempos",
declaram, sem esconder o carinho que mantém pelo lugar.(MG)
Área guarda
vestígios pré-históricos
Antes da criação
de lei ambiental, local foi explorado de forma indiscriminada
Mais do que uma área de lazer, o Parque da Caieira
pode se transformar em um espaço histórico ao ar
livre, uma vez que guarda fatos importantes da história
do homem que viveu no município. É na "caieira
do Schmidt", como a área é chamada pelos vizinhos,
que representantes de uma civilização que viveu
há cerca de 3 mil anos construíram um dos mais
importantes sambaquis da região (segundo o Museu Arqueológico
de Sambaqui de Joinville, entre Joinville e Guaratuba existem
42). Foi ali que aproveitando-se das conchas do sambaqui Lagoa
Saguaçu, o colonizador transformou o complexo em fonte
de renda, tirando o cal da concha e ampliando as economias com
a exportação.
Explorado de forma indiscriminada antes do surgimento da legislação
ambiental do Estado, que protegeu os sambaquis em 1955, parte
do casqueiro Lagoa Saguaçu serviu para o calçamento
de ruas e como argamassa em edificações da área
central.
Como conta o geógrafo Mário Sérgio Celski
de Oliveira, a primeira citação arqueológica
do casqueiro Lagoa Saguaçu aparece um 1908 em textos de
Luiz Gualberto. "O texto é tão preciso que
chega a falar da ferraria dos bugres, as marcas em lajes de pedra
onde os antigos amolavam instrumentos de caça", fala.
Passados 92 anos, as tais ferrarias, chamadas pelos técnicos
do Museu de Sambaqui de oficinas líticas, continuam a
chamar a atenção e a fazer história no local.
"Aqui, onde aparecem três sinais próximos,
acho que era o lugar de trabalho das crianças", especula
o caseiro Ladislau Saidock, que não teme os personagens
das lendas que cercam o lugar.
De acordo com o geógrafo, é preciso ter uma plano
de manejo para que o parque não comprometa o Complexo
Arqueológico das Caieiras (nome pelo qual o lugar está
sendo chamado pelos estudiosos). "Quem diz que no futuro,
o lugar não possa vir a preencher o hiato que existe entre
os homens sambaquianos e nós?" questiona.
Segundo os técnicos do museu, os sambaquis eram espaços
multifuncionais para as comunidades que viveram a mais de 3 mil
anos. Além de estrutura de habitação, eram
utilizados para rituais como o do funeral. "Pesquisas recentes
mostram que os sambaquianos não eram simples coletores
mas também construtores. Isso remete à uma sociedade
tribal e, em conseqüência, a uma hierarquia",
expõe a historiadora do museu Maria Cristina Alves.
Projeto exige
estudo técnico
Os técnicos do Museu Arqueológico de Sambaqui
de Joinville (Masj) acreditam que, por guardar vestígios
pré-históricos, a área não pode sofrer
intervenção sem receber um estudo paleoambiental
e um estudo arqueológico. Além de um projeto de
zoneamento e de um estudo de impacto ambiental, os especialistas
sugerem um programa de uso público e um programa de operações.
Algo que facilitaria o gerenciamento, a preservação
e a divulgação do complexo.
Pelo projeto da Prefeitura, com a implantação do
Parque da Caieira, devem ser protegidos cerca de 127 hectares
de manguezal e restinga, da forte pressão de ocupação.
Para isso, toda a área do parque deverá ser cercada
e supervisionada. Pela legislação municipal de
uso e ocupação do solo, a área enquadra-se
na Zona Rural, dentro da área de Preservação
Permanente dos Mangues.
Dentro da categoria de Parque de Uso Intensivo, vários
tipos de equipamentos deverão ser implantados no local
como pista de ciclismo bidirecional, pista de pedestre conjugada
com pista de ciclismo, quadras esportivas, canchas de bocha,
áreas de piquenique com churrasqueiras, áreas de
playground, museu arqueologico e academia de ginástica
ao ar livre.
Junto a todos os equipamentos implantados serão instaladas
lixeiras, placas para conscientizar os visitantes da importância
de preservar o meio ambiente, de identificação
de espécies vegetais e de sinalização. (MG)
Alunos saem da rotina
em propriedade rural
Cerca de 40 crianças de 1ª a 8ª série
de escolas do bairro Nossa Senhora Aparecida que participam de
um projeto comunitário do Colégio dos Santos Anjos
receberam, na semana passada, uma aula que reuniu educação,
turismo e solidariedade. Coordenadas pela professora Maria Alzira
de Souza Welter e pela vice-diretora da escola, irmã Ana
Maria Petermann, as crianças visitaram várias propriedades
rurais integradas ao projeto de turismo rural na Estrada Bonita,
no interior do município.
Além de conhecer o lugar, considerado um dos principais
pontos turísticos de Joinville, as crianças aprenderam
diversas atividades típicas do interior, como o plantio
e o preparo do aipim e a produção de bolos, cucas
e pães.
Segundo a vice-diretora, as crianças que participam do
projeto ganham muito mais do que momentos de lazer, mas a oportunidade
de conhecer fatos e hábitos que não fazem parte
do seu dia-a-dia.
"É um crescimento cultural que dificilmente eles
teriam sem o projeto. O crescimento moral e intelectual é
visível em cada criança", explica a professora
Maria Alzira, que acompanha o grupo há cinco anos.
Ela vai até a comunidade duas vezes por semana. Além
disso, as crianças que fazem parte do projeto também
se integram em algumas das atividades desenvolvidas pelo Colégio
dos Santos Anjos. "Na feira de ciências da escola,
as crianças do projeto também expõem e comercializam
os seus produtos, e a renda é toda revertida para o projeto",
explica a vice-diretora.
Para os garotos Alessandro Rodrigues da Silva, 10 anos, e Tatiane
Ferreira de Oliveira, oito, o passeio também representou
a oportunidade de aprender duas das principais atividades humanas:
o plantio e a pesca.
Enquanto Alessandro se divertiu tentando encontrar o lado correto
de introduzir a rama do aipim no solo, Tatiane pescou pela primeira
vez. "Achei que fosse fácil, mas é bem complicado
plantar", diz Alessandro, enquanto tenta limpar as mãos.
Natal
O Natal de pelo menos 12 mil crianças de Joinville
poderá ser mais alegre. Pelo menos essa é a disposição
do organizadores do projeto Palco Solidário, que há
quatro anos promove durante o período natalino atrações
culturais e distribui presentes, lanches e refrigerantes na periferia.
Este ano, a expectativa é superar todos os números
das edições anteriores. Para alcançar essa
meta, o empresário Edilson Kammaradt, o Mani, está
buscando o apoio de empresas e instituições da
cidade. Interessados em ajudar podem fazer contato pelo telefone
435-2735.
Programação do
Natal Luz começa hoje
Hoje, uma grande festa, a partir das 20h30, em frente à
Prefeitura, vai marcar a abertura oficial do Natal Luz, uma programação
especial elaborada pela Fundação Cultural para
envolver a comunidade nos festejos do Natal.
A programação prevê apresentações
de corais, orquestra, chegada do Papai Noel, acendimento da iluminação
natalina no prédio da Prefeitura, na ponte azul e Centreventos
Cau Hansen, e show de fogos de artifício. Prossegue durante
praticamente todo o mês de dezembro, com atividades nos
bairros e na área central.
Enquete
Você acha que as empresas têm
a obrigação de preservar o meio ambiente?
1- "Deveriam
preservar, sim. Caso contrário, no que vai virar a nossa
cidade? Hoje, são poucas as empresas que se preocupam
com isso."
Raimundo Alves, 56 anos, operador de máquinas.
2- "Deveria
ser obrigação. Se as empresas não poluíssem
tanto os nossos rios, eles ainda estariam limpos. A mesma coisa
com o ar. Se as indústrias fossem mais conscientes, tudo
estaria bem melhor."
Luana Pereira dos Santos, 16 anos, estudante.
3 - "Não
só as empresas, como a comunidade em geral. Em Joinville,
tem empresas que realmente se preocupam, tem as que só
fazem propaganda e tem as que não ligam a mínima
para o meio ambiente."
Mario Brehm, 57 anos, economista.
4 - "Acho
que elas deveriam se preocupar. Afinal, são as que mais
poluem. Hoje, acredito que as empresas já se preocupam
mais com isso."
Marli Veridiano, 44 anos, dona de casa.
5 - "Claro
que deveriam cuidar. Se as empresas não se preocuparem,
o que vai acontecer no nosso futuro? Como vão ficar as
próximas gerações?"
Adriano Barrueco, 20 anos, universitário.
6 - "Todas
as pessoas deveriam se preocupar. Não só as empresas.
Hoje, isso não acontece tanto quanto deveria. Na verdade,
isso é questão de educação."
Ana Maria de Andrade Bischof, 41 anos, enfermeira.
7 - "Preservar
é uma obrigação. Se não, vão
acabar com tudo o que ainda resta. Algumas cuidam, mas ainda
é muito pouco."
Adão de Souza Alecrim, 31 anos, vigilante.
8 - "As
empresas deveriam preservar, sim. Isso é bom para todos.
É bom viver em um ambiente mais saudável."
Silvio Moreira, 47 anos, analista dimensional.
Artigos
Educação Ambiental
e o Parque da Caieira
Eloisa Corrente
Aproximadamente 50 anos nos separam da então extração
mineral de argila e calcário proveniente das conchas formadas
dos sítios arqueológicos, para hoje no local estar
sendo implantado o Parque da Caieira que, além de proporcionar
refúgio para a fauna local, irá proteger 138,30
hectares de manguezal remanescentes da Lagoa do Saguaçu
e da Mata de Restinga.
Por sua localização, o parque irá proporcionar
ao visitante áreas de lazer controladas, educação
ambiental, lazer contemplativo e a oportunidade de observar restos
arqueológicos dos primeiros habitantes da região.
Transformar o local em um parque faz parte do Projeto de Macrozoneamento
de Áreas com Potencial de Implantação de
Unidades de Conservação do Município de
Joinville, projeto esse atribuído à Secretaria
de Agricultura e Meio Ambiente e à parceria da ONG VidaVerde.
O Parque da Caieiras nos permitirá elaborar e explorar
um conjunto de atividades de educação ambiental,
para que possamos desenvolver com os alunos o estudo do local.
Não isolar nem a tarefa nem o assunto, mas considerá-lo
no âmbito do contexto em que se insere, que é, de
um lado, a história das pessoas que ali viveram, o espaço
que está sendo construído e que vida ali ainda
habita.
O importante nessa atividade é valorizar a vivência
diária do aluno, é responder na prática
o que significa estudar e compreender o espaço em que
se vive e a história que estamos construindo, é
mostrar que o estudo não é necessário apenas
para saber informações e dados abstratos ou distantes
das pessoas, mas também analisar o momento e a situação
que estamos vivendo. Antes de o local se tornar hoje o Parque
da Caieira, o homem ali morou e, muito depois, extraiu dali material
para a construção da cidade de Joinville.
É importante que estejam acompanhadas da criação
do parque as informações necessárias que
sirvam de suporte para se desenvolver a parte teórica
do trabalho de campo, com os estudantes e futuros visitantes.
Vale ressaltar que, durante o tempo em que se desenvolve todo
o processo do trabalho de campo, o professor deve ter a preocupação
constante de situar a atividade que está sendo desenvolvida,
dentro do contexto dos objetivos e motivos pelos quais estão
sendo desenvolvidas as tarefas. Isso é necessário
para se evitar o "fazer pelo fazer" ou "visitar
por visitar" apenas.
É fundamental para o estudante que está começando
a ler o mundo humano conhecer a diversidade de ambientes, habitações,
modos de vida, estilos de arte ou as formas de organização
de trabalho, para compreender criticamente a sua própria
época e o espaço em seu entorno. É por meio
da leitura das materialidades e dos discursos de seu tempo e
de outros tempos, que o aluno aprende a ampliar sua visão
do mundo, tomando consciência de que se insere em uma época
específica, que não é a única possível.
Dessa forma, estaremos desenvolvendo os conteúdos de educação
ambiental, voltadas à maneira conceitual, atitudinal e
procedimental. Sem dúvida, o Parque da Caieira é
um excelente instrumento para o desenvolvimento dos recursos
ecológicos referenciados.
- Eloisa Corrente é supervisora de ensino/SEC
ONG Água e Cidade/PAN
Parques: uma forma
de se conservar e educar
Mônica Lopes
Os parques, sejam de natureza municipal, estadual ou federal,
devem ser incentivados de todas as formas. Os ganhos que a sociedade
tem começam pelo simples lazer, seja contemplativo ou
esportivo. Mas, se o parque for bem planejado e administrado,
a população pode ganhar também com a educação,
onde experiências práticas podem ser repassadas
de forma prazerosa para a população.
Vejamos um parque municipal criado recentemente em Belo Horizonte,
visando a principalmente pessoas com deficiência visual.
Por isso, as trilhas possuem cordas para guiar os visitantes,
os nomes científico e popular são escritos em Braille,
assim como informações sobre a idade, frutos, época
da florada da árvore que está sendo apreciada.
Além disso, as pessoas encontram dentro de cascas de coco
amarradas nas árvores amostras dos frutos e folhas, a
fim de permitir a sensação da textura dos mesmos.
O tronco da árvore pode ser abraçado para que a
pessoa tenha a sensação da dimensão da mesma.
Os parques também têm a função de
preservar e ensinar a história da região. Os sítios
arqueológicos, que ocorrem abundantemente na nossa região,
possuem poucos lugares onde a população pode aprender
sobre a sua formação e conseqüente valor histórico.
Outra função que os parques possuem é de
restringir o uso e ocupação de áreas de
risco, como por exemplo áreas sujeitas a enchente ou a
escorregamentos de encosta. Ao mesmo tempo que a comunidade usufrui,
ela pode ser sensibilizada a aprender a necessidade de preservar
de forma inteligente, didática e barata.
Patrícia de Sabrit volta em alto estilo
Atriz retorna ao Brasil para estrelar "Vidas Cruzadas".
AN_Tevê |
|
Outro ponto é que áreas verdes
são primordiais para se garantir a qualidade de vida de
toda uma população. Sabemos que área verde,
sem uso, acaba sendo invadida. Por isso, a criação
de parques é uma maneira inteligente de se investir na
prevenção de problemas futuros, como perder para
sempre o patrimônio histórico cultural da região,
diminuir a recarga das águas subterrâneas, proporcionar
a geração de áreas de risco geológico,
evitando o aumento do assoreamento dos rios e, por extensão,
da Baía da Babitonga, incrementando ainda mais o ônus
do poder público municipal de dar infra-estrutura a locais
onde, economicamente, é inviável.
Pelo exposto, é de grande importância que se crie
o maior número de parques possível, enquanto ainda
existe alguma área disponível para isso. No entanto,
é bom lembrar que não basta criar, mas tem de se
dar a devida manutenção para que não fique
com aspecto de abandono como algumas áreas da cidade....
Por último, é bom lembrar que, para se viver bem
com saúde física e mental, o contato com a natureza
é primordial.
- Mônica Lopes Gonçalves é geóloga
e membro da Associação de Defesa Ambiental Jacatirão
 |
 |
| Manchetes AN |
|
|
|
 |
 |
| Leia também |
Joinville tem
focos de miséria urbana
Constatação
é de Claudete Frenzel, diretora da Associação
Joinvilense de Obras Assistenciais
Antônio Anacleto
A sociedade está mais preocupada em preservar as araras,
baleias e tartarugas, que ajudar a diminuir o quadro de miséria
que está ao lado. Segundo a diretora da Associação
Joinvilense de Obras Assistenciais (Ajos), Claudete Frenzel Giuliari,
a preservação do meio ambiente é positiva
e até necessária, mas a mesma atenção
deveria ser dispensada ao ser humano. "Seria muito bom que
as empresas tivessem em seus indicadores sociais a mesma preocupação
que nutrem com questões ecológicas", sublinhou
a diretora. As afirmações de Claudete Frenzel aconteceram
no programa "X da Questão" desta semana.
Casada com o advogado José Roberto Giuliari, com quatro
filhos, a professora Claudete Frenzel construiu uma trajetória
em que sempre esteve envolvida em programas sociais. É
integrante da Casa das Famílias Rotarianas desde 1976,
participa da ações da Ajos desde 1987 e integra
o Instituto Joinville 150 Anos.
Espontânea, bem humorada e até emocionada em determinadas
situações da entrevista, Claudete Frenzel relatou
que o quadro da pobreza vem se agravando ao longo dos anos, e
hoje já existem focos de miséria urbana na maior
cidade do Estado. O desemprego foi colocado como um fator preocupante
e o que mais contribuiu para a evolução do quadro.
A ação das entidades sociais, hoje também
conhecidas como o terceiro setor (depois do governo e das indústrias),
tem sido preponderante para minimizar o problema. "O importante
é estarmos sempre envolvidos, participativos", sugeriu.
Quanto à atuação das igrejas, Claudete lembrou
que algumas entidades que compõem a Ajos são ligadas
a diferentes igrejas e são atuantes. Mas, especificamente
quanto à Igreja Católica, excluindo algumas iniciativas
que ela considera pessoais, revelou que esperava um envolvimento
nas ações sociais.
No entanto, algumas entidades, antes de se agremiarem com a Ajos,
afirmam que conseguiam mais recursos junto ao empresariado local,
que hoje se nega a participar, alegando já colaborar com
a associação. Sobre a questão, Claudete
Frenzel confirmou que a situação é complicada
e que existem conflitos, mas que a Ajos vem conseguindo alcançar
objetivos que, antes, as entidades sozinhas não conseguiam.
Segundo ela, o envolvimento do empresariado local poderia ser
melhor. "Mesmo porque as necessidades são grandes",
disse. Mas há empresas solidárias. Relatou que
há empresários que hoje querem se envolver e acompanhar
os resultados. "Somente uma cartinha pedindo auxílio
para manutenção de uma entidade não é
mais aceita", explicou. "Eles querem, na verdade, projetos
consistentes antes de participar de qualquer ação",
concluiu.
A Ajos foi fundada em 1987 e hoje congrega 63 entidades. A associação
nasceu seguindo o modelo experimentado na cidade de Bauru (SP).
Cada uma das entidades associadas atua em segmentos diferentes,
como na assistência a deficientes, valorização
da vida e na recuperação de dependentes químicos.
A entrevista foi realizada pela Rede Joinvilense de Jornalismo,
composta pelo jornal A Notícia, Rádio Colon AM,
Rádio Cultura Jovem Pan, Rádio Floresta Negra e
TV Cidade de Joinville. A íntegra com as declarações
da diretora da Ajos foi ao ar às 15h30 de ontem pelo pool
de emissoras e pelo canal 20 da Net.
Afirmações da diretora
Sobre a boa vontade do empresariado:
"Eu só
tenho a agradecer. Houve tristezas, resultados menores que o
esperado, mas nunca participei de um evento que desse prejuízo.
Fui bastante feliz".
Sobre situações em que a
Ajos estava sendo usada:
"Eu tiro partido.
Eu sei nitidamente quando tentam usar a entidade. A Ajos é
uma grife. Acontecem casos em que um ou outro faz uma campanha,
dizendo que os alimentos são destinados à Ajos.
Ligo e digo: 'Que coisa boa', e deixo a situação
amarrada".
Sobre a participação política:
"Já fui
convidada para concorrer e ocupar muitos cargos públicos,
mas acho que meu papel não é esse".
Sobre a miséria:
"As pessoas, na
maioria das vezes, esquecem de olhar o que está a sua
volta. A miséria está presente, seja a miséria
moral, a física, em todos os sentidos. A miséria
ainda me choca muito".
Arthur Hoppe convive
com novo desafio
Diabético,
ex-jogador de futebol, vôlei e futsal teve perna direita
amputada há três semanas em Joinville
Roberto Dias Borba
O chute forte desferido pela perna direita do zagueiro Arthur
Hoppe faz parte da história do futebol de Joinville. Goleiros
empurrados para as redes junto com a bola e adversários
atordoados ao ficar na linha de chute sem ficar sabendo o que
aconteceu dali para frente. São fatos que se transformaram
em folclore. Agora, aos 68 anos, por causa de problemas de saúde,
o ex-jogador enfrenta um novo desafio e que é de conviver
com a perna amputada.
Em fase de recuperação, já em sua residência,
no bairro Glória, Arthur observa que começa a conviver
com a situação. E chega a fazer uma ironia: "Esta
(apontando para a perna esquerda) era só para subir no
ônibus. E agora (sem a direita) está tudo igual".
Nem por isso deve enfrentar problemas para se locomover. Um grupo
de amigos já está se mobilizando para entregar-lhe
uma prótese (perna mecânica). A iniciativa é
liderada por Alfredo Korb e Reinaldo Welter.
A trajetória de Arthur Hoppe não se resume ao futebol.
Defendeu a seleção de Joinville e o Cruzeiro no
vôlei, além do time cruzeirense no futsal, modalidade
que ajudou a implantar na cidade em 1956 e participando da assembléia
de fundação da Liga Joinvilense de Futebol de Salão,
em janeiro de 1966.
No futebol, o zagueiro Arthur também contribuiu para a
formação de novos jogadores. Em 1954, dirigiu o
time juvenil do Glória, quando ajudou a revelar Norberto
Hoppe (seu irmão mais novo) e Alcino Simas. "Pena
que perdi os dois logo de cara", lamenta. Norberto foi para
o Caxias e Alcino para o Carlos Renaux, de Brusque. "O time
jogava em função dos dois", relembra.
O futebol sempre foi a paixão de Arthur e por este motivo
era treinador dos juvenis "por gosto". Hoppe relembra
que não havia nenhuma dificuldade para comandar a categoria
de base nas preliminares e depois atuar no time principal. Quando
era preciso deixar os garotos e se preparar para o jogo do time
adulto, Arthur diz que "o esquema já estava montado
e todos garotos já sabiam o seu lugar".
Um apaixonado pela
camisa alvinegra do Caxias
Neste ano a Liga Joinvilense de Futebol resolveu homenagear
Arthur Hoppe com o troféu do citadino júnior. A
homenagem acabou sendo um presente para sua recuperação,
muito mais por ter entregue a taça de campeão ao
Caxias. O clube alvinegro é a sua paixão como torcedor.
Na melhor fase do clube, no bicampeonato estadual de 1954 e 1955,
Arthur diz que tentou ser jogador do alvinegro e só não
conseguiu seu objetivo porque a zaga era território soberano
de Ivo Meyer.
"Treinava uma vez por mês e quase desisti por ter
muitos jogadores e todos bons de bola", recorda Arthur.
Neste período não deixou de ficar longe do esporte.
Em compensação, participou da melhor fase do vôlei
de Joinville - campeão estadual em 1954 e com participações
consecutivas nos Jogos Abertos do Interior de São Paulo,
nas edições de Sorocaba, Piracicaba e Bauru.
A força do esporte brasileiro sempre esteve no interior
paulista e isso deste aquela época, diz Arthur. Só
o fato de Joinville receber o convite para participar já
era uma conquista. Chegar aos primeiros lugares era quase impossível
pelo potencial dos adversários. (RDB)
Homenagem no citadino
Conquistada pelo Caxias há duas semanas, a Taça
Arthur Hoppe representou o campeonato de juniores desta temporada
da Liga Joinvilense de Futebol. A competição teve
pequena participação, começando com quatro
equipes e ficando com três já a partir da primeira
rodada do returno - com a desistência do Aviação/Empreiteira
Fortunato, que havia entrado para colaborar, ficaram Caxias,
Fluminense/Pianox e América.
O Caxias conquistou a Taça Arthur Hoppe superando o arquirival
América duas vezes - no turno ficou com o título
da fase diante dos rubros e no returno também sagrou-se
campeão com vitória de 4 a 2, no Ernestão.
A premiação foi entregue pela LJF sem a presença
do homenageado, que já havia passado pelo processo cirúrgico.
Os caxienses, então, programaram uma visita a Arthur em
sua casa. A visita aconteceu na última quinta-feira, quase
duas semanas após a conquista. Jogadores e diretores caxienses,
além do presidente da Liga Joinvilense de Futebol, Laudir
Zermiani, estiveram com Arthur por quase duas horas. O ex-jogador
gostou da homenagem. Para Laudir, foi um resgate importante.
"Se pudermos contar a esta geração quem foi
Arthur e tantos outros ex-atletas de Joinville, estaremos dando
bons exemplos para seguir", comentou.
O troféu de campeão foi entregue simbólicamente
pelo veterano esportista joinvilense ao clube. O Caxias presenteou
Arthur com a camisa 9 usada na decisão com o América
e um boné.
Cruzeiro a um empate
do título da Segundona
A Segundona tem a possibilidade de apontar seu campeão
neste domingo. E tudo vai depender do Cruzeiro. O time da Estrada
do Sul está a um ponto de seu mais expressivo título.
Um empate no jogo de hoje contra o Mildau já resolve e
uma vitória garante de vez a conquista da Taça
Manchester Bingo com total aproveitamento na série decisiva
do campeonato.
Cruzeiro e Mildau jogam no campo do Ouro Verde (Estrada dos Portugueses,
na Vila Nova), a partir das 16 horas. Os cruzeirenses desprezaram
o seu campo, na Estrada do Sul, em troca de um local neutro e
que vem sendo o campo em que disputou grande parte dos jogos
nesta temporada. O mando do jogo não vem sendo problema
para o time do técnico Carlão Heinrich. Nas semifinais,
goleou o Recanto Lagoa em pleno Complexo Finder. Para completar,
na semana passada, o Cruzeiro superou o Mildau no Estádio
Edmund Nehls por 2 a 0 na abertura da decisão do campeonato.
Apesar de perder em casa, deixando escapar a chance de uma final
mais equilibrada, o Mildau do técnico Teodoro Lima mantém
as esperanças de reverter a situação. Para
impedir a conquista do adversário e prorrogar a decisão,
o Mildau precisa da vitória simples neste domingo. A partir
daí, a final ficaria adiada por mais uma semana. Em caso
de um terceiro jogo, também no Ouro Verde, nenhum dos
dois times entra com vantagem: é preciso ter um vencedor,
que pode sair no tempo normal, na prorrogação ou
até mesmo na cobrança de pênaltis.
Mildau e Cruzeiro têm sua trajetória quase idêntica
no futebol da região. Os dois times surgiram nas competições
do extinto Torneio da Integração Rural, passando
mais tarde para os campeonatos oficiais da Liga Joinvilense de
Futebol (Primeirona e Segundona) e até mesmo com participações
no Copão Kurt Meinert. Desta vez, mesmo com o título
da Segundona, a LJF não assegura a vaga do campeão
para a Primeirona do ano que vem. A única chance de acesso
será através da desistência de algum time
da principal categoria do futebol de Joinville, além de
haver o interesse e disposição do time da Segundona
para subir de divisão.
A decisão da Segundona terá arbitragem de Giovani
Manoel Vieira, uma das revelações do quadro da
Liga Joinvilense de Futebol nesta temporada. Os auxiliares serão
os mesmos que atuaram com Vanderlei Ferreira na primeira partida:
Jeferson Maguiroski e Cláudio Wommer. Os dois times prometem
atuar com muita motivação. O Cruzeiro para confirmar
a campanha realizada até aqui, e o Mildau por depender
exclusivamente da vitória para se manter em condições
de lutar pelo título.
Copa Embraco
Será conhecida neste domingo a equipe campeã da
14ª Copa Embraco de Bolão 23. Os cinco classificados
se enfrentam pela manhã na cancha da Associação
Desportiva Embraco. A competição foi aberta sexta-feira
com equipes de seis cidades.
Taça Cidade
O hipismo também á atração em Joinville
neste fim de semana. Iniciada na tarde de sexta, a 4ª Taça
Cidade de Joinville de Hipismo, com provas de salto, termina
neste domingo no Joinville Country Club. A promoção
é aberta ao público. Hoje, as provas começam
às 8h30. Além dos conjuntos catarinenses de Joinville,
Blumenau, Brusque e Florianópolis, também participam
representantes de Foz do Iguaçu, Curitiba, Colombo e Porto
Alegre. O encerramento está previsto para as 17 horas.
A competição prossegue mesmo se ocorrer mau tempo.
|
|
|