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ANotícia
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Exemplo
Proprietário do prédio onde funciona agência
da Caixa, na João Colin, adotou sistema proposto pelo
Ippuj
Fotos: Carlos Alberto da Silva
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Dono de imóvel deve
conservar calçada
Código de
Postura do município é claro na determinação,
mas há desrespeito à lei e situação
está caótica em alguns locais
Arlei Zimmermann
A
maioria das calçadas em Joinville, tanto nos bairros como
na área central, está em situação
precária. Como se não bastassem os buracos, os
entulhos também fazem parte do cenário. Embora
o Código de Postura do município seja claro, atribuindo
a responsabilidade pela execução da calçada
ao proprietário da casa ou usuário dela, muitos
desrespeitam a lei.
A situação das calçadas é tão
caótica que está longe de se adequar ao Projeto
de Padronização de Calçadas desenvolvido
pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville
(Ippuj). Mesmo tendo sido concluído, segundo a gerente
de permissões e concessões da Conurb, Adriana Payão
Ravache, o projeto ainda não está em execução.
"No centro da cidade será feita uma parceria entre
a Prefeitura e os comerciantes. Já as calçadas
normais serão de responsabilidade do comerciante ou do
proprietário do imóvel", alerta. Dessa forma,
quando for necessária a manutenção da calçada,
ela será substituída pelo modelo padrão",
diz Adriana, frisando que ela será de lajota e deverá
obedecer o tamanho de 45 x 45 centímetros. "Nesse
caso, se houver necessidade de fazer a manutenção
subterrânea, será levantada somente a lajota, o
material retirado e o trabalho executado", explica.
Ela diz que, assim, a redução de custo é
visível. "Esse tipo de calçada tem uma durabilidade
de 20 anos ou até mais", comenta. Embora o projeto
ainda não esteja em execução, o proprietário
do prédio onde está instalada a Caixa Econômica
Federal na rua João Colin, Verner Schoroeder, já
adotou o sistema. Ele garante que vale a pena uma obra dessa
natureza pois, além de ser mais resistente, contribui
para a redução do Imposto Predial e Territorial
Urbano (IPTU). Quanto ao custo, diz que não é muito
além de uma calçada inferior. Fala que pagou R$
5,00 pelo metro quadrado de lajota, mas não sabe revelar
ao certo quanto gastou. O importante, alerta o comerciante, "é
nivelar o terreno, aplicar uma camada de cimento com areia, e
depois a lajota". O gerente da Caixa, Humberto Senem, elogia
a calçada. "Além de bonita, ela ficou prática",
diz. Fala que esse tipo de calçada é muito resistente,
por isso deveria ser adotado por todos os comerciantes.
Outra calçada resistente, embora não seja de lajota,
é a da Ferramentas Gerais Comércio e Importações
S.A., antiga Ico Comercial, na rua João Colin. Segundo
o líder de serviços gerais, Luiz Passos, vale a
pena fazer uma calçada desta natureza (piso resistente).
"A gente gasta mais, mas em compensação a
durabilidade é maior", comenta. Declara que a espessura
é de 15 centímetros, ou seja, reforçada
para caminhões. Ao lado da Ferramentas Gerais está
o restaurante Casa Grande, onde a calçada está
completamente deteriorada. O gerente do restaurante, Ermínio
Loyola, concorda que a calçada precisa de manutenção,
mas, conforme disse, o prédio é alugado. "Já
conversei com a imobiliária, mas não tive retorno",
lamenta.
Além do problema da manutenção da calçada,
a Conurb também fiscaliza a falta dela. Muitos estabelecimentos
comerciais e residências, principalmente em bairros, ainda
não fizeram a confecção da calçada
e tampouco estão interessados em fazê-la. Assim,
quem sofre com isso são os pedestres. É o caso
da arquivista Ana Maria Pereira, 63 anos. De acordo com ela,
não tem a patela do joelho direito e se depara diariamente
com problemas na calçada.
Ela fala que mora na rua Jacob Eisenhut, no bairro Atiradores,
e trabalha na rua do Príncipe, no centro. "O pior
pedaço que passo é na calçada da rua Jaguaruna,
na frente da Ciretran. Tenho de ir para o meio da rua, de tantos
buracos", lamenta. Cita, ainda, a rua Felipe Schmidt, próxima
ao Shopping Mueller.
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Descaso
Gerente da Conurb diz que trabalho de conscientização
junto a donos de imóveis tem de ser periódico
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Conurb intensifica
fiscalização nos bairros
Desde 1976, segundo a gerente de permissões e concessões
da Conurb, Adriana Payão Ravache, o Código de Postura
do município deixava claro que a responsabilidade pela
execução da calçada ou manutenção
era de responsabilidade do proprietário. "Em 12 de
janeiro deste ano, a lei municipal complementar de nº 84
sofreu algumas alterações, mas a responsabilidade
continua sendo a mesma", fala a gerente.
Embora ela afirme que a Conurb é rigorosa no trabalho
de fiscalização, muitos proprietários ignoram
a lei e deixam as calçadas totalmente deterioradas. Por
esse motivo, desde janeiro deste ano a Conurb vem intensificando
a fiscalização. Conforme Adriana, já foram
visitados o Binário do Iririú, a Papa João
23, a rua Iririú, o bairro Saguaçu e diversos outros.
"Estamos trabalhando por bairros", diz, alertando que
estão notificando os proprietários e empresas.
"Estamos dando um prazo para que eles se adaptem ao sistema",
fala. Segundo ela, a conscientização dos moradores
na manutenção da calçada tem de ser feita
periodicamente.
Adriana alerta, ainda, para as concessionárias Casan,
Celesc, Telesc e outras, que fazem a perfuração
da calçada para os concertos e demoram para fazer a manutenção.
"Esse tipo de manutenção tem de ser feito
rápido e a avaria é de responsabilidade das concessionárias",
explica. Ainda assim, eles devem ligar para a Conurb para informar
que a manutenção foi realizada de forma correta,
caso contrário, serão notificados, tendo de refazer
a obra.
Outra lembrança de Adriana é com relação
às pessoas que necessitarem fazer uma calçada.
"Elas deverão se deslocar até a Secretaria
de Infra-estrutura Urbana e pedir o alvará para a execução
de obra em área pública. O próximo passo,
diz ela, é entregar o alvará com o cronograma da
realização da obra, contando desde o início
ao término do serviço, na Conurb. "Se não
for adotado esse procedimento, a obra será embargada",
finaliza. (AZ)
Moradores negam solidariedade
Apresentação
da peça "Os Imigrantes" para arrecadar alimentos
não atrai público
A apresentação da peça de humor "Os
Imigrantes", de um grupo de teatro especialmente formado
por servidores da Prefeitura, não foi prestigiada pelos
moradores do bairro Paranaguamirim. A idéia era coletar
alimentos não-perecíveis e brinquedos para 60 famílias
de baixa renda em vez de cobrar ingressos para o espetáculo.
O evento, promovido pela Pastoral da Comunidade Santa Luzia em
parceria com os agentes do programa Saúde na Família,
foi realizado durante a tarde de ontem na Sociedade Ponte Preta.
Mesmo com o trabalho de divulgação feito em igrejas,
escolas e meios de comunicação, a coordenação
afirma que pouco foi doado.
O grupo teatral da Prefeitura, formado por 10 integrantes, surgiu
há cerca de três anos. Atividades voltadas à
Feira de Talentos, realizada no mês de outubro entre funcionários
municipais, impulsionaram a idéia de investir e aperfeiçoar
o trabalho. "Temos consciência de que a população
não tem o hábito de ir ao teatro. Sabemos que a
tarefa será difícil", comentou a integrante
do grupo e agente do programa Saúde na Família,
Fátima Castanhõ.
Fome
O objetivo da peça, que durou cerca de 30 minutos,
foi contar de maneira divertida o desenvolvimento histórico
da cidade nestes últimos 150 anos. "Nosso objetivo
foi promover um espaço de lazer e conhecimento a comunidade.
Infelizmente, poucos prestigiaram o evento", destacou a
coordenadora da Pastoral da Comunidade Santa Luzia, Maria Chaves
da Silva.
Segundo ela, o trabalho de arrecadação vem sendo
realizado desde o início do ano. Entretanto, muitas famílias
do bairro precisam da assistência oferecida pelo grupo
com regularidade. "Já passei fome. Sei o que significa
a ajuda de uma entidade. Estou triste com a falta de solidariedade
das pessoas", desabafa.
A última atividade promovida pela pastoral com o objetivo
de arrecadar recursos para a festa de Natal será a promoção
de um bingo beneficente, na secretaria da Igreja Santa Luzia,
na tarde de hoje.
Roda de capoeira integra
alunos de duas escolas
Sergio Almeida
A Escola Municipal Geraldo Wetzel, no bairro Fátima,
sediou uma grande roda de capoeira, no final de semana. Os alunos
do estabelecimento, juntamente com os da Escola Municipal Saul
Santana de Oliveira Dias, no Jarivatuba, mostraram a ginga e
a técnica que aprenderam este ano ao participarem do Projeto
Iniciar Capoeira, coordenado pela professora Ana Lúcia
de Borba Silva, 30 anos. O 2º Festival de Capoeira, que
teve como objetivo o "batizado" e a troca de cordas
dos alunos, contou também a participação
de cerca de 100 capoeiristas da Associação Caravelas
Negras. Mestre Sinhozinho comandou a roda.
Segundo a professora de educação física
Ana Lúcia, que é capoeirista da Associação
Caravelas Negras, o projeto Iniciar Capoeira foi criado em Brasília
pelo Mestre Gilvan e se expandiu pelo Brasil. Em Joinville, a
professora Aninha, como é conhecida, trabalha com cerca
de 50 alunos, de sete a 14 anos, destacando os aspectos motores,
de raciocínio e a musicalidade.
O objetivo do projeto Iniciar Capoeira, diz Aninha, é
trabalhar educação física dentro da escola
de forma a auxiliar alunos com problemas disciplinares e de comportamento.
Também coloca os alunos frente a frente com o folclore
e promove uma oportunidade de lazer, observa.
Mulheres
Aninha, que participa da Associação Caravelas
Negras de Capoeira há 13 anos, e há três
desenvolve o projeto Iniciar Capoeira nas escolas, defende uma
maior participação das mulheres nas rodas de capoeira.
"Por que a grande maioria nas rodas é de homens?",
pergunta, para desafiar as mulheres a adotar a prática
que tem a atenção até no exterior. "No
Rio e em São Paulo, há muitas mulheres praticando,
e já tem até mestras", explica Aninha. Ela
conta que, no Sul, essa participação feminina ainda
é pequena. "Esse processo tem aumentado gradativamente",
diz a capoeirista.
Moradores sem linha telefônica
Telesc promete
solução só para agosto de 2001
Moradores da Estrada dos Morros (acesso à estação
de tratamento de água (ETA) da Casan), na região
do Piraí, reclamam da falta de linha telefônica
convencional na localidade. Eles já fizeram abaixo-assinado
e dizem que telefone mais perto fica no Salão do Jacob
ou no Vila Nova, em média, distantes 8 quilômetros.
A Casan também enfrenta dificuldades para falar com os
técnicos da ETA. Segundo a Telesc, o problema deve ser
solucionado até agosto do ano que vem.
O morador da Estrada dos Morros e engenheiro da Casan, Roberto
Piazera, diz que existia uma linha que telefônica para
contato da Casan, "que sempre dava defeito". Por essa
razão, a empresa teve de comprar um aparelho celular especial,
que também não ajudou muito.
"Numa emergência, a gente tem que se deslocar da ETA
até o Vila Nova", reclama.
Devido a essas dificuldades, os moradores da localidade se organizaram
e, em meados do ano passado, enviaram um abaixo-assinado com
22 assinaturas (hoje são mas de 25) para a Telesc. Como
resposta, segundo Piazera, em março deste ano, um técnico
da Telesc esteve no local, para fazer um levantamento, mas os
moradores não receberam retorno.
Para piorar a situação, os moradores compraram
aparelhos celulares, que perderam a área de cobertura
com a privatização da Telesc. Voltaram à
estaca zero. Para solucionar o problema da Casan, a empresa comprou
uma antena especial, em Porto Alegre, onde se acopla um aparelho
celular. A dificuldade é que é necessário
ficar ao lado da antena para que o celular funcione.
Em novo contato com a Telesc, conta Piazera, foram informados
pelos atendentes de que não havia solução
para o caso. Em resposta, Piazera enviou correspondência
para a Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), e a resposta é que estavam sendo tomadas providências.
O engenheiro da Casan lembra que os moradores da Estrada dos
Morros foram novamente contatados pela Telesc, que comunicou
que não adiantaria contato com a Anatel, porque, repetindo
a primeira informação, não havia solução
para o caso.
A Telesc, através de seus atendentes de serviço,
comunicou, em resposta, que está prevista uma ampliação
de rede para aquela região até agosto de 2001.
Operário morre ao
receber choque elétrico
O mestre-de-obras Sebastião Martins Cardoso, 48 anos,
não resistiu a uma violenta descarga elétrica e
morreu. Ele trabalhava em uma construção na rua
Iguaçu, em frente a casa nº 530, no bairro Santo
Antônio. Segundo relatos de testemunhas aos familiares,
num momento de distração, a vítima acabou
colocando as mãos sobre uma fiação que tinha
parte desencapada. O choque foi violento e os demais colegas
de trabalho não puderam fazer nada. O acidente será
apurado através de inquérito policial a ser instaurado
pela 3ª Delegacia de Polícia. Cardoso era casado,
tinha três filhos e residia na rua Fernando Coth, 145,
no bairro Iririú. Será sepultado hoje, às
16h30, no Cemitério São Sebastião.
Grupo avalia projeto
social na região Norte
Um grupo com visão crítica e com vontade de
buscar alternativas para mudanças participou da avaliação
do Programa Tecendo Cidadania, que ontem reuniu representantes
de 15 municípios da região Norte, no auditório
da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
O programa, de acordo com a coordenadora Isabel Cristina Fagundes,
vem sendo desenvolvido desde 1999, através da Secretaria
de Estado do Desenvolvimento Social e da Família em articulação
com os conselhos estaduais dos Direitos da Criança e do
Adolescente; do Idoso; e de Trabalho e Renda. "O programa
consiste na capacitação em gestão social
de políticas públicas, cujo objetivo principal
é a formação de agentes e articuladores
locais de políticas públicas", explica Isabel.
Segundo a coordenadora, em agosto do ano passado, a Unisul, como
entidade executora, em parceria com o governo estadual, apresentou
a proposta para a Associação dos Municípios
do Estado de Santa Catarina (Amunesc) e Associação
dos Municípios do Vale (Amvale), onde foram definidos
os núcleos, cronogramas de execução e coordenações
locais para o ano 2000. "Em função do envolvimento
de diversas entidades de Joinville e do grau de mobilização
local, houve a necessidade de negociar com a entidade executora
mais um núcleo específico para o município
de Joinville", acrescenta a coordenadora.
Desde então, explica Isabel, foi criado também
o núcleo de Jaraguá do Sul. "Sabemos que houve
falhas e que alguns aspectos ainda precisam ser melhorados. Mas
acreditamos que, na próxima gestão social, as pessoas
vão estar mais integradas", concluiu Isabel.
Juvenil e 2ª
Divisão vão a julgamento
De uma só vez, o presidente Laudir Zermiani espera
dar uma solução a dois processos que podem trazer
transtornos na seqüência do calendário da Liga
Joinvilense de Futebol. E tudo depende agora do encaminhamento
que deve ser dado pelo procurador Germano Busch. A rapidez no
enquadramento destes casos pode fazer com que a Junta de Justiça
Desportiva esteja reunida nesta quinta-feira, às 19h30.
Patrícia de Sabrit volta em alto estilo
Atriz retorna ao Brasil para estrelar "Vidas Cruzadas".
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O jogo inacabado entre Cruzeiro e Mildau,
pela decisão da Segundona, quando ocorreu uma briga generalizada,
e a revisão do processo do JEC/Irineu, eliminado pela
LJF no citadino juvenil, serão os assuntos exclusivos
da sessão desta quinta-feira. Na Segundona, a liga age
com rapidez para resolver o impasse, mas no juvenil a questão
já se arrasta por alguns meses. O processo já passou
pela JJD e retorna do Tribunal da Federação Catarinense.
Para se precaver, em caso da junta determinar uma nova partida
entre Cruzeiro e Mildau, Laudir Zermiani já planeja reservar
os campos da Tigre ou do América para a realização
do jogo em local neutro.
Além destes campeonatos, atualmente na esfera da justiça
desportiva, a Liga Joinvilense de Futebol tem em andamento os
citadinos dente de leite e mirim, disputados dentro de campo.
O mirim está se encaminhando para a fase semifinal, enquanto
o dente de leite, disputado no sistema de eliminatória
dupla (duas derrotas para ser eliminado) começou no último
domingo.
Atletismo no pódio em Brasília
O pódio foi conquistado pelos atletas joinvilenses
convocados para as provas de atletismo da Olimpíada Colegial
que está sendo disputada em Brasília (DF). Um 1º
lugar, um 2º e duas vezes o 3º formam o saldo inicial
da participação.
O principal resultado foi de Luana Belli, vencedora da prova
do salto em distância. Nos 100 metros rasos, Denis Batista
foi bronze. Os atletas voltaram a pista para as corridas de revezamento
e também subiram ao pódio.
Nos 4 x 100 metros masculino, Denis, Fábio, Maicon e Luís
Ricardo conquistaram a medalha de prata. Na versão feminina,
Luana, Loriane, Tatiane e Gislaine ficaram em 3º lugar.
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| Manchetes AN |
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| Leia também |
Grupos de reflexão
organizam novenas
Segundo a tradição
católica, esta semana começa período de
preparação espiritual para os festejos natalinos
Marlise Groth
Faltando menos de um mês para o Natal já é
possível encontrar casas, comércios e jardins enfeitados
com motivos natalinos. Ao contrário do que prega a tradição
católica, muita gente antecipou a decoração,
colorindo ambientes e movimentando o comércio de produtos
artesanais e importados. Como explica o padre Dúlcio Antônio
de Araújo, o advento é um tempo de preparação
espiritual, um tempo fixado pela Igreja Católica para
os preparativos do Natal. Esse período abrange os quatro
domingos que antecedem a festa natalina e, por esse motivo, somente
a partir desta semana é que os enfeites deveriam ser colocados
nos ambientes.
"As pessoas têm liberdade para enfeitar suas casas,
mas devem seguir a tradição, rezar mais e consumir
menos. Afinal, é tempo de preparar o espírito",
comenta a assessora da diocese, Neusita Feuser Helsdinger. Para
o padre Dúlcio, a invasão dos Papais Noéis
é resultado de uma sociedade voltada para o consumismo,
onde o avanço do lucro e da ostentação acaba
empobrecendo a vivência espiritual do Natal.
Pensando nisso, a partir desta semana os grupos de reflexão
estarão envolvidos na organização das novenas
de Natal e na preparação da programação
litúrgica. "Os cristãos precisam acreditar
mais no valor da oração. As novenas ajudam a preparar
o espírito e a integrar a comunidade", emenda o padre.
O sacerdote lembra que o Natal do ano 2000 também ficará
marcado pela Igreja como o jubileu do Menino Jesus. "São
2 mil anos de fé. Cristo é o dono da festa",
frisa, comentando que, neste período, também são
lembrados João Batista e a Virgem Maria, o primeiro como
anunciador da boa nova e Maria por ter sido escolhida como a
mãe do messias.
Parque Noel
Um Natal da solidariedade. Esse é o objetivo do Parque
Noel Dona Planta, criado este ano pela família da comerciante
Angela Cristina da Costa Patzsch, na rua Anita Garibaldi, 830.
O parque, que é resultado de uma tradição
da família nos últimos três anos, foi elaborado
com a participação de parentes e amigos.
"Recuperamos o trenzinho utilizado na decoração
do jardim de nossa casa ano passado e inovamos com a roda-gigante
e com a grade da solidariedade, onde crianças doam roupas,
calçados e brinquedos para crianças carentes",
explica a responsável, que atua na área de paisagismo.
De acordo com Angela, não há como definir o valor
da decoração, uma vez que a família toda
colaborou com alguma coisa. "No final, sai muito menos do
que se imagina porque cada um contribui com o que pode",
sintetiza. Quem quiser conhecer o Parque Noel Dona Planta, conferir
o colorido e colaborar com a campanha em prol das crianças
carentes pode ir até o local das 20h30 às 22h30.
Profissional deve
investir na atualização
Leandro S. Junges
Competência, eficiência e sucesso profissional
profissional não precisam, necessariamente, ser conquistas
dissociadas do prazer que o trabalho oportuniza aos trabalhadores
e empresários. Ao contrário, podem e devem ser
o resultado de uma transformação da postura frente
às novas exigências do mercado. Essa é uma
das conclusões a que chegou o professor do Departamento
de Ciências Contábeis da Universidade da Região
de Joinville (Univille), Natólio de Souza, no livro "Você
Tem Tudo a Ver com Isso", lançado segunda-feira à
noite no auditório instituição.
"Como professor universitário, há muito me
preocupo com a formação, com o crescimento dos
alunos. Como auditor tenho a mesma preocupação
com as empresas e me preocupa o grande número delas que
não chega a completar o quinto aniversário. E quanto
aos alunos, muitos fazem a faculdade mas não vão
além da mediocridade", disse o professor para uma
platéia formada basicamente de acadêmicos.
No livro, Souza critica o sistema de ensino universitário
e diz que, ao contrário do senso comum que sugere a falta
de oportunidades no mercado de trabalho, "estamos vivendo
um tempo riquíssimo em oportunidades".
"Enquanto as operações das empresas estão
sob a égide de fluxos internacionais, de ações
integradas e instantaneamente voltadas aos quatro cantos do mundo,
a universidade ensina à base de um bê-a-bá
surrado pelo passar dos anos. Ainda está longe da realidade.
Tão distante que prima por conduzir o ensino comercial
sob as rédeas do crescimento dirigido, ao invés
da evolução orientada", diz, lembrando que
"ensinar a pensar é o que importa agora".
Quanto às oportunidades, explica que "à medida
que os mercados se tornam mais exigentes e mais competitivos,
as oportunidades ficam mais sofisticadas e de acesso mais difícil.
Nem por isso em decadência ou extinção".
Segundo o escritor, não basta ser empresário, é
necessário ser um empreendedor. E entre as características
que devem estar presentes no profissional estão o planejamento
e a constante atualização.
"Estude depois do expediente, enquanto os outros permanecem
à frente da televisão. Planeje enquanto os seus
colegas se divertem ou descansam. Aprenda a pensar e a gostar
do trabalho, à noite, enquanto a sua turma toma chope
no clube, selando inesquecíveis momentos, em nome de velhas
amizades. Dedique-se ao aprendizado e especialize-se em você
mesmo", resume.
O livro é prefaciado pelo presidente da Associação
Comercial e Industrial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi, e
está à venda por R$ 10,00 na Univille.
Jativoca bicampeão
do Kurt Meinert
Na decisão
realizada no campo do América, time venceu o União
por 2 a 0. Estrela ficou em 3º lugar
O time do Jativoca chegou ao bicampeonato, no último
sábado, ao vencer a partida final do Copão Kurt
Meinert diante do União da Estrada Blumenau por 2 a 0.
A equipe conquistou o troféu Ricardo Passos, homenagem
feita à um dos cronistas esportivos de rádio mais
conhecido da cidade. Na decisão do 3º lugar, o Estrela
do Sul/ Ligafix não teve dificuldades para vencer o Krona
por 4 a 0.
Os dois times precisavam da vitória, o que tornou o jogo
final do 23º Copão bastante disputado. Contudo, logo
o Jativoca mostrou que era uma equipe mais forte e bem preparada
fisicamente. Aos cinco minutos, no rebote do escanteio, o atacante
Ivan chutou de primeira, obrigando o goleiro do União
da Estrada Blumenau a fazer sua primeira defesa. Dois minutos
depois, Rochinha, do União, deu o troco, cobrando falta
perigosa, que o goleiro do Jativoca tocou para escanteio.
Aos nove minutos, o meia Ricardo, do Jativoca, partiu com a bola
pelo meio e chutou de fora da área. O goleiro do União
falhou e permitiu o primeiro gol do jogo. Na saída de
bola, Rochinha recebeu na frente da área do Jativoca e
quase empatou num belo arremate rebatido pelo goleiro.
O Jativoca dava mostras de que logo iria ampliar o marcador.
Tinha maior volume de jogo. Aos 13 minutos, Diogo desviou a bola
de cabeça depois do cruzamento pela esquerda e quase marcou.
Mas cinco minutos mais tarde não teve jeito. Ricardo cabeceou,
a bola bateu na trave e ficou pipocando sobre a linha. Aí,
ficou fácil para Wendel empurrar para as redes.
Mesmo ganhando de 2 a 0, o técnico do Jativoca se revoltou
com uma falta não marcada pelo árbitro da partida
e foi expulso antes do término do primeiro tempo. Depois
de sofrer o segundo gol o União se abateu e o Jativoca
se acomodou até o final da etapa.
No segundo tempo as duas equipes voltaram a campo sem muita vontade
para mudar o resultado. A partida seguiu até os 20 minutos
sem nenhum lance de perigo. Parecia que os dois times estavam
conformados com o resultado.
Adversário tenta reação
A partir deste lance a decisão do Copão voltou
a ganhar boa movimentação. O Jativoca recuou e
deu espaço para o União, que começou a gostar
da partida, mas não atacava ordenadamente e aproveitava
as bolas paradas para assustar o goleiro adversário. Numa
dessas oportunidades, o centroavante Olávio cobrou uma
falta na frente da área e a bola passou raspando travessão.
Aos 35, o lateral direito Luciano, do União, foi expulso,
dificultando mais ainda a reação da equipe. No
finalzinho, quase o Jativoca faz o terceiro, quando Wendel partiu
com a bola dominada e foi desarmado pouco antes de completar
para o gol.
Ao longo dos 184 jogos foram distribuídos 851 cartões
amarelos, 96 vermelhos e a rede balançou por 622 vezes.
A equipe mais disciplinada foi o Estrela do Sul/ Ligafix, com
25 amarelos e 1 vermelho.
Amazona de Florianópolis
vence torneio de Hipismo
Mariana Cassetari, do Avaí Equestrian Tean de Florianópolis,
venceu a 4ª Taça Cidade de Joinville de Hipismo,
montando Califa 2. A competição reuniu 150 conjuntos
do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina no
fim de semana, na Vila Hípica do Joinville Country Clube.
Vitor Felício (Nefertite), também do Avaí,
sagrou-se campeão do ranking da Federação
Catarinense de Hipismo na categoria 1m30 de altura do obstáculo.
Mariana ainda foi vice-campeã pelo ranking na categoria
1m30. Aos 21 anos, ela percebe o crescimento do esporte no Estado
e o maior incentivo dos campeonatos. As duas competições
chegaram a reunir cerca de mil pessoas durante os três
dias de provas.
Todos os conjuntos presentes disputaram a 4ª Taça
em provas de 0,60, 0,80, 0,90, 1 metro, 1m10, 1m20 e 1m30. A
taça, embora seja um torneio catarinense costuma contar
com a participação especial de várias hípicas,
marcando a presença de Joinville no circuito de hipismo
clássico do Sul do País. Participaram no último
final de semana 10 clubes do Estado, cinco paranaenses e um gaúcho.
Já o ranking foi disputado por 60 conjuntos catarinenses,
com títulos para todas as etapas: aspirantes (0,90), mini
mirim (1 metro), fechada (1 metro), aberta (1 metro), fechada
(1m10), aberta (1m10), fechada (1m20), aberta (1m20) e categoria
1m30. Os atletas tinham entre 10 e 50 anos de idade.
Entre os competidores presentes estava José Paulo Estrela,
campeão brasileiro sênior especial (1m45 de altura
do obstáculo), título conquistado em Porto Alegre.
Estrela concorreu pelo Paraná, mas anunciou que está
retornando em breve para Santa Catarina. "Saí daqui
porque as provas não ultrapassavam 1m20, e eu pulava 1m35".
Agora com provas de até 1m30, Estrela está disposto
a voltar.
Anfitrião leva 1ª colocação
da Copa Embraco
A melhor produção na fase de classificação
e na final serviram de principal credencial para a Embraco ficar
com o título da 14ª Copa Embraco Bolão 23
masculino. A competição aconteceu no final de semana
passado, numa promoção da Associação
Desportiva Embraco, com a participação de oito
clubes de diferentes regiões do Estado.
Até chegar ao título, a Embraco realizou três
partidas na primeira fase, fechando a série com apenas
uma derrota. A equipe joinvilense completou sua participação
com a melhor produção (maior número de palitos
derrubados) entre os cinco participantes das finais. A Embraco
teve ainda o bolonista com a melhor média individual -
Ricardo Kuiawski, com 178 palitos por jogo.
Logo na estréia a Embraco derrotou a Multibrás
por 1.731 a 1.710. A seguir, a equipe da ADE atingiu o recorde
em pontuação num jogo na vitória sobre o
Santa Cruz por 1.768 a 1.733. No encerramento da primeira fase
a Embraco tropeçou frente ao Dias Velho por 1.733 a 1.724.
A confirmação da conquista veio na série
decisiva, quando ocorreu a decisão em passada única.
A Embraco ficou na frente com 1.761, seguido pelo vice 23 de
Setembro (São Bento do Sul) com 1.758, 3º Glória
(Joinville) com 1.746, 4º Santa Cruz com 1.745 e na 5ª
colocação Dias Velho (Rio do Sul) com 1.738.
Na fase de classificação, a Embraco somou 5.256
palitos derrubados, ficando logo atrás 23 de Setembro
com 5.238 e o 16 de Abril (Itaiópolis) com 5.233.
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