Joinville         -          Quarta-feira, 29 de Novembro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

















Exemplo
Proprietário do prédio onde funciona agência da Caixa, na João Colin, adotou sistema proposto pelo Ippuj
Fotos: Carlos Alberto da Silva

Dono de imóvel deve
conservar calçada

Código de Postura do município é claro na determinação, mas há desrespeito à lei e situação está caótica em alguns locais

Arlei Zimmermann

A maioria das calçadas em Joinville, tanto nos bairros como na área central, está em situação precária. Como se não bastassem os buracos, os entulhos também fazem parte do cenário. Embora o Código de Postura do município seja claro, atribuindo a responsabilidade pela execução da calçada ao proprietário da casa ou usuário dela, muitos desrespeitam a lei.
A situação das calçadas é tão caótica que está longe de se adequar ao Projeto de Padronização de Calçadas desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj). Mesmo tendo sido concluído, segundo a gerente de permissões e concessões da Conurb, Adriana Payão Ravache, o projeto ainda não está em execução. "No centro da cidade será feita uma parceria entre a Prefeitura e os comerciantes. Já as calçadas normais serão de responsabilidade do comerciante ou do proprietário do imóvel", alerta. Dessa forma, quando for necessária a manutenção da calçada, ela será substituída pelo modelo padrão", diz Adriana, frisando que ela será de lajota e deverá obedecer o tamanho de 45 x 45 centímetros. "Nesse caso, se houver necessidade de fazer a manutenção subterrânea, será levantada somente a lajota, o material retirado e o trabalho executado", explica.
Ela diz que, assim, a redução de custo é visível. "Esse tipo de calçada tem uma durabilidade de 20 anos ou até mais", comenta. Embora o projeto ainda não esteja em execução, o proprietário do prédio onde está instalada a Caixa Econômica Federal na rua João Colin, Verner Schoroeder, já adotou o sistema. Ele garante que vale a pena uma obra dessa natureza pois, além de ser mais resistente, contribui para a redução do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Quanto ao custo, diz que não é muito além de uma calçada inferior. Fala que pagou R$ 5,00 pelo metro quadrado de lajota, mas não sabe revelar ao certo quanto gastou. O importante, alerta o comerciante, "é nivelar o terreno, aplicar uma camada de cimento com areia, e depois a lajota". O gerente da Caixa, Humberto Senem, elogia a calçada. "Além de bonita, ela ficou prática", diz. Fala que esse tipo de calçada é muito resistente, por isso deveria ser adotado por todos os comerciantes.
Outra calçada resistente, embora não seja de lajota, é a da Ferramentas Gerais Comércio e Importações S.A., antiga Ico Comercial, na rua João Colin. Segundo o líder de serviços gerais, Luiz Passos, vale a pena fazer uma calçada desta natureza (piso resistente). "A gente gasta mais, mas em compensação a durabilidade é maior", comenta. Declara que a espessura é de 15 centímetros, ou seja, reforçada para caminhões. Ao lado da Ferramentas Gerais está o restaurante Casa Grande, onde a calçada está completamente deteriorada. O gerente do restaurante, Ermínio Loyola, concorda que a calçada precisa de manutenção, mas, conforme disse, o prédio é alugado. "Já conversei com a imobiliária, mas não tive retorno", lamenta.
Além do problema da manutenção da calçada, a Conurb também fiscaliza a falta dela. Muitos estabelecimentos comerciais e residências, principalmente em bairros, ainda não fizeram a confecção da calçada e tampouco estão interessados em fazê-la. Assim, quem sofre com isso são os pedestres. É o caso da arquivista Ana Maria Pereira, 63 anos. De acordo com ela, não tem a patela do joelho direito e se depara diariamente com problemas na calçada.
Ela fala que mora na rua Jacob Eisenhut, no bairro Atiradores, e trabalha na rua do Príncipe, no centro. "O pior pedaço que passo é na calçada da rua Jaguaruna, na frente da Ciretran. Tenho de ir para o meio da rua, de tantos buracos", lamenta. Cita, ainda, a rua Felipe Schmidt, próxima ao Shopping Mueller.

Descaso
Gerente da Conurb diz que trabalho de conscientização junto a donos de imóveis tem de ser periódico


Conurb intensifica
fiscalização nos bairros

Desde 1976, segundo a gerente de permissões e concessões da Conurb, Adriana Payão Ravache, o Código de Postura do município deixava claro que a responsabilidade pela execução da calçada ou manutenção era de responsabilidade do proprietário. "Em 12 de janeiro deste ano, a lei municipal complementar de nº 84 sofreu algumas alterações, mas a responsabilidade continua sendo a mesma", fala a gerente.
Embora ela afirme que a Conurb é rigorosa no trabalho de fiscalização, muitos proprietários ignoram a lei e deixam as calçadas totalmente deterioradas. Por esse motivo, desde janeiro deste ano a Conurb vem intensificando a fiscalização. Conforme Adriana, já foram visitados o Binário do Iririú, a Papa João 23, a rua Iririú, o bairro Saguaçu e diversos outros. "Estamos trabalhando por bairros", diz, alertando que estão notificando os proprietários e empresas. "Estamos dando um prazo para que eles se adaptem ao sistema", fala. Segundo ela, a conscientização dos moradores na manutenção da calçada tem de ser feita periodicamente.
Adriana alerta, ainda, para as concessionárias Casan, Celesc, Telesc e outras, que fazem a perfuração da calçada para os concertos e demoram para fazer a manutenção. "Esse tipo de manutenção tem de ser feito rápido e a avaria é de responsabilidade das concessionárias", explica. Ainda assim, eles devem ligar para a Conurb para informar que a manutenção foi realizada de forma correta, caso contrário, serão notificados, tendo de refazer a obra.
Outra lembrança de Adriana é com relação às pessoas que necessitarem fazer uma calçada. "Elas deverão se deslocar até a Secretaria de Infra-estrutura Urbana e pedir o alvará para a execução de obra em área pública. O próximo passo, diz ela, é entregar o alvará com o cronograma da realização da obra, contando desde o início ao término do serviço, na Conurb. "Se não for adotado esse procedimento, a obra será embargada", finaliza. (AZ)


Moradores negam solidariedade

Apresentação da peça "Os Imigrantes" para arrecadar alimentos não atrai público

A apresentação da peça de humor "Os Imigrantes", de um grupo de teatro especialmente formado por servidores da Prefeitura, não foi prestigiada pelos moradores do bairro Paranaguamirim. A idéia era coletar alimentos não-perecíveis e brinquedos para 60 famílias de baixa renda em vez de cobrar ingressos para o espetáculo. O evento, promovido pela Pastoral da Comunidade Santa Luzia em parceria com os agentes do programa Saúde na Família, foi realizado durante a tarde de ontem na Sociedade Ponte Preta. Mesmo com o trabalho de divulgação feito em igrejas, escolas e meios de comunicação, a coordenação afirma que pouco foi doado.
O grupo teatral da Prefeitura, formado por 10 integrantes, surgiu há cerca de três anos. Atividades voltadas à Feira de Talentos, realizada no mês de outubro entre funcionários municipais, impulsionaram a idéia de investir e aperfeiçoar o trabalho. "Temos consciência de que a população não tem o hábito de ir ao teatro. Sabemos que a tarefa será difícil", comentou a integrante do grupo e agente do programa Saúde na Família, Fátima Castanhõ.

Fome

O objetivo da peça, que durou cerca de 30 minutos, foi contar de maneira divertida o desenvolvimento histórico da cidade nestes últimos 150 anos. "Nosso objetivo foi promover um espaço de lazer e conhecimento a comunidade. Infelizmente, poucos prestigiaram o evento", destacou a coordenadora da Pastoral da Comunidade Santa Luzia, Maria Chaves da Silva.
Segundo ela, o trabalho de arrecadação vem sendo realizado desde o início do ano. Entretanto, muitas famílias do bairro precisam da assistência oferecida pelo grupo com regularidade. "Já passei fome. Sei o que significa a ajuda de uma entidade. Estou triste com a falta de solidariedade das pessoas", desabafa.
A última atividade promovida pela pastoral com o objetivo de arrecadar recursos para a festa de Natal será a promoção de um bingo beneficente, na secretaria da Igreja Santa Luzia, na tarde de hoje.


Roda de capoeira integra
alunos de duas escolas

Sergio Almeida

A Escola Municipal Geraldo Wetzel, no bairro Fátima, sediou uma grande roda de capoeira, no final de semana. Os alunos do estabelecimento, juntamente com os da Escola Municipal Saul Santana de Oliveira Dias, no Jarivatuba, mostraram a ginga e a técnica que aprenderam este ano ao participarem do Projeto Iniciar Capoeira, coordenado pela professora Ana Lúcia de Borba Silva, 30 anos. O 2º Festival de Capoeira, que teve como objetivo o "batizado" e a troca de cordas dos alunos, contou também a participação de cerca de 100 capoeiristas da Associação Caravelas Negras. Mestre Sinhozinho comandou a roda.
Segundo a professora de educação física Ana Lúcia, que é capoeirista da Associação Caravelas Negras, o projeto Iniciar Capoeira foi criado em Brasília pelo Mestre Gilvan e se expandiu pelo Brasil. Em Joinville, a professora Aninha, como é conhecida, trabalha com cerca de 50 alunos, de sete a 14 anos, destacando os aspectos motores, de raciocínio e a musicalidade.
O objetivo do projeto Iniciar Capoeira, diz Aninha, é trabalhar educação física dentro da escola de forma a auxiliar alunos com problemas disciplinares e de comportamento. Também coloca os alunos frente a frente com o folclore e promove uma oportunidade de lazer, observa.

Mulheres

Aninha, que participa da Associação Caravelas Negras de Capoeira há 13 anos, e há três desenvolve o projeto Iniciar Capoeira nas escolas, defende uma maior participação das mulheres nas rodas de capoeira. "Por que a grande maioria nas rodas é de homens?", pergunta, para desafiar as mulheres a adotar a prática que tem a atenção até no exterior. "No Rio e em São Paulo, há muitas mulheres praticando, e já tem até mestras", explica Aninha. Ela conta que, no Sul, essa participação feminina ainda é pequena. "Esse processo tem aumentado gradativamente", diz a capoeirista.


Moradores sem linha telefônica

Telesc promete solução só para agosto de 2001

Moradores da Estrada dos Morros (acesso à estação de tratamento de água (ETA) da Casan), na região do Piraí, reclamam da falta de linha telefônica convencional na localidade. Eles já fizeram abaixo-assinado e dizem que telefone mais perto fica no Salão do Jacob ou no Vila Nova, em média, distantes 8 quilômetros. A Casan também enfrenta dificuldades para falar com os técnicos da ETA. Segundo a Telesc, o problema deve ser solucionado até agosto do ano que vem.
O morador da Estrada dos Morros e engenheiro da Casan, Roberto Piazera, diz que existia uma linha que telefônica para contato da Casan, "que sempre dava defeito". Por essa razão, a empresa teve de comprar um aparelho celular especial, que também não ajudou muito.
"Numa emergência, a gente tem que se deslocar da ETA até o Vila Nova", reclama.
Devido a essas dificuldades, os moradores da localidade se organizaram e, em meados do ano passado, enviaram um abaixo-assinado com 22 assinaturas (hoje são mas de 25) para a Telesc. Como resposta, segundo Piazera, em março deste ano, um técnico da Telesc esteve no local, para fazer um levantamento, mas os moradores não receberam retorno.
Para piorar a situação, os moradores compraram aparelhos celulares, que perderam a área de cobertura com a privatização da Telesc. Voltaram à estaca zero. Para solucionar o problema da Casan, a empresa comprou uma antena especial, em Porto Alegre, onde se acopla um aparelho celular. A dificuldade é que é necessário ficar ao lado da antena para que o celular funcione.
Em novo contato com a Telesc, conta Piazera, foram informados pelos atendentes de que não havia solução para o caso. Em resposta, Piazera enviou correspondência para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e a resposta é que estavam sendo tomadas providências. O engenheiro da Casan lembra que os moradores da Estrada dos Morros foram novamente contatados pela Telesc, que comunicou que não adiantaria contato com a Anatel, porque, repetindo a primeira informação, não havia solução para o caso.
A Telesc, através de seus atendentes de serviço, comunicou, em resposta, que está prevista uma ampliação de rede para aquela região até agosto de 2001.


Operário morre ao
receber choque elétrico

O mestre-de-obras Sebastião Martins Cardoso, 48 anos, não resistiu a uma violenta descarga elétrica e morreu. Ele trabalhava em uma construção na rua Iguaçu, em frente a casa nº 530, no bairro Santo Antônio. Segundo relatos de testemunhas aos familiares, num momento de distração, a vítima acabou colocando as mãos sobre uma fiação que tinha parte desencapada. O choque foi violento e os demais colegas de trabalho não puderam fazer nada. O acidente será apurado através de inquérito policial a ser instaurado pela 3ª Delegacia de Polícia. Cardoso era casado, tinha três filhos e residia na rua Fernando Coth, 145, no bairro Iririú. Será sepultado hoje, às 16h30, no Cemitério São Sebastião.


Grupo avalia projeto
social na região Norte

Um grupo com visão crítica e com vontade de buscar alternativas para mudanças participou da avaliação do Programa Tecendo Cidadania, que ontem reuniu representantes de 15 municípios da região Norte, no auditório da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
O programa, de acordo com a coordenadora Isabel Cristina Fagundes, vem sendo desenvolvido desde 1999, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e da Família em articulação com os conselhos estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente; do Idoso; e de Trabalho e Renda. "O programa consiste na capacitação em gestão social de políticas públicas, cujo objetivo principal é a formação de agentes e articuladores locais de políticas públicas", explica Isabel.
Segundo a coordenadora, em agosto do ano passado, a Unisul, como entidade executora, em parceria com o governo estadual, apresentou a proposta para a Associação dos Municípios do Estado de Santa Catarina (Amunesc) e Associação dos Municípios do Vale (Amvale), onde foram definidos os núcleos, cronogramas de execução e coordenações locais para o ano 2000. "Em função do envolvimento de diversas entidades de Joinville e do grau de mobilização local, houve a necessidade de negociar com a entidade executora mais um núcleo específico para o município de Joinville", acrescenta a coordenadora.
Desde então, explica Isabel, foi criado também o núcleo de Jaraguá do Sul. "Sabemos que houve falhas e que alguns aspectos ainda precisam ser melhorados. Mas acreditamos que, na próxima gestão social, as pessoas vão estar mais integradas", concluiu Isabel.


Juvenil e 2ª
Divisão vão a julgamento

De uma só vez, o presidente Laudir Zermiani espera dar uma solução a dois processos que podem trazer transtornos na seqüência do calendário da Liga Joinvilense de Futebol. E tudo depende agora do encaminhamento que deve ser dado pelo procurador Germano Busch. A rapidez no enquadramento destes casos pode fazer com que a Junta de Justiça Desportiva esteja reunida nesta quinta-feira, às 19h30.
Patrícia de Sabrit volta em alto estilo
Atriz retorna ao Brasil para estrelar "Vidas Cruzadas".  AN_Tevê 
O jogo inacabado entre Cruzeiro e Mildau, pela decisão da Segundona, quando ocorreu uma briga generalizada, e a revisão do processo do JEC/Irineu, eliminado pela LJF no citadino juvenil, serão os assuntos exclusivos da sessão desta quinta-feira. Na Segundona, a liga age com rapidez para resolver o impasse, mas no juvenil a questão já se arrasta por alguns meses. O processo já passou pela JJD e retorna do Tribunal da Federação Catarinense.
Para se precaver, em caso da junta determinar uma nova partida entre Cruzeiro e Mildau, Laudir Zermiani já planeja reservar os campos da Tigre ou do América para a realização do jogo em local neutro.
Além destes campeonatos, atualmente na esfera da justiça desportiva, a Liga Joinvilense de Futebol tem em andamento os citadinos dente de leite e mirim, disputados dentro de campo. O mirim está se encaminhando para a fase semifinal, enquanto o dente de leite, disputado no sistema de eliminatória dupla (duas derrotas para ser eliminado) começou no último domingo.


Atletismo no pódio em Brasília

O pódio foi conquistado pelos atletas joinvilenses convocados para as provas de atletismo da Olimpíada Colegial que está sendo disputada em Brasília (DF). Um 1º lugar, um 2º e duas vezes o 3º formam o saldo inicial da participação.
O principal resultado foi de Luana Belli, vencedora da prova do salto em distância. Nos 100 metros rasos, Denis Batista foi bronze. Os atletas voltaram a pista para as corridas de revezamento e também subiram ao pódio.
Nos 4 x 100 metros masculino, Denis, Fábio, Maicon e Luís Ricardo conquistaram a medalha de prata. Na versão feminina, Luana, Loriane, Tatiane e Gislaine ficaram em 3º lugar.

Manchetes AN

Das últimas edições de AN Cidade
28/11 - Água compromete tratamento de hemodiálise
27/11 - Cidade deve ganhar nova opção de lazer na zona sul
25/11 - Escolas estaduais aplicam taxas ilegais
24/11 - Operação Norte Seguro levada às escolas
23/11 - Intensificada fiscalização em clínicas
22/11 - Polícia Ambiental incentiva denúncias
21/11 - Chuva de granizo atinge área rural

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Grupos de reflexão
organizam novenas

Segundo a tradição católica, esta semana começa período de preparação espiritual para os festejos natalinos

Marlise Groth

Faltando menos de um mês para o Natal já é possível encontrar casas, comércios e jardins enfeitados com motivos natalinos. Ao contrário do que prega a tradição católica, muita gente antecipou a decoração, colorindo ambientes e movimentando o comércio de produtos artesanais e importados. Como explica o padre Dúlcio Antônio de Araújo, o advento é um tempo de preparação espiritual, um tempo fixado pela Igreja Católica para os preparativos do Natal. Esse período abrange os quatro domingos que antecedem a festa natalina e, por esse motivo, somente a partir desta semana é que os enfeites deveriam ser colocados nos ambientes.
"As pessoas têm liberdade para enfeitar suas casas, mas devem seguir a tradição, rezar mais e consumir menos. Afinal, é tempo de preparar o espírito", comenta a assessora da diocese, Neusita Feuser Helsdinger. Para o padre Dúlcio, a invasão dos Papais Noéis é resultado de uma sociedade voltada para o consumismo, onde o avanço do lucro e da ostentação acaba empobrecendo a vivência espiritual do Natal.
Pensando nisso, a partir desta semana os grupos de reflexão estarão envolvidos na organização das novenas de Natal e na preparação da programação litúrgica. "Os cristãos precisam acreditar mais no valor da oração. As novenas ajudam a preparar o espírito e a integrar a comunidade", emenda o padre. O sacerdote lembra que o Natal do ano 2000 também ficará marcado pela Igreja como o jubileu do Menino Jesus. "São 2 mil anos de fé. Cristo é o dono da festa", frisa, comentando que, neste período, também são lembrados João Batista e a Virgem Maria, o primeiro como anunciador da boa nova e Maria por ter sido escolhida como a mãe do messias.

Parque Noel

Um Natal da solidariedade. Esse é o objetivo do Parque Noel Dona Planta, criado este ano pela família da comerciante Angela Cristina da Costa Patzsch, na rua Anita Garibaldi, 830. O parque, que é resultado de uma tradição da família nos últimos três anos, foi elaborado com a participação de parentes e amigos.
"Recuperamos o trenzinho utilizado na decoração do jardim de nossa casa ano passado e inovamos com a roda-gigante e com a grade da solidariedade, onde crianças doam roupas, calçados e brinquedos para crianças carentes", explica a responsável, que atua na área de paisagismo.
De acordo com Angela, não há como definir o valor da decoração, uma vez que a família toda colaborou com alguma coisa. "No final, sai muito menos do que se imagina porque cada um contribui com o que pode", sintetiza. Quem quiser conhecer o Parque Noel Dona Planta, conferir o colorido e colaborar com a campanha em prol das crianças carentes pode ir até o local das 20h30 às 22h30.

 

Profissional deve
investir na atualização

Leandro S. Junges

Competência, eficiência e sucesso profissional profissional não precisam, necessariamente, ser conquistas dissociadas do prazer que o trabalho oportuniza aos trabalhadores e empresários. Ao contrário, podem e devem ser o resultado de uma transformação da postura frente às novas exigências do mercado. Essa é uma das conclusões a que chegou o professor do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade da Região de Joinville (Univille), Natólio de Souza, no livro "Você Tem Tudo a Ver com Isso", lançado segunda-feira à noite no auditório instituição.
"Como professor universitário, há muito me preocupo com a formação, com o crescimento dos alunos. Como auditor tenho a mesma preocupação com as empresas e me preocupa o grande número delas que não chega a completar o quinto aniversário. E quanto aos alunos, muitos fazem a faculdade mas não vão além da mediocridade", disse o professor para uma platéia formada basicamente de acadêmicos.
No livro, Souza critica o sistema de ensino universitário e diz que, ao contrário do senso comum que sugere a falta de oportunidades no mercado de trabalho, "estamos vivendo um tempo riquíssimo em oportunidades".
"Enquanto as operações das empresas estão sob a égide de fluxos internacionais, de ações integradas e instantaneamente voltadas aos quatro cantos do mundo, a universidade ensina à base de um bê-a-bá surrado pelo passar dos anos. Ainda está longe da realidade. Tão distante que prima por conduzir o ensino comercial sob as rédeas do crescimento dirigido, ao invés da evolução orientada", diz, lembrando que "ensinar a pensar é o que importa agora".
Quanto às oportunidades, explica que "à medida que os mercados se tornam mais exigentes e mais competitivos, as oportunidades ficam mais sofisticadas e de acesso mais difícil. Nem por isso em decadência ou extinção". Segundo o escritor, não basta ser empresário, é necessário ser um empreendedor. E entre as características que devem estar presentes no profissional estão o planejamento e a constante atualização.
"Estude depois do expediente, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Planeje enquanto os seus colegas se divertem ou descansam. Aprenda a pensar e a gostar do trabalho, à noite, enquanto a sua turma toma chope no clube, selando inesquecíveis momentos, em nome de velhas amizades. Dedique-se ao aprendizado e especialize-se em você mesmo", resume.
O livro é prefaciado pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi, e está à venda por R$ 10,00 na Univille.


Jativoca bicampeão
do Kurt Meinert

Na decisão realizada no campo do América, time venceu o União por 2 a 0. Estrela ficou em 3º lugar

O time do Jativoca chegou ao bicampeonato, no último sábado, ao vencer a partida final do Copão Kurt Meinert diante do União da Estrada Blumenau por 2 a 0. A equipe conquistou o troféu Ricardo Passos, homenagem feita à um dos cronistas esportivos de rádio mais conhecido da cidade. Na decisão do 3º lugar, o Estrela do Sul/ Ligafix não teve dificuldades para vencer o Krona por 4 a 0.
Os dois times precisavam da vitória, o que tornou o jogo final do 23º Copão bastante disputado. Contudo, logo o Jativoca mostrou que era uma equipe mais forte e bem preparada fisicamente. Aos cinco minutos, no rebote do escanteio, o atacante Ivan chutou de primeira, obrigando o goleiro do União da Estrada Blumenau a fazer sua primeira defesa. Dois minutos depois, Rochinha, do União, deu o troco, cobrando falta perigosa, que o goleiro do Jativoca tocou para escanteio.
Aos nove minutos, o meia Ricardo, do Jativoca, partiu com a bola pelo meio e chutou de fora da área. O goleiro do União falhou e permitiu o primeiro gol do jogo. Na saída de bola, Rochinha recebeu na frente da área do Jativoca e quase empatou num belo arremate rebatido pelo goleiro.
O Jativoca dava mostras de que logo iria ampliar o marcador. Tinha maior volume de jogo. Aos 13 minutos, Diogo desviou a bola de cabeça depois do cruzamento pela esquerda e quase marcou. Mas cinco minutos mais tarde não teve jeito. Ricardo cabeceou, a bola bateu na trave e ficou pipocando sobre a linha. Aí, ficou fácil para Wendel empurrar para as redes.
Mesmo ganhando de 2 a 0, o técnico do Jativoca se revoltou com uma falta não marcada pelo árbitro da partida e foi expulso antes do término do primeiro tempo. Depois de sofrer o segundo gol o União se abateu e o Jativoca se acomodou até o final da etapa.
No segundo tempo as duas equipes voltaram a campo sem muita vontade para mudar o resultado. A partida seguiu até os 20 minutos sem nenhum lance de perigo. Parecia que os dois times estavam conformados com o resultado.


Adversário tenta reação

A partir deste lance a decisão do Copão voltou a ganhar boa movimentação. O Jativoca recuou e deu espaço para o União, que começou a gostar da partida, mas não atacava ordenadamente e aproveitava as bolas paradas para assustar o goleiro adversário. Numa dessas oportunidades, o centroavante Olávio cobrou uma falta na frente da área e a bola passou raspando travessão.
Aos 35, o lateral direito Luciano, do União, foi expulso, dificultando mais ainda a reação da equipe. No finalzinho, quase o Jativoca faz o terceiro, quando Wendel partiu com a bola dominada e foi desarmado pouco antes de completar para o gol.
Ao longo dos 184 jogos foram distribuídos 851 cartões amarelos, 96 vermelhos e a rede balançou por 622 vezes. A equipe mais disciplinada foi o Estrela do Sul/ Ligafix, com 25 amarelos e 1 vermelho.


Amazona de Florianópolis
vence torneio de Hipismo

Mariana Cassetari, do Avaí Equestrian Tean de Florianópolis, venceu a 4ª Taça Cidade de Joinville de Hipismo, montando Califa 2. A competição reuniu 150 conjuntos do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina no fim de semana, na Vila Hípica do Joinville Country Clube. Vitor Felício (Nefertite), também do Avaí, sagrou-se campeão do ranking da Federação Catarinense de Hipismo na categoria 1m30 de altura do obstáculo.
Mariana ainda foi vice-campeã pelo ranking na categoria 1m30. Aos 21 anos, ela percebe o crescimento do esporte no Estado e o maior incentivo dos campeonatos. As duas competições chegaram a reunir cerca de mil pessoas durante os três dias de provas.
Todos os conjuntos presentes disputaram a 4ª Taça em provas de 0,60, 0,80, 0,90, 1 metro, 1m10, 1m20 e 1m30. A taça, embora seja um torneio catarinense costuma contar com a participação especial de várias hípicas, marcando a presença de Joinville no circuito de hipismo clássico do Sul do País. Participaram no último final de semana 10 clubes do Estado, cinco paranaenses e um gaúcho.
Já o ranking foi disputado por 60 conjuntos catarinenses, com títulos para todas as etapas: aspirantes (0,90), mini mirim (1 metro), fechada (1 metro), aberta (1 metro), fechada (1m10), aberta (1m10), fechada (1m20), aberta (1m20) e categoria 1m30. Os atletas tinham entre 10 e 50 anos de idade.
Entre os competidores presentes estava José Paulo Estrela, campeão brasileiro sênior especial (1m45 de altura do obstáculo), título conquistado em Porto Alegre. Estrela concorreu pelo Paraná, mas anunciou que está retornando em breve para Santa Catarina. "Saí daqui porque as provas não ultrapassavam 1m20, e eu pulava 1m35". Agora com provas de até 1m30, Estrela está disposto a voltar.


Anfitrião leva 1ª colocação
da Copa Embraco

A melhor produção na fase de classificação e na final serviram de principal credencial para a Embraco ficar com o título da 14ª Copa Embraco Bolão 23 masculino. A competição aconteceu no final de semana passado, numa promoção da Associação Desportiva Embraco, com a participação de oito clubes de diferentes regiões do Estado.
Até chegar ao título, a Embraco realizou três partidas na primeira fase, fechando a série com apenas uma derrota. A equipe joinvilense completou sua participação com a melhor produção (maior número de palitos derrubados) entre os cinco participantes das finais. A Embraco teve ainda o bolonista com a melhor média individual - Ricardo Kuiawski, com 178 palitos por jogo.
Logo na estréia a Embraco derrotou a Multibrás por 1.731 a 1.710. A seguir, a equipe da ADE atingiu o recorde em pontuação num jogo na vitória sobre o Santa Cruz por 1.768 a 1.733. No encerramento da primeira fase a Embraco tropeçou frente ao Dias Velho por 1.733 a 1.724.
A confirmação da conquista veio na série decisiva, quando ocorreu a decisão em passada única. A Embraco ficou na frente com 1.761, seguido pelo vice 23 de Setembro (São Bento do Sul) com 1.758, 3º Glória (Joinville) com 1.746, 4º Santa Cruz com 1.745 e na 5ª colocação Dias Velho (Rio do Sul) com 1.738.
Na fase de classificação, a Embraco somou 5.256 palitos derrubados, ficando logo atrás 23 de Setembro com 5.238 e o 16 de Abril (Itaiópolis) com 5.233.

 
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