Joinville         -          Quarta-feira, 25 de Outubro de 2000         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br

Quebrando o
cordão do unbudling

Empresas de telefonia fixa continuam resistindo à prerrogativa das operadoras nacionais de usarem sua malha de par de cobre para oferecer serviços de ADSL (linha digital assimétrica por assinatura). Conhecido tecnicamente como unbudling, esta modalidade de serviço permite um aumento substancial na velocidade de conexão à Internet para usuários doméstico e empresariais, podendo atingir um desempenho 10 vezes mais rápido que um modem de 56 kbps.
Dependendo do tempo médio de conexão do usuário, o sistema ADSL pode ser até mais barato, já que dispensa o uso da linha telefônica. Com um investimento inicial médio de R$ 500,00 com modem e placa de rede, o optante pelo serviço passa a pagar apenas uma assinatura mensal que varia de R$ 50,00 a R$ 80,00 reais, o que significa pouco se comparado ao custo do impulso telefônico, que se torna tanto mais caro quanto pior for a qualidade do serviço.
O exploração de ADSL pelas companhias nacionais, como Embratel e Intelig, vem gerando polêmica, apesar da lei das telecomunicações prever o compartilhamento da infra-estrutura entre as empresas autorizadas. Por um lado, as telefônicas nacionais alegam que têm direito ao uso das redes regionais da mesma forma que as operadoras regionais utilizam sua rede em ligações nacionais e internacionais. Já as operadoras regionais se defendem afirmando que o ADSL é um outro serviço e que, se isto fosse justo, elas também poderiam explorar as antenas das operadoras de telefonia móvel.
Do ponto de vista do consumidor brasileiro, o último que fala e o único que paga, a Anatel deveria agir com firmeza no sentido de fazer valer a lei e o seu estatuto. A entrada das operadoras nacionais no mercado de banda larga vai aumentar a concorrência e trazer benefícios imediatos para o consumidor que continuar a sonhar com a queda nos preços prometida pelos mentores da privatização.
A rejeição ao unbudling pelas companhias regionais comprova que estas continuam presas umbilicalmente ao modelo estatal cuja desregulamentação só deve se concretizar, pelo menos teoricamente, em 2002. Até lá, com reserva de mercado garantida, elas permanecerão sentadas sobre qualquer nova tecnologia que vise substituir a tradicional e mais lucrativa, a perversa conexão discada. O governo, por sua vez, faz ouvido de mercador porque é o maior beneficiário da exploração tarifária na telefonia.
Há meses que as operadoras regionais dominam o ADSL, mas nem tente ligar para solicitar orçamento. A Brasil Telecom, que atende Santa Catarina e outros cinco Estados, conta até agora com apenas 2 mil terminais em operação em Curitiba e Brasília. Seu presidente, Henrique Neves, diante da pressão das operadoras nacionais, promete instalar 60 mil terminais em oito cidades até janeiro do próximo ano. Uma coisa é certa, com base no que fez até aqui, a meta só será cumprida se a Anatel determinar a livre concorrência no setor de banda larga. Para os interessados no assunto, o unbundling será destaque em simpósio sobre telecomunicações (http://www.convergeeventos.com.br) marcado para o próximo dia 31, em São Paulo.

Fim do anonimato

Os provedores de Internet serão obrigados a cadastrar todos os seus usuários com nome completo, identidade, CIC e endereço residencial ou comercial. Pelo menos é isso que estabelece o projeto de lei que dispõe as regras para o uso personalizado da Internet. A matéria está em fase de aprovação pela comissão de educação do Senado e segue em breve para votação final na Câmara. Se aprovada ela obrigará o provedor a liberar informações de clientes às autoridades judiciais e policiais, mediante solicitação à Anatel. Com cinco anos de atraso, a nova lei pode se tornar completamente inócua devido o grau de sofisticação da tecnologia. Porém, vai reduzir muito os atos de vandalismo e invasões promovidas por pessoas que navegam protegidas pelo suposto anonimato. Na verdade esta lei não resolve muita coisa, mas ajuda a esclarecer melhor a responsabilidade de cada um e de todos. Para resolver mesmo, basta que o Judiciário conte com equipamentos, pessoal especializado e disposição para agir de forma justa e rápida. Sem isso, a lei pode complicar ainda mais.

Ibope debutou

No início deste ano, o Ibope divulgou pesquisa sobre a Internet informando que o número de internautas brasileiros não passava dos 3,5 milhões. O instituto, cujo o nome é nacionalmente conhecido pelo grau de acerto em pesquisas de audiência da mídia tradicional, foi motivo de piada pelo uso de metodologia inadequada na medição da web. A lição foi aprendida rapidamente pela direção da empresa. Em questão de semanas o Ibope firmou parceria com o instituto norte- americano Nielsen/Ratings, criando uma nova subsidiária chamada eRatings, voltada exclusivamente para pesquisas sobre rede mundial no Brasil. O primeiro trabalho da eRatings acaba de ser divulgado com o Ibope endossando o número de 9,8 milhões de internautas, bem mais próximo do real. O levantamento revela ainda que 58% dos internautas são homens e 42% mulheres. Mais da metade possui nível superior de escolaridade, tem acima de 25 anos e responde por 51% do tempo de total de conexão do País. Entre os portais, o UOL foi o que apresentou o maior tráfego, seguido pela StarMedia/Cadê e do Yahoo!

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De bem com a vida
Maria Padilha comemora o sucesso conquistado pela personagem Dinorá e seus 20 anos de televisão.  AN_Tevê 
Banda triplicada - O site de A Notícia ficou temporariamente fora do ar ontem, no período das 24 horas desta segunda-feira às 10 horas de terça, devido a serviços de manutenção e troca de backbone pela empresa fornecedora da hospedagem do site, a StarMedia Networks. Com a mudança, o domínio de A Notícia (http;//an.uol.com.br) passa operar com uma banda com capacidade de tráfego três vezes maior, saltando de 34, na Embratel, para 100 megabits, na NetStream, empresa do grupo ATT. Dependendo do provedor onde o leitor se conecta, o desempenho do site deve melhorar significativamente a partir de hoje.

Velha prática - O iG está sendo acusado de promover tráfico de influência junto ao Comitê Gestor de Internet. Após ter sua marca cadastrada na lista negra do MAPS, entidade internacional de combate ao "spam" (prática de envio de mensagens indesejáveis), o provedor gratuito partiu com tudo para cima do Comitê Gestor pedindo o cancelamento do domínio do Movimento Anti-spam Brasileiro, o que foi acatado imediatamente pelo Fapesp. O detalhe é que a retaliação foi orquestrada por Demi Getschko, diretor executivo do provedor e conselheiro do Comitê Gestor. O MAPS brasileiro alega que não teve participação no episódio de inclusão do iG na listra negra internacional.

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