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ANotícia
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Avelar Lívio dos Santos
http://www.bancatai.com
avelar@torque.com.br
Quebrando o
cordão do unbudling
Empresas
de telefonia fixa continuam resistindo à prerrogativa
das operadoras nacionais de usarem sua malha de par de cobre
para oferecer serviços de ADSL (linha digital assimétrica
por assinatura). Conhecido tecnicamente como unbudling, esta
modalidade de serviço permite um aumento substancial na
velocidade de conexão à Internet para usuários
doméstico e empresariais, podendo atingir um desempenho
10 vezes mais rápido que um modem de 56 kbps.
Dependendo do tempo médio de conexão do usuário,
o sistema ADSL pode ser até mais barato, já que
dispensa o uso da linha telefônica. Com um investimento
inicial médio de R$ 500,00 com modem e placa de rede,
o optante pelo serviço passa a pagar apenas uma assinatura
mensal que varia de R$ 50,00 a R$ 80,00 reais, o que significa
pouco se comparado ao custo do impulso telefônico, que
se torna tanto mais caro quanto pior for a qualidade do serviço.
O exploração de ADSL pelas companhias nacionais,
como Embratel e Intelig, vem gerando polêmica, apesar da
lei das telecomunicações prever o compartilhamento
da infra-estrutura entre as empresas autorizadas. Por um lado,
as telefônicas nacionais alegam que têm direito ao
uso das redes regionais da mesma forma que as operadoras regionais
utilizam sua rede em ligações nacionais e internacionais.
Já as operadoras regionais se defendem afirmando que o
ADSL é um outro serviço e que, se isto fosse justo,
elas também poderiam explorar as antenas das operadoras
de telefonia móvel.
Do ponto de vista do consumidor brasileiro, o último que
fala e o único que paga, a Anatel deveria agir com firmeza
no sentido de fazer valer a lei e o seu estatuto. A entrada das
operadoras nacionais no mercado de banda larga vai aumentar a
concorrência e trazer benefícios imediatos para
o consumidor que continuar a sonhar com a queda nos preços
prometida pelos mentores da privatização.
A rejeição ao unbudling pelas companhias regionais
comprova que estas continuam presas umbilicalmente ao modelo
estatal cuja desregulamentação só deve se
concretizar, pelo menos teoricamente, em 2002. Até lá,
com reserva de mercado garantida, elas permanecerão sentadas
sobre qualquer nova tecnologia que vise substituir a tradicional
e mais lucrativa, a perversa conexão discada. O governo,
por sua vez, faz ouvido de mercador porque é o maior beneficiário
da exploração tarifária na telefonia.
Há meses que as operadoras regionais dominam o ADSL, mas
nem tente ligar para solicitar orçamento. A Brasil Telecom,
que atende Santa Catarina e outros cinco Estados, conta até
agora com apenas 2 mil terminais em operação em
Curitiba e Brasília. Seu presidente, Henrique Neves, diante
da pressão das operadoras nacionais, promete instalar
60 mil terminais em oito cidades até janeiro do próximo
ano. Uma coisa é certa, com base no que fez até
aqui, a meta só será cumprida se a Anatel determinar
a livre concorrência no setor de banda larga. Para os interessados
no assunto, o unbundling será destaque em simpósio
sobre telecomunicações (http://www.convergeeventos.com.br)
marcado para o próximo dia 31, em São Paulo.
Fim do anonimato
Os provedores de Internet serão obrigados a cadastrar
todos os seus usuários com nome completo, identidade,
CIC e endereço residencial ou comercial. Pelo menos é
isso que estabelece o projeto de lei que dispõe as regras
para o uso personalizado da Internet. A matéria está
em fase de aprovação pela comissão de educação
do Senado e segue em breve para votação final na
Câmara. Se aprovada ela obrigará o provedor a liberar
informações de clientes às autoridades judiciais
e policiais, mediante solicitação à Anatel.
Com cinco anos de atraso, a nova lei pode se tornar completamente
inócua devido o grau de sofisticação da
tecnologia. Porém, vai reduzir muito os atos de vandalismo
e invasões promovidas por pessoas que navegam protegidas
pelo suposto anonimato. Na verdade esta lei não resolve
muita coisa, mas ajuda a esclarecer melhor a responsabilidade
de cada um e de todos. Para resolver mesmo, basta que o Judiciário
conte com equipamentos, pessoal especializado e disposição
para agir de forma justa e rápida. Sem isso, a lei pode
complicar ainda mais.
Ibope debutou
No início deste ano, o Ibope divulgou pesquisa sobre
a Internet informando que o número de internautas brasileiros
não passava dos 3,5 milhões. O instituto, cujo
o nome é nacionalmente conhecido pelo grau de acerto em
pesquisas de audiência da mídia tradicional, foi
motivo de piada pelo uso de metodologia inadequada na medição
da web. A lição foi aprendida rapidamente pela
direção da empresa. Em questão de semanas
o Ibope firmou parceria com o instituto norte- americano Nielsen/Ratings,
criando uma nova subsidiária chamada eRatings, voltada
exclusivamente para pesquisas sobre rede mundial no Brasil. O
primeiro trabalho da eRatings acaba de ser divulgado com o Ibope
endossando o número de 9,8 milhões de internautas,
bem mais próximo do real. O levantamento revela ainda
que 58% dos internautas são homens e 42% mulheres. Mais
da metade possui nível superior de escolaridade, tem acima
de 25 anos e responde por 51% do tempo de total de conexão
do País. Entre os portais, o UOL foi o que apresentou
o maior tráfego, seguido pela StarMedia/Cadê e do
Yahoo!
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De bem com a vida
Maria Padilha comemora o sucesso conquistado pela personagem
Dinorá e seus 20 anos de televisão.
AN_Tevê |
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Banda triplicada
- O site de A Notícia ficou temporariamente fora
do ar ontem, no período das 24 horas desta segunda-feira
às 10 horas de terça, devido a serviços
de manutenção e troca de backbone pela empresa
fornecedora da hospedagem do site, a StarMedia Networks. Com
a mudança, o domínio de A Notícia (http;//an.uol.com.br)
passa operar com uma banda com capacidade de tráfego três
vezes maior, saltando de 34, na Embratel, para 100 megabits,
na NetStream, empresa do grupo ATT. Dependendo do provedor onde
o leitor se conecta, o desempenho do site deve melhorar significativamente
a partir de hoje.
Velha prática - O iG
está sendo acusado de promover tráfico de influência
junto ao Comitê Gestor de Internet. Após ter sua
marca cadastrada na lista negra do MAPS, entidade internacional
de combate ao "spam" (prática de envio de mensagens
indesejáveis), o provedor gratuito partiu com tudo para
cima do Comitê Gestor pedindo o cancelamento do domínio
do Movimento Anti-spam Brasileiro, o que foi acatado imediatamente
pelo Fapesp. O detalhe é que a retaliação
foi orquestrada por Demi Getschko, diretor executivo do provedor
e conselheiro do Comitê Gestor. O MAPS brasileiro alega
que não teve participação no episódio
de inclusão do iG na listra negra internacional.
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