Joinville         -          Domingo, 5 de Agosto de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 
ANotícia  












Tudo igual
O Gol Plus 2002 chega às revendas autorizadas da Volks no final de agosto sem sofrer alterações de estilo
Fotos: Divulgação

Volks lança motor
1.0 16V mais potente

Gol e Parati Plus ganham propulsor mais moderno e econômico, mas seguem sem mudanças em suas linhas

Mauro Geres
Editor-assistente do AN Veículos

A Volkswagen começa a colocar no mercado a sua linha 2002. Os primeiros modelos a chegar são o Gol e Parati Plus 1.0 16V. Mas quem passar pelas revendas da marca pode ficar surpreso. Em termos de estilo, nenhuma mudança, tanto por dentro quanto por fora. A grande novidade está escondida sob o capô: um motor mais potente e com maior torque. Apesar do rendimento melhor, a Volks garante que as mudanças introduzidas reduziram o consumo e a emissão de gases.
O novo propulsor desenvolve 76 cavalos, 10% a mais que o anterior. Ganhou também maior torque - 9,7 kgfm contra 9,3 kgfm - e ficou 5,6% mais econômico que o anterior. Batizado de EA 111 RSH - sigla que em alemão significa acionamento de válvulas por balancins roletados -, o motor ganhou também um novo sistema de gerenciamento "mais inteligente", o EGAS.
Segundo a montadora, com as mudanças, o Gol Plus chega à velocidade máxima de 165 km/h e faz de zero a 100 km/h em 13,7 segundos. O consumo previsto na cidade é de 13,4 km/litro, enquanto na estrada a média pula para 17,4 km/litro. No ciclo misto fica na casa dos 15,2 km/litro. O motor EA 111 RSH utiliza um bloco praticamente igual ao do 1.0 16V Turbo e adotou o mesmo conceito do cabeçote usado no propulsor 1.6 do Golf, que já conta com tecnologia RSH e com o sistema EGAS. Também foram feitas alterações no bloco, que agora é de ferro fundido e titânio. Os pistões são de alumínio e contam com injetores de óleo para resfriá-los. Cabeçote, coletor de admissão e filtro de ar também sofreram mudanças.

Maior dirigibilidade

Além dos avanços construtivos, o novo motor ganhou aperfeiçoamentos em hardware e software. O EGAS, de acordo com a montadora, é bem mais do que um acelerador eletrônico como os existentes no mercado. O sistema utilizado pela Volks introduz a filosofia "torque" de gerenciamento. Toda vez que o motorista aciona o pedal do acelerador, é gerada uma determinada tensão elétrica, que é interpretada pelo módulo de controle, chamado de ECU, que define o torque final que o motor deve gerar. A partir daí, o módulo de controle calcula a mistura ar/combustível e o avanço da ignição necessários, entre outras informações, para alcançar a aceleração desejada pelo motorista.
Além da economia de combustível e menores emissões, a filosofia "torque", garante melhor dirigibilidade. Um exemplo: num sistema convencional, o motor sempre perde força quando o ar-condicionado é ligado, o que obrigaria o motorista a pisar mais forte no acelerador para manter a mesma velocidade. Com a tecnologia adotada, a ECU ajusta todos os parâmetros do motor para que o carro siga em velocidade constante, sem que o motorista tenha de aumentar a força sobre o pedal.
O mesmo raciocínio vale para outras situações. A posição do acelerador será a mesma no nível do mar ou em altitude e, até mesmo, o uso eventual de uma gasolina com menor octanagem afetaria com menor intensidade a dirigibilidade do carro. Outra mudança: o corte de combustível, sempre que o motor atinge um regime de giros perigoso, deixa de acontecer. O próprio módulo ECU promove uma suave redução de rotações, sem que o motorista precise aliviar a pressão no acelerador.

Contrastes
Motor totalmente renovado (abaixo) tem 76 cavalos de potência. Já o painel (ao lado) segue sem novidades

Montadora quer "segurar" preço

Sem mudanças de estilo, a Volks aposta na tecnologia do novo motor EA 111 RSH e no quesito preço para se manter na frente da Fiat no segmento dos populares 1.0. A tática da montadora alemã é a de oferecer mais sem aumentar, ou, no máximo, dar um pequeno reajuste nos preços sugeridos do Gol Plus, quatro portas, que hoje oscilam entre R$ 20.741,00 e R$ 29.306,00 em São Paulo, sem considerar o valor do frete. O valor oficial só será anunciado no final de agosto, quando o carro chega às revendas.
Entre a aprovação e o início efetivo de produção do motor, foram 16 meses de trabalho. Nesse período, o propulsor passou por 15.400 horas - o equivalente a mais de 640 dias - de testes em dinamômetro e outros 1,2 milhão de quilômetros rodados por 82 carros de teste. O esforço da empresa é fácil de ser explicado: o motor 1.0 16V atual já "empurra" 44% de todos os Gols colocados no mercado. Considerando apenas motores 1.0, a importância do multiválvulas fica mais evidente: ele já responde por mais de 60% da vendas. O restante fica por conta do motor 1.0 oito válvulas.
Os aperfeiçoamentos feitos pela Volks privilegiam a resolução de um problema comum aos motores 16V: a morosidade em baixas rotações, situação que ainda fica mais evidente no constante pára-e-anda dos congestionamentos. Segundo a fábrica, o ganho de torque na faixa de 1.000 rpm foi de 20%. Ou seja: mais disposição para brigar por preciosos espaços em centros urbanos.
Em estrada, o Gol Plus mostrou bom comportamento, mas em subidas exigiu seguidas trocas de marchas para manter a velocidade. Em faixas acima de 4.000 rpm fica "mais esperto", mas, em contrapartida, o ronco do motor pega uma "carona" com o motorista. (MG)



Semelhança
No seu país de origem, a versão sedã do Fiesta tem o nome de Ikon. O médio-compacto destaca-se pelo porta-malas de 400 litros. A grade dianteira (detalhe) revela o visual idêntico ao do Fiesta hatch
Fotos: Divulgação

Fiesta Sedan chega
ao mercado em novembro

Modelo fabricado no México utiliza motor 1.6 brasileiro. Peugeot também prepara o lançamento do novo 307

Luís Meneghim
Editor do AN Veículos

Dois novos modelos - um da Ford e outro da Peugeot - desembarcam no mercado nacional no segundo semestre, ambos no segmento dos carros médios. Em novembro, começam a ser comercializados o Fiesta Sedan, importado do México, e o novo 307, de procedência francesa, recentemente lançado na Europa. A chegada do Fiesta Sedan faz parte de uma estratégia da marca, aproveitando a sua relação comercial com o México, para onde exporta o Ka. A contrapartida da marca é importar a versão sedã do Ford Ikon, nome oriental utilizado pela marca naquele país e na Índia, onde também é produzido.
Com linhas que lembram o Focus, o Fiesta Sedan segue o estilo "New Edge" adotado pela Ford para vários dos seus modelos mundiais. Na dianteira, mantém os faróis amplos já adotados pelo Fiesta semelhantes a "olhos de gato". A traseira é o destaque do três-volumes: as lanternas são grandes e envolventes, formando um desenho harmônico com a tampa do porta-malas, com capacidade para 400 litros (menor apenas do que o bagageiro do Fiat Siena).
A motorização utilizada pelo Ford Ikon, no México, é o mesmo Zetec Rocam 1.6 litro de oito válvulas e 90 cv de potência fabricado em São Carlos (SP). O propulsor, consagrado no mercado nacional, equipa o Ford Ka, o Escort e algumas versões do Fiesta hatch. A Ford deverá manter a mesma motorização para o mercado brasileiro.

Modernidade
Novo 307, que já roda em vários países, desembarca no Brasil com dois motores: 1.6 e 2.0

Sucessor do 306
é feito na França

A Peugeot não confirma, mas está programando para novembro a chegada ao Brasil do novo 307, que vai concorrer com Renault Mégane, Chevrolet Astra e Citroën Xsara.
O 307 foi lançado na Europa em maio em substituição ao 306 - que, apesar de descontinuado no mercado europeu - continua a ser fabricado na Argentina. O modelo é bem diferente do antecessor. Apresenta uma característica muito adotada nos monovolumes: é mais alto do que os carros de passeio comuns. O modelo tem 1,51 m de altura, enquanto o 306 é 14 cm menor. O novo modelo segue o estilo dos hatch altos, design que começou com o Ford Focus.
Uma de suas características é o visual de um carro moderno e arrojado. E os faróis - seguindo uma linha já adotada com o Peugeot 206 - tem a forma de olhos de gato.
O 307 é fabricado na França e na Inglaterra, mas, no futuro, poderá vir a ser produzido na Argentina. No Brasil, o novo modelo da Peugeot deverá chegar com duas motorizações a gasolina: 1.6 16V de 110 cv e 2.0 16V de 138 cv. (LM)

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