Joinville         -          Domingo, 12 de Agosto de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

E  
S  
P  
O  
R  
T  
E  













Catarinenses iniciam
corrida para Série A

JEC, Figueira, Criciúma e Avaí estréiam hoje na Série B

Dois meses depois de encerrado o Campeonato Catarinense, quatro equipes de Santa Catarina - Joinville, Criciúma, Figueirense e Avaí - estréiam hoje na Série B. A meta de todos é comum: conquistar uma das duas vagas que garante acesso à Série A de 2002. Com exceção do Criciúma, que preservou a estrutura geral da equipe, as outras três sofreram muitas mudanças. O Joinville perdeu metade do time que conquistou o bicampeonato. Avaí e Figueirense sofreram as maiores perdas, em torno de 80%.
Santa Catarina é o Estado que tem o maior número de representantes na Série B - quatro. O campeonato será disputado por 28 clubes de todo Brasil, divididos em dois grandes grupos, sendo 14 do grupo Norte/Nordeste e 14 do grupo Sul/Sudeste.
O regulamento prevê a subida dos dois melhores para a Série A e a queda de seis para a Série C. Na fase classificatória, os 14 de cada grupo jogam entre si em turno e returno. Os quatro melhores de cada grupo farão jogos eliminatórios obedecendo a seguinte combinação: 1º do A x 4º do B, 2º do A x 3º do B, 3º do A x 2º do B e 4º do A x 1º do B. Os quatro melhores jogarão entre si em turno e returno. Os dois melhores sobem para a A.
Os rebaixados serão os dois piores de cada grupo (13º e 14º colocados) mais outros dois após os seguintes jogos eliminatórios: 11º do A x 12º do B e 12º do A x 11º do B.

Joinville vai a Araras

Bastante modificado com relação ao time que conquistou o bicampeonato catarinense, o Joinville estréia neste domingo na Série B do Brasileiro contra o União São João, de Araras, equipe que ficou em 7º na Série A1 do Campeonato Paulista. A partida começa às 15 horas no Estádio Hermínio Ometto, com arbitragem de Samir Yarak, do Rio de Janeiro.
Dos jogadores que conquistaram o título de campeão catarinense pelo Joinville, apenas cinco estão no atual elenco - goleiro Marcão, zagueiro Fabrício, lateral Magal, meia Perdigão e atacante Marlon. No União São João, a principal estrela continua sendo o "velho" ídolo de Campinas e Araras, o atacante João Paulo, revelado pelo Guarani nos anos 80 e com passagem por vários clubes de ponta e até da Seleção Brasileira. Hoje, com 36 anos, sente o peso dos anos e é tido como uma "espécie de Romário" que anda em campo mas pode decidir o jogo a qualquer momento.
O técnico do Joinville, Wanderley Paiva, tem duas preocupações no jogo de hoje relacionadas a João Paulo. A primeira, é a de dedicar a ele uma marcação especial, como revelou na sexta-feira quando encerrou os treinamentos antes da viagem. A outra é lamentar que em seu time não disponha de um João Paulo que represente um expressivo referencial de ataque na área adversária. Wanderley acredita nos atacantes Marlon e Oséias, mas não esconde sua esperança em Robson, que chegou quinta-feira, e Sandro Oliveira, que chega hoje.

UNIÃO SÃO JOÃO: Gilson; Edinho, Spana, Rodrigo Alemão e Branco; Leonardo, Lelo e Bocão; Edu Silva, Sérgio Lobo e João Paulo. Técnico: Márcio Rossini.
JOINVILLE: Marcão; Rincão, Téio, Fabrício e Magal; Coracini, Lico, Perdigão e Everaldo; Oséias e Marlon. Técnico: Wanderley Paiva.
ÁRBITRO: Samir Yarak (RJ) LOCAL: Estádio Hermínio Ometto, Araras, 15 horas.


União São João
festeja, de novo, o retorno
do "vovô" João Paulo

Araras - Depois de uma rápida passagem pelo CSA de Alagoas, o atacante João Paulo, de 36 anos, está de volta ao União São João de Araras para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B.
Chamado carinhosamente de "vovô" ele se apresentou ao técnico Márcio Rossini na semana passada e reestréia hoje contra o Joinville. "O João Paulo é sensacional, não importa quantos anos tem porque ele decide", comentou o presidente do clube José Mário Pavan. O atacante revelado pelo Guarani na década de 80 já andou bastante pelo Brasil e pelo mundo. Atuou no Bari da Itália e defendeu vários clubes no Brasil, entre eles o Vasco da Gama-RJ. No interior paulista ele coleciona idas e vindas no União nos últimos quatro anos, tanto que disputou o Paulistão pelo próprio time. "O pessoal me trata muito bem", explica João Paulo que ainda mora em Campinas com a família.
A diretoria já apresentou também o lateral-direito Edinho, de 24 anos, que atuava no Figueirense-SC. O jogador já passou por Rio Branco de Americana, Sãocarlense e Santo André. Ele chegou a Araras para ocupar o lugar de Jamur, dispensado na última semana. O curioso é que Jamur foi o pivô do rebaixamento do time de São Carlos na Série A-2, por ter atuado de forma irregular num jogo contra o Etti Jundiaí.
Entre os novos contratados estão o zagueiro Spana, ex-Flamengo de Guarulhos, o meia Marquinhos Bolacha e o volante Lelo, que disputaram a Série A-2 do Campeonato Paulista pelo Rio Preto, o meia Bocão (ex-Guarani) e o atacante Sérgio Lobo.


Criciúma joga diante da torcida

Criciúma - Praticamente o mesmo time e forma de jogar do Campeonato Catarinense, porém com mais qualidade. É assim que o técnico Luiz Gonzaga Milioli tem definido o Criciúma que estréia hoje contra o Americano de Campos (RJ), na série B do Campeonato Brasileiro. Dos reforços contratados, Milioli vai escalar dois, o zagueiro Lúcio Surubim, 32 anos e o atacante Ernestina, 27 anos, que retorna ao clube. "Eles são experientes, conversam muito em campo, orientam o time; está sendo muito interessante jogar com eles", diz o meia campista Paulo César, 22 anos, que ganhou nova função na equipe. De meia de ligação ele passa a ser o segundo, ou terceiro, volante, jogando ao lado de André Gheller.
O sistema de jogo que será empregado por Gonzaga Milioli foi o principal assunto em Criciúma, na reta final dos preparativos para a estréia de hoje. O treinador não abre mão de jogar com três homens à frente da zaga, mas utiliza dois zagueiros e um volante, opção que já havia feito durante o Campeonato Catarinense. A diferença é que o terceiro homem não será André Gheller, mas Juliano, que já foi lateral, passou para a cabeça de área e agora passa a ser o terceiro zagueiro da equipe.
Ficou muito claro durante os treinamentos que a preocupação do treinador é qualificar o toque de bola entre a defesa e o meio campo, daí as opções por Juliano e Paulo César, que têm características de armadores, força e velocidade.
O adversário, que no ano passado perdeu no Estádio Heriberto Hülse por 3x0, tem o respeito de todos, liderados pelo experiente Lúcio Surubim. A preocupação é com a dupla de ataque, principalmente com Marcelo Carioca, ex-Santos, que retornou ao país depois de temporadas no México e Portugal.

CRICIÚMA: Roberto; Róbson, Lúcio Surubim, Luciano e Alonso; Juliano, André Gheller, Paulo César, Carlos Henrique; Ernestina e Mahicon Librelato. Técnico: Gonzaga Milioli.
AMERICANO: Bráz; Braga, Cadão, Erlon Joe e Edu; Acelino, Wellington, Marquinhos e Pelica; Fábio Vigo e Marcelo Carioca. Técnico: Júlio Marinho.
ÁRBITRO: Vinícius Costa da Costa (RS), auxiliado por Paulo Conceição (RS) e Kléber Lúcio Gil (SC). LOCAL: Estádio Heriberto Hülse (Criciúma). HORÁRIO: 15h30


Paulistas sem destaques
na competição neste ano

Campinas - Considerado como grande força do futebol brasileiro, São Paulo não tem nenhum destaque dentro do Campeonato Brasileiro da Série B, que terá sua primeira rodada completada neste domingo à tarde. Bragantino, União São João e XV de Piracicaba defenderão a honra dos paulistas na competição. Nos últimos cinco anos, quatro clubes paulistas garantiram o acesso à principal divisão do Brasil. Em 1996, o União São João foi campeão; em 1997 a Ponte sagrou-se vice-campeã (América-MG campeão); em 1998 o Botafogo de Ribeirão Preto também conseguiu o vice-campeonato (Gama-DF campeão); e ano passado o São Caetano também garantiu o acesso dentro da Copa João Havelange com o vice-título (Paraná campeão).


Avaí inicia luta pela recuperação

Equipe da Capital quer apagar má imagem deixada com a fraca campanha no Campeonato Catarinense

Florianópolis - Com seu time 80% renovado em relação ao que disputou o Campeonato Estadual, o Avaí estréia hoje, às 15h30, diante de sua torcida, no Campeonato Brasileiro da Série B jogando diante do Bragantino (SP). A competição, em especial para o time da Ressacada, é tida como prioritária no complemento de seu calendário anual. Comprometido em apagar da memória de seu torcedor a desastrosa sétima posição entre os 10 participantes no Campeonato Catarinense deste ano, a diretoria, na época, alegava o saneamento financeiro do clube, anunciando montar uma equipe competitiva para a Série B. A meta, então, era de fazer do Avaí um dos candidatos diretos ao acesso para a Série A de 2002.
E é com este comprometimento que a equipe, hoje treinada por Humberto Ramos, entra em campo. Dos remanescentes do primeiro semestre, somente o goleiro Humberto e o meia Marquinhos Rosa integram a equipe que começa a competição. "O mais importante nesta largada é começar bem. Não adianta começar dando espetáculo e não alcançar nosso objetivo. O que importa é a vitória", disse o técnico Humberto Ramos.
O treinador aposta na velocidade na saída de bola apresentada pelo time nos últimos treinamentos e no bom posicionamento da equipe em campo como fatores que poderão favorecer o Avaí logo na largada. O meia Cairo, ex-Atlético Mineiro, atuou bem contra o Joinville, domingo passado, e tem presença garantida. Ele será um dos organizadores das jogadas no meio-de-campo, também tendo liberdade para se aproximar dos atacantes.

Juventude e experiência

O Bragantino tem como receita para começar bem a Série B a experiência mesclada com juventude de seus jogadores. As novidades no time do interior paulista é a participação do lateral Gil Baiano, do meia João Santos e do atacante Sílvio. Eles são remanescentes do time que foi campeão paulista de 1990 e vice-campeão brasileiro de 1991. Ao lado deles, a juventude será representada pelo meia Rogerinho e o atacante Samir.
O time paulista quer realizar uma grande campanha na Série B para voltar a ser uma das forças do futebol brasileiro. O técnico Nei Pandolfo, ex-zagueiro da equipe, quer o time forte na marcação e veloz nas jogadas de ataque. "Só assim poderemos superar os desafios desta competição que será bem equilibrada", observa.

AVAÍ: Humberto; Paulo Sérgio, Marcos Telles, Naílton e Luiz Fernando; Perivaldo, Júnior, Marquinhos Rosa e Cairo; Mazinho e Espíndola. Técnico: Humberto Ramos.
BRAGANTINO-SP: Luiz Fernando; Gil Baiano, Emerson, Júlio César e Marcelo; Goiano, João Santos, Ricardo Silva e Rogerinho; Samir e Sílvio. Técnico: Nei Pandolfo.
ÁRBITRO: Paulo Ricardo Felipe (RS), auxiliado por Paulo Ricardo Conceção (RS) e Cleber Lúcio Gil (SC). LOCAL: Estádio Aderbal Ramos da Silva (Ressacada), em Florianópolis. HORÁRIO: 15h30

 

Figueirense enfrenta a
Desportiva, às 11 horas

Florianópolis - O Figueirense abre a participação catarinense no Campeonato Brasileiro da Série B jogando hoje, às 11 horas, diante da Desportiva Ferroviária, em Vitória-ES. Preparando-se para a competição há cerca de três meses, o alvinegro tem na disputa sua mais importante chance de realizar seu maior desafio: voltar à divisão de elite do futebol brasileiro depois de 25 anos de sua última participação.
O time foi amplamente reformulado para a disputa. Em parceria com uma empresa paulista de agenciamento de jogadores (CSR Futebol e Marketing), o alvinegro terá em campo esta manhã apenas quatro jogadores remanescentes do Estadual que terminou em quarto lugar. A esperança de gols da equipe é a presença do atacante Genílson, que retornou a Florianópolis depois de consagrar-se como o maior artilheiro do time na história dos Estaduais na campanha do título de 1999, com 26 gols. O Figueirense ainda contará com a estrela Fernandes no meio campo.

DESPORTIVA-ES: Marco Aurélio; Dedé, Fábio, Tião e Nielson (Ruben); Léo Gonçalves, Mozer (Luciano), Léo Oliveira e Andrezinho (Joãozinho); Sharley e Ricardo Alemão. Técnico: Marcos Nunes.
FIGUEIRENSE: Márcio Antonese; André Ceará, Márcio Goiano, Anderson e Vanin; Jeovianio, Léo Mineiro, Willian e Fernandes; Genílson e Dão. Técnico: Gilmar da Costa.
ÁRBITRO: Romeu Cassios Cardoso (MG). LOCAL: Estádio Engenheiro Araripe, às 11 horas, em Vitória-ES.


Brusque defende primeiro
lugar diante do Camboriú

Joinville/Brusque - O Brusque precisa vencer o Camboriú, neste domingo, às 10h30, no Estádio Roberto Santos Garcia, em Camboriú, para continuar na liderança da Chave B (Litoral), na Segunda Divisão do Campeonato Catarinense. A novidade é a estréia dos jogadores que vieram do Rio Branco de Paranaguá (PR), atacante Canídia e o lateral Vanderson.
O Brusque soma 10 pontos ganhos, seguido pelo Caxias com 9 e o Camboriú, com 7. O time do Camboriú evoluiu bastante nas últimas rodadas e quer os três pontos hoje para se juntar aos líderes da competição.
No Brusque, o técnico Gassem confirmou Canídia no lugar de Robinho, que está em recuperação médica, e Vanderson entra no lugar do lateral Juninho, que não joga por cumprir suspensão, após levar o terceiro cartão amarelo, no último jogo. O técnico Gassem conta, também, com a volta de Kleber, suspenso após um cartão vermelho.

Caxias desfalcado

Depois da goleada de 5 a 2 sobre o Guarani de Palhoça, domingo passado, o Caxias de Joinville testa a força do Tiradentes de Tijucas, que vai estrear vários reforços na partida desta tarde no Estádio Sebastião Peixoto, em Tijucas.
O técnico Raffaele Graniti não poderá contar com Sabiá, Jorge Luiz, Maranhão, Kid, Josimar, Carlinhos e Ronaldo. A única boa notícia ´que Donizete, um dos goleadores do time, cumpriu suspensão e retorna à equipe.
A rodada deste domingo terá ainda os seguintes jogos: Guarani de Lages x Camponovense (o Camponovense vai estrear o técnico Dito Cola);Fraiburgo x Joaçaba, e Tupi x Próspera. As duas equipes estão em ascensão e lutam para ficar entre os quatro melhores que passam à segunda fase da competição.


Goleador Ézio vira
"escravo" de empresário

Sem poder atuar, o jogador exerce a função de jardineiro em condomínio de luxo

Júlio Castro

Florianópolis - "Todo dia tenho notícias de jogador ganhando passe livre na justiça e só o meu que não sai". A frase, em tom de desabafo, dita por um atacante que já marcou seu nome na história do futebol catarinense, mas que atualmente tem sua carreira interrompida pela ganância e a insensibilidade de intermediários que, ora prejudicam, ora representam a carreira ou o sucesso de um jogador de futebol. Principal artilheiro do Figueirense na disputa do Campeonato Catarinense de 2000 com 14 gols em 11 jogos, Genésio Weigel, o Ézio, 28 anos, vem ocupando seu tempo nos últimos sete meses como jardineiro, e alimentando a esperança de realizar um sonho: desvencilhar-se do vínculo de seu empresário, Luiz Paulo Dutra, advogado e presidente do Grêmio Santanense, de Santana do Livramento-RS.
Funcionário de seu irmão (Nino) numa empresa de jardinagem que presta serviços a 15 de 96 casas de um condomínio de luxo na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, Ézio se diz decepcionado com as inúmeras tentativas frustradas de acordos com seu empresário. Não esconde a preocupação com as oportunidades de trabalho que vem perdendo nos últimos meses. "Já fui procurado pelo Avaí, pelo Joinville e mais dois outros clubes, mas quando eles souberam da minha situação, me senti descartado", lamenta o jogador, fazendo questão de salientar que está apenas um quilo acima de seu peso normal. "Tenho treinado todos os dias. Nunca se sabe o que pode vir por aí", detalha.
O jogador revela que tem se sentido um escravo do sistema que ainda predomina entre os jogadores da sua situação. Na 7ª Vara da Justiça do Trabalho da Capital, ele move uma ação contra o empresário com a ajuda de seu advogado Marco Antônio Rodrigues. Ézio se diz no direito de ter seu passe livre, considerando que o empresário já ganhou muito dinheiro com valores de empréstimos pedidos aos clubes onde o ele atuo.
Ézio recebe R$ 700 mensais do seu irmão, pouco mais de 20% do que ganhava enquanto jogava no Figueirense. "Já vendi meus dois carros (Monza e um Fiat Uno) e parei de pagar um financiamento de um apartamento que comprei em Tubarão para poder me manter ao lado de minha mulher e filha", revela.


Jurista pede punição a dirigente

Florianópolis - Solidário à situação do jogador Ézio, o advogado Marcílio César Ramos Krieger, especialista em direito esportivo, destaca, baseando-se na Constituição Federal, em seu artigo 5º, que ninguém pode impedir o exercício da profissão. Revelou ainda que pelo fato do empresário acumular a função de presidente do Grêmio Santanense-RS, consigna-se a ilegalidade do caso.
Krieger destaca que o Artigo 28, parágrafo único da Lei Pelé, determina que somente as entidades de prática esportiva (clubes) podem deter os passes dos atletas. "O empresário que se diz ter o passe de jogador, ele é traficante e deve ser denunciado por isso", alerta Marcílio Krieger. O jurista compara o papel destes empresários aos senhores dos tempos da escravidão no Brasil. (JC)


Seleção vive evolução do
otimismo a tragédia anunciada

Curitiba - Da certeza de que disputaria o título das Eliminatórias com a Argentina até a angustiante dúvida de que alcançará mesmo a classificação para o Mundial de 2002, a Seleção Brasileira percorreu uma trajetória turbulenta, repleta de problemas que continuam sem solução. A liberação sempre polêmica dos atletas, o pouco tempo para treinos e o péssimo desempenho em quase todos os jogos deixaram o futebol do Brasil sob o sério risco de ficar fora de um Mundial pela primeira vez.
As contusões de jogadores importantes ao longo das Eliminatórias e o afastamento de outros, como Ronaldinho e Juninho Pernambucano, por causa de brigas judiciais envolvendo seus clubes, também contribuíram para o fracasso gradativo da seleção. Essa agonia, agora incontida, pode ser detalhada se analisado o discurso dos treinadores da seleção desde antes da estréia no torneio, em março de 2000, contra a Colômbia.
O técnico Wanderley Luxemburgo parecia convicto de que Brasil e Argentina travariam um duelo à parte nas Eliminatórias. O empate por 0 a 0, em Bogotá, nem soou como alerta. "Foi só a primeira rodada, mas a Colômbia mostrou méritos", disse, após o jogo. Mal sabia ele que, um ano e meio depois, seria a própria Colômbia a maior ameaça de o Brasil nem obter o quinto lugar nas Eliminatórias.
Vieram depois duas vitórias magras sobre Equador (3 a 2) e Peru (1 a 0). À derrota para o Paraguai (1 a 2), na quinta rodada, após empate com Uruguai (1 a 1), seguiram-se muitas críticas, revertidas com a bela exibição em 26 de julho de 2000, na vitória sobre a Argentina, por 3 a 1. No jogo seguinte, foi goleado por 3 a 0 pelo Chile, em Santiago. Nasciam ali, ainda que timidamente, as primeiras indagações sobre uma possível eliminação da Seleção Brasileira.
Contra a Colômbia, sob vaias, o Brasil só venceu graças a um gol de Roque Júnior, de cabeça, nos acréscimos. Depois vieram o empate com o Peru (1 a 1), em São Paulo, partida que marcou a despedida de Leão. A hipótese da eliminação ficou mais próxima com a desastrosa estréia de Luiz Felipe Scolari na competição: a derrota por 1 a 0 para o Uruguai, em julho, fez disparar o alarme. "O jogo com o Paraguai, dia 15, vai ser o mais importante da minha vida; não quero passar para a história como o único treinador que não levou o Brasil a um Mundial."

Frases

"O Brasil, sem dúvida, é favorito ao primeiro lugar das eliminatórias."
- Wanderley Luxemburgo, 27/3/2000, véspera da estréia da seleção no torneio, contra a Colômbia (0 a 0).
"O Brasil vai disputar o primeiro lugar com a Argentina."
- W. Luxemburgo, 4/6/2000, após vitória sobre o Peru (1 a 0), na terceira rodada do torneio.
"Não existe mais nenhum bobo no futebol."
- W. Luxemburgo, 18/7/2000, depois de derrota para o Paraguai (1 a 2), pela quinta rodada.
"O futebol está muito equilibrado e as outras equipes sul-americanas evoluíram bastante."
- W. Luxemburgo, 15/8/2000, após derrota para o Chile (0 a 3), pela sétima rodada.
"Vamos nos classificar, não tenham dúvida."
- Candinho, o técnico-interino, 8/10/2000, depois de goleada sobre a Venezuela (6 a 0), pela nona rodada.
"As nossas chances são muito boas de chegar entre os três primeiros."
- Emerson Leão, 15/11/2000, após vitória sobre Colômbia (1 a 0), pela décima rodada.
"A situação não é confortável."
- E. Leão, 28/3/2001, depois da derrota para Equador (0 a 1), pela 11ª rodada.
"Matematicamente, é evidente que há riscos de não-classificação."
- E. Leão, 25/4/2001, após empate com Peru (1 a 1), pela 12ª rodada.
"A situação é muito desagradável. Mas se vencermos mais três jogos, teremos o quarto lugar garantido."
- Luiz Felipe Scolari 1/7/2001, depois de derrota para o Uruguai (0 a 1), o último jogo da seleção pelas eliminatórias.


Sete lutam para se
manter na liderança

Quarta rodada, aberta sábado, será concluída com 10 jogos

São Paulo - Sete clubes que estão na liderança do Brasileirão com 7 pontos prometem uma luta acirrada na quarta rodada, aberta ontem, e que será concluída neste domingo com dez jogos. Todos conquistaram duas vitórias e um empate nas primeiras rodadas e hoje podem confirmar a boa fase (veja tabela ao lado). Entre eles, o único que tinha jogo programado para sábado era o Atlético Paranaense, contra o Flamengo, em Curitiba.
O Corinthians é um deles. O time paulista volta a campo contra o Paraná Clube preocupado com o esquema de jogo. O técnico Wanderley Luxemburgo - que há poucas semanas montou o sistema com três zagueiros por falta de opções, segundo justificou - conta agora com opções em excesso. Especialmente no ataque.
O time deve entrar em campo com o sistema de três zagueiros, mas o técnico garante que no decorrer da partida, pode alterar para um esquema com três atacantes se for necessário. "Estamos treinando algumas variações justamente para que a equipe possa mudar sua maneira de jogar, durante a partida", disse ele.
A equipe que começa a partida contra o Paraná deverá ser a mesma do início do jogo contra o Botafogo-SP, na última quarta-feira. Scheidt, Batata e Marquinhos formarão o trio de zagueiros. Paulo Nunes e Gil formarão a dupla de ataque. É possível, no entanto, que no segundo tempo, o técnico mude o ataque, já que conta com Deivid e Ewerthon no banco de reservas.
Paulo Nunes, que esteve prestes a deixar o clube, vem readquirindo sua melhor forma física e técnica - marcou gols nos últimos três jogos - e está garantindo sua posição no time titular.
O técnico do Paraná Clube, Paulo Bonamigo, e os jogadores preferiam que o jogo deste domingo, às 16 horas, contra o Corinthians, fosse em seu estádio, mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), atendendo apelo da televisão, transferiu para o Estádio Couto Pereira, do Coritiba. "Pode parecer pouco, mas jogar no local onde treinamos diariamente faz a diferença", diz o técnico.
Bonamigo entende que o jogo contra o Corinthians será bem diferente daquele da última quarta-feira, quando o Paraná venceu o Flamengo, no Maracanã. "O Corinthians vem conseguindo bons resultados, é uma equipe perseverante, uma equipe jovem, com muita velocidade", analisou. Sem problemas de contusão, Bonamigo poderá repetir o time que venceu o Cruzeiro e o Flamengo. No entanto, é possível que ele altere a forma de jogo, colocando o time com três zagueiros.

Ponte x Botafogo

A Ponte Preta espera conseguir sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro contra o Botafogo-RJ, às 16 horas, no estádio Moisés Lucarelli. Mas para tanto, terá que quebrar um longo tabu: há 15 anos não vence o time carioca, que leva vantagem nos confrontos com duas vitórias três empates e apenas uma vitória do time campineiro.
O time está praticamente definido com a volta do volante Fabinho, que cumpriu suspensão automática, no lugar de Roberto. O artilheiro Washington foi poupado do treino técnico-tático realizado sexta-feira, sentindo dores na parte posterior da coxa direita.
Embalado pela boa campanha no Campeonato Brasileiro, o Botafogo tenta a terceira vitória consecutiva. Apesar de sua equipe atuar fora de casa, o técnico alvinegro Paulo Autuori disse estar confiante em um bom resultado. Autuori não cansa de ressaltar as qualidades táticas que os jogadores alvinegros estão demonstrando no Brasileiro.


Palmeiras tem sua Honduras

São Paulo - O Palmeiras vive situação semelhante à da Seleção Brasileira contra Honduras. Os brasileiros tinham consciência de que eram favoritos e jamais imaginavam que poderiam perder a partida e foram eliminados da Copa América. O Palmeiras não quer repetir o fiasco da seleção. O time paulista, favorito, enfrenta o América-MG, neste domingo, às 14h30, no Estádio Palestra Itália, sem conhecer quase nada dos mineiros.
Os palmeirenses demonstram pouco conhecimento sobre o América. "Nunca tinha ouvido falar nesse time, fiquei conhecendo agora no Campeonato Brasileiro", afirmou o atacante Muñoz. "Quando eu morava na Colômbia, só se falava de Corinthians, Palmeiras ou Flamengo."
O Palmeiras tem 7 pontos e é, de longe, o favorito. O América faz campanha fraca na competição. Empatou duas partidas e perdeu uma. O ponto favorável do time de Lula Pereira é o entrosamento. A maioria dos jogadores que defenderam o clube no primeiro semestre foi mantida. "O América é o último campeão mineiro", lembrou o goleiro Sérgio. Precavido, o técnico Celso Roth fez questão de fazer um treinamento às 14h30 na sexta-feira, a fim de que os jogadores se acostumassem com o horário da partida.


Santos estréia Cleber em
partida contra o Coritiba

Santos - Com a defesa reforçada pela entrada de Cléber na zaga, o Santos tenta neste domingo às 16 horas, na Vila Belmiro, sua primeira vitória no Brasileiro. O adversário é o Coritiba, time que Geninho conhece bem e considera uma das equipes que atingiram o melhor nível de entrosamento na competição. Para piorar as coisas para os santistas, os paranaenses têm um forte esquema defensivo, com três zagueiros e dois volantes de marcação.
"Temos que fechar todos os espaços, usar bastante a cautela para surpreender o adversário", comentou o estreante Cléber. Em seu primeiro treino coletivo, gostou do ritmo imposto. "Há muito tempo não tinha um treino tão forte, com tanta volúpia, como esse". Mesmo com toda sua experiência, não esconde uma certa ansiedade com a estréia na Vila Belmiro. "Quando vinha jogar aqui, sentia a pressão da torcida e cada bola que chegava até nós era um perigo de gol", relembra.


Inter, desfalcado, pega o Gama

Porto Alegre - Aliviado com a vitória sobre o Santa Cruz, em Recife, depois de quatro meses sem vencer uma partida oficial, o Internacional enfrenta o Gama neste domingo, no estádio Beira Rio, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe gaúcha ainda apresenta deficiências na articulação das jogadas, mas readquiriu confiança após ganhar no meio da semana.
O técnico Carlos Alberto Parreira ainda não pode contar com alguns dos novos contratados, como o lateral-esquerdo chileno Eros Pérez. O volante Leandro Guerreiro, que cumpriu suspensão automática, voltará ao time, mas a grande novidade é o retorno do atacante Fabiano, no lugar do jovem Fábio Pinto.
O Grêmio enfrenta o Sport neste domingo, às 17 horas, em Recife, com a mesma equipe que iniciou a partida contra o Goiás, no meio da semana. O empate por 0 a 0 com o time goiano, no estádio Olímpico, deixou a torcida impaciente com o desempenho do ataque. O técnico Tite ainda não encontrou um substituto a altura para Marcelinho Paraíba, vendido ao Hertha de Berlim (Alemanha).
No meio-de-campo, o Grêmio também tem dificuldades de se reorganizar com a ausência de Tinga, que está na Seleção Brasileira. Apesar das vaias da torcida, o volante Gavião deverá ser novamente escalado para a posição.


Hóquei
A seleção brasileira de hóquei sobre patins vai disputar os Jogos Mundiais, entre 17 e 21, em Akita (Japão). A competição é disputada por esportes que não intregram os Jogos Olímpicos. Normalmente, atuam os cinco primeiros do último Mundial e o país-sede. Porém, Itália, Espanha, Argentina (atual campeã) não irão. Japão, Portugal, Austrália, Alemanha e Inglaterra enfrentam o Brasil (5º no último Mundial).

Manchetes AN
Das últimas edições de Esporte
11/08 - JEC viaja pela manhã para Araras, de avião
10/08 - Depois das vaias, Brasil reage e goleia o Panamá
09/08 - Cinco equipes na liderança do Brasileiro
08/08 - Líderes do Brasileiro jogam fora de casa
07/08 - JEC aperta o passo para estrear bem na Série B
06/08 - Brasileiro fecha 2ª rodada com três líderes
05/08 - Um dentista na nova defesa do Criciúma

Leia também

Bernardinho exige
perseguição de metas

Técnico acha pouco título da Liga e pede mais empenho

Paulo Jorge Marques

Florianópolis - "Não somos os melhores, estamos os melhores do mundo". A afirmação do técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, da seleção brasileira masculina de vôlei, é emblemática. Demonstra o grau de exigência e responsabilidade que ele impõe a seus comandados desde que assumiu a função. O recente título da Liga Mundial 2001 não chega a entusiasmar o perfeccionista Bernardinho. Nem a fazer do técnico um poço de vaidade ou de superioridade, tão comum em outras modalidades. "Precisamos trabalhar sempre mais e mais para buscarmos o que chamo de excelência. Somente a busca constante da excelência nos proporciona o sucesso", sentencia.
Bernardinho relaciona uma série de valores fundamentais para que se chegue ao sucesso, e no caso da seleção masculina de vôlei ao título da Liga Mundial. "Tudo começa pelo trabalho em equipe, pela união do grupo. E, no caso do vôlei, onde toda a ação é uma interação; é essencial que o grupo esteja extremamente coeso e entrosado", afirma. Bernardinho lembra que o atleta não age sozinho, a não ser no saque. Assim, o técnico conseguiu em dois meses transformar uma equipe que amargara a eliminação na Olimpíada para a Argentina, num grupo campeão da Liga Mundial com apenas uma derrota.
"O que fizemos foi unir os jogadores em prol desse projeto da seleção brasileira e aproveitar a sua determinação para reverter um quadro negativo", diz. O que Bernardinho não admite é usar essa conquista como argumento de que agora o Brasil é o melhor do mundo e tudo está perfeito. "A conquista da Liga Mundial só nos incentiva a trabalhar ainda mais forte, porque sabemos que agora os outros vão querer nos superar. Portanto, precisamos exigir ainda mais de nosso potencial para estarmos mais tempo como os melhores do mundo", sentencia.

FUTURO

Bernardinho embarca neste domingo com a seleção brasileira para a Itália onde dá seqüência aos preparativos para o Campeonato Sul-americano marcado para a Colômbia, entre 6 e 9 de setembro. Na Itália, o Brasil disputa um torneio entre 14 e 19 contra a seleção anfitriã e mais dois convidados. "Nós temos o comprometimento de transformar a seleção num grupo vencedor e, mesclando experiência e juventude, estamos dando o equilíbrio necessário para isso", coloca. Ele acha importante que os atletas mais jovens encontrem uma referência nos mais experientes ao chegarem na seleção.
Aos poucos, ele vai aproveitando para renovar a equipe e lançando novos valores como fez na Liga Mundial com Escadinha, Henrique e André Nascimento. "No masculino temos essa mixagem para que os novos encontrem o melhor caminho convivendo com os veteranos.


Futebol mostra lado negativo

O técnico Bernardinho não esconde seu desconforto com a proximidade dos clubes de futebol das demais modalidades. Para ele, a cultura do futebol (pelo menos a brasileira) deve permanecer longe do esporte amador. "Não temos necessidade trazer para o voleibol ou para o esporte 'não futebol' os clubes de futebol para que eles não tragam esses valores que contrariam tudo aquilo que nós queremos passar", sentencia. O resultado Bernardinho já previa: Vasco e Flamengo aplicaram calotes em todas as modalidades. "Eles cultuam valores que contrariam nossos conceitos e não acrescentam nada ao nosso esporte", afirma.
Esse descompasso que passa pela falta de profissionalismo, falta de planejamento, hábitos absolutamente negativos, improdutivos e calotes, reflete-se dentro de campo. "A situação da seleção de Felipão é apenas resultado dessa conjunção de fatores negativos". O técnico do vôlei nacional arrisca uma idéia do que poderia ser feito para reverter o atual quadro nas eliminatórias. "Precisamos de um líder e depois testar o nível de comprometimento dos atletas com o projeto Copa do Mundo", afirma.
"Quantos deles, durante 15 dias, treinariam em três períodos, estudariam exaustivamente o sistema tático e abririam mão de qualquer benefício financeiro para levar o Brasil à Copa?", questiona. "Certamente, poucos e aí já começamos a perder essa guerra". A partir daí, segundo Bernardinho, o futebol brasileiro poderia começar a mudar. "A questão é que a estrutura está viciada, desorganizada".
Neste domingo, a comissão técnica e os 13 jogadores viajam para a Itália, com saída do aeroporto internacional do Rio (Galeão), às 22h50, no vôo 8730 - Rio/Roma. Os jogadores que viajam: levantadores - Maurício e Ricardinho; meios-de-rede - Gustavo, Henrique, André Heller e Rodrigão; pontas - Giba, Nalbert, Giovane e Dante; opostos - André Nascimento e Ânderson; líbero - Escadinha. (PJM)


Futuro do esporte no País
depende das universidades

Utilizar o esporte como instrumento de educação, segundo Bernardinho, é um dos segredos para mudar o futuro esportivo do País. E a universidade está contribuindo para a organização, profissionalismo, formação de administradores ao criar infra-estrutura e novos cursos como no caso da Unisul. "O esporte vinculado à universidade é fundamental para a formação de seres humanos, atletas com capacidades múltiplas. A solução para o esporte no País passa por esse investimento das universidades no esporte como um todo", afirma.
O projeto Esporte na Escola do Ministério do Esporte e Turismo "é uma iniciativa que eu endosso, pois como 'habitat' natural da criança a escola deve ser o início da prática desportiva", diz o técnico. "A volta da obrigatoriedade da educação física na escola é fundamental e necessária".
Segundo Bernardinho, construir quadras, especializar e motivar os professores de educação física, que hoje estão desmotivados, é um programa bastante simples e eficiente. "Vamos ter mais locais para a prática do esporte; e o que é mais importante, nas escolas. Vai servir de incentivo para que a criança se fixe na escola e melhore seus conhecimentos", avalia. (PJM)


Mundial em cadeiras
de rodas começa dia 19

Blumenau - Blumenau será sede do 2º Campeonato Mundial de Basquete Júnior em Cadeira de Rodas, entre os dias 19 e 25 deste mês. A competição é promovida pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) em parceria com a Confederação Brasileira da modalidade, além de contar com o apoio da Fundação Municipal de Desportos de Blumenau e reunirá cerca de 150 atletas com idade até 22 anos. Serão seis países participantes, entre eles, o Brasil, México, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Alemanhã. Os atletas ficarão hospedados no Hotel Blue Tower e a competição acontecerá no Centro Esportivo do Sesi.
Além dos jogos, estão programadas clínicas e palestras com representantes dos países participantes. A primeira palestra será realizada neste domingo, às 10 horas, no auditório do Centro Esportivo do Sesi, ministrada pela representante canadense Maureen Orchard. A palestra terá como tema "O desenvolvimento do basquetebol em cadeira de rodas no mundo", e será dirigida aos atletas e comissão técnica da seleção brasileira que já estão em fase de treinamento em Blumenau, bem como acadêmicos e demais pessoas interessadas.


Definida luta entre Hasim
Rahman e Lennox Lewis

Nova York - A hegemonia dos pesados começará a ser definida com três lutas, em três meses, envolvendo os melhores lutadores da atualidade. A mais importante será em novembro, no dia 10 ou 17 a revanche de Hasim Rahman, campeão do Conselho Mundial de Boxe (e da Federação Internacional de Boxe), e o ex-campeão, agora desafiante, Lennox Lewis. Antes, em 7 de setembro, Mike Tyson fará sua primeira luta do ano, em Copenhague, contra o dinamarquês Brian Nielsen.


Voleibol italiano é
o desafio para Gustavo

Meio-de-rede vai atuar no Ferrara ao lado de Giba

São Paulo - O meio-de-rede Gustavo, da seleção brasileira de vôlei que conseguiu a vaga para o Mundial do ano que vem, foi uma das peças-chave do time do Brasil que conquistou o segundo título da Liga Mundial, no final do mês passado: terminou a competição como melhor bloqueador - um fundamento considerado falho até o técnico Bernardinho assumir a equipe. Agora, o próximo desafio do jogador de 2,03 m de altura é jogar no melhor campeonato do mundo: o italiano.
"Essa mudança, para o Ferrara, da Itália, será mais ou menos como quando saí de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para São Paulo, tentar a peneira do Banespa. É como começar do zero...", explica Gustavo, que jogará ao lado de Giba, também da seleção brasileira, e do argentino Cuminetti.
Após a conquista da Liga Mundial, Gustavo e Giba não voltaram para festejar no Brasil. Seguiram diretamente para a Itália, onde foram recebidos por dirigentes da equipe italiana. "Eles não tinham o que falar. A gente tinha ganho dos italianos de forma muito bonita. Só puderam nos cumprimentar e festejar por terem contratado dois campeões na Liga Mundial", conta o atleta.
Depois de passar pela peneira do Banespa, em 1993, quando tinha 17 anos, a carreira de Gustavo decolou. O primeiro grande salto foi sua primeira convocação para seleção brasileira adulta, em 1997, pelo criticado técnico Radamés Lattari. Gustavo evoluiu seu modo de jogar e seu temperamento. Quando entrou para o time brasileiro era considerado um jogador "frio", o que ele mesmo admite, mas garante que em quatro anos atuando pela seleção, mudou também no aspecto psicológico.
Os esportes são tradição na família Endres: Murilo, seu irmão, integra o elenco do Banespa, nas categorias juvenil e adulta - já se destaca na seleção brasileira juvenil. "Murilo é muito dedicado. No começo falavam que ele só tinha passado na peneira porque era meu irmão, mas ele mostrou que tem talento. Em casa a gente sempre foi incentivado pelos meus pais, que não jogavam vôlei, mas eram craques em boliche."


Seleção volta de folga e
se prepara para viagem

São Paulo - Os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei vão dar uma paradinha para comemoram o dia dos pais neste domingo, mas só até o final da tarde, quando se reapresentam ao técnico Bernardinho e viajam para a Itália, onde disputarão o Troféu Consorzio Metano di Vallecamonica, de 14 a 19 de agosto.
E o rodízio dos jogadores prometido pelo técnico Bernardinho nesta competição é visto com bons olhos pelo oposto Ânderson e o meio-de-rede Gustavo. "Isso é bom para todo mundo. Quem não teve oportunidade de jogar o tempo todo na Liga Mundial, ganhará mais ritmo de jogo no torneio italiano", diz Ânderson.
"Enfrentar a Itália é sempre bom. O nível é sempre altíssimo e para mim, que não tinha experiência internacional, é uma maravilha jogar contra um time desses duas vezes em um curto espaço de tempo", justifica o oposto.
O meio-de-rede Gustavo, que, como Giba, vai defender o Ferrara no próximo campeonato italiano, é outro que aprova a idéia. "Estamos treinando para o Campeonato Sul-americano e é importante que todos ganhem ritmo", comenta.
Além de Brasil e Itália, participarão também República Tcheca, Eslováquia, França e Itália sub-23. A seleção brasileira masculina enfrentará a Itália sub-23 no dia 14, em Borno, às 15h30, a Itália no dia 15, em Ponte di Legno, às 12h30, a Eslováquia no dia 16, em Borno, às 15h30, a República Tcheca no dia 17, em Ponte di Legno, às 15h30, e a França no dia 18, em Darfo, às 15h30. As finais serão disputadas no dia 19, em Ponte di Legno, às 12 horas.
A seleção brasileira volta ao País no dia 20 e, no dia 23, em Barueri (SP), o grupo se reapresenta ao técnico Bernardinho para dar continuidade ao treinamento para o Campeonato Sul-americano, em Cáli, Colômbia, de 6 a 9 de setembro.


Copa Fiat começa
na quarta-feira

Melhores times do Brasil estão confirmados no evento

MaurÍcio Zanella

Chapecó - Está quase tudo pronto para a 1ª Copa Fiat de Futebol de Salão, que acontece de quarta-feira, dia 15, a domingo, dia 19, em Chapecó. Os melhores times do Brasil participam da competição, que deve reunir um bom público no Ginásio Ivo Silveira. As equipes do Santos e do Banespa, de São Paulo, a Ulbra, do Rio Grande do Sul, o Minas/Pax, de Minas Gerais, e as equipes catarinenses Malwee/Jaraguá e Tozzo/AABB, de Chapecó, prometem dar espetáculo durante os cinco dias de disputa.
A diretoria do Tozzo/AABB é a responsável pela promoção e organização da competição, e a expectativa é de casa cheia nos cinco dias de disputa. As seis equipes serão divididas em duas chaves de três times. Os dois primeiros de cada chave fazem as semifinais no sábado, dia 18, e no domingo acontecem as finais. A equipe campeã, receberá como prêmio R$ 8 mil, o vice-campeão R$ 3 mil e ainda R$ 2 mil para o terceiro.
Cerca de 500 ingressos antecipados já foram vendidos e a expectativa é que o ginásio receba 1500 pessoas por jogo. O ingresso vai custar R$ 10,00 por noite. Serão vendidos pacotes de R$ 50,00 para acompanhar as cinco noites e ainda será sorteado um automóvel. Para assistir os cinco dias de competição, pode ser adquirido o pacote de R$ 35,00, que não dá direito a concorrer ao carro. Estão à venda 1.850 ingressos, que é a capacidade do ginásio.
Os diretores do Tozzo/AABB apostam no alto nível das equipes e dos atletas para conseguir atrair um grande público de toda a região. Técnicos vencedores do futsal brasileiro estarão em Chapecó, como é o caso de Miltinho do Pax/Minas, PC da Ulbra, Ferreti da Malwee e Marcos Moraes do Banespa.
O torneio praticamente não tem favoritos, já que além dos técnicos de nível nacional, também estarão em Chapecó alguns dos melhores jogadores do País. O Tozzo/AABB entra em quadra embalado pela torcida, mas sabe que enfrentar equipes como a da Ulbra - vice-campeã da Liga Nacional - não será nada fácil. O Banespa também tem um time forte, campeão metropolitano, em torneio realizado na semana passada. A grande incógnita é a equipe do Santos, que pela análise dos organizadores também possui um bom time e venderá caro qualquer resultado negativo.


Seat aguarda Rally da Graciosa

Curitiba - A próxima etapa do Campeonato Brasileiro de Rali de Velocidade - o Rally da Graciosa -, marcado para começar na próxima sexta-feira e encerrar no domingo, dia 19, está agitando os bastidores da equipe Seat Rally (Banco Volkswagen/Repsol YPF), que trabalha intensivamente para receber a prova mais tradicional do calendário em casa.
A grande novidade é o retorno do rali para a charmosa Serra da Graciosa, de onde se originou o nome da prova, disputada pela última vez nesse trecho em 1996. É uma estrada estreita e sinuosa, construída no século 19, mesclando asfalto e paralelepípedos, margeando um trecho de Mata Atlântica preservada. Será um dia, dos três programados para o evento, de especiais no asfalto - mais comuns na Europa - e o piso favorável aos Seat Ibiza.
As feras do sul-americano - pilotos argentinos, uruguaios, paraguaios - estarão presentes, alguns com carros categoria A8, a que envolve maior tecnologia em rali e que não existe no Brasil. A equipe Seat Rally é campeã do sul-americano e brasileiro de rali de velocidade 2000, na categoria A7 (carros preparados, de 1600 a 2000 cc, tração 4x2), respectivamente, com as duplas Marcos Marcola/Sergio Tarcísio e Paulo Lemos/Sérgio Lima ao volante do Seat Ibiza Kit Car e disputa o Campeonato Brasileiro 2001 com o mesmo time.
O Rally da Graciosa é a prova preferida das duplas da Seat Rally. Por esta razão, a expectativa de bons resultados é muito grande entre os quatro integrantes, Paulo Lemos, Sérgio Lima, Marcos Marcola e Sérgio Tarcísio. "O percurso é muito técnico e por esta razão seletivo. Em praticamente todas as especiais, atingiremos velocidades a mais de 200 km/h. É o verdadeiro rali de velocidade", confirma o navegador Sergio Lima, com mais de 20 anos de experiência em rali.
O Rally da Graciosa começa no dia 17 com a disputa da sétima etapa do Brasileiro e quarta do Sul-americano. Cinco especiais totalizando 69 quilômetros, mais 189 quilômetros de deslocamentos. Das cinco especiais do dia, uma será na subida da serra da Graciosa e as outras acontecem na região de Morretes e estrada das Roseiras.
No final de semana o rali prossegue, em estradas de terra, com a disputa da oitava etapa do Brasileiro e quarta etapa do Sul-americano. No sábado, mais cinco especiais totalizando 123 quilômetros, mais 98 quilômetros de deslocamentos. No domingo, o dia é mais curto, com apenas três especiais somando 26 quilômetros, mais 55 quilômetros de deslocamentos.


Preparação de
motor ajuda equipe

Curitiba - Com carros de última geração disputando o Brasileiro de Rally de Velocidade, a equipe Seat Rally vem liderando a categoria A7 (carros com preparação, motor aspirado de 1600 cc a 2000 cc e tração 4x2) e se aproximando cada vez mais dos carros com tração 4x4 turbo, que correm na categoria N4.
Em função do resultado do ano passado, quando as duplas Marcos Marcola Celestino/Sérgio Tarcísio e Paulo Lemos/Sérgio Lima, foram respectivamente, campeãs sul-americana e brasileira na sua categoria, em seu ano de estréia nas competições, a equipe brasileira investiu forte na temporada 2001. Foi buscar apoio da Seat Sport Espanha, divisão esportiva da marca, e trouxe o que há de melhor no mundo em tecnologia em carros de rali para buscar o bicampeonato na sua categoria (A7) e estar na briga pelo título da geral.
O piloto Marcos Marcola conta que o Ibiza Kit Car deste ano melhorou muito em relação ao ano passado. "Conseguimos ganhar até 1,5 segundo por quilômetro, em trechos que sempre treinamos durante o ano. Mesmo assim temos sempre que contar com sorte em especiais menos travadas, onde os carros 4x4 levam menos vantagem", explica Marcola.
Nas primeiras quatro etapas do Brasileiro neste ano, duas em Erechim (RS) e duas em Florianópolis, os dois Seat Ibiza da equipe oficial de fábrica não conseguiram desempenhos plenos em terrenos mais propícios aos equipamentos com tração 4x4. Apesar de acostumados a andar juntos com os N4, que ainda utilizam motores turbinados, os trechos muito travados da região serrana de Santa Catarina e a chuva no Rio Grande do Sul, castigaram as duplas da equipe Seat Rally. "Nosso carro está cada dia melhor com as evoluções que conseguimos na motorização, distribuição de peso e suspensão", conta Paulo Lemos. "Mas temos que contar com a boa vontade do São Pedro", brinca o piloto paranaense.
Nas duas últimas etapas desta temporada, Rally do Rio de Janeiro, realizado em Resende, em junho, a equipe Seat Rally já teve condições melhores de piso e mostrou que de agora para o final da temporada, pretende ter no mínimo um de seus carros entre os primeiros colocados, grupo composto pelos potentes 4x4 com motores turbo. Com trechos de velocidades mais altas, a dupla Paulo Lemos/Sérgio Lima foi terceira colocada na geral de sábado e quinta no domingo. No primeiro dia, a mesma dupla venceu a primeira das quatro especiais, registrando o recorde do percurso de 22 quilômetros, colocando 7 segundos de vantagem sobre a dupla segunda colocada, Tino Viana/Edu Paula (Subaru Impreza 4x4, turbo).

 
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE
 
Por: Torque Comunicação e Internet